segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Recomeçando...

Devido à distância, São Paulo fez 457 e eu nem comemorei... Mas prometo celebrar cada dia a partir de hoje, pois finalmente cheguei à capital!
O ano é novo e munida de novas armas, continuo perseguindo o sonho velho. Ao pisar em solos paulistanos um mundo novo de possibilidades se abriu para mim. A começar pelo pensamento positivo, esse mundo pode ser meu muito em breve...
O Walmart estreou! Não consegui assistir à propaganda inteira ainda, mas já gostei do que vi. Empresa nobre, horários nobres, canais nobres, nobres 30 segundos. Não tenho do que reclamar! Já estamos dando o que falar com os concorrentes...
Ontem finalizamos mais um ciclo: o das formaturas. Tudo bem que faltam mais quatro anos para a verdadeira última amiga da turma pegar seu diploma, mas isso devido a acidentes de percurso. Os 25 anos já estão nos estapeando e os planos carreira e casamento estão cada vez mais consistentes. Não vi ninguém ainda com planos alternativos. E para esses tipos de planos, não existem atalhos.
31 de janeiro. 31 dias de família, certo ócio e muita paciência. Foi-se o primeiro mês de um ano que promete!
Agora é que meu ano definitivamente começou. Não tem mais como nem para onde fugir!
Tenha uma ótima semana!
E parabéns atrasado, São Paulo! Quantas saudades de você...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Beleza X Inteligência

O assunto me perseguiu por três dias consecutivos e não tive como escapar! A folga do blog já estava automaticamente decretada pela falta de inspiração e grandes novidades, mas o GNT me fez sentar na frente do meu amado laptop...
Assitindo agora ao Saia Justa - considerado um falatório de blas blas blas sem muito conteúdo pelos mais desavisados - me deparei mais uma vez com a discussão: o que é mais fácil? um(a) parceiro (a) bonito(a) ou um parceiro(a) inteligente?
Ontem, sentadas numa mesa de um restaurante japonês, três amigas na faixa de seus 25 anos discutiam o título de um livro previamente indicado por uma delas: Porque os Homens Amam as Mulheres Poderosas. Ela também não havia lido, deu apenas uma olhadela na leitura da irmã mais nova e não conseguiu explicar o título refutado efusivamente (o pleonasmo aqui é proposital!) pelas outras duas companheiras. Os homens não gostam das mulheres poderosas. Os homens temem as mulheres poderosas! Claro que quando digo "os homens" acabo por me utilizar de uma generalização, afinal de contas, exceções existem - acredite!
Três dias atrás, escutei de um amigo - na verdade li, porque se tratava de um bate-papo por Facebook - que eu assusto os homens. E isso não me era novidade. Escuto isso da boca de amigos - amigos do sexo masculino, veja bem! - desde adolescente. Que fique bem claro aqui que não me entitulo poderosa, sabe-se lá qual a definição de "poder", mas talvez a queridinha dos professores, titular do time de vôlei do colégio e ganhadora duas vezes do concurso de análise crítica assustasse sim aqueles meninos bobos de treze ou catorze anos ainda na fase do estirão. Mas, procurando um diferente parecer, pedi um esclarecimento a ele. A resposta: "escrevendo difícil desse jeito...". É aí quando a qualidade vira defeito.
E agora assisti a Monica Waldvogel, Christine Fernandes, Teté Ribeiro e Leo Jaime discutindo sobre o tema da beleza e inteligência. A conclusão: a inteligência é afrodisíaca a mulher, que vê a beleza do parceiro mais como um perigo de infidelidade do que garantia de estabilidade, enquanto o homem se assusta com o poder feminino ao visualizar-se destronado num futuro breve, preferindo as bonitas e não tão poderosas assim... Um psicólogo afirmou que só o fato de o homem estar apaixonado já é um problema, e se a mulher for linda e poderosa ainda, "aí mata o cara".
"O homem abomina tagarelas. Garota caladinha ele adora", já cantou a bruxa Úrsula para a indefesa Ariel em A Pequena Sereia. Ter opinião - bem fundamentada, por favor! - hoje, num mundo dominado pela massificação e pela inércia onde quem reina é o senso comum, pode ser um veneno! Mas... um veneno para quem?
Me desculpe mas eu continuo escrevendo e falando difícil mesmo, porque acredito que meu veneno selecionará naturalmente os merecedores para um bom papo, uma boa amizade e sejá lá o que mais vier. Se você se assustou em algum momento, eu sinto muito e chamo o próximo.
Claro que cada um faz o que bem entende, a liberdade de ação é inerente ao ser humano, mas não vou fingir ser a princesa meiga e devota, ou uma garota tranquila e paciente, ou aquela que acha que tudo está bom e abaixa a cabeça para agradar um ou outro.
"Dizer pra mim que eu gosto mais de mim. Que eu sou assim. E não tem jeito!", também cantarolou Martinália. Não tenho culpa se sei soletrar e-x-c-e-ç-ã-o, se conheço o sinônimo de pleonasmo, se gosto de Edizione ou li Madame Bovary...
Colocando a discussão em pratos limpos, ninguém aqui vai ter que me engolir, porque os naturalmente selecionados degustarão minhas características - sendo elas qualidades ou defeitos, são simplesmente características e me acalmo por sabe que todos nós as temos...
E assim se explica o sucesso das piriguetes! É melhor rebolar e dar risada. É mais simples. É mais prático. Eles preferem... Talvez eu devesse ler o livro e descobrir quais homens gostam das mulheres poderosas, porque olha, tá difícil de encontrar...
Ainda acreditando nos preceitos de Darwin, fica aqui o desabafo.
Boa noite!

domingo, 23 de janeiro de 2011

O vinho

Houve uma época em que, unespiana que ainda era, 4 reais eram suficientes nas "dinâmicas de sociabilização noturna" do Diretório Acadêmico para beber quatro copos de vinho e dançar Pescador de Ilusões - ou, me recordo bem de uma noite regada a Justin Timberlake, Britney Spears e Pussycat Dolls, a contragosto de todos os ditos revolucionários do ensino superior público que dançaram - até o amanhecer. O vinho, armazenado em garrafas de 5L, era cuidadosamente servido em copos plásticos com pedras de gelo e se espalhava pelas mãos do barman - geralmente próprios estudantes - e pelo chão do bar... Se tratava da safra especial daquela vinícola famosíssima no Brasil chamada Sang di Boá. Eu não reclamava. Preferia o vinho à Antarctica quente das cervejadas. Anos da primeira década do segundo milênio...
Com o passar dos anos, meu gosto por vinho veio se aprimorando, pois como já disse o sábio, depois que você experimenta o filé mignon, o coxão duro fica difícil de descer... Assim, hoje posso dizer aos mais leigos que a uva primitiva me fascina, especialmente se na garrafa do Primitivo ou Edizione (dentre suas demais uvas, claro). Ao querer bancar a sabichona, posso me gabar de adorar o australiano Elderton, degustado apenas duas vezes, mas o suficiente para se enquadrar no TOP 5. Encho a boca para dizer que adoro a portuguesa Alicante Bouschet, nome que demorei um jantar inteiro para decorar relacionando-a a alicate e bucha de banho, seja lá qual for a relação... Já Brunello di Montalcino faz parte da minha história, pois ao começarmos a ensaiar a saga da italianada em Porca Miséria, pedi ao meu "mentor" uma garrafa - vazia - de um vinho italiano caro para se contrapor à miséria da família endividada, se é que alguém da plateia entendeu a piada - ou pelo menos conseguiu ler o rótulo... A garrafa era preenchida com Tang sabor uva ou Fanta Uva, e durante uma discussão em família, eu, Miquelina Buongermino, virava umas boas 5 taças do "Brunello di Montalcino"... E, religiosamente, sempre alguém vinha me perguntar ao findar do espetáculo se aquilo era vinho de verdade. Não custava dizer que era. Coisas do teatro...
Hoje aprendi mais duas uvas tipicamente portuguesas: touriga nacional e... e... alguma coisa "eira". Esqueci. Mas já é o suficiente para me gabar numa mesa com algum (a) acompanhante que igualmente tente bancar o (a) entendido (a). Ao retornar do Chile, trouxe por indicação quatro garrafas de Casillero del Diablo, achando que estava abafando! Ao perguntar para meu "mentor" sobre sua qualidade, ele disse: "É muito bom. Para temperar carne.". Fiz-me escarlate, dei risada e te digo ainda que tomei o vinho alguns dias depois e ainda fui muito elogiada pela escolha. Mas essa história de cheirar rolha... olha... confesso que não seria capaz de bater de frente com o sommelier dizendo que o vinho estivesse passado. Eu ainda me atenho aos preços da carta de vinhos na hora de pedir um...
Já estou beirando meus 25 anos então posso declarar - especialmente porque este é o MEU blog - que um paquera, certa vez, tentou me agradar ao servir comida japonesa e um cabernet sauvignon depois de eu dizer que adorava ambos... Adoro, sim, mas não juntos! Na hora a crítica coçou bem na ponta da minha língua, pois quem conhece um mínimo sobre vinhos, sabe que não se serve tinto com peixes, muito menos, com peixe cru! Meu "mentor" se contorceu à la Exorcista com tal relato... Mas, críticas enololíticas à parte, o paquera mereceu todo o crédito, pois o jantar acabou sendo uma delícia, o filme que se seguiu idem e o café da manhã a mesma coisa...
Saber sobre vinhos é uma coisa. Conhecer alguns é outra. Portanto, já peço licença poética aos enólogos caso tenha cometido algum erro no meu relato de aprendiz - que provavelmente tenha sido cometido -, mas que alguém que entenda de vinhos e possa me oferecer algum que não Le Chapé, me brilha os olhos...
Cada um bebe de acordo com suas possibilidades e paladar, claro. Mas por favor não me venha dizendo que Salton é champagne nem se vangloriando por beber um Periquita. O Sang di Boá já foi minha bebida dos deuses... Mas com dois anos com diploma no armário, infelizmente meu lado dionisíaco (ou à la Baco, não sei qual mitologia te satisfaz...) tem evoluído a ponto de poder dizer que nem sempre o preço tem a ver com a delícia dentro da taça. Nem sempre... mas quase sempre tem. É o que diz minha vasta experiência com vinhos. E como enóloga, eu sou uma ótima atriz!
PS: Trincadeira! Era esta a "eira" que eu tentava me lembrar...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nicest Thing (Kate Nash)


