quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Faz tempo...

A chuvinha cai lá fora e não há nada na televisão. Vim para a cama, tentei ler algumas notícias mas não fui além das manchetes. Fechei o laptop, voltei para o quarto e avistei uma lata sobre as prateleiras na parede, onde guardo há séculos cartas de uma grande ex-amiga. Ex-amiga não porque brigamos, mas porque nos afastamos, por questões geográficas e psicológicas da vida, sei lá...
Tínhamos uma mania lindamente louca de trocar cartas homéricas, trocando juras de amizades, confessando coisas que ou já haviam sido ditas ou que seriam posteriormente, fazendo comentários muitas vezes maldosos e invejosos, sonhando com os meninos... A expressão "que tédio" aparece nas quatro cartas agora lidas, e pensar que tínhamos apenas 11 e 12 anos naquela época! É... Faz tempo... Soltei algumas risadas com os planos dela de "vamos brincar de vender?" ou então "de brincarmos de escritório", já prometendo que naquele dia desceríamos. Explicarei melhor. Morávamos no mesmo prédio de um condomínio composto por 4 edifícios, e "descer" era nossa atividade preferida. "Vamos descer" era o equivalente a "Vamos à balada", e merecia a mesma produção: banho, perfume, topete no cabelo, já que tantos outros pivetes como nós lá moravam. Naquele tempo eu tinha medo de beijar na boca, embora fosse um dos meus sonhos tantas vezes com ela compartilhado. Mas eu não queria um beijo qualquer... eu queria "O" beijo, com "O" menino, em "X" situação. Obviamente que este beijo não assim aconteceu...
A gente não se desgrudava! Brincávamos de Barbie, berçário, loja, evocávamos espíritos - até recebemos algumas manifestações que acredito até hoje que deles -, jogávamos vôlei, ping-pong - éramos muito boas, inclusive! -, passávamos trotes nos paqueras que nem sabiam de nossa existência - um deles veio a se tornar um grande jogador de futebol e alguns outros eu cheguei a conquistar mais tarde... -, e acreditávamos que aquela amizade duraria para sempre. "Acho que nascemos para ser best friends", escreveu ela numa carta de julho de 97, arriscando um inglês parco mas que nos fazia sentir mais sábias e adultas. "Espero que conquiste todos os seus sonhos, especialmente o de morar em uma casa", ela me desejou. Não me lembrava deste sonho meu tão significativo que mereceu um adendo na carta, mas quem dera que meus sonhos hoje fossem tão simples como este...
"A vida é uma grande ilusão", diz a música de abertura da novela das oito. E nos iludimos com as promessas do "para sempre". Para sempre ficarão as lembranças, as experiências, as cartas... mas a amizade, não. As poucas vezes que a encontrei depois de me mudar de lá marcaram as trilhas distintas que nossas vidas tomaram e acho que nem tive a chance de relatar meu pseudo-relacionamento com um daqueles muleques que recebiam nossos telefonemas alguns anos depois.
Mas o "forever" de algum modo funciona. As histórias ficarão para sempre e eu não pretendo abrir mão destes manuscritos jamais. E nesta noite desejo que minhas atuais grandes amigas não se esvaiam na poeira do tempo. Hoje, em plena terça-feira, fomos ao cinema e comemos um japa, e vi que mais importante do que promessas e ilusões, é a alegria de poder comer milhares de sushis e discutir se paraplégicos sentem prazer sexual, sem esperar nada em troca, sem prometer o futuro, saudando sempre o passado...
Amo minhas amigas incondicionalmente!
Aliás, assista Amor sem Escalas! Vale a pena... mesmo eu tendo medo de me tornar um pouco parecida com o personagem de Georgey Clooney...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Azar no amor, sorte no jogo

Ainda em terras californianas, hoje resolvi inovar e apostar na vida. Sim, apostei na Mega-Sena, pela primeira vez! Recebi uns sinais de Deus e uma luz me apontou 2 sequências de seis números, com os quais eu pretendo ganhar na quarta-feira. "Mas está acumulada?", perguntou minha irmã. Não, só 7 milhões. Eu até aceito dividir com outro ganhador, sem problemas. Já que a maré do amor anda rasa - praticamente seca -, por que não acreditar na sorte no jogo? A primeira coisa que eu faria? Recusaria todos os futuros trabalhos em eventos e arrumaria minhas malas e passaria uma temporada de estudos na Cidade dos Anjos, com direito depois a fazer um retorno para passeios pelo Central Park com minhas botas Gucci recém-adquiridas. E depois? Acho que tentaria comprar meu passe na Globo. Não custa tentar... quer dizer, custou 4 reais tentar. Mas é investimento garantido. Se eu sumir a partir de quarta-feira, é pela minha própria segurança, já estou avisando. Peço sigilo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E foi dada a largada!

Foi-se o primeiro trabalho do ano: Couro Moda. Super legal! Nada cansativo! Funções complexas! Joguei glitter e brilhei! Não vou me ater às reclamações, que são inúmeras. Me propus a fazer isso, não é?! O magro cachê paga meu aluguel (só o aluguel, não o condomínio), revi amigas, ouvi suspiros sobre os rumores da presença de Mateus Solano - que não passaram de rumores - e fiquei com dó da menina Maísa, rodeada de marmanjos quase se esbofeteando para tirar uma foto ou simplesmente vê-la. O que é a fama para uma criança? O cérebro ainda não totalmente desenvolvido e a falta de discernimento e de experiência de vida devem criar uma ilusão na cabeça dessa pobre coitada... e coitada se ela ficar mais velha e perder a fama. Mesmo eu também achando que ela é um anão, cheguei a me questionar sobre a mãe dessa criatura. "Eu não faria isso com minha filha", disse uma das minhas companheiras de stand. Mas Maísa estava sorridente, empolgada e parecia feliz com o bolso talvez uns 15 mil reais mais gordo. Se é que ela sabe o que são 15 mil reais... Eu na idade dela já sabia. Aos 4 anos fazia massagem em minha mãe e em meu pai esperando uma gorjetinha e me lembro que adorava a cédula do beija-flor, que tinha uma linda coloração verde e roxa... já mercenária, mas ainda um pouco desinformada sobre a evolução da economia nacional, acabei perdendo dinheiro com a desapercebida conversão da moeda no início da década de 90. Já aos 9 anos dançava É o Tchan no Natal para a família com o cachê pré-estabelecido de vinte reais. É... na verdade, não é da Maísa que eu tenho dó...
No terceiro e último dia de evento, a notícia de sermos liberadas mais cedo fez com que o sol brilhasse mais forte e os pássaros cantessem mais alto! Tratando-se de eventos, um minuto equivale a 10. Não é fácil. Mas pior mesmo eram as meninas no stand ao lado do nosso: eram manequins vivos segurando bolsas parisienses. "Nossa, parecem reais!", exclamou uma péssima observadora. É... quando você acha que está mal... alguém está pior do que você. Mas, trabalho cumprido e daqui uns 35 dias - se tiver sorte -, meu cachê será depositado.
Animada porém exausta, voltei para casa com o convite de curtir uma Mokaizinha. Dei uma cochilada revigorante... me maquilei... arrumei o cabelo... fiz uma bela caipiroska de abacaxi para entrar no clima... e o mundo desabou por 7h seguidas em São Paulo. A caipira dormiu ao meu lado e meus pezinhos agradeceram!
Amanhã tenho entrevista em uma nova agência, já com agenda marcada para um evento da Coca-Cola no Memorial da América Latina no começo de fevereiro. 3 dias de evento. 13h de trabalho. Cachê dez reais mais gordinho e com alimentação inclusa. É... paga meu Carnaval. Onde vou passar? Olha, incógnita. Ou Rio... ou Califórnia Brasileira... ou uma minúscula possibilidade quase impossível de curtir um esquemão em Salvador. É, ou Rio ou Califórnia.
Nesses dias onde a terra não absorve mais água, as encostas deslizam, famílias são soterradas, casas são perdidas, a tristeza é instaurada e as minhocas se estribucham no cimento - para meu total desespero. Alguém me explica por que michoca e bigato são os seres mais nojentos e assustadores do universo? Eu quase entro em pânico quando avisto um bicho alongado e rosado realizando um movimento peristáltico. E eu sempre avisto. Andando no Ibira hoje, ai ai ai... na segunda volta me ati a andar no meio da rua enlameada, o mais longe possível das duas calçadas, onde as chances de encontrar o animal moribundo são maiores. Quando morei em Montreal sofri bastante. Era um freak show de minhocas no caminho ao ponto de ônibus e especialmente na caminhada do metrô até o 1 Dollar Cinema, sendo muitas vezes inevitável pisar sobre elas. Trash. Dá até arrepio só de lembrar.
Mas é isso. Fui cobrada pelos fãs e principalmente por minha mãe para atualizar o blog. É que meu ânimo não anda lá essas coisas e não tenho muito o que contar. Na verdade, tudo isso que escrevi é mentira, porque nada me acontece e tive que inventar uma pauta para a postagem de hoje.
Nós somos frutos das escolhas que fazemos. E eu estou pagando o preço por isso.
Amanhã fujo para o interior novamente para descer até o chão na formatura de duas amigas. Próximo trabalho? Só dia 29. É tempo para botar os sentimentos em dia e as ideias em prática.
E ah! Eliéser não é mais meu paquera. Bobo, melodramático, pegajoso e para piorar, é o dono da pérola: "eu fiquei se matando". Não dá. Erro de português não dá. O único atrativo do BBB10 perdeu a graça. Demorou para eu começar a ler um livro após a novela...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Novo Ano

