Relendo meu último post, respondi a mim mesma: o mundo não aprendeu muita coisa, não. Aliás, a coisa vem só degringolando... Em pleno 2022 temos que defender o óbvio. Tentamos abrir os olhos mas alguns preferem permanecer cegos porque a ficção lhes convém. Vestem a carapuça após despirem suas máscaras, sem o menor pudor. O chorume sobe pelo esgoto. E nestas voltas que o mundo dá, me lembrei de escrever. De colocar em caracteres tudo que pipoca nesta mente ora sã ora ensandecida. Agora estão me dando o nome de influencer e eu me pergunto: influencio quem? a quê? Eu espero contribuir com algo de positivo neste planeta tão... tão... louco. Não consegui achar adjetivo melhor. Estão todos loucos, nos deixando loucos sem saber onde é que isso vai dar. Tento me apegar ao que é bom. Ao que é justo. Ao que é humano. O lixo a gente tira da frente, joga fora, recicla o que pode e transforma a nossa volta. O vírus agora é o menor dos problemas. A infecção é coletiva. E não mais silenciosa. Os vermes estão estribuchando.
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
quinta-feira, 19 de março de 2020
The Best Is Yet To Come
O dia em que a Terra parou até então era apenas nome de filme e música. Mas quanto mais os dias passam, mais temos a certeza de que o caos não pertence apenas à ficção. E todos nós nos recolhemos às nossas casas e nunca estivemos tão perto de nossas dúvidas, nossos medos, nossa ansiedade. E podem falar o que for, mas nem nossos pais, nem os grandes CEOs, nem os cientistas, nem os estudantes, nem nosso presidente - bom, muito menos ele... -, nem chefes de igrejas, nem eu, nem você sabemos o porquê disso tudo. Nos encontramos perdidos em meio a tantas informações e recomendações, mas no fundo, no fundo, por quê? Qual o aprendizado disso tudo? Alguma lógica deve existir, não é possível... É uma obra de Deus? Ou uma falha de Deus e uma vitória do Diabo? Aliás... existe mesmo Deus? E quem é o Diabo? Seria obra do homem? Porque sabemos que o homem é o lobo do homem. E me recolho na minha ignorância e na minha insignificância tentando achar algum sentido para uma coisa que talvez não tenha que fazer sentido. Mas mesmo assim, eu gosto de procurá-lo. Porque não gosto de pensar que tudo seja em vão. E nesse meu ainda segundo dia de quarentena, nunca senti tanta saudade das pessoas que amo. Nunca estivemos tão sozinhos fisicamente, mas também, nunca estivemos tão unidos mentalmente. Talvez esteja aí o sentido de tudo isso: o amor. O amor aos nossos, o amor ao próximo. Amor este que esquecemos de demonstrar e às vezes, nos esquivamos até de sentir em meio a nossa agenda tão atarefada, nossos compromissos inadiáveis, nossos patamares inatingíveis... Amor este que deveria nos fazer repensar políticas, a economia, o sistema do mundo. Nunca soubemos quão interligados estávamos e o quanto precisamos um do outro. A engrenagem está parando. E caberá apenas a nós reiniciá-la. E como vamos fazer isso? A frase mais certa agora é "Só sei que nada sei.". Eu já disse aqui: não sabemos de nada, nem eu, nem você, nem Sócrates sabia. Nos resta apenas vencer mais essa batalha e procurarmos o melhor em nós e desejar o melhor para o mundo. Será que estávamos fazendo o nosso melhor? Será?
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Feliz Dia Do Ator
O nosso verbo é esperar
Esperar o chamado
Esperar a resposta
Esperar o ação
Esperar.
Mas a emoção não espera
E somos um poço de ansiedade
De medo
De angústia
De vontade
Estamos munidos do que precisam
Mas esperamos que precisem
Precisem de um exato perfil
De uma inexata data
Do nosso talento e munição
Essa carreira não é brincadeira, não
Parabéns a quem aguenta
Palmas para quem não sucumbiu
O mercado é maligno
Mas nossas verdades, o público já viu.
Com nossas piadas, muita gente riu.
E nossas lágrimas escorrem
Querendo desnudar o coração
De quem nunca se permitiu.
Feliz Dia Do Ator!
terça-feira, 16 de abril de 2019
Todos Os Meus Homens Que Não São Meus
A todos os meus homens que não são meus. Aqueles que nunca foram, e a maioria que jamais será. As vidas tão conectadas hoje nos desconectam do que realmente importa. Temos nossos contatinhos. Temos nossos passatempos. Nossos desejos. Nossas paixões veladas. Mas não temos a coragem de olhar no olho e dizer o que realmente pensamos, sentimos, do que temos medo. Uma curtida hoje pode dizer muita coisa... Mas diz? Diz apenas que perdemos nosso precioso tempo com virtualidade enquanto a vida acontece agora. É essa a modernidade líquida já tão falada. São os toques não concretizados, os amores não vividos, as trocas não realizadas. Dos meus homens que não são meus, nunca tive posse da abertura que me permitisse realmente conhecê-los. Foram meus apenas por alguns dias, ou uma noite, nas expectativas e na esperança que uma hora morre. A reciprocidade é tão rara... E a fuga tão rápida... João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Quem é você nessa quadrilha?