All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something
I wish I was your favourite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favourite kind of smile
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand
When I was upset
I wish you'd never forget
The look on my face when we first met
I wish you had a favourite beauty spot
That you loved secretly
'Cause it was on a hidden bit
That nobody else could see
Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars,
Actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep
Look, all I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish that we could see if we could be something
Yeah I wish that we could see if we could be something...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

The Facebook

Muito tempo atrás, escrevia-se cartas de amor, crianças brincavam nas ruas, meninas fantasiavam realidades com as Barbies, garotos jogavam bola, corriam com "Mamãe-da-Rua", trocavam olhares com a Mariana, com a Paula, com a Julia... cartões de Natal eram enviados por Correio, batia-se na porta de amigos, tocava-se o telefone, escrevia-se diários... Era tudo muito real e palpável.
Hoje a sociedade se traduz em redes virtuais. E leva-se Globos de Ouro por isso. Minha geração cresceu na era da internet e uma baita confusão às vezes domina meu ainda romântico pensamento... Hoje não se toca mais, se "cutuca". Não se revela fotos, as adiciona ao "álbum". Não se elogia mais, se "curte". Não se conversa mais, se deixa um "post" no "mural"...
Hoje eu acordo e a primeira coisa que faço é verificar o Facebook, o que acontece repetidas vezes ao longo de minhas-suas-nossas já curtas 24h, e por isso ele vale 50 bilhões de dólares. Mark Zuckerberg é o bilionário mais jovem da história e agradeço a ele a criação da rede social que solidificou de vez a nossa inabilidade de interagir com as outras pessoas. Criou-se uma droga anti-social que desbancou o Orkut, o MySpace, MSN, até o SMS, as lembranças do ICQ... as cartinhas então, nem se fala...
No mundo do limite de caracteres, hoje é tudo virtual e impalpável. E não estou reclamando. Só tenho medo de que avatares nos substituam num futuro próximo enquanto nossos corpos verdadeiros fiquem em casa no mais absoluto sedentarismo conectados a uma nova rede social, quando a decisão entre ser, querer e fazer se traduza num simples toque na tela e as lembranças se tornem arquivos em pastas esquecidas que podem rapidamente ir para a lixeira...

Sort Of Revolution (Fink)


We've come so far, it feels so real
All this time, that we've waited for it
And who we are, and where we're going to
All this time, preparing for it
umh, come so far
umh, come so far
So let me know when we get there, if we get there
Let me know when we get there, if we get there
In the dark it, feels so, real
And all this time, we've been sleeping on it
And who we are, and what we're going, through
All this time, spent saving for it
umh, come so far
umh, come so far yeah
So just let me know when we get there, if we get there
Let me know when we get there, if we get there
Come so far, there's no going back
All this time, we've been running from it
And where we are , and where we're going to
We'll organise a sort of revolution...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Posso me achar um pouquinho?

Hoje descobriu-se que traumas na infância podem criar monstros na idade adulta. Clara revelou-se a nova assassina de Silvio de Abreu e isso para mim é a mesma coisa que nada, já que, durante meses, eu não assisti a um capítulo inteiro sequer de Passione. Mas, acompanhando a família e esparramada no sofá como não de costume em plena sexta-feira, me assisti pela primeira vez na Globo em horário nobre - o mais nobre de todos: no capítulo final da novela das 9. A audiência andou pelos 52 pontos no IBOPE com picos de 58, significando que, a cada dez televisores ligados Brasil afora, 7 estavam sintonizados em Passione. Subtraindo os alguns que mudam de canal para evitar os chatos e repetitivos comerciais, eu diria que uma boa parcela da população brasileira me assitiu hoje à noite escovando os dentes e declarando minha surpresa expressa pelo já batido "Nossa!". Mas hoje eu gostei de ver! Um segundo depois o telefone já tocou, uma mensagem pipocou no meu querido Blackberry e uma pontinha de orgulho aflorou em minha mãe, que assistia eletrizada às últimas peripécias da italianada macarrônica...
E não entendo porquê em todo final de novela tantos casais são formados... até as crianças arrumam parceiros! Como se uma menina de dez anos de idade precisasse de namoradinho para ser feliz! Não me lembro em qual, mas já teve até casamento de cachorro! Como se, para ser feliz, precisasse estar acompanhado. A solidão pode ser muito feliz sim! Para os bem-resolvidos. Para os menos carentes. Para os recém-solteiros. Para os eternos solteiros. Para os cheios de amigos... Quer dizer que... se no final dá tudo certo... no final a gente sempre fica com alguém? O que adianta ficar junto no final se sozinha no durante?
Enfim... Finais de novela são sempre muito equivocados, mas fiquei feliz por me ver, mesmo que fora do elenco global, e por ver uma amiga encabeçando o elenco de apoio nos créditos no final. Não sei se nosso passe duplicará, mas que dá um baita orgulho, dá!
Perdeu? Amanhã tem reprise. Final de novela da Globo dá esse gostinho... Mas nem tudo na vida tem replay e por isso eu optei por continuar meus registros no meu querido blog... Tem muita memória e muita sensação aqui que eu não quero perder!
Bom final de semana!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Primeiro perdão do ano

Desculpem-se pela minha displisciência! Tenho andado ausente pela falta de novidades profissionais. Na vida pessoal teria alguns bons episódios para contar, mas a polícia ronda o mundo virtual e é sempre bom evitar os olhos mais obesos, já que pretendo começar este ano do jeito mais light possível.
Este mês me retirei da capital por motivos que agora não vêm ao caso. Motivos por ora maiores, eu diria. Mas fiquem tranquilos, está tudo mais do que certo! Me preocupa o fato de estar fora do mercado em janeiro, mas considero-me ainda de férias porque, a partir do início de fevereiro, quero ligar minha turbina e decolar para além da estratosfera e é aí onde ninguém mais me segura!
Mas o ano novo começa com grandes e velhas tragédias para alguns de nossos compatriotas. A chuva e a terra despencam em forma de cascata e levam vidas, e levam sonhos, e levam a paz deixando em seu lugar, o desespero. Se culpa do homem, da natureza, dos deuses ou de Satanás, o mínimo que posso fazer, além de acompanhar o espetaculoso contar dos números, é rezar pelos mortos e pelos vivos que restaram. Ó vida, ó céus!
Mas é e sempre foi assim... os tombos servem para ralarmos o joelho, cicatrizarmos a ferida e andar pomposos novamente. Sempre será assim. Se não fosse, nosso planeta não chamaria Terra e sim Paraíso.
Fora isso, ando cogitando a possibilidade de desligar o blog. Acho que as coisas se complicarão daqui para frente e nem nome aos bois poderei dar mais. Quando a brincadeira fica séria, as palavras se tornam provas apesar de também entretenimento. Não fiz uma faculdade que me ensinasse a acobertar as verdades, e livro aberto que sou, será uma tarefa árdua mascarar personagens e esconder conquistas. Não sei mais até que ponto o blog vale a pena... Talvez volte ao meu diário, escrito à mão - para treinar a caligrafia que já caiu em desuso - e guardado embaixo do colchão... Peço opiniões. Alguém as tem? Este pequeno relato da vida real lhes faria falta?
No aguardo, um beijo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


