quinta-feira, 1 de abril de 2010

O que fazer?!

Não sei... não sei... não sei...
Não sei o que fazer... o que posso fazer... o que vou ser... se vou ser.
Nesse momento as lágrimas até secam e tento pedir para mim mesma para parar de me lamentar. Se isso faz parte da vida, tenho que acreditar que vou superar, que vou acabar melhor do que todo mundo, melhor do que todos esperam, que o fim será feliz.
Não tenho casa para o próximo mês. Os planos foram por água abaixo. Perdi a cabeça, chorei na frente daquelas que não deveria e que talvez não mereciam - ou mereciam, sei lá.
Sei lá se fujo amanhã cedo... Pensando bem, acho que fico até o último minuto útil desta semana que deveria ser da ressurreição de Cristo tentando achar alguma saída... alguma solução... alguma coisa.
Recebi há poucas horas a notícia de que teremos um quarto membro estrangeiro na casa novamente. A faxineira deve chegar em algumas horas. E já é quinta-feira. São quase 4h da manhã e cheguei há pouco da pior balada que poderia ter ido nessa cidade, com uma companhia que nos planos seria fantástica mas que já decepcionou logo de cara. Não gosto de promessas. Odeio quem não tem palavra. Se a esmola é demais, o santo desconfia...
"And breath. Just breath."
É o que estou tentando fazer. Tô com vontade de ligar pras minhas amigas, pra minha mãe, pra minha irmã e chorar, pedir socorro! Tô pedindo a Deus uma luz, não sei se vou receber. Há saídas, eu sei que há. Mas ainda não sei quais.
É nessas horas que constatamos que não temos controle de nada.
Desculpe o desabafo. Mas essa vida de gente grande é dose...

quarta-feira, 31 de março de 2010






Fim da Hair Brasil

E mais uma feira vai para meu currículo!
Feiras são engraçadas... no primeiro dia, você não sabe de nada, não conhece ninguém, quase não dá risada embora sorria bastante, dá informações desconexas, vai de salto alto e com as unhas perfeitas, não leva comida achando que encontrará um por kilo barato no pavilhão, não se empolga nem sabe o que esperar. No último dia, você já está melhor amiga de suas companheiras de recepção, já sabe a história de todos da empresa, tira sarro dos superiores, dá uns perdidos para ir aproveitar as promoções, usa sapato baixo, está com o esmalte todo descascando e as pontas das unhas todas quebradas, continua dando informações erradas, embora com muito menos frequência, dá gargalhadas e sorrisos amarelos para os chatos, leva sua merendinha para esquentar no forno no buffet, iogurtes nos intervalos das refeições e uma banana para último caso e para jamais desviar na dieta, já está por dentro de quase tudo com praticamente proposta de trabalho dentro da empresa do cliente e recebe os mais sinceros votos de sucesso na hora da despedida - doída, até, depois de quatro longos dias. É sempre assim. E espero que seja sempre assim! Foi um bom trabalho. Me colocaram até para passar máquina na cabeça do cabeleireiro! E pior! Como demos ibope neste momento de "divas" com as máquinas Wahl na mão no palco do stand, acabamos conquistando um cliente da plateia, com direito a lâmina 2, acabamento e limpador de cabelos! Recebi penteados animais nos segundo, terceiro e quarto dias, com direito a muito laquê, muitos elogios e muito nó na hora do banho.
Embora tudo tenha ido muito bem, hoje segurei um sapo na garganta o dia todo. Logo pela manhã recebi a notícia de mais dificuldades para conseguirmos alugar o apartamento tão sonhado... já me vi sem teto novamente, apelando para Deus e o mundo, já pensando na possiblidade de gastar bem mais e morar sozinha e me virar na cidade grande. Nessa hora vem uma raiva de quem eu teoricamente não deveria ter e um desespero ensurdecedor, e é quando você se toca que nessa vida não tem nada fácil. Implorei ajuda para quem não queria, recebi um sim de uma pessoa da qual não poderia esperar nada diferente, principalmente depois de me debulhar em lágrimas. E vamos dar andamento no longo processo burocrático de se alugar um imóvel na cidade de São Paulo. Eu nunca aluguei um apartamento. Talvez seja a hora. Eu não decorei este apartamento do qual vos falo. Talvez seja hora de decorar uma casa na capital. Tenho esperanças de que as coisas darão certo. Né?!
Mas essa vida é interessante... Apesar de me alienar do mundo aqui fora, do dia de hoje, de não dar tempo de fazer nada além de acordar, se arrumar, sair, trabalhar, voltar, comer, tomar banho, responder e-mails e ver o Douradão virar milionário, conheço a cada dia pessoas mais fofas, histórias mais engraçadas, bafos quentíssimos, anjos lindos, modelos super sem noção... faço networking, ganho propostas de trabalho e confiança de quem e para quem merece. Assim pago as contas e vou acrescentando bagagem nessa bag back que ainda tem muito espaço a ser preenchido.
Páscoa chegando, niver de 81 anos de vovó, um mês sem voltar pro ninho... quinta-feira embarco para a Califórnia.
Boa quarta-feira! Só mais algumas fotos e chega! Acho que estou exausta...

terça-feira, 30 de março de 2010

domingo, 28 de março de 2010

Motorcyle Drive By (Third Eye Blind)

http://www.youtube.com/watch?v=lXRLEyIoJZA
Summer time and the wind is blowing outside
In lower Chelsea and I don't know
What I'm doing in this city
The sun is always in my eyes
It crashes through the windows
And I'm sleeping on the couch
When I came to visit you
That's when I knew I
could never have you
I knew that before you did
Still I'm the one who's stupid
And there's this burning
Like there's always been
I never been so alone
And I've never been so alive
Visions of you on a motorcycle drive by
The cigarette ash flies in your eyes
And you don't mind, you smile
And say the world doesn't fit with you
I don't believe you, you're so serene
Careening through the universe
Your axis on a tilt, you're guiltless and free
I hope you take a piece of me with you
And there's things I'd like to do
That you don't believe in
I would like to build something
But you never see it happen
And there's this burning
Like there's always been
I've never been so alone
And I've, I've never been so alive
And there's this burning
There is this burning
Where's the soul I want to know
New York City is evil
The surface is everything but I could never do that
Someone would see through that
And this is our last time
We'll be friends again
I'll get over you, you'll wonder who I am
And there's this burning
Just like there's always been
I've never been so alone alone
And I've, and I've never been so alive
So alive
I go home to the coast
It starts to rain
I paddle out on the water
Alone
Taste the salt and taste the pain
I'm not thinking of you again
Summer dies and swells rise
The sun goes down in my eyes
See this rolling wave
Darkly coming to take me
Home
And I've never been so alone
And I've never been so alive...

Tá tudo bem!

Sem grandes novidades...
1- Lembra-se das seleções constrangedoras com o mesmo cliente para a feira de alimentos? Fui chamada para uma quarta seleção, não fui e peguei o trabalho! Ufa! E o cachê, delícia!
2- Começou a Hair Brasil. Dorzinha no pé...
3- Não me chamaram para o desfile de penteado...
4- Ainda estou na ressaca moral de quinta-feira. Fizemos um esquenta regado à tequila e vodka para comemorarmos o aniversário de um amigo modelo-ator, reunimos a turma da aula de cinema pela primeira vez e seguimos para a B4. Noite história. Vagas memórias... tequila nunca é uma boa ideia, especialmente se seu professor/diretor e o camera man estão com você...
5- Ainda sem sono, porém exausta, vou assistir Bonequinha de Luxo.
6- Amanhã é apenas o segundo dia de feira!
7- Bom domingo!
8- OBS: Dourado milionário!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Just do It (Copacabana Club)

http://www.youtube.com/watch?v=M94aqtlvRWM&feature=related
Just do it
Just do it do it do it cause you want it
Just do it do it do it cause you like it
Do it do it do it cause you feel it
Not because you saw it
You can do a song
Cook your food
Clean your house
You can use a thong
Be so rude
Kiss my mouth
You can pierce your nose
Sew your clothes
Dance alone
You can make some friends
Form a band
Or sing along
Just do it cause you want it
Not because you saw it
Just do it cause you want it
Not because you saw it, not because you saw it,
yeah!
Just change it change it change it cause you want it
Just change it change it change it cause you like it
Change it change it change it cause you feel it
Not because you saw it
You can change your hair
Change your house
Change your life
You can change you sex
Change your friends
Change your wife
You can change your shoes
Change your pants
Change your style
You can change your face
Change your boobs
Change your smile
Just change it cause you want it
Not because you saw it, yeah!

