sexta-feira, 6 de maio de 2011

Semaninha agitada essa, viu!

Existe uma coisa com a qual o ariano sofre e sabe lidar muito mal: ansiedade. E esta semana, ela dormiu e acordou comigo praticamente todos os dias. Estar editada e demorar a receber resposta mata. E pior é quando adiam a gravação e assim, igualmente adiam esta tal resposta. Mas a cada hora que passa sem o celular tocar, as esperanças diminuem. Acontece! Mas a ansiedade foi crônica mesmo na noite de terça para quarta. Eu não sabia que sofria desse mal até constatar, às oito da manhã de quarta-feira, o quão pouco e mal havia dormido. Motivo? Meu novo book. "O quê?", você leitor deve ter pensado. Sim, decidi na segunda-feira acabar logo com essa enrolação e dar play no sucesso. Não queria mais ter a consciência pesada a cada deslize na dieta... Nem esperar ter o corpo perfeito para fotografar. Eu sou assim, como as fotos. Quem me quer, que me compre (no sentido profissional da palavra, é claro!). Não deu tempo de avisá-los sobre a decisão, desculpem-me. Sendo assim, após um teste pela manhã e depois de muito aquecimento e alongamento, estava eu no estúdio de Moisés Pazianotto às 16h e saí quando já passava das 22h... E posso me gabar? Ficou ótimo! Indico o fotógrafo, a maquiladora e a produtora de os olhos fechados! Portanto, além de um casting na Lapa - demorando uma hora para ir e outra para voltar -, hoje meu foco foram as quase 400 fotos para apenas 12 serem eleitas. Olhei e não gostei. Olhei de novo e analisei. Gostei. Comparei, adorei, cansei de olhar e escolhi. 14. Não lido bem com opções... Agora é esperar tê-las com o acabamento final em no máximo dez dias e aí, meu amigo, a coisa vai ficar séria. Já estou avisando! Material novo, vida nova! Apertem os cintos! Boa sexta-feira!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O final de semana

Fui categórica com a minha dieta ao longo da semana. Andava tudo muito bem. Aí, ao meio-dia na sexta-feira uma chamada no rádio: "Como está o seu sábado?". Seria gravação de um piloto de uma propaganda para o Ministério do Turismo (eles chamam de "Monstro", anote no seu vocabulário!). Esperei a confirmação o resto do dia... fui correr... voltei... nada. Triste... Um jantar japonês cancelado depois e estava eu, sozinha em casa em plena sexta-feira, com meu pijama de frio e minha meia no pé, assistindo sei lá o que na televisão. Foi quando olhei para a estante e lá estava, reluzente, o meu ovo de Páscoa Ferrero Rocher. Olhei para ele. Ele olhou para mim. Abdiquei do meu jantar e decidi devorá-lo, assim, sem dó nem piedade. Afoguei as mágoas em mil e tantas calorias em apenas quinze minutos... Quando estava no último terço da segunda metade, por volta das 22h, uma segunda chamada no rádio: "Stella, vamos trabalhar?". Joguei aquele 1/3 fora, me arrependi instantaneamente daquela insanidade e pensei: "Pra quê tudo isso? Precisava?'. Não precisava, pois meu sábado foi incrível... Às 7 da manhã eu deveria estar na produtora. Para isso, seria preciso acordar às 5:30h. Às 22:30h eu estava completamente sem sono. O que fiz? Tomei um Dramin (e que fique registrado que fora a quinta vez na vida que tomei este remédio). Mas ele fez o efeito contrário. Ele ou sua reação química com tamanha quantidade de cacau... Noite do cão. Não consegui descansar. Virava de um lado, virava para o outro. Mas, sorte que o sono estava leve, pois meu Blackberry que seria meu despertador travou no meio da madrugada e milagrosamente acordei com algum barulho às 5:50h. Obrigada, Dramin! E que fique a lição de, quando tiver trabalho, jamais confie no relógio do celular. Banho, café da manhã, táxi. Às 7 da manhã de sábado eu estava na produtora. Conheci todo o pessoal da produção. Meu figurino, minha maquiladora, a produtora, o contra-regra, o assistente, o diretor. De lá seguimos para uma casa linda no Pacaembú e depois de alguma espera, começamos a gravar por volta de 11 da manhã. O texto foi decorado na marra e como foi gostoso! Tudo fez sentido outra vez... Agora é torcer para o piloto vencer a corrida e eu subir no pódium. Seria um material muito legal. Às 18h já estava em casa. E às 18:30h eu dava com a cara no portão fechado do Ibirapuera. "Falta de energia.". Então corri em zig-zag pelas redondezas. Energia ali não faltava. E a noite foi uma criança, com minhas lindas e históricas amigas que vez ou outra visitam a capital... Meu domingo, apesar de frio e chuvoso, foi também delicioso. À noite assisti ao vampiro moderneti Edward mostrando que sabe atuar ao lado da elegantérrima Reese Witherspoon e do admirável Christoph Waltz em Água Para Elefantes. Lindo! Era tudo o que precisava em um domingo à noite! Aí passei a madrugada incrédula com essa história da morte do Bin Laden e arrepiada com os sustos da maratona da primeira temporada de The Walkind Dead. Já declarei aqui o meu amor por zumbis? Assim, comecei a semana com um gostinho inusitado sabendo que algo mais poderia vir. E pode! Estou editada para o banco da semana passada. Gravação de 5 a 7. Possibilidade de melar meu Dia das Mães. Mas mamãe vai entender se for preciso... E assim se foi uma boa semana e se inicia uma que pode - e deve! - ser igualmente boa. A possibilidade de uma gravação acabou com minha meta de fazer as fotos de um novo book na sexta-feira mas em breve, novas fotos no ar. E com elas, meu amigo, me segura! E dessa vez sem chocolate para me comprometer... O casamento real já caiu no esquecimento e agora Osama e Obama lideram as manchetes. Não sei, não... mas meu diploma de internacionalista me diz que algo cheira mal... Cenas de um próximo capítulo! Boa terça-feira!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quanta chuva!

Quando meu despertador tocou eu logo pensei: "Oh não! Chuva!". Mas juro que do frio eu não reclamei. Ainda. Fui para o primeiro teste do dia. E que viria a ser o único... Era para um banco e no Butantã. Algumas horinhas de espera e constatei que o casting seguinte para um catálogo teria de ser riscado da minha agenda. Geograficamente seria impossível estar às 14h no Bom Retiro... Assim, voltei para casa animada, abdicando do transporte com rodas e vindo a pé, com ideias mirabolantes na cabeça. Fui parada na rua e me indagaram se era modelo. Respondi que sim, que não, que mais ou menos e ganhei um cartão. Um novo contato, novas promessas, possíveis oportunidades. Aí resolvi não comparecer no terceiro teste, aquele do texto de ontem que não entrava na minha cabeça já fatigada. Segui o feeeling e avisei devidamente os interessados e dediquei a minha tarde a retomar contatos com as agências, após almoçar quando já eram quase 16h. Enviei meu monólogo, meu currículo atualizado e lembrei a todos que carrego agora 25 anos nas costas e que portanto, podemos partir para cima das cervejas e que em breve, teremos um novo book em mãos! Coincidentemente ou não, logo em seguida recebi a ligação para um teste amanhã de manhã. Isso é importante, anotem: sempre manter contato com agências e sempre renovar material. Neste meio, entram dezenas de pessoas a cada dia e não podemos nos fazer esquecer. Sem a menor chance de correr os meus alguns quilômetros, fiquei de meia no pé o resto do dia, alternando entre sofá, cama e fogão. Dias melhores se aproximam. I can feel it! E lá vem mais um final de semana... Boa sexta-feira!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bom, muito bom!

Começou como um dia de teste qualquer. Quando estava para sair de casa, um booker me liga para saber sobre minha disponibilidade nesta tarde para uma foto para o Sistema Integrado de Transporte Urbano de Jundiaí. Totally free! Ficou de me dar a resposta em breve... Sendo assim, segui para meu destino, torcendo para um "sim" mas não esperando demais. A gente nunca pode esperar demais! Quando cheguei na produtora... quanta gente! Era criança, pai, mãe e adolescente pra tudo quanto é lado! Preenchi meu cadastro e prestei atenção no meu número: 115. De repente chamam o 59. Respiro. Para passar o tempo, fiquei divagando sobre a vontade de desistir do teste com minha mãe no MSN. "Mas quanto é o cachê?", ela perguntou. "É... será que não vale a pena esperar?". Eu esperaria, apesar de incrédula por se tratar de foto de maiô/biquini. Prestou atenção no verbo? Esperaria, caso não me ligassem e me confirmassem que havia sido aprovada para o job! Avisei a produção, rasgaram minha claquete, voltei para casa, tomei meu banho, almocei o mais rápido possível, me dei o direito de pegar um táxi e encontrei o pessoal na casa da fotógrafa. Junto comigo, mais duas figurantes e todo mundo dentro da van! Chegamos na cidade por volta de 17h, faz maquilagem aqui, arruma o cabelo dali, teste e foto. Pronto! Às 21:30h já estava em casa. Não levei o frio a sério e quase congelei com o vestido meia-estação! Mas ao entrar no meu tão quentinho apartamento, tive a honra de vestir o meu pijama de frio e colocar uma meia no pé! Que delícia! Apesar da chuva, eu estava com saudades de um clima mais ameno... E assim foi o dia. Conhecendo a prefeitura de Jundiaí, conhecendo atrizes com os mesmos dilemas que eu - quando não piores -, novos produtores, sendo reconhecida pelo sorriso, reencontrando coincidentemente namorado de amiga, ganhando mais um ítem no currículo e um dinheirinho na conta corrente, que estava mais parada que água de poço... Faz bem pro ego! Assim, estou me rastejando enquanto o relógio marca meia-noite e dez. Amanhã tenho mais dois testes e a cabeça está cansada para memorizar texto. Eu mereço minha cama e como amo meus lençóis, meus travesseiros, meu edredom e o cheiro de baunilha que embalam minhas noites... Boa noite!

