sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Choque térmico
Quando descemos hoje do avião, fomos recebidos em São Paulo por um frio que os cearenses provavelmente não conhecem... Agora não é ainda nem uma hora da manhã, mas minhas piscadas já demoram um pouco mais do que o normal, já que desde segunda-feira a montanha-russa não pára. Mas agora estou já no aconchego do meu lar, com um bronzeado que - confesso! -não saiu comigo de São Paulo rumo à Fortaleza... Posso já começar a chorar e dizer que quero voltar? Acordar às três e meia da manhã na quarta-feira não foi nada agradável... Mas lá o amanhecer é prematuro e cinco e meia o céu já está azul. E cada minuto de luz é essencial numa gravação, que se seguiu até às 18h... Mas que dia maravilhoso! E que cordialidade do pessoal da produção! E que família linda formávamos! Que trabalho delicioso! Ainda deu tempo de descolar um mergulho no mar, uma descida no toboágua, alguns contatos, um camarãozinho - sem tempero, diga-se de passagem - na orla da praia, uma cervejinha a R$3,00 - que o garçom tentou inflacionar para R$4,00 na hora da conta -, baião-de-dois no almoço e uma tapioca no último minuto do café da manhã. Já as risadas, foram muitas... O vôo atrasou e me fez perder os dois testes que me aguardavam por aqui... Mas a semana já valeu a pena e fechei agosto e comecei setembro com chave de ouro! Assim, abafo o latido do cachorro louco e tomo fôlego para a reta final de 2011. O fim de semana promete com o workshop do diretor da Globo Vinicius Coimbra e ainda tenho um monólogo cabeludo para estudar. Não serei hoje poetisa e nem vou rimar. Minhas palavras querem mais é dormir. E vamos dormir sorrindo. Bom final de semana!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Piscina com ondas
terça-feira, 23 de agosto de 2011
E daí?
A gente fala que vai parar. A gente faz planos pra mudar. Aí a gente bate no peito e assume que é assim e que vai ser sempre assim. A gente fala que é o que não é, a gente quer e diz que não, diz "não" e faz sim. A gente é uma mistura de incongruências num quadrilátero equilátero. A gente roda a roda e acaba encurralado num ângulo agudo e de repente se lembra de que círculo não tem ângulo! O que a gente é? A gente muda a trilha sonora e vê o mundo de outra forma, nem quadrado, nem redondo. A gente se diz casca grossa mas derrete mais rápido que manteiga. A gente vende a alma ao diabo, ele compra barato mas sai caro, porque a gente é uma mistura de céu e inferno que nem o Beuzebu pode entender! E daí se eu cometer os mesmos erros que jurei há pouco tempo que jamais cometeria novamente? Mas tá tudo bem, mesmo porque depois a gente se arrepende... E daí se a gente gargalha querendo chorar e se chora depois de rir? Aí a gente canta um sertanejo, aumentando meu desejo e se descobre romântica e acha que o mundo é romântico e que uma hora vai parar de girar... Mas e se não der certo? Aí tem sempre o plano B. Ou o C... E uma infinidade de outras letras e outros alfabetos. E também tem aquela música: "E daí? Se eu quiser farrear, tomar todas num bar, sair pra namorar, o que é que tem?"... Eles falam que o que vai volta, mas às vezes o que fica não vai, ou o que foi não voltou e a verdade é que eu não sou de ninguém. Sabe o que que é? É que a gente é tudo e não sabe de nada. Que tem louco pra tudo e que só os loucos sabem. Enfim... Não existe conclusão nem final feliz. Mas enquanto tentamos achá-los, inventamos. Afinal, viver é isso. E a gente pode ser tanta coisa...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Histórias...
Ai se não fossem as histórias... A vida seria sem graça, a imaginação seria rasa, a infância uma mera lembrança... Somos o que somos porque vivemos as histórias que lembramos, porque temos culpa na história que contamos, porque história é adição de fato mais sensação. E se as pessoas que recheiam nossas páginas desse livro chamado vida são personagens especiais, um simples passeio no parque vira uma lendária aventura na selva, um dia nublado de aula dá margens a um conto de terror no castelo do Drácula e um diálogo o início de um amor ou da amizade, sabendo-se lá em qual ponto eles podem se cruzar... Uma palavra mal dita pode ser hoje um trauma engraçado, uma piada inocente uma facada bem dada, um beijo ardente um romance mal contado... Reuni neste final de semana a turma da 8a série. E onze anos se passaram desde que abandonei o colégio católico para me embrenhar num glamouroso ensino médio - que a gente chamava naquela época de colegial... Que delícia! Poesia nem foto nenhuma traduz o reencontro. Todo mundo igual e todo mundo tão diferente... Um churrasco para além da carne, dos pães, das muitas garrafas, do vinagrete. Aqui ainda bate um coração Marista!
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Quem matou Norma?
De vítima já chega a Norma...
Como ontem os astros ainda não tinham aliviado minha barra, resolvi dormir antes de meia-noite e meia. Eu estava com sono devido à noite de domingo pouco dormida e despertada com mais uma boa notícia de "estar editada" em plena segundona e o dia de hoje prometia... Luz apagada. Roupa de cama cheirosa. Meus travesseiros. Mas... Meus pensamentos! Rola daqui, rola dali. Levantei para ir ao banheiro. Uma. Duas. Três vezes. Carneiros, elefantes, girafas... Contei toda a Arca de Noé e depois... Fome. Mandei um e-mail urgente para a produtora do teste da manhã e pedi que me aliviasse uma hora. Consegui embalar quando já passavam das três... Terça-feira. Dois ônibus e uma hora e quarenta depois, cheguei ao SENAC para um teste de um curta que muito me interessa: mortos-vivos. Certa espera, uma improvisação de uma carta de suicídio, muitas lágrimas e já passava das 13:30h. Um outro teste me esperava lá no Alto da Lapa. Uma trufa. Um ônibus. Uma caminhada. Outro ônibus. Calor. Muito calor. Restaurante. Outro ônibus. Alguns clicks e cinco e meia chegava no meu lar doce lar. Como podem imaginar, meu humor não estava dos melhores e troquei a corrida pelo sofá. Fiz guacamole - minha nova especialidade -, recebi via correio o catálogo lindo da Hipermoda, neguei um atraente convite de churrasco, assisti ao premiado Inverno da Alma e resolvi escrever, para esclarecer que não, não pulei da janela, nem fugi de barco, não matei ninguém e enquanto eu podia tá roubando, continuo fazendo meu trabalho honesto. Já tenho na agenda de amanhã um daqueles testes que já fazem valer o dia e estou numa DR séria com os astros. Três semanas na pele de vítima não dá. Boa quarta-feira! Eu confesso que gostaria muito, muito mesmo de gritar gol amanhã. Será?
