quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meio de semana

Com o sono ainda atrasado, com a garganta pseudo tampada, "decorei" e ensaiei hoje uma cena de A Serpente, de Nelson Rodrigues. Sou a serpente.
Tive a companhia de uma linda amiga no japonês mais gostoso que conheço, e digo que não comi socialmente. Colocamos 3 semanas de papo em dia... e finalizei com um sorvetinho Haggen-Dazs de doce de leite. Como amo... os 3: minha amiga, japonês e Haggen-Dazs...
A faxineira fez sua visita providencial e o fim de semana se aproxima. Amanhã queria dormir atééé acordar...
Hoje me disseram que meus "problemas" são mais simples do que eu imagino. Será?
Esqueci de comentar... vi a propaganda para a qual eu não passei no teste, a do remédio de garganta: Flogoral... é, acontece...
Good night and good luck! I´m gonna need them both...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Bette Davis Eyes (Kim Carnes)

http://www.youtube.com/watch?v=_-RdAzkKlXY
Her hair is harlowe gold,
Her lips sweet surprise
Her hands are never cold,
She's got bette davis eyes
She'll turn her music on you,
You won't have to think twice
She's pure as new york snow,
She got bette davis eyes
And she'll tease you,
She'll unease you
All the better just to please you
She's precocious and she knows just
What it takes to make a pro blush
She got greta garbo stand off sighs,
She's got bette davis eyes
She'll let you take her home,
It whets her appetite
She'll lay you on her throne,
She got bette davis eyes
She'll take a tumble on you,
Roll you like you were dice
Until you come out blue,
She's got bette davis eyes
She'll expose you, when she snows you
Off your feet with the crumbs she throws you
She's ferocious and she knows just
What it takes to make a pro blush
All the boys think she's a spy,
She's got bette davis eyes
And she'll tease you,
She'll unease you
All the better just to please you
She's precocious, and she knows just
What it takes to make a pro blush
All the boys think she's a spy,
She's got bette davis eyes...

A viagem de volta

A viagem foi uma viagem!
Ainda estou na leitura densa de Cem Anos de Solidão. Acho que terei esse livro para sempre na minha mochila, já que sempre chama atenção de pessoas interessantes que por mim passam ou que sentam ao meu lado. No ônibus, na poltrona ao lado, veio uma simpática e articulada senhora mineira que mora em São Paulo há 27 anos e tem família no Rio. Sônia. Me contou que ficou aliviada ao saber que eu seria sua companheira de viagem, já que tantos sem dentes perambulavam pela rodoviária e pelo ônibus. Disse-me também que foi professora de Citologia na USP e hoje dedica sua vida a ler livros dos mais diferentes assuntos. Sobre o Islã era a escolha da vez. Me mostrou que em sua mala carregava outros 4 livros. E que jamais voltaria a ler sobre celúlas e formação dos tecidos, dos órgãos e do corpo humano. Me contou com carinho sobre sua família, sobre os netos, e disse que fará os mais positivos pensamentos para minha carreira. "Você é jovem. Tem muita estrada pela frente. Mas a vida é curta e eu apóio que façamos o que a gente gosta", ela disse. Não deu tempo de falar tchau para Sônia, mas foi uma bela companhia.
Aí então, dois fatos bizarros me acompanharam nas 6h de ponte terrestre. O primeiro foi um senhor, muito magro e alto, que teimou em tocar gaita e flauta durante toda a viagem, mesmo com a reclamação de muitos passageiros. Bateu o pé, disse que estava aprendendo a tocar e que quem estivesse incomodado que fosse para o fundo do ônibus. Hahaha... surreal. Ainda bem que meu MP3 me acompanhou durante grande parte da viagem e que mesmo assim, eu amo o som de gaita.
O segundo foi um senhor já de idade, com pinta de louco, que flagrei balançando o vestido de uma senhora que se levantou para retirar a mala do bagageiro e passou de leve a mão em sua bunda. Acho que na correria a mulher não chegou a perceber, mas eu vi a malandragem do velho e sua taradice. Que nojo. Se fosse comigo eu cuspiria na cara e chamaria de porco. Tem homem que não tem noção mesmo, né...
Cheguei em São Paulo às 4 da tarde... e como de costume, a cidade perdeu outra parte de seu brilho ao ser comparada com a Cidade Maravilhosa. Eu tentei me segurar e reforçar que adoro São Paulo - o que é verdade -, mas não pude evitar.
Fui para a aula de teatro, exausta, tive a última aula de voz, recebi boas críticas da professora, ensaiamos a peça de julho, cheguei em casa, contei resumidamente meus dias calorosos de Rio de Janeiro para as meninas, tomei uma canja, e estou aqui sentada, tentando colocar meus afazeres em dia com minha mala aberta e minha cama repleta de roupas no quarto. Tive a tensa notícia de que preciso saber o que vou fazer da minha vida, já que pretendemos desocupar o apartamento em breve devido ao retorno do garoto de intercâmbio. Mas o que pairam na minha cabeça são dúvidas a respeito do meu segundo semestre. Como posso assumir um quarto num novo apartamento na Selva de Pedra se não sei se continuarei aqui? Quando tudo parece tranquilo, alguma bomba estoura. Já estou acostumada com isso. Não sei o que fazer.
Sônia me contou sobre o insight de seu neto prodígio de 11 anos acerca da Filosofia: "Será?" é filosofia. "É." não é filosofia. Minha vida nesse momento se resume à filosofia... ser ou não ser... ir ou não ir... fazer e como fazer... falar ou não falar... pensar? São tantas questões...

Tantas coisas...