Matéria na Revista Mérito (abril 2011, Franca - SP)



No feriado

Comemorou-se muito nos últimos dias... Sexta-Feira Santa, Sábado de Aleluia, domingo de Páscoa, Tiradentes, Descobrimento do Brasil, amizades, família, saúde, a benção amaldiçoada do cacau... Foram bons e tranquilos dias no interior! Quase esquecidos na gaveta do hack na sala de minha avó, enquanto procurávamos o já esquecido jogo de loto (ou bingo ou víspora ou como quiser chamar) para a alegria dela, encontramos duas cópias da minha autobiografia, escrita aos 15 anos. Fazia muito tempo que não via os livros, já que as poucas cópias se espalharam e se tornaram best seller da família Menegucci e adjacentes. Dediquei as minhas quase cinco horas de Rápido Ribeirão na segunda-feira à revisão daquelas quase 300 páginas que há dez anos escrevi. Senti um frio na barriga ao redescobrir o que pensava eu em 2001. Já faz tanto tempo... E sério, parece que foi ontem! Não é papinho de elevador, não. Como passou rápido! Naquela época o Word não era o programa mais usado... Não havia Google, Facebook, nem Youtube e muito menos clubes de ofertas. Não havia Blackberry... Nada de Ipod, nem câmera digital... Dedico um parágrafo agradecendo à internet, acredita? Lógico que não foi possível uma distância muito grande entre a leitora e a escritora naquele momento, e apesar dos alguns erros gramaticais e dos muitos de digitação e pontuação, constatei que não mudei muita coisa. Mudança eu digo no sentido de água para vinho... A metáfora é que minha Sidra Cereser está no caminho para se tornar uma Cristal, entende? Me surpreendeu o fato de que ali deixo claro que ser atriz era uma opção palpável. Também pudera! Eu acabava de fazer o comercial para o Liceu Albert Sabin! Opção essa que joguei para debaixo do tapete dois anos depois... Ali eu nunca tinha namorado. Não tinha ainda conhecido outro país. Sonhava com a cidade grande... Temia o vestibular. Tinha como melhor amiga alguém com quem hoje nem falo. Ansiava por festas, por cores, por barulho. Acreditava no amor. Desejava paixões. Até ali nunca tinham partido meu coração e eu ainda era sonhadora, coisa que deixei de ser numa amargura trancada durante quatro anos de uma faculdade que eu não queria. O mundo ainda não tinha assistido ao 11 de setembro, mas a política continuava praticamente a mesma. Tudo tão igual, tudo tão diferente... Aos 15 anos eu já desejava a mesma coisa que ainda desejo todas as noites ao ver a primeira estrela no céu: ser feliz - e eu já era, mesmo não sabendo. Nunca me arrependi ter gastado os quase R$500,00 com a publicação naquela época de economia nem os vários meses na frente do computador. Realizei entrevistas e mais entrevistas, resgatei fotos nunca antes vistas, registrei a vida como foi e como era e coloquei como ponto de interrogação o que viria a ser ela. E por isso não abandono você, querido blog. A vida e a cabeça são demasiadas ricas para serem guardadas em apenas 300 páginas... Você é a continuação de tudo isso que é Meu. Boa noite! Boa quarta-feira!

sábado, 23 de abril de 2011

Conto de Fadas

Levante o dedo quem, dentre as meninas na faixa de seus vinte e poucos anos, nunca tenha sonhado se quer uma vez na vida em se casar com o Príncipe William... E hoje não se fala em outra coisa! A cerimônia do dia 29. O vestido de Kate. A tiara de Kate. O mapa astral do casal. A história de amor da plebeia e do herdeiro do trono inglês. William não veio montado em um cavalo branco mas escolheu a morena "girl next door" para ser chamada num futuro breve de rainha. Na realidade não vivemos em meio a reis, duques, cavaleiros nem madrastas. Em nossas crônicas cotidianas, é mais fácil encontrar como personagens princesas e sapos. O pântano está lotado! Escuta-se na noite o coachar de príncipes ainda girinos, que teimam em não deixar o solo inundado. E não resta nada para as pobres princesas senão abandonar às vezes as vestes longas e se embrenhar na lama movediça procurando sangue azul mas acabando muitas vezes encharcadas do sangue mais escarlate... A verdade é que somos fascinados pelos contos centenárias da Cinderela, da feiosa que virou ubermodel, do menino pobre que passava fome e virou fenômeno do futebol... São histórias fantásticas que permeiam nossos sonhos para abrandar a crua realidade. Contos de Fadas existem sim: ou são exceções ou são livros. Provavelmente serei obrigada a engolir a transmissão do espetáculo britânico e tentarão me fazer engolir que ali a felicidade é plena e que a beleza será eterna. Mas vidas e casamentos não seguem roteiros. Podem sim acabar num túnel bem escuro ou se prolongar sem a luz no horizonte. Mas continuaremos procurando pelo "felizes para sempre", mesmo sabendo que a coroa não tão cedo enfeite nossas cabeças. De amor ou de guerra, a verdade é que o homem sempre foi louco por boas histórias. E as melhores nem sempre são as faladas nem as escritas, às vezes são aquelas guardadas ou simplesmente vividas. A vida é feita dos tecidos de que são feitos os sonhos. E agradeço que hoje eu possa ao menos sonhar... Não com uma dinastia que não me pertença mas com um pântano prestes a secar e que um dia dará origem a mamíferos, pois de anfíbios eu acho que já estamos fartas. Estou certa, meninas?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Verbo "TER"

Hoje tive dois testes. O primeiro já estava na agenda desde a semana passada, e depois de enfrentar o trânsito que me fez rastejar apenas quatro quarteirões em quarenta e cinco minutos, a coisa foi rápida. Fui mal. Bem mal. Saí de lá mais irritada ainda e decidi que voltaria a pé. Estava muito calor e a ideia de ficar sentada em um segundo ônibus não me agradava. Enquanto descia a 9 de Julho, o celular toca. Um segundo teste. Eram 13:15h. Meu bilhete único estava descarregado. Eu não sabia onde abastecê-lo. Na realidade eu não queria. Eu queria andar, mesmo debaixo do sol escaldante que resolveu invadir as portas do céu do Sudeste nos últimos dias... Sendo assim, andei dos Jardins à Vila Mariana. Fui uma das primeiras a entrar no estúdio, já que este começava às 14h. Neste fui bem. Aliás, era tão simples que não tinha como não ir bem... Voltei para o Itaim, ponto zero do trajeto. A pé novamente. Às 15:30h já estava almoçando. Minhas pernas recusaram a ida ao parque. Dei descanso a elas, elas mereciam. O dia já tinha rendido o que tinha pra render... "Tinha": verbo "ter" no pretérito imperfeito do indicativo. Verbo este que não abandona nossos monólogos, nossos diálogos, nossas cobranças, nossos adjetivos, nossos objetivos. Ter teste. Ter dinheiro. Ter uma reunião. Ter um corpo bonito. Ter um(a) namorado(a). Ter uma viagem marcada. Ter um carro. Ter casa própria. Ter sucesso. Ter o próprio negócio. Ter filhos. Ter que fazer. Ter que ter, ter o mundo nas mãos... "Ter" tudo isso para "ser" feliz. É preciso mesmo tanto assim? A semana é curta... Boa noite! Amanhã eu não tenho hora pra levantar... Eu juro que gostaria que esta conjugação não estivesse na negativa...

domingo, 17 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

@ www.naointendo.com.br


UM NOVO MONÓLOGO

Muito sono...

Não sei o que se passa, mas ando extremamente cansada desde que cheguei em São Paulo... Por isso, já peço desculpas pelo post pobre e sem nenhuma inspiração. Testes foram feitos, um teste foi perdido, um grande teste amanhã, um outro já segunda, um monólogo posto no Youtube, uma sátira da Colgate no site Ñ.intendo, um início ferrenho de dieta, um convite a uma festa vipíssima do Restart recusado, um corte de cabelo, calor na capital e o show mais incrível do mundo: U2. Acabei de ver Coincidências do Amor e fiquei um pouco temerosa em acabar como Jennifer Aniston na trama, que paga um doador de esperma para ser mãe quando seu relógio biológico começa a apitar. "A vida está em sessão", ela diz... E ah, assisti finalmente à propaganda nova da Colgate. Primeiro: a atriz não se parece comigo. Segundo: É Colgate Total 12 Professional Whitening. Terceiro: a minha continua no ar. Um beijo e boa sexta-feira! Queria descer para o litoral nesse final de semana que promete ultrapassar os 30 graus... E sim, a camisa da foto é a mesma do monólogo acima...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Porque 5 + 2 nem sempre é 7