Eu havia feito uma escala na minha cabeça prevendo que minhas férias acabariam na sexta-feira, considerando fim o meu retorno a São Paulo. Com isso, voltaria a escrever no meu blog - teoricamente puramente profissional - apenas após tal data. Mas... a fraca programação da televisão em plena quarta-feira me fez optar por usar a palavra escrita novamente e acreditem, eu estava com saudade de escrever! Na realidade, do que mais tenho saudade é de ter o que escrever, especialmente novidades artísticas quentíssimas... que andam mais gélidas do que as baixas temperaturas no hemisfério norte. Efeito Borboleta? Já assisti e não é filme para se ver duas vezes, já que a surpresa é o final. Batman - o Retorno vi há pouquíssimo tempo e dublado ainda?! Não dá, fora que entender o inglês na tecla SAP em baixo volume para não atrapalhar minha mãe que dorme no quarto bem ao lado, impossível. As tragédias do Haiti? Já vi... revi... li... pensei e agradeci por não estar na pele deste povo historicamente já sofrido. Não tenho o pay-per-view do BBB10 graças a Deus - senão estaria que nem uma besta extasiada com o nada frente à tela da televisão.
Aliás... por que é que a gente gosta de ver essas coisas, hein? Tragédia. Todo mundo adora ver cenas sangrentas e o jornalismo adora mostrar mães chorando por terem perdido precocemente seus filhos, esposas a ponto de explodir aguardando resposta do marido desaparecido, entrevistas inevitavelmente chorosas, onde todas as vítimas eram santos inteligentes e batalhadores. Por que fazer esse tipo de entrevista? E por que assistimos?! Que raiva. Assisti ao quase especial no Fantástico sobre a talentosa menina japonesa blogueira-cantora soterrada em Angra dos Reis. Você viu?! Tudo bem, os relatos e os lamúrios podem ter uma primeira tarefa de despertar os olhos da população e das autoridades para os perigos das construções nas encostas dos morros, mas peraí, né. Querem fazer o telespectador chorar e ficar grudado esperando novas notícias e novas desgraças? Um pérfido entretenimento: é a sociedade do espetáculo.
E o BBB? Eu nem passei perto da nona edição, até hoje não sei o nome dos participantes que volta e meia encontro em São Paulo. Mas... desocupada... sem fartas opções, acabei assistindo à estreia, já me apaixonei pelo Eliéser (eu e toda a mulherada do Brasil) e agora sabe Deus se a edição mais colorida da Globo prenderá minha atenção. Que não é válida dela, disso eu já sei. Mas cabeça vazia... é a velha história. Põe na frente, a gente come.
Mas nem vou falar de comer, não. Estou numa luta psicológica para perder esses três quilos que não me pertenciam um mês atrás! Eu e o Brasil inteiro, eu sei. Mas nem todos querem viver da imagem, não é. Eu tenho a obrigação de perdê-los e perder alguns outros mais... meta para 2010! Minha e do Brasil inteiro.
Hoje fui ao banco e ao conversar com minha gerente de conta resolvendo assuntos pendentes de 2008, tive que responder à fatídica pergunta "O que você está fazendo?". E hoje dizer que sou atriz me pareceu tão distante... Ano novo, velhas dúvidas.
Fiquei sabendo de um assassinato em legítima defesa na frente do meu prédio - "zona de condomínios de luxo da capital" - e pelo que me consta, dois assaltantes a menos para assegurar minha insegurança nas ruas dos Jardins. Meu Reveillon? A virada frustante mas a viagem... delícia! Meu Natal? Teve bacalhau sim, mas também teve chester, leitoa, lasanha, arroz com champagne e assalto três vezes seguidas na empresa dos meus tios com a dolorosa morte de um dos cachorros que nem chegamos a conhecer, mas que quase acabou com nossa magia do dia 25 de dezembro...
Segunda-feira começa o batente! Segunda-feira reacendo as energias amornadas pelo ócio de um quase mês de descanso não sei ainda se muito merecido. I gotta a feeling que 2010 será um ano bom. Eu e o país do futuro! I Gotta a Feeling foi a primeira música que ouvi neste novo ano, exatamente a meia-noite, quando eu chupava dedo na areia frente a uma das melhores baladas do Brasil porque cambistas não aceitam cartão de crédito. Os detalhes... eu deixo para uma outra hora.
Boa noite! E um fantástico 2010! Porque a gente merece... quer dizer, eu mereço, já o Brasil inteiro... não sei não...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Empire State of Mind - Part II (Alicia Keys)

http://www.youtube.com/watch?v=-tvHMnWM4qc
Ooohh New York
Grew up in a town that is famous as the place of movie scenes
Noise is always loud, there are sirens all around and the streets are mean
If I can make it here, I can make it anywhere, that's what they say
Seeing my face in lights or my name in marquees found down on Broadway
Even if it ain’t all it seems, I got a pocketful of dreams
Baby, I'm from New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!
On the avenue, there ain't never a curfew, ladies work so hard
Such a melting pot, on the corner selling rock, preachers pray to God
Hail a gypsy cab, takes me down from Harlem to the Brooklyn Bridge
Some will sleep tonight with a hunger for more than an empty fridge
I'm gonna make it by any means,
I got a pocket full of dreams
Baby, I'm from New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!
One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty
No place in the world that can compare
Put your lighters in the air, everybody say yeah, yeah, yeah, yeah
In New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!

Ainda na ressaca de Floripa... Já já estou de volta!


Voando...


FELIZ 2010! Nesse ano, ou vai ou vai!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HO HO HO

Quando eu era criança, ansiava pelo Natal. Eu era a única em casa (dentre mãe e quatro filhos) a montar a árvore, comprar os piscas-picas e os novos enfeites, pendurar a guirlanda na porta. E justamente quando acendia as luzinhas daquela bela árvore que me fazia lembrar de tempos mais remotos ainda, alguém mandava apagar porque enchia o saco, era bobeira ou atrapalhava assistir à tv. E assim, durante alguns anos, a montei só para mim. E guardava as mágoas por ninguém querer me ajudar nem a desmontá-la no começo de janeiro... Até que chegou uma hora que eu desisti. Qual a graça? Não tinha cabimento ser recriminada dentro da minha própria casa por querer mudar a decoração do apartamento durante o último mês do ano... Desde então, não temos nem uma mini-guirlandinha pendurada do lado de fora. Nada. Mas eu faço planos de que, quando eu tiver a minha casa, terão papais noéis espalhados por todos os cantos... e se tudo andar conforme o planejado, uma árvore gigante cheia de caixas com laço comprados por mim para dar a cada um em especial, já que isso hoje é incabível.
E parece que a cada ano, tudo fica mais sem sal nem açucar. Este ano, em especial, tive medo ao ver os primeiros enfeites na Avenida Paulista. Talvez com medo do ano acabar e eu não ter cumprido minhas metas, seja lá quais elas eram... Recebi um lindo presente com um lindo cartão de uma pessoa especial mas não retribui com nada além de alguns beijos e abraços e o pedido de desculpas por nada nem ter escrito. E aí, recebi a notícia ao chegar em Ribeirão segunda-feira de que teríamos bacalhau na ceia. Bacalhau na ceia? E o que mais? E o chester? E o tender? E as farofas doce e salgada? Por comodismo, acho, ou por devaneio de alguma idéia bem fraca, decidiram fazer bacalhau na nossa ceia de Natal. Isso já me desanimou, sendo que eu ainda nem estava animada. Eu espero o ano inteiro para comer comidas natalinas para chegar no dia 24 de dezembro e comer bacalhau... Não me entenda mal, eu sou tarada por bacalhau, mas não esta noite. Não é pelo gosto ou por querer encher a barriga. É que tenho medo de a magia ir embora e de a mesa farta e colorida se transformar em algo mais simples só porque é mais fácil. Sei que os tempos de esperar algum presente do Papai Noel após à meia-noite já se foram, mas não se pode perder a magia jamais! A família já tem lá seus problemas e temos baixas de alguns membros a cada ano, não por motivo de saúde, mas por motivos bem mais medíocres que acabam por separar aquelas que deveriam estar juntos pelo menos no dia 25 de dezembro. A vida é tão curta e tão dura para deixarmos a mediocridade, o comodismo e o desencantamento tomarem conta...
Mas hoje é dia de alegria! De celebração! De mostrar que sempre podemos dar a volta por cima e que família e amor significam mais do que o peru, um pinheiro enfeitado e as caixas de natal. Mas que eu tenho o sonho americano do natal com neve, meias penduradas na chaminé e uma árvore enorme banhada de presentes ouvindo Let it Snow, desculpa, eu tenho! Mas já que não terei isso enquanto não estiver em uma casa pelo menos em New York em algum natal, prefiro ficar com minha família e nossa ceia por aqui mesmo, neste calor infernal que me faz acordar para prender o cabelo durante a noite. E desta vez, com bacalhau, fazer o quê!
Feliz Natal! Ho ho ho...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Agora, sim! Férias!


Vivi em prisão domiciliar durante 5 dias. Não saí. Não bebi. Quase não falei. Tudo para me curar de uma doença que ainda não sei o que foi, se stress, se gripe, se resfriado, se efeito estufa, se culpa do aquecimento global. Tudo para me curar para estar boa para minha rápida cena em Meio-Fio. Era uma luta contra o tempo... e aproveitei até os últimos minutos antes de ir para as locações para descansar, fazer um último gargarejo, tomar um último copinho de xarope e a última vitamina C da embalagem. E acho que fiz tudo certo!
Gravamos a cena em um restaurante japonês na Zona Norte. Minha personagem foi trocada com a outra menor, mas acabamos nos doando algumas falas e o resultado, saberei quando tiver esse filme editado em mãos. Nossa cena não dura 5 minutos... mas já está valendo. O pessoal da produção, os atores, direção, gente boníssimas! Minha parceira de cena é uma baiana arretada famosíssima em sua terra, sim, pode acreditar. Cantora de axé, comanda trio elétrico no carnaval, apresentadora, repórter, faz tudo do SBT na Bahia. Mas como eu, peixe pequeno na grande alagada São Paulo. Meu parceiro de cena, roteirista de novela do SBT, ator, poeta, artista do mundo, querendo fazer parte do grande cardume. Ninguém ali é bobo, não. Estamos todos atrás do nosso lugarzinho ao sol. E que este seja um dos primeiros de muitos...
E agora me declarei férias, de verdade. Merecidas! Retorno a São Paulo não sei quando... preciso recarregar minhas baterias para começar o ano pique-total. Minha irmã, depois de um ano que estou aqui, resolveu vir a São Paulo. E agora eu posso falar à vontade! Vamos ao shopping, almoçar um japa e me despedirei assim da cidade grande.
Agora, só ano que vem!
Beijo para quem fica, boa viagem para quem vai!
Há rumores de que 2010 vai ser um ano 10! Veremos... Veremos...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que será que será...?