Record

"Seleção amanhã mulheres cabelos longos". Fui. Para desfile de penteados no programa Melhor do Brasil da Record. Pela primeira vez pisei na emissora e fiquei pasma com a quantidade de aspirantes a artista na entrada. Eram Michael Jacksons, Beyoncés, jogador de futebol/modelo e futura capa da G, enfim... Quem sou eu para julgar quem tem talento ou quem tem beleza para se enfiar nesse mundo louco... mas que tem muita gente, isso tem! A televisão nos vende a imagem do sucesso, da perfeição, da felicidade eterna. Todos queremos viver em comerciais de margarina! E lá vão as mães empurrando suas filhas para rebolar no Raul Gil, lá vão figurantes metidos a galãs, lá vai Stella tentanto tirar 200 reais no dia, todos nós lá vamos... e o sonho - impossível muitas vezes e surreal, sempre - permeia as mentes perigosas de pessoas desesperadas por um lugar ao sol...
A resposta sai amanhã.
Mandei material para duas novas agências e obtive o retorno: "Faz ficha rosa?". Jamais. Jamais!
Olha onde eu tô me enfiando...
E ah, quase ia me esquecendo... hoje no parque avistei de longe uma pessoa em cadeiras de rodas vindo em alta velocidade, como se corresse loucamente com os próprios pés... era um homem... de braços fortes, dourado do sol. Era Fernando Fernandes, modelo, ex-BBB, paraplégico por conta de um acidente de carro, mais loiro do que de costume. Na época eu assistia ao programa só por causa dele. Uma das pessoas mais bonitas que já vi. Exemplo de superação. Quase fui tietar, juro. Quase...

terça-feira, 23 de março de 2010

Outono

Não escrevi sobre a mudança da estação. Enquanto Nova York troca a nevasca pelas multidões com sandálias nas calçadas, São Paulo fica fresquinho à noite e de manhazinha. Aposto que lá em Ribeirão ainda não fez diferença alguma... Me lembro do primeiro final de semana "quente" em Montreal. 18 graus. Aquilo era um milagre que salvava minha alma quase condenada pelo cinza e branco da cidade... as pessoas, mais felizes, mais abertas, com saias minúsculas e chinelos no pé, corriam para os parques, jogavam vôlei, tocavam instrumentos, tomavam sorvete... e olha que nem estava tão quente assim. 18 graus é o inverno em Ribeirão. Mas aquilo pra mim já era verão... que me lembrava que em breve eu retornaria para a minha casa no país tropical.
Depois de horas e horas ontem calculando qual o melhor horário para meu despertador tocar para que desse para eu dormir razoavelmente e me arrumar sem tanto desespero para às 6:30h estar pegando ônibus para o Shopping Morumbi, às 5:45h levantei. E o evento foi como eu esperava! Delícia! Não posso revelar o conteúdo sigiloso do encontro, mas nunca estive em um escritório tão legal. Acho que ficaria feliz trabalhando lá. Fazendo o que quer que fosse... uma vista de tirar o fôlego! Às 7:45h troquei meu tênis pelo salto e às 10:45h já estava liberada. Resisti firmemente ao café da manhã servido - fiquei apenas com o queijo, peito de peru e as frutas rigorosamente cortadas. E meu companheiro de recepção, vejam só, um simpático gaúcho com olhos cor do céu da banda do Raul Gil, que veio tentar viver de música na terra da garoa... Queria ter um trabalho desse todo dia. Juro que não iria reclamar!
Cheguei em casa, dever cumprido, tirei uma sonequinha e almocei um pouco mais tarde. Resolvi alguns trâmites no computador que me impediram de descer até o parque - eu tentei, mas começou a chover... - e fiz uma vistoria nos arredores à procura de apartamento para alugar. Mas, ou não achava nada ou os que achava fugiam levemente do meu orçamento... estava quase lá no Ibirapuera quando o desespero bateu e resolvi jogar na Mega-Sena para não precisar ficar mendigando apartamento barato em área nobre de São Paulo. Já tenho uma pessoa para dividir meus anseios nos próximos meses e só falta o nosso lar, doce lar. Não quero sair do paraíso! E aqui pretendo ficar. Talvez nem do prédio eu tenha que sair... Cenas de um próximo capítulo.

domingo, 21 de março de 2010

Olha só que que aconteceu...


Domingão!

Toda a ressaca da semana se acumulou nesse domingo. Paro para me localizar e tentar lembrar tudo o que aconteceu nos últimos 7 dias mas os dias se misturam... As poucas horas de sono, as várias seleções, os vários telefonemas, os compromissos assumidos, as baladas, um teste de publicidade, a ida ao SBT. E "vice-verso". Não teve ordem nesta semana - e eu adorei.
Não seguirei uma sequência cronológica das coisas, mas os resultados obtidos foram: das n seleções, por enquanto recebi a resposta imediata apenas de uma feira de peças automobilísticas para o final de abril. Serão 5 dias de evento, eu a única recepcionista em uma feira predominantemente masculina escolhida por olhos que pareciam me comer. Já fui alertada sobre a possibilidade absoluta de assédio - o que não é novidade no mundo dos eventos - mas o cachê, espero eu, valerá a pena.
Também, por intermédio de um companheiro daquele programa do Justos que não cheguei a gravar há alguns meses, fechei uma recepção de café da manhã do Boticário deliciosa amanhã, 3 horas e meia de trabalho, cachê bacana.
Falando mais uma vez no dito cujo - esse tal de cachê -, recebi a notícia magnífica de que a feira da primeira semana de abril pagará meu aluguel e condomínio inteiros em apenas 7 horas de trabalho durante 3 dias.
Cachê... cachê... cachê... Em eventos é tudo o que importa! Mas falando de trabalhos que vão além do dinheiro, quinta-feira, à meia noite e meia, fui fazer meu papel de prostituta na Praça Roosevelt para o curta O Último Dia. O convite foi repentino e a resposta imediata. Passamos a tarde toda suando à procura de um figurino escolhido a dedo por R$29,90 e de madrugada, todos os gatos são leopardos!, como se confundiu uma amiga. Alguns carros passavam curiosos assistindo aquela produção que envolvia 4 atrizes, um ator e grande staff. Não tive fala, é verdade - quer dizer, eu pronunciava um "opaaaa" bem sexy e interesseiro para o estiloso carro que passava pelo nosso "ponto" - mas foi gostoso demais, apesar da pouca roupa, do frio e do cansaço pela noite não dormida por causa da Mokai de quarta-feira... E confesso que pequei na Galeria dos Pães após ingerir um magnífico pão de queijo com catupiry depois de alguns copos de vodka com energético e Moet Chandon.
Quarta tive meu primeiro teste de verdade do ano - woohoo! - para propaganda do Energil Z (sim, Z, porque agora é com zinco). A dúvida pairava sobre o que seria esse produto... vitamina C? Pilha? Mas logo em seguida anexaram o roteiro do comercial. O teste? Sentir a onda contagiante de energia de Energil Z. Fui pessimamente mal. Que mané sentir onda... Exagerei no primeiro movimento... endureci no segundo... e nem lembro o terceiro. "Ok, Stella, já temos aqui o que precisamos!". Talvez quiseram dizer: "Valeu, Stella! Tu é ruim pra c***!". Não tive retorno da agência. Nem editada eu fui. Mas voltei à ativa. Enquanto esperávamos, fiz amizade com uma novata no mundo das artes, bióloga, recém-eliminada do reality show The Amazing Race, exibido pela Discovery. Histórias interessantes...
Sexta fui até o SBT para um "teste" do quadro Lendas Urbanas. Na realidade não foi teste e sim um contato com o diretor e o roteirista com a possibilidade de gravar toda semana. Saí feliz de lá após o diretor me chamar de canto e perguntar se eu não estava com nenhum trabalho na tv por agora. Respondi que ainda não. "Isso é ótimo", ele disse. Eu ainda acho que essa emissora vai me render bons frutos... mas é só uma intuição. Juro que me sinto em casa quando lá piso, talvez pelos trabalhos lá realizados... talvez pela intuição.
Sexta fui com algumas amigas assistir A Loba de Ray Ban. Péssimo. Não vá! Fui no intuito de me encantar pessoalmente com Cristiane Torloni - a amava desde a Diná em A Viagem - mas saí de lá um tanto quanto decepcionada. Seguimos para comer uma saladinha no America depois.
E ontem Museum! Eu não ia... quase resisti à tentação, principalmente enquanto a chuva fininha caia lá fora... mas era sábado, somos jovens, hoje seria um ocioso domingo, com divertidíssimas companhias... tive que ir! E olha... sei que já falei isso mas, música + amigas + bebida de "grátis" + gente bonita é uma equação com resultado mais que positivo! Por fim, como se não bastasse uma balada, seguimos para Love Story para dar algumas risadas e saber quanto custava um programa completo. 150 reais ou 200 com tudo, se é que você me entende... Trash.
Falei que não seguiria a cronologia mas os pensamentos se organizaram enquanto escrevia. Por isso este meu diário é também tão valioso... E assim, com compromissos nos primeiros horários da manhã, baladas, gravações, meu sono foi se acumulando a ponto de quase emendar um dia no outro. Foram bons dias.
Terminei de assistir agora o filme indicado por Fernando Leal, Nem Tudo é o Que Parece, e parece que não gostei. Há 72h ele estava em cima da mesa para ser assistido e hoje devolvido. Vi porque tinha que ver. Disposição zero.
Preciso comprar um tênis... droga! Isso não estava nos meus planos, apesar de ser uma necessidade. Meu tênis cantava conforme eu andava e agora descolei de vez as molas amortecedoras deste Adidas que completou um ano.
E é isso. A consciência pesou com o abandono do blog, mas foi tudo por uma boa causa. Não falei nada mas as minhas aulas de cinema estão me deprimindo... ainda bem que a mim e a todos. As noites de quarta-feira são feitas para nos lembrar o quanto somos limitados quando o assunto é atuação...
Bom Fantástico para você! E hoje, tem eliminação ou paredão no Big Brother? E a Luciana e o Miguel, já mostraram ao Brasil que o sexo é sim possível para cadeirantes? Queria tanto comer um bolo de chocolate com recheio e cobertura...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Como é difícil...