Meu primo nasceu no mesmo dia que eu, seis anos depois. Confesso que não gostei da ideia de dividir a data com um outro alguém tão próximo, dividir o "Parabéns Pra Você...", dividir a mesa do bolo, dividir as atenções... Dezenove anos depois, vejo que o ciúme foi desnecessário. O 11 de abril ainda é meu. E eu faço o que eu quero e me reivento como desejo. Eu junto quem eu amo e me abraçam do jeito que mereço. Eu choro e como agradeço! Eu como bolo e brigadeiro mesmo! Eu não tô nem aí! Aniversário é tão bom, que só se comemora uma vez no ano. Posso me sentir especial pelo menos durante um dos tantos 365 dias? Posso? E fazer 25 não é pouca coisa, não. Procurando números cabalísticos e planejamentos de longevidade, chegaram à simples conclusão de que, se Deus quiser, completei hoje 1/4 da minha vida. Apenas 1/4. Tem tanta coisa mais por vir... Mas me disseram que hoje estou mais perto dos 30 do que dos 20. E o que isso quer dizer? Quer dizer que a brincadeira tomou a máscara de coisa séria. Quer dizer que ser aos 25 é muito mais do que ter aos 25. Quer dizer que felicidade não se compra, se planta, é para a sua própria subsistência... Quer dizer que eu não me torno mais velha, mas sim mais interessante. Não resolverão mais os meus problemas e para isso encero minha cara de pau quando preciso. E não posso mais bater o pé para ter o que quero, preciso é bater no peito. Quer dizer que devo ainda sonhar e correr atrás porque o chão é raso e as asas largas... O céu é meu limite. Não preciso fazer média e nem me fazer-los engolir, porque a diferença entre ser e fingir é o valor de um cachê. Idade é só um número e eu sou da área de humanas e aqui não existe exatidão, não existe planilha, nem HP que chegue a algum resultado final. Eu sou uma equação sem resultado. Completar 25 anos não significa nada. Mas ter vivido os meus 25, ah, isso muda tudo. Eu sou assim mas não me imaginava assim aos 25 quando completei meus 18 anos. A verdade é que eu nunca me imaginei além dos 18 e acho que aquela adolescente ficaria surpresa ao me ver aqui, ali, assim, assado. Felicidade não se mostra, não se qualifica, não se quantifica e nem se traduz. Felicidade se sente. Já o medo se mostra tanto, mas tanto, que se esconde. Se qualifica e toma proporções de gigante. E agora estou assim, uma mistura inacabada de felicidade e medo, do que foi, do que vem. Falam que de agora em diante o tempo voa. Mas vou agarrar o tempo com as unhas mais afiadas e se baixo ou alto, vou voar junto com ele. Eu já tenho 25 anos! Eu só tenho 25...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

7 de abril

Tudo o que eu fiz ontem e hoje é relevante. Não vem ao caso meu teste de refrigerante pela manhã, a locução prometida que foi remarcada para semana que vem, a gravação de um novo monólogo para renovar meu dvd book, que meu porteiro me confundiu com a garota propaganda do Ipê, nem que vim parar - novamente - no interior. Hoje o assunto é outro. Violência. Já virou papo de balcão de padaria, de mesa de buteco, de postagem em Facebook... E vai ser o meu papo por aqui também, não tinha como fugir. Dona Dilma se emocionou no palanque, eu chorei na mesa do almoço, o Brasil se comoveu, mas e daí? O sofrimento verdadeiro não é nosso, e sim daquelas 11 famílias que perderam seus anjinhos de um modo hollywoodianamente brutal, daquelas centenas de crianças que carregarão uma cicatriz que cirurgião plástico nenhum vai remover e dos tantos familiares que aguardam uma resposta positiva dos tantos profissionais que se empenharam para salvar a vida daqueles inocentes. O Brasil ainda não tinha uma Columbine, mas agora mancharam com o mais escarlate sangue as páginas da história. Edições especiais de telejornais espetacularizaram o que por si só já é um freak show. No entanto, não tem como se manter intacto ao ver as cenas de uma mãe recebendo a notícia de que não verá seu filho crescer e que a mais linda dádiva recebida - a vida - acabava por ali. É trágico, é idiota, é incompreensível, é explicável, é repetição, é inovador. Fatos assim nos fazem acreditar cada vez menos no ser humano, mas um louco dessa estirpe é minoria, ufa! Se o destino já está traçado, resta-nos aceitar que assim caminha a humanidade, ultrapassando obstáculos, caindo em buracos, buscando o horizonte, alcançando o mais alto cume, seja ele no céu ou aqui mesmo na Terra. Que Deus esteja com eles! Que Deus esteja conosco. Às vezes é difícil acreditar que Ele está no meio de nós...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Substitutas

Já faz umas duas semanas que escuto comentários aqui, ali... Estreou uma nova propaganda da Colgate Total 12 e isso está deixando meus "fãs" um pouco preocupados... Hoje minha manicure começou a conversa assim: "Stella, por que eles substituem atrizes em comerciais?". Eu já sabia onde isso ia chegar... Na cabeça das pessoas às vezes ronda um medo de que, de repente, a atriz não foi bem aceita ou que o comercial era ruim e resolveram colocar um melhor no lugar ou simplesmente tirar do ar. Muitos acham que para sempre eu seria a garota Colgate e que eternamente a propaganda do Walmart deveria anunciar preço baixo ainda mais baixo todo dia com aquela mulher de regata branca e camisa azul. Acreditam que fui traída, que fui esculachada, que eu merecia continuar e sempre - sempre! - que me falam, acabam criticando a minha sucessora. Isso é bem engraçado. Eu ainda não assisti à nova Colgate, mas confesso estar curiosa, pois já fui confundida com a nova atriz. Já me perguntaram se refiz a propaganda e já me disseram que me assistiram pela primeira vez alguns dias atrás mas que não tinha nada a ver comigo... Mas vamos aos esclarecimentos! Primeiro que assinei um contrato de curta duração com o Walmart. Assim, não fui substituída pela moça com o papo da dieta. O cliente tem um plano de marketing e eu não influenciei nenhuma troca em seu roteiro. Segundo, não refiz a propaganda da Colgate. Se fizeram uma parecida, talvez seja porque a minha estava exaustivamente no ar desde agosto de 2010, ou talvez, sei lá porquê. Não é complô, não é marmelada, não fui criticada, nem nada do tipo. Entendo que aqueles que torcem por mim querem me ver diariamente no ar, na capa da revista, no outdoor, junto das estrelas lá no céu... Eu também gostaria. No entanto, está tudo certo, pessoal (eu acho...). Don't worry, be happy!

terça-feira, 5 de abril de 2011

What Is Happiness? (Sunflower Caravan)



You think you're clever in your own opinion

You think you're sorry 'cause you made a million

You got your fancy ways in dinner parties

If you're so smart how come you're so far from a smile?

Oh, what is happiness to you?

I hope it's not the things you do...

Why don't you let me show you?

Why don't you let me in?

I guess you never had a bad experience

I guess you took for granted everything you have

I know you think you're better than most people

If you're so God damn perfect how come you're so dull?

Oh, what is happiness to you?

I hope it's not the things you do...

Why don't you let me show you?

Why don't you let me in?...

Analisando...

Há exatos vinte minutos estou me analisando. Passei o dia sem me autocriticar, mas não sei se devido ao cansaço e ao sono, olhei meu blog e pensei: "quanta besteira". Pensei até em apagar o subtítulo A um passo da Globo e a dois de Hollywood. Um dia eu achei isso engraçado mas esta noite, achei isso e tudo mais extremamente brega... Minha página do Facebook. Para que colocar tantas fotos? E detalhes que a maioria são fotos festivas e quem dá uma passada por ali e confere meus álbuns acha que minha vida é só festa e que, como disse um amigo de Ribeirão, ela se parece com aquele seriado Kimora e Sua Vida Fabulosa. Pessoal, não tem nada de fábula aqui! A gente só faz uma seleção dos melhores momentos, certo?! Não vou colocar uma foto minha no circular Sacomã-CEASA indo para a O2 fazer um teste para banco, usando sapatilha e com um sapato de salto guardado na bolsa para entrar toda pomposa no estúdio, como fiz hoje. Não vou publicar minha foto no supermercado escolhendo cebola, banana prata e aproveitando que o brócolis japonês abaixou 1 real e estava a R$3,99. Não vou. Isso aqui não é Flagra da Contigo!. Aliás, por que eu escrevo? Pra que divulgar? Eu seria mais interessante se fechasse meu livro? O que é, na verdade, o "compartilhar"? Eu poderia muito bem fazer um diário e guardar embaixo do colchão... Pra que colocar a letra incrível da música que ouvi hoje pela manhã, tão antiga mas atemporal: "You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser, you gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger, you gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together, all I know, all I know, love will save the day" no meu status? E pra que a foto com minha avó tão querida que acabou de completar 82 anos? E se eu apagasse tudo? Isso tudo é exibicionismo? Ou carência? Quantas vezes lemos "Estou muito feliz!" e você sabe que na verdade, a pessoa está se fazendo de feliz para tentar se vingar de alguém que um dia a fez sentir humilhada... Ou então "Estou com sono, vou dormir.". Tá, boa noite! Mas a pessoa quer "escutar" alguma coisa, qualquer coisa, de alguém, qualquer pessoa, já que de repente não há ninguém ali ao lado... Ou então faz um carregamento móvel com amigos na balada e com pulseirinhas V.I.P no pulso para mostrarem que são livres, leves, soltos e chiks? As redes sociais são um caso a ser estudado. Tudo bem, o meu blog tem um enfoque profissional, mas tanta coisa é adicional... A gente dá a cara a tapa para ser criticado, seja crítica boa, seja crítica ruim. Para que, se no anonimato a gente já é açoitado com olhares e julgamentos? Ainda bem que não sou só eu quem tem e nem só eu quem leio... Obrigada, leitores. Assim, começo a semana já com uma locução marcada para quinta-feira para Brinquedos Bandeirante, um cachê-teste no bolso, uma dieta na balança e uma indagação na cabeça: "quem sou eu e o que eu estou fazendo?!". Se eu fosse americana, eu diria: "What the hell am I doin' here?". Somos todos casos a serem estudados. Todos. Nem você é exceção.