domingo, 14 de agosto de 2011
A vítima
Detesto as vítimas quando elas respeitam os seus carrascos. Neste caso, estou aqui para gritar meu ódio ao mundo e aos homens - mas fiquem tranquilos, que ele é passageiro. Já completo duas semanas no mais completo inferno astral e odeio também os astros por isso. Fazer papel de vítima não é comigo, mas nesta noite, estou sem saída. Tudo parece errado... Meu pensar, meu agir, meu sonhar. Mas é quando me lembro de que o inferno são os outros e tiro o peso das costas. Mas se eles ou eu, o negócio é que a coisa anda braba. Que coisa? Ah... tudo. Ou nada. Sinto muito, mas não tem como manter o pensamento positivo 24h por dia, senão seríamos todos monges tibetanos. E então bate aquela solidão, mesmo podendo você estar cercada de pessoas e risadas e convites vip. A lembrança do alguém passando a mão na sua cabeça e te dando um beijo provando que tudo vai ficar bem bate à porta e aumenta o significado de "estar sozinha". Querer não é poder, senão eu poderia tanta coisa... Amanhã completo dezessete anos sem motivo para comemorar o Dia dos Pais e penso no que isso me afetou. As raízes são profundas e gostaria de uma análise gratuita, por favor. Estou à procura de feedbacks. Não de sugestões, nem de críticas, obrigada! Mas preciso de respostas e conclusões do que anda por aí inconclusivo. Não gosto de lacunas e quero preenchê-las com o conteúdo mais verdadeiro que tiver. Banho de sal grosso não adiantou. Eu sei do que preciso. E não preciso falar. Obrigada por lerem e de algum modo compartilhar. Hoje sou a vítima. E este não é meu papel preferido. Por gentileza, mudemos a página deste roteiro! Bom domingo!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Um post obscuro
E a partida continua... Ora esquenta, ora esfria. A torcida se levanta depois volta a sentar. Bocejos são percebidos aqui e acolá. Mas uma corrente de fé faz a movimentação aumentar. Chute daqui, chute de lá. Na trave! De novo, na trave. Chute na trave não conta pontuação no campeonato. Dá emoção, mas até que ponto emoção enche barriga? Me lembrei que não, emoção não enche barriga. E não paga aluguel. Nem fatura de cartão. Sabe o que ela enche? Enche o saco. E os pensamentos positivos que minha irmã tanto me falou para carregar parecem não ter adiantado muita coisa. Hoje desejei ter a turma do escritório e trabalhar de saia lápis e blazer. Eu quero gol. Mas golaço, sabe? Eu não duvido da garra do jogador. Eu temo é o apito do juiz. E as regras desse esporte. Alguém, por favor, me dite as regras. No meu manual hoje, além de paciência, não tem nada mais. Aliás, acho que hoje, nem precisa de mais. Ela me é suficiente. Não sei amanhã... Amanhã é outra história. Outro chute. Outra esperança de gol. Ele tá entalado na garganta, querendo gritar! Ninguém disse que seria fácil jogar... Boa quarta-feira!
sábado, 6 de agosto de 2011
Sétimo dia
E na luta contra o luto, não falar oculta verdades, porque a verdade dói. A cada vez que escutava o nome da boca do bom padre a realidade dava suas caras e desnudava aquilo que por um instante parecia distante, como uma ausência efêmera que terminaria como um alegre retorno de viagem. Mas de efêmero, só a vida. O resto é saudade.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sal à agosto
O mês começou gelado. Mas caí da cama conforme o relógio despertou e tinha pela frente um dia quente com dois testes além dos afazeres diários e aqueles domésticos. Quando cheguei ao primeiro, exatamente às 9:37h com book na mão, tive a notícia de que sentiam muito, mas as meninas já haviam sido escolhidas. O teste acabara às 9:30h. Mas... "Têm que chegar na hora, meninas!", disseram para mim e a outras na mesma situação. Retruquei, delicadamente, mas retruquei: "É que o horário é sempre das 9 às 9:30h, mas o casting todas as vezes começou depois das 10h. Achei que poderia esperar menos dessa vez...". Respirei. Rabinho entre as pernas, book de volta na bolsa. Clamei por vingança. A minha salvação é que eu tinha um segundo teste, senão... A partir daquele momento até entrar no estúdio do próximo, tudo me irritava. O vento, os fios de cabelo que com o vento pinicavam meu rosto, a tela touch screen do meu Ipod que não obedecia aos meus comandos, os homens na rua, os assobios idiotas dos homens idiotas na rua, andar, os meus próprios passsos me irritavam! E jurei que esta marca "x" ainda vai implorar para que eu seja sua garota-propaganda quando estiver em um papel relevante na tv brasileira... Mas fiz um bom segundo teste. Quando pediram para falar tal "textinho" para a câmera, fui indagada: "Você é apresentadora também?". Sim, nesta vida fazemos de quase tudo... "Só do jeito que olham para a câmera a gente já sabe.". Ponto pra mim? Fui embora com o bom e velho "boa sorte!" e no caminho para o terceiro ônibus do dia antes das onze da manhã, uma chamada no rádio. Problemas com depósito de cachê. É cachê atrasado, é desconto no cachê atrasado, explicações mal dadas, um pré-stress que quase levou a um rompimento de contrato, uma conversa, muita calma nessa hora, tudo certo! Vim pelo caminho desejando mais do que isso. Desejando tanto que nem sei o quê... Assisti agora à noite, pela terceira, quarta, sei lá, quinta vez, ao À Procura da Felicidade e desejei, mais uma vez, ter uma história de sucesso depois de tanto camelar, assim como teve Chris Gardner. Será que é pedir muito? Tentando fugir no inferno astral, quis inovar para combinar com os dias de um dígito do mês de agosto e comprei arroz vermelho e abacate para fazer guacamole, que somados ao meu frango ao curry, dão um up na já cansada mão da cozinheira, aliados ainda a um novo clássico de cabeceira e maçã com canela ao forno depois do jantar. Amanhã não tenho teste. O mês além de gelado, começou também salgado...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Nos finalmentes de Madame Bovary...