"Deve ser o acúmulo de stress de final de ano. Eu tive uma infecção urinária, não te contei?", me relatou uma amiga. Essa doença moderna que hoje é causa de tudo: insônia, perda de cabelo, obesidade, câncer, olheira, baixa de apetite sexual, fim de relacionamentos, efeito estufa, aquecimento global, tudo! Pode ser que ela tenha razão. Não acúmulo de trabalho, pois isso tive muito pouco embora tenha reclamado durante os poucos que tive... Mas quanto stress esse 2009 me causou! Mas pode ser que seja a idade. O organismo já não é mais o mesmo. Acabei de tomar a terceira dose de xarope do dia e me lembrei da última vez que senti esse gostinho tão prazeroso. Devia ter por volta dos meus 8 ou 9 anos e escondida, tomei um segundo copinho daquele líquido vermelho melado. Aí, com a consciência pesada, perguntei a minha mãe que estava debaixo do chuveiro: "Mãe, o que acontece quando a pessoa toma mais remédio do que deveria?". "Ela morre.", ela respondeu, já que não tinha nascido ontem. Faz tempo... E hoje, alguns aninhos depois, comprei esse xarope incolor que eu espero que milagrosamente traga minha bela voz de volta até às 18h de amanhã. Estou parecendo uma hipocondríaca... com a cabeceira da cama cheia de embalagens, olhando as horas no relógio para saber qual pastilha tomar, fazendo gargarejos de água quente, sal e vinagre, espirrando própolis com romã, tomando mel com limão, tomando chá verde com limão e mel, vitamina C, água, água e mais água. Passei o dia querendo parar o relógio, já que quase quiseram me substituir no Meio-Fio e me passar para um papel com apenas duas falas. "Não, pera aí, me dá mais um tempo!".
São Paulo não me fez ficar rica e nem famosa - ainda . Mas se tem uma coisa que São Paulo me fez foi ficar doente. Comprei remédios que jamais havia tomado na vida! Eu que me gabava tanto... que nunca ficava rouca... que nunca ficava resfriada... que nunca tenho dor de cabeça... que não tenho cólica... bom, essas duas últimas não tenho mesmo, graças ao bom Jesus de Misericórdia! O problema é meu? Da cidade? Ou do sistema? É tudo culpa do capitalismo.
Bons tempos em que farmácia era só para meus cosméticos... bons tempos quando a ressaca durava só até a hora do almoço do dia seguinte... bons tempos em que stress era coisa de adulto rico... velhos tempos quando ficar rouca era sexy e não o risco de perder um dos trabalhos mais legais do ano. Foi-se o tempo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Saúde!

Desde a linda formatura no sábado e de tudo o que se acumulou nela, dela e com ela (falar demais, frio, chuva, vento, calor, bebida, pouco sono, ar condicionado de hotel), acabei com uma rouquidão que se seguiu de febre, dor no corpo, cansaço, tosse.
Ontem era um dia para ficar na cama, mas tinha entrevista marcada na Tribo de Atores (correu tudo bem e preciso do que já sabia: novas fotos e sair das demais agências) e o último dia de aula de Fernando Leal. Cheguei em casa quase meia-noite, tremendo de frio, com uma fome que não aceitava nada para comer, alguns bons graus de febre, mais rouca ainda e muito cansaço. Dormi bem e hoje passei o dia deitada no sofá, vendo filme, tomando chá de limão com mel, enfim. Tudo para que sexta-feira, dia de gravação do curta Meio-Fio, minha voz esteja pelo menos 99%. Nem doente tranquila eu posso ficar... tenho prazo para ficar boa.
E aprendi que tudo o que temos que pedir a Deus, aos santos, à Iemanjá, às estrelas ou o que seja, é saúde. Porque do resto, a gente vai atrás! E isso não é papo furado!
Acho que precisamos mesmo fazer uma limpeza na áurea deste apartamento. O banheiro está inundado com gotas de água provenientes do andar de cima. É muita zica, meu Deus...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sem muito para escrever...

Quando eu estava no revezamento entre primeiro e segundo lugar de melhor aluna da classe, nem eu, nem meus amigos, nem minha família e nem meus profesores imaginavam que eu passaria semanas assim, justamente nos últimos meses antes de completar 24 anos. Não ter hora para acordar é bom quando você merece dormir. Quando merece descansar e ter os mais belos sonhos... Mas este não está sendo o meu caso. Olhar o relógio e ver que já passam das 11h e não ter porquê levantar da cama é triste. Para quem olha de longe acha que estou levando um vidão... de pura mordomia! Morando nos Jardins... trabalhando pouco... querendo ser artista... Meus únicos afazeres hoje foram: arrumar a cama, almoço, devolver Terra de Ninguém e locar A Vida dos Outros, caminhar no parque, tomar banho, fazer uma salada de macarrão, assistir jornal, novela e ao filme recém-locado - ótimo, por sinal. Pensei em fugir novamente, mas achei melhor ficar aqui até sexta, já que tenho carona para voltar para Ribeirão pois sábado temos a formatura de minha amigona chará em São Carlos. Mas fugir já virou rotina. E quem sabe não me aparecia um trabalho para quarta? Não apareceu. Para quinta? Ainda nada. O que me apareceu foi fazer o sorteio da Mega Sena em 31 de dezembro às 18h, cachê de 750 reais. Desculpe, mas estarei já vestida de branco em sabe-se lá que lugar de Floripa a esta hora...
Ontem fui dormir às 3h da manhã, fiquei com meu laptop no colo assistindo a três episódios seguidos do extinto seriado Young Americans. Eu amava esse seriado, que passava na Sony nas noites de sábado em meados de 2000 e acabou, sem mais nem menos, após o oitavo capítulo. Obviamente partiu meu coração, ainda mais que um "dos vampirão" de The Vampire Diaries era do elenco, o Ian Somerhalder, no auge de sua juventude. Aliás, queridas leitoras, vale a pena conferir as fotos desse belo ator. Só dê um google e confira!
Meu quarto cheira a Ralph, já que tive a fantástica ideia de burrifar na flor que fica ao lado de minha cama. É aí que vemos quais perfumes têm um bom fixador...
A Paulista está toda natalina e o Bradesco deu um show de decoração! Tem até neve! Ainda não vi a árvore do Ibirapuera à noite...
Ho ho ho. Boa noite!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sweet Disposition (The Temper Trap)

http://www.youtube.com/watch?v=m3b9E1p9uOA
Sweet disposition
Never too soon
Oh reckless abandon,
Like no one's watching you
A moment, a love

A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Just stay there

Cause I'll be comin' over
While our bloods still young
It's so young, it runs
Won't stop til it's over
Won't stop to surrender
Songs of desperation

I played them for you
A moment, a love

A dream, a laugh
A kiss, a cry
our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Just stay there

Cause I'll be comin' over
While our bloods still young
It's so young, it runs
Won't stop til it's over
Won't stop to surrender
A moment, a love

A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs (won't stop til it's over)
A moment, a love

A dream, a laugh
A moment, a love
A moment, a love (won't stop to surrender)...

Lucha de Gigantes (Nacha Pop)

http://www.youtube.com/watch?v=o_17Muyh7Tc
Lucha de gigantes
convierte,
el aire en gas natural
un duelo salvaje
advierte,
lo cerca que ando de entrar
En un mundo descomunal
siento mi fragilidad.
Vaya pesadilla corriendo,
con una bestia detras
dime que es mentira todo,
un sueno tonto y no mas
Me da miedo la enormidad
donde nadie oye mi voz.
Deja de enganarno quieras ocultar
que has pasado sin tropezar
monstruo de papel
no se contra quien voy
o es que acaso hay alguien mas aqui?
Creo en los fantasmas terribles
de algun extrano lugar y en mis tonterias
para hacer tu risa estallar
En un mundo descomunal
siento tu fragilidad.
Deja de enganarno
quieras ocultar que has pasado sin tropezar
monstruo de papel
no se contra quien voy
o es que acaso hay alguien mas aqui?
Deja que pasemos sin miedo...

O casamento

Não contei sobre o casamento do final de semana! Mas foi lindo, minha madrinha estava maravilhosa, a família toda reunida, meu penteado ficou fantástico, chorei, dançamos, bebemos e comemos loucamente... E os docinhos ainda persistem na geladeira lá de casa. Pelo menos estou longe deles, porque olha, brigadeiro, doce de nozes, copinho de mousse de limão, gianduia com prestígio e olho de sogra são uma gangue do cacete! Me perseguiram desde sexta-feira!
Mas que seja o início de mais um capítulo de uma bela história de amor, alegrias, conquistas, paciência e fidelidade. O casal merece!