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Fim de semana precoce

A semana foi profissionalmente fraca e assim resolvi liquidá-la antecipadamente e me refugio agora no interior. Quanta diferença da correria do post passado... Mas o final de semana é festivo e minha presença aqui era mais do que necessária! De importante para retratar, só mais um teste para um shopping. Repentino. Daqueles que você está fazendo seu almoço quando o telefone toca te pedindo para estar na Vila Madalena das 14 às 19h. Homens e mulheres, de diferentes idades, a fim de preencher as vagas para mãe, pai, namorado e namorada. Desta vez me encaixaram para namorada. É bom não ser a "mãe" de vez em quando, acho que combina mais com os meus já quase 25 anos... A resposta não sei quando sai ou se já saiu, mas como sempre esperamos o "não" e o sim é exceção, não contem muito com a menor probabilidade. Fora isso, o telefone tocou para eventos. Abril, maio e junho são os meses bombásticos para quem trabalha na área, mas neste momento, eu me encontro fora dela. Obrigada, mas feira não mais. Terça-feira recebi o convite de um grande amigo para ir ao desfile do lançamento da coleção outono-inverno de Camargo Alfaiataria. Coloquei o vestido mais adequado, o salto mais alto e fomos conferir as presenças ilustríssimas de Ronaldo Fenômeno, Luciano Szafir, Cafu, Maurício de Souza, Rodrigo Lombardi, Frejat, Paulo Zulu, DJ Zé Pedro, Paula Lima, Amaury Jr. entre outros, no Credicard Hall. Foi quando cheguei à conclusão de que meu marido, seja lá quem ele for e quando for - se for -, vai se casar by Camargo e que um pouco de boemia regada a prosecco no meio da semana não é pra qualquer um... Foram muitos flashs... Uma noite para se lembrar! Os ingressos para o show do U2 já estão na mão e a cabeça ainda continua um turbilhão. Escutar de minha mãe numa tarde ociosa de quarta-feira que seria bom eu voltar a pensar em fazer minha pós em jornalismo e arrumar um emprego paralelo não foi o meu ponto alto da semana... Boa sexta-feira e cuidado, pois mentira faz o nariz crescer...

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Eu disse...

Iniciei este texto na sexta-feira mas a programação noturna me fez salvar como rascunho e continuar a narrar a saga só hoje, domingo. Eu falei que a semana seria braba! Hoje já é praticamente segunda-feira e detalhes se perderão no relato das tantas viagens, trabalhos e expectativas. Mas vou tentar, eu prometo. Segunda-feira ainda fiquei à paisana pela cidade, esperando possíveis respostas... Tive que levar o contrato do job de domingo na agência, fiz meu almoço, corri no Ibirapuera e nisso já foi o dia inteiro. Enfrentamos - minha mala e eu - o trânsito e a lotação do ônibus das 19:30h para embarcar para Ribeirão no das 20:30h. Após certo stress, cheguei 1 da manhã em terras caipiras, já com afazeres para a manhã de terça-feira. Ao meio-dia do dia seguinte, já estava na estrada a caminho de Franca para as fotos de um instituto de ortodontia - Instituto Ronaldo Leite. Franca já faz parte de um passado distante e nem me lembro a última vez em que estive na cidade. Mas ao lá chegar, cordialmente me apresentaram todo o espaço do instituto e fiz algumas fotos para uma revista local. Logo em seguida, seguimos para o estúdio e fotos e mais fotos foram tiradas, nos aproveitando ao máximo do meu sorriso que estará em folders, em site e revistas da cidade. Quando já davam quase seis horas da tarde, saímos de estúdio e, seguindo a minha vontade, continuei a fazer mais algumas fotos para a revista, desta vez no campus novo da UNESP. Quanta mudança! O antigo colégio de freiras com dezenas de pontos de risco que ocupava um quarteirão do centro da cidade fora substituído por um campus de verdade! Não tive tempo de vasculhar cada canto da faculdade, nem de visitar a biblioteca e nem de comer um mísero pão de queijo na cantina - que não tenho informações se ainda é do famoso Seu Eli -, mas enquanto universitários carregavam seus livros e a bateria ensaiava seu repertório, eu era a "modelo" ex-unespiana que ganhará algum espaço nas páginas da mídia local. De 2008 para cá, posso dizer que houve algumas reviravoltas, para mim, em Franca, para a UNESP, na vida. Não morro de saudades dos longos cinco anos universitários... Pé na estrada novamente, de volta a Ribeirão. Quarta-feira pela manhã regravei algumas locuções da Gás Natural Fenosa, devido a mudanças no texto em uma produtora de Ribeirão Preto parceira da sorocabana. Durante a tarde, aguardei o roteiro da abertura da 20a Jornadade Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Sinhá Junqueira, que não me chegou em mãos com antecedência. Confesso um pouco preocupada, cheguei no Centro de Convenções vinte minutos antes da cerimônia começar e passei e repassei o texto numa velocidade acima do normal. O relógio e as poltronas já ocupadas não permitiam um ensaio apropriado. Podemos começar? Deu tudo certo, especialmente se considerarmos o improviso da coisa. Depois, foi festa! Reencontrei os médicos que anualmente encontro, fui apresentada a novos, contei sobre minha carreira em andamento aos interessados, ouvi elogios fervorosos sobre meu pai, sobre o mestre de cerimônias, as propagandas, sobre como cresci, como mudei, como sou corajosa... e lógico que não faltou a pergunta: "Você já escovou seus dentes hoje?". Uma noite deliciosa, de um evento especial, de um trabalho especial, com pessoas especiais. Quinta-feira às 9h eu já estava em mais um ônibus retornando à capital. Viagens assim me deixam cansada e irritada. Só fui entrar em casa depois das 15:30h. A estrada já deixou de ser uma boa opção e passo a considerar avião nas próximas vezes... Quando entardecia, depois de uma tarde de chuva, faltou energia no meu bairro. Fui vendo o anoitecer e não achava vela em casa, a bateria do laptop se esgotava e fui obrigada a fugir para o Kinoplex. Amor Sem Compromisso foi a sessão escolhida. Depois de dar algumas risadinhas bobas com Ashton Kutcher e constatar quão pequenininha é Natalie Portman, recebi a ligação de uma produtora sondando sobre a disponibilidade para uma gravação na sexta-feira em Brasília. Apesar de um teste para vitamina C, minha agenda estava livre, claro! Assim, fui orientada a dormir na iminência de viajar às 11h do dia seguinte, cabendo ao cliente escolher entre uma atriz de lá e eu de cá. Na sexta-feira me levantei às 8:15h, torcendo para estar no ar em algumas horas, mas não fui contemplada pelo cliente do Planalto Central. Um pouco decepcionada, já que era o terceiro trabalho dos últimos dez dias que perdia na final, segui para meu teste na Vila Madalena. Ser vice-campeã neste caso não vale muita coisa... Nada de cerveja, nada de sabonete, nada de aeroporto. Alguém pode dizer pra esse pessoal que ficar editada e esperando resultado eternamente não é legal?!... São tantas incertezas... Me disseram que se plantarmos mudas de "se" conseguimos um arranjo de "quase", ou algo parecido. Mas completei que se regarmos o arranjo chegamos a uma plantação de possibilidades. E se as possibilidades derem frutos, temos hectares de certezas. Tudo depende de uma boa jardinagem... E seguiu-se o final de semana... Faz muito calor na capital. Não sei nada sobre esta semana que se iniciou há 55 minutos. Mas sei que esperanças ficaram para trás nesses últimos dias. É triste quando a vida nos responde com um "não", direta ou indiretamente, enquanto esperávamos o "sim" e tantas outras coisas mais... C'est la vie! O apartamento agora está completo. Dentro de casa não há mais nada para se ajustar. Mas tem tanta coisa desajustada por aí... Boa semana! PS: Vou entrar debaixo do chuveiro pela terceira vez... passar hidratante no calor morando em um apartamento sem ar condicionado nem sempre é uma boa ideia...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Gravação!