2011

E foi como tinha que ser! Não vou gastar seus olhos para declarar meu amor por Punta del Este - apesar de aquele paraíso ser merecedor de longa-metragem...
Entrei 2011 como queria estar: em excelente companhia, com boa música, embebida dos mais positivos pensamentos, pulando as sete tímidas ondas e com tudo em abundância - com exceção dos quilos extras, que vieram em excesso mas não planejados e muito menos evitados...
A primeira vez que estive na cidade, mochilando há exatos 5 anos, eu não me imaginava retornando em tão pouco tempo e com tantas quantas diferenças! Quanta diferença! Que volta o mundo deu! Mesmo isso parecendo ser tão piegas... ele dá voltas!
Não sei o que será de 2011, não tem como saber. Mas mudando o pronome, sei como vai ser. E vai ser incrível!
Se o amarelo, vermelho, branco ou o azul prevalecerá, nem Mãe Diná prevê, mas que será um ano de foco, disso ninguém duvida! A brincadeira agora virou jogo da vida. E eu vou munida de todas as armas e vestida na mais poderosa armadura para ser a protagonista. Do meu filme.
5,4,3,2... Posso dar o play? 1!
Feliz Ano Novo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Últimas notícias...

Não! Teoricamente, eu ainda não estava de férias...
Depois de muita comilança, poucos presentes, tímidas lágrimas e muitos beijos e abraços, tivemos um problema de saúde na família. E eu que achei que minha cota de hospital já houvesse cessado em 2010... Mas correu tudo bem e agora é focar na recuperação. Superado este não último obstáculo, recebo às 22:30h a ligação da agência a respeito do trabalho no Nordeste. "Como está sua agenda para amanhã e segunda-feira?". Não está. Viajo segunda-feira para o Uruguai, ora pois! E o combinado era me avisarem na sexta-feira, para que assim me programasse para voltar para São Paulo hoje pela tarde para embarcar à noite rumo a Fortaleza. Enfim... depois de tentar quebrar a cabeça e transpor as barreiras geográficas e temporais, nada me resta senão me consolar que talvez esse não era para ser.
Vou dormir, confesso, com um certo rancor no peito... não sei de que nem de quem mas perder oportunidades nesta altura do campeonato é complicado... Mas minha viagem de reveillon já está muito bem paga e planejada há algum tempo... Não se pode ter tudo ao mesmo tempo, não é?!
E nesta discussão de escolhas, do "ou isso ou aquilo", das às vezes impossibilidades do "e isso e aquilo", me despeço de 2010, me despeço de vocês e brindo o futuro. Brilhante, é o que dizem...
Minha irmã, me consolando, disse: "Se o ano terminou bem assim, é porque 2011 vai começar ainda melhor", profissionalmente falando...
Eu acredito!
Um beijo! Dia 3 estou de volta e espero que cheia de novidades e energias positivas que transcenderão as alternativas não escolhidas!
E pense bem no que quer e no que vai fazer em 2011!
Agora sim eu posso gritar: "Férias!"...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tá chegando a hora...

24 de dezembro. Meu Deus!
Só hoje me localizei no calendário. Nunca vivi tão intensamente como em 2010. Nunca o tempo passou tão rápido e nunca meus dias foram preenchidos com tantas novidades e com tanto entusiasmo. Os primeiros meses foram árduos, mas depois de maio, a coisa foi que foi! Regime, mudança de apartamento, material novo, uma nova irmã, novos e incríveis amigos, a Colgate - minha santa Colgate... -, um acidente de carro, quantos testes e quantos trabalhos!..., baladas inimagináveis, uma perda doída, risadas infinitas, uma paixão desconcertada, um tombo no circo, um Blackberry roubado, o casamento, um novembro zicado, um ano dourado!
Decidi que no meu Reveillon passarei com as duas calcinhas, a amarela e a vermelha. Quero tudo em abundância. Não se pode ter tudo mas querer é poder e eu quero muito mais!
Hoje não desejo um lindo Natal e um 2011 repleto de conquistas, trabalho, dinheiro, saúde, amor... Desejo um lindo Natal e que sejamos feliz em 2011, seja lá como isso for... À felicidade cada um dá seu significado. E eu sei o que ela é para mim: é estar com quem se gosta, é fazer o que gosta, é dizer o que se pensa e ter a sensibilidade e a esperança de ainda olhar para o céu e fazer um pedido para a primeira estrela que eu vejo... Se geração X, Y ou Z, fujo de denominações e faço meus próprios moldes. 2010, e com isso eu vou abrir meu coração, foi de longe o ano mais rico de minha vida, riqueza esta que nada tem a ver com o saldo da conta corrente, mas sim com o salto da vida. E eu quero pular ainda mais alto...
Diferente do meu Natal passado, este ano montei minha própria árvore e pouco me interessa se vai ter bacalhau ou pernil na ceia. Eu quero e vou comemorar o que vale a pena, com presente ou sem presente. Aliás, não poderia ter recebido melhores presentes em contados 365 dias, todos envoltos nos mais largos e vermelhos laços. Obrigada, obrigada, obrigada.
E que brilhem os diamentes de 2011! Felicidades para mim, para você, para nós, agora e sempre! Nos vemos no ano que vem!

Os últimos trabalhos

O Walmart acabou sendo no domingo e não no sábado como planejado. Isso me causou um certo stress, perdi dois testes que teriam gravação justamente nessa data, perdi o sono de sexta para sábado devido à indefinição, tive que remanejar a agenda, mas acabou que foi um excelente dia de gravação!
Às 10 da manhã eu estava na produtora, às 11:30h já na maquilagem, às 13h almoçando, às 13:30h assinando contrato e passando o texto e às 14h na frente da minha querida câmera. Eu, ela, o saco de compras da feira do supermercado, meu texto consideravelmente grande e meus 30 próximos segundos de fama. Surpreendentemente às 17h já havíamos acabado e às 20h eu já estava comemorando o penúltimo trabalho e o último domingo do ano na capital... Ainda não sei quando vai ao ar. Em breve. Calma... jajá lá estará você, assistindo ao seu programa favorito e lá estarei eu, invadindo sua casa e seus ouvidos mais uma vez. Adorei.
Segunda-feira acordei e fui fazer meu cadastro na Rede Globo como combinado uma semana atrás. Não darei detalhes mas... foi tudo muito bem. Em breve estarei em frente à câmera deles gravando um monólogo que me mostrará à emissora. Preciso escolher bem o que vou encenar... Fui muito bem recebida. Entrei feliz e saí mais ainda!
Atrasadérrima, saí correndo de lá, enfrentei uma chuva do cão, comprei um outro guarda-chuva a seis reais na porta do metrô e fui fazer a prova de roupa para o catálogo do dia seguinte. Ufa! Cheguei a tempo, tudo certo.
Hora deliciosa de acordar terça-feira: 3:15h da manhã. Para isso acontecer, tomei um Dramin às 21h para onze e pouco já estar na cama... Às 4 e pouco lá estava a van para me buscar e seguimos rumo ao heliponto de um prédio na Alameda Santos. Maquilagem, cabelo, mega hair e foi um dia de caras e bocas, mesmo eu me sentindo um pouco deslocada com meninas de manequim 36 e 38. Um calor! Um sol! E um helicóptero fazendo tomadas de cima, e vídeo e fotos! Me reconheceram da Colgate e inclusive lá estava comigo uma das editadas da minha Total 12. Foi um outro ótimo dia de trabalho!
Enfrentei o trânsito e ainda tive que ir em Santo Amaro buscar meus óculos de grau que havia esquecido em Cotia na gravação de domingo...
Cheguei em casa o pó! Fiz as malas. Arrumei a casa. Lavei as últimas roupas. As últimas louças. Tirei os lixos. Ganhei meu primeiro presente de natal com a visita do mais novo e já antigo amigo e fui dormir, feliz, realizada, agradecida.
Quarta-feira o despertador tocou às sete e pouco, peguei carona com minha tia e voltei às origens para passar o Natal. Me declarando de férias, ainda recebo uma ligação no meio da estrada sobre a possiblidade de um trabalho a ser gravado dia 26 no Nordeste. A resposta sai amanhã. Seria muita loucura pegar um trabalho entruncado entre meu Natal e minha viagem para o Reveillon. Mas seria fantástico! Dedos cruzados!
Enfim... quanta coisa, hein?! Eu disse que 2010 seria meu ano dourado. E foi. Do começo ao fim. O brilho esteve presente nos momentos mais emocionantes e nos momentos mais complicados. A montanha-russa da vida me deu cada frio na barriga... eu adoro parque de diversões. E Deus me presenteou com a maior Disneylândia possível: a capacidade de sonhar e fazer acontecer.
Agradeço toda a força que vocês, meus poucos leitores, me deram ao longo desse ano. Cada visita, cada recado, cada pensamento positivo fizeram parte de minha jornada, que está apenas começando... Já é um bom começo!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Contagem regressiva