Às 7h já estava de pé para o espanto de minha roommate.
Às 9h já estava na primeira seleção do dia para uma feira do setor alimentício. Às 10 e meia, nada ainda. Após uma rápida e atrasada entrevista, após mandar mal no inglês que poderia ter tirado de letra e após não dizer nada em espanhol, segui para uma nova agência de eventos atrás do metrô Vila Madalena. Prenchi mais um cadastro - para a minha lista que completa uns... 3000 cadastros já preenchidos -, ouvi novas promessas de convites, peguei o metrô e voltei para meu almoço.
Às 14h já estava na rua novamente, de volta à primeira estação de metrô do dia, para uma segunda e terceira seleções. Por coincidência, a primeira se tratava do mesmo cliente. Rolou um certo constrangimento do tipo: "Acho que já vi vocês hoje..." e "Tem algo para falar que ainda não tenha sido dito?" e eu, besta, nem aproveitei para mostrar meu espanhol enferrujado. Na terceira seleção, eu não passei. Isso é corriqueiro, a exceção é dar certo! Mas foi doído! Aquilo parecia fila de casting para estampar a marca de pipoca que me rejeitou... meninas altíssimas... maquiádérrimas... preocupadíssimas em saber apenas "se virar" no inglês... Ouvi uma dando dicas para uma novata e senti um certo ar de arrogância nos "segredos" para passar em uma boa seleção. Esta professora também não foi escolhida. Com o rabinho entre as pernas e tentando mostrar um certo ar de superioridade, saí da agência, me perguntando onde errei. Errei na escolha da roupa? Hoje quis ser mais descolada com uma regatinha branca e jeans... Mas o buraco é mais embaixo. Nesta terceira seleção só precisei abrir minha boca para falar meu nome e sobrenome, minha altura e o fato de ser trilíngue. Sorri. Mas a marca de pipoca não me achou interessante. E tudo bem, foi um deslize na auto-estima, um problema de orgulho ferido, porque no mundo da imagem, não adianta você ter feito intercâmbio... não adianta ter um curso superior numa faculdade pública... não adianta que jogue vôlei a vida toda... que tenha um "apelido" de disciplina para amigos de palco... pouco importa que uma autobiografia foi escrita aos 15 anos... que se tenha a turma de amigas mais linda do mundo... e que se obtenha nota máxima no TCC sobre A Americanização do Brasil Durante a Segunda Guerra Mundial através de Hollywood. E ainda tem gente que fala "Mas emagrecer pra quê?! Você tá ótima!"...
Assim, voltei ao entardecer para casa e nem ao parque o sol que se retirava me permitiu ir.
Durante meu almoço recebi a notícia de que aquele evento do final de maio não vai rolar... e recebi a notícia de um evento em S. Bernardo do Campo dia 22 que vai rolar.
E agora, neste fim de noite, me chicoteio pelas minhas atitudes, pela minha solidão, pelas minhas manias e pensamentos que não combinam com muita gente e bate o desespero de ter de achar um novo lar - se é que tive algum desde que cheguei a São Paulo... Ser diferente nem sempre é legal... Acho que muitas vezes me acho grande coisa, enquanto na realidade todo mundo é merda nenhuma. Não tenho quem me passe a mão na minha cabeça, ninguém para resolver meus problemas, e não tem neste momento palavra amiga que me conforte senão o tempo.
Quinta-feira brincarei de prostituta em um curta do mesmo pessoal de Meio-Fio. Mas como sou menina para casar e meu armário teatral é extremamente parco, precisaremos ir a um brechó compor meu visual sexy-urbano-noturno.
Amanhã sigo para Freguesia do Ó às 7:30h para mais uma nova seleção. Seleções naturais banhadas de artificialidade... é isso mesmo que eu quero?!
Como é difícil brincar de ser gente grande...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Atingida pelos raios ultravioletas

Ontem e hoje foram dias muito quentes!
Como camelei pelas ruas indo em seleções de eventos, buscar cachê, prova de roupa, supermercado, banco, parque... estou mantendo a cor do verão e agora estou com aquele cansaço depois de praia, sabe? Mesmo tendo passado protetor solar 30 nos ombros e 40 no rosto, sinto minha pele queimando... Estamos atingindo o pico de incidência de raios ultravioletas, vocês viram? Mas e o que fazer, ficar em casa? O mundo corre, com ou sem sol...
Ganhei algumas bolhas a mais nos pés, mas tá tudo certo.
Antes que eu leve bronca, fechei evento para os dias - longe! - 25, 26 e 27 de maio. Muitos me ligaram oferecendo uma feira que ocorre nos mesmos dias que trabalharei no começo de abril e o celular não pára de tocar! Isso é animador, né?
Ontem passei por maus bocados ao receber a notícia de que minha irmã não viria mais para São Paulo. Isso porque já havia avisado as meninas sobre minha saída em dois meses, dois meses e meio, e em 5 dias, elas já arrumaram um bom substituto. Por um momento me vi sem chão, sem teto, sem esperança, parei com a fono e já comecei desesperadamente procurar kitnets e apartamentos de um dormitório na internet e lembrei-me que não ainda não tenho dinheiro para morar sozinha. Mas aí, decidida, hoje ela voltou atrás e os planos continuam. Sabe de algum apartamento bacana e barato de dois quartos?
Minha amigona passou em um dos trainees! Mais do que merecido! E pensar que eu poderia ter ido adiante nos meus processos amputados e já estar ganhando meus 4 mil reais por mês...
Me fizeram a proposta de estrelar minha mama na campanha contra o câncer de mama em Santa Catarina. E aí pensei - novamente - na necessidade de passar pela faca e colocar dois sacos gelatinosos no meu organismo... se é que você me entende.
Desde a propaganda do Shopping Interlagos recuperei aquele friozinho na barriga que sentimos quando sabemos que algo vai dar certo, sabe?! Eu acho que as coisas vão dar certo.
O Último Tango em Paris se encontra ao lado do dvd, mas a Mokai de ontem e o telefone de hoje às 9h não me permitirão agora degustar mais uma obra-prima do mestre Marlu Brandu...
Amanhã vou à Campinas para começar a comemorar a última formatura do ano.
Bom final de semana! E cuidado com os raios UVA e UVB!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald - pg.197-221)

"[...] ele deve ter sentido que perdera aquele seu cálido e antigo mundo, pago um preço demasiado alto por haver vivido com um único sonho. [...] Um mundo novo, material, mas, não obstante, irreal, onde pobres fantasmas, a respirar sonhos, como se estes fossem o próprio ar, pairavam, fortuitamente, em torno... [...] Gatsby acreditou na luz verde, no orgástico futuro que, ano após ano, se afastava de nós. Esse futuro nos iludira, mas não importava: amanhã correremos mais depressa, estenderemos mais os braços... E uma bela manhã... E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."

E aí?!

Após travar uma batalha quase mortal contra minha janela que teimava em não fechar, escrevo-lhes.
Ontem estava em meu aconchego em Ribeirão, incendiada pelo fato de não terem me ligado para confirmar fotos para o Shopping Interlagos...
À tarde fui visitar minha tia-avó e meus nervos estavam à flor da pele, nenhuma novidade para contar quando me perguntou como é que as coisas estavam por aqui, a paciência curtíssima... até que às 17h meu celular tocou e o trabalho se confirmou! Tchanã! Assim, peguei o ônibus das 18h para sofridamente levantar hoje às 6h, após apenas 3 horas de sono... Desci no metrô Jabaquara pela primeira vez e peguei a lotação até o local indicado. Olha... vou te falar que foi a região mais feia que já vi nessa cidade. Ganhou dos cortiços que rondeiam a rodoviária. 2 favelas e 45 minutos depois, o trabalho foi o que eu esperava. Éramos 20 consumidores felizes do shopping, ora tive marido e filho, ora tive namorado, ora fui uma executiva independente cheia de sacolas. Fotos aqui, fotos ali, anda para lá, anda para cá, e fui escolhida a figurante protagonista na maior parte das "cenas". Gostaria muito de poder compartilhar os valores dos meus cachês, mas creio que a etiqueta de boas maneiras desse mundo do politicamente correto me impeça de tal fato. Conclusão: revi amiguinhos, dei muitas risadas - algumas fake para sair bem na fita -, ganhei meu aluguel em um dia e uma bolha em cada dedo do pé. Saldo mais que positivo!
Para voltar... lá se foi mais de uma hora e meia de bolhas roçando no sapato que já mal cabia no pé...
E aí veio a dor de cabeça! Não a janela. A janela foi mera coadjvante nessa história toda... Uma ligação em pleno horário do BBB. Indicação de um amigo para trabalhar 4 dias em uma feira em Mogi-Mirim (ou seria Mogi das Cruzes?). Começando... amanhã! Já! Valendo! O cachê? O dobro do de hoje. Digno de pulos de alegria. Mas... tenho uma seleção amanhã cedo... tenho minha aula... e tenho a formatura de uma amiga em Campinas no sábado, já tudo pago. E assim recusei o terceiro trabalho para o fatídico dia 13 de março. Prefiro não falar mais sobre isso...
Hoje me ligou uma menina, pois que lhe falaram que eu trabalhava como mestre de cerimônias e daria boas dicas para a interessada. Sou mestre de cerimônias? Fui três vezes, mas pelo que consta no meu currículo... minhas dicas não são tão valiosas assim. Pus-me a falar sobre recepção em eventos... Interessada?
Uma novidade! Minha irmã mais velha decidiu tentar a vida na cidade grande! E agora, recomeça a peregrinação em busca de um apartamento de dois quartos nesta região, pelo mesmo valor, com vaga na garagem. Cenas para o próximo capítulo.
E assim acabou minha proveitosa terça-feira. Minha cabeça dói... não sei se pelo cansaço, se pela dieta, se pelos dois aluguéis perdidos, se pela janela, se pelo fato de felicidade não pagar minhas contas.
O celular voltou a tocar. Resultado de milhares de e-mails para milhares de agências quase implorando trabalho. Mas ó, eu ainda acho que será este um ano dourado, não precisa se preocupar!
PS: Neste mundo do conhecimento numerado, já contabilizo neste novo velho ano 3 livros lidos - o último foi O Grande Gatsby -, a saga assistida do Poderoso Chefão, Butch Cassidy and The Sundance Kid, Scarface, Psicose (1961) e Um Bonde Chamado Desejo. A lista dos clássicos continua... o próximo: O Último Tango em Paris.
Joga glitter e brilha, bi!