Indisposição

Estou de volta a São Paulo e assim, de volta ao blog!
Mas olha... dia de inferno astral. Mas prometo que não vou me alongar nas reclamações, nos devaneios, acho que fiz isso demais ao longo desse 2009 que chega aos seus últimos suspiros. Sinal de que as coisas não foram nada fáceis, de que não andam muito bem ou de que simplesmente sou pessimista. Apesar de que não, tenho plena consciência de que esse ano foi o ano com pensamentos mais positivos da minha vida. Positivos por eu realmente acreditar que pode dar certo ou às vezes para me enganar da realidade. Mas a pergunta "o que eu estou fazendo da minha vida?" se faz mais constante hoje em dia. E hoje foi um dia desses.
Vim para cá para me encontrar com um produtor de um seriado de nome "Jovens da Lei", fosse no almoço ou no jantar. Eu havia enviado material para esta pessoa em agosto - não sei porquê ou como enviei, mas enviei - e só agora recebi um retorno. Ficamos de marcar um encontro, uma entrevista, para ver se eu me encaixaria no personagem Fortuna, empresária-dona de boate. Acontece que... meu chip de São Paulo queimou. Pois é. Hoje de manhã meu Nckia captava apenas o chip 16, da Claro, e o chip 1 constava vazio. Cheguei desesperada, após mais de 5h de viagem de Cometão com ar condicionado desligado e sem música - já que meu fone de ouvido quebrou-, carregando minha mala gigante de aeroporto pelo metrô e pelas ruas, e fui até a loja mais próxima da Oi. Conclusão: tive que comprar outro chip e perdi todos os meus contatos, inclusive o de Edi Montecchi para marcar minha sessão de amanhã... De novo. Assim, não pude contactar Tony Ballad (o produtor). Aliás, Tony Ballad... dá para desconfiar de um nome desse. Aliás, eu estou muito cabreira com tudo e todos. Não sei em quem confiar, qual trabalho fazer, não sei, não sei. Mas oportunidades não batem sempre na nossa porta e fora a garantia de emissoras, vivo num constante jogo de dardos no escuro.
Esperniei... respirei. E pensei que talvez não fosse para ser. Comprei cera, escambiei com os chineses um outro fone de ouvido pelo fone do Sumsung roubado, peguei o filme indicado por Fernando Leal na semana passada, comprei outro guarda-chuva, levei minha sandália ao sapatereiro, enfim. Muitos gastos necessários depois, voltei para meu casulo. Vi jornal, vi novela, fiz um caldo, vi metade de Terra de Ninguém - termino amanhã antes da aula - e estava quase indo dormir. Mas a consciência pesou e achei melhor registrar mais um retorno à capital.
Para amanhã me surgiram vários trabalhos. Evento beneficiente do Luciano Huck, Show de Star Wars, participação à la figuração na novela nova do SBT... mas nada maior do que minha penúltima aula de interpretação para tv e cinema. Porque, além da carga de cada aula, cada uma me custa R$82,50 e já perdi a da semana passada.
Nesses últimos dias assisti: Gran Torino (me decepcionei), Amores Perros (bom demais e uma trilha sonora ótima), 500 Dias com Ela (amei e saí do cinema apaixonada pela trilha sonora e meio preocupada por de repente me identificar com a personagem Summer) e 1/2 Terra de Ninguém.
Neste momento estou frustrada, indecisa, irritada, e já pensando na chuva que amanhã provavelmente irei tomar. Tá, desculpa, falei que não iria reclamar, mas não me aguentei. Vocês são, nesse momento, o meu canal mais aberto...
E ah, recebi o roteiro novo do curta Meio-Fio. Ganhei uma cena e muitas falas a mais... ótimo!
A chuva desembestou a cair desde ontem quando estava no cinema. O rio transbordou em Ribeirão Preto, o trânsito parou em São Paulo... e vou dormir com o prazeroso ruído da chuvinha que cai lá fora e tentar apagar meu stress do dia. A faxineira veio e o apartamento está brilhante e cheiroso. E assim ele deve permanecer por no máximo... 3 dias.
E para começar bem na virada do ano, minha passagem para Floripa já está em mãos! Não hesitei muito e já topei o convite da minha mais antiga amiga. 2010 vai ser diferente. Porque se não for, vou mandar aquele abraço! Preciso camelar com um pouco mais de dignidade...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Meio-Fio

Fui e voltei. E olha... valeu a pena!
Todo o elenco estava presente. E tive uma surpresa! O mestre do horror, José Mojica Marins (o Zé do Caixão) - o Luis Buñuel brasileiro - também fará uma participação no filme, aliás, está mais para receber uma homenagem do que uma fazer uma participação de fato. Mariana Hein (ex-Malhação) também está em Meio Fio, além da já comentada Susana Alves.
Fizemos a leitura do roteiro, que é mais ou menos assim: o dia-a-dia dos motoboys de São Paulo, que convivem com o caos da cidade e de questões humanas como ética e família, traçando sobre duas rodas uma linha muito tênue entre a vida e a morte. Fábio é o protagonista, um recém-casado que leva uma frenética vida de motoboy de dia e trabalhando em uma pizzaria à noite, deixando para último plano a convivência com a precocemente carente mulher. Mas acaba por pagar o preço ao saber que às vezes, o tempo é curto demais.
Minha participação será pequena, serei uma patricinha com quatro ou cinco breves falas que degusta um champagne no restaurante Crystal da Oscar Freire com uma amiga quando se depara com uma antiga conhecida enlouquecida sobre as duas rodas do motoboy. Mas todo o elenco e produção são uma simpatia! As gravações começarão a partir da próxima semana! E que venham os festivais e que venham os prêmios nos festivais!
Ah, lembram-se do meu drama sobre a agência que me deixaria no freezer devido ao evento da Daslu? Pois é... nem deu tempo de congelar! Já me ofereceram três trabalhos, dois que não podere fazer, já que estou em Ribeirão até domingo e um que ainda estou a pensar. Veja o que acha. É um evento beneficiente promovido por Luciano Huck no Hyatt, com possíveis presenças ilustres como Xuxa e Hebe Camargo. Minha função? Manusear as máquinas de cartão de crédito para efetuar as contribuições dos convidados. Acontece que... além de um baixo cachê, do horário de término na madrugada e da localização, terça-feira é meu penúltimo dia de curso com Fernando Leal. Vale a pena arriscar?
Estou exausta mas sem sono. Meu fone de ouvido quebrou e fui obrigada a ouvir nada mais nada a menos do que meus próprios fervilhantes pensamentos durante as 5h de viagem de ida e as 4h e meia de volta, salpicadas com algumas leituras. Mas foi fácil de me aturar o dia inteiro. Quando os pensamentos são positivos, a gente se torna nossa melhor companhia!
Vou assistir à reprise de The Vampire Diaries. Tem cada vampirão que... olha...
Boa sexta-feira! Hoje serei madrinha e desfrutarei de muito vinho e vários docinhos by Desejo & Sabor...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não morri...

Resolvi dar uma satisfação por aqui. Já estou no meu oitavo dia de folga desde que cheguei a Ribeirão mas confesso que a cabeça não está descansando...
Acho que por isso também achei melhor não escrever, pois de pensamentos negativos já basta a minha auto-estima. Mas hoje recebi uma notícia e uma ligação que me fizeram ter esperança novamente. Porque eu juro, eu estava quase desistindo. Juro! Quase, mas estava...
Ando dormindo demais, com dois ou três cachorros entre minhas pernas... caminhando... dando bronca nos cachorros que não páram de latir e me deixam extremamente iritada... ligando na Net para que viessem consertar o telefone que há dias não funcionava quando o técnico descobriu que era apenas um fio desconectado... tentando transformar saia em vestido... enfim, muito ocupada. Ah, fiz meus exames com o otorrino e minhas cordas vocais estão à la Ivete Sangalo! Mas de avanços profissionais minha terra natal não me providenciou nada nesses dias. Tentei entrar em contato com Rafael Viesti (o diretor-idealizador do Sport & Ação... ps: só sabe disso quem acompanhou tudo, desde o começo do blog), para tentar ressuscitar a possibilidade de um dia fazer um possível gravação... mas seu celular está fora e seu telefone residencial chama, chama e ninguém atende. É. Melhor não mexer com os mortos...
Mas hoje recebi o e-mail de um amigo dizendo que consegui uma pequena participação no curta "Meio Fio", com Susana Alves (a Tiazinha, lembra?!). Li o roteiro, muito legal! Assim, amanhã cedo pegarei um ônibus, chego em São Paulo às 14h para fazermos a leitura do roteiro às 15h e volto para cá, já que sexta é o grande dia do casório. E as gravações começam semana que vem... mas para minha cena apenas uma noite de gravação será suficiente. "Que pique, hein amiga!", fazer bate e volta da capital... Não estou em posição de recusar nenhuma oportunidade! Fora que mais curtas e um longa vêm por aí... Primeira notícia boa do dia.
Logo em seguida, recebo a notícia da agência que me chamou para fazer as figurações no SBT, com o convite de gravar amanhã a nova novela. "Mas é figuração? Não faço mais.". Apesar de já tê-los informado sobre meu DRT, me pediram que enviasse minhas fotos mais recentes, meu número de registro, para quem sabe... possíveis teste e participação. Luz no fim do túnel.
Aí, enviei um e-mail para o responsável pelos vídeos de apresentadora virtual de website. Pedi desculpas por talvez estar me precipitando, mas queria saber como é que estava... ou não estava. Está! Ufa. Disse que fiquei bem no vídeo mas tiveram problemas com o aúdio, mas que a parceria continua.
Mas, é isso. As novidades não são grandes mas quis dar um alô. Estou pensando em fazer logo minhas fotos novas, já que não adianta me enganar, não conseguirei emagrecer 5kg até janeiro mesmo... E aí, com DVD Book novo até fim de janeiro no máximo... DRT na mão... avanços na fono... e novas fotos... aí o assunto vai ficar sério. Ano que vem é meu limite.
Não deixe o samba morrer! Né?!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Transbordando racionalismo