Meu Deus do céu, não sei nem por onde começar... foram tantas coisas em tão pouco tempo...
Cheguei no Rio por volta das 4 da tarde. Fui para a casa de minha querida amiga da faculdade que me abrigaria e me seria uma companhia tão especial nesses últimos 4 dias na Zona Sul. Me apaixonei pela rua, tem a minha cara, me apaixonei pelo apartamento que está a dois quarteirões do Posto 10. Acho que deixei as lembranças do Leblon em segundo lugar!
Sozinha, perdida na cidade, esperando minha amiga sair do trabalho, à espera de um programa para minha sexta-feira, fui andar pelas areias de Ipanema... vi o anoitecer sozinha no Arpoador... pedi para as águas a mais pura felicidade e sucesso profissional. As águas costumam de ouvir...
As horas se foram, e combinamos nossa noite com pessoas que uma conheci e outra que revi. Especilíssimas. Após o pub irlandês, fomos munidos de algumas garrafas de vinho e quitutes e amanhacemos na praia, sem a mínima noção prática do perigo. Desta vez o mar estava demasiado revolto e nos contentamos com a areia. Os detalhes eu guardo como doce memória.
Sábado foi um dia de dormir só 3 horas até o meio-dia, pegar uma praia, rever dois amigos unespianos, uma balada em Botafogo e a noite ia longe...
Domingo, Dia das Mães, e eu longe da minha, fui comemorar com a família do namorado da amiga numa churrascaria delícia, após um chopp escuro do Belmonte e uma empada yummy de camarão e mais de uma hora de espera. Rimos demais, comemos demais, tudo demais. E o teste se aproximava...
Descansei no meu domingo à noite, ensaiei muito em frente ao espelho, dormi cedo. Segunda-feira, lá ia eu para os estúdios da Rede Record na Estrada dos Bandeirantes. Cheguei uma hora mais cedo do que o previsto (sou uma garota prevenida, né, nunca se sabe...), esperei mais outras quase duas... e chamaram meu nome.
Pela primeira vez na vida entrei em um estúdio de gravação de verdade. Não era uma sala comercial adaptada como aconteceu no filme No Olho da Rua, ou um cenário improvisado e barato dos alunos da USP. Era um estúdio de verdade. Numa emissora de verdade. Uma chance de verdade. Era muita responsabilidade. O estômago dava sinais de um nervosismo esperado e inédito, parecido com o que tive na minha estreia no Teatro Pedro II, ao saber que mil pessoas assistiriam nossa primeira apresentação do dia. Após tirar fotos com o papel de identificação na mão, após ouvir alguns toques, tive um branco na primeira gravação. Isso nunca me acontece. Mas a segunda foi que foi. Poderia ter sido melhor, lógico, já ainda tenho muito o que aprender na frente da danada da câmera. Estou arquivada no banco de atores da Rede Record! A sorte está lançada, sendo que me falaram que sorte é a combinação de preparo e oportunidade.
Voltei para casa, envolta na trilha sonora que se confundia com a tormenta que se passava pela minha cabeça. Não sei se me dei conta até agora do que tinha acabado de realizar. E até onde consegui chegar, em tão pouco tempo de luta. Observei a cidade, cada detalhe, cada vista que me foram oferecidos. Pensei muito em mudar para lá. Cheguei em Ipanema, coloquei minha roupa de ginástica, e fui tentar queimar as calorias do Bob´s que havia na pressa almoçado. Vi muitos famosos nesse dia, Luiza Brunet lindíssima, Maria Flor de bicicleta, Rafael Calomeni (o Expedito e um arraso!), Leonardo Brício, Fiorella Mattheis, e mais outros que nem sei e nem me lembro.
Um fato engraçado foi que durante minha caminhada, cruzei com um grupo de homens, e ouvi um deles se perguntando sobre mim: "Ela é atriz, né?". Juro que isso aconteceu. E sim, sou. Pelo menos tentando ser. Inclusive estou aqui no Rio para isso. A áurea já está iluminada...
Mais à noite, jantamos um japa especial, e a curta segunda temporada no Rio de Janeiro de acabava. Beijos e despedidas, promessas e pedidos de não-promessa, uma lista de coisas e lugares a fazer e serem visitados na terceira temporada, caixas de bombom de agradecimento pela recepção, muita esperança na mala, sono atrasado, e peguei o ônibus de volta terça-feira pela manhã.
Esse seriado ainda vai longe! Eu amo o Rio de Janeiro! E sim, ele continua mais lindo do que nunca...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Já é tarde...

Já é tarde e preciso dormir. Tentarei pegar o ônibus das 9h para o Rio.
Hoje gravei meu primeiro DVD Book. É complicado se ver na tela. Quem já se viu sabe do que estou falando... Mas deu tudo certo! Agora é só aguardar as respostas dos superiores... E torceremos para respostas positivas.
Bom final de semana!
Tentarei me corresponder das terras cariocas! Eu juro!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Feliz!

Eu só tenho a agradecer. Hoje assumi para mim mesma que estou em uma das fases mais felizes da minha vida. Mesmo com toda a insegurança e incerteza, o mundo começa a abrir suas portas para mim, e começo a ver que o sonho é mais real do que jamais eu pude imaginar.
A semana caminha melhor do que eu esperava...
Estou cadastrada em mais 3 agências. Ou seja, ao todo, 5 agências disponibilizam meus dados e materiais e as chances de trabalho vão se multiplicando. Mas ainda falta muito chão para percorrer...
Hoje encontrei um grande e velho amigo que estava a trabalho aqui na capital e fomos a um restaurante japonês bem gostoso. E nos perguntamos quem diria?!, já que jamais pensamos 9 anos atrás que estaríamos um dia sentados num japa em São Paulo, conversando sobre o agora e o futuro... Ele relembrou o ano passado, quando eu ainda estava envolta numa nuvem negra de pessimismo achando que estava fadada ao fracasso, e que ele sempre tentou me falar que eu era capaz e boa em tudo o que fazia, e que ia dar muito certo na vida, qualquer que fosse a profissão a ser trilhada. Eu ri. Ele não era o único a me dizer isso. Eu juro que tentava acreditar na época... mas não conseguia. Hoje eu acredito.
De acordo com meu alto astral, me rendi a um sapato boneca vermelho de salto e sola de borracha... confesso que me apertou o pé, mas, uma graça. Perfeito para o batidão na Selva de Pedra.
Amanhã gravo meu vídeo book. Estava até agora ensaiando a curta mas densa cena.
Vamo que vamo e seja o que Deus quiser!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

VOTEM!

QUERIDOS LEITORES, POR FAVOR VOTEM AQUI AO LADO ESQUERDO PARA O PRÊMIO TOP BLOG! VAI DEMORAR APENAS 30 SEGUNDINHOS DA VIDA DE VOCÊS. NÃO CUSTA! NÃO QUE EU ESPERE GANHAR ALGUMA COISA... MAS... YOU NEVER KNOW, NÉ... OBRIGADA!

Na RedeTV

Nessa vida a gente faz quase de tudo!
Hugh Jackman está no Brasil e eu estive na RedeTV. Hoje fiz a temida simulação, que irá ao ar no programa Bom Dia Mulher, que está de cara nova e com novos apresentadores, após a não-renovação de contrato de Olga Bongiovani.
O carro da RedeTV me buscou e me trouxe em casa - o que me fez sentir meio importante. Andei por parte dos novos estúdios da RedeTV em Osasco, a tv que mais cresce no Brasil e fui maquilada e escovada no camarim mais glamour até hoje.
Resumindo a história real simulada, muito comum aliás: uma mulher, após anos de casamento, começa a comer compulsivamente e engordar, deteriorada por uma depressão. Em vista disso, e depois de conversas para que a mulher páre de comer e passe a se cuidar mais, seu marido a trai com uma amiga, que era eu. Fim. Hahaha...
Achei que fosse dar meu primeiro beijo cenográfico, mas não foi preciso. Gravamos umas cenas na beira da Marginal Tietê, com todo o movimento de carros e pessoas curiosas que não resistem a uma câmera e logo param para assistir. Conheci pessoas... e mais um ítem para meu currículo. Tá ficando difícil de mantê-lo atualizado, viu. Que bom!
Conheci um novo salão aqui perto de casa, paguei a unha mais cara da minha vida até agora, mas gostei e fui a minha aula de teatro. Hoje está menos frio, o que não quer dizer que eu não vá dormir tão bem quanto tenho dormido ultimamente... não fui à academia hoje e estou exausta e animada para meu final de semana prolongado na Cidade Maravilhosa. Já comecei a estudar minha cena para meu primeiro teste para dramaturgia. Afinal de contas, sempre prezo por um bom resultado final de tudo o que faço, seja teste, seja ensaio, seja peça, seja filme, seja propaganda, seja simulação.
Essa vida não é fácil...
Tomei agora uma sopa bem exótica de banana e acho que estou pronta para me enfiar debaixo dos meus dois edredons.
¿Qué te parece?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Name (Goo Goo Dolls)

http://www.youtube.com/watch?v=ip1Tz-35WB4
And even though the moment passed me by
I still can't turn away
'Cause all the dreams you never thought you'd lose
Got tossed along the way
And letters that you never meant to send
Get lost or thrown away
And now we're grown up orphans
That never knew their names
We don't belong to no one
That's a shame
But if you could hide beside me
Maybe for a while
And I won't tell no one your name
And I won't tell em your name
Scars are souvenirs you never lose
The past is never far
Did you lose yourself somewhere out there
Did you get to be a star
And don't it make you sad to know that life
Is more than who we are
You grew up way too fast
And now there's nothing to believe
And reruns all become our history
A tired song keeps playing on a tired radio
And I won't tell no one your name
And I won't tell em your name
I think about you all the time
But I don't need the same
It's lonely where you are come back down
And I won't tell em your name...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Que friiiiiiio!