quinta-feira, 4 de março de 2010

BBB

Hoje eu tive um sonho delicioso... E ai, como foi triste acordar e ver que aquela alegria que ainda estava dentro de mim não duraria mais de alguns segundos após meus olhos se abrirem: eu estava no Big Brother!
Não sei quem me colocou lá dentro - nessa hora da noite já não me lembro mais dos detalhes - mas o sentimento que reinava dentro de mim era "agora estou feita!". No sonho eu já pensava nas oportunidades consequentes do programa e agradecia a cada instante por estar naquele lugar.
Pois bem. Não estou no BBB. Não estou feita. E estou de malas prontas para passar o final de semana em Ribeirão.
Bom friozinho na capital!

terça-feira, 2 de março de 2010

Trabalhei... e trabalhei!

Enquanto o mundo se acaba em terremotos, tsunamis e ciclones, eu estava me acabando de ócio. Até que ontem fui Mulher-Maravilha. "Mas isso é fantasia", diziam algumas crianças. "Fantasia? Não, não. É minha roupa, ou você acha que super-herói pode salvar o mundo pelado?" - eu retrucava. "Então por que você não voa?" - espertinhos... "Porque se eu voar, vou bater na estrutura do buffet, nos cabos e nas luzes, o teto vai desabar e todo mundo vai morrer. É isso que você quer? Mas se você quiser, eu voo, aí a festa vai acabar...". Fim de papo. Nem sempre precisamos ser tão sutis com as crianças...
Minha noite de domingo foi embebida no melaço de Idas e Vindas do Amor - elenco grandioso, histórias batidas, diálogos mornos e não me fez sair apaixonada do cinema, como Simplemente Amor, por exemplo, fez.
E hoje... segundona... o despertador tocou às 7h, mas para minha querida amiga que aqui repousou e tinha uma finalíssima entrevista de trainee. Depois de conseguir um táxi na chuvosa manhã que São Paulo parou, voltei para a cama... sem perspectivas... pedindo uma luz a alguém lá de cima... pensando nas contas... no presente... no futuro. Levantei a poeira, troquei minha roupa de cama para uma nova semana - como se novos lençois trouxessem boas novas - e comecei a caçar agências e contatos de evento no Orkut dos amiguinhos sofredores. E lá se foram alguns e-mails... e poucas respostas.
Fiz meu almoço, sem o mínimo ânimo de inovar - encontrei um bicho verde gigante no brócolis que me arrepiou até os pêlos que estão para nascer, lutei com ele, comigo mesma e lá se foi descarga adentro -, e meu celular tocou! Tchanã! Frio na barriga, quem será? Recepção na festa de abertura da novela Uma Rosa com Amor, do SBT. Quatro horinhas de trabalho, perto de casa, cachê gostoso e repeteco do trabalho da novela passada. Algumas celebridades, muitas pseudo-celebridades, uma "promessa" de um auditor apaixonado para me colocar lá dentro, o encontro com minha fono que quase não me reconheceu, o não-encontro com um diretor que já me esqueceu, colegas de curso e trabalho, bebidas depois e pitis consequentes, meia-noite já estava em casa.
Menino, mas tá um frio! Um frio digno de inverno! Medo do que virá... Fiz minhas unhas, cortei meu cabelo e uma luz se acendeu em meio às trevas.
"Eu quero te ver lá dentro", disse Edi Montechi. Será hora de pensar num plano B?!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Retiro espiritual

Resolvi - por forças ocultas da natureza - fazer um retiro essa semana. Aluguei a trilogia O Poderoso Chefão, passando assim minhas ociosas tardes de pijama no sofá analisando o trio Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro. Esses caras devem ter um orgulho tão delicioso ao reverem essa obra prima... Mas aí, quando as meninas chegam em casa do trabalho, estou eu lá, estirada e jogada às traças, assistindo o jornal, seguido da novela e depois BBB. Cheguei ao ponto deprimente de votar diversas vezes pelo site globo.com para a Angélica - vulgo Morango - sair e deixar o Douradão na casa. Quando a gente assiste à vida dos outros é porque a nossa não está tão legal assim... O telefone tocou tão pouco essa semana, que cada vez que toca dá um certo frio na barriga. Hoje tocou para recepção de Mulher-Maravilha em festa infantil para domingo, e como meu final de semana está movimentadíssimo, aceitei.
Andei no parque todos esses dias, já enjoei das músicas novas que fazem parte da minha jornada e me surpreendi - assim como toda a cidade - com a queda brusca de 12 graus nos termômetros. Hoje me lembrei de como é o inverno em São Paulo. Do quão gostoso ele pode ser quando se está bem acompanhado ou do quão deprimente quando se está à toa.
Ontem liguei para uns 20 contatos de eventos, quase clamando por trabalho. Consegui falar em 6 agências. E só duas deram retorno. Sei que não pegarei trabalhos midiáticos interessantes no mínimo pelo próximo mês, já que preciso de um resultado positivo da minha dieta - sim, não escorreguei ainda! - para tirar minhas fotos e bater na porta das agências que realmente interessam. Na minha cabeça, preencheria este vácuo com eventos, que me renderiam uma ajuda no orçamento, mas como eu disse, na minha cabeça.
Esta semana confesso não estar muito sociavel. Não quero gastar, não posso comer as coisas boas da vida e acho que não tenho muito o que conversar. Se for conversar com alguém, acho que vou chatear essa pessoa. Assim, continuo no meu retiro. Acabei de locar o alemão Baader Meinhof, por ordem de Fernando Leal, entrando assim em um pacífico final de semana na capital.
Que fome! Lá vou eu com meu arrozinho, legumes, frango e salada.
Aproveite o seu final de semana! Quebre tudo por mim! Jajá eu voltarei à velha forma...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Recomeçando

Hoje voltei à fono e voltei às aulas com Fernando Leal.
Assim, vou dormir com a sensação de dever cumprido, de recomeço, voltando a me sentir um pouco atriz novamente.
Não peguei as Lendas Urbanas do Gugu, fui em uma seleção para alguns eventos de uma nova agência - dispensei um dos trabalhos onde o uniforme seria um macacão coladérrimo -, amanhã marquei entrevista em uma outra nova lá na pqp e vamos que vamos. Estou com duas bolhas no meu pé esquerdo, mas isso é um pequeno detalhe...
O despertador tocará às 8h, compensando a manhã muito bem dormida de hoje.
Boa noite!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Preciso de um manual!