Me resguardei numa noite de sábado que estava sendo incrível em vários pontos do planeta. Às 5:45h deste domingo, despertou meu relógio. Saí de casa tranquila, com certa antecedência, pensando que "nunca se sabe!". Chamei um táxi - lerdo e caro - e fui para a Rodoviária Tietê, com rumo certo: Viação Cometa. Enquanto me aproximava da bilheteria, fui lendo todos os destinos dos ônibus e nada de Sorocaba. Quando cheguei no guichê, fui informada de que o embarque era somente na Rodoviária Barra Funda. Eram 7:20h. E eu teria de estar às 9h na cidade.
Atordoada e mais do que bufando, voei pelo metrô, fiz baldeação e cheguei na Barra Funda a tempo de pegar o das 8:15h. Liguei para o produtor, pedi as mais sinceras desculpas, fui mais do que desculpada, e segui minha viagem num micro-ônibus lotado que demorou vinte minutos a mais do que previa o site da companhia.
Me buscaram na rodoviária. Maquilagem. Cabelo. Espera. Almoço. Maquilagem de novo. Estúdio. Se tratava de um vídeo institucional para a Gás Natural Fenosa e pela primeira vez, trabalhei com teleprompter (TP). Piece of cake! Todos planejávamos sair de lá depois das 18:30h, mas às 16h os trabalhos já estavam finalizados e fui carinhosamente levada para experimentar a famosa coxinha da Real. A fama não veio à toa.
Dever cumprido, mais um bom trabalho para o currículo, o aprendizado com TP, mais um post no blog. Um temaki, meia barra de chocolate, uma tentativa frustrada do dvd pirata de O Vencedor e uma tentativa inacabada de A Rede Social depois, mais um domingo! Que cansaço!
Essa semana promete!

sábado, 19 de março de 2011

Sexta-feira

Acordei, voei para tomar meu banho antes que o encanador chegasse para consertar o vazamento no banheiro, o recebi, me arrumei, tomei meu café e o abandonei aqui, dando o start para a minha sexta-feira. Primeiro passo: teste de foto para banco. Uns bons quarenta e cinco minutos no ônibus e cheguei na produtora mais animal que já entrei. Foto assim, foto assado, segura o cartão, segura um celular, sorrisão, gargalhada, ok, obrigado. Saí de lá e de repente um bafo invadiu São Paulo. Não sei se a cidade inteira ou se só a Vila Leopoldina chegando até o Largo de Pinheiros... mas tava quente pra dedéu (gostaram da expressão?). Aí já constatei que havia escolhido mal a blusa de manga três quartos, apesar de branca... Mais um ônibus. Dois. Fui para o segundo teste. Na realidade, o segundo teste do dia e o segundo teste para o tal sabonete, já que mudanças rolaram no roteiro e me colocaram definitivamente no papel de mãe. Antes parei numa lanchonete e tomei um suco de abacaxi e limão, já morrendo de fome. Esperei pouco, entrei no estúdio com "meu marido", "meu filho" e uma professora. Me alegrei ao ver tantas crianças de cabelo castanho escuro... Fiz o que tinha que fazer e saí de lá com o coração na mão. Eu queria tanto... eu preciso tanto... eu merecia tanto... Agora é aguardar, fazer o quê! Não me resta nada além de esperar...
Quando o relógio já marcava quatro e pouco, estava no quarto ônibus do dia, cansada pela noite pouco dormida, pelo calor escaldante, pela peregrinação divina dos testes e mais testes e pela incerteza sobre meus próximos dias.
O telefone toca. Ganhei de presente uma gravação domingo em Sorocaba para um vídeo institucional! Assim, remanejei a agenda. Pedi desculpas para a formanda - amiga tão querida -, senti um pesar por ter que deixar a vida pessoal de lado pela profissional, agradeci aos céus pelo primeiro trabalho do ano e olhei os horários de ônibus, já que às 9h de domingo terei de aportar na rodoviária da cidade. Faminta... me entreguei a um temaki de salmão com shimeji, o enchi de molho tarê e gergelim e um Guaraná. E começou a chuva... Sempre munida de sombrinha, caminhava para casa quando passei na frente de um buteco e senti o cheiro dos espetinhos de "filé minhau". Não resisti e paguei R$2,50 por uma linguiça - deliciosa, diga-se de passagem. Voltei para casa. Tomei meu banho. Respirei.
Deitei no sofá para assistir nada e enquanto trocava de canal descobri a programação nova da MTV e um programa chamado Top Mundi. Pelo Facebook parabenizei o VJ, pois há tempos a emissora carecia de um programa assim. Conferi músicas que estão no topo do mundo, fiz download e ouvi, incessantemente, a duas delas em especial: Sale el Sol, da Shakira e Young Blood, de The Naked and Famous.
Assim, dediquei minha noite de sexta-feira ao nada e ao tudo, perambulando entre sofá e minha cama, contemplando a vida e cantando para ela. Ela merece as mais lindas serenatas...
Bom final de semana!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oba!

Disseram para eu não espalhar, que nem todos são "de bem" e que nem toda torcida é a favor. Mas aqui é o meu espaço e eu pedi para o Google instalar uma chave de proteção contra mau olhado (tá ali embaixo, dê uma olhada!).
Meu samba no pé deu resultado! Estou editada e a resposta saberá Jesus quando sai. Feliz e já prevendo a ansiedade, deitei na tarde ociosa para finalmente assistir Diários de Motocicleta. O telefone toca. Quer outra boa notícia? Também estou editada para o sabonete da semana passada, aquele que já havia esquecido e guardado na gaveta dos "nãos". As good vibes não mentem! A gente sente quando é pra ser... E vai ser, será?
Celular movimentado e infelizmente duplamente, tive que recusar o envio de material para uma marca de cosmético para o Dia dos Pais. "Você pode enviar uma foto recente sua com seu pai?". Quisera eu... Se papis estivesse aqui, uma foto só dele já garantiria o meu cachê...
Trim-trim! "Alô!". Teste amanhã, dos bons!
Às 19:15h, depois de organizar finalmente meu quarto, não sabia se continuava a caminhar pelo Deserto do Atacama junto com Gael García Bernal ou se correria nas alamedas do Ibirapuera. Assim, a viagem de Ernesto Guevara ficou pela metade e a ansiedade nas alturas.
Desta maneira, minha agenda está em suspenso para os próximos dias. Talvez a viagem para o interior seja cancelada por bons motivos... Mamãe, minha amiga formanda, a foto para a Clínica Odontológica de Franca e o trabalho de Mestre de Cerimônias no Congresso de Ginecologia em Ribeirão vão entender, se preciso.
Para um dia sem programação, até que tive altas doses de emoção. "O dia em que você perder o frio na barriga, aí f****!", me disse meu primeiro professor e diretor de teatro. Eu ainda tenho muito. Eu vivo tentando caçar essas benditas borboletas no estômago... Esse é o prazer de tudo. Sem o frio na barriga não tem a mínima graça...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Teste aqui, teste acolá

Não sei se foi o chá verde da noite ou a ansiedade de não sei o quê... Não dormi bem. Não acordei bem.
Fui meio irritada para o teste da manhã, esperei o ônibus, esperei cinquenta minutos dentro dele, duas horas na produtora, decorei e falei o que tinha que falar sem gaguejar mas não senti que vai dar. Não fiz amiguinhos na espera, não me encaixava no perfil dos que lá estavam (o que pode ser excelente como uma catástrofe) e nem senti a faísca que deve se sentir no estúdio após o "Corta. Valeu, Stella!".
Saí de lá, um ônibus, dois, casa. Fiz meu almoço às quase quatro da tarde, escutei algumas músicas revigorantes, troquei a roupa (pois propaganda política em nada tem a ver com cerveja), dei um up na maquilagem e fui para o Butantã.
Achei que fosse concorrer com gostosas corpulentas à la Paniquetes, mas não. Tinha de tudo! Encontrei amiguinhas, esperei quase nada, e vestida proposital e obrigatoriamente de saia, sambei de salto para a câmera segurando uma latinha de cerveja! Cada coisa... Eu já me vesti de espanhola em formatura de curso da língua, eu já andei com bob na cabeça no metrô de São Paulo, eu já subi em lixo na Avenida Paulista, mas eu nunca havia mostrado meu gingado moreno - e olha que eu tenho! - com uma latinha na mão seduzindo a câmera.
Voltei para casa quando já passavam das sete e mesmo assim, enfrentei o escuro, o friozinho e a fina garoa para correr. O parque já apresenta sinais de um outono que vem pela frente e fica ainda mais lindo, quase um "Outono em Nova York", sabe? Quase...
Amanhã tenho nada. Engraçado, né? Hoje a agenda transbordou com três testes - um não feito - mas o dia seguinte não promete grandes emoções, nem samba, nem orgulho de ser brasileiro.
Boa noite! Hoje sem chá verde e sem despertador para tocar...

terça-feira, 15 de março de 2011

Tempos de mudança?

Tudo parecia errado, meio fora de lugar. Aí me deu vontade de mudar. Dar uma radicalizada na vida, uma revirada nos princípios, uma reviravolta na minha biografia. Mas o horóscopo disse para eu esperar. Que não é hora para isso. "Está tudo certo", acho que foi o que li em alguma das revistas enquanto fazia minha unha.
Me ative nos últimos dias às mudanças no apartamento, porque se não se está em paz em casa, não se está em paz em nenhum lugar. Assim, meu novo quarto ganha cores, ganha cheiros, a sala em organização, os espaços são melhor preenchidos, dei aquela faxina nos armários, apertei o parafuso da saboneteira que teimava em despencar, passei para frente a planta que não sabia cuidar, doei o que tinha que doar. Uma sensação de limpeza e novidade e casa nova, vida nova!
Amanhã tenho três testes. Não sei se meus poderes de ninja me permitirão estar em Perdizes, Butantã e Vila Mariana, mas dá gosto ver a agenda cheia, mesmo o bolso continuando vazio.
O porteiro da noite me perguntou, quase em tom de cobrança: "E comercial, parou de fazer?". Não, tô na batalha diária, respondi. "E qual o próximo?". Quisera eu saber...
A água começa a bater na bunda e não sei se nado, se busco a bóia, se mergulho ou se posso afundar. Mas está tudo certo. Certo?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como uma onda