Gente de Deus... tá frio! Hoje foi complicadérrimo levantar... prorroguei minha soneca quatro vezes de manhã...
Acordei já preocupada com a gravação do meu video book. E por indicação dos amigos que fazemos ao longo dessa estrada, já consegui uma pessoa que milagrosamente, permite que gravemos no mais tardar, quinta-feira, e me prometeu entregar na sexta de manhã. Menos mal. Agora fico só no aguardo do texto para a cena a ser gravada, o que também é tenso, já que se exige um estudo e um preparo anteriores.
Recebi um convite para um trabalho amanhã: uma simulação no programa Bom Dia Mulher, da RedeTV. "Stella, você faz simulação?" Faço? Faço, ué, lógico. Nessa vida a gente faz de tudo... epa epa epa, quase tudo. Ao meio-dia a produção me busca em casa... Não sei exatamente como será essa simulação, o que não mais me atormenta, pois tudo o que tenho feito ultimamente é surpresa. E de um certo modo, eu adoro surpresas!
E vamos preenchendo o currículo e ganhando experiências!
Acho que por hoje é só. Já tá bom, né?
Até!

E começa tudo de novo...

Fim de feriado prolongado! Domingo. Dia de despedidas, dia de algumas lágrimas, dia de promessas de voltar logo, dia de ter vontade de ficar só mais um pouquinho, dia de retornar.
Cheguei por volta de meia-noite em São Paulo depois de uma carona providencial com um amigo. A estrada estava cheia e o medo de enfrentarmos um belo trânsito a essa hora da noite foi desfeito ao encontrarmos a Marginal livre. Ao avistar todo o movimento, de direção à capital e de direção ao interior, a estrada mais parecia dois colares, um de rubi e outro de pérola, respectivamente. Ao abrir a porta, vi que já estavam todas dormindo...
Já tenho consciência de que a semana vai ser pesada. Preciso de estar com meu vídeobook em mãos até sexta-feira. Isso é possível? Porque se não, terei de fazer o impossível. Sexta também embarco para o Rio de Janeiro com a bagagem cheia de esperanças.
Minha irmã me perguntou esses dias se eu digo que sou atriz. E isso é uma dúvida constante na minha cabeça. "Profissão?". E eu respondo o quê? "Então, eu sou formada em Relações Internacionais, no entanto, estou tentando entrar para o mundo das artes...". É o que respondo. Eu estou tentando ser atriz. Mas o que me faz ou fará uma atriz? O sonho de atuar? A capacidade de atuar? A burocracia de possuir o DRT? Um trabalho em andamento? Ou a procura por trabalhos? Eita sonho mais complicado, viu.
Mas, como a palavra tem força, eu sou atriz. E ponto.
Boa semana!

sábado, 2 de maio de 2009

Everything You Want (Vertical Horizon)

http://www.youtube.com/watch?v=vc_ZXcYrQU4&feature=related
Somewhere there's speaking
It's already coming in
Oh and it's rising at the back of your mind
You never could get it
Unless you were fed it
Now you're here and you don't know why
But under skinned knees and the skid marks
Past the places where you used to learn
You howl and listen
Listen and wait for the
Echoes of angels who won't return
He's everything you want
He's everything you need
He's everything inside of you
That you wish you could be
He says all the right things
At exactly the right time
But he means nothing to you
And you don't know why
You're waiting for someone
To put you together
You're waiting for someone to push you away
There's always another wound to discover
There's always something more you wish he'd say
But you'll just sit tight
And watch it unwind
It's only what you're asking for
And you'll be just fine
With all of your time
It's only what you're waiting for
Out of the island
Into the highway
Past the places where you might have turned
You never did notice
But you still hide away
The anger of angels who won't return
I am everything you want
I am everything you need
I am everything inside of you
That you wish you could be
I say all the right things
At exactly the right time
But I mean nothing to you and I don't know why...

Começo de Maio

Maio. Já. Meu Deus, como o tempo voa!
Hoje foi aniversário de mamãe e pela primeira vez em meses, os 4 filhos estavam reunidos. Lindo! Lindo!
Almoçamos no Barbacoa, cortamos um bolo delicioso e comemos o bolo delicioso.
Agora à noite, revi minhas amigas mulheres que estava com tantas saudades... tentamos colocar os papos em dia, contei parte das minhas novidades, elas ficaram chocadas e felizes e já estão na torcida para o ouro...
Amo minhas amigas. Amo!
Comemos, bebemos, comemos, conversamos, rimos, tiramos fotos, muitas fotos, lógico.
Mas eu estou um bagaço. Duas noites pouco dormidas.
E agora começou uma chuvinha fina na Califórnia brasileira... um friozinho gostoso...
Vou parar por aqui. A semana vai ser pesada, ai ai ai. Adoro!
Boa noite, bom mês das noivas. Ai como tenho medo dos papos sobre casamento... e eles estão cada vez mais próximos... e eu cada vez mais longe.

Figuração e Cansaço

A figuração atrapalha ou não atrapalha o currículo do ator?
Bom, essa é uma eterna discussão, mas que se trata de um trabalho osso e muito mal remunerado, isso é um fato. Por outro lado, depois a gente tem muita história para contar...
Consegui dormir apenas às 2h da manhã e às 4h meu delicioso despertador me acordou. Sem saber, um ônibus nos esperava às 5h para as gravações que seriam feitas no litoral. "Legal...", pensei, "ninguém me avisou".
Fui completamente despreparada, sem escova de dente, sem pasta, sem escova de cabelo, sem desodorante, sem bateria no celular, que morreu às 11 da manhã após uma importante e positiva ligação que eu deveria fazer e fiz.
Enfim. Voltei para São Paulo às 20h. Morta. Foi impossível ir ensaiar no teatro, pedi desculpas, mas meus pés estavam cheios de bolha e areia, o corpo doído e cansado.
A propaganda vai ser animal, pelo o que tudo indica, e se eu tiver sorte, mas muita sorte mesmo, apareço em um milésimo de segundo e olhe lá. Mas fiquei na frente nas duas cenas gravadas, não me mandaram para trás como fizeram com alguns que erraram as simples ordens do diretor - bonito ele, por sinal. Fiz minha figuração bem e pronto.
As propagandas de banco são sempre incríveis, né, com textos super inspiradores, imagens magníficas, muita grana, muita gente do staff e muita produção envolvidas. Mas não posso dar detalhes até que vá ao ar, já que o contrato que assinei não permite.
Mas Deus abençoe os figurantes! Existem pessoas que vivem disso, de figuração, sabia? Eu não sabia. E como acho injusto coadjuvantes ganharem 10 vezes mais do que o figurante se fazem o mesmo trabalho ou até menos... "Mas quando eu for grande..." tudo serão águas passadas e o Arquivo Confidencial do Faustão vai relembrar os tempos remotos de ralação, exploração e baixos cachês.
Às 23h, encontrei minha irmã na rodoviária depois de meses de distância, e voltamos para Ribeirão. Os demais passageiros do ônibus certamente queriam nos metralhar, já que eram meses de papos a serem postos em dia. A gente não teve culpa!
Às 3:30h do dia primeiro, chegávamos em solos ribeirãopretanos. Cansada eu? Magina. Bobeira.
Eita vida. Eita vida de cão!
Mas a notícia que recebi no telefonema fez tudo valer a pena. Manoel Carlos me espera...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

"A semana está bombando!"