Gravei o Walmart, tirei as fotos para o catálogo, não me ligaram sobre o iogurte, nem sobre a internet...
Mas foi tudo muito bom, foi tudo muito bem.
Eu confesso estar exausta nesse momento e com a maior preguiça do Brasil de escrever, apesar que tenho tanto a declarar...
Desde quinta-feira trabalho muito, saio muito e durmo pouco. O corpo pede arrego. Mas a cabeça não pára! Aproveitei meu último final de semana de 2010 na capital exatamente como deveria aproveitar. Mas ainda não é hora da retrospectiva.
Me encontro agora em terras caipiras, tentando me refrescar com o ar condicionado do quarto que mal dá conta de amenizar o calor de dezembro...
Eu tô tão feliz! Que ano lindo! Poderia gritar "Férias!" mas ainda tenho possiblidade de um último trabalho em 2010. Será?
Juro que conto tudo depois. Preciso muito, muito, muito mesmo de uma cama, de dois cachorros ao meu lado e um despertador para depois das onze da matina.
Um beijo!

sábado, 18 de dezembro de 2010

A bonança

Sim, depois da tempestade vem a bonança!
Nunca fui supersticiosa mas acho que comecei neste ano que acaba a acreditar em algumas lendas e mitos. Horóscopo... Banho de sal grosso... Coquetel de sete ervas... E reparei nos últimos dias que fui contemplada com a presença de duas joaninhas: uma em meu laptop e outra em minha mão na hora do banho! Dizem que achar uma joaninha com mais de sete manchas é sinal de prejuízo. Com menos de sete, hora de boa colheita. Eu confesso que não parei para contar mas pelo visto, as manchas somavam seis, cinco, quatro, três, duas ou uma...
Ontem tive um teste de vídeo para internet. Me perguntaram se eu me identificava mais com jardinagem ou fitness. A segunda opção, lógico! Com a roupa de ginástica a tiracolo, fiz alguns exercícios, simulei corrida, alonguei, posição de yoga. "Stella, ainda bem que não te coloquei em jardinagem. Eu teria me arrependido amargamente! Foi ótimo!". Se der certo... é para meio de janeiro.
Cheguei e fui correr, abastecida de duas novas músicas e três versões para cada uma delas. No meio da segunda volta, o mundo despencou! Choveu, choveu, choveu. Eu corri, corri, corri. Não reclamei. Foi gostoso. Talvez minha última corrida no Ibirapuera de 2010. Talvez a chuva mais gostosa que já tenha tomado... e a noite foi só alegria!
Recuperada, hoje me arrumei para simular mais uma mãe em propaganda de iogurte. Quando cheguei na produtora... fila... crianças... adultos... mães... pais... modelos... Uma bagunça. Depois de pescar por quase uma hora no sofá de espera, entrei no estúdio. Assisti pela primeira vez crianças fazendo teste para publicidade. Tinham que dar estrela, subir escada, carrinho de mão e gritar: "Olha, mãe, de ponta cabeça!". Esperaram horas a fio, desenhando no chão na produtora... Alguns se assustaram e não subiram a escada. Algumas não sabiam dar estrelas. Outras deram show! Alguns nasceram para isso...
Minha vez. A mãe, sentada, reage a frases do filho e depois recebe um abraço apertado e o vê partir. Quando acabei, recebi um elogio e a sugestão de fazer um segundo teste que ocorreu ontem, já que eu era exatamente o que eles procuravam. Recebi o roteiro, decorei as quatro simples frases, fiz com gosto e com muita esperança de dar certo. Saí de lá com o sentimento de pré-vítória, sabe? Mas... sem contar pontos antes do tempo, aguardo resposta até segunda ou terça que vem. Seria incrível, também para meio de janeiro... A coisa está acabando bem e já deve começar melhor ainda...
Não bastando, ao sair do estúdio me deparei com quatro ligações perdidas. Uma agência perguntando se minha terça está livre para um catálago de uma marca do Nordeste. Fui aprovada por foto. Inshalá!
Cansada e com fome, ainda estava no aguardo do horário e local da gravação do Walmart. Depois de certo desespero e o medo de "cair" este também, vou dormir sem hora definida para acordar. Meu Nextel poderá tocar a qualquer momento pela manhã e será mais um sábado laborioso. Sexta-feira e estou em casa, mas dessa vez, não tenho do que reclamar...
Findou o tornado, acalmou a tormenta. Que final de ano mais saboroso! É tanta alegria que tenho até medo de mandar alguém me beliscar...
Bom final de semana! O último na capital paulista... depois, só ano que vem!
Já estou começando a me derreter com o sentimentalismo das festas de fim de ano... É hora de dizer "eu te amo" e "obrigada" para muita gente...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eita!

Acordei com a ligação de uma produtora, que, respondendo ao meu e-mail de ontem, confirmou que estava tudo certo para o job da Sony Ericson nesta quinta-feira. E lá fui eu, toda-toda, anunciando mais uma conquista no Facebook. Passei o dia no aguardo de local e horário quando, antes das 18h, me retornam a ligação dizendo que o "job caiu". Foi a primeira vez que isso me aconteceu. Enfim... fazer o quê, não é mesmo? Mais vale um pássaro na mão, já diz a lenda...
E organizei meu relógio em função do meu teste para fotos de uma linha de cosméticos. A pedido da agência, ondulei os cabelos e fui de tomara-que-caia, já que se tratava de uma cena de banho. Ao chegar na produtora, preenchi o pré-contrato quando me deparo com a data das fotos: sábado. Justamente esse sábado, já reservado para o Walmart! Dei meia-volta volver, passei no shopping para resolver coisas pendentes, voltei perambulando pelas ruas do Itaim/Viila Olímpia à procura dos finalmentes da "Missão Punta", subi em casa, comi uma manga e fui enfrentar a garoa no parque. Eu precisava correr!
Terminei meu dia comendo um japinha esperto e agora sinto a temperatura milagrosamente amena na capital depois de dias infernais e meu edredom me chama com canto de sereia...
Amanhã tenho um teste e será dia de celebrar a última Kiss ´n Fly de 2010!
Tá acabando... É hora de aproveitar os últimos momentos, hein... depois não diga que não avisei!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A resposta retardatária

