quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mudança!

Depois de um dia de cão, fazendo viagens e viagens em um antigo Premium que milagrosamente carregou até minha cama montada - tudo isso para economizar um carreto -, de certo stress, de uma cena na aula que foi cortada devido a dois erros meus seguidos e de um temaki especilíssimo e solitário na Temakeria & Cia à meia-noite, me mudei para o Itaim! E uma coisa já posso confirmar: ô tentação de bairro, viu! São tantos bares e restaurantes e lojas e... nossa! Haja auto-controle! Outra coisa óbvia também posso assinalar: sentirei saudades do metrô... Para ir para a aula hoje demorei trinta e cinco minutos dentro de um ônibus para subir apenas a Brigadeiro Luis Antônio. De lá, temerosa com o trânsito em plena 6 e meia da tarde, peguei o metrô e outro ônibus para chegar esbaforida numa aula que resultou em muito ensaio e um tremendo desgosto. Ai, São Paulo que eu amo... Porém, no caminho, recebi a agradável notícia de uma renovação de propaganda do Shopping Interlar-Interlagos e amanhã buscarei uma parte do cachê-surpresa! Não é muita coisa, mas extremamente válido numa conta bancária de onde mais sai do que entra. Sendo assim, na tentativa eterna de reverter a balança negativa, fechei uma recepção sossegada para 15 de maio, com cachê pago na hora e apenas 5 horas de trabalho. Tudo bem que vai me complicar a vida para chegar em Ribeirão à noite para fielmente comparecer à Only in Black 2010. Também fui selecionada para um evento em 20 e 21 de maio com cachê bacana para falar português e espanhol, apesar de uma carga horária bem pesadinha e do meu español muy enferrujado. Mas, tá valendo! A vida artística não anda bem das pernas, em compensação, os eventos estão bombando! E isso é bom e não é. Semana que vem, por exemplo, lá vou eu faltar da aula mais uma vez para sorrir na APAS.
São quase 4 da manhã e até agora eu estava frenética tentando me livrar dos tantos sacos, sacolas, malas e caixas para botar tudo em ordem nesse canto que chamarei de meu. Graças à internet alheia vos falo neste instante, já que estamos sem roteador na casa. Obrigada, vizinho!
Algumas mágoas pairam sobre o finado apartamento no Paraíso. No entanto, ainda não direi nada sobre minha nova casa e ainda não trombei com minha nova roommate que parece ser uma gracinha - e tenho ótimas referências. Mas está tudo tão limpinho, tranquilo e organizado... sem espanhol para me paquerar debaixo do meu próprio teto, sem panelas de molho completando uma semana de aniversário, sem lixos eternos, sem bananeiras em comidas estragadas na geladeira, sem milhares de contas atrasadas nem olhares ou comentários duvidosos e com detergente, papel higiênico e pasta de dente que todo ser humano merece! Acabaram-se os tempos de albergue!
Vou dormir essa noite ouvindo barulhos jamais dante ouvidos, em um quarto nunca dante frequentado e os tempos de readaptação começam. Amanhã é um novo dia. Tem muito o que se fazer! E lá se foi minha segunda mudança em 14 meses de capital... espero que sempre para melhor!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Packing bags

Agora é 1 da manhã. Terminei de colocar metade dos meus pertences nas malas para minha mudança na quarta-feira. E descobri que tenho muita coisa e que preciso do dobro de malas!
O soninho já bateu e está na hora de aproveitar a minha penúltima noite no Paraíso...
Boa terça-feira!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Final de semana excelente!

Qual a melhor maneira de se comemorar o Dia do Trabalho? Trabalhando, ora pois!
Enquanto o povo se esbaldava na política do pão e circo petista, estava eu lá, na lida, contando as horas no relógio para dar adeus a mais uma feira. Ao dar adeus a ela e aos novos - e agora já velhos - amigos de stand, fui comemorar em grande estilo a mais uma primavera de mamãe e brincar de ser rica na melhor casa de carnes de São Paulo, com a melhor carta de vinhos e na mais absoluta fuga da dieta. Mas dessa vez valia a pena! Depois demos uma volta pela Indianópolis para mostrar algumas bizarrices a pedido da aniversariante e dormi pela primeira vez em Alphaville. Acordei com o mais belo dia cercado pela Serra da Mantiqueira e tomamos café da manhã ao som de uma cascata e crianças brincando na piscina do condomínio. Nosso almoço foi "arabemente" leve para compensar a comilança da última noite e algumas lágrimas rolaram em mais uma despedida. Eu espero que eles voltem mais vezes à capital...
Então, depois de um certo caos no trânsito em pleno domingo devido à maratona - ou ao sei lá o quê -, cheguei em casa e desci para o parque, não querendo que o dia terminasse jamais. Andei e andei, na esperança enganosa de queimar grande parte dos alimentos da lista negra ingeridos nos últimos dias - porque sim, além de ontem, também não resisti a algumas bobagens no stand tais como amendoim, torradinhas e jujubas. Lidar com ansiedade, tédio, cansaço, período menstrual e dieta, tudo ao mesmo tempo, foi demais para mim! Aí, não bastando tudo isso, recebi o convite que mudou meus planos de assistir ao Fantástico de pijama embaixo do edredom: rodízio de pizza. Mas me comportei. Juro! Depois, assistimos Tá Rindo do Quê? e voltei para casa, feliz e cansada. Nada melhor do que boas companhias e bons programas. Adoro!
Minha mudança foi alguns dias adiada devido a um problema na fiação do banheiro do apartamento do Itaim. E sair daqui para encontrar água fria no banho na casa nova não dá, né?! Quarta-feira, no mais tardar, abandono os Jardins do Éden...
Agora, quase duas da manhã, sem hora para acordar, sem trabalho por uma semana e no começo da semana, me despeço, desejando uma excelente segunda-feira para os desocupados que me seguem e as boas-vindas para a realidade de uma casa-albergue sem papel higiênico, detergente, comida nem pasta de dente - os quais, só de pirraça, eu não vou comprar! Estou fazendo um teste para verificar a sobrevivência de cada um dessa nave-mãe. Os dias estão contados!
Hoje pensei em como seria se eu não tivesse abdicado de trabalhar em um "emprego de gente normal" e ter uma vida estabilizada. De repente um plano B não seria tão nebuloso assim... Mas continuo pedindo à "primeira estrela que eu vejo, realiza o meu desejo...". E saiba você que meu pedido é muito mais singelo e muito menos ambicioso do que imagina! Eu só quero que tudo dê certo, seja lá o que tudo significa e seja lá o que é certo e o que é errado...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E tô chegando na reta final!

Enquanto Ricky Martin recebe a proposta de 1 milhão de dólares para agradar os fãs gays com uma cena em um filme pornô, mais uma feira se aproxima do seu fim!
Amanhã começo às 9h e sigo até às 17h, com uma saudável hora a menos do que os demais dias, apesar de ter uma penosa hora a menos de sono. Além de ser o último dia, tenho ainda o lindo horizonte de comemorar o aniversário de minha mãe - que pela primeira vez em um ano e dois meses de São Paulo me visita na cidade - com um jantar que exigirei que seja excelente! Eu já estava triste por passar a data longe dela devido a trabalho - apesar de que minha mãe, desde que me dou por gente, nunca curtiu o dia em que fica mais velha sabe-se lá porquê... - mas muito me alegrou a notícia de que viriam para cá. Gostaria muito de poder almoçar em sua companhia ao invés de comer sozinha na churrascaria do Anhembi - que inclusive, não aguento mais! -, mas a gente não pode ter tudo ao mesmo tempo, não é mesmo?
E hoje andei pensando... não existe diversão melhor do que pessoas. E estar com pessoas é grátis! Quer dizer, depende de quais pessoas e onde estariam essas pessoas... Mas numa feira onde todos estão achando uma chatice e ninguém tem para onde fugir, conversar é sempre a melhor solução. Chorar não adianta. Se for embora, não recebe. Reclamar só piora. Então por que não falar, conhecer, redescobrir que as aparências enganam e dar boas risadas? As palavras, as caras e bocas e as bobagens são for free. Aproveite você também!
Fui elogiada pelo meu inglês ao socorrer um dos gerentes da empresa em um acordo com um chinês - e vale destacar que os chineses estão invadindo qualquer ramo, têm até um espaço na feira denominado China Pavillion! - e lembrei-me de quanto eu gostaria de passar uma temporada nos Estados Unidos e andar pelo Central Park com minhas botas Gucci...
Mas, quase meia-noite, né. Vou ficando por aqui. Queria muito assistir a um pouco de televisão nesta sexta-feira que não tem o mínimo gosto de sexta-feira para mim, mas sei que às 6:45h quando escutar a musiquinha fantástica do meu Nckia, irei me arrepender.
Já começo a me despedir do Paraíso... eu juro que não queria partir...
Boa noite! Um bom final de semana gelado para você!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Terceiro dia...