Eu cansei dessa brincadeira! Eu acho que não sei jogar!
Meu tabuleiro parece um labirinto, às vezes jogo o dado e ando para frente, às vezes caio no "revés" e retorno algumas casas ou então rodo, rodo e não saio do lugar.
Primeiro que me ligaram hoje pedindo para mandar meu material para o quadro Lendas Urbanas do Gugu. Para começar, eu nem sabia que existia. Perguntei para o cara da agência se é trabalho que valha a pena e lógico, ele disse que sim. Seriam duas diárias e eu a protagonista, com texto e tudo. Desliguei o telefone e olhei no YouTube do que se trata. Ainda não me deram retorno, se fui escolhida ou não, mas eu odeio quando recebo convites e logo em seguida vem aquele frio na barriga como quem anuncia uma cilada. Isso é intuição?! Ou isso é medo de jogar?! Senti esse frio na barriga quando fui parar naquele grupo picareta de teatro, quando recusei recepcionar numa festa com cachê baixo e tive que escutar pessoas rosnando do outro lado da linha, no meio da seleção do projeto do seriado gay Arouche By Night...
Mas pelo que andei bisbilhotando hoje no Orkut dos coleguinhas, aquele projeto está caminhando, sim. E eu deixei passar... por desconfiança. Por "intuição". Temo por, daqui uns meses, ligar a televisão e ver os vários atores e atrizes que conheci nos testes fazendo a festa e colhendo os frutos por terem acreditado naquilo que eu julguei picaretagem. Eu acho que não tenho um sexto sentido. "Siga o seu coração", não é o que dizem?! Mas acho que meu coração se confunde com medo e desconfiança, preguiça e excitação, ambição e orgulho e subestimação.
Agora que me lembrei, senti esse frio na barriga nas três tentativas de começar as aulas de teatro. Nas duas primeiras eu apareci apenas na primeira aula e fui embora, algo me cheirou mal ali. Na terceira... venci o frio na barriga e comecei prontamente a fazer parte do elenco do TPC, e foi onde tudo começou. Se eu fosse responder àquele medo, teria continuado a atuar apenas na minha imaginação - como fiz desde criança. Resumindo: às vezes a intuição funciona, às vezes não. E como saber quando é qual?
Mas tem fatos que a intuição é totalmente desnecessária. Por exemplo, agora pouco estava on line no MSN uma tal de Mariana, que adicionei ao achar um anúncio na internet de seleção de modelos para eventos. Ela mandou "olá", respondi, e ela mandou - sim, mandou - que eu trocasse minha foto profissional do profile por uma caseira. Troquei e perguntei quem era ela, já que não lembrava especificamente, já que nos cadastramos em tantas coisas... e ela disse: "Minha filha, eu trabalho com eventos e comerciais, não tem agência envolvida". E me chamou no vídeo. Medo. Aceitei e cortei o áudio. Ela continuou a escrever. Disse que eu era linda, "que cabelão lindo, menina!", "que lugar lindo é esse que você está?" - meu pano de fundo era minha janela e minhas almofadas coloridas na cabeceira da cama. "Das 34 modelos que eu tenho, nenhuma tem seu perfil. Tire seus brincos.". Medo. Tirei. Ela: "Muito européia". Eu ri e disse que essa era nova. Perguntei se tinha alguma seleção em especial para agora e ela contou sobre catálagos de 700 reais a diária, de biquini, para os estrangeiros verem que Brasil não é só crimes e pobreza. Falei: "Querida, essa não é minha praia". E ela retrucou: "Você se sente incapaz? Com um cabelão lindo desse... Fique de pé.". Atendi excluindo essa dona e a bloqueando do meu MSN. Isso se chama ficha rosa. E isso é trash, em seu pior sentido. E quantas fichas rosas tem por aí...
Se você se sentar comigo em uma conversa de meia hora, a palavra trash pipocará no mínimo dez vezes. Tem muita coisa lixo nesse mundo. Meu Deus, como tem!
Hoje também participei de uma webconferência de um grupo de comunicação - dessa vez sério - que procura uma apresentadora para programa de turismo, com dois anos de contrato. Salário digno de 3 anos de cursinho para concurso público nível superior! Vai rolar um p*** processo seletivo, com entrevista por Skype, teste de vt, entrevistas pessoalmente e dinâmica de grupo. Já pensou?! Experiência é fundamental. Minha experiência foi meu primeiro e único Sport & Ação, minhas aulas de tv e cinema, minhas peças de teatro, meus seminários na faculdade... isso é experiência?
Mas é isso... não sei onde está meu Romeu para me resgatar da minha torre em chamas nem onde arrumar um manual - se é que para esse mundo desconcertante das artes exista um.
Amanhã retorno à fono, tenho uma seleção para três feiras à tarde, enfim.
"Você reza?", perguntou minha mãe. "Rezo, mas não sei se alguém me escuta", respondi. "Continue rezando e não desista nunca". Mas eu estou cansando de brincar. Eu quero entrar pra valer num jogo que não tem regras, que não tem segredo e sim portas, que não tem dono, que corta cabeças e chama para o sofá. E o pior - e o melhor - de tudo, é que mesmo assim, eu ainda quero muito jogar. E jogar para ganhar.

Kings and Queens (30 Seconds to Mars)

http://www.youtube.com/watch?v=9VhZDiG7ye0
Into the night
Desperate and broken
The sound of a fight
Father has spoken.
We were the kings and queens of promise
We were the victims of ourselves
Maybe the children of a lesser god
Between heaven and hell, heaven and hell
Into your eyes
Hopeless and taken
We stole our new lives
Through blood an pain
In defense of our dreams
In defense of our dreams
We were the kings and queens of promise
We were the victims of ourselves
Maybe the children of a lesser god
Between heaven and hell, heaven and hell
The age of man is over
The darkness comes and all
These lessons that we've learned here
Have only just begun
We were the kings and queens of promise
We were the victims of ourselves
Maybe the children of a lesser god
Between heaven and hell
We are the kings
We are the queens
We are the kings
We are the queens...

Voltei!

Não sei se se trata de uma nova fase, de um novo recomeço ou se tudo continua a mesma coisa... mas voltei! Cada vez que chego em São Paulo tenho meus pensamentos corrompidos por n ambições e n promessas que muitas vezes não chegam a ser cumpridas e isso já completa um ano. Mas cheguei agora pouco e desta vez foi tão gostoso voltar - não que as outras vezes não tenham sido -, especialmente na companhia de duas lindas amigas acompanhadas de temakis e Gianechinni ao aterrisar. Algumas semanas parasitando em Ribeirão não fazem muito bem para o ego de quem almeja ser tubarão, se é que vocês me entendem... Embora tenham sido dias tranquilos, ociosos e divertidos, de encontros e desencontros, quando meu despertador foi acionado apenas uma vez para fazer minha unha às 10 da manhã, é bom poder correr atrás do que se quer e não apenas esperar. Eu estava esperando até então. Não sei exatamente o quê, se o Carnaval terminar, se a dieta se concretizar, se minhas aulas começarem, não sei.
Mas aqui estou! Não tenho hora para levantar amanhã, é a mais triste verdade, no entanto, estou na Selva de Pedra e não tem mais como fugir. Tomei um fôlego e preciso ir atrás do ouro, certo?!
No começo da semana recebi um gentil e-mail de um editor de Lisboa - que por sinal ainda estou pensando no que responder. Fui elogiada pela garra e pelo blog e encorajada a escrever um livro! Mas eu ainda não tenho um gran finale! Não fui para Hollywood nem virei uma frustrada professora de português... Será?! Quinta-feira recebi a ligação de uma agência pedindo minha autorização para envio de material para fotos para Asics na internet. Uma luz se acendeu! E se apagou no final do dia, já que não me ligaram - o que siginifica que não fui selecionada. Não abaixei a cabeça, pois foi apenas a primeira oportunidade interessante de 2010. Tudo bem, tem gente por aí que já pegou vários trabalhos desde que janeiro deu as caras e 2010 já é fato consumado, mas o "meu" 2010 estava meio tímido, coisa e tal. É que agora não tem desculpa mais. Não é fim de ano, não é começo de ano, já acabou a folia e é hora de botar a mão na massa.
E sabe o que é o pior?! O pessoal não sabe o que está perdendo... enquanto fico aqui, isolada, escrevendo no meu diário, eu poderia estar ilustrando várias marcas e decorando lindamente vários textos e incorporando diversos personagens.
Sofia não está mais no meio de nós - retornou às velhas terras gélidas, mas ganhamos dois namorados na casa - nenhum meu.
Espero ainda não ter perdido leitores ávidos por novidades quentíssimas nesses últimos tempos. Espero não ter iludido leitores sedentos pelo sucesso imediato. Não chove e é uma noite quente de verão na capital paulista. O silêncio faz pesar meus olhos e talvez apagar a luz seja agora uma boa opção!
Boa segundona!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Chega de confetes e serpentina