Acordei com meu Blackberry apitando loucamente... mensagens, e-mails, bbm´s... Essa coisa de Smartphones é uma loucura, né! Você fica conectado 24h por dia, mesmo quando não está ou não quer estar. Outro dia caminhava pelo shopping com minha roomie enquanto os dois MSN estavam ligados e, coincidentemente, falávamos com um mesmo amigo do outro lado do Atlântico. Falando no MSN caminhando no shopping. Em dois diálogos separados. Com o mesmo interlocutor. Isso já é demais! Foi quando lhe dei um chacoalhão, desliguei o meu e pedi que por favor curtíssemos os corredores cheios até às 23h...
E comecei o post hoje falando sobre meu querido porque ele desempenhou um papel importante no dia de hoje... Já explico!
Acordei sem a menor animação, com a agenda ridiculamente vazia. Enrolei, enrolei, tomei café da manhã ao meio-dia e fui ao shopping com a poderosa missão de encontrar meu vestido de Reveillon. E a chuva despencava impiedosamente sobre a capital... Comprei um guarda-chuva novo e fui enfrentar as lágrimas de São Pedro. Ficar em casa seria o fim!
Quando já estava entretida nos cinco vestidos que ficaram incríveis e com preços também incríveis lá pelas 15:30h, meu querido Blackberry tocou. E nele aparecia o nome da booker que eu tanto esperava! Agora posso dar nome aos bois: o job do Walmart é meu!
Mas, como nada é simples, fui informada (na verdade, reinformada) sobre a necessidade de emitir nota fiscal, já que não é mais da agência o dever de fazer isso. Para isso, alternativas: me cooperativar ou ter alguém com uma empresa artística que pudesse emitir nota para mim. E isso deveria ser feito hoje. "Amanhã nem pensar, flor!". Bom... primeiro a se fazer: sair do trocador. Mandei que reservassem os cinco vestidos já que eu ainda voltaria para escolher the one, sentei e blackberryosamente entrei no MSN para falar com um amigo que não estava na minha agenda telefônica sobre sua companhia de teatro. Não, ele não poderia emitir nota. Liguei para minha segunda opção, indicação da própria agência: a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Área Artística (Coopercast). Perguntei o procedimento, anotei a documentação necessária (...enquanto isso o relógio marcava 15:45h...) e nem tive tempo de contactar minha terceira opção, a Cooperativa Paulista de Teatro, quando recebi a notícia de que deveria estar lá, na Alfonso Bovero, até às 17h. Como?
Voando, conferi quanto de dinheiro tinha na bolsa e peguei o primeiro táxi praticamente esmolando que chegasse a minha casa por doze reais. Estava trânsito. E chovendo. E o meio do Itaim a esta hora, benza Deus, é o caos... Desci do carro a algumas quadras de casa, corri, subi, peguei os documentos, conferi meu número do NIT (que até agora não sei se é a mesma coisa que PIS, enfim...), passei no banco... estava fechando... corri para o outro... saquei dinheiro... chamei o primeiro táxi que passou às 16:17h e cheguei onde deveria chegar às 16:48h. Ufa! Depois de explicações sobre impostos, IR, taxas, porcentagens, assinatura aqui, assinatura ali, pagamento de anuidade, pagamento de matrícula, e vendo os números diminuindo, tudo certo! Agora sou cooperativada e oficialmente, o job é meu.
Hipoglicêmica, sem ter almoçado, corrido do jeito que corri... sentei na primeira lanchonete e comi uma fatia de pizza (minha endócrino que me perdoe!) e um suco de laranja. A chuva não parava e os termômetros marcavam impressionantes 16 graus... Voltei para o Itaim. Dessa vez de transporte público. E resolvi seguir diretamente para o shopping. Tive que comprar uma bolsa por encomenda de minha irmã que, no MSN, recebia as opções por fotos ali na hora tiradas e enviadas blackberrymente enquanto a "Missão Punta" ainda não havia terminado e a qualquer minuto meus lindos vestidos poderiam ser levados embora por alguma consumidora ávida por tanto estilo! Voltei para casa já eram mais de dez da noite, munida da famigerada bolsa preta, de meu vestido branco e calcinhas novas para a noite da virada. Amarela ou vermelha, hein?! Jantei, finalmente...
Assim, sábado já está agendada a minha gravação do - talvez - último trabalho de 2010, o último trabalho que eu precisava para sossegar a ansiedade e inflar a auto-estima. Digo talvez porque tenho um teste amanhã, outro quinta e outras respostas ainda por vir...
Enfim... Como valeu a pena! Isso tudo vale muito a pena...
E sobe a montanha-russa...! Adoooooro!
E a chuva não dá trégua... impressionante...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Milk (Kings of Leon)


Salty leave, salty leave
Tell me the one about the friend you knew
And the last good night that we toasted too
Salty leave, stay for me
Stay for me
We drank wine in the matinee
And the spotlight showed what I chased away
Stay for me
She saw my comb over her hourglass body
She had problems with drinking milk and being school tardy
She'll loan you her toothbrush
She'll bartend your party
Kill me, kill me
Called and I called but I can't get through
He said he's on his own but his own is you
Kill me...

Ele não tocou

E assim vamos de um extremo ao outro, mais uma vez, nesta incansável gangorra - ou montanha-russa, seja lá qual grau de adrenalina você preferir...
Ontem fui dormir quase cinco da manhã, após um terceiro banho do dia. Que calor faz por aqui! E hoje, lógico, não poderia ter dado em outra coisa a não ser a maior e mais longa chuva do ano! Choveu o dia inteirinho! E eu precisava tanto correr e colocar um monte de coisa pra fora... felicidade, ansiedade, medo, calorias, euforia, raiva, amor, ódio...
Assim, presa o dia inteiro neste apartamento, escutei meu telefone tocar para outras possibilidades remotas de trabalho, mas aquelas tão esperadas... nada. "Vamos esperar amanhã!", tentou me animar um amigo. E aí já bate aquele desespero estampado na cara. Um produtor me ligou no telefone de casa, já passava das seis da tarde, me alertando que meu Nextel estava dando fora de área quando depois de n tentativas e uma quase desistência, ele achou meu telefone residencial. Liguei e desliguei o aparelho, mas nenhum outro alerta de ligação recebida me apareceu. É... talvez não era para ser.
Um amigo de profissão, anos-luz na minha frente, me contou: "Hoje tem um teste de 14 mil de cachê.". Ah tá. Não me chamaram para esse... Não é só um problema de auto-estima. O buraco é muito mais embaixo! Entende que tenho contas vencendo? Que terei contas que vencerão em janeiro? Entende que há pelo menos dois meses e meio não tenho nada bombástico para colocar no meu currículo? Entende o que é sentir pressão de todos os lados e muitas vezes acharem que isso daqui é "vidão" e de que está na hora de trabalhar? É complicado.
Existe a chance de o telefone tocar amanhã. Uma resposta retardatária, eu tento me consolar... Mas, espero. Não tenho outra alternativa neste já final de ano.
Liguei para a Rede Globo e agendei uma entrevista para semana que vem. "Para a gente se conhecer", disse meu contato.
Enquanto tudo isso borbulhava, escutei pelo menos umas vinte e sete vezes a música Milk, da banda Kings of Leon e assisti a quatro ou cinco capítulos, já não me lembro, de um seriado indicado por um amigo, chamado How I Met Your Mother. Depois de muitas risadas e ver as tantas bolas-fora amorosas de uma turma de amigos na faixa de seus 27 anos, acho que já está na hora de dormir.
Eu gosto tanto de loopings de montanhas-russas... carrinho parado ou descidas bruscas não são comigo, não...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dias movimentados

Andei desaparecida por uns dias e muita coisa aconteceu. Mas, como meu blog prioriza meu lado profissional, contarei as boas novas da carreira de atriz, que por enquanto não são palpáveis, mas suficientes para que a animação subisse às alturas... Lembram-se do teste para celular da segunda-feira? Não fui editada exatamente para o papel proposto, mas aguardo respostas para um segundo papel, também para a mesma marca, já que se tratam de quatro vídeos para internet. Será?
Também na sexta-feira pela manhã recebi a ligação que achei que fosse receber: estou editada para o supermercado de terça! Não adianta... eu já sei qual é a vibe de quando se vai bem em um teste e de pelo menos garantir suas chances de ganhar moral com a agência e com a produtora sendo editada. Foi o que senti com a propaganda do governo, com a Colgate, o que senti com Coca-Cola... Será?
Ou seja, amanhã meu melhor amigo será meu celular, já ansioso aguardando pelas confirmações. Eu disse que tudo o que precisaria neste final de ano era de apenas mais um bom trabalho. Imagine ganho dois? Seria uma bênção e obviamente meu currículo e minha conta corrente agradeceriam!
No mais, listo um recado de voz de uma importante emissora que pelo meio do networking tão sagrado nessa vida recebeu meu dvd book em mãos lá no Rio de Janeiro e me chamou para um registro de vídeo aqui em São Paulo, uma quinta-feira de boemia com direito à show sertanejo no para mim inédito Villa Country e uma posterior já moribunda Kiss ´n Fly às 3 da manhã, além de um final de semana incrível no Guarujá com amigos e novos amigos. Caso queira saber todos os detalhes sórdidos da vida pessoal - um pouco mais atribulada que a profissional, eu diria -, me ligue ou então, torne-se meu amigo íntimo a ponto de saber tudo o que se passa nesses felizes últimos dias de dezembro! E tudo graças ao banho de sal grosso... Será?
Uma ótima semana! Torçam por mim!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Runaway (Kanye West)