"[...] e, realçando com isso o orgulho, nunca sentiu tanta estima por si mesma e tanto desprezo pelos outros. Qualquer coisa de belicoso a dominava. Queria bater nos homens, cuspir-lhes na cara, triturá-los a todos; e continuava a caminhar rapidamente, pálida, trêmula, enraivecida, perscrutando com olhos rasos de água o horizonte vazio, e como que se deleitando no ódio que a sufocava."
domingo, 31 de julho de 2011
Prazer a R$5,40
Levantei da cama às 14h. Foi quando me lembrei de que a vida continua... O tempo nublado me trouxe uma maior sensação de nostalgia e despertou a vontade de nada e a preguiça de tudo. Saí do sofá quando já passavam das 16h para fazer meu almoço - uma nova e prática receita de frango ao curry. Voltei ao lugar de origem. Zapeia daqui, zapeia dali. A internet hoje era a conexão com o mundo, mas chats preguiçosos não se desenvolviam e planos foram desfeitos. Quando escureceu, um desejo incontrolável me fez tirar o pijama, vestir a roupa mais fácil do armário e ir adquirir secretamente, como se fosse comprar alguns gramas de algo ilícito, um sundae de doce-de-leite. Durante sete minutos degustei do prazer mais sublime por apenas R$5,40. Mas como tudo na vida, durou pouco e a consciência pesou. Cada ato traz consequências, certo? Tomei um banho como que para tirar a culpa e lavar as dúvidas para as quais nunca teremos respostas. Ainda carrego nas unhas os resquícios de tinta da gravação de ontem e a incredulidade das coisas. Um domingo com cara de domingo. Mas amanhã é outro dia, de um outro mês. Boa semana!
Vida...
Escuto há duas horas e meia a mesma música. Escorrem lágrimas enquanto ela toca, over and over again... Parece uma espécie de brincadeira, um aquecimento para a cena de catarse da vida real. Em meio a boas notícias de trabalho, a vida mostra sua cara metade. A morte bate à porta e me faz pensar como somos ínfimos, o quanto os dias são curtos, me faz dar mais valor a quem realmente importa, me faz querer pegar o primeiro trem com medo de não ver as próximas estações, me faz sentir saudades de tempos que não voltam mais, me dá medo de tempos que virão e remorso do que não fiz e do que não falei... Gostaria de hoje ser a mais bela poeta mas não existem palavras que confortem uma perda senão "tempo". Quinta-feira, depois de corridos dois testes, peguei a estrada rumo a Ribeirão Preto para a gravação de um vídeo institucional para uma faculdade a distância na sexta-feira. Às 23h de quinta chegava, às 14h de sexta gravava, um pit stop para um vinho e matar algumas saudades e às 23h de sexta embarcava de volta à capital, para hoje, sábado, às 10h, gravar um novo comercial para o SP Market. Neste meio tempo, olhava o celular de dez em dez minutos, esperando notícias de um professor tão pai, tão amigo, tão querido que estava deitado na cama de um hospital esperando resposta de Deus. Hoje pela manhã, antes de gravar, veio o veredito final. Segurei o choro o dia inteiro. Take nenhum registrou minha agonia, minha tristeza nem minha ansiedade. "Corta!". E eu estava livre para tirar o sorriso do rosto. E me senti culpada por mais uma vez estar longe da amiga tão amada, que hoje precisava de um abraço apertado que pelo menos tentasse afagar este princípio de ausência de seu pai... Saudades ficam e lembranças voltam de um pai tão presente, um professor tão dedicado, um treinador tão empolgado, um marido tão carinhoso, um homem memorável! Vá em paz, tio. Um dia, todos nós nos encontraremos.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Aê, timê! Vamô!
Era assim que vibrávamos quando um ponto era feito na quadra de vôlei. E numa alegria imensa, as seis jogadoras se reuniam no meio da quadra, colocavam suas mãos umas sobre as outras remetendo ao famoso "uma por todas e todas por uma", só que de maneira mais rápida e desordenada, já que uma nova disputa por um outro ponto se seguiria após o apito do juiz. E assim como no esporte, continuo a vibrar, seja na rua, seja na sala, seja de pijama na cozinha lavando as louças numa quarta-feira preguiçosa, onde e quando quer que receba uma nova notícia - uma nova boa notícia. Só que no meu time só tem eu. Eu saco, eu levanto, eu ataco. Mas dependo, claro, do adversário, se ele vai defender ou não. Da qualidade da bola. Das condições da quadra. Dependo também daquela que não pode faltar em nenhum grande jogo: a torcida. Barulhenta ou silenciosa, ela se faz presente em cada jogada, te dá ânimo e fôlego quando o corpo e a mente parecem não mais aguentar e as regras parecem não existir. A verdade é que torcemos juntos, torcida e adversário, eles e eu, sempre por um bom espetáculo.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
...cri cri cri...