Terceiro dia e nada para contar além de que melhorei do resfriado apesar do nariz escorrendo loucamente; fiquei sabendo do meu pequeno papel no longa, de apenas uma cena, mas "uma cena impactante, muito importante do filme"; prometi que jamais pegarei feiras acima de 3 dias - a não ser que seja cachezão; ganhei um agradável almoço ao me sentar com duas peças importantes do nosso stand; e estou com muito, muito, muito sono.
Rumo ao quarto dia!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Segundo dia de feira

Depois de uma noite do cão, quase pensei em ligar para a agência pedindo uma substituta. Para você ter uma ideia, eu não conseguia engolir nada - nada! - e uma toalha foi minha companheira durante as penosas horas da madrugada. Quando o despertador tocou, eu estava mais cansada e mais dolorida do que quando fui deitar. "Osso!". Mas cheguei ao meu destino, quase dormindo no metrô, quase dormindo no traslado e desta vez, de terninho para proteger do frio. A feira está parada e ando fazendo uma enquete para saber se há necessidade de cinco dias e 9 horas diárias de evento. Desta maneira, cada minuto equivale a vinte, especialmente quando se está a base de um remédio que te faz brigar para manter as pálpebras abertas e com a sensação de que seus olhos irão saltar da sua bela face. Dê-me vitamina C!
Sei que quando o assunto é feira o papo é sempre igual, as conclusões sempre as mesmas, os sentimentos se repetem... Meninas se vestem de vadias para garantir o cachê. Passa-se frio, passa-se raiva e quanta dor nos pés! O salário diminui a cada almoço pago no restaurante. O tédio te consome e o orgulho te fere nos dias em que o mundo irreal do pavilhão se confunde com a realidade, dias em que nada se produz e muito se sorri. Mas é aquela velha história da água batendo na bunda! "Se até minhoca que não tem perna anda e enquanto o mundo gira, se vira!", me disseram hoje... Que triste fazer algo puramente pelo dinheiro. Que triste... Mas é temporário, não me canso de me explicar para os que indagam porque estou naquela posição com tamanha bagagem. "Só não pode perder tempo", me alertaram.
Hoje perdi minha aula.
Vou tentar dormir agora. Quem sabe dias melhores não virão?!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ah, não! Doente de novo?!

Eu sumi mais uma vez! Ai se eu vivesse do meu blog... meus patrocinadores já teriam rompido o contrato!
Vou atualizar as notícias... bem brevemente. Para um final de semana que estava fadado ao fracasso depois de uma sexta-feira assistindo Alice no País das Maravilhas na sessão das 21:30h sem direito a nem uma pipoquinha, sábado tive a noite cheia. Após encontrar uma amiga e seu famoso primo no parque, combinamos um jantar e uma balada. Duas baladas, na verdade. E dois jantares, também na verdade. Às 21h eu já estava em casa, jantada dentro dos conformes da minha ainda dieta. Às 22h passam para me pegar com o irresistível convite de algum bom restaurante. Buddah Bar - restaurante/bar da Daslu - estava com 2h de espera, Unique mesma coisa e acabamos na tratoria Lellis. Não resisti e achei que merecia uma ceia. Saímos de lá e seguimos para a Museum, seguida da nova balada - mais uma vez, dentro da Daslu -, a Kiss and Fly. Voltei para casa de manhã depois de boas risadas, desabafos e novas amizades. Já no domingo... depois de 3h de sono, fui chicletear no Campinas Fest. Após a saga da viagem, já que nosso ônibus ficou parado durante uns bons quarenta minutos na estrada após uma tentativa de sequestro de dois chineses - não sei direito o que aconteceu, maior bafo! -, após chegar na rodoviária e constatar que o carna era perto do aeroporto de Viracopos e pegar um segundo ônibus para lá, após descer deste segundo ônibus e descobrir que havíamos passado pelo local do evento, voltamos nesse mesmo segundo ônibus pela segunda vez e chegamos afobadíssimas para ver o Chiclete passar. Camarote vip, muitas risadas, mais uma querida nova amizade, um roubo de um celular, carteira e muito dinheiro no bolso - não meus, graças ao bom Jesus! - e um último ônibus para São Paulo a uma da manhã, chegamos vivas na capital que não pára.
Já ontem foi um dia tranquilo, fui andar no Ibirapuera, assisti ao filme da semana Jogos do Poder e arrumei minha trouxinha para o início da feira Automec.
Assim, iniciei hoje um homérico trabalho de 5 dias. Confesso que estava apreensiva pelo tema da feira, por ser a única menina no stand, pela duração do evento, enfim... mas tudo deu certo! Com exceção da minha garganta que já dava sinais de que alguma coisa estava errada e do frio que passei e que certamente culminará em uma gripe amanhã, já que sinto o corpo dolorido, espirrei, o nariz escorreu e fiquei esperando 40 minutos no frio repentino do lado de fora o traslado para o metrô e ainda tive que devolver o filme de ontem. Mas comprei no caminho vitamina C e um remédio imbatível, segundo o farmacêutico que não quis indicar o remédio porque é contra as normas. Tá, ahã. Fiquei sabendo que fui pesquisada na internet ao ser selecionada para a feira e chegaram ao meu blog. A gente tem que ter muito cuidado com o que escreve, não?!
Mas não entendo porque fico tão doente, com tanta frequência. Pode culpar a vida boêmia, mas me defendo que me comportei ao longo de toda essa semana. E não culpe minha alimentação, que é excelente! Eu fico muito brava ao ficar doente. Nesse mundo, eu sou meu único instrumento de trabalho. E não tenho leis que me protejam...
Ôôô vidinha mais ou menos, viu.
Vou dormir! Quem sabe o remedinho imbatível não seja realmente incrível?!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Heartless (The Fray)

http://www.youtube.com/watch?v=0yNU4SmQcHo
In the night, I hear 'em talk, the coldest story ever told
Somewhere far along this road,
He lost his soul to a woman so heartless...
How could you be so heartless?
Oh... How could you be so heartless?
How could you be so, cold as the winter wind when it breeze, yo
Just remember that you talkin' to me though
You need to watch the way you talkin' to me, yo
I mean after all the things that we've been through
I mean after all the things we got into
Hey yo, I know of some things that you ain't told me
Hey yo, I did some things but that's the old me
And now you wanna get me back and you gon' show me
So you walk around like you don't know me
You got a new friend, well I got homies
But in the end it's still so lonely
In the night, I hear 'em talk, the coldest story ever told
Somewhere far along this road,
He lost his soul to a woman so heartless
How could you be so heartless?
Oh... How could you be so heartless?
How could you be so Dr. Evil,
You bringin' out a side of me that I don't know
I decided we weren't gon' speak so
Why we up 3 AM on the phone
Why does she be so mad at me fo'
Homie I dont know, she's hot and cold
I won't stop, won't mess my groove up
'Cause I already know how this thing go
You run and tell your friends that you're leaving me
They say that they don't see what you see in me
You wait a couple months then you gon' see
You'll never find nobody better than me
In the night, I hear 'em talk, the coldest story ever told
Somewhere far along this road,
He lost his soul to a woman so heartless
How could you be so heartless?
Talkin', talkin', talkin', talk
Baby let's just knock it off
They don't know what we been through
They don't know 'bout me and you
So I got something new to see
And you just gon' keep hatin' me
And we just gon' be enemies
I know you can't believe
I could just leave it wrong
And you can't make it right
I'm gon' take off tonight
Into the night...
In the night, I hear 'em talk, the coldest story ever told
Somewhere far along this road,
He lost his soul to a woman so heartless
How could you be so heartless?
Oh... How could you be so heartless?