Hoje tomei a pior chuva da minha vida!
Saí de casa, bonitinha, com o cabelo arrumado, rumo a minha aula. Peguei emprestado por precaução o guarda-chuva da minha roommate, quando ela disse: "Não quer levar o maior?". "Não, a chuva parou, nem devo usar...". Doce engano. No que saí de casa, recebi não só as lágrimas de tristeza como também as de alegria de São Pedro e de todos os santos... Mas nisso estava ouvindo minha musiquinha, tentando me abstrair da realidade, tentando manter a calma pois afinal de contas, sou um ser muito racional. Ao chegar no ponto de ônibus, já inteira molhada, com meu pé nadando no sapato, os cabelos todos desgrenhados, esperei, esperei... passaram todos os ônibus possíveis... Edu Chaves... Parque do Engenho... Lapa... Cafundó do Brejo... até que surge o lotado Terminal Princesa Isabel. Respiro. E fico em pé, pingando e suando, durante 40 longos minutos... as janelas todas fechadas porque a água não parava de cair lá fora. Tentei me livrar dos pensamentos mais suicidas... do velho discurso de "eu mereço muito mais" e "não nasci para isso"... quase que desisti, voltei atrás, peguei minhas malas e fugi daqui. Mas, a minha aula é meu único principal compromisso da semana. É minha mais preciosa fonte de aprendizado e aprimoramento. Hoje cheguei à conclusão de que São Paulo tem suas próprias garras e que com elas tenta, por todos os meios, expulsar as pessoas daqui, pois não cabe mais gente, não cabe mais nada: altos preços, trânsito, poluição, filas, stress, chuva, frio, calor, criminalidade, caos. Mas as pessoas demoram anos para entenderem o recado e daqui só saem quando mais velhas, com uma carreira estabilizada e dinheiro no bolso. São Paulo se revoltou, criou suas próprias forças, assim como a natureza dá os sinais para a humanidade neste já vulgar "aquecimento global", assim como as plantas fizeram no péssimo filme Fim dos Tempos, com Mark Wahlberg.
Cheguei possessa, após tomar mais um pouco de chuva... subi direto para o banheiro me enxugar. Mas começamos a aula e a sociabilidade me fez mais simpática. Fiz uma cena bacanérrima com direito até a dança erótica, aquelas cenas de cinema que dá frio na barriga, sabe? Ficou até que legalzinha. Mas ouvi uma crítica que ecoa até agora. Fernando Leal disse que sou muito racional, garota certinha, fazendeira, do interior de São Paulo, educada e contida. E que ter qualidades demais não é bom. A verdadeira beleza está na loucura e na imperfeição. Senão fica tudo muito sem graça. E comecei a pensar... que eu penso demais. Tenho controle demais. Talvez precise parar de respirar um pouco e soltar tudo o que está enjaulado aqui dentro, ser mais selvagem, ser um pouco "porra loca". E por isso... minha dança não foi o que deveria ser. Eu poderia ter me exposto mais ao ridículo, me entregado mais. Mas foi "uma cena digna".
Sim, eu acho que me levo muito a sério. Desde pequena. Todos os dias. Preciso me livrar dessa totalidade apolínea. Como, se toda minha vida busquei esse controle e temperança? Ser atriz requer sensações... e um pouco do vinho de Dionísio cai muito bem.
Hoje um ator do Zorra Total - que inexplicavelmente tenho no MSN - me perguntou como andam as coisas. Paradérrimas, eu respondi. "Não pare", ele retrucou. Amanhã eu paro. Preciso parar. Não sei se minha atitude de pegar o ônibus às 9 da manhã para Ribeirão será à la Apolo ou Dionísio, mas sei que é extrema necessidade. Assim, tchau, São Paulo! Estou pronta para te mandar à PQP durante uma semana ou dez dias, quem sabe...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

À toa...

Sabe aqueles dias quando você só tira seu pijama para ir tomar banho, isso quando já é noite? Tudo bem, normalmente isso acontece num sábado ou domingo... mas assim foi minha segunda-feira. Troquei meu babydoll por uma camisola! Não tive nem coragem de descer até o parque, fora que o tempo fechado não estava nada animador...
Aí, à tarde assisti A Última Ceia, com Halle Berry, Billy Bob Thorton e Heath Leadger. Eu já havia assistido a esse filme quando lançou e me lembrava de que era muito bom. Mas aí, com a indicação de Fernando Leal, constatei que é super bom. Atuações fantásticas! Tanto é que Halle foi a primeira atriz negra a ganhar o Oscar, e foi com esse filme. Mais do que merecido!
Depois, me rendi ao sofá e a um episódio de Felicity. Já à noite, depois dos meus exercícios da fono, com as meninas e um balde de pipoca, assisti ao libanês Caramelo, gostoso de ver, fugindo um pouco da cultura hollywoodiana.
E só. Dia preguiçoso, cultural e gastronômico, por opção e por falta de opção!
Essa caldeira está morna! Está na hora de aumentar o fogo, minha gente!
Já marquei meu cabeleireiro para o casamento. E ainda sem resposta sobre o trabalho como mestre de cerimônias... continuo no aguardo, já planejando fugir novamente para Ribeirão Preto em plena quarta-feira de manhã. Ficar nesta cidade sem trabalho é agoniante...
Boa terça-feira!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lembranças e sentimentos que não ficarão para trás...


Jump around!


Na cidade da Estrada Real, a caminho do ouro


Praia: Paraty, para mim...

O ditado "o que é bom dura pouco" se fez verdade neste feriado.Normalmente quando retorno a São Paulo sinto ganas de conquistar a cidade e fazê-la se render aos meus pés. Mas ao chegar depois de muito pensar sobre a consciência negra durante 3 belos dias de praia, sol, camarão, Paraty, cachoeira, passeio de banana, infinitas risadas, inigualáveis conversas e na cor do verão, a conquista já não me parece tão apetitosa assim...
E se fosse feriado a vida inteira? A vida seria tão mais simples...
Volto para a vida real um tanto quanto já saudosa, um pouco mais gorda, mais sardenta - mesmo passando incansavelmente protetor facial 40 -, com preguiça de enfrentar a dura realidade na cidade de concreto, e já sou recepcionada com raios e trovões. Minha janela do quarto - antiga - não fecha, ficando com uma fresta de uns 15cm aberta... Sei que a claridade invadirá meu quarto em momento inoportuno pela manhã. Isso é tão pouco mas me irrita. Profundamente. Respiro.
Com já saudades de casa, Only in White no sábado e com pouco - ou nenhum trabalho -, acredito que a semana será mais curta para mim. Já é dia 23 de novembro, aniversário de meu pai; aniversário de meu tio, irmão gêmeo do meu pai; aniversário de minha querida madrinha. 3 festas impossíveis por 3 diferentes distâncias: a transcendental, a sentimental e a geográfica.
Feliz retorno à maledeta segunda-feira, desta vez, sem um horizonte azul infinito para me/te/nos acalentar...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Meu devido valor