And I always find, yeah, I always find somethin' wrong
You been puttin' up wit' my shit just way too long
I'm so gifted at findin' what I don't like the most
So I think it's time for us to have a toast
Let's have a toast for the douchebags,
Let's have a toast for the assholes,
Let's have a toast for the scumbags,
Every one of them that I know
Let's have a toast for the jerkoffs
That'll never take work off
Baby, I got a plan
Run away fast as you can
She find pictures in my email
I sent this girl a picture of my dick
I don't know what it is with females
But I'm not too good with that shit
See, I could have me a good girl
And still be addicted to them hoodrats
And I just blame everything on you
At least you know that's what I'm good at
And I always find
Yeah, I always find
Yeah, I always find somethin' wrong
You been puttin' up with my shit just way too long
I'm so gifted at findin' what I don't like the most
So I think it's time for us to have a toast
Let's have a toast for the douchebags,
Let's have a toast for the assholes,
Let's have a toast for the scumbags,
Every one of them that I know
Let's have a toast for the jerkoffs
That'll never take work off
Baby, I got a plan
Run away fast as you can
Run away from me, baby
Run away
Doesn't have to get crazy,
Why can't she just run away?
Babe I've got a plan, Run away as fast as you can
Run away from me, baby
Run away
Doesn't have to get crazy,
24/7, 365, pussey stays on my mind
I did it, all right, all right, I admit it
Now pick your next move, you could leave or live wit' it
Ichabod Crane with that motherfuckin' top off
Split and go where?
Back to wearin' knockoffs, ha ha
Knock it off,
Neiman's, shop it off
Let's talk over mai tais, waitress, top it off
Whoes like Hoechers wanna fly in your Freddy loafers
You can't blame 'em, they ain't never seen Versace sofas
Every bag, every blouse, every bracelet
Comes with a price tag, baby, face it
You should leave if you can't accept the basics
Plenty whoes in the baller-nigga's matrix
Invisibly set, the Rolex is faceless
I'm just young, rich, and tasteless
Never was much of a romantic
I could never take the intimacy
And I know it did damage
Plus the look in your eyes, is killing me
I guess you knew an advantage
Cuz you can blame me for every thing
And I don't know how imma manage
If one day you just up and leave...

Alô! Testando!

Acordei na hora do meu relógio biológico, ainda na dúvida se iria no teste na Vila Mariana para um iogurte cujo traje exigido era biquini. Após analisar o inchaço, as picadas de mosquito e o joelho ralado, resolvi enfrentar a câmera e fingir que estava tudo em cima. Confesso que não almocei, dei só uma enganada no estômago, porque aliás, mostrar o corpitcho com biquini e canga - e depois, surpresa!, só biquini - não é mole não! O comentário sobre o mico era geral! Nenhuma atriz ali se encontrava preparada o suficiente para enfrentar a câmera, o texto e os olhares atentos de cinco homens da produção em trajes de banho! A gente faz cada coisa...
Ainda na espera, toca meu celular para um outro teste, coincidentemente dois quarteirões abaixo de onde me localizava. Até às 19h. Ótimo! Depois de "caminhar na praia", perguntar "Não vai tirar a canga?" e também responder um "Travou!" sobre meu intestino, saí de lá quase cinco e meia e segui para o segundo teste do dia, após ter recusado um terceiro que era na Bela Vista... Desta vez, era para supermercado. Me entregaram um texto na hora, tranquilo de decorar, falando que segunda-feira é o dia mundial da dieta e eu não entendia porque então legumes e frutas ficavam mais baratos às quartas nos outros supermercados, enquanto nesse, todo dia era dia de comprar barato! Depois de um segundo cachê-teste, saí de lá com o ego amaciado, acreditando que, embora não deva ter convencido de biquini e intestino preso, possa sim vender o "todo dia é dia de oferta"... É esperar para ver.
Hoje não fui correr, especialmente após ver quatro helicópteros sobrevoando o Ibirapuera, e acabamos o dia no shopping - que já está fechando às 23h - cheio até às 22:45h... Estou concorrendo a uma X1 após me presentear com uma linda bolsa! Acho que eu merecia ganhar... Fiz uma estrelinha da sorte no canto direito antes de depositar na urna, já cheia mesmo ainda 3 semanas longe do Natal...
Ontem falei rapidamente com um garoto que conheci em uma agência picareta ano passado. Ele contou que eu já estava famosa e que me via sempre na televisão. Me disse: "Você vai ficar rica! Quer dizer, já deve estar ficando...". Por enquanto, rica de histórias, uma milionária, praticamente!
Agora pouco conversava com um amigo de escola, também unespiano de formação. Abandonou a Psicologia e quer viver de circo - ele é malabarista. Tá vendo, a loucura não é só minha! Me disse que vou longe, que sou fuçada, que acredita no meu sucesso... É bom ouvir isso, não? Mesmo que seja só virtualmente...
E fico por aqui! Já passa das três da manhã e ainda estou sem planos para minha quarta-feira. Acho que o banho de sal grosso me fez bem ontem! Estou tentando tirar de mim tudo o que não me pertence... E para isso, confiança, auto-estima, autocontrole.
Boa noite então! Ou bom dia! Sei lá, boa tarde? Vai saber...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Segundona!

Após planos desfeitos de um final de semana sossegado, um bate-volta para Maresias, uma festa sensacional que foi até dez da manhã e muitas picadas de mosquitos depois, hoje foi segundona braba!
Enfrentei filas de bancos e mais uma vez, depois de vários meses no positivo, me deparo com a triste realidade da conta corrente no vermelho. Final de ano, minha gente, final de ano...
E lá fui eu para a maratona de mais um teste! Dois ônibus, uma hora e meia de espera, uma frase em espanhol "Por favor, sabes decir me dónde queda el baño femenino?", a mesma em português, chuva, guarda-chuva e outros dois ônibus para voltar para casa, ganhei meu cachê-teste. Mas a maré volta a subir - talvez não chegue a transbordar -, mas o telefone já está tocando com mais frequência do que semanas atrás e a luz lá do fim do túnel continua acesa. Ela não há de se apagar!
Entrei em casa já eram mais de oito da noite, mas eu tinha muita energia e muitas calorias não planejadas para colocar para fora e, mesmo chuviscando, calcei meu tênis e fui enfrentar minha meia hora de corrida no parque e a escuridão da noite. Dei sorte para o azar, disse minha roomie... E sim, eu disse meia hora! Costumava fazer o mesmo trajeto em quarenta e cinco minutos. Passei para quarenta. Hoje completo em trinta minutos. Bom, muito bom! 2010 também foi um ano de condicionamente físico!
O Ibirapuera já está todo iluminado e a gigantesca árvore já inaugurada. É... lá se vão os últimos dias do ano dourado... E pretendo vivê-los intensamente, sem deixar a peteca cair, sem morrer na praia, porque aliás, já nadei tanto...
Pela primeira vez na vida senti a necessidade de tomar um banho de sal grosso. Já expulsei toda a urucubaca no dia 30 de novembro, mas boas energias nunca são demais, não é mesmo?!
Sentindo-me revigorada e pronta pra próxima, seja lá o que isso significa, me preparo para abraçar meu querido travesseiro. Os machucados? Estão cicatrizando. As mãos estão 87%, o joelho esquerdo 94% enquanto o joelho direito, deixe-me calcular... 56%. Recebi novos pedidos de desculpas do diretor da gravação da semana retrasada. Ele me disse que talvez se tivéssemos ensaiado a passagem, isso não teria acontecido. Mas não acredito nisso. Era para acontecer. Por um motivo ou outro, era. Maktub, não é isso?
Boa terça-feira!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Boas vibrações