Isso foi o que disse minha mãe, quando liguei para ela para contar as tantas novidades de ontem para hoje.
Sim, irei para o Rio de Janeiro realizar meus testes! A Rede Record me confirmou, e inclusive, texto em mãos!
Hoje meio-dia encontrei na Starbucks um estudante da AIC para um outro possível curta semana que vem. A resposta vem amanhã.
À tarde, fui a uma agência, deixei fotos, fiz meu cadastro, e agora é só esperar o telefone tocar e me avisar de novos testes, que espero que em breve virão...
Amanhã, às 5h da matina, farei propaganda para o HSBC! Bacana, né?
A outra notícia, bombástica!, eu guardo para depois, mas chegou por e-mail e foi seguida de uma ligação urgente. O coração quase saiu pela boca... Mas só conto após as 11h de amanhã quando terei uma resposta de verdade. Mas digo que estou realmente a um passo da Globo... de Hollywood ainda não sei...
Hoje andei a Avenida Paulista inteira... de cabo a rabo... tive um momento de nostalgia daquilo que nunca fui, daquilo que poderia ser e que provavelmente não serei: uma empresária de uma importante coorporação, com seu lindo terninho, que trabalha em um dos imponentes prédios espelhados, que sai para tomar um café com seus amigos também empresários no McCafé, ou no Café do Ponto dentro da FNAC, no Subito, ou qualquer outro lugar gostosinho que a Paulista oferece...
Ali bate o coração de São Paulo! Em uma tarde, vi a RedeTV fazendo reportagem, vi Rodolfo (lembra, do E.T. & Rodolfo?) entrevistando um certo alguém, uns outros caras com algumas câmeras... vi ambulantes fugindo com suas barraquinhas improvisadas em 2 segundos quando pintou polícia por perto, e voltando em 2 segundos e montando suas barraquinhas improvisadas quando a polícia sumiu... vi uma bolsa Dolce & Cabana em uma galeria de chineses, linda, por 120 reais. Não tive coragem de comprar... se você não pode pagar uma original, não compre uma cópia. Só se ela for muito, mas muito perfeita. Mas mesmo assim, você sabe que o capital simbólico dela não existe e para que se torturar? Um dia eu compro uma Dolce & Gabbana. E minhas botas longas Gucci. E andarei pelas ruas de New York...
Desvendei ruas, lugares, lojinhas, comprei um poncho preto gracinha por 39 reais!
Mas ao que tudo indica, não precisarei de tantas roupas de frio... e sim de lindos e poderosos biquinis para desfilar no Calçadão carioca... Ai! Se Deus quiser!
Amanhã encontro minha querida irmã que não vejo há meses na rodoviária, e passaremos a madrugada a caminho da Califórnia brasileira. O feriado vai ser uma delícia, mesmo eu perdendo a Virada Cultural na capital...
E na luta contra o relógio e contra o cansaço, e já com medo do meu despertador que tocará às 4h da manhã... boa noite!
Que semana! Que semana!

Pequeno Detalhe da Picaretagem!

Após todo o turbilhão de desabafos e indignação sobre a picaretagem do grupo de teatro infantil que a comunidade do orkut desencadeou, me adiciona no orkut um dos professores daquele meu terrível final de semana, alegando que também foi vítima da insensatez e bizarrice de Kinho Oliveira e Beatriz Oliveira.
Credo. Parece que essa história não vai morrer tão cedo. Vaso ruim não quebra, não é verdade?

Dia bom!

Dia bom essa minha terça-feira!
Fui à academia, suei bastante, revelei as fotos que levarei na minha lista infinita de agências a começar amanhã e fiquei um tempão rodando as ruas do bairro à procura de um álbum bacana para elas. Não achei.
Resolvi procurar nas papelarias do shopping, onde também não achei, mas onde comprei um lindo vestido preto para uma festa que se aproxima e uma blusa branca meia-estação.
Antes de preencher meu guarda-roupa de inverno, preciso primeiro recheá-lo de meia-estação...
Além disso, passei nas 6 lojas de bijouterias que o shopping oferece cotando preços de um colar de pérolas. Ah, e realmente a paciência é uma virtude! Quase me rendi ao colar de 67 reais. Mas pensei bem, pensei na minha instabilidade financeira, na minha instabilidade profissional e na minha instabilidade pessoal, e desisti. Na penúltima loja, achei um de 49 reais, porém, não muito bem-acabado, e mesmo assim, ainda caro. No último corredor, a caminho da saída, achei o melhor custo-benefício, por metade do preço do primeiro. Incrível como a mesma mercadoria sofre uma mutação de preços dentro de um mesmo quadrilátero, não é?!
Andando eu, feliz e contente com sacolas na mão, achando que posso gastar, recebo uma ligação inesperada, sendo convidada para um teste de vídeo na Rede Record do Rio de Janeiro. Ah! Mas a tarde que era boa ficou ainda melhor...
Enfim, se tudo der certo, próximo final de semana estarei em terras cariocas! Para dois testes! E para visitar amigos, rever amigos, rever o mar... o mar... Dou maiores detalhes depois, guenta aí.
Fui para meu teatro, apresentei uma cena de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, sendo eu Aurora, e estamos no acabamento final dela. Voltei para casa, tomo uma sopa delícia preparada pelas meninas, e recebo a notícia de um outro teste-entrevista para um curta amanhã, e vamo que vamo!
Hoje a faxineira veio e limpou 20 dias de sujeira de 4 meninas. Que bom poder pisar descalça no chão e andar de meia sem grandes preocupações...
"E aí, Stella, como andam os testes?" Bem. Bem.
Boa noite que o dia será cheio amanhã... e vamos ver se serei aprovada para o casting da minha primeira agência a ser visitada. Wish me luck! E graças a Deus ainda não apresento os sintomas da gripe suína!
Bons sonhos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

E a gripe suína, hein?