Tsunami era tema de questão em prova de Geografia. Como naquela época não havia Youtube, apenas na minha cabeça eu idealizava as ondas que atingiam dois, três, dez metros de altura e invadiam cidades e devastavam vidas. Até que veio o filme Impacto Profundo e eu pude visualizar a catástrofe de uma onda gigante - ok, considerando que a onda de 30m de altura foi ocasionada por um meteoro que colide com a Terra invadindo primeiro Nova York, claro!, quando depois o mundo é reconstruído sobre o alicerce do sempre heróico presidente norte-americano, no filme já um negro, Morgan Freeman. Mas ver imagens de um desastre real é outra história. Não tem estrela de cinema falando em púlpito sobre reconstrução nem uma música de um maestro vencedor de Oscar ao fundo. Tem destruição. E com ela, tantas outras palavras tristes e cenas tristes e notícias tristes. Nada do que eu falar aqui será novo. Nesse momento, jornalistas e economistas e blogueiros e estudantes e quem mais quiser pode falar ou escrever os horrores pelos quais passam e passarão os japoneses. E como há algum tempo não fazia, assisti ao Fantástico para fechar o domingão e desliguei a televisão com a alarmante notícia do correspondente de Nova York - desta vez inteira e recuperada do meteoro - de que em dez minutos uma nova tsunami que atingiria até três metros avassalaria a costa japonesa. Imagine-se você, tendo um aviso de que tens que abandonar sua vida como conhece e que em dez minutos, o familiar será estranho. O alarme não foi para mim, foi para milhares de pessoas que se localizam lá do outro lado do mundo. Enquanto eu escrevo, casas, prédios, carros, animais, pessoas, vidas, sonhos são levados pela força que veio das entranhas da terra e do útero do mar. Mas uma sirene tocou por aqui e me fez agradecer por morar no alto, no meio de uma placa tectônica e não ter conhecidos na Terra do Sol Nascente. Nessas horas eu amo mais o país do Carnaval...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Acabou-se o que era dolce!

E chega ao fim o Carnaval! Pelo menos para a maioria dos pobres mortais e com exceção de amigos que ainda tiram forças das profundezas do oceano em carnavios afora...
A semana que antecedeu a festança me surpreendeu. Teste até na sexta-feira! Dever cumprido, mesmo o placar estando zerado até o momento. O inferno astral me queimava e assim, me dei toda a licença poética de ir para minha Cidade Maravilhosa aproveitar a Festa da Carne.
Foram cinco dias de amigos, reencontros, blocos e mais blocos, marchinhas, fantasias, adereços, muito energético, andanças, risadas - quantas risadas! -, cansaço, inchaço, estardalhaço. Teve até bloco de celebridades!
A cidade estava uma zona. Os banheiros químicos o caos na Terra. O trânsito parado. As ruas exalavam o cheiro dos foliões. Multidões até altas horas da matina. E não é isso o Carnaval? O dia em que o Carnaval de rua for organizado, ele perderá sua autenticidade. Se queres organização, procure um resort. Ou alugue filmes. Leia livros. Ou fuja do continente. Carnaval é para se chutar o pau da barraca e levar a jaca para casa para pisoteá-la no dia seguinte. É para brincar de ser ridículo e não se importar ao ver as fotos ridículas, as roupas ridículas e os vídeos ridículos embarcados na mala. É fingir que pode tudo nesta vida que a gente não pode nada. A gente não pode comer em excesso, beber em excesso, falar muito alto, cantarolar na avenida, gritar o que quiser, dançar como quiser. Mas no Carnaval a gente pode. A gente deve.
Quando me mudei para São Paulo a cidade me fazia sentir pequena. Quando vou ao Rio, me sinto grande demais. Lá não precisa ter tudo... fazer tudo... basta ser alguma coisa, às vezes basta ser o que você quiser. É bom. Bom pra alma, bom pro coração.
Mas como essa fantasia não é eterna, agora começa o ano. Mas e já não havia começado? Voltei cheia de energia para a Selva de Pedra como uma fênix depois da quarta-feira de cinzas. Já tive um teste hoje. Outro amanhã. Nossas paredes já estão pintadas e a vida quase organizada.
Agora não tem pause. Feliz ano novo! De novo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

1,2,3 testando!

É...
Os dias estão seguindo um percurso inusitado para uma semana pré-carnavalesca...
Ontem fui avisada de um teste para uma marca de café carioca - foto -, o que já me alegrou para uma semana que prometia nada. Acordei no meio do caos de um apartamento com dois pintores e aproveitei para escapar dos jornais e sacos plásticos que protegem nossa vida da tinta branca e fui. À pé, como gosto, por ser pertinho. Ainda não chovia na capital. Rapidinho, voltei para casa, troquei o salto por uma sapatilha e fui resolver coisinhas idiotas, como comprar os puxadores que faltavam do meu armário, pagar a conta exorbitante do meu celular, buscar um short manchado na lavanderia e no supermercado para o leite, a banana, torrada e requeijão. Mas, no meio do caminho, lá veio ela! E com ela, ele: o guarda-chuva. Estou pegando uma birra imensa de guarda-chuvas, de como eles quebram... de como eles somem... do trânsito que causam nas calçadas... de como atrapalham a visão... de como molham o chão de casa quando chego ou a bolsa quando guardo.
Voltei, fiz meu almoço cheirando à tinta, e racionalizando que o apartamento seria demais para nós três, fugi para o Kinoplex e peguei a sessão das 14:40h de Bruna Surfistinha, afinal, o que eu tinha que fazer, já estava feito. O telefone tocou duas vezes ao longo do filme, mas Deborah Secco estava mandando muito bem e não atendi. Gostei do filme. 10.ooo acessos diários no blog ela tinha! Eu diria que estou um pouco longe da fama da ex-garota de programa... Ao sair e constatar um frio há muito tempo não visto na cidade, retornei as ligações. "Você consegue chegar num teste até às 18h?". Eram 16:45h. Voei para casa, troquei de roupa e conferi o endereço: Butantã. E nessa vida, pra tudo dá-se um jeito! Cheguei a tempo de ainda esperar para ser testada para a marca de cosméticos... "Hoje não tem cachê-teste e não perguntem o porquê!", dizia um aviso sobre o casting producer. Cheguei em casa molhada e já eram quase 21h. Fiz meu jantar.
Tem um teste que eu passo diariamente: o da paciência. Às vezes fico só editada, mas na maioria das vezes, eu passo. Se não passasse, lá já estaria eu, de roupa social fazendo happy hour no final do expediente dirigindo algum carro 1.4 e com os pés e sapatos secos...
Amanhã tenho mais um. Outra marca de cosmético. "Leve a cópia do seu DRT que tem cachê-teste!", me avisou esta agência que há pouco começou a me ligar.
Por esses dias já assisti o aclamado Sindicato de Ladrões e a sedução de Marilyn em Os Homens Preferem as Loiras. Assim, a semana já valeu a pena. A passagem para o Rio de Janeiro já está comprada mas o que eu quero mesmo, é que o Carnaval acabe e o meu ano comece pra valer!
Tenho ainda uma audaciosa to do list para 2011...
Boa noite! Boa quinta-feira!
Tá chegando, solteiros! Allah la ô ô uô ô uô! Mas que calor ô uô ô uô...

terça-feira, 1 de março de 2011

"Tem alguém me enchendo o saco. Acho que sou eu."

Não cobrem a minha presença, por favor. Se sumi, é porque não tinha o que contar. Se aparecesse, iria derramar toda a minha insatisfação, o meu desespero, o meu mau humor. E quanto mau humor! Tentei me alegrar, assisti a bons filmes, ouvi boas músicas, li alguma coisa, mas eu não tive um teste sequer em cinco dias úteis dessa última semana inútil. Minha esperança só se elevou na quinta-feira, com uma pré-aprovação por vídeo que me fez ficar editada entre três para um cartão de crédito. Não fui a sortuda. Se é que é sorte... Porque se a gente acredita que quando é para ser, será, a sorte não entra na jogada. Ou entra? O destino envolve sorte? Porque se envolver, não é destinado a ser... Ah, já sei! Pode ser que você seja destinado a ter sorte. Aí sim. É que não tenho tido muita nos últimos tempos... Cheguei a pensar no mundo corporativo. Cheguei a me enxergar vestida de roupa social fazendo happy hour após o expediente. Foram dias difíceis. O problema era comigo, será? Aí fiz uma cotação de casting com modelos e atrizes. Perguntei para booker de agência. Estava parado para todos. Menos mal. Aí, já prevendo a semana seguinte, anterior à maior festa brasileira, me mandei para as bandas do interior, sem dia certo para voltar. Mas, como sempre, planos foram desfeitos ao receber uma ligação no domingo à noite para um bom teste hoje, segunda-feira. Voltei à capital no ônibus das 8 da matina após parcas horas de sono por conta da entrega do Oscar. E mais gordinha, devido à comilança desnecessária do domingo. E foi uma segunda-feira de testar a paciência. Minha viagem se alongou por mais de cinco horas, a bateria do meu MP3 durou apenas duas e um assobio chato praticamente a estrada inteira. Fui recepcionada com uma chuva interminável e cheguei à solução matemática de que chuva + cabelo = terror para andarilhas como eu. Almocei algo perto de casa, tomei meu banho, peguei as coordenadas e às quatro e pouco chegava na produtora. O teste foi rápido, mas não fui bem. Não favoreci a câmera, eu acho que estava meio desconcentrada, irritada ou cansada ou tudo isso tudo junto. Mas valeu. Sempre tem que valer. Cachê-teste, guarda-chuva, trânsito. Entrei em casa e já estava escuro. Ainda chovendo. E a mala para ser desfeita e o jantar para ainda ser feito. Confesso não estar animada para o meu Carnaval, apesar de numerosas e incríveis companhias já agendadas para o Rio de Janeiro. Eu sei do que estou precisando. Mas infelizmente não depende só de mim... Mas vai passar. É tudo uma questão de tempo. Amanhã começamos a pintura do apartamento. E após o samba, chegam minha cama nova e minha sapateira. E aí não tem desculpa, porque dizem as más línguas que o ano começa mesmo é depois do carnaval. Boa noite chuvosa para você! Eu estou com tanta raiva dela que nem sei se vai ser possível aproveitá-la...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hipocrisias à parte, eu quero mesmo!