Dezembro começou muito bem, diga-se de passagem.
Minha quinta-feira foi cheia, do jeitinho que eu gosto!
Acordei bem cedo e lá fomos nós, depois de ter cabelo e maquilagem feitos, para a ponte do Shopping Morumbi tirar as fotos do primeiro look do editorial com inspiração na arquitetura egípcia de uma em breve recém-formada em Moda. Tudo na base do improviso, nos trocando dentro do banheiro do shopping, carregando sapatos e cabides para lá e para cá... retoques aqui, remendos ali.
Depois de muita pose, enfrentamos o trânsito da Rebouças para chegarmos à Paulista. E que semana quente! 37 graus marcava o termômetro. Era isso mesmo? Um almoço no Mc Donald´s depois, com as energias recarregadas, e lá fomos nós desbravar a avenida. Até subir na lixeira em plena Paulista eu subi! E fingindo que tudo aquilo ali era normal, que retocar maquilagem na frente do metrô Trianon é normal, que fazer pose na grade da calçada é normal, que subir e apreciar o movimento é normal... A verdade é que de normal não temos nada!
Algumas gotas de chuva, muito suor e vários clicks depois, voltei correndo para casa, tomei um segundo banho do dia, refiz cabelo e maquilagem e fui para o teste mais incrível até então, na Vila Leopoldina, prazer! Se tratava de um texto para apresentadores da TV Bradesco e só atores de alto calão! Em vinte minutos já tinha as falas decoradas, mas lá se foi uma espera de quase três horas... e a espera é ingrata. Quando entrei no estúdio, errei o texto quatro ou cinco vezes. "Respira". Tava na ponta da língua! Eu sabia fazer aquilo e tranquilamente! Fiz. Fiz e gostei. A resposta sai na segunda. E te digo... se desse certo... meu amigo... olha... mais reticências...
Saindo de lá quase dez horas da noite, voltei para casa para o terceiro banho do dia e para a terceira maquilagem e cabelo, mas dessa vez para partyar na já tão citada Kiss ´n Fly. Eu merecia!
Foi um dia e tanto!
Agradeço por estar viva, por me sentir viva. Se os ânimos estão em baixa ou alta, o que importa é que eles estão ali, sem dar passagem para a apatia e para a tão temida inércia. Hoje, após minha corrida no parque, fiquei por uma boa meia hora a observar a vista da lagoa e da cidade. Tenho já tanto a agradecer... Sentir medo, alegria, ter dúvidas... perguntar. Chorar, gritar, sorrir, gargalhar, machucar, perdoar. Querer. Poder. Amar. Isso é vida! Tenho tanto ainda para viver...
It´s not hard to grow when you know that you just don´t know...
Bom final de semana! Restam apenas mais três até o ano diamante!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ah, o casório...

Não escrevi sobre o casamento.
Foi lindo! E acho que só isso bastaria...
O casamento é uma instituição hoje fadada ao fracasso, segundo a crença popular. Se crença ou se fato, sábado presenciei a felicidade de um casal que merece o que o mundo possa oferecer de melhor!
Não preciso dizer que me debulhei em lágrimas - isso já era mais do que esperado - mas eles me fizeram acreditar um pouco mais no amor - e lhes disse isso já no meio da festa. O olhar apreensivo e quase tímido do noivo antes da sua já velha parceira adentrar com o belo vestido branco... foi a coisa mais fofa. Do banco da igreja pude sentir um pouco do frio da barriga do jovem casal. Era como se não se vissem há tempos... era como se tivessem se conhecido ontem. Brilho nos olhos e a promessa do "para sempre". Existe coisa melhor?
A noiva... Naquele altar eu ainda via a criança que tantas vezes brincou de escolinha comigo... A adolescente que ansiava pelo herói no cavalo branco... E hoje já com aliança na mão! Se Príncipe Encantado existe, o dela estava ali. Deu medo de virar gente grande. Daqui um tempo - ela disse que uns dois anos, pelo menos - sei que aquela barriga vai crescer e constituirão uma família. E lá estavam todas as amigas unidas, sorrindo, aplaudindo, algumas já até prometendo datas de seus casamentos... É uma nova fase. Para ela. Para nós. Para mim.
Não sei se um dia vestirei um véu - que não seja de nenhuma personagem de novela das 6, 7 ou 8 - mas sábado foi um divisor de águas de uma turma que ainda reluta em crescer, mesmo estando cada uma a um passo da verdadeira maturidade. Cada uma tem seu tempo, cada uma segue seu roteiro, com diferentes tramas e personagens. Mas que às vezes dá vontade de apertar o forward e saber o final do filme - ou da cena, pelo menos... -, ah, isso dá!
Foi lindo... é, dizer só isso realmente não bastaria!

Acabou!

1 de dezembro, finalmente!
Prefiro acreditar que a zica vai embora com este mês que acabou de ficar para trás!
Para completar os pesados dias de novembro, há apenas algumas horas arrebentei o meu cordão de ouro. Do nada! Fui apenas arrancar um fio de cabelo nele enroscado quando simplesmente, se partiu!
Também hoje cheguei em casa após um teste e ao tirar o curativo do meu ralado fenomenal, tudo se abriu novamente... Assim, passei o dia manca, sentindo um ardor irritante no joelho e na palma da mão esquerda que me impediram de correr no parque, recebendo caras de "meus pêsames" até na escada rolante do supermercado... Minhas pernas estão dignas de dó!
Além disso, amanheci toda congestionada e já mandei uma vitamina C logo pela manhã.
Não sei se é o modo de se enxergar as coisas ou se realmente o mês foi zicado... Quando supero um obstáculo, outro me derruba. Foi o que disse um amigo, quando escrevi no Facebook: "Nunca fui roubada na Praça da Sé. Nem no Anhangabaú. Nem na Paulista. Nem no Largo Santa Cecília. Mas fui roubada na Kiss ´n Fly! Isso é glamour?!" e ele respondeu: "Não que seja glamour, mas você poderia dizer que sofreu um ataque cleptomaníaco na Kiss 'n Fly... Glamour é mais a maneira como você apresenta as coisas, saca? ;)". Sim, saco. Mas meu mês de novembro não passei com o menor glamour nem boas notícias e não vou fazer média no meu próprio blog.
Pelo menos fui contemplada com um primeiro trabalho no segundo dia do último mês de 2010 e espero que, conforme dizem, depois da tempestade venha mesmo a bonança. Eu preciso tanto, mas tanto...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mereço?!


Segundo dia

Ontem demorei a pegar no sono... Era muita coisa na cabeça, uma mistura de sensações e emoções chamada ansiedade. E às 6:15h, inacreditavelmente, tocou meu despertador.
Às dez da manhã chegamos no set de filmagem: Circo Stankowich. Eu não adentrava em um desde a decepção com o Homem Bala em algum picadeiro na Amin Calil em Ribeirão Preto...
Primeira cena: Aline no começo de seu relacionamento quando leva Gregory para trabalhar como eletricista do circo. Segunda: a cena do parabéns no aniversário de dois anos de Samuel. Neste momento o sol estava a pino e o pequeno Samuel no colo, balança daqui, balança dali, um parabéns, dois "E pro Samuel nada! Tudo!", três apagar a velinha... Suei. E provavelmente dei uma distendida no músculo do braço esquerdo, já que me dói como se tivesse puxado uma carroça o dia inteiro... Não tenho o costume de carregar crianças, vocês sabem bem. Parada para almoço. Terceira cena, fugindo da cronologia dos fatos: Aline escrevendo a carta para o Gugu. Quarta cena - que não deveria ser a mais dramática mas por percalços do ofício, foi: Aline brinca com Samuel dentro de seu trailer quando escuta a gritaria sobre o acidente de seu marido. Saio apavorada do trailer, calço meus chinelos e corro em direção ao local. Acontece que... no meio do caminho... juntou-se o chinelo + a corrida + a tensão da cena + a ressaca pós-almoço + a vontade de fazer acontecer e chegamos ao resultado do maior tropeço da história! Dei com meus dois joelhos e as duas palmas da mão no chão. Levanto. Caos. Sangue. Ficou pele no asfalto... É quando você pensa: "*******!". Estava indo tudo tão bem... Depois de uma preocupação geral, recebi os primeiros socorros no local mas acabei indo parar na emergência do hospital que por sorte se localizava na rua lateral ao circo. Soro fisiológico... curativo... lágrimas... risadas... Eu não queria atrapalhar a gravação! Havia toda uma produção e todo um elenco esperando a protagonista que vos fala. Me senti culpada, senti medo de uma futura cicatriz, dúvida sobre o vestido curto recém-adquirido para o casamento de sábado, e senti raiva de... de ninguém, eu caí sozinha, oras! Voltei ao set. Respira. Maquilagem?! Por sorte, a cena até o um segundo antes da queda valeu e fomos para a cena final, a mais temida: a morte de Gregory nos braços de Aline. Após a gravação de um choque extremamente real, que deixou um vizinho preocupadíssimo, corri e gritei pelo meu marido que ia... e se foi. Ofegante, chorei. Tinha muita coisa acumulada dentro de mim, toda uma atmosfera e a cena foi que foi! No momento esqueci do meu joelho pela metade, da minha mão esquerda que ainda arde... Chamei ajuda, gritei e chorei a morte de quem tanto amava. "Corta!". Ainda com lágrimas escorrendo pela face e o coração acelerado, recebi os mais sinceros parabéns do diretor, que olhando em meus olhos, me disse: "Obrigado, Stella. E vou te dizer uma coisa... em 23 anos de carreira, poucas vezes falei isso para alguém, mas nunca vi tanto profissionalismo...".
Assim, vim embora para o Itaim com curativos no joelho direito e na mão esquerda, ralados na outra mão e nos pés, roxos no joelho esquerdo e muita satisfação de ter feito bem o que eu tanto gosto de fazer. Conquistei credibilidade, mostrei serviço e ganhei poderosos contatos na Rede Record. Não sei se zica ou sorte às avessas mas repito: nada é em vão. Nada!
Soro, gelo, Hirudoid, Merthiolate e Dorflex. Acho que por hoje chega! Me voy!
Esse dia fica para a história... Aliás, pesados dias de novembro, não?!
Acho que precisamos de um pé de pimenta e muito banho de sal grosso... Deve ter muito olho gordo em cima da gente. Eu, hein!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gravação