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Superlativo
Eu posso colocar a culpa no signo, no ascendente, na lua retrógada em mercúrio ou na minha gestação... Mas a verdade é que sou movida a paixão. E agora, meu irmão? Não me vem com mais ou menos, não me vem com chateação. Se for pra ser, que seja inteiro. Se for pra ser, pelo menos que seja maneiro. Aceitação comigo não! Você tem aquela retórica de melhor isso do que nada? Se vier com essa pra cima de moi, rá, será em vão! E isso vale pra trabalho, pra amizade, pra rotina e pro coração. A vida já é chata por si só, por que vou eu apressar a bodeação? E nessa busca constante pelo frio na barriga, a gente bate cabeça e pede perdão. Mas se é esse o combustível que nos move, a gente engole e contempla a solidão. Pra quem desfruta do superlativo, tudo que é inho está fora de questão.
domingo, 8 de abril de 2018
Depressão pós salto
Eu preciso superar. Preciso aceitar que adrenalina não rima com dia-a-dia, especialmente nas enfadonhas noites de domingo... Saltar de paraquedas é como paixão correspondida. Só que melhor. É como droga. Vicia. É melhor que pizza, que hamburger, que comida japonesa. Até melhor que NY, ouso dizer... Você tem um pico de euforia e gratidão e muitas tantas outras coisas que nem consigo expressar... mas e depois? É tipo fim da sessão de massagem. É como fim de festa, quando você volta para casa e se dá conta de que simplesmente, acabou. E agora? O que eu faço com essa energia? O que eu faço com essa saudade que quando nem havia tocado o chão eu já sentia? Eu quero de novo. E querer de novo é um perigo, me disseram. Talvez isso seja típico dos arianos. E talvez por isso sejamos eternos insatisfeitos... Eu quis gritar para o mundo o meu feito mas nem sempre estão interessados e nem todo mundo vai ouvir... O céu estava lindo! E foi um daqueles sábados inesquecíveis, de doer os músculos da face de tanto rir e sorrir. Experiências assim é que fazem a vida valer a pena. Ai, maldito frio na barriga...! Aquele 1min de queda livre abate dias e mais dias de tédio e solidão. Aquele 1min te faz rever toda sua existência, a grandiosidade do mundo e os perigos tão deliciosos da vida quando de repente, retorno aos meus 35 metros quadrados na capital e a ficha cai. A ficha cai de que a vida não é adrenalina. A vida é aceitação. E o prazer só é prazer porque é momentâneo. Voltemos então a nossa rotina normal, com as mais radicais lembranças e aquele gostinho de quero mais. Eu quero sempre muito mais.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Teoria da Relatividade
O tempo é relativo, certo? Mas a sua velocidade é fato. O que está acontecendo com as 24 horas do dia que voam, com os 7 dias da semana que passam e nem vemos, com os 30 dias do mês que simplesmente desaparecem? Veja só, já se foi a primeira semana de outubro! E o que estamos fazendo com o nosso tempo? Isso é que dá medo. Ainda não coloquei em prática aquele amor próprio que prometi na legenda do último Reveillon. Não viajei para fora do país. Não fui para a Chapada Diamantina, como desejava. Não ganhei na Mega Sena, mas também não joguei. A calcinha rosa da virada do ano não teve resultado. Mas deixemos de lado o pessimismo. Fizemos muito nesses últimos dez meses... Não há o que duvidar! Mas que dá medo, dá. Quanto tempo o seu tempo tem?
sexta-feira, 9 de junho de 2017
quinta-feira, 1 de junho de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
quinta-feira, 18 de maio de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
quinta-feira, 4 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
Se não fosse você
Talvez se não fosse o vento
Nem o tempo
Ou as rugas que chamamos experiência
Você estaria aqui
Talvez...
Não fossem as brigas
O ego
A disritmia
Você continuaria aqui
Talvez...
Se não houvesse maré
As luas
Profundidade
Tudo estaria dando pé
Mas afundamos
Batemos braço
Nadamos, nadamos
Você não me soltaria
Mas o relógio vem e vai
Ah, se não fosse a geografia
A história
A química
A matemática
Eu + você seria
Mas não somos
Se não fosse a vida
Certamente
Seríamos.
Nem o tempo
Ou as rugas que chamamos experiência
Você estaria aqui
Talvez...
Não fossem as brigas
O ego
A disritmia
Você continuaria aqui
Talvez...