"Na era das redes sociais, em que todos editam sua imagem idealizada que querem divulgar, a autenticidade apresentada por Amy [Winehouse], não levando tão a sério sua auto-imagem é digna de admiração. Tenho amigos que simplesmente não reconheço nas redes sociais, são pessoas distintas digital e pessoalmente. Verdadeiros ogros na vida real se transformam em pessoas interessantes. Posts sofrem verdadeiros trabalhos de edição, sempre comentários espirituosos e inteligentes, viva o Google, ninguém é totalmente ignorante com o Google por perto. Fotos são escolhidas a dedo e, por vezes, tratadas em sofisticados programas de edição, como Photoshop e companhia. Amigos são escolhidos por conveniência, nunca conversaram pessoalmente, mas são amigos virtuais. Comentários são rapidamente apagados se danificam em algum momento essa imagem positiva a ser divulgada.
São verdadeiros avatares, só não são azuis, como no belíssimo filme de James Cameron, porque preferem o amarelo dourado das sessões de bronzeamento artificial. Tudo é transformado e editado para agradar o público. Público e privado se misturam de forma avassaladora. Corpos e mentes são modulados para atender a uma demanda, que eu ainda não entendi bem de onde veio. Peitos e bundas são cirurgicamente instalados, como se fossem acessórios de beleza. Tudo é possível esteticamente, basta ter o dinheiro e a disposição de fazê-lo.
Na minha vida eu quero mais Amy Winehouses e menos Madonnas. Quero mais autenticidade e menos avatares. Quero mais bebedeiras e menos baboseiras. Quero mais conversas e menos mensagens. Quero mais presença e menos lembrança. Quero mais encontros e menos chats. Quero rir dos tombos da vida e não dos vídeos mais vistos no YouTube. Quero mais amigos e menos conhecidos. Amy! Amy! Amy! Quero uma vida menos editada
." (por Cacá Fernandes na Revista Sax, fev. 2011)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Good Day (Jewel)


I say to myself: Self, why are you awake again?
It's one a.m.
Standing with the fridge wide open, staring
Such a sight, florescent light
The stars are bright
Might make a wish, if I believed in that shit but
As it is, I might watch TV
'Cause it's nice to see people more messed up than me
I say to myself, as I smile at the wall,
Just let myself fall
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait and see
It's gonna be OK, cause I'm OK with me
It's gonna be, it's gonna be, it's gotta be
I shiver, shut the door
Can't think standing here no more
I'm alone, my mind's racing, heart breaking
Can you be everything I need you to be?
Can you protect me like a daughter?
Can you love me like a father?
Can you drink me like water?
Say I'm like the desert,
Just way hotter...
The point of it all
Is that if I should fall
Still you're name I'll call
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait and see
It's gonna be OK, cause I'm OK with me
It's gonna be, it's gonna be
As long as we laugh out loud
Laugh like we're mad
'Cause this crazy, mixed up beauty is all that we have
Because what's love but an itch we can't scratch,
A joke we can't catch
God, but still we laugh
Get back in bed, turn off the TV
You say "It'll be alright baby, just wait and see."
It's gonna be all right, it's gonna be okay
It's gonna be all right, just wait and see
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait, just see
It's gonna be okay, cause I'm okay with me
It's gonna be, it's gonna be, it's gonna be OK...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ócio

Segunda-feira chuvosa. Ociosa.
Meu telefone não tocou hoje nem para hoje. Estou agora deitada no colchão no chão da sala quebrando a cabeça para buscar soluções. Não encontrei nenhuma. Meus olhos se voltam para o céu a cada instante e as lágrimas de São Pedro não param de cair. Não há nada na tv e pode ser que em breve eu leia algumas páginas do meu livro e me aborreça logo em seguida. Tem dias em que nada parece animador...
Busco na minha playlist músicas nostálgicas que de alguma maneira me remetem a tempos e pessoas que na verdade eu nem deveria querer pensar em lembrar...
Cabeça vazia. Coração vazio. Agenda vazia. Bolso vazio. Existe combinação mais desastrosa para um começo de semana?

Fama

Não sou famosa, ninguém sabe meu nome, não estou rica e muito menos "feita". Ainda. Mas fatos engraçados e olhos curiosos já começam a fazer parte do meu dia-a-dia...
Semana passada. Acabava de entrar numa festa e caminhando pela multidão que se espremia no escuro ao som de um badalado DJ internacional, cruzo pela pista de dança com um cara que me olha diferente, como se me conhecesse. Dei um sorriso de canto de boca e quando já desviava o olhar, ele me pergunta: "Você não é a garota do sorriso Colgate?". Eu, pouco sem graça, disse que sim. Mas pensei "Será que o conheço? Talvez o tenha no Facebook... Talvez ele seja amigo de algum amigo...". E perguntei: "Você é...?". Ele: "Não, ninguém, me chamo Wesley." Ok, prazer, Wesley! E a noite continuou. "Não aguento mais te ver!", me falou no ouvido uma amiga... "Já escovou seus dentes hoje?", disse outro, simulando um scanner no meu sorriso - essa é de praxe! Também já começo a sentir um tratamento um pouco mais diferenciado daqueles que até então achavam que eu era mais uma, que não era grande coisa, enfim... O que a televisão não faz com a cabeça das pessoas, hã?
Hoje. Após garantir meu ingresso para o indicado ao Oscar 127 Horas, horas antes da sessão das 21:40h, fui ao banheiro e enquanto fazia o que tinha que fazer, escutava duas meninas que lavavam as mãos comentando sobre a reforma do banheiro do Kinoplex. Uma disse: "Nossa! Essa porta ficou linda!" e a amiga retrucou: "Nossa, ficou mesmo! Nossa! Já viu aquela propaganda, da menina que fala "Nossa!"?". A outra perguntou qual. "Aquela da Colgate, que o dentista pergunta se ela usou Colgate Total 12 e ela diz "nossa!" para os dentes brancos..."... Eu queria morrer de rir... Abri a porta, dei de cara com uma delas, mas acho que ela não me reconheceu... aí seria muita coincidência. Saí rindo do banheiro.
Fazendo minha unha pela segunda vez com a nova manicure que substituiu a minha preferida que abandonou o salão. Ela olha pra mim e diz: "Você é a cara da moça da propaganda do Walmart...". Sou eu, esclareci. Ela: "Eu sabia! Falei pro meu marido, mas ele não acreditou...".
Minha depiladora: "Ahhhhh, Stella, eu te vi! Estava na esteira da academia e de repente começou sua propaganda e eu dei um grito e contei para todos que você era minha cliente... Minha tia perguntou porquê eu ainda não pedi seu autógrafo!...".
Minha vó. Almoçávamos numa quarta-feira atípica quando tive de retornar para o interior e lágrimas vieram aos seus olhos dizendo que era muito bom ver "gente assim, da família" na televisão, dando certo... Pedi de presente a pintura do meu apartamento, ou uma parcela da cama que pretendo comprar e ela respondeu: "Como não tem dinheiro? Tá lá na televisão toda hora...". Não é bem assim, Vó... Aliás, não é nada assim...
Mas que é bom é. E engraçado então, nem se fala...
Mas dá-lhe pimenta, coquetel sete ervas e banho de sal grosso! Tem muito olho gordo querendo emagrecer por aí! Eu, hein!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

14 de fevereiro

Começou o dia como um outro qualquer.
Em tempos frenéticos, não olhamos no calendário, apenas para o relógio e seu tic-tac infalível das curtas 24 horas.
Fiz as unhas pela manhã, me irritei (mentalmente) com a manicure que não respondeu aos meus caprichos da francesinha, fiz meu almoço, meu aquecimento dos músculos faciais, me arrumei e fui ao teste de sabonete, já munida do Blackberry carregado, um livro à tiracolo e meu MP3 devidamente preenchido e com a pretensão de dar muitos sorrisos para a câmera. Os caminhos para as produtoras já começam a se repetir e já estou familiarizada sobre qual ônibus pegar, onde é o banheiro, se costuma demorar ou não... E o papel, chutem mais uma vez? E lá estavam dezenas de crianças, igualmente esperando... mas correndo... desenhando... suando... Quando entravam para a maquilagem, precisavam ter seus cabelos arrumados pelo secador. E lá se foram quatro horas de cadeira... Entrei no estúdio. Assisti à primeira mãe fazer seu teste com o garotinho que provavelmente será escolhido. Foi um bom teste. Minha vez. "O que é ser mãe para você?", tive que responder. Eu realmente não sabia o que dizer. Falei, falei, talvez muito bem pronunciado, com boa dicção, mas pouca profundidade. Isso é tão complexo para dizer de pronto em frente a uma câmera e ainda ser avaliada por isso... Não sei porquê mas disse que conforme o tempo foi passando, fui crescendo e aprendendo e hoje já me visualizo no papel de mãe, inimaginado dois anos atrás, pois ser mãe é ter o que ensinar e saber amar, é ensinar a amar, é ser um poço de paciência, é ensinar a vida e o que é a vida senão o amor? Confesso que minha primeira frase foi: "Como mãe, hoje eu sou uma ótima filha.". Não fiz um bom teste, meu filho egoísta e independente que não soltava Pablo, o Pinguim também não cooperou. "Você então tem o sonho de ser mãe?", me perguntou a diretora. "Sim.". Tenho?
Ao preencher o pré-contrato, tinha o espaço para a data. "Que dia é hoje?", perguntei, achando que já caminhávamos lá pelo dia 17... "14". 14 de fevereiro. Hoje completaram-se 17 anos da morte de meu pai. E eu não tinha me dado conta até o fim da tarde... Que medo das já poucas lembranças se perderem... Que medo de os dias 14 de fevereiro se tornarem iguais aos 2,3,4, ou 27... Não levei flores a sua sepultura. Não entrei em nenhuma igreja.
Voltei para casa e já passavam das sete mas ainda assim tive forças de subir para o parque, lotado com o horário e o calor de verão.
Ao chegar cansada, fiz meu jantar com o último tomate, a última cebola e o último filé de peixe da geladeira, tomei meu banho normal seguido de um banho de sal grosso - o primeiro do ano que já julgava muito necessário - e arrumei um modo, vulgar até, de me conectar ao meu pai. Baixei a música "Só chamei porque te amo", de Gilberto Gil, que ele costumava lindamente tocar para mim no violão, a escutei repetidas vezes, derrubei algumas lágrimas pensando nos olhos que não poderiam estar inchados para o teste de amanhã cedo, postei uma foto antiga dele e suas três flores no Facebook e compartilhei minha saudade numa rede social. A saudade é um bicho doído, não?
Afinal... o que é a saudade? O que é ser mãe? O que é ser pai?
Estou ainda a algumas léguas de descobrir, mas muito perto de declarar: eu amo meu pai e eu amo minha mãe: suas lembranças, suas vigências, seus erros, seus acertos e suas imagens e sinto infinitas saudades: dela lá em Ribeirão, dele onde quer que esteja...
O dia não acabou como um outro qualquer...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nova Coleção Outono/Inverno Lojas Esplanada