Dia de Joaquim José da Silva Xavier

Cheguei ontem às dez da noite na capital. E estava uma noite linda, abençoada com um clima gostoso beirando o feriado que dividiu a semana. A Paulista estava cheia, as calçadas lotadas de amigos tomando uma cerveja gelada, falando alto já a esta hora da noite, e eu nada fiz senão terminar de assistir Bonequinha de Luxo. Não porque não quisesse desfrutar da véspera de Tiradentes, mas porque hoje teria um teste para um longa às 13:30h lá no Jabaquara. Achei melhor me preservar.
Assim, acordei hoje com um belíssimo sol digno de sábado de churrasco e piscina, no entanto, foi uma quarta-feira sem churrasco nem piscina e nem descer para o parque eu pude já que não daria tempo de tomar banho, fazer almoço, almoçar, me arrumar e chegar no horário - a não ser que acordasse às 7 da matina. E fui seguir o meu caminho. O teste estava marcado dentro de um CEU e em pleno sol a pico, a criançada se esbaldava nas piscinas do estabelecimento e por um bom momento invejei aquelas criaturas mergulhando na água azul. Chegando lá, fiquei sabendo um pouco mais sobre o longa, sobre as gravações e nos foi passado um texto para ser encenado no palco do anfiteatro, sem instrução alguma de como fazê-lo. Depois de uma boa meia hora de ensaio, fui chamada e fiz o que tinha que fazer. Numa segunda tentativa, recebi instruções de como fazer, desta vez ocupando o palco - o que quebrou minhas pernas! Mas meu ensaio foi outro, pô! Me pediram para recitar "batatinha quando nasce" e "atirei o pau no gato" com as características da personagem imaginada e por último, refiz o texto original. Gostaram. Passei. Mas todos ali passaram. Enfim. Não vou julgar nada nem ninguém pela capa e veremos no que vai dar este projeto que conta comigo, uma amiga, um conhecido do Arouche By Night e mais uma galerinha numerosa que estará aos cuidados de uma psicológa para preparação de personagem, segundo a diretora. Assim, agora sou do elenco do longa "A Queda Para o Alto", com ganas de participar de quatro ou cinco festivais incluindo Gramado. Ambicioso esse projeto, não?!
Saindo de lá, recebi a agradável carona, companhia, um presente atrasado de aniversário e as novidades de um breve e provável trabalho como apresentora de um novo canal aí de um grande amigo das artes, com direito a um temakinho de camarão e cream cheese antes da aula - sim, eu tive aula! Não vou esmiuçar possibilidades hoje, tá, então guarde sua curiosidade sobre esse tal canal já que eu espero que, o mais rápido possível, eu possa contar como se deu o primeiro - e o segundo, terceiro... - dia de gravação.
Fui para a aula, desabafei com Fernando Leal sobre minha frustração das últimas cenas e contei sobre os problemas últimos que - quem sabe - poderiam estar me atrapalhando nas aulas. Não estou em um momento de paz de espírito, especialmente depois que cheguei ontem em uma casa que mais se assemelhava a um albergue.
Assim lhe pergunto: Feriado? Que feriado?
Ainda sem grandes planos para os próximos dias, fico por aqui. Vou começar a assistir Sabrina - parte da minha coleção Audrey Hepburn - ansiando pela descida ao parque de amanhã. Me prometeram que o tempo ficava quente até quinta-feira e pretendo aproveitá-lo o máximo que puder.
Os dias na capital estão começando a parecer mais solitários...
Deixo agora uma musiquinha que não canso de escutar desde ontem. Era o tema da Cacau e Eliezer no BBB. Mas isso não tira o seu charme. Enjoy it!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Querer é poder!

A ambição move o homem. Concorda ou não concorda?
Mas não sejamos simplistas ou esquerdistas de pensar na ambição acompanhada de símbolos chavões derivados do capitalismo. Ambição não é ganância. O mundo é tão rico, tão vasto, tão variado e por que buscar o básico?! Com o básico já nascemos, seja lá o que o básico signifique para você. Sou ambiciosa por ter nascido com vontade de crescer? Sou ganaciosa por querer experimentar um pouco mais do que o planeta e o homem me podem oferecer? Em um mundo onde oferta e demanda nem sempre falam a mesma língua, o que é poder para você?
A vontade move barreiras. Cria barreiras. Compra barreiras. Implode barreiras. Imagina barreiras. Sobrepõe barreiras. Discrimina barreiras. Ou se esquece delas. Querer é poder no sentido de "quem acredita sempre alcança". Logicamente que só acreditar não é suficiente, já que o fazer acontecer é igualmente - ou mais - importante. Mas tudo começa pelo abstrato: os ideiais. E eu assumo, nasci com alguns que fogem do comum. Digo nasci porque, não sei se me foi herdado, se criado, se determinado, se instalado, mas desde bem pequena as vontades me movem. Sim, bato no peito e digo que às vezes me consomem, mas são meu combustível. Para deixar claro, minha ambição não exclui os prazeres mais simples e baratos da vida, não! Aliás, minha ambição se movimenta em parceria de tudo o que há de mais simples, pois eu quero o simples e o complicado! O que é pouco não me basta. A média nem sempre me agrada. Não quero o tudo - que, aliás, sei que não posso ter -, mas quero sempre mais. Visto a camisa da pós-modernidade e desde que ouvi esta frase, concordo com ela: "somos eternos insatisfeitos". Minha insatisfação gera minha ambição e que pode - sim, eu sei que pode - gerar minha frustração. E neste último caso, ficará a eterna esperança de que, se Maomé não vai até à montanha, a montanha virá até Maomé. Mas como meu caso ainda é primário, busco sempre um resultado mais positivo, sabendo que, para algumas mentes mais simplórias, poder é um verbo maligno que massifica e coisifica o homem e coisa e tal. A injustiça está aí, enquanto poucos tem muito, muitos tem pouco, e que culpa tenho eu se quero fazer parte da bonança? Tenho minhas críticas, claro, não sou guiada pelo voto de cabresto e inclusive, respeito quem almeja ficar como e onde está. Mas não me desculpo por assumir que esse não é o meu lugar.

sábado, 17 de abril de 2010

Maré baixa

Quando eu sumo do blog, podem saber: ou é porque a maré está muito cheia ou muito baixa. 8 ou 80! Quando ela sobe abruptamente, falta tempo e sobram relatos. Quando ela desce, faltam fatos e mesmo assim, milagrosamente, não sei como, também falta tempo. Tempo é igual dinheiro na carteira: vai embora que você nem vê, não sabe como nem por onde... Cheguei a cogitar que estivesse com a doença causada pelo mosquito Birigui (doença do sono, cientificamente falando, leishmaniose). Meu cansaço começava já ao acordar, não sei se pelas noites mal dormidas, se pelo colchão, se pelos medos e anseios, se pelo resfriado em fase de cura, se pela própria picada do mosquito Birigui, se pelo sistema - porque vocês sabem, o sistema capitalista é a causa de todos os males na Terra (crítica interna, entenda quem entender, doa a quem doer)!
Ontem consegui uma carona fantástica para Ribeirão - irrecusável, para quem não tinha planos para o final de semana na capital que não envolvessem dinheiro, por exemplo, Skol Sensations -, e no caminho, meu amigo motorista me perguntou o que eu fazia quando não trabalhava. Gaguejei. Tentei fazer uma retrospectiva dos passos, não consegui explicar claramente mas cheguei à conclusão - mais uma vez - de que sim, o tempo é demasiado curto, especialmente na cidade do caos, onde um pulinho num teste te consome preciosos minutos.
A semana foi tranquila... e isso não é bom. Tranquilidade aos recém-completados 24 anos não é bom sinal.
Segunda fui conhecer meu provável lar a partir de 3 de maio. Continuo tensa por ficar longe do metrô. Continuo tensa por não poder bancar minha vontade de morar sozinha. Continuo acreditando que em breve poderei... Terça tirei umas fotos para um piloto de campanha de um home banking, que se Deus Todo Poderoso quiser, será aprovado e me renderá um bom trabalho no final do ano. Quarta-feira descolei uma recepção sossegada na parte da manhã em um encontro do CEBDS - essa sigla não me era estranha, sabia que já tinha lido algo sobre isso na faculdade -, com fervorosas discussões acerca do desenvolvimento sustentável e a iniciativa privada das quais não fiz parte pois pertenço a lado de fora da porta. As relações inernacionais estiveram a um passo de mim. Foi como fazer figuração em um filme. Você está lá mas não está atuando. Nesse momento senti falta dos meus pesados estudos e dos meus insights provocados pelas leituras da faculdade e me senti um tanto quanto burra.
À noite, tive aula, fiz uma cena vergonhosa onde atração foi substituída por uma expressão de tédio - eu juro que por dentro estava sentindo, mas nada transpareceu - e fui afogar as mágoas na Mokai, juntamente com alguns BBB´s. Menti para o Serginho que ele deveria ter ganhado, dei risadas quando minha amiga apertou o bumbunzinho do Michel... e... só.
Quinta fui à dolorosa busca por um novo tênis, já que uma dor consumia minhas pernas desde o incidente com o Adidas substituído por um tênis causador de canelites. Fui até a loja desta marca mais próxima, na Oscar Freire, e constatei que não existe gente feia, existe gente pobre. Luiza Possi estava lá toda pomposa, Marcelo Antony todo galã atravessando a rua como se fosse propaganda de perfume e Stella Menegucci procurando um simples tênis. Encontrei a galera da faculdade à noite. Respondi ao contato de uma agência que gostaria de saber como eram minhas mãos, pois precisavam de uma mulher magra com mãos gordinhas. Nem uma coisa nem outra, respondi. Já o Ibirapuera fez parte dos meus dias, estreei meu tênis novo e voltei para Ribeirão.
Hoje, pela primeira vez, pintei minhas unhas de rosa. Tirei até uma foto para registrar esse momento de tamanha alegria para minha manicure, cansada de pintá-las de francesinha e exausta de tentar me convencer a botar alguma cor na minha mão. Um fato extremamente relevante, como podem observar.
Tá vendo?! Vocês não perderam grande coisa...
Ah, esqueci de avisá-los sobre o encaminhamento do meu regime: 5kg perdidos na balança e já algumas roupas a menos...
Bom domingo! Volto agora só na terça-feira!