E de repente tudo faz sentido novamente!
Chega de bobagem, de paranoia, de papagaiada, de crisezinha! O meu problema eu já descobri qual é: o ócio involuntário da profissão! É isso! Bingo!
E como hoje tive um dia laborioso... deito com a consciência mais tranquila, mesmo sabendo que neste momento inaugura uma super balada sertaneja com show de Fernando e Sorocaba (odeio sertanejo mas adoro Bala de Prata e Ciumenta) e eu vou perder. Mas, ossos do ofício, e uma menina de família deve deitar e dormir em plena terça-feira à noite e não ficar partyando em festas open bar São Paulo afora...
Pela manhã montei minha mala já sabendo que não voltaria tão cedo para casa e fui até a já mencionada grande agência. Vários atores estavam lá para serem entrevistados e terem seus materiais entregues. Não sei no que vai dar. Dedos cruzados!
Almocei num por quilo qualquer e segui para a Record para uma gravação de dois dias que paga meu Blackberry (o roubado...), como protagonista, do quadro Sonhando Mais um Sonho do Gugu. Dentro da van com destino à Praça do Pôr-do-Sol e posteriormente ao Quality dos Jardins, tive o roteiro entregue em minhas mãos. E naquele momento começou a interiorização da personagem...
Vamos lá, a história real: Aline é uma contorcionista de circo que conhece seu futuro marido aos 17 anos. Casam-se e Gregory vai também trabalhar no circo, porém como eletricista. Tiveram seu primeiro e único filho, Samuel e quando este acabara de completar dois anos, Gregory morre eletrocutado. Uma tragédia! Aline então, passando dificuldades, escreve uma comovente carta ao Gugu, pedindo ajuda para consolidar o sonho da casa própria. Ele atende ao seu pedido.
Assim, hoje gravamos a cena em que Aline (eu!) acaba de ter seu bebê na maternidade e embebidos da alegria de formarem uma nova família, resolve dar o nome de Samuel ao pequeno. Foi comovente, embora com um ensaio e um take válido. Me assustei primeiramente quando, ao ter o bebê entregue aos meus cuidados, ele abriu o berreiro. Mas era fome! Uma mamadeira depois, ele voltou aos meus braços que nem um anjinho! Em seguida, aquela sala locada do hotel transformou-se no velório do marido. Nascimento e morte na mesma locação. Coroas de flores. "Saudades". Um caixão. Um ator de maquilagem pálida e algodão nas narinas. Sentimentos antagônicos que levaram a atriz às verdadeiras lágrimas. Tudo aquilo me era muito familiar... Os figurantes relataram que se emocionaram com minha tristeza, abraçada ao pequeno Samuel - agora de dois anos, apesar de o menino ter na realidade uns quase 4... -, que custou a parar quieto e várias vezes, por questão de segundos, quase me tirou da personagem. Um silêncio reinou no set mesmo após o "corta". Respeitaram o meu luto. Recebi os parabéns do diretor, que já conhecia o meu trabalho desde o "Um Homem Chamado Gertrudes". Me senti mais atriz!
Amanhã continua! A locação: o Circo Stankowich. A cena mais temida: a morte do marido... Mais lágrimas virão... Ainda bem que tenho muita inspiração para além do sofrimento de Aline... Experiência de vida ajuda muito nessas horas! Nada é em vão.
Eu preciso entrar logo numa emissora e trabalhar simplesmente t-o-d-o-s os dias! O foco é profissional!
Boa noite! E bom sertanejo para quem foi...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempo

Dia 23 de novembro.
Passei o dia discutindo sobre o tempo. Sobre fases. Sobre idas e vindas. Sobre águas passadas. Sobre tempestades presentes. Sobre calmaria futura.
Meu pai hoje completaria 63 anos e pergunto: Como ele era quando jovem? O que ele almejava? O que queria sua geração? O que ele desejava para seus filhos? Será que o mundo já era assim?
Não tive tempo de descobrir essas respostas e hoje tudo o que eu queria era poder falar com ele, tirar pelo menos uma dúvida, que só um pai ou uma mãe podem sanar: o que eu estou fazendo de errado? Acredito que ele lá de cima assista a tudo e julgue com um olhar mais sábio do que nós terrenos... Será que julga? Será que me ajuda? Será que me aplaude? Como é que funcionam as coisas lá em cima? E como é que funcionam as coisas aqui embaixo? Porque eu não ando entendendo muita coisa...
As dúvidas nos fazem crescer, sabe-se bem, mas em um momento onde tudo é interrogação, fica difícil não querer voltar a ser criança e clamar pelo colo de papai e mamãe. Foi-se a fase! Te vira, playboy! Não é assim? Mas eu não queria que fosse assim...
Eu queria as soluções matemáticas, o resultado inteiro de x,y,z sem me preocupar com a cronologia das gerações que hoje são entituladas com letras. Se a Y está assim, tenho pena da Z... Meu irmão decidiu que não terá filhos pois o mundo está podre. Já eu, outro dia, quase incendiei os adolescentes no cinema que não pararam quietos com as gracinhas mais sem graça ao longo de um filme que exigia silêncio. Em um cenário de pandemônio pansexual, onde os significantes são muitos e os significados são parcos, "a estranheza tornou-se universal. Mas se todo mundo é estranho, então ninguém é", disse Zygmunt Bauman.
Devíamos resgatar heróis do passado? Devíamos criar novos? Ou devíamos desistir de vez dos ídolos e nos tornarmos nossos próprios guias? Em um mundo de ambivalências e celebridades, não encontro sumários, nem resumos muito menos bibliografia! Apenas o virar de páginas... páginas ora densas... ora vazias... rabiscadas... amassadas. Fica difícil escutar a voz da experiência. Que experiência é essa, se cada um tem seu próprio tubo de ensaio?
Mas sei que a leitura dessa epopeia continua! Quem sabe até vira filme?! E assim, só poderão criticar aqueles que na frente assistirem a tudo isso quando dirão: "que loucura!" ou "que obra de arte!".
Somos todos Macunaímas e a maioria nem sabe o que é isso...
Perdi uma importante referência masculina em fevereiro de 1994. Sinto falta de um ídolo que não fosse Ayrton Senna...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Senna

Fechei meu final de semana sentada no Kinoplex assistindo Senna e derramando só mais algumas lágrimas...
É complicado lidar com a cronologia dos fatos, principalmente sabendo-se o final da história. Assim como em Titanic torcíamos para Rose e Jack ficarem juntos e o navio não afundar... ou assim como se teme a queda do avião sequestrado no 11 de setembro em Voo 93... passa-se o filme inteiro ofegante evitando o martelar do fatídico 1 de maio de 1994.
Me lembro deste dia apesar da pouca idade. Era aniversário de minha mãe. O Brasil não podia acreditar no que acompanhava ao vivo! Em um mundo tão carente de heróis, lá se ia o maior brasileiro...
Competir e ganhar era como uma droga: viciante! Ele sabia dos perigos mas não podia desistir. O gostinho da vitória não tinha nada igual, vitória que ele provou tantas e tantas vezes. Senna era um gentleman! Uma espécie rara... A humildade se estampava em cada sorriso, mesmo pilotando ao longo de sua vida, além da McLaren, jet skis, lanchas e Porshes... E que sorriso! Ao sorrir, fazia todo um país suspirar. Me recordo de almoços de família - em especial de um strognoff na casa de minha avó - para torcermos pela Fórmula 1. Uma vida levada tão cedo... Não era a hora... era? O esporte nunca mais teve a mesma emoção...
Todos saíram do cinema em silêncio. Dezesseis anos depois, o herói e sua trilha sonora ainda comovem... Vale a pena!