E quebrando a sinfonia dos grilos, volto. Volto para a última semana de julho, volto da penúltima semana atípica, com visitas inusitadas que desfizeram minha até então julhina solidão, com gastos inéditos, alimentação desregrada, rotina sem hora nem lugar, um mísero trabalho, zero teste. Foi uma boa semana! Mas acabou. Enxergo ali na frente as garras do cachorro louco e penso que queria que muito acontecesse nestes últimos cinco dias de julho... Confesso que tem sido difícil lutar contra minha natureza todo esse tempo. "Esperar" nunca fez parte do meu vocabulário e "fazer acontecer" é minha expressão favorita. Costumo gostar do cheiro das cores e da textura das músicas. Mas hoje estou com aquele sentimento de que não tem nada acontecendo, de que escolhi o caminho errado e de que pensar num plano B de repente não é má ideia. Eu quero e quero agora, mas meu agora parece pobre, eu acho. Meu tempo cronológico é falho, ainda estou recebendo cachês de trabalhos de dois meses atrás, ainda vivo de uma "fama" e de uma saudade de uma gravação que rodou já quase um ano e conta os dias para ter seu contrato validado, ainda espero aquilo e aqueles que já deviam estar enterrados mas que como fantasmas, continuam atrapalhando meu sono. São tantas coisas mas elas são quase nada... Enfrentar um ônibus, um metrô e uma caminhada para chegar num casting e ser avaliada, dentre tantas meninas lindas que buscam o mesmo que eu, pela consistência do meu cabelo, é demais da conta! Ou melhor, de menos... Quando penso no que poderia estar fazendo, no que sou capaz de fazer - onde meu cabelo seria um mero detalhe -, isso me entristece e me faz perguntar: Em quais outras portas bater? Abri as erradas? E pra que insistir nelas? Hoje estou sem paciência para o "quase". Hoje eu odeio o "talvez". A verdade é que estou morrendo de medo do "nunca". Mas de repente escuto de um amigo que minha cena gravada no workshop "ficou animal" e que ele havia mostrado para todo mundo "lá em casa". Vai entender... Enquanto esperava minha irmã se esbaldar nas liquidações na capital, me preocupei ao ler numa revista uma matéria sobre a novata da novela das oito Bruna Linzmeyer. Bruna veio a São Paulo para ser modelo, mas seus 1,61m a impediram da carreira. Li as aspas de seu booker da agência, dizendo que já tinham os planos muito bem traçados para ela e que sabiam que a emissora era seu destino e por isso a impediram de fazer publicidade. Uma tensão pairou em meu rosto. Explicações são dispensáveis. Mas evitei falar. Aliás, ando evitando falar algumas coisas para que espectros não virem gente. Preciso sacudir a poeira mas não sei como. Não sei por onde começar. Como renovar. Acho que me perdi no meio do caminho. E não gosto de me cercar daqueles que não tem o mesmo entusiasmo que às vezes eu acho que só eu tenho. E não gosto de desejar que eles o tenham. Eu estou irritada. Eu estou com medo. E que venha a terça-feira!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Por onde começar?
Estou há uma hora nos preparativos para dormir enquanto pensava no post de hoje. O que escrever? "Quais as novidades?", costumam me perguntar. Hoje nenhuma bombástica. Testes vocês sabem, já faz parte da rotina. Não vi nenhum acidente, não fui assaltada, não tomei chuva, não errei caminho... Namorado não encontrei, trabalho novo nenhum peguei... Então como fazer meus pensamentos se tornarem interessantes e válidos de serem lidos? Hoje tá difícil! Como passei a evitar contar os ovos dentro da galinha, possibilidades não mais serão compartilhadas. Desculpa, pessoal, mas essas ficam só para os íntimos. Mas claro, elas são muitas, fiquem tranquilos. Ah! Já sei! Vou contar do meu sonho dessa noite. Eu, Stella Menegucci, beijava apaixonadamente Marlon Brando, este em sua figura velha e gorda, mas que ainda preservava aquele sorriso, aquela malícia e aquele talento que o cinema nunca mais viu. E ele me perguntava: "Mas meu físico não te incomoda?". Não, não incomodava. Marlon Brando era demais! Isso foi interessante? Mas, enfim, do dia de hoje, três pontos relevantes: 1- Agenciados, dêem sempre uma passada por sua agência. Networking é a alma do negócio! 2- Michelle Williams não é mais a mesma de Dawson's Creek há muito tempo... Assistam Blue Valentine (Namorados Para Sempre). Lindo! Triste, porém lindo, digno de lágrimas que remetem a um passado recente... 3- Odeio pessoas sem palavras. Nessa altura do campeonato, essas para mim escoam pelo ralo. E em quarto lugar, não previsto nas relevâncias do dia, digo apenas que meu final de semana será recheado de bons amigos. E esses a gente conta nos dedos! Boa sexta-feira!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Tanta coisa...
Ah, tive um lindo final de semana em Campos do Jordão com velhos e novos amigos, dias quando a preocupação era o despertador das 10:15h que não tocou, qual bar escolher e qual porção pedir, qual vinho abrir, qual história contar ou quais chocolates comer, se fundue ou chocolate quente, quantas fotos tirar... Aí, quando os termômetros marcavam abaixo de cinco graus e a gente já começava a pensar em abrir um negócio e viver nas montanhas, voltamos para a realidade da capital que não está tão fria assim. Hoje foi um belo dia! Estava ansiosa para o começo da semana, ansiosa pelas respostas que receberia, por trabalho que me apareceria, pelo job que logo na segunda-feira faria. E já entramos na primeira hora da quarta-feira... A madrugada passada passei gravando dentro da Renner do Shopping Morumbi, já preocupada com o relógio que tocaria hoje às 8h para um casting marcado às 9:30h. Mas deu tudo certo! Às 3h já estava na cama e lá se foram cinco abençoadas horas de sono. Sobre o que foi a gravação? A história deixarei para vocês assistirem quando ficar pronto, mas se tratava de um vídeo a ser apresentado em um evento específico da empresa. Não, eu não passarei na sua tv dessa vez... Mas eu era Nicole, meu marido Wagner e tivemos nosso sonho de casamento realizado pela vendedora Márcia. "Obrigada, Márcia!" e jogava o buquê... Era assim o desfecho. Infelizmente não foi dessa vez, assim disse a agência sobre aquele teste que eu estava editada e que achei que tivesse ido mal mas há algumas horas a esperança que já havia se reacendido duas vezes e apagado três soma mais uma ressureição. Ainda estou no páreo para um grande banco. É deixar os dedos cruzados, mesmo que nem sempre funcionem, é pensar positivo, é deixar a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Amanhã tenho mais um teste na agenda e um final de semana já programado com uma querida amiga que vai deixar o país. De novo. Acabei de contemplar mais uma vez os céus de baunilha em Vanilla Sky e preciso de uma boa noite! E bons sonhos! Para mim e para você...