A folia acabou! E neste ano tenho o amargo prazer de dizer que não compartilharei da ressaca com a qual grande parte dos brasileiros terá que arcar amanhã e nem vi a Mangueira entrar. Tudo bem que não terei histórias tórridas para contar, não terei a dúvida se amor da festa sobe serra, não frequentei o bloco das carmelitas, não fiz nenhum shot de xarope de guaraná com vodka, não entrei no mar de Ipanema à 1 da manhã, não subi no trio da Ivete, não aprendi o Rebolation e nem voei com o Chiclete. Dediquei meu Carnaval à família e a uma restrita - e cruel - dieta. Sexta-feira foi dia de retorno na endocrinologista e depois de confirmar minha total saúde nos exames de sangue, recebi a lista negra dos alimentos. E quase tudo está fora... Estou proibida de ingerir: açúcares (isso exclui até o mel que acompanhava minha banana toda manhã), refrigerante normal (tudo bem, sempre fui adepta dos zero...), trigo e derivados (lá se foi minha tão amável aveia da minha ex-banana com mel), feijão e derivados (nunca fui grande fã mesmo...), massas (com exceção do meu pão integral do café da manhã), milho e derivados, amêndoas e afins (exclui também minha castanha-do-pará que eu achava que abalava comendo uma ao dia), batata e mandioca, maionese, creme de leite e Activia (pois contém açúcar). É... pois é. E o que me resta? Pense bem... o arroz (que graças ao bom Jesus me foi liberado com a restrição de 4 colheres de sopa por refeição), todos os tipos de carne, legumes e frutas, iogurtes sem adição de açúcar e refrigerante zero. Ufa! Comida japonesa quase que totalmente liberada - fora o hot roll. Assim, passei pela árdua tarefa de recusar as delícias de um feriado prolongado. Os chopps para afogar algumas mágoas na sexta-feira... o pão do churrasco de domingo... o bolinho de arroz do dia seguinte... o pudim da vó... o sorvete... a torta salgada, a pizza e o tão aclamado crustili - tradição italiana de toda terça-feira gorda. Mas, fui forte! Aguentei os olhos gordos, os comentários maldosos e as tentações. Sobrevivi lightmente a mais um feriado. E tenho certeza que, caso a Dra. Endocrina não tivesse me dado tal veredito, eu estaria agora inchada e arrependida de tanta comilança. Minha quaresma já começou... e também segundo a doutora, não terá a duração de apenas 40 dias, mas sim de uma vida inteira - caso eu queira, caso eu aguente.
Assisti ao Invictus - bom filme, equiparando Nelson Mandela a praticamente um Jesus Cristo sul-africano, duas vezes ao já visto Se Beber, Não Case - que não me conformo com a "tradução" de The Hangover, e Anticristo - estranho, muito estranho... ainda estou pensando no propósito daquele que se autodeclarou o melhor diretor de cinema do mundo, Lars Von Trier, ao lançar esta polêmica. É para alertar sobre o perigo do instinto feminino? Incitar a fúria crua da natureza? Levantar discussões sobre psicanálise? Fruto de um período de depressão do diretor? Ou só chamar atenção? Saberá Deus...
Comprei um livro que pretendo começar amanhã: O Clube do Filme e assumo que não parei de assistir ao BBB. Desculpa mas bato no peito e assumo que tô assistindo e torcendo pro Dourado (eu paqueraria ele se estivesse dentro da casa - e fora também).
Minhas aulas de tv e cinema, pelo que me consta, começarão na segunda-feira e por enquanto tenho trabalhos só para o fim de março e começo de abril. E chega de papo furado porque não tem mais desculpa. Agora que a libertinagem acabou - embora perpetue na Bahia e no Recife -, não sou mais recém-formada e meu 2010 dourado deverá começar. E que recomece a luta para o lambari virar tubarão!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ainda as cartas... jamais teria neste momento palavras tão ou mais sábias do que estas...

"A carne é um peso difícil de se carregar. Mas é difícil o que nos incumbiram; quase tudo o que é grave é difícil: e tudo é grave. [...] Sabemos pouca coisa, mas que temos de nos agarrar ao difícil é uma certeza que não nos abandonará. É bom estar só porque a solidão é difícil. O fato de uma coisa ser difícil deve ser um motivo a mais para que seja feita. [...] No entanto, o caminhar do tempo traz mais de um auxílio para a nossa indecisa aprendizagem. [...] O futuro está firme, caro Sr. Kappus, nós é que nos movimentamos no espaço infinito. [...] Deve pensar então que algo está acontecendo em si, que a vida não o esqueceu, que o segura em sua mão e não o deixará cair. Por que deseja excluir da sua vida toda e qualquer inquietação, dor e melancolia, quando não sabe como tais circunstâncias trabalham no seu aperfeiçoamento? Para que perseguir-se a si mesmo com a pergunta: de onde pode vir tudo aquilo e para onde vai? Não sabia estar em transição? Desejava algo melhor do que transformar-se? Se algum ato seu for doentio, lembre-se de que a doença é o meio de que o organismo se serve para se liberar de um corpo estranho. [...] o senhor é também o médico que se deve vigiar a si mesmo. Em muitas doenças, porém, há dias em que o médico nada pode fazer senão esperar. É o que o senhor deve fazer agora, porquanto é seu próprio médico. Não se observe demais. Não tire conclusões demasiadamente apressadas do que lhe acontece; deixe as coisas acontecerem. [...] Lembre-se como esta vida, desde a infância, aspirava aos "grandes". Vejo-o abandonar agora o grande para chegar aos maiores. Eis porque não cessa de ser difícil, mas tão pouco cessará de crescer."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cartas a um Jovem Poeta (Rainer Maria Rilke, pg. 22-25)

"O senhor está olhando para fora, e é justamente o que menos deveria fazer neste momento. Ninguém o pode aconselhar ou ajudar - ninguém. Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? [...] Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sim", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. [...] Utilize, para se exprimir, as coisas de seu ambiente, as imagens de seus sonhos e os objetos de suas lembranças. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. [...] Talvez venha a significar que o senhor é chamado a ser um artista. Nesse caso aceite o destino e carregue-o com seu peso e sua grandeza, sem nunca se preocupar com recompensa que possa vir de fora. [...] Sua vida, a partir desse momento, há de encontrar caminhos próprios. Que sejam bons, ricos e largos é o que lhe desejo, muito mais do que lhe posso exprimir."

Em off

Depois de desistir do ensaio de Cinderellebration, depois de aceitar e recusar um trabalho estúpido de uma agência estúpida, depois de ir chorar embaixo de uma árvore do Ibirapuera e depois de comprar num sebo perto de casa Cartas a um Jovem Poeta - para quem sabe, me consolar -, fugi de novo e em off ficarei por algum tempo. Decidi acreditar que meu ano dourado começará apenas após o Carnaval...
Já li as cartas de Rainer Maria Rilke. Me consolaram? Talvez. Acho que eu me entendo no meu desespero, na minha loucura, na minha não vã solidão...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A maior das chuvas

Eu fui besta, não escutei às minhas próprias palavras e tomei uma bela duma chuva, que começou por volta de 17:25h. Cheguei ensopada do Ibirapuera, mas não reclamei, não morri afogada, não fui sugada por nenhum bueiro, só meu tênis que demorará uma semana para secar. Enfim... São Paulo, né. Como diría meu irmão "Delííícia morar em São Paulo. Tá vendo... você queria tanto, tanto...".
Hoje foi um dia de contatos com agências de eventos, convites aceito (para final de março só...) e outros recusados e amanhã retomo às festas infantis, com ensaio de Cinderellebración.
"Você não pode perder o foco. Vá em frente que Deus lhe dá a mão", me disse no MSN um dos humoristas do Zorra Total - não me pergunte como ele foi parar lá.
Tá tarde. Às 7h eu levanto para o dito ensaio.
Cadê meu ano dourado que não começa?!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mês de fevereiro

"Silvia, e essa semana, não temos nada? Eu preciso de trabalho!". Foi assim que acordei, com um telefonema da minha agência preferida perguntando se eu estaria livre no final de março para a feira Hair Brasil. Isso às 13:15h. O dia estava tão lindo que achei que não passasse das 10 e meia. E aí lá veio aquele sentimento que meus leitores compartilham comigo: ócio. Não acordei mais cedo porque não tinha o porquê. Não coloquei despertador para não observar mais horas vagas no meu dia.
Aproveitando o breve sol - em São Paulo é assim, depois das 16h, esquece! Vai chover, isso é fato -, fui andar no Ibirapuera, ouvi minha playlist up beat, voltei, fiz um almoço light para me desintoxicar de um final de semana de muita comida e muita bebida, tomei um banho e fui finalmente assistir Avatar. O que James Cameron coloca em Avatar vai além dos sonhos, muito além de onde um cérebro ordinário consegue ir. E me fez acreditar um pouco menos na humanidade. Fora os clichês, aquele é sim um retrato do pensamento humano - mercenário, dominador, adorador da guerra. Temos exceções, claro, mas pena que a máquina que tudo comanda segue esta triste linha. Para tomarmos jeito, no mínimo, teríamos de ser uma outra espécie para retomarmos o link com a natureza, com nossos semelhantes, com o verdadeiro amor. Se você não assistiu, delicie-se em um cinema 3D. Ótimo entretenimento!
Saí tão feliz do cinema, querendo voar naquela entusiástica colorida atmosfera de Pandora que finalmente comprei uma bolsa nova (a minha estava um desastre, tadinha), uma carteira amarela (usava a mesma desde a 8a série) e um tenizinho já prevendo as andanças no inverno - tudo na promoção! E me dei conta de que Avatar e sua mensagem ficaram para trás depois dessa onda de consumismo. Eu não tenho jeito.
E voltei para minha realidade... assisti um seriado qualquer, já planejei voltar para Ribeirão na quinta-feira, festa na sexta, sem perspectivas de trabalho e nem das minhas fotos, já que continuo gordinha para a carreira e não há meios naturais que me façam perder peso. Minha ansiedade - embora não transpareça - me consome, e minha dieta acaba no instante em que saio da rotina. Aliás, que rotina? Não tenho rotina. Silvia disse que dezembro, janeiro e fevereiro são os piores meses e que eles também estão na mesma angústia que nós, "modelos" de eventos... Ser atriz neste momento assemelha-se a Pandora, um sonho distante... quase impalpável, a não ser que eu fosse um avatar. Não entendeu? Vá assistir ao filme. Jammie me pagou para fazer um merchand para ele. E em troca, serei a nova nativa em Avatar 2 - O Retorno.
Bom mês de fevereiro!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Essa tal de amizade