Jesus Maria José! Alôrrrrrr (bem caipira memo!)! Está tão quente que não aguento ficar com meu laptop no colo!
Enfim, a consciência negra! Super consciência. Fico até emocionada!
Minha tarde ontem foi trash. Estava fazendo minha unha quando uma agência me ligou, perguntando se eu já tinha trabalho para a noite de ontem, me oferecendo uma recepção na Daslu, das 19h às 4h da manhã, 120 reais de cachê. Ai. Não tive muito tempo para pensar e responder, e apenas respondi, dizendo que sim, eu iria. Mas... trabalhar de madrugada? 120 reais? Pensei... pensei... já estava irritada, zero animação para o trabalho... iria estragar minha provável balada... Aí, ao chegar em casa 40 minutos depois, conversei com minha irmã e ela me deu um esporro, dizendo que eu precisa me dar o devido valor. Tomei coragem e liguei na agência. Confesso que inventei uma gigante e quase comovente história sobre casa alugada na praia, praia, amigas e carona e que infelizmente, não poderia trabalhar. Sabia que a mulher não receberia a notícia com grande entusiasmo e por isso já fui logo pedindo desculpas pelo incômodo. A princípio, ela disse que verificaria ser possível minha substituição. Logo em seguida, me ligaram dizendo ser impossível, pois meu nome e meu RG já haviam sido passados para a produtora do evento. Em um beco sem saída, pedi ajuda à agência, para resolvermos aquele impasse, já que eu não poderia ir. Ela bateu o pé de lá, eu bati o pé de cá, até então, na maior cordialidade. Até que ela disse, em um novo tom ameaçador: "Stella, isso quer dizer que você não vai, né?" e praticamente desligou na minha cara. Bom, aí veio aquele turbilhão de pensamentos na minha cabeça. Eu devia ter falado "não" logo de cara, sim, já que não me sujeitaria a passar 9h da minha madrugada trabalhando em um local que na verdade eu deveria ser convidada e não uma simples recepcionista que ganharia a ninharia de 120 reais. Eu também teria de pegar um ônibus para chegar à Daslu. Isso dói no meu espírito orgulhoso. Dói, dói sim. Mas, esperei uma concessão do lado da agência, já que eu já me sujeitei a tantas outras coisas que estavam fora do script na Fórmula 1, por exemplo. Todos temos que ceder, certo? Ela jogou verde e eu não colhi. Como assim não pode cancelar meu nome? E se eu tivesse quebrado o pé? Ou morrido? Teria de ir mesmo assim? Ela bateu o pé e não cedeu. Eu bati o pé e não cedi. Assim, provavelmente meus recentes laços com a agência foram rompidos e me colocarão na geladeira. Ou melhor, no freezer. Fiquei com medo de ter agido errado, de ter jogado com má fé, com medo pelo fato de nunca mais ser chamada para nenhum evento por essa agência e morrer na pobreza e temerosa de que Deus vá me punir por ter sido orgulhosa. Enfim... chorei... desabafei... pedi opiniões para uma possível redenção. E todos concordaram com minha irmã: eu tenho que me dar o devido valor. Pronto. Me dei. Buscando uma reconciliação, enviei um e-mail fofo para as meninas da agência - mas pelo jeito, sem sucesso. E acabei ligando aquele botão famoso do f*-se, sabe? Eu estudei minha vida toda e me preparei com todas as armas possíveis para usar um vestido prateado na entrada da Daslu de madrugada para ganhar aquilo? Não, obrigada. Existe uma linha muito tênue entre dignidade e orgulho. Talvez eu a tenha atravessado, sim. Não julgo as meninas que vivem disso, não me entenda mal. Muito pelo contrário! Entendo as necessidades de cada uma e os planos de vida. Mas cada uma tem seu preço, certo? O meu está em leve alta. Se não pelo mercado, por mim mesmo, que é a bolsa de valores que mais conta.
Aí... fui andar no parque para aliviar as tensões... vi Felipe Massa correndo... Gustavo Borges... e foi noite de balada. A noite de ontem merece um parênteses. E vocês entenderão que ganhei muito mais que 120 reais... Me buscaram aqui e fomos ao Yabani - restaurante japonês das "estrelas". Setei em uma mesa enorme, cheia de modeletis... e por lá estavam Marcos Mion e toda a trupe da MTV, chegando mais tarde em nossa mesa algumas estrelas do nosso esporte. Um temaki aqui, um combinado ali, um shimejinho para completar... e seguimos para Mokai. E os atletas de ouro conosco estavam. Um - que está nas revistas de fofocas namorando uma famosa -, beijou minha amiga que tanto adoro. O outro, mais louco do que o Batman, dando pulinhos rodopiantes no meio da pista. Uma outra não fedeu nem cheirou. Engraçado.
Incansáveis... após a balada esvaziar, seguimos para a Pink Elephant, que inacreditavelmente estava bombando às 5h da manhã. Mas meu gás que já não estava lá essas coisas acabou. Joguei a toalha e entrei num táxi, já sofrendo com meu despertador em algumas horas para minha terceira sessão de fono.
E hoje foi um dia bem mais ou menos. Na fono estou conseguindo resultados e recebi elogio sobre a minha voz. Edi disse que tenho a voz muito bonita e que poderia ganhar dinheiro com isso, não só em dublagens mas em locuções para propagandas de rádio e tv. Não é a primeira que me falam isso. Mas como é que se faz? Verei semana que vem se ela pode me dar maiores dicas. Peguei a televisão, finalmente, antes que eu tivesse que acionar o PROCON... trouxe a tv no lombo, na rua, por 4 quarteirões, torcendo para que ninguém... de repente... se engraçasse com minha Samsung que demorou quase um mês para consertar. Fui ao shopping comprar um presente de aniversário... tomei um sundae do Mc de morango... vi o "Papito" Supla e seu irmão tocando na Paulista... arrumei minhas malas... assisti The Vampire Diaries e estou aqui, prontinha para tirar meu sono de beleza e cair na estrada às 5 e meia da manhã.
Torçam para que não tenha trânsito. Doce ilusão...
E se você ainda não se deu conta da grandiosidade do feriado, se conscientize. Será que um dia o Dia do Índio será aclamado feriado também?
Bom feriado!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Raiva! Muita raiva!

Tive uma ótima noite de sono... e acordei para ir à fonoaudióloga. Saí de casa um pouco mais cedo para não precisar correr e não chegar suando no consultório de Edi Montecchi. Aí... para minha surpresa e minha raiva - e para as de todos os paulistanos ali presentes - o trânsito estava parado na saída da Paulista com a Dr. Arnaldo. Parado. Ficamos por exemplo 10 minutos parados no mesmo ponto de ônibus. Nada se mexia. E o relógio... implacável... não parava. Deu meio-dia, o horário de minha sessão e eu ainda estava na metade do caminho de um perscurso que normalmente demora 25 minutos... Ainda bem que Edi é compreensiva, já que pela segunda vez consecutiva fui obrigada a desmarcar de última hora... "Acontece", ela disse. Desci do ônibus... e peguei o metrô de volta para casa. Nisso perdi quase 2h do meu dia. De novo. Raiva. Que raiva!
Depois de um pobre almoço - já que ninguém da casa se dispõe a ir ao supermercado -, tomei coragem, montei em outro circular para ir buscar meus cachês na Estação Felycidade. Desta vez, fiquei mais esperta para descer alguns pontos a frente de onde sempre descia, já que andava uns 10, 15 minutos até a Estação. Mas... passei alguns pontos demais na Moreira Guimarães e fui parar na Washington Luis. Novamente, raiva. Andei... andei... peguei os cachês... andei... andei até poder atravessar a avenida... e mais um chá de circular. Uma hora para voltar para casa. O que aconteceu com São Paulo hoje? Ódio. Vontade de explodir todo mundo, todos os carros, as avenidas, sair correndo, chorar, jogar tudo para o alto. Meu Deus! Meu pavio é curto... tudo isso é demais para mim... E ah, entre as idas e vindas nos ônibus, descobri que sim, a música da Pequena Sereia estava lá na minha playlist! E sim, eu sei a letra inteira! Até agora não entendo o branco repentino frente ao stress da festa em Valinhos. Raiva também.
Mas, tive uma boa notícia no dia. Lembram-se da In Company, aquela agência que gostou dos "meus serviços" de mestre de cerimônias no Congresso da ACRO e que fizeram planos e mais planos sobre trabalhos em todo o Brasil? Não? Enfim... depois de oito meses me ligaram! Achei que já tivessem me esquecido e jogado meu material e as promessas no lixo. Mas já pediram que eu pré-reserve meus dias 16,17 e 18 de dezembro para um congresso de produtores de papel para tabaco no interior do RJ. Cachê ma-ra-vi-lho-so! Seria meu presente de Papai Noel! A resposta chega até o final da semana.
Ontem fui, finalmente, depois de adiar 3 reuniões, me cadastrar na VGI Casting. Levei meu dvd book, 30 reais, preenchi o cadastro e gravei um vídeo de 1 minutinho. Mas, é aquela coisa, né... nunca se sabe. Garantia zero.
Assisti ao coreano Oldboy, indicação obrigatória de Fernando Leal. Loucura! O próximo da lista é A Última Ceia, com Halle Barry. Já vi, já amei, verei de novo.
Nosso antigo colega de classe, Caco Ricci, já se encontra na A Fazenda 2. E nem isso eu posso assistir, já que nada de a Samsung cumprir sua palavra... raiva.
E as avenidas já se enfeitam com os piscas-piscas e a árvore de natal do Ibirapuera floresce a cada dia. Tenho medo de 2009 acabar, pois o experimental virará definitivo, além de já ter dito que gostaria que algo grande acontecesse antes de 2010 chegar. Este congresso no RJ poderia fechar meu ano com chave de ouro. Não sei se contar as coisas antes de acontecerem interfere no futuro. Mas, superstições à parte... as possibilidades fazem parte das minhas conquistas.
Sem trabalhos para amanhã... nem para quinta... espero ansiosamente o bom tempo no feriado! Ubatuba me espera! Tomar uma cerveja na praia com uma porção de lula à dorê está no cronograma da viagem. E terei 3 dias para pedir muitas coisas às ondas do mar...
E chega de raiva por hoje, pois espíritos ruins se aproximam das pessoas com energias negativas. Não preciso de mais zica, obrigada.
Ps.: Você acredita em espíritos? Engraçado pensar que provavelmente tem pelo menos algum aqui ao meu lado agora. E ao seu também, possivelmente. Sua energia está boa? Ó lá, hein.
Boa noite!

domingo, 15 de novembro de 2009

Sábado e Elizabeth

Fez 32 graus na capital. E hoje foi uma tarde de compras! Shoestock e Jorge Alex... saí com o saldo positivo de 3 sapatilhas, uma sandália e um cinto. E saldo negativo de alguns reais -elementar, meu caro leitor. Eu estava precisando!
Aí, às 18h, estava lá eu no buffet em Moema para ser Elizabeth do Piratas do Caribe juntamente com Jack Sparrow. Não sabia direito como ser Elizabeth, qual a graça da personagem, pouco me lembrava da história também, mas mesmo assim a gente cativa as tanto as crianças que algumas quase não nos deixam sair. Andei de trenzinho suspenso, fingindo ter medo com três lindas meninas na cabine junto comigo segurando minhas "trêmulas mãos", já que estou acostumada a só andar de barco a vela e cavalo. Também desci no elevador, diria que umas 12 vezes menor que o do Hopi Hari, também fingindo ter medo de toda a modernidade, apesar de ser uma brava donzela. E nisso já ia preparando as crianças para a presença de Hannah Montana na festa. E elas, incrédulas, perguntavam: "Mas ela vem mesmo?". Foi. E fiquei para assistir o show, bacana demais. E todos ficaram enlouquecidos! Dez e meia, hora de ir embora. Até que a van buscasse todo o material e até que eu chegasse em casa, já passava de meia-noite.
Tomei coragem e arrumei meu armário que havia sido atingido por um furacão, tomei um banho e agora aqui estou, me martirizando por ter esquecido minha máquina fotográfica.
E finalmente terei um domingo normal! Apesar de sem Faustão, sem Fantástico, sem Manhattan Connection mas sem trabalho.
Minhas pernas doem... acúmulo de ácido lático?!
Hora de dormir!
Ps.: Quer me dar um gaveteiro?!