terça-feira, 12 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Oops! Me enganei!
Ontem após meu teste conversava com uma amiga sofredora de profissão no caminho de casa. Compartilhávamos nossas agruras, as expectativas, as histórias e os amigos em comum. E claro que a pauta "teste" não pôde faltar! Quando eu contava dos dois testes que achava que não tinha ido bem na quarta-feira, ela me disse: "Menina, mas são esses trabalhos que a gente pega! Quando a gente acha que foi mal, eles ligam! É uma loucura, vai entender!". Mas aí, eu toda filosófica e "vivida", disse que não, que eu tenho um feeling de quando a coisa vai bem. Pois bem. Mas coisa foi bem, porque para um deles estou editada, assim me disse a mensagem de voz enquanto saia do estúdio hoje na hora do almoço! Moral da história: a verdade é que a gente não sabe de nada. Simples assim. E amanhã tem mais! E a semana foi incrível! E o final de semana será ainda mais! Um beijo, um queijo...
Que férias, o quê!
Ainda bem que não fiz minhas malas e não parti para lugar algum! As coisas por aqui estão caminhando bem e já somo mais testes do que dias da semana em uma semana que ainda não terminou. A tão esperada resposta do banco, que eu mais uma vez já dava por perdida, teve sua esperança reacendida após um telefonema agora pouco da agência pedindo para que eu ainda pré-reservasse a data - uma outra nova data. Ontem pensei em escrever, mas a crista estava baixa... Acordei já num dia ruim, um pouco atrapalhada, atrasada mesmo com todo o tempo do mundo, sem paciência. Fiz dois testes ruins, daqueles que me fazem pensar: "Será que eu nasci pra isso mesmo? Poxa vida, se nem expressão eu sei fazer...!". Mas me dê texto, meu bem! Me dê texto que a coisa vai que vai! Assim como hoje, que acordei bem, animada, com uma playlist renovada logo às 9 da manhã. Depois de enfrentar uma hora dentro de um ônibus, fui parar na Ponte do Piqueri. E ai como eu queria poder contar detalhes do que faço na frente da câmera pra vocês... E lutando o dia inteiro contra meu celular que respirava as últimas moléculas de bateria, recebi ligações que se acumulavam e se perdiam. Assim, amanhã parto para mais um teste, tive outro cancelado e ganhei uma gravação de um vídeo interno para uma grande loja de departamentos para segunda-feira. Sinceramente, eu não tenho do que reclamar. E ainda sou obrigada a escutar: "Mas e você tá sem trabalho?" ou então "Você é tão inteligente, não acha que poderia trabalhar na sua área e correr atrás das novelas nas horas vagas?". Que fique bem claro, pessoal: a minha área é esta. Que eu amo. Que me emociona. Que me atormenta. Que me move. Que me faz feliz. Às vezes parece que ninguém entende... Eu escolhi fazer o que eu gosto e eu pago o preço por isso. Estou ciente de todas as contas que assino, de todos os riscos que corro, até das notas fiscais e de cair na malha fina... O preço é alto. E grande parte do que é bom nesta vida custa caro, você bem o sabe... Minha ambição é esta. Posso? Sem mais, boa noite!
domingo, 3 de julho de 2011
Fim de semana
E para uma semana morna, a sexta-feira mostrou-se reveladora. Depois de meses quase implorando para a produtora me enviar o vídeo da Gás Natural Fenosa, o recebi e enviei a quem devia enviar. "Renovação de material". É como que um "Oi, agência, se lembra de mim?". É sempre bom... E se lembraram! Logo após o envio, recebi uma ligação de quem não me ligava há muito tempo. Era um teste de banco para a quinta-feira. E quinta-feira antes do almoço lá fui eu, esperando um delicioso teste de vídeo numa produtora nunca antes visitada. Traje? Jeans e camisa. Estreando minha camisa da Hipermoda, resolvi fazer o caminho mais curto indicado pelo Google Map. Ai, como eu odeio Alto de Pinheiros! Desce escadas, atravessa avenida, sobe ladeiras... Cheguei num estado lastimável! Tive aqueles cinco minutos com a maior vontade de dar um piti e chorar no meio da rua e querer comprar um carro mas respirei fundo e aprendi que da próxima vez, não descerei na Teodoro Sampaio e sim na Heitor Penteado. "Keep that in mind, Stella." Parei numa padaria próxima, pedi o banheiro e dei um up na coisa. Sorte que tinha uma blusa reserva na bolsa, uma escova, maquilagem. Cheguei na produtora. Espera de no mínimo uma hora e meia. E era foto. Um desânimo já bateu na minha pessoa. Eram tantas mulheres castanhas lindas de 25-35... e foto nunca foi o meu forte. "Droga!", pensei. Enquanto aguardava, voltei naquela padaria, tomei um suco, comi um pão de queijo, voltei. Fiz as fotos. Eram 15:30h e o dever do dia estava cumprido. Como otimizar o tempo? Decidi andar dali até a Teodoro Sampaio - desta vez pelo caminho menos tortuoso - e finalmente comprar o meu gaveteiro. Minhas roupas gritam por socorro! E descobri que vendem uma porta só de armário! Incrível! Fiz negócio com quem já me conhecia e que alarmou loja afora: "É a moça da Colgate!". Sim, sou eu. E minha porta extra de armário já me foi entregue e aguarda o montador na segunda-feira. É uma nova fase, quando poderei finalmente visualizar todas as vestimentas que possuo e que se aglomeram no já apertado armário. Ufa! Voltei a pé para casa, preferindo a caminhada à corrida no parque. Já passava das 18h. Sexta-feira acordo eu com uma mega dor na panturrilha por ter camelado tanto com sapatilhas e recebo a ligação da agência, dizendo que eu estava editada para a foto do banco. Assim, pela