terça-feira, 13 de abril de 2010

24 primaveras

Eu sou uma pessoa que preza aniversários. Sim, como não haveria de comemorar um dia ímpar no ano, que saberá Jesus Cristo se teremos a sorte de comemorar no ano seguinte?! Como não amar o dia em que você é a atração do palco principal?! À meia-noite eu já espero algum sinal de amor... e exatamente à meia-noite e um eu esmolei um parabéns de uma antiga amiga ao reencontrá-la no Carnabeirão - sim eu fui, de "grátis", no Eva. Eu adoro que me liguem - inclusive, carreguei o celular na madrugada de 10 para 11 para não correr o risco de ficar na mão ao longo do meu dourado domingo -, adoro cantar parabéns, receber a família, receber beijos e abraços - e presentes, claro! -, desejos de um futuro brilhante, de muita saúde, de muito amor, de muito sucesso, bla bla bla - apenas quando vêm do fundo do coração e não fazem parte de uma mera convenção social. Apesar de que, mesmo fazendo parte da convenção social, se você me desejou os parabéns, seja lá se por scrap, por e-mail, por telefone ou SMS, você ganhou uma estrelinha da titia Stella! No entanto, obviamente as estrelas têm gradações. Por exemplo... um scrap de amigos em geral, prata. Um telefonema de quem não está na cidade ou a presença de quem está, ouro! Um SMS de uma amiga ou qualquer outra manifestação virtual, bronze - dependendo do caso, latão. E é um dia tão especial que até a endócrino liberou uma fatia de bolo! "Mas, Stella, 1 fatia!". Tudo bem que foi uma fatia de bolo... um mini-fatia de pudim... e uma mini-fatia de torta de limão... fora todo o churrasco... mas, foi exceção e eu merecia! 24 primaveras! Não me lembro do que eu pensava com meus 10, 15 anos de como eu seria aos 24... mas com certeza, não me passava na cabeça de que eu estaria assim, nestas condições - de temperatura e pressão, físicas, psicológicas, socio-econômicas. Não que isso seja ruim. Não, pelo contrário! Só não é o esperado. 24 anos. Estou exatamente a um ano de me tornar de fato, adulta. Sim, porque 25 anos é quando você deixa a denominação "jovem" e passa a ser adulto. E eu sempre digo que tenho medo de crescer... de envelhecer... de o tempo ser curto demais e me escoar pelas mãos...
Mas quantas coisas conquistei já aos 24 anos! Um diploma suado, lindas amigas, família unida - é... com suas exceções... -, título de melhor levantadora em campeonato regional, duas vezes o pódium em concurso de análise crítica, 5 peças, 4 curtas, algumas propagandinhas, DRT, um amor, algumas paixões, muitas desilusões... São Paulo eu pretendo conquistar aos 26. Rio de Janeiro... aos 27 - no máximo! Mas metas estão aí para não serem cumpridas. Melhor deixar a brisa das primaveras me levar, guardando os mais loucos segredos e as mais descabidas cabeçadas para os próximos verões. E que serão muitos! Vida longa à Rainha!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Segundo dia

Segundo dia de feira.
Tive uma noite de vários sonhos, nariz totalmente entupido e dor no corpo.
Mas sobre hoje, não tenho muito o que dizer a não ser que não passamos frio. A temperatura estava baixa porém menos do que ontem. Fui de meia-calça cor da pele. Ganhamos uma pashimina (inclusive, aprendi este nome hoje e mesmo assim, precisei dar um google para confirmar). Comi minha marmitinha gelada sentada no chão jogada às traças próxima ao banheiro e muito perto do lixo (quanto glamour!). Tomei um Dorflex doado por uma das representantes da empresa para aliviar meus dedinhos do pé que estavam quase necrosando. E estou definitivamente doente agora.
Amanhã saio direto do trabalho e volto para Ribeirão. Tenho retorno na minha endócrino na sexta-feira pela manhã e meu aniversário de 24 aninhos no domingo para comemorar. Tem também o Carnabeirão... que acho que não contará com minha ilustríssima presença este ano por falta de quórum... tá todo mundo velha!
Conversei hoje com minha possível roommate do Itaim. A possibilidade é grande. O desespero diminuiu. Será que vou viver sem metrô por perto?
Tá na hora de dormir!
Bons sonhos!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Friiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio

Gagueguinha! Tá muuuito frio! Para vocês que não são de São Paulo, olha... a coisa tá típica de julho!
Ontem fui dormir já com minhas mais de 8 horas de sono contadas, pijama de frio e meinha no pé, o que foi muito bom. Não dormia direito há dias devido à probabilidade de eu ser uma sem teto em breve. Acordei com chuva, frio, me arrumei, me agasalhei muito mal acreditando na melhora do tempo e me protegi com uma capa de chuva e um guarda-chuva até o ponto de ônibus na Nove de Julho para seguir para a Intermodal no Transamérica Expo Center. Engraçado é que as recepcionistas se reconhecem no caminho... se você vê uma menina "vistosa", cabelos tipicamente longos, maquilada, com uma bolsa gigante e tênis no pé, bingo! É recepcionista de evento e provavelmente está indo para o mesmo lugar que você. Se você não sabe que ônibus pegar, ou em que ponto descer, ou quer dividir seu medo em relação a passar frio o dia inteiro já que seu uniforme é um vestido frente única, bem-vinda à vida das "modelos"!
Meu salto é alto mas com plataforma na frente. Meu vestido é lindo mas verão no precoce inverno da cidade. O frio foi cruel mas o cachê pago no final da feira valerá a pena. E assim nos sujeitamos - numa espécie de prostituição da imagem e da simpatia e prontidão - a mais uma feira!
Saí de casa às 10:45h e cheguei às 23h. Amanhã posso dormir até um pouco mais tarde, não bobiarei de ir sem meu sobretudo com capuz, levarei minha "quentinha" para não burlar o regime com um sanduíche natural nem passar fome com uva, banana e baby carriots e tenho uma luz no fim do túnel: um provável apartamento no Itaim com alguém de confiança pelo mesmo preço que pago aqui. Não vou ficar sem teto, sei que não vou. Mas é complicado não saber em qual cama deitarei no próximo mês e como me protegerei desse frio gélido que promete!
Vi manchetes de que o Rio se afogou em tempestade. Não li a reportagem. Hoje acordei com a garganta coçando. E hoje vou dormir com a voz cambaleando e o nariz escorrendo. Só espero não passar meu aniversário na cama!
Boa noite e uma ótima terça-feira! Proteja-se do termômetro e das lágrimas de São Pedro!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Agora não dá!

Gente, quase 1h da manhã e preciso acordar às 6h para um trabalho em São Bernardo do Campo... juro que escrevo amanhã!
Os ânimos não melhoraram... o desespero só aumenta a cada tic-tac do relógio... a luz ainda não apareceu embora eu tivesse pensado que sim na sexta-feira ao encontrar a kitch dos sonhos mas fora das possibilidades...
Só sei que nada sei.
PS: Comeram muito chocolate? Juro que não senti o gosto do açúcar nesta Páscoa magra...
Boa semana! E que dê tudo certo...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Shine (Anna Nalick)

http://www.youtube.com/watchv=urB43BQXYKY&feature=PlayList&p=C5BF524C4C6A65E3&playnext_from=PL&playnext=1&index=3

Oh the night makes you a star
And it holds you cold in its arms
You’re the one to whom nobody verses I love you
Unless you say it first
So you lie there holding your breath
And it’s strange how soon you forget
That you’re like stars
They only show up when it’s dark
Cause they don’t know their worth
And I think you need to stop following misery’s lead
Shine away shine away shine away
Isn’t it time you got over how fragile you are
We’re all waiting
Waiting on your supernova
Cause that’s who you are
And you’ve only begun to shine
There are times when the poets and pornstars align and
You won’t know who to believe in
Well that’s a good time to be leavin’
And the past knocks on your door
And throws stones at your window at 4 in the morning
Well maybe he thinks it’s romantic
He’s crazy but you knew that before
And I think you need to stop following misery’s lead
Shine away
Shine away
Shine away
Isn’t it time you got over how fragile you are
We’re all waiting
Waiting on your supernova
Cause that’s who you are
And you’ve only begun to shine
Yeah you’ve only begun to shine
Won’t you shine shine shine shine over shadow
Shine shine shine shine over shadow
Shine shine shine shine over
And I think you need to stop following misery’s lead
Shine away
Shine away
Shine away
Isn’t it time you got over how fragile you are
We’re all waiting
Waiting on your supernova
Cause that’s who you are
And you’ve only begun to shine
Yeah you’ve only begun to shine
Yeah you’ve only begun to shine
Yeah you’ve only begun to shine...