Eu agradeço por ter o discernimento sobre personalidades, sobre diferentes criações, sobre classes sociais, sobre n realidades. Ninguém é igual a ninguém e assim nos associamos às pessoas por distintos motivos: pela genética, pelas semelhanças, ou através das diferenças, por puro interesse ou às vezes por motivo nenhum. Mas, seja para o pobre, seja para o rico, seja para o artista, seja para o empresário, seja para o branco ou para o negro, o significado de amizade é sempre o mesmo. Não sei definir essa tal da amizade, mas sei pontuar algumas características que me fazem ser grande fã dela. Quem é amigo de verdade não tem medo de expor o que pensa, não ponderando as palavras com medo de julgamentos. Amigo de verdade não inventa desculpas, pois tem toda a liberdade - e dever - do mundo de ser sincero. Amigo de verdade não posa de amigo, simplesmente é. Amigo de verdade pode desaparecer por dias, meses, mas quando encontra... parece que foi ontem. Amigos se ajudam, se importam um com o outro, dão bronca quando é preciso, trocam farpas e deixamos sim escapar comentários pelas costas porque ninguém é perfeito e ninguém é um túmulo, mas não para disseminar falácias e rumores, e sim para apenas desabafar. Amigo que é amigo não nega a mão e oferece o braço. Amigos de verdade gargalham, não têm pudor e se entendem no silêncio. Entre amigos não há picuinhas e não há nenhum medo além do medo de perder aquela amizade. Amigos são sortudos pela pura sorte de ser. Ser amigo é mais barato do que se imagina, pois não exige a força do fingimento. Amigo mesmo é para toda hora e não para momentos. Amigo que é amigo a gente conta nos dedos. E para quem não se encaixa nesse perfil, ficam as classificações de colega, conhecido, inimigo ou desconhecido - e que convenhamos, é a grande maioria.

Sábado, na melhor formatura de todas! Eu e ele, ele e eu...


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

No trabalho!

Estou eu aqui... desde às 7 da manhã. Não foi fácil dormir e muito menos levantar às 5 e meia, mas dei sorte por ter saído de casa com apenas uma garoinha. O pessoal está almoçando e eu diria que está sendo um dos melhores trabalhos até agora. Não preciso levantar, não preciso falar bom dia nem entregar panfletos, não tenho dor nos pés e as meninas são umas graças. Meu horário de almoço está chegando, já falei inglês, já falei espanhol, e me segurei para não detonar os quitutes do coffe break. Ansiosa para meu final de semana, fico por aqui, feliz por poder utilizar estas maravilhosas ferramentas da comunicação em pleno expediente!
Boa sexta-feira! Juízo, hein...

Chuva, chuva, chuva

Serei breve, de verdade.
Estou uma pilha de nervos, por n motivos...
Amanhã acordo às 5:30h, delícia! Mas nem posso reclamar... serei a única recepcionista de um evento trilíngue da Johnson&Johnson no Renaissance. Um cachê gostoso! Espero quê dê tudo certo.
Não contei para vocês mas gravei três locuções em uma produtora em Ribeirão. Aí, na minha tentativa falha de enviar para algumas produtoras daqui de São Paulo e trabalhar com minha voz - assim como me indicou Edi Montechi -, recebi um e-mail resposta amigável, onde a pessoa me deu dicas de como fazer e como não fazer tudo isso, relatando que quando iniciou a fazer locução, também cometia os mesmos erros. Me aconselhou a diminuir o tamanho das minhas fotos, o tamanho dos meus arquivos, me indicou programas que não faço a mínima ideia de como mexer, enfim. Tô fazendo tudo errado. De novo. E eu não tenho um plano B. Que medo de 2010 não ser meu ano dourado...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não foi dessa vez!

É, se eu não sumi, é porque não ganhei a Mega-Sena. Mas vou te dizer que tô chegando perto... acertei dois números, logo na primeira vez! Olha a sorte conspirando a meu favor... seguindo a escala, acerto três na segunda vez... quatro na terceira... cinco na quarta e seis na quinta! La la la la la... Me deixa sonhar um pouquinho, pô!
Voltei para São Paulo e advinha?! Chovendo. Lógico!
E seguindo a tendência tecnológica-social, agora tenho FaceBook. Na verdade, estou aprendendo a mexer nele. Mais uma parafernália para conferir, preencher e responder!
Trabalho na sexta-feira, 11h de evento bem remuneradas e depois das 18h, pa-pa-pa-party every day! Mais uma formatura se seguirá neste sábado e o esquenta já começará na sexta-feira...
Estou tentando manter a calma e fazer planos para a semana que vem. Mesmo sem nada em vista, não pretendo fugir desta vez. Preciso me mexer. Em todos os sentidos. O primeiro mês do ano está acabando e as novidades ainda são poucas... será que o ano começa mesmo só depois do Carnaval?! Espero que essa seja a resposta para tanto marasmo...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Faz tempo...

A chuvinha cai lá fora e não há nada na televisão. Vim para a cama, tentei ler algumas notícias mas não fui além das manchetes. Fechei o laptop, voltei para o quarto e avistei uma lata sobre as prateleiras na parede, onde guardo há séculos cartas de uma grande ex-amiga. Ex-amiga não porque brigamos, mas porque nos afastamos, por questões geográficas e psicológicas da vida, sei lá...
Tínhamos uma mania lindamente louca de trocar cartas homéricas, trocando juras de amizades, confessando coisas que ou já haviam sido ditas ou que seriam posteriormente, fazendo comentários muitas vezes maldosos e invejosos, sonhando com os meninos... A expressão "que tédio" aparece nas quatro cartas agora lidas, e pensar que tínhamos apenas 11 e 12 anos naquela época! É... Faz tempo... Soltei algumas risadas com os planos dela de "vamos brincar de vender?" ou então "de brincarmos de escritório", já prometendo que naquele dia desceríamos. Explicarei melhor. Morávamos no mesmo prédio de um condomínio composto por 4 edifícios, e "descer" era nossa atividade preferida. "Vamos descer" era o equivalente a "Vamos à balada", e merecia a mesma produção: banho, perfume, topete no cabelo, já que tantos outros pivetes como nós lá moravam. Naquele tempo eu tinha medo de beijar na boca, embora fosse um dos meus sonhos tantas vezes com ela compartilhado. Mas eu não queria um beijo qualquer... eu queria "O" beijo, com "O" menino, em "X" situação. Obviamente que este beijo não assim aconteceu...
A gente não se desgrudava! Brincávamos de Barbie, berçário, loja, evocávamos espíritos - até recebemos algumas manifestações que acredito até hoje que deles -, jogávamos vôlei, ping-pong - éramos muito boas, inclusive! -, passávamos trotes nos paqueras que nem sabiam de nossa existência - um deles veio a se tornar um grande jogador de futebol e alguns outros eu cheguei a conquistar mais tarde... -, e acreditávamos que aquela amizade duraria para sempre. "Acho que nascemos para ser best friends", escreveu ela numa carta de julho de 97, arriscando um inglês parco mas que nos fazia sentir mais sábias e adultas. "Espero que conquiste todos os seus sonhos, especialmente o de morar em uma casa", ela me desejou. Não me lembrava deste sonho meu tão significativo que mereceu um adendo na carta, mas quem dera que meus sonhos hoje fossem tão simples como este...
"A vida é uma grande ilusão", diz a música de abertura da novela das oito. E nos iludimos com as promessas do "para sempre". Para sempre ficarão as lembranças, as experiências, as cartas... mas a amizade, não. As poucas vezes que a encontrei depois de me mudar de lá marcaram as trilhas distintas que nossas vidas tomaram e acho que nem tive a chance de relatar meu pseudo-relacionamento com um daqueles muleques que recebiam nossos telefonemas alguns anos depois.
Mas o "forever" de algum modo funciona. As histórias ficarão para sempre e eu não pretendo abrir mão destes manuscritos jamais. E nesta noite desejo que minhas atuais grandes amigas não se esvaiam na poeira do tempo. Hoje, em plena terça-feira, fomos ao cinema e comemos um japa, e vi que mais importante do que promessas e ilusões, é a alegria de poder comer milhares de sushis e discutir se paraplégicos sentem prazer sexual, sem esperar nada em troca, sem prometer o futuro, saudando sempre o passado...
Amo minhas amigas incondicionalmente!
Aliás, assista Amor sem Escalas! Vale a pena... mesmo eu tendo medo de me tornar um pouco parecida com o personagem de Georgey Clooney...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Azar no amor, sorte no jogo

Ainda em terras californianas, hoje resolvi inovar e apostar na vida. Sim, apostei na Mega-Sena, pela primeira vez! Recebi uns sinais de Deus e uma luz me apontou 2 sequências de seis números, com os quais eu pretendo ganhar na quarta-feira. "Mas está acumulada?", perguntou minha irmã. Não, só 7 milhões. Eu até aceito dividir com outro ganhador, sem problemas. Já que a maré do amor anda rasa - praticamente seca -, por que não acreditar na sorte no jogo? A primeira coisa que eu faria? Recusaria todos os futuros trabalhos em eventos e arrumaria minhas malas e passaria uma temporada de estudos na Cidade dos Anjos, com direito depois a fazer um retorno para passeios pelo Central Park com minhas botas Gucci recém-adquiridas. E depois? Acho que tentaria comprar meu passe na Globo. Não custa tentar... quer dizer, custou 4 reais tentar. Mas é investimento garantido. Se eu sumir a partir de quarta-feira, é pela minha própria segurança, já estou avisando. Peço sigilo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E foi dada a largada!