Enquanto o mundo se estremece com o risco crescente da gripe suína; enquanto Ronaldo - O Gordo - se supera a cada jogo e se declara "a pessoa mais feliz do mundo" lembrando uma fênix - que renasce das cinzas -; enquanto Dilma supera a retirada de um linfoma; enquanto o Maranhão se afoga em enchentes; minha luta continua.
Hoje confesso não estar em um dia muito bom... cheia de dúvidas e receios... com um convite para fazer um teste para um longa no Rio de Janeiro em 10 dias que ainda não sei se vou, se devo, se é sério, e que está me consumindo. Outro enorme detalhe que me consome é o que vou fazer e onde vou fazer no meu segundo semestre e o que estou fazendo da minha vida.
Estou até com uma pseudo dor de cabeça, e nunca tenho dor de cabeça. "Você está muito pilhada", disseram as meninas. Devo estar mesmo, devo estar...
Tem um bolo quentinho de cenoura aqui em casa e estou me segurando para não devorá-lo, mesmo após dois pedaços que afundaram minha tentativa de dieta ao longo do dia.
Recebi a notícia do falecimento de um professor da faculdade. Professor bem excêntrico, poderia dizer. Meu último contato com ele foi no 4o ano, numa briga quando o coloquei na parece após faltar 3 semanas e nem dar satisfação para seus alunos, quando desabafei os 4 anos de raiva e incertezas que sofri ao longo da graduação em relação a sua falta de seriedade, didática e comprometimento, apesar de ser um cara extremamente inteligente, articulado, interessante e único. Também não sabíamos de sua doença: câncer. É o segundo professor unespiano que "vai embora" em um ano por conta dele.
Melhor ver um pouco de televisão... esquecer todos os afazeres eletrônicos, e todos os obstáculos que vão e voltam na minha mente e relaxar.
E ainda tem gente que acha que estou num vidão aqui em São Paulo...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Um Dia Útil (Maurício Pereira)

De manhã eu levantei, fiz xixi, li o jornal
Sem escovar o dente
Tomei café com leite - como sempre correndo -, me arrumei, fui trabalhar
Nem lembrei de dizer tchau pro povo lá de casa
Fui tocar música com meus amigos músicos
Aí eu canto, o dia inteiro eu canto
E canto, e canto, e canto, e canto
Às vezes pra ninguém porque é ensaio
Às vezes pra ninguém mesmo não sendo ensaio
Mas sempre junto com meus amigos músicos
E quando vai a multidão parece que eu sou tão importante!
Depois acaba tudo e eu volto quieto pra casa
E quando eu chego lá em casa tá todo mundo dormindo
Tá tudo escuro, escuro pra burro
Eu fico olhando a rua pela janela de casa
É madrugada, eu sozinho com eles dormindo
Desligo a última luz da casa
Vou dando trombada até o quarto dos moleques
Beijo eles, um por um, cubro eles, um por um
Tropeço um bocado pra chegar na minha cama
Eu dou um beijo leve e demorado nos cabelos da minha mulher que dorme
Eu tiro a roupa, eu deito acordado
Eu tô nu, eu me cubro
Olhos arregalados numa fresta de luz no teto
E eu sonho sozinho com meu coração pequenininho
Minha compreensão também pequenininha do conjunto das coisas todas
Eu, com medo da morte, e tudo mais sonhando sozinho,
Eu me pergunto se quando a gente canta alguém presta atenção na letra
Mas eu tento tentar dormir
Aí vem aquele monte de dúvidas que a gente tem quando trabalha como artista
E vem fé e vem tristeza e vem alegria e tesão e neura e fantasia e dionísio e ditadura
E eu não sei, não sei, não sei, não sei...
E pego no sono
Eu preciso dormir um pouco
E sonhar muito, porque se o cara não descansa ele não canta direito
E não leva sustança pro coração do cidadão comum
E amanhã é mais um grande dia
Um dia comum de muito trabalho
Um dia grande que nem um diamante
Um longo dia belo um baita dia duro e lindo
Eu ganho pra estar brilhante
Num dia útil
Um dia útil...

domingo, 26 de abril de 2009

Mais informações sobre a picaretagem...

Ao pensar hoje na vida, me lembrei do infortúnio da picaretagem do grupo de teatro do mês passado... Coincidentemente... Agora, na busca incessante por anúncios de vagas e testes para atriz, achei no fórum da comunidade da Central de Atores no orkut a dúvida de uma pessoa a respeito de um grupo que se denominava Mundo Cênico, que um dia foi Gualharufas, e antes Mundo Encantando...
Até então eu evitada dar nome os bois, mas a denúncia hoje vai ser mais direta. Desculpe picaretas, mas está comprovado que não se tratou de uma perseguição apenas para com a minha pessoa, mas vocês são realmente CARAS DE PAU. Na comunidade existem relatos de pessoas que foram enganadas por esses profissionais fajutos, do jeitinho que eu previ assim que bati o olho em cada dos componentes. Infelizmente é bom quando podemos compartilhar as tristes desventuras da vida com aqueles que já vivenciaram o mesmo que você, pois é quando você se sente de alguma maneira acolhida e vê que não é a única. E que sempre há alguém que está ou que passou por uma situação pior do que a sua. Para quem tiver maiores interesses em saber os detalhes de uma picaretagem, aqui vai o link.


Como eles são patéticos. Patéticos. Tenho dó de pessoas assim. A gente ainda vai se ver lá na frente. Quer dizer, eu na frente e eles atrás e abaixo. Muito abaixo. Mas do que já estão, coitados. Ah, mas vai...

Sabadão

Ai como foi difícil ouvir o despertador hoje. Aliás, despertador foi uma péssima invenção humana, ou melhor, é uma péssima consequência do ritmo de vida moderno que nos foi posto gradualmente guela abaixo. Seria lindo se ele não precisasse existir... se nós pudéssemos dormir o quanto quiséssemos ou que dormir não fosse tão bom. Ainda mais nesse friozinho da capital e com dois edredons sobre meu corpo aquecido... É muita crueldade com a raça humana.
Mas, ossos do ofício, e segui para o teatro para ensaiar antes de minha primeira apresentação em solos paulistanos. Como finalização do curso de Interpretação I, cada aluno escolheu uma música brasileira para interpretar e apresentar para uma platéia relativamente numerosa, de alunos do próprio INDAC. Minha escolha já foi postada há algum tempo aqui, Tô Tentando, do Kid Abelha. Porque você sabe... tudo o que eu mais faço nos últimos tempos é tentar. O resultado foi ótimo, a superação foi geral e recebemos elogios de que somos uma turma bem forte.
Ouvi que sou "do caralho!" e isso faz muito bem ao ego do ator. Não sentia aquele friozinho na barriga desde dezembro... aquela sensação que te faz confundir a adrenalina com vontade de ir ao banheiro, sabe?!... aquele lapso de segundo quando você pensa: "Onde fui me meter?". Mas assim que se pisa no palco, que existe uma platéia, mesmo que pequena, e você está preparado... meu amigo... não há nada igual. "Estar preparado é tudo", disse Hamlet. Eu amo os palcos. Eu amo as lentes das câmeras. Eu amo e não tem como lutar contra isso. Se eu pudesse escolher, escolheria amar mais as Relações Internacionais e amar trabalhar em um ambiente empresarial com rica perspectiva de futuro. Mas, eu amo um outro alguém... e quando amo, eu mergulho de cabeça. Mas fique tranquilo que tomo os devidos cuidados para não me afogar.
"Continue tentando", disse meu professor, feliz com o meu e o nosso resultados.
Após a "estreia", fomos confraternizar no bar. Uma tarde e início de noite deliciosos!
Voltei para casa, e mesmo com 3 convites irresistíveis para distintas baladas, fui forte e resisti, escolhendo me esbaldar numa pizza de 3 sabores magnífica de apenas R$19,90, me afogar debaixo do edredom no sofá de casa, e degustar Meu Nome Não é Johnny. Ótimo, aliás. Um sábado perfeito!
Assim, me despeço até o dia seguinte. Vou dormir atééééé acordar amanhã. Que delícia poder esquecer esta invenção-consequência diabólica e incoveniente que é o alarme do despertador...
Boa noite para você!