O que fazer?!

Não sei... não sei... não sei...
Não sei o que fazer... o que posso fazer... o que vou ser... se vou ser.
Nesse momento as lágrimas até secam e tento pedir para mim mesma para parar de me lamentar. Se isso faz parte da vida, tenho que acreditar que vou superar, que vou acabar melhor do que todo mundo, melhor do que todos esperam, que o fim será feliz.
Não tenho casa para o próximo mês. Os planos foram por água abaixo. Perdi a cabeça, chorei na frente daquelas que não deveria e que talvez não mereciam - ou mereciam, sei lá.
Sei lá se fujo amanhã cedo... Pensando bem, acho que fico até o último minuto útil desta semana que deveria ser da ressurreição de Cristo tentando achar alguma saída... alguma solução... alguma coisa.
Recebi há poucas horas a notícia de que teremos um quarto membro estrangeiro na casa novamente. A faxineira deve chegar em algumas horas. E já é quinta-feira. São quase 4h da manhã e cheguei há pouco da pior balada que poderia ter ido nessa cidade, com uma companhia que nos planos seria fantástica mas que já decepcionou logo de cara. Não gosto de promessas. Odeio quem não tem palavra. Se a esmola é demais, o santo desconfia...
"And breath. Just breath."
É o que estou tentando fazer. Tô com vontade de ligar pras minhas amigas, pra minha mãe, pra minha irmã e chorar, pedir socorro! Tô pedindo a Deus uma luz, não sei se vou receber. Há saídas, eu sei que há. Mas ainda não sei quais.
É nessas horas que constatamos que não temos controle de nada.
Desculpe o desabafo. Mas essa vida de gente grande é dose...

quarta-feira, 31 de março de 2010






Fim da Hair Brasil

E mais uma feira vai para meu currículo!
Feiras são engraçadas... no primeiro dia, você não sabe de nada, não conhece ninguém, quase não dá risada embora sorria bastante, dá informações desconexas, vai de salto alto e com as unhas perfeitas, não leva comida achando que encontrará um por kilo barato no pavilhão, não se empolga nem sabe o que esperar. No último dia, você já está melhor amiga de suas companheiras de recepção, já sabe a história de todos da empresa, tira sarro dos superiores, dá uns perdidos para ir aproveitar as promoções, usa sapato baixo, está com o esmalte todo descascando e as pontas das unhas todas quebradas, continua dando informações erradas, embora com muito menos frequência, dá gargalhadas e sorrisos amarelos para os chatos, leva sua merendinha para esquentar no forno no buffet, iogurtes nos intervalos das refeições e uma banana para último caso e para jamais desviar na dieta, já está por dentro de quase tudo com praticamente proposta de trabalho dentro da empresa do cliente e recebe os mais sinceros votos de sucesso na hora da despedida - doída, até, depois de quatro longos dias. É sempre assim. E espero que seja sempre assim! Foi um bom trabalho. Me colocaram até para passar máquina na cabeça do cabeleireiro! E pior! Como demos ibope neste momento de "divas" com as máquinas Wahl na mão no palco do stand, acabamos conquistando um cliente da plateia, com direito a lâmina 2, acabamento e limpador de cabelos! Recebi penteados animais nos segundo, terceiro e quarto dias, com direito a muito laquê, muitos elogios e muito nó na hora do banho.
Embora tudo tenha ido muito bem, hoje segurei um sapo na garganta o dia todo. Logo pela manhã recebi a notícia de mais dificuldades para conseguirmos alugar o apartamento tão sonhado... já me vi sem teto novamente, apelando para Deus e o mundo, já pensando na possiblidade de gastar bem mais e morar sozinha e me virar na cidade grande. Nessa hora vem uma raiva de quem eu teoricamente não deveria ter e um desespero ensurdecedor, e é quando você se toca que nessa vida não tem nada fácil. Implorei ajuda para quem não queria, recebi um sim de uma pessoa da qual não poderia esperar nada diferente, principalmente depois de me debulhar em lágrimas. E vamos dar andamento no longo processo burocrático de se alugar um imóvel na cidade de São Paulo. Eu nunca aluguei um apartamento. Talvez seja a hora. Eu não decorei este apartamento do qual vos falo. Talvez seja hora de decorar uma casa na capital. Tenho esperanças de que as coisas darão certo. Né?!
Mas essa vida é interessante... Apesar de me alienar do mundo aqui fora, do dia de hoje, de não dar tempo de fazer nada além de acordar, se arrumar, sair, trabalhar, voltar, comer, tomar banho, responder e-mails e ver o Douradão virar milionário, conheço a cada dia pessoas mais fofas, histórias mais engraçadas, bafos quentíssimos, anjos lindos, modelos super sem noção... faço networking, ganho propostas de trabalho e confiança de quem e para quem merece. Assim pago as contas e vou acrescentando bagagem nessa bag back que ainda tem muito espaço a ser preenchido.
Páscoa chegando, niver de 81 anos de vovó, um mês sem voltar pro ninho... quinta-feira embarco para a Califórnia.
Boa quarta-feira! Só mais algumas fotos e chega! Acho que estou exausta...

terça-feira, 30 de março de 2010

domingo, 28 de março de 2010

Motorcyle Drive By (Third Eye Blind)

http://www.youtube.com/watch?v=lXRLEyIoJZA
Summer time and the wind is blowing outside
In lower Chelsea and I don't know
What I'm doing in this city
The sun is always in my eyes
It crashes through the windows
And I'm sleeping on the couch
When I came to visit you
That's when I knew I
could never have you
I knew that before you did
Still I'm the one who's stupid
And there's this burning
Like there's always been
I never been so alone
And I've never been so alive
Visions of you on a motorcycle drive by
The cigarette ash flies in your eyes
And you don't mind, you smile
And say the world doesn't fit with you
I don't believe you, you're so serene
Careening through the universe
Your axis on a tilt, you're guiltless and free
I hope you take a piece of me with you
And there's things I'd like to do
That you don't believe in
I would like to build something
But you never see it happen
And there's this burning
Like there's always been
I've never been so alone
And I've, I've never been so alive
And there's this burning
There is this burning
Where's the soul I want to know
New York City is evil
The surface is everything but I could never do that
Someone would see through that
And this is our last time
We'll be friends again
I'll get over you, you'll wonder who I am
And there's this burning
Just like there's always been
I've never been so alone alone
And I've, and I've never been so alive
So alive
I go home to the coast
It starts to rain
I paddle out on the water
Alone
Taste the salt and taste the pain
I'm not thinking of you again
Summer dies and swells rise
The sun goes down in my eyes
See this rolling wave
Darkly coming to take me
Home
And I've never been so alone
And I've never been so alive...

Tá tudo bem!

Sem grandes novidades...
1- Lembra-se das seleções constrangedoras com o mesmo cliente para a feira de alimentos? Fui chamada para uma quarta seleção, não fui e peguei o trabalho! Ufa! E o cachê, delícia!
2- Começou a Hair Brasil. Dorzinha no pé...
3- Não me chamaram para o desfile de penteado...
4- Ainda estou na ressaca moral de quinta-feira. Fizemos um esquenta regado à tequila e vodka para comemorarmos o aniversário de um amigo modelo-ator, reunimos a turma da aula de cinema pela primeira vez e seguimos para a B4. Noite história. Vagas memórias... tequila nunca é uma boa ideia, especialmente se seu professor/diretor e o camera man estão com você...
5- Ainda sem sono, porém exausta, vou assistir Bonequinha de Luxo.
6- Amanhã é apenas o segundo dia de feira!
7- Bom domingo!
8- OBS: Dourado milionário!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Just do It (Copacabana Club)

http://www.youtube.com/watch?v=M94aqtlvRWM&feature=related
Just do it
Just do it do it do it cause you want it
Just do it do it do it cause you like it
Do it do it do it cause you feel it
Not because you saw it
You can do a song
Cook your food
Clean your house
You can use a thong
Be so rude
Kiss my mouth
You can pierce your nose
Sew your clothes
Dance alone
You can make some friends
Form a band
Or sing along
Just do it cause you want it
Not because you saw it
Just do it cause you want it
Not because you saw it, not because you saw it,
yeah!
Just change it change it change it cause you want it
Just change it change it change it cause you like it
Change it change it change it cause you feel it
Not because you saw it
You can change your hair
Change your house
Change your life
You can change you sex
Change your friends
Change your wife
You can change your shoes
Change your pants
Change your style
You can change your face
Change your boobs
Change your smile
Just change it cause you want it
Not because you saw it, yeah!