primeira vez na vida, eu fico editada para um teste de foto! Isso é uma evolução, acreditem! Também na sexta-feira recebi as fotos do Lookbook da Hipermoda. Um pouco apreensiva por terem me feito parecer um pouco mais gordinha, o trabalho ficou muito bacana e a página da marca no Facebook já alcança mais de 300 "curtidas". Ponto pra gente! E a noite foi uma criança... Reencontrar antigos amigos é sempre revelador. Alguns não sabiam o que eu andava aprontando e tentar resumir esses mais de três loucos anos de teatro/cinema/televisão desde a nossa formatura é tarefa difícil para uma mesa de bar... Um trabalha na parte financeira de uma escola de inglês, outra numa empresa exportadora de próteses ortopédicas, uma está numa fase de transição entre o pedido de demissão e a incerteza do próximo emprego, outros eu encontro correndo no Ibirapuera, para alguns não tive tempo de perguntar... Aí encontrei hoje no parque uma amiga modelo, que desistiu de ser atriz, retomou a modelar mas pretende prestar medicina e ser mãe em breve e assim vai... São tantas histórias... Tantos caminhos... E as distâncias se alongam e mais uma vez eu começo a pensar: "O que eu tô fazendo da minha vida?". E nessa quase esquizofrenia numa semana atipicamente solitária, fechei meu sábado assistindo a Robert De Niro com seu monólogo frente ao espelho "You talkin' to me? Well, I am the only one here. Who the fuck you think you talkin' to?" em Taxi Driver. Um filme válido para se ter na estante! E lá está ela, recém-adquirida, a obra-prima de Scorsese! Amanhã às dez temos a grande final de Wimbledon e desejo a todos um bom domingo! E mantenha o dedinho sempre cruzado, por favor! Que medo de julho ser terrivelmente parado... Acho que devia ter feito a mala e tirado férias...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Ser/Estar
segunda-feira, 27 de junho de 2011
E começa tudo outra vez...
E começou o inverno. Acabou o feriado. Decreto o fim das comilanças e um novo mês se inicia antes de um velho terminar. Tomei o fôlego que precisava e volto para as bandas de cá com as malas cheias. O apartamento ganhou um silêncio que invade os ouvidos e aguça inspirações. Aspirações... Não tenho medo do que vem. Tenho medo só do que não vem. O livro dos "não's" se farta de tantas páginas e notas de rodapé e está na hora dos discursos de "sim's" e vitória e frio na barriga e tudo mais. Se julho é mês de férias, meu julho é mês de aula. A minha escola continua, os castigos também, os recreios, as tantas provas, as notas baixas e os "10" no boletim. Só não tenho hora para entrar nem sair. Mas o sinal continua tocando. Os professores falando. Colegas entrando e saindo. Os diretores mandando. E a aluna aprendendo... Sou eu a única a não reclamar que amanhã é segunda-feira? Está dado o play. Boa semana!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Olha o feriado aí, gente!
E nesta brincadeira real de faz de conta, o meu elenco é especial! Tem maluco, tem madame, tem Maurício, tem atriz, pra brincar comigo... Mas não há nada como estar com quem se gosta e segundo meu horóscopo, estou na fase de me dedicar aos queridos, seja lá onde eles estiverem. Amigas especiais estiveram aqui no final de semana e agora é o feriado quando farei uma imersão no interior. Não vai ter gravação que vá me atrasar, nem compromissos chatos para me importunar. Serão dias para botar a vida em dia, a vida em seu sentido mais genuíno, longe das câmeras, das claquetes, sem maquilagem, sem texto nem subtexto. Assim que voltar, enfrentarei um mês atipicamente solitário no apartamento e aí não sei o que os astros e meu roteiro vão me reservar. Agora dou um pause. Volto a vê-los assim que der o play. Bom feriado!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Crescendo e aprendendo
Em outubro de 2008 fiz meu primeiro workshop de televisão. Ainda era carne nova no teatro em Ribeirão Preto, apesar de já quatro peças no breve currículo. Mas eu já sabia o que queria ser da minha vida e estava só esperando o momento de pegar o meu diploma de bacharel em Relações Internacionais para guardá-lo no armário e vir tentar a sorte em São Paulo. O diretor era Roberto Jabor - com uma bagagem interessante e engraçadíssimo, por sinal - e ainda contamos com um bate-papo com um ex-galã da Malhação. Cheguei lá achando que fazer TV era fácil. Com os sete textos pré-enviados pela produção na ponta da língua, não tinha como ir mal. Mas teve como ir pessimamente mal! Foram um sábado e um domingo de esmagar o ego. Meu rosto redondo na câmera... Minha voz ainda me era tão estranha... A atuação? Eu parecia um pavão! Mexe daqui, mexe dali, levanta sobrancelha, gesticulava demais... Eu tinha pressa. Não respirava. E tinham tantas meninas lindas que ele elogiou... Levei muita bronca. Nenhum elogio. No primeiro dia saí arrasada. Meu ex-namorado na época foi me buscar e quando entrei no carro, desabei litros das lágrimas mais salgadas. "Eu não sirvo pra isso... Eu sou uma péssima atriz...", dizia aos prantos. Naquele momento eu me perguntava: "O que vou fazer agora?", já que até então acreditava que havia encontrado minha luz no fim do túnel mas de repente meu talento parecia não existir e eu não tinha um plano C. Ele me consolou, como tantas vezes fez ao longo de quatro lindos e frustrados anos, disse que eu estava exagerando e não sei mais o quê. Dormi triste. Mas ainda tinha o domingo! Era a chance de me redimir. E consegui uma cena boa que me fez respirar e acreditar que não, eu não era tão ruim assim... 