sábado, 25 de abril de 2009

Dona Flor e Seus Dois Maridos

O romance de Jorge Amado que se tornou um clássico confirma toda sua atualidade, mesmo décadas depois de sua publicação.
Pode uma mulher ter tudo o que deseja? Ou existirá uma eterna incompletude na vida que fará com que o pecado e a imoralidade coexistam com a realização dos desejos mais carnais e primários e façam pesar para todo o sempre a consciência?
É errado querer? É errado ter? É errado querer e poder?
Flor vive em um triângulo amoroso demonstrando um remorso pessoal, social e conjugal no início, mas acaba se entregando à bigamia, já que encontra nas duas figuras masculinas (a do malandro e a do conservador) a perfeita combinação que nutre seus desejos, sendo não a Menina Flor, proporcionada pelo vadio Vadinho, seu finado marido, nem a Senhora Flor, fruto da formalidade e segurança de seu segundo casamento com Theodoro. Com as doses certas de malandragem e maturidade, ela é nada mais nada menos que Dona Flor, assim como deve ser! Enfim, ela é a mulher que busca aquilo que todas nós sonhamos: a temperança que impede a monotonia assim como evita o martírio da inconstância. Ela tem de tudo um pouco. Melhor impossível!
A peça é uma delícia, apimentada ainda mais pela nudez total de Marcelo Farias, ótimo figurino de rendas e floral, lindo cenário, e com a fabulosa atuação da atriz que interpreta a amiga e confidente de Flor, Norminha, que rouba a cena toda vez que está no palco. Achei que Carol Castro tem uma voz meio nasalada, chorosa mesmo nas falas mais alegres. Impressão ou de repente ela estava gripada e a platéia não soube?
Vale a pena!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Carteira de Trabalho

Depois de ir até o Poupatempo na segunda-feira e dar de cara com as portas fechadas devido ao feriado deles também prolongado, até que enfim tirei minha carteira de trabalho. Ela está bem vazia até o momento, porém, prontinha para ser preenchida!
"Espero que daqui a pouco tenha aqui um emprego de uns R$3.800..." disse minha mãe.
É... vamos ver, vamos ver...
Aliás, Geraldo Alckmin merece meu mais forte abraço devido a inauguração em 2002 desse sistema de primeiríssimo mundo que facilita a emissão de documentos e que foi considerado o "novo paradigma" da administração pública.

Feriado mega prolongado!















A pedido de mamãe, voltei para São Paulo só hoje de manhã. E de van!, que me pegou na porta de casa e me deixou na porta da outra casa, já que trouxe cabides, ursos de pelúcia, latas, porta-jóias, roupas, muitas roupas, enfim. Vi até o esbelto ator Marcos Caruso passeando com seu esbelto cachorro nas ruas de Higienópolis logo cedo...
Passei minha tarde utilizando meus contatos quentíssimos, já recebi resposta de alguns, recebi uma ligação surpresa da produtora perguntando se eu estaria available semana que vem para possíveis gravações de um filme publicitário de um banco, eu disse que sim... Agendei quatro visitas em agências também para a semana que vem e agora começa, definitivamente, minha peregrinação. E é assim que as coisas vão dando certo...
O frio chega de mansinho e por isso comprei meias novas - e confesso que bem infantis - para me acompanharem nessas noites sem cobertor de orelha... Não posso fazer nada, mesmo com meus já 23 anos, mas adoro meias de bichinhos com cores nada sóbrias como verde-limão e pink. Vai falar que não são uma gracinha?!
Finalmente, achei um sapateiro - argentino - que consertasse minha querida sandália comida pela cachorrinha da minha irmã por um preço camarada e não precisei jogá-la no lixo. Lixo jamais! E ela volta a ser usada com muito gosto, já que é demasiada confortável e bem bonitinha.
Descobri o nome do ator que malha na minha academia: Rodrigo Veronese! Que está bem sumido, diga-se de passagem, devido às gravações de Caminhos das Índias.
Tive aula hoje e nossa peça de finalização do curso começa a ganhar forma... ainda bem nublada, mas com forma... e recebemos a notícia de que um colega de turma passou nos testes do musical Spring Awakening. Fiquei extremamente feliz por ele. Talentoso, bom cantor e muito simpático.
Ao chegar em casa, ia fazer uma Vono de mandioquinha, visando já suas poucas 84 calorias, mas, como foi aniversário da amiga da minha roommate que está passando uns dias aqui em casa, guardei a sopa, joguei a água fervente fora, e tomamos um Cabernet, com queijos e patê de atum. Nada light. Vou tentar segurar as pontas no final de semana... tarefa muito árdua, confesso.
Mas essa foi a prévia do meu dia.
Novidades virão. Aliás, elas estão vindo sempre!
Boa noite!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Resgate de um texto de 2007

A crise do sujeito

O mundo vive a fase da globali-zação, que provou uma magnífica eficácia para alguns, e seu caráter excludente para muitos, mantendo a riqueza nas mãos de apenas um quarto da população mundial e a pobreza e a miséria nas de três quartos, fazendo do consumo o meio de se emergir e se manter no topo da sociedade. O capitalismo é um sistema econômico, político, social e cultural que evolui através de crises periódicas pela sua própria natureza, as quais são mostradas categoricamente pela história, valendo lembrar que nas palavras de Immanuel Wallerstein, todo ciclo tem seu fim. Então não seria novidade nenhuma apontar para uma crise atual do paradigma vigente. Ou seria?
Comecemos citando algumas dessas crises a partir da segunda metade do século XIX: o desenvolvimento da primeira Revolução Industrial; os processos sócio-políticos como a Revolução da Independência dos EUA; a Revolução Francesa; o movimento ludista na Grã Bretanha; e as lutas independentistas na América Latina. Posteriormente, já no século XX, a lendária Crise de 1929, que colocou em cheque a sobrevivência do próprio sistema capitalista; a bipolarização do mundo na Guerra Fria; o triunfo das Revoluções na China, no Vietnã e na Coréia do Norte; a contracultura na década de 60; os processos de independência da Índia e dos países africanos; a crise do petróleo em 1974 e 79; a queda do Muro de Berlim; os ataques de 11 de setembro.
As crises foram e são muitas. A novidade de agora é a angústia pós-moderna como resposta a essa escolha irracional imposta pelo sistema do ter, e não do ser. Não estamos falando aqui da volatilidade dos mercados, do medo de um novo crash das bolsas de valores de todo o mundo com a crise imobiliária norte-americana, mas sim com o esvaziamento do homem moderno e da hemorragia do valores que o levam a se perguntar: Como? Por quê? Para onde?.
Os intelectuais do pós-modernismo como Zygmunt Bauman, David Harvey, F. Jameson, tratam da falsa promessa da modernidade capitalista ocidental de que tudo poderia ser modificado através da tecnociência, do desenvolvimento, do racionalismo, do domínio da natureza, mas o que era para a apaziguar o mal-estar, acabou por aumentá-lo. O viver para consumir se tornou fruto da perdição da sociedade de consumo, culminando numa chamada sociedade individualista do descarte. Lyotard em seu O Pós-Moderno Explicado Às Crianças afirma que “podemos observar e estabelecer uma espécie de declínio na confiança que os Ocidentais dos últimos séculos punham no princípio do progresso geral da humanidade”, desconfiança essa que gerou essa crise do sujeito dentro do paradigma capitalista.
A evolução se deu no fato de que antes, com o advento da vida frenética das cidades, a motivação do homem era viver para trabalhar, enquanto hoje, trabalha-se para consumir. Observamos diariamente as necessidades criadas, uma urgência desvairada da economia em produzir novas séries de produtos que cada vez mais se pareçam novidades, em ritmo acelerado, o que confere dinamismo para um eterno presente, dando sentido ao que não mais tem sentido: a cultura do consumo e da reificação do homem.
Mas vale lembrar daqueles três quartos referidos no início. Se é o consumo que dá lógica ao capitalismo, quem não pode escolher o que consumir está automaticamente excluído dele. Tornam-se como que o refugo da sociedade, aqueles nos quais ninguém se interessa em olhar. Estão fora da lógica sistêmica, não são de grande utilidade para os mercados, conseqüentemente para seus Estados e para o cenário mundial, análise que vale também para os países periféricos, atrasados e os emergentes.
A discussão nos remonta ao Fausto de Goethe, à “ilíada da vida moderna”, que vende sua alma ao diabo a fim de desfrutar dos mais altos prazeres da vida moderna. Fausto é ao mesmo tempo uma crítica e um desafio, no sentido de criarmos novas formas de lidar com essa modernidade frenética, e imaginarmos um sistema em que o homem não existirá em função do desenvolvimento, mas este sim, em função do homem. O sociólogo italiano Domenico Di Masi opina sobre a crise do paradigma, e a necessidade de encontrar uma alternativa para tal. Quando perguntado em uma entrevista coordenada pelo jornalista e antropólogo Luiz Carlos Pires sobre a possibilidade de se humanizar o capitalismo, ele responde: “O capitalismo é baseado no egoísmo e na competitividade: isto é, sobre premissas brutais, não humanas. Portanto é impossível humanizá-lo.”
Talvez a alienação da qual já havia falado Marx impeça muitos de refletirem sobre essa desigualdade vigente do consumo, o que não apaga a angústia de alguns, e nem deixa de contribuir para a crise do sujeito que move mais uma das crises do capitalismo tardio, este “tempo em que já não existe nenhuma lógica mais profunda” (Jameson).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