Record

"Seleção amanhã mulheres cabelos longos". Fui. Para desfile de penteados no programa Melhor do Brasil da Record. Pela primeira vez pisei na emissora e fiquei pasma com a quantidade de aspirantes a artista na entrada. Eram Michael Jacksons, Beyoncés, jogador de futebol/modelo e futura capa da G, enfim... Quem sou eu para julgar quem tem talento ou quem tem beleza para se enfiar nesse mundo louco... mas que tem muita gente, isso tem! A televisão nos vende a imagem do sucesso, da perfeição, da felicidade eterna. Todos queremos viver em comerciais de margarina! E lá vão as mães empurrando suas filhas para rebolar no Raul Gil, lá vão figurantes metidos a galãs, lá vai Stella tentanto tirar 200 reais no dia, todos nós lá vamos... e o sonho - impossível muitas vezes e surreal, sempre - permeia as mentes perigosas de pessoas desesperadas por um lugar ao sol...
A resposta sai amanhã.
Mandei material para duas novas agências e obtive o retorno: "Faz ficha rosa?". Jamais. Jamais!
Olha onde eu tô me enfiando...
E ah, quase ia me esquecendo... hoje no parque avistei de longe uma pessoa em cadeiras de rodas vindo em alta velocidade, como se corresse loucamente com os próprios pés... era um homem... de braços fortes, dourado do sol. Era Fernando Fernandes, modelo, ex-BBB, paraplégico por conta de um acidente de carro, mais loiro do que de costume. Na época eu assistia ao programa só por causa dele. Uma das pessoas mais bonitas que já vi. Exemplo de superação. Quase fui tietar, juro. Quase...

terça-feira, 23 de março de 2010

Outono

Não escrevi sobre a mudança da estação. Enquanto Nova York troca a nevasca pelas multidões com sandálias nas calçadas, São Paulo fica fresquinho à noite e de manhazinha. Aposto que lá em Ribeirão ainda não fez diferença alguma... Me lembro do primeiro final de semana "quente" em Montreal. 18 graus. Aquilo era um milagre que salvava minha alma quase condenada pelo cinza e branco da cidade... as pessoas, mais felizes, mais abertas, com saias minúsculas e chinelos no pé, corriam para os parques, jogavam vôlei, tocavam instrumentos, tomavam sorvete... e olha que nem estava tão quente assim. 18 graus é o inverno em Ribeirão. Mas aquilo pra mim já era verão... que me lembrava que em breve eu retornaria para a minha casa no país tropical.
Depois de horas e horas ontem calculando qual o melhor horário para meu despertador tocar para que desse para eu dormir razoavelmente e me arrumar sem tanto desespero para às 6:30h estar pegando ônibus para o Shopping Morumbi, às 5:45h levantei. E o evento foi como eu esperava! Delícia! Não posso revelar o conteúdo sigiloso do encontro, mas nunca estive em um escritório tão legal. Acho que ficaria feliz trabalhando lá. Fazendo o que quer que fosse... uma vista de tirar o fôlego! Às 7:45h troquei meu tênis pelo salto e às 10:45h já estava liberada. Resisti firmemente ao café da manhã servido - fiquei apenas com o queijo, peito de peru e as frutas rigorosamente cortadas. E meu companheiro de recepção, vejam só, um simpático gaúcho com olhos cor do céu da banda do Raul Gil, que veio tentar viver de música na terra da garoa... Queria ter um trabalho desse todo dia. Juro que não iria reclamar!
Cheguei em casa, dever cumprido, tirei uma sonequinha e almocei um pouco mais tarde. Resolvi alguns trâmites no computador que me impediram de descer até o parque - eu tentei, mas começou a chover... - e fiz uma vistoria nos arredores à procura de apartamento para alugar. Mas, ou não achava nada ou os que achava fugiam levemente do meu orçamento... estava quase lá no Ibirapuera quando o desespero bateu e resolvi jogar na Mega-Sena para não precisar ficar mendigando apartamento barato em área nobre de São Paulo. Já tenho uma pessoa para dividir meus anseios nos próximos meses e só falta o nosso lar, doce lar. Não quero sair do paraíso! E aqui pretendo ficar. Talvez nem do prédio eu tenha que sair... Cenas de um próximo capítulo.

domingo, 21 de março de 2010

Olha só que que aconteceu...


Domingão!

Toda a ressaca da semana se acumulou nesse domingo. Paro para me localizar e tentar lembrar tudo o que aconteceu nos últimos 7 dias mas os dias se misturam... As poucas horas de sono, as várias seleções, os vários telefonemas, os compromissos assumidos, as baladas, um teste de publicidade, a ida ao SBT. E "vice-verso". Não teve ordem nesta semana - e eu adorei.
Não seguirei uma sequência cronológica das coisas, mas os resultados obtidos foram: das n seleções, por enquanto recebi a resposta imediata apenas de uma feira de peças automobilísticas para o final de abril. Serão 5 dias de evento, eu a única recepcionista em uma feira predominantemente masculina escolhida por olhos que pareciam me comer. Já fui alertada sobre a possibilidade absoluta de assédio - o que não é novidade no mundo dos eventos - mas o cachê, espero eu, valerá a pena.
Também, por intermédio de um companheiro daquele programa do Justos que não cheguei a gravar há alguns meses, fechei uma recepção de café da manhã do Boticário deliciosa amanhã, 3 horas e meia de trabalho, cachê bacana.
Falando mais uma vez no dito cujo - esse tal de cachê -, recebi a notícia magnífica de que a feira da primeira semana de abril pagará meu aluguel e condomínio inteiros em apenas 7 horas de trabalho durante 3 dias.
Cachê... cachê... cachê... Em eventos é tudo o que importa! Mas falando de trabalhos que vão além do dinheiro, quinta-feira, à meia noite e meia, fui fazer meu papel de prostituta na Praça Roosevelt para o curta O Último Dia. O convite foi repentino e a resposta imediata. Passamos a tarde toda suando à procura de um figurino escolhido a dedo por R$29,90 e de madrugada, todos os gatos são leopardos!, como se confundiu uma amiga. Alguns carros passavam curiosos assistindo aquela produção que envolvia 4 atrizes, um ator e grande staff. Não tive fala, é verdade - quer dizer, eu pronunciava um "opaaaa" bem sexy e interesseiro para o estiloso carro que passava pelo nosso "ponto" - mas foi gostoso demais, apesar da pouca roupa, do frio e do cansaço pela noite não dormida por causa da Mokai de quarta-feira... E confesso que pequei na Galeria dos Pães após ingerir um magnífico pão de queijo com catupiry depois de alguns copos de vodka com energético e Moet Chandon.
Quarta tive meu primeiro teste de verdade do ano - woohoo! - para propaganda do Energil Z (sim, Z, porque agora é com zinco). A dúvida pairava sobre o que seria esse produto... vitamina C? Pilha? Mas logo em seguida anexaram o roteiro do comercial. O teste? Sentir a onda contagiante de energia de Energil Z. Fui pessimamente mal. Que mané sentir onda... Exagerei no primeiro movimento... endureci no segundo... e nem lembro o terceiro. "Ok, Stella, já temos aqui o que precisamos!". Talvez quiseram dizer: "Valeu, Stella! Tu é ruim pra c***!". Não tive retorno da agência. Nem editada eu fui. Mas voltei à ativa. Enquanto esperávamos, fiz amizade com uma novata no mundo das artes, bióloga, recém-eliminada do reality show The Amazing Race, exibido pela Discovery. Histórias interessantes...
Sexta fui até o SBT para um "teste" do quadro Lendas Urbanas. Na realidade não foi teste e sim um contato com o diretor e o roteirista com a possibilidade de gravar toda semana. Saí feliz de lá após o diretor me chamar de canto e perguntar se eu não estava com nenhum trabalho na tv por agora. Respondi que ainda não. "Isso é ótimo", ele disse. Eu ainda acho que essa emissora vai me render bons frutos... mas é só uma intuição. Juro que me sinto em casa quando lá piso, talvez pelos trabalhos lá realizados... talvez pela intuição.
Sexta fui com algumas amigas assistir A Loba de Ray Ban. Péssimo. Não vá! Fui no intuito de me encantar pessoalmente com Cristiane Torloni - a amava desde a Diná em A Viagem - mas saí de lá um tanto quanto decepcionada. Seguimos para comer uma saladinha no America depois.
E ontem Museum! Eu não ia... quase resisti à tentação, principalmente enquanto a chuva fininha caia lá fora... mas era sábado, somos jovens, hoje seria um ocioso domingo, com divertidíssimas companhias... tive que ir! E olha... sei que já falei isso mas, música + amigas + bebida de "grátis" + gente bonita é uma equação com resultado mais que positivo! Por fim, como se não bastasse uma balada, seguimos para Love Story para dar algumas risadas e saber quanto custava um programa completo. 150 reais ou 200 com tudo, se é que você me entende... Trash.
Falei que não seguiria a cronologia mas os pensamentos se organizaram enquanto escrevia. Por isso este meu diário é também tão valioso... E assim, com compromissos nos primeiros horários da manhã, baladas, gravações, meu sono foi se acumulando a ponto de quase emendar um dia no outro. Foram bons dias.
Terminei de assistir agora o filme indicado por Fernando Leal, Nem Tudo é o Que Parece, e parece que não gostei. Há 72h ele estava em cima da mesa para ser assistido e hoje devolvido. Vi porque tinha que ver. Disposição zero.
Preciso comprar um tênis... droga! Isso não estava nos meus planos, apesar de ser uma necessidade. Meu tênis cantava conforme eu andava e agora descolei de vez as molas amortecedoras deste Adidas que completou um ano.
E é isso. A consciência pesou com o abandono do blog, mas foi tudo por uma boa causa. Não falei nada mas as minhas aulas de cinema estão me deprimindo... ainda bem que a mim e a todos. As noites de quarta-feira são feitas para nos lembrar o quanto somos limitados quando o assunto é atuação...
Bom Fantástico para você! E hoje, tem eliminação ou paredão no Big Brother? E a Luciana e o Miguel, já mostraram ao Brasil que o sexo é sim possível para cadeirantes? Queria tanto comer um bolo de chocolate com recheio e cobertura...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Como é difícil...