2009. Malas prontas rumo à capital. Cheguei com sede ao pote, achando que as coisas poderiam acontecer num piscar de olhos, acreditando em scouters que me parariam na rua, em elogios frenéticos que prometem um papel na próxima novela das nove, em uma mudança no segundo semestre para o Rio de Janeiro - "onde tudo acontece!"... Meu primeiro curso aqui foi Fátima Toledo, que não me ajudou a solucionar meus problemas de atuação mas que me deu um chacoalhão e me fez abominar para sempre um tal de kundalini. Comecei o curso pré-profissionalizante de teatro no INDAC e tudo ia muito bem. Na ânsia de me apresentar para a mídia, enviei loucamente meu material - ainda pobre... - para um mailing interessante que havia conseguido por aí, e certamente uma tal de Valéria estava ali no meio. Por telefone num fim de tarde, ela encheu minha bola, disse que eu tinha atitude, um tipo físico interessante, bem brasileiro, uma carga de estudos muito bacana e que haveria testes para a próxima novela de Manoel Carlos. "Você teria como mudar para o Rio?". O prazo seria agosto. Mas para isso, precisaríamos gravar este monólogo com urgência já que em três dias ele deveria ser posto no Correio. "Você tem com quem gravar?" e obviamente eu não tinha. "Podemos fazer aqui no nosso estúdio, pelo valor de 145 reais.". Ótimo! Prático, não? Um texto me foi enviado por e-mail e cheguei em seu pequeno apartamento no Anhangabaú - era minha primeira vez no Centro de São Paulo - para gravarmos. Já passava das quatro da tarde. Conversamos. Ela me mostrou um e-mail desse tal de Luciano Sabino - que inclusive, viria em duas semanas dar um workshop em São Paulo - onde ele pedia os perfis que faltavam para a próxima novela. Não me esqueço da frase do fajuto e-mail que dizia: "Não queremos boi-de-piranha!", que a princípio não entendi, mas Valéria me explicou que não queriam carinhas conhecidas da televisão nem da publicidade. Até então meus únicos trabalhos na TV tinham sido no interior: propaganda da minha escola em 2001, propaganda do Shopping do Calçado de Franca em 2008 e um programa de esportes no canal local que não foi para a frente chamado Sport & Ação. Eu não era boi-de-piranha! Fomos então gravar o dvd book. Depois de gravarmos, me sentei no sofá e ela tinha lágrimas nos olhos. Sua filha de dez anos estava do lado. Ela me disse que eu era boa, para não desistir nunca, que eu tinha chance. Agradeci. Ela ficou de ligar caso tivesse novidades. E hoje vi como foi ridículo. Ainda bem que não mostrei aquilo para ninguém, nem nunca desovei as duas cópias que ainda me restam. Eu me apresentava "Olá, sou Stella Freitas, tenho 23 anos..." e dali já emendava no monólogo, falando diretamente para a câmera. É de doer! Além de que eu ainda não conhecia o poder de um corretivo, ainda carregava minha sobrancelha horrorosa, pesava uns cinco quilos a mais, não negava as raízes com o "r" do interior... 145 reais na lata por um dvd que certamente nunca saiu da gaveta daqueles picaretas... O sonho naquele momento me parecia tão perto e surreal! Ela nunca me deu um retorno sobre os futuros testes. Maio. Foi quando enviei minhas fotos para o produtor de uma outra grande emissora no Rio de Janeiro e fui lá fazer besteira na frente da câmera. Eu não estava preparada. Dias depois, fazia meu segundo workshop de TV da vida, agora com Luciano Sabino. Foi ali que descobri que não era bem assim, que era preciso muita calma nessa hora e que existia um cara chamado Fernando Leal. E lá se foi um ano e meio para conseguir entender mais ou menos o que é essa tal de televisão... É... Tempos depois descobri que essa mulher ilude muitos atores afobados, que logo se mudam para a capital carioca e moram em péssimas condições para serem figurantes de novela, ansiando o papel tão prometido. E nesse meio tempo fui parada sim no metrô por uma scouter, lembra? Mas de uma agência de modelos que tudo que queria era me vender R$280,00 em composite... Mas ainda bem que o tempo passa! E ainda bem que esse tempo me foi tão útil... Hoje tenho no currículo o elogio recente do mesmo Luciano Sabino - que riu em 2009 e disse nunca ter ouvido falar nessa tal de Valéria e muito menos na expressão "boi-de-piranha" - dizendo que meu monólogo foi "arrebatador". Hoje tenho meu cadastro na emissora prometida, direitinho, sem picaretagem nem grana envolvida. Mas tudo valeu a pena. Os tropeços, o dinheiro perdido, as lágrimas, as dúvidas, o medo, a pressa, a calma, a descoberta da paciência. Isso daqui não é uma corrida de cem metros, meu amigo, é uma maratona. E continuo correndo. Tem tanta coisa para eu aprender ainda...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O Meu Dia dos Namorados