It´s a New Day (Will.I.Am)

http://www.youtube.com/watch?v=jqliYGN_VHA
I went asleep last night
Tired from the fight
I've been fighting for tomorrow
All my life
Yea I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
It's a new day
It's been a long time coming
Up the mountain kept runnin'
Souls of freedom kept hummin'
Channeling Harriet Tubman
Kennedy, Lincoln, and King
We gotta invest in that dream
It feels like we're swimming upstream
It feels like we're stuck in between
A rock and a hard place,
We've been through the heartaches
And lived through the darkest days
If you and I made it this far,
Well then hey, we can make it all the way
And they said no we can't
And we said yes we can
Remember it's you and me together
I woke up this morning
Feeling alright
I've been fightin' for tomorrow
All my life
Yea, I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
It's a new day!
It's been a long time waitin'
Waiting for this moment
Been a long time praying
Praying for this moment
We hope for this moment
And now that we own it
For life I will hold it
And I ain't gonna let it go
It's for fathers, our brothers,
Our friends who fought for freedom
Our sisters, our mothers,
Who died for us to be in this moment
Stop and cherish this moment
Stop and cherish this time
It's time for you and me
For us and we
That's you and me together
I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
Yea, I woke up this morning
Feeling alright
'Cause we weren't fighting for nothing
And the soldiers weren't fighting for nothing
No, Martin wasn't dreaming for nothing
And Lincoln didn't change it for nothing
And children weren't crying for nothing
It's a new day
It's a new day
A new day...

terça-feira, 21 de abril de 2009

A peça de teatro de grande sucesso que migrou para as telas de cinema: Divã. Agora sei dizer quem é minha atriz brasileira preferida: Lília Cabral. Quer dizer... não sei se é a única preferida, mas ela é ótima. E esse filme é fantástico, vale a pela conferir! Um ótimo entretenimento para se assistir num feriado de terça-feira que mais parece um domingo, dar boas risadas, se emocionar com as façanhas e com as fatalidades da vida e suspirar pelo Reynaldo Gianecchini que está de morrer fazendo papel de homem bonito, e de lambuja, apreciar a beleza jovial de Cauã Reymond.
A história é de Mercedes, uma mãe e esposa por volta de seus 45 anos, que se encontra na crise da meia-idade, se perguntando se é feliz, se perguntando sobre o que vale a pena, sobre o que veio e o que virá, o que a faz começar a frequentar o divã de um analista.
Não sou mãe, nem esposa, nem tenho 45 anos, nem me chamo Mercedes e nunca me sentei em um divã, mas me identifiquei com vários detalhes da personagem, de suas histórias, com seus anseios e suas constatações.
Conclui-se que a vida é feita de altos e baixos e que viveremos na eterna busca pela felicidade, ora tropeçando, ora levantando, ora amando, ora sofrendo, e que temos sempre que levantar a cabeça, pois a vida é curta e é assim. A gente sabe que é assim...
Mas vale a pena comentar do Giani novamente... olha... Uma menina na poltrona atrás de mim dizia enquanto ele estava em cena: "Nossa Senhora...". Nossa Senhora, viu.
Divã certamente merece uma bilheteria muito maior do que E Se Eu Fosse Você 2.

Save Me (The Pierces)

http://www.youtube.com/watch?v=HJ3jMgNBwgg
There's a lot you don't know
There's a lot you don't know
And there's a lot I can't tell
Would you think I'm crazy
If you knew me that well?
Cause there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
Is it all in my head
Or somehow is it truth?
Is it something I said?
I can offer no proof
Cause there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
Yeah there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to beleive you
And I know but you say you won't go
And I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Nada de bom!

Depois de muito vinho, muito pão e muita massa ao molho funghi agora à noite, não tenho nada de novo e nada de válido para escrever.
Os possíveis entrevistados para o próximo Sport & Ação viajaram, segundo meu diretor/produtor, e ficam em suspenso as próximas gravações.
E você sabe que a figura de Tiradentes foi forjada, certo? Suas longas barbas, seu camisolão, seus olhos claros, com seu trejeito à la Jesus Cristo, foi uma tentativa de se criar um mito, um herói brasileiro, e por isso a criação deste mesmo feriado, né?!
"Pobre o país que precisa de heróis..." ouvi dizer. Não concordo. Inventar heróis faz parte de uma história forjada, mas que acaba por colher bons frutos através de uma identidade também forjada. Vide a história norte-americana. Funcionou bem. Até bem demais, a ponto de criar o povo mais ufanista e mais orgulhoso de si mesmo que existe. Mas funcionou, e vide o Brasil, tão vasto e tão diverso e que ainda não encontrou sua unidade.
Mas Tiradentes foi uma tentativa falha... aposto que se perguntar para a população brasileira, mais da metade jamais saberá porque dia 21 de abril é feriado. Jamais saberão que neste mesmo dia em 1792, nosso mártir da indepêndencia foi enforcado e esquartejado após liderar a revolta mineira contra o pagamento arbitrário decretado pelo governo na chamada Derrama.
Mesmo assim... aproveite sua terça-feira de folga. Com certeza você merece!
Feliz dia de Tiradentes! Ou sei lá o que se diz num feriado desses...
Desta maneira, envio mais uma música descoberta há pouco, espero que goste!