Às 7h já estava de pé para o espanto de minha roommate.
Às 9h já estava na primeira seleção do dia para uma feira do setor alimentício. Às 10 e meia, nada ainda. Após uma rápida e atrasada entrevista, após mandar mal no inglês que poderia ter tirado de letra e após não dizer nada em espanhol, segui para uma nova agência de eventos atrás do metrô Vila Madalena. Prenchi mais um cadastro - para a minha lista que completa uns... 3000 cadastros já preenchidos -, ouvi novas promessas de convites, peguei o metrô e voltei para meu almoço.
Às 14h já estava na rua novamente, de volta à primeira estação de metrô do dia, para uma segunda e terceira seleções. Por coincidência, a primeira se tratava do mesmo cliente. Rolou um certo constrangimento do tipo: "Acho que já vi vocês hoje..." e "Tem algo para falar que ainda não tenha sido dito?" e eu, besta, nem aproveitei para mostrar meu espanhol enferrujado. Na terceira seleção, eu não passei. Isso é corriqueiro, a exceção é dar certo! Mas foi doído! Aquilo parecia fila de casting para estampar a marca de pipoca que me rejeitou... meninas altíssimas... maquiádérrimas... preocupadíssimas em saber apenas "se virar" no inglês... Ouvi uma dando dicas para uma novata e senti um certo ar de arrogância nos "segredos" para passar em uma boa seleção. Esta professora também não foi escolhida. Com o rabinho entre as pernas e tentando mostrar um certo ar de superioridade, saí da agência, me perguntando onde errei. Errei na escolha da roupa? Hoje quis ser mais descolada com uma regatinha branca e jeans... Mas o buraco é mais embaixo. Nesta terceira seleção só precisei abrir minha boca para falar meu nome e sobrenome, minha altura e o fato de ser trilíngue. Sorri. Mas a marca de pipoca não me achou interessante. E tudo bem, foi um deslize na auto-estima, um problema de orgulho ferido, porque no mundo da imagem, não adianta você ter feito intercâmbio... não adianta ter um curso superior numa faculdade pública... não adianta que jogue vôlei a vida toda... que tenha um "apelido" de disciplina para amigos de palco... pouco importa que uma autobiografia foi escrita aos 15 anos... que se tenha a turma de amigas mais linda do mundo... e que se obtenha nota máxima no TCC sobre A Americanização do Brasil Durante a Segunda Guerra Mundial através de Hollywood. E ainda tem gente que fala "Mas emagrecer pra quê?! Você tá ótima!"...
Assim, voltei ao entardecer para casa e nem ao parque o sol que se retirava me permitiu ir.
Durante meu almoço recebi a notícia de que aquele evento do final de maio não vai rolar... e recebi a notícia de um evento em S. Bernardo do Campo dia 22 que vai rolar.
E agora, neste fim de noite, me chicoteio pelas minhas atitudes, pela minha solidão, pelas minhas manias e pensamentos que não combinam com muita gente e bate o desespero de ter de achar um novo lar - se é que tive algum desde que cheguei a São Paulo... Ser diferente nem sempre é legal... Acho que muitas vezes me acho grande coisa, enquanto na realidade todo mundo é merda nenhuma. Não tenho quem me passe a mão na minha cabeça, ninguém para resolver meus problemas, e não tem neste momento palavra amiga que me conforte senão o tempo.
Quinta-feira brincarei de prostituta em um curta do mesmo pessoal de Meio-Fio. Mas como sou menina para casar e meu armário teatral é extremamente parco, precisaremos ir a um brechó compor meu visual sexy-urbano-noturno.
Amanhã sigo para Freguesia do Ó às 7:30h para mais uma nova seleção. Seleções naturais banhadas de artificialidade... é isso mesmo que eu quero?!
Como é difícil brincar de ser gente grande...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Atingida pelos raios ultravioletas

Ontem e hoje foram dias muito quentes!
Como camelei pelas ruas indo em seleções de eventos, buscar cachê, prova de roupa, supermercado, banco, parque... estou mantendo a cor do verão e agora estou com aquele cansaço depois de praia, sabe? Mesmo tendo passado protetor solar 30 nos ombros e 40 no rosto, sinto minha pele queimando... Estamos atingindo o pico de incidência de raios ultravioletas, vocês viram? Mas e o que fazer, ficar em casa? O mundo corre, com ou sem sol...
Ganhei algumas bolhas a mais nos pés, mas tá tudo certo.
Antes que eu leve bronca, fechei evento para os dias - longe! - 25, 26 e 27 de maio. Muitos me ligaram oferecendo uma feira que ocorre nos mesmos dias que trabalharei no começo de abril e o celular não pára de tocar! Isso é animador, né?
Ontem passei por maus bocados ao receber a notícia de que minha irmã não viria mais para São Paulo. Isso porque já havia avisado as meninas sobre minha saída em dois meses, dois meses e meio, e em 5 dias, elas já arrumaram um bom substituto. Por um momento me vi sem chão, sem teto, sem esperança, parei com a fono e já comecei desesperadamente procurar kitnets e apartamentos de um dormitório na internet e lembrei-me que não ainda não tenho dinheiro para morar sozinha. Mas aí, decidida, hoje ela voltou atrás e os planos continuam. Sabe de algum apartamento bacana e barato de dois quartos?
Minha amigona passou em um dos trainees! Mais do que merecido! E pensar que eu poderia ter ido adiante nos meus processos amputados e já estar ganhando meus 4 mil reais por mês...
Me fizeram a proposta de estrelar minha mama na campanha contra o câncer de mama em Santa Catarina. E aí pensei - novamente - na necessidade de passar pela faca e colocar dois sacos gelatinosos no meu organismo... se é que você me entende.
Desde a propaganda do Shopping Interlagos recuperei aquele friozinho na barriga que sentimos quando sabemos que algo vai dar certo, sabe?! Eu acho que as coisas vão dar certo.
O Último Tango em Paris se encontra ao lado do dvd, mas a Mokai de ontem e o telefone de hoje às 9h não me permitirão agora degustar mais uma obra-prima do mestre Marlu Brandu...
Amanhã vou à Campinas para começar a comemorar a última formatura do ano.
Bom final de semana! E cuidado com os raios UVA e UVB!

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald - pg.197-221)

"[...] ele deve ter sentido que perdera aquele seu cálido e antigo mundo, pago um preço demasiado alto por haver vivido com um único sonho. [...] Um mundo novo, material, mas, não obstante, irreal, onde pobres fantasmas, a respirar sonhos, como se estes fossem o próprio ar, pairavam, fortuitamente, em torno... [...] Gatsby acreditou na luz verde, no orgástico futuro que, ano após ano, se afastava de nós. Esse futuro nos iludira, mas não importava: amanhã correremos mais depressa, estenderemos mais os braços... E uma bela manhã... E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."

E aí?!