Sábado caí cedo da cama. Tomei meu banho, me arrumei, fechei minha mala e pé na rua para enfrentar a suposta uma hora e quinze de ônibus como mostrava o Google Maps. Só para garantir, saí com uma hora e meia de antecedência, porque você sabe, de repente o ônibus atrasa, enfim... Meia hora passada no relógio e eu de pé no ponto. "Droga!". Era hora de pensar num caminho alternativo. Um táxi ficaria extremamente caro, especialmente com a maldita bandeira dois e um cachê que não era lá essas coisas... Assim, lá fui eu para a avenida pegar o primeiro ônibus que me levaria até o terminal para lá pegar um segundo que me deixaria na boca do gol. Às onze já estava tomando um cappuccino no restaurante do Auto Shopping Cristal Sul. Enquanto ajeitavam a luz, o fundo, as bandeirolas, os balões, ensaiei meu texto, retoquei a maquilagem, esperei que almoçassem e me preocupava o tic-tac do relógio, já que me prometeram que às 14h estaria liberada e ainda teria de enfrentar a rodoviária e um Rápido Ribeirão. 14:15h e nem tínhamos começado a gravar. Mas no que começamos, foi super rápido. Com uma plateia que não me intimidou, dancei um forró com uma vassoura, dei meu texto e finalizei com um "sô!" caipira seguido de uma piscadinha no final. Escutei um "Acertaram na escolha da menina!" do diretor, que se seguiu de um jóia para a menina que vos fala, almocei uma deliciosa feijoada, cordialmente me levaram até a rodoviária e às 23h já estava pronta para curtir o meu Dia dos Namorados. Fazia frio no interior... Escutei ao longo da noite buxixos do tipo "Essa menina não faz propaganda?", comentários e muita torcida pela carreira mas a festa não foi exatamente como esperava. Mas as companhias, ah, melhor do que cobertor de orelha! Li que não passamos Dia de Finados com nenhum morto, não abraçamos nenhum índio no Dia do Índio, não me enrolo na bandeira no Dia Da Bandeira, por que então não passar solteira o Dia dos Namorados? Se 12 de junho é o dia deles, todos os outros 364 são nossos! E para finalizar, melhor passar o Dia dos Namorados solteira do que o Carnaval namorando. Assim, sem dormir, almocei com a família, visitei vó, tios, tias, primos e cachorros e às onze da noite de domingo estava morta na cama, com o despertador já programado para segunda-feira bem cedo ir ao médico e ainda voltar a São Paulo a tempo de fazer um teste para banco. Não tive tempo de fazer nada mas deu pra fazer tudo... Quando faltava meia hora para o fim, peguei minha claquete e fiz a pose que pediram. De perfil do lado direito com o dedo direito para cima. "Droga!", justamente a unha que tinha acabado de quebrar! "Duas vezes droga!", justo o meu pior perfil... Não peguei, claro. Eu poderia ter ficado mais em Ribeirão... Mas aproveitei o fim do dia para preencher a geladeira e a semana poderia então prosseguir normalmente. A resposta daquele tão esperado teste saiu e se não esbanjei nenhuma alegria, nem precisaria dizer que mais um "não" veio para a minha abarrotada lista da rejeição. Os dias que seguem parecem mornos. Sinto falta dos pontos de ebulição das semanas passadas. Nunca sei o que o termômetro me reserva. Mas de pantufa no pé, espero. Faz parte da profissão. Boa noite!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Hoje é sexta-feira...
Hoje, uma sexta-feira de uma semana que não quer parar. O final de semana não significa descanso nem fim de labor. No meu caso, significa mais correria e trabalho. A maré está alta e tô deixando a onda me levar. Posso dizer até que estou aprendendo a ser uma big rider. Para uma sexta que até ontem prometia nada além de meu teórico retorno ao interior, o dia rendeu. Acordei já para um teste na Barra Funda. Ônibus + metrô + caminhada. Sabia apenas que era para o Auto Shopping Cristal e que diria algo do tipo: "Vem com a gente!". Ao lá chegar, fui surpreendida com um textinho e uma dança caipira na frente das câmeras. Gente normal não faz isso, faz? E pior, aém de fazer, gosta? Não, eu não posso ser normal... Saí de lá, passei na agência, dei um alô pro pessoal e descolei mais um teste que já estava rolando. Caminhada + metrô + ônibus. Fiz meu almoço, fiz minhas unhas. Outro ônibus e outra bela caminhada por Alto de Pinheiros. Agora era um teste para remédio. Mais outra caminhada. Outro ônibus. Enquanto isso, estava na imimência de arrumar as malas e ir para Ribeirão mas recebi a resposta do teste da manhã que sim, era meu, como esperado! Assim, gravamos amanhã de manhã nas Nações Unidas, e segundo meu amigo Google Maps, demorarei 1 hora e dez minutos para lá chegar. Agradável. Assim, meu despertador toca logo cedo e de mala na mão, gravo e corro para a rodoviária a fim de, pelo menos, estar pronta para uma festa muito esperada com as melhorias companhias lá em Ribeirão. A noite terá que ser regada a muito Red Bull! Cheguei em casa por volta das 18h e hesitei entre ir correr ou ir ao cinema asssistir ao filme que teoricamente estava combinado com minha irmã no sábado à tarde. Resolvi ser menos paranóica e aproveitar de um jeito possível a minha exaustiva sexta-feira. Escolhi dar boas risadas com Se Beber Não Case Parte II e comprei sem culpa uma pipoca e um refrigerante. Mas meu bom humor se frustrou e as esperadas risadas não vieram. Eu sabia que devia ter ido assistir a Blue Valentine... Saí de lá e comi um temaki seguido de um Sundae King. Me dei todo o direito por estar cansada, por ser véspera de final de semana, véspera de mais um solteiro Dia dos Namorados, abarrotada de trabalho, estar frio muito frio e ser aquele momento delicado do mês feminino. Deliciei cada mordida, cada colherada... Segunda-feira tenho médico marcado há quase um mês às 8:30h ainda em Ribeirão. Depois disso, dois testes na agenda aqui em São Paulo. Por favor, alguém desenvolva logo o teletransporte? Os dias têm sido frenéticos... E há dez dias estou na esperança daquele teste de quarta-feira passada, se lembra? Ontem já havia suspirado por mais um "não" quando descobri que a resposta sairia hoje. Quando entrei no cinema