Se não houvesse maré
As luas
Profundidade
Tudo estaria dando pé
Mas afundamos
Batemos braço
Nadamos, nadamos
Você não me soltaria
Mas o relógio vem e vai
Ah, se não fosse a geografia
A história
A química
A matemática
Eu + você seria
Mas não somos
Se não fosse a vida
Certamente
Seríamos.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Uma carta para você
Oi! Como você está? Sei lá... Queria saber como estão sendo seus dias. Como estão as suas noites de sono? Ontem demorei horas para dormir. Aquele turbilhão de pensamentos ainda continua. Estava difícil desligar... E falando em desligar... Onde é que desliga a saudade? (...) E ah! Assistiu aquele filme que te falei? Eu sabia que ia gostar! É um dos meus preferidos... Tenho escutado aquela música, lembra? Over and over again... Passaram-se poucas semanas, eu sei, que mais parecem meses. Eu não entendi no começo e continuo sem entender. E você, chegou a alguma conclusão? Tem alguma palavra amiga pra me dar? Alguma palavra bem macia que me sirva de conforto para essa total inadequação? Eu parei de ver as nossas fotos. Eu até tinha parado com nossa playlist porque ela me deixava triste. Mas resolvi voltar a escutar. E agora ela me deixa distante. Aliás... é assim que estaremos a cada dia que passa: mais distantes. As lembranças são ainda palpáveis mas o perfume está indo embora... Não bastasse a geografia, o tempo é implacável, não é mesmo? Um santo remédio, alguns diriam. Mas eu queria que ele tivesse parado naquela manhã que acordamos com o sol invadindo o quarto, enquanto escutávamos o vai-e-vem das ondas. Eu te disse em tom de brincadeira mas era verdade: eu queria morar ali. Pra sempre. Ter aquilo tudo pra sempre. Ou só você mesmo. Dispensaria a cama fofa. Os travesseiros. A televisão. O azul do céu. O azul do mar. O frigobar. Queria ter apenas minha cabeça apoiada no seu peito e sentir aquela paz quase surreal. Eu ainda não entendi pra que essas peças da vida, não. Mas tô firme e forte, acredite. Morta de saudade e cheia de dúvidas, mas continuo caminhando. Caminhando e lembrando de você a cada carro, a cada esquina, a cada gole, a cada flor. Vou repetir a pergunta: onde é que desliga a saudade? Hein? O tempo vai nos matar, não vai? Não a mim. Nem a ti. Pelo menos não tão cedo... Vai matar o "nós dois". Aliás, já estamos morrendo... Bom, então é isso. Um beijo. Enorme. Verdadeiro. Infinito. Virtual. Irreal, como todos foram: irreais.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Na malinha de mão do nosso coração
Cada um fez sua mala. Cada um pegou seu carro ou avião. Cada um voltou pra sua casa. Cada um tenta voltar a sua rotina. Cada um sente uma saudade diferente. Mas todos compartilhamos do mesmo vazio... Nosso mundo paralelo chegou ao fim. Foi uma vida em 55 dias. Uma vida louca, uma vida breve. Formamos uma família, formamos casais apaixonados, formamos uma equipe FODA com vitória garantida. Formamos uma onda de alegria que não quer chegar na praia e morrer. Mas a maré vem e vai. E a isso teremos que nos acostumar. Agradeço cada segundo vivido, cada abraço apertado, cada beijo dado, cada gargalhada solta, cada música cantada, cada carinho recebido. Desejo lembrar de cada rosto, de cada palavra e de cada gesto até os meus últimos dias mas tenho medo dos efeitos do tempo. Não sabemos para onde cada um vai, mas sabemos onde estão guardados. Estão todos aqui, na malinha de mão do nosso coração.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Setembro
Ah, a vida e suas surpresas! Para quem não me acompanha nas redes sociais, vivo há 20 dias numa cidade distante, a exatos 1.866km de casa. Se não fosse o trabalho, provavelmente jamais pisaria aqui. Aliás, quando me falaram Feira de Santana eu me animei ao achar que fosse uma cidade praiana. Mas não. Estamos a 100km de Salvador, envoltos numa atmosfera de carinho e estranhamento. A rotina é outra. O sotaque é outro. Os compromissos outros. Até o organismo estranhou e pediu 1L de soro e alguns medicamentos. Mas estar longe está sendo interessantíssimo. É como tirar férias da própria vida e experimentar o inusitado. Campanha política é um universo paralelo. Só quem já fez sabe. Trouxe meu livro para forjar um pedacinho de casa mas ele está exatamente como deixei. Não abri. É como negar por 50 dias a minha realidade e me dar ao deleite de experimentar uma nova. Está tudo tranquilo, divertido e diferente. A passagem de volta está marcada para 30 de setembro, mas o desejo já é prolongar um pouquinho mais para desbravar as terras baianas. Quanta coisa linda e quanta gente querida... Às vezes a saudade bate mas sabemos que tem data de validade. São as loucuras e os prazeres que minha profissão me proporciona. Bahia, eu sempre te amei!
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