Testando a paciência

Jó, por favor, me empreste um pouco da sua paciência?
Ontem pela manhã fui avisada sobre um teste relâmpago para um banco. Foto. E testes para bancos são sempre os com as pessoas mais bonitas e os melhores cachês! Apesar de pouco longe, apenas algumas fotos aqui, outras ali e em meia hora já estava liberada. O calor matando... o trânsito idem... mas não deixei meu querido Ibirapuera de lado no fim do dia.
Hoje. Com a programação na cabeça, esquematizei perfeitamente minha tarde para pipocar em dois testes. Baseada em distância e importância econômica, me dirigi primeiro ao do absorvente europeu em Perdizes, calculando que até às 19h já estaria no outro de um famoso restaurante na Vila Leopoldina após tomar um táxi que demoraria 18 minutos segundo o Google Maps, minutos estes que o cachê-teste do segundo pagaria. Doce engano... O traje do primeiro era "uma roupa fresca como se estivesse fazendo compras em Paris". A mulherada agradeceu! Após uma hora e meia sentada no Lapa-Socorro ("socorro, que calor!", eu pensava), com o vestido mais leve e mais floral, eu era a número 69 às 15:15h enquanto a fila estava ainda no 44. Saí do estúdio só às 19h, depois de saborear algumas páginas de um livro, fuçar no Facebook, ouvir a conversa daquelas mulheres de 30 já recém-separadas, reclamar um pouco, colocar na balança se teria mais sorte no segundo teste que provavelmente perderia, ver uma ex-BBB quase renegando o título de ex-BBB após receber o "te conheço de algum lugar...", retocar a maquilagem pelo menos três vezes, nos aglomerarmos quando a chuva despencou sobre nossas cabeças, dar dicas sobre castings a uma diretora de escola que caiu de gaito nessa história, me irritar com a número 72 que, misteriosamente, entrou antes da 68 e pensar se é realmente isso que eu quero da minha vida. Tivemos tempo para muita coisa! Mas, o prêmio de Jó hoje foi para o namorado de uma das modelos, que ficou sentadinho quietinho durante toda a tarde. Quando saí de lá, agradeci, pois algumas ainda carregavam claquetes com números de três dígitos... Haja paciência!
A princípio eu iria para o interior resolver alguns trâmites burocráticos, mas graças a Deus a agenda já está preenchida com testes para segunda e terça-feira e tive que cancelar a viagem ainda sem data definida. É isso o que quero da minha vida.
Sexta-feira em casa, pensando na vida e na renúncia de Mubarak... E espero que Jó pense com muito carinho na minha proposta...
Bom final de semana!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mas que calor é esse?

Descobri que o culpado não é o sistema - ele tem lá suas vantagens... Não é o aquecimento global porque ele sempre existiu... Não é a pós-TPM porque essa expressão nunca existiu... Não era a segunda-feira porque hoje é quarta. É o calor. Está demais!
Por exemplo, agora, não sei o que é menos pior: o laptop quente no meu colo ou o laptop quente sobre uma almofada igualmente quente sobre o meu colo. A resposta correta seria: o laptop sobre a mesa, mas aí teria de fugir dos meus costumes e à meia-noite e 47 não é hora para isso... Minha tradição diz que escrevo no meu blog sempre depois da meia-noite, com ele no meu colo, deitada na minha cama e ponto final.
Mas é sempre assim... quando chove demais, tenho vontade de esganar São Pedro. No frio, quero chorar e nunca acordar. Se vivêssemos em amenos e constantes 25 graus, a vida seria fácil, não?!
Queria ter escrito ontem, mas a noite foi por demais movimentada...
Terça-feira. Após cumprir pequenas tarefas domésticas que ninguém possa para mim resolver, me arrumei para um teste. Com o sol a pino às 15h e tanto, fiquei quarenta minutos sob ele à espera do ônibus que me conduziria até Santo Amaro. Não tem ônibus que eu odeie mais do que o Terminal Capelinha... Sabendo que não teria cachê-teste, pegar um táxi era inviável. Aí, ao calcular e chegar ao resultado de que ultrapassaria o horário limite, avisei a agência e comprei o ingresso de Cisne Negro que começaria em vinte minutos. Com certeza o filme valeria o meu dia. E como valeu!
Não sei se estou vendo poucos filmes nos últimos tempos ou se a safra estava realmente ruim, mas fazia tempo que um filme não mexia comigo como esse. Saí atordoada da sala escura do Kinoplex mas ainda era dia, um arrepio percorria todo o meu corpo e quase fui atropelada no caminho de casa. Não estou fazendo drama, mas demorei uma hora e meia para digerir a história, para admirar numa inveja quase mortal a certa vencedora do Oscar, para aplaudir o final. Logo em seguida postei no Facebook: "Papai do Ceú, quando eu crescer gostaria de ser igual à Natalie Portman. Obrigada. Amém.". Vale a pena! Perfeição! - esse comentário apenas quem assistir vai entender... Dei algumas inspiradas voltas no Ibirapuera logo depois...
O telefone tocou, no entanto, sem grandes novidades palpáveis. Comprei um novo caderninho de anotações que me acompanhará nos mais diversos endereços que o Google Maps me aponta nesta cidade louca, após rasgar a última folha do que me acompanhou por 2009 e 2010. Ele ainda está intacto. Mas, cabeça erguida e "bora lá"!
A semana se aproxima do fim... e meu final de semana sempre começa na quinta-feira.
Boa noite e hidrate-se!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

WALMART "PREÇO BAIXO TODO DIA!"

Irritação

Levantei da cama e fui de poucas palavras com a rommie. Mau sinal.
Até cheguei a compartilhar minha angústia no Facebook, não sabendo se minha irritação era culpa dos termômetros, da segunda-feira, da pós-TPM, do sistema ou do aquecimento global. Recebi respostas simpáticas, como um culpando a segunda-feira e a feliz parte da história é que a próxima seria só daqui a seis dias... ou uma amiga que em breve se afogaria num pote de sorvete... ou simplesmente aquelas frases caridosas, como "se você estivesse aqui, iríamos dar um mergulho no Arpoador"... Mas, como não estava lá, enfrentei minha batalha do dia por aqui mesmo.
A princípio, deveres burocráticos... Descobri que é mais barato eu ir até Ribeirão Preto do que emitir uma Procuração Pública para uma assinatura de venda de imóvel. Arrepiei com duas blusinhas de suplex brancas que teimam em manchar se lavadas na máquina ao preço de 5 reais cada na lavanderia mais simples do bairro. Pagamento de aluguel e condomínio - não preciso nem dizer... e enquanto isso, suando. Sem nenhuma proteína na geladeira nem tempo de ir às compras, comprei dois filés de Merluza para garantir almoço e jantar a 3 reais cada na peixaria da esquina. Pagaria metade no supermercado mais próximo... e enquanto isso, além de suando, quase chorando pela falta de trabalho. Já faz algum tempo que nada entra na carteira... o movimento é de escoamento. Desesperador. E muito calor. Não tinha como os ânimos estarem num nível acima do mar...
Fiz meu almoço e me rendi aos telefonemas de uma agência que me ligava desde o ano passado. Depois de enfrentar certo trânsito, tive a feliz notícia do meu dia: meu vídeo do Walmart pipocando no meu e-mail! Assim, já repassei a quem interessa e agora é esperar. Esperar... o ruim de quando se espera é que se gasta na espera. A espera não é barata.
Mas postei o vídeo no Youtube, vesti minha roupa de ginástica, achei mais uma música ótima para a minha playlist e fui desbravar o parque, já no cair do dia... tomei chuva, lavei a alma.
Talvez fosse o calor a resposta a minha inquietação compartilhada na rede social. Talvez.