Foi-se o primeiro trabalho do ano: Couro Moda. Super legal! Nada cansativo! Funções complexas! Joguei glitter e brilhei! Não vou me ater às reclamações, que são inúmeras. Me propus a fazer isso, não é?! O magro cachê paga meu aluguel (só o aluguel, não o condomínio), revi amigas, ouvi suspiros sobre os rumores da presença de Mateus Solano - que não passaram de rumores - e fiquei com dó da menina Maísa, rodeada de marmanjos quase se esbofeteando para tirar uma foto ou simplesmente vê-la. O que é a fama para uma criança? O cérebro ainda não totalmente desenvolvido e a falta de discernimento e de experiência de vida devem criar uma ilusão na cabeça dessa pobre coitada... e coitada se ela ficar mais velha e perder a fama. Mesmo eu também achando que ela é um anão, cheguei a me questionar sobre a mãe dessa criatura. "Eu não faria isso com minha filha", disse uma das minhas companheiras de stand. Mas Maísa estava sorridente, empolgada e parecia feliz com o bolso talvez uns 15 mil reais mais gordo. Se é que ela sabe o que são 15 mil reais... Eu na idade dela já sabia. Aos 4 anos fazia massagem em minha mãe e em meu pai esperando uma gorjetinha e me lembro que adorava a cédula do beija-flor, que tinha uma linda coloração verde e roxa... já mercenária, mas ainda um pouco desinformada sobre a evolução da economia nacional, acabei perdendo dinheiro com a desapercebida conversão da moeda no início da década de 90. Já aos 9 anos dançava É o Tchan no Natal para a família com o cachê pré-estabelecido de vinte reais. É... na verdade, não é da Maísa que eu tenho dó...
No terceiro e último dia de evento, a notícia de sermos liberadas mais cedo fez com que o sol brilhasse mais forte e os pássaros cantessem mais alto! Tratando-se de eventos, um minuto equivale a 10. Não é fácil. Mas pior mesmo eram as meninas no stand ao lado do nosso: eram manequins vivos segurando bolsas parisienses. "Nossa, parecem reais!", exclamou uma péssima observadora. É... quando você acha que está mal... alguém está pior do que você. Mas, trabalho cumprido e daqui uns 35 dias - se tiver sorte -, meu cachê será depositado.
Animada porém exausta, voltei para casa com o convite de curtir uma Mokaizinha. Dei uma cochilada revigorante... me maquilei... arrumei o cabelo... fiz uma bela caipiroska de abacaxi para entrar no clima... e o mundo desabou por 7h seguidas em São Paulo. A caipira dormiu ao meu lado e meus pezinhos agradeceram!
Amanhã tenho entrevista em uma nova agência, já com agenda marcada para um evento da Coca-Cola no Memorial da América Latina no começo de fevereiro. 3 dias de evento. 13h de trabalho. Cachê dez reais mais gordinho e com alimentação inclusa. É... paga meu Carnaval. Onde vou passar? Olha, incógnita. Ou Rio... ou Califórnia Brasileira... ou uma minúscula possibilidade quase impossível de curtir um esquemão em Salvador. É, ou Rio ou Califórnia.
Nesses dias onde a terra não absorve mais água, as encostas deslizam, famílias são soterradas, casas são perdidas, a tristeza é instaurada e as minhocas se estribucham no cimento - para meu total desespero. Alguém me explica por que michoca e bigato são os seres mais nojentos e assustadores do universo? Eu quase entro em pânico quando avisto um bicho alongado e rosado realizando um movimento peristáltico. E eu sempre avisto. Andando no Ibira hoje, ai ai ai... na segunda volta me ati a andar no meio da rua enlameada, o mais longe possível das duas calçadas, onde as chances de encontrar o animal moribundo são maiores. Quando morei em Montreal sofri bastante. Era um freak show de minhocas no caminho ao ponto de ônibus e especialmente na caminhada do metrô até o 1 Dollar Cinema, sendo muitas vezes inevitável pisar sobre elas. Trash. Dá até arrepio só de lembrar.
Mas é isso. Fui cobrada pelos fãs e principalmente por minha mãe para atualizar o blog. É que meu ânimo não anda lá essas coisas e não tenho muito o que contar. Na verdade, tudo isso que escrevi é mentira, porque nada me acontece e tive que inventar uma pauta para a postagem de hoje.
Nós somos frutos das escolhas que fazemos. E eu estou pagando o preço por isso.
Amanhã fujo para o interior novamente para descer até o chão na formatura de duas amigas. Próximo trabalho? Só dia 29. É tempo para botar os sentimentos em dia e as ideias em prática.
E ah! Eliéser não é mais meu paquera. Bobo, melodramático, pegajoso e para piorar, é o dono da pérola: "eu fiquei se matando". Não dá. Erro de português não dá. O único atrativo do BBB10 perdeu a graça. Demorou para eu começar a ler um livro após a novela...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Novo Ano

Eu havia feito uma escala na minha cabeça prevendo que minhas férias acabariam na sexta-feira, considerando fim o meu retorno a São Paulo. Com isso, voltaria a escrever no meu blog - teoricamente puramente profissional - apenas após tal data. Mas... a fraca programação da televisão em plena quarta-feira me fez optar por usar a palavra escrita novamente e acreditem, eu estava com saudade de escrever! Na realidade, do que mais tenho saudade é de ter o que escrever, especialmente novidades artísticas quentíssimas... que andam mais gélidas do que as baixas temperaturas no hemisfério norte. Efeito Borboleta? Já assisti e não é filme para se ver duas vezes, já que a surpresa é o final. Batman - o Retorno vi há pouquíssimo tempo e dublado ainda?! Não dá, fora que entender o inglês na tecla SAP em baixo volume para não atrapalhar minha mãe que dorme no quarto bem ao lado, impossível. As tragédias do Haiti? Já vi... revi... li... pensei e agradeci por não estar na pele deste povo historicamente já sofrido. Não tenho o pay-per-view do BBB10 graças a Deus - senão estaria que nem uma besta extasiada com o nada frente à tela da televisão.
Aliás... por que é que a gente gosta de ver essas coisas, hein? Tragédia. Todo mundo adora ver cenas sangrentas e o jornalismo adora mostrar mães chorando por terem perdido precocemente seus filhos, esposas a ponto de explodir aguardando resposta do marido desaparecido, entrevistas inevitavelmente chorosas, onde todas as vítimas eram santos inteligentes e batalhadores. Por que fazer esse tipo de entrevista? E por que assistimos?! Que raiva. Assisti ao quase especial no Fantástico sobre a talentosa menina japonesa blogueira-cantora soterrada em Angra dos Reis. Você viu?! Tudo bem, os relatos e os lamúrios podem ter uma primeira tarefa de despertar os olhos da população e das autoridades para os perigos das construções nas encostas dos morros, mas peraí, né. Querem fazer o telespectador chorar e ficar grudado esperando novas notícias e novas desgraças? Um pérfido entretenimento: é a sociedade do espetáculo.
E o BBB? Eu nem passei perto da nona edição, até hoje não sei o nome dos participantes que volta e meia encontro em São Paulo. Mas... desocupada... sem fartas opções, acabei assistindo à estreia, já me apaixonei pelo Eliéser (eu e toda a mulherada do Brasil) e agora sabe Deus se a edição mais colorida da Globo prenderá minha atenção. Que não é válida dela, disso eu já sei. Mas cabeça vazia... é a velha história. Põe na frente, a gente come.
Mas nem vou falar de comer, não. Estou numa luta psicológica para perder esses três quilos que não me pertenciam um mês atrás! Eu e o Brasil inteiro, eu sei. Mas nem todos querem viver da imagem, não é. Eu tenho a obrigação de perdê-los e perder alguns outros mais... meta para 2010! Minha e do Brasil inteiro.
Hoje fui ao banco e ao conversar com minha gerente de conta resolvendo assuntos pendentes de 2008, tive que responder à fatídica pergunta "O que você está fazendo?". E hoje dizer que sou atriz me pareceu tão distante... Ano novo, velhas dúvidas.
Fiquei sabendo de um assassinato em legítima defesa na frente do meu prédio - "zona de condomínios de luxo da capital" - e pelo que me consta, dois assaltantes a menos para assegurar minha insegurança nas ruas dos Jardins. Meu Reveillon? A virada frustante mas a viagem... delícia! Meu Natal? Teve bacalhau sim, mas também teve chester, leitoa, lasanha, arroz com champagne e assalto três vezes seguidas na empresa dos meus tios com a dolorosa morte de um dos cachorros que nem chegamos a conhecer, mas que quase acabou com nossa magia do dia 25 de dezembro...
Segunda-feira começa o batente! Segunda-feira reacendo as energias amornadas pelo ócio de um quase mês de descanso não sei ainda se muito merecido. I gotta a feeling que 2010 será um ano bom. Eu e o país do futuro! I Gotta a Feeling foi a primeira música que ouvi neste novo ano, exatamente a meia-noite, quando eu chupava dedo na areia frente a uma das melhores baladas do Brasil porque cambistas não aceitam cartão de crédito. Os detalhes... eu deixo para uma outra hora.
Boa noite! E um fantástico 2010! Porque a gente merece... quer dizer, eu mereço, já o Brasil inteiro... não sei não...