Após travar uma batalha quase mortal contra minha janela que teimava em não fechar, escrevo-lhes.
Ontem estava em meu aconchego em Ribeirão, incendiada pelo fato de não terem me ligado para confirmar fotos para o Shopping Interlagos...
À tarde fui visitar minha tia-avó e meus nervos estavam à flor da pele, nenhuma novidade para contar quando me perguntou como é que as coisas estavam por aqui, a paciência curtíssima... até que às 17h meu celular tocou e o trabalho se confirmou! Tchanã! Assim, peguei o ônibus das 18h para sofridamente levantar hoje às 6h, após apenas 3 horas de sono... Desci no metrô Jabaquara pela primeira vez e peguei a lotação até o local indicado. Olha... vou te falar que foi a região mais feia que já vi nessa cidade. Ganhou dos cortiços que rondeiam a rodoviária. 2 favelas e 45 minutos depois, o trabalho foi o que eu esperava. Éramos 20 consumidores felizes do shopping, ora tive marido e filho, ora tive namorado, ora fui uma executiva independente cheia de sacolas. Fotos aqui, fotos ali, anda para lá, anda para cá, e fui escolhida a figurante protagonista na maior parte das "cenas". Gostaria muito de poder compartilhar os valores dos meus cachês, mas creio que a etiqueta de boas maneiras desse mundo do politicamente correto me impeça de tal fato. Conclusão: revi amiguinhos, dei muitas risadas - algumas fake para sair bem na fita -, ganhei meu aluguel em um dia e uma bolha em cada dedo do pé. Saldo mais que positivo!
Para voltar... lá se foi mais de uma hora e meia de bolhas roçando no sapato que já mal cabia no pé...
E aí veio a dor de cabeça! Não a janela. A janela foi mera coadjvante nessa história toda... Uma ligação em pleno horário do BBB. Indicação de um amigo para trabalhar 4 dias em uma feira em Mogi-Mirim (ou seria Mogi das Cruzes?). Começando... amanhã! Já! Valendo! O cachê? O dobro do de hoje. Digno de pulos de alegria. Mas... tenho uma seleção amanhã cedo... tenho minha aula... e tenho a formatura de uma amiga em Campinas no sábado, já tudo pago. E assim recusei o terceiro trabalho para o fatídico dia 13 de março. Prefiro não falar mais sobre isso...
Hoje me ligou uma menina, pois que lhe falaram que eu trabalhava como mestre de cerimônias e daria boas dicas para a interessada. Sou mestre de cerimônias? Fui três vezes, mas pelo que consta no meu currículo... minhas dicas não são tão valiosas assim. Pus-me a falar sobre recepção em eventos... Interessada?
Uma novidade! Minha irmã mais velha decidiu tentar a vida na cidade grande! E agora, recomeça a peregrinação em busca de um apartamento de dois quartos nesta região, pelo mesmo valor, com vaga na garagem. Cenas para o próximo capítulo.
E assim acabou minha proveitosa terça-feira. Minha cabeça dói... não sei se pelo cansaço, se pela dieta, se pelos dois aluguéis perdidos, se pela janela, se pelo fato de felicidade não pagar minhas contas.
O celular voltou a tocar. Resultado de milhares de e-mails para milhares de agências quase implorando trabalho. Mas ó, eu ainda acho que será este um ano dourado, não precisa se preocupar!
PS: Neste mundo do conhecimento numerado, já contabilizo neste novo velho ano 3 livros lidos - o último foi O Grande Gatsby -, a saga assistida do Poderoso Chefão, Butch Cassidy and The Sundance Kid, Scarface, Psicose (1961) e Um Bonde Chamado Desejo. A lista dos clássicos continua... o próximo: O Último Tango em Paris.
Joga glitter e brilha, bi!

quinta-feira, 4 de março de 2010

BBB

Hoje eu tive um sonho delicioso... E ai, como foi triste acordar e ver que aquela alegria que ainda estava dentro de mim não duraria mais de alguns segundos após meus olhos se abrirem: eu estava no Big Brother!
Não sei quem me colocou lá dentro - nessa hora da noite já não me lembro mais dos detalhes - mas o sentimento que reinava dentro de mim era "agora estou feita!". No sonho eu já pensava nas oportunidades consequentes do programa e agradecia a cada instante por estar naquele lugar.
Pois bem. Não estou no BBB. Não estou feita. E estou de malas prontas para passar o final de semana em Ribeirão.
Bom friozinho na capital!

terça-feira, 2 de março de 2010

Trabalhei... e trabalhei!

Enquanto o mundo se acaba em terremotos, tsunamis e ciclones, eu estava me acabando de ócio. Até que ontem fui Mulher-Maravilha. "Mas isso é fantasia", diziam algumas crianças. "Fantasia? Não, não. É minha roupa, ou você acha que super-herói pode salvar o mundo pelado?" - eu retrucava. "Então por que você não voa?" - espertinhos... "Porque se eu voar, vou bater na estrutura do buffet, nos cabos e nas luzes, o teto vai desabar e todo mundo vai morrer. É isso que você quer? Mas se você quiser, eu voo, aí a festa vai acabar...". Fim de papo. Nem sempre precisamos ser tão sutis com as crianças...
Minha noite de domingo foi embebida no melaço de Idas e Vindas do Amor - elenco grandioso, histórias batidas, diálogos mornos e não me fez sair apaixonada do cinema, como Simplemente Amor, por exemplo, fez.
E hoje... segundona... o despertador tocou às 7h, mas para minha querida amiga que aqui repousou e tinha uma finalíssima entrevista de trainee. Depois de conseguir um táxi na chuvosa manhã que São Paulo parou, voltei para a cama... sem perspectivas... pedindo uma luz a alguém lá de cima... pensando nas contas... no presente... no futuro. Levantei a poeira, troquei minha roupa de cama para uma nova semana - como se novos lençois trouxessem boas novas - e comecei a caçar agências e contatos de evento no Orkut dos amiguinhos sofredores. E lá se foram alguns e-mails... e poucas respostas.
Fiz meu almoço, sem o mínimo ânimo de inovar - encontrei um bicho verde gigante no brócolis que me arrepiou até os pêlos que estão para nascer, lutei com ele, comigo mesma e lá se foi descarga adentro -, e meu celular tocou! Tchanã! Frio na barriga, quem será? Recepção na festa de abertura da novela Uma Rosa com Amor, do SBT. Quatro horinhas de trabalho, perto de casa, cachê gostoso e repeteco do trabalho da novela passada. Algumas celebridades, muitas pseudo-celebridades, uma "promessa" de um auditor apaixonado para me colocar lá dentro, o encontro com minha fono que quase não me reconheceu, o não-encontro com um diretor que já me esqueceu, colegas de curso e trabalho, bebidas depois e pitis consequentes, meia-noite já estava em casa.
Menino, mas tá um frio! Um frio digno de inverno! Medo do que virá... Fiz minhas unhas, cortei meu cabelo e uma luz se acendeu em meio às trevas.
"Eu quero te ver lá dentro", disse Edi Montechi. Será hora de pensar num plano B?!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Retiro espiritual

Resolvi - por forças ocultas da natureza - fazer um retiro essa semana. Aluguei a trilogia O Poderoso Chefão, passando assim minhas ociosas tardes de pijama no sofá analisando o trio Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro. Esses caras devem ter um orgulho tão delicioso ao reverem essa obra prima... Mas aí, quando as meninas chegam em casa do trabalho, estou eu lá, estirada e jogada às traças, assistindo o jornal, seguido da novela e depois BBB. Cheguei ao ponto deprimente de votar diversas vezes pelo site globo.com para a Angélica - vulgo Morango - sair e deixar o Douradão na casa. Quando a gente assiste à vida dos outros é porque a nossa não está tão legal assim... O telefone tocou tão pouco essa semana, que cada vez que toca dá um certo frio na barriga. Hoje tocou para recepção de Mulher-Maravilha em festa infantil para domingo, e como meu final de semana está movimentadíssimo, aceitei.
Andei no parque todos esses dias, já enjoei das músicas novas que fazem parte da minha jornada e me surpreendi - assim como toda a cidade - com a queda brusca de 12 graus nos termômetros. Hoje me lembrei de como é o inverno em São Paulo. Do quão gostoso ele pode ser quando se está bem acompanhado ou do quão deprimente quando se está à toa.
Ontem liguei para uns 20 contatos de eventos, quase clamando por trabalho. Consegui falar em 6 agências. E só duas deram retorno. Sei que não pegarei trabalhos midiáticos interessantes no mínimo pelo próximo mês, já que preciso de um resultado positivo da minha dieta - sim, não escorreguei ainda! - para tirar minhas fotos e bater na porta das agências que realmente interessam. Na minha cabeça, preencheria este vácuo com eventos, que me renderiam uma ajuda no orçamento, mas como eu disse, na minha cabeça.
Esta semana confesso não estar muito sociavel. Não quero gastar, não posso comer as coisas boas da vida e acho que não tenho muito o que conversar. Se for conversar com alguém, acho que vou chatear essa pessoa. Assim, continuo no meu retiro. Acabei de locar o alemão Baader Meinhof, por ordem de Fernando Leal, entrando assim em um pacífico final de semana na capital.
Que fome! Lá vou eu com meu arrozinho, legumes, frango e salada.
Aproveite o seu final de semana! Quebre tudo por mim! Jajá eu voltarei à velha forma...