Everything´s not lost (Coldplay)

http://www.youtube.com/watch?v=BhfKkF6sgNA
When I counted up my demons
Saw there was one for every day
With the good ones on my shoulders
I drove the other ones away
So if you ever feel neglected
And if you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
When you thought that it was over
You could feel it all around
And everybody's out to get you
Don't you let it drag you down
'Cos if you ever feel neglected
And if you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
If you ever feel neglected
If you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
Singing out Oh, oh, oh, yeah
Oh, oh, yeahOh, oh, yeah
Everything's not lost...

A derrota no Paulistão

Típico domingão! Almoço em família, jogo na tv, gol de Ronaldo, cochilada durante o jogo, cineminha e Mousse Cake.
É incrível como jogo de futebol no domingo à tarde é mais potente do que qualquer sonífero para mim. Não gosto de cochilar à tarde, para mim dormir é no horário de dormir, apenas uma vez ao dia e ponto. Mas futebol, na televisão, se não for final de campeonato ou Copa do Mundo, é batata! Luto contra o movimento que faz piscar meus olhos, mas é inevitável. São Paulo perdeu... mas, é isso ae. Uma hora a gente ganha... outra hora também... e às vezes também perde.
Sabe, ontem vi uma semelhança enorme entre o futebol e uma micareta. Ao entrar na estação de metrô, uma multidão torcedora do Santos se esmagava nas catracas, todos vestidos de seus uniformes, cantando em uma só voz a música da torcida do time (Torcida Jovem chegou pra arregaçar... Olê lê Olá lá...A Jovem vem aí e o bicho vai pegar... A Jovem vem aí e o bicho vai pegar...) com sorriso no rosto, muita energia a ser dissipada e todos com o mesmo propósito: torcer. Me lembrei da entrada do Carnabeirão. Todos vestidos de seus uniformes - o abadá -, com imensos sorrisos no rosto, já cantando as músicas típicas de axé (também com muitas vogais à la olê, olê o lá) com extrema energia e muito mais a ser dissipado, e com o mesmo intuito: diversão, trilhando os caminhos de grades rumo à revista pelos guardas, rumo à festa. Nas arquibancadas ou na avenida, a multidão pula, grita, canta, ri, chora, se desespera. Santos ganhou de 2X1. Já no Carnabeirão, todo mundo ganha, mesmo gastando muito mais dinheiro do que indo ao estádio.
Enfim... assisti ao Envocando Espíritos (The haunting in Connecticut). Olha... sou muito exigente, você sabe, ainda mais se tratando de filme de terror hollywoodiano - dos quais eu entendo muito bem. Mas acho que já deu para essas histórias de casas mal-assombradas, que guardam um mistério do passado a ser desvendado no presente para combater as forças do mal e garantir a paz, dos vivos e dos mortos, no futuro. O violino agudo na hora dos sustos... espelhos que refletem imagens do além, portas e chão que rangem e tudo o mais. Foi legal, mas não vale a pena. Espere passar no Telecine ou na Globo daqui uma década... mas não pague a fortuna cobrada pelas salas de cinema. Igual a Amityville não haverá. E como adoro cinema de domingo!
Fugi completamente da pseudo-dieta, jantei uma salada de folhas e carpaccio e um crepe gratinado de pepperonni acompanhados do melhor suco de frutas vermelhas que existe, assisti ao Manhattan Connection, ao American Idol, e acredito ser agora a hora perfeita para dormir.
Vi um scrap de um amigo de faculdade agora, dizendo que não perguntaria como eu estava e o que estava fazendo já que ele acompanhava meu blog e estava por dentro das novidades. Ótimo! Temos leitores assíduos. Afinal de contas, se a gente escreve, é para alguém ler, correto?
Boa semana e bom feriado prolongado!

Um dia atrasada

Tá, gente, tá, eu sei... não escrevi ontem! Mas o dia foi uma loucura... realmente não deu tempo, mas foi por uma boa causa, vocês verão...
Como previa, foi extremamente ácido levantar às 6h... mas, 7:30h já estava na USP.
O curta, de nome "Ai, que susto!", comportava 3 personagens: a hostess de um prostíbulo (no caso, eu), e dois amigos que vinham frequentar a casa. Foi uma delícia!
Contracenei com dois meninos super gracinhas, ótimos atores, profissionais já bem encaminhados, trocamos nossas figurinhas, compartilhamos alguns de nossos dramas, discutimos o método Fátima Toledo, demos boas risadas e pela primeira vez usei uma peruca! E não era qualquer peruca... Ai, que amadora... Às 13h, eu já estava liberada, mas quem disse que eu queria ir embora! Acompanhei mais alguns ensaios e gravações de cenas das quais eu não fazia parte e fomos almoçar todos juntos. Imagino que daqui algum tempo, aqueles estudantes diretores, assistentes de arte, assistentes de diretor, contra-regras, serão os grandes profissionais da área e poderei ter o prazer de dizer que participei de um filme deles há muito tempo, enquanto eles ainda estavam na universidade...
Posso dizer que foi minha terceira experiência no cinema. E mais um pontinho para meu currículo, lógico, já que terei meu nome nos créditos... A estrada ainda é muito longa, e começo a me perguntar se tirar a DRT agora é realmente fundamental. Sim, creio que é sim.
Ao abandonar o set, voltei para casa e voei para o Terminal Tietê, na esperança falha de pegar o ônibus das 17h. Aquilo tava um inferninho de pessoas, de malas e de filas. Peguei o das 18h.
Fiz minha boa ação do dia ao ver toda a desorientação de uma senhora que pretendia voltar a Sertãozinho para o enterro de um ente querido, e ajudá-la a compreender os horários de ônibus, com o pagamento e preenchimento da passagem, já que ela se mostrou analfabeta. Fiquei pensando como deve ser demasiado complicado ser analfabeta em uma megalópole como São Paulo. Não saber ler nem escrever em uma minúscula cidade do interior é uma coisa, mas não decifrar os códigos urbanos de uma capital e ainda ser engolida pela falta de tato, paciência e compaixão dos moradores frenéticos de uma cidade frenética é outra. Espero que ela tenha chegado em segurança.
Nesse meio tempo de espera, comi uma salada de frutas, na tentativa de manter uma certa dieta e comecei finalmente a ler o famoso Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Algumas páginas depois, o livro já me rendeu - além do prazer da leitura - um ótimo contato em Ribeirão. Ao meu lado no ônibus veio uma figura do mundo midiático da região e o papo começou quando ele disse que acabara de dar uma entrevista listando Cem Anos de Solidão dentre os melhores livros por ele lidos. Conversamos boa parte da viagem, ele me contou muita coisa e me prometeu encontros quentíssimos com pessoas que fervem! É o famoso networking, ímpar neste maravilhoso e concorrido mundo das artes.
Cheguei já tarde, tomei um banho correndo, me arrumei correndo e fui à festa Back to Back. Bom, só digo que ainda bem que ganhei o convite... ficamos uma hora marcada no relógio, e terminamos a noite passando frio numa temakeria. Eu estava morta! E quem diria que o frio também chegaria à Califórnia brasileira...
Todas esses pessoas do mundo artístico que conheci têm a mesma opinião, engraçado, de que a gente não escolhe essa paixão. A gente é escolhido por ela e tem que arcar com todos seus esforços e consequências. "A sorte premia os corajosos", disse Paula Abdul. Somos todos corajosos de nos aventurarmos nesse mar tão límpido e revolto de incertezas, sonhos e corais.
Mas tá vendo?! Eu disse que seria por uma boa causa...