sábado, 14 de novembro de 2009

Show A Pequena Sereia

Passei a manhã toda decorando meu solo. Devo ter repetido umas 10, 15 vezes... "Dever cumprido", pensei. Passei a música para minha lista de áudio do celular e fui, alegremente, pegar o ônibus para a Estação. Chegando na rua, para meu desespero, a música não estava na minha playlist e voltar para casa não daria tempo. Ao sentar no ônibus... passei a primeira metade na minha cabeça, ok. A segunda... segunda?! Branco. Branco total! Ao entrarmos na van, colocamos o cd para passarmos nossas respectivas músicas, já que Ariel também era nova neste show. Desespero total. Eu não conseguia cantar nada da segunda parte... nada! Meu trabalho havia sido em vão. A viagem para Valinhos foi mais longa do que imaginei. Mas, fui aproveitando cada momento. Deu 21h, era hora de Úrsula entrar. A roupa, incrível! Maquilagem, modéstia à parte, fantástica! Entrei muito bem, mesmo ainda um tanto quanto insegura por nunca ter feito aquele show, mas levei numa boa. Errei, errei sim, mas para os que não conheciam o espetáculo, não errei. Arranquei algumas risadas dos adultos, captei a atenção das crianças, gerei um medo repentino mas depois um carinho infindável da aniversariante, dublei a música com alguns brancos, mas foi. E o show foi ótimo! Ótimo assim, considerando as duas estreantes que jamais o assistiram nem ensaiaram. Algumas crianças não largavam meus tentáculos, alguns adultos se aproximavam curiosos e recebi elogios pela minha entonação de voz. E decidi não me martirizar pelos meus erros já que milagre ainda não faço. Mas nosso trabalho foi aprovadíssimo e nunca distribuimos tantos cartões da Estação... Aliás, meus companheiros do dia - Princípe Erick, Ariel e Sebastião -, ajudaram a terem sido horas prazerosas. Cheguei em casa quase 1h da manhã e estava até agora arrumando as poucas mas valiosas fotos da noite. E já são 3h! Amanhã sabadão, se o tempo estiver bom rola uma piscininha, devo dar um pulo na ShoeStock e às 18h, serei Elizabeth, com o vestido desta vez devidamente ajustado e experimentado. Aqui não tem moleza não, tá pensando o quê?!
Ser Úrsula é ser poderosa. E agora que já peguei o traquejo da coisa, mande bala, Estação! Nem preciso dizer que amei, não é?! Fora que a Pequena Sereia é meu filme infantil favorito. Sabe como se chamava minha Barbie? E meu Ken? Óbvio...
Bom final de semana!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia 10!

Hoje acordei com o telefonema da Estação Felycidade. "Stella, anote aí...". Amanhã serei a bruxa Úrsula da Pequena Sereia em uma festa em Valinhos. Até aí, tudo bem. Mas... " já vai decorando a música Corações Infelizes", meu solo, fora todo o show, que na verdade, sou eu quem levo. E o script? Não tenho em mãos ainda... não sei exatamente o que falar, qual posição tomar, enfim. Desafio gigantesco. Mais um! Além disso, serei finalmente Elizabeth em recepção em festa sábado, juntamente com o capitão Jack Sparrow. Já tive que desmarcar alguns lazeres agendados para o final de semana, mas, gente, isso não é mais novidade para ninguém. Vida louca, vida...
Mas hoje foi um dia do cão! No melhor sentido! De manhã já procurei Úrsula no YouTube, arrumei minha mochila com n coisas para os dois compromissos do dia (onde não cabia uma pena, não fechava o zíper, uma loucura) fiz um arroz com ovo frito e salada para o almoço, tomei banho, me arrumei, conferi todos os endereços e todo o trajeto cronometado para nada atrasar.
À uma da tarde, peguei o ônibus lááá na Nove de Julho, 12 minutos andando de casa, já suando e correndo para o teste para apresentadora virtual de website, no Morumbi. Desci no shopping, andei mais uns 15, 20 minutos, desesperada para encontrar a tal Engenheiro Mesquita Sampaio e cheguei às 14h suando mais ainda. E acontece que não foi teste! Foi assim... Me entregaram três textos, um de 10, outro de 20 e um terceiro de 30 segundos. "Olá! É assim que seu website pode ficar com uma apresentadora virtual da Hypernova. Quando for escolher a sua apresentadora, peça por mim, Stella Menegucci. Até breve!". Este era o de 10 segundos. E minha memória é muito boa, modéstia à parte, para decorar textos, ainda mais porque semanalmente faço isso no Fernando Leal, sem problemas. Decorei... ensaiei... esperei o câmera chegar... fui ficando tensa, olhando no relógio, já que às 15:30h deveria estar em Moema ensaiando o Show de Heróis. Aí... apresentei os três textos... duas vezes cada, uma primeira vez com roupa esporte, uma segunda com terninho. Corpo todo... busto... joelho para cima... Gostaram e descobri que estes vídeos são os teasers da produtora, que está começando com este negócio de vender apresentadores virtuais para website no Brasil, com uma idéia que vem dando super certo nos Estados Unidos. Agora... é só alguém pedir por mim!
Aí... atrasadérrima... fui liberada às 15:30h e correndo fui procurar a rua Verbo Divino para pegar meu ônibus para o Shopping Ibirapuera. Suando... mas suando muito... correndo... já fazendo as devidas ligações para avisar de meu atraso... tive aqueles pensamentos momentâneos de "será que isso vale a pena?" e cheguei às 16:25h na Estação para o último derradeiro ensaio antes do show. Esbaforida... cabelo molhado... ensaiamos. Quando viramos de costas para o espelho - nosso ambíguo salvador de ensaios -, errei tudo. Perdi a noção de espaço, esqueci os passos, as sequências, tudo. Fiquei desesperada. Alguns membros da Estação assistiam e certeza que pensaram: "Vixi, essa novata vai estragar tudo...". Com medo de ferrar a festa e o show daqueles que já sabem o que estão fazendo, às 18h já estávamos no buffet. Sem um "camarim" como todos nós atores merecemos... nos arrumamos ao relento nos fundos do buffet com direito a rato descendo o muro e vagando sabe-se-lá-onde entre nós. Mas o show foi lindo! Perfeito! Ainda mais para quem montou tudo ontem à noite! Não errei as coreografias, acertei nos tempos, nas minhas falas, mantive a energia, recebi muitos abraços e algumas mãozinhas entusiasmadas que não queriam soltar a minha. Ser Mulher-Maravilha foi fantástico! A novata aqui foi elogiada, disseram que até se surpreenderam. Quero de novo! Arrepiou! Tem tudo para vender que nem água... esperemos que tanto esforço não seja em vão. Não será. A aniversariante ficou extasiada, os amiguinhos idem, os pais elogiaram até. Ganhamos um pirulito de chocolate estilizado de cada heroína, salgadinhos... e cheguei em casa quase meia-noite, e agora que vejo como minhas pernas doem devido à toda essa maratona - que vale muito a pena! Homem-Aranha, Mulher Invisível, SuperHomem, Mulher-Maravilha, SuperGirl e o Coringa (que deu um show à parte... e assustou algumas crianças que foram obrigadas a abandonarem a festa) fizeram a alegria da garotada. No sentido mais verdadeiro que se possa imaginar.
Acabei de decorar a música de Úrsula... e amanhã preciso criar uma movimentação para a personagem. Meu despertador tocará mais cedo, já que às 14:15h saio de casa para às 15h sairmos para Valinhos. Também desesperada.
A-do-ro!
E ah, talvez eu faça um catálogo de jeans para uma marca estreante. "Mas Stella, ela está começando... faça um cachê camarada." Eu também estou começando e por que não crescermos juntas? Amanhã me intero mais sobre isso.
Boa noite! E ah... feliz sexta-feira 13, dia que os mortos saem de suas tumbas, data em que os espíritos invadem o portal e vagam entre nós. Ha ha ha ha (risada bem malígna).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estou viva!

Acalmem-se, leitores. Sobrevivi ao apagão! Que loucura, gente! Eu só estava esperando os zumbis começarem a atacar ou então algumas explosões alienígenas. Me sentia em um filme de terror, como atriz e telespectadora, sentindo um frio na barriga pelo inusitado e reparando como o ser humano fica besta nestas ocasiões. Aliás, o ser humano é muito besta, né, naturalmente... Mas se os homens já vivem no caos com luz, imagine sem! Perdem a noção, o senso do ridículo, voltam a ser crianças, aumentam o nível da malandragem... O ser humano adora uma desgraça. E não pensem que estou me colocando fora da raça, não. Bato no peito e assumo que fui parte disso. Menos na malandragem. Enfim. Depois farei discursos mais eloquentes sobre a dependência do homem moderno, incapaz de respirar sem a energia elétrica. Alguém aí é capaz de fazer fogo?!
E por isso fiquei ausente ontem. Mas isso foi até bom, pois meu dia foi tão ruim que encheria o blog de pensamentos negativos e até alguns xingamentos. Ontem chorei... esperneei... quis pegar um ônibus e voltar para casa... Primeiro que perdi duas horas dentro de um ônibus circular devido à informação errada do simpático motorista e por isso perdi a terceira sessão de fono... ao ligar na Estação Felycidade tive a feliz notícia de que não haveria nenhuma - nenhuma! - festa para mim na próxima semana... ao tirar as roupas da máquina, colocadas por uma amiga equatoriana de Sofia, que está passando uns dias em casa, vi que minha blusinha nova branca estava toda manchada de azul... tomei chuva ao chegar no curso de cinema... enfim. Tive todos os motivos para querer me afogar e perguntar a Deus "por que eu?". Drama... Puro drama. "Desiste, Menegucci! Pára de encher o saco em São Paulo! Volta lá pra Ribeirão Preto!", disse Fernando Legal, em um surto realista de que esa profissão nos trata como lixo, como perdedores, sempre querendo fazer com que desistamos. Mas eu estou me virando por aqui... Ainda não está na hora de voltar.
E aí veio apagão, que impossibilitou todos os alunos de verem suas famigeradas cenas de cinema para a qual nos empenhamos toda a aula... voltei de carona para casa após a meia-noite, esperando que o caos diminuisse nas ruas... e desci dois quarteirões a pé, no total escuro, morrendo de medo. Nenhum zumbi apareceu. Nenhum espírito. Nada. E comemoramos o apagão com uma garra de vinho em casa...
Mas hoje, já fui ao Ibirapuera... peguei meu edredom limpinho e cheiroso na lavanderia... dei bafão na Samsung... e ensaiei de última hora um novo Show de Heróis e Heroínas, sendo eu, desta vez, a Mulher-Maravilha. E acabei de chegar em casa... exausta... com 3 coreografias frescas para mostrar ao público amanhã depois de 1h em pé no trânsito parado até chegar ao lugar de ensaio. Tive que recusar a balada... que eu estava seca para ir... pois amanhã também tenho um teste para apresentadora de website, além de mais ensaio e da festa infantil às 18h. Também já dispensei os amigos da faculdade, que se reunirão no bat-bar na Augusta.
E vou ficando por aqui. Tinha muito mais para escrever, debater, reclamar, contar, mas o tempo é curto e preciso de um intensivão Mulher-Maravilha, além de elaborar um texto para realizar um treinamento para todas as crianças se tornarem super-heróis.
Boa noite! E ó... uma hora, dá.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que fiz hoje...?

Bom... foi um dia ordinário.
Acordei com o telefonema de uma amiga dizendo que havia me indicado para uma propaganda de liquidificador da Arno. Liguei para o contato passado, enviei minhas fotos e agora é só aguardar ser escolhida ou excluída pelo cliente. Sem teste nem nada. Seria incrível! E o cachezinho, uau! Salvaria todo o meu mês! Torce aí, gente. Mas torce de verdade! Tudo bem que estavam procurando mulheres de 25 a 30 anos... mas como é foto, dá para enganar. E tudo bem que o tempo de veiculação é 3 anos e o cachê relativamente baixo para tamanho período... mas seria muito bem-vindo. Agradeci imensamente esta amiga. Ela ainda vai me ajudar bastante... Esse foi meu único ponto alto do dia.
Aí fiz meu almoço... briguei com a atendente da assistência técnica da Samsung, já que duas semanas se passaram e nada da minha televisão... fui ao supermercado... comprei Superbonder - que há uma semana estava enrolando para comprar - e que já resolveu minha vida... fui andar no Ibirapuera... assisti ao jornal e à novela pelo celular... fiz meus exercícios da fono... e aqui estou.
Hoje estou fisicamente exausta. Estranho. Tudo meio que dói, me senti pesada caminhando... talvez porque subi hoje na balança e a consciência pesou. Não só a consciência, na verdade. Odeio o problema de peso... odeio o problema do "r"... odeio não ter trabalho. Receberei amanhã mais dois cachês depois de transcorrido um mês dos trabalhos e minha fatura do Visa cai dia 11. Aí sim vem a tristeza de ainda não conseguir cobri-la com um salário ou com meus míseros cachês. Isso dói, todos os meses, desde que me tornei economicamente emancipada. E como dói.
Meu tio me ligou hoje de Ribeirão, perguntando se eu teria ou saberia como ter o contato de Lya Luft. Isso para mim soou esquisito, já estou longe de ter tal contato. Ele disse: "Mas você que é da área, não conhece ninguém que teria?". Tio Luiz, muita calma nesta hora. Eu ainda não sou nada nesta cidade. Não sou da área. Um dia, quem sabe, terei contatos muito mais quentes do que ela... e aí sim, poderei te passar.
Não devo ter passado no teste para o curta Valentina, já que duas semanas se passaram e não obtive nenhum retorno. Ok.
A faxineira veio depois de quase 20 dias de sujeira... e posso pisar livremente no chão. Mas é isso. O tempo está fechado na capital. Mas hoje, na verdade, para mim não fez a menor diferença.
Planejo uma viagem inusitada e libertadora para Ubatuba no próximo feriado... espero que dê certo! Uma prainha, nesta altura do campeonato, seria revigorante, especialmente se acompanhada de uma linda companhia...
Boa noite...

Final de semana! E começo de uma nova...

Depois de um lindo sábado de sol, piscina, risotto de camarão, Shopping Morumbi, um japa delícia e não tão caro e companhias para lá de especiais... o tempo fechou em São Paulo e São Pedro derrama suas lágrimas de desgosto sobre a capital.
Até ontem de madrugada continuei meu intensivo de Mulher-Gato. Assisti ao Batman, o Retorno, revi cenas e mais cenas e fiquei impressionada como aquele filme é fantástico. Tim Burton estava inspirado! Danny deVitto idem. Michelle Pfeiffer, nota dez! Michael Keaton... hum... me irritou um pouco, sempre fazendo biquinho. Aliás, o Batman é sempre o mais frau (você conhece o termo frau, né? Ele faz parte de meu vocabulário desde que me entendo por gente, mas nunca havia escrito no blog...) dos filmes. Por exemplo, nem preciso entrar nos méritos de Heath Ledger neste último, né... E agora sei tudo sobre Selina Kyle. Selina sempre foi pisoteada pelo mundo e pelos homens, sem se dar nem merecer seu devido valor e sendo rebaixada à escória do mundo. A secretária é morta pelo ganancioso prefeito de Gotham City mas ressussitada pelos gatos, recebendo direito às famosas sete vidas. E agora era hora de, como Mulher-Gato, pisar naqueles que a esmagaram durante sua patética jornada. É uma vilã com um background compreensível, amargurada com o amor e a vida, que vê na vingança a sua única saída. Deveria ter muita Mulher-Gato por aí... acontece que a maioria não tem a bravura da personagem de Michelle Pfeiffer e continua a ser açoitada pelo que gosta de achar que é "destino" ao invés de dar uma reviravolta. Eu continuo achando que "a vingança virá a cavalo", mas nada impede que possamos montar no animal para que ela chegue mais rápido. "Life is a bitch. And so am I", diz Mulher-Gato.
E por isso hoje a festa foi bacana demais! Mesmo sem ensaio e eu sendo a única novata, com receio de estragar a apresentação daqueles que já completam aniversário na Estação Felycidade, mandei bem. O Show de Heróis é muito legal e as crianças ficaram vidradas nos Power Rangers, Batman, Robin, Homem-Aranha e Mulher-Gato. Mesmo eu sendo a única vilã do show, conquistei o posto de super-heroína com aval de nossos espectadores! Acho que estou começando a gostar desse negócio... Ouvi comentários do tipo: "A mulher que faz a Mulher-Gato é show", de um convidado e "Quem fez a Mulher-Gato?", quando já estávamos com nossas roupas de mortais, "Você?! Olha, ficou muito legal, viu!", de uma das coopereiras do buffet.
E cheguei em casa às 17h. Com dor na panturrilha e cabelos molhados de suor (da máscara de borracha + das danças e da perfomance), não tive forças para descer até o Ibirapuera nem pegar um cinema. Fiquei em casa... desejando uma Pizza Hut e pondo algumas coisas em ordem e alguns papos em dia.
"E a semana, vai ser puxada?", me perguntou minha amiga xará. Quem dera... quem dera... ainda não tenho planos, a não ser o supermercado em breve, minha terceira sessão de fono e uma prometida ida à ShoeStock.
Feliz segunda-feira! Meu sono hoje vai ser gostoso, pois além de merecido e sem hora para acabar, tenho a trilha sonora de uma chuvinha que cai lá fora batendo aqui na minha janela...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sexta-feira 6, Dia da Bruxa

Ontem ensaiei com um amigo - também ator, anos-luz na minha frente - a cena que ele faria hoje em um teste para o SBT, provavelmente para a nova novela. E isso me fez pensar sobre oportunidades. Eu teria a desenvoltura para fazer a cena. Teria mesmo, sei que teria. Mas só faltou alguém me indicar para o novo elenco. Só isso.
Depois de um esquentinha em casa com a minha maior companheira de São Paulo, fomos à Disco. Às 3h saímos de lá. Frustadas mas felizes por termos gastado a bagatela de 22 reais com uma saquerita de maracujá.
Hoje acordei... fiz meu almoço e fui trabalhar. E foi divertidíssimo! Fui a bruxa Madeleine - que foi abrasileirada mais tarde pelas meninas de Madalena - em um buffet infantil no Morumbi todo decorado de Halloween. Fiz a recepção juntamente com Vlad, o vampiro, em meio a algumas caveiras e múmias. E sabe o que foi especial? Despertar nas crianças a simpatia juntamente com o medo, transformando a certeza de que se tratava apenas de um figurino em desconfiança de eu ter reais poderes. A mistura de um olhar diabólico com um seguido sorriso gerava naqueles olhinhos assustados a dúvida sobre o que era real e o que era fantasia. Foi um dia que valeu a pena!
Aí, inusitadamente, descolei uma carona na garupa da moto do Vlad e pela primeira vez tive a visão de um motoqueiro em São Paulo. Delícia! Uma sensação de liberdade, frio na barriga e novidade. Disse para ele que era minha "primeira vez" e ele respondeu que era uma honra. Que vontade de dominar a capital!
Acabei de alugar Batman - O Retorno para aprender os moves de Michelle Pfeifer para empregar na minha Mulher-Gato domingo. Sem grandes planos para o sábado além de ir ao Ibirapuera, vou ficando por aqui. O regiminho continua, apesar de ter comido alguns poucos salgadinhos, a salsicha do hot-dog, um fino pedaço de bolo e um brigadeiro...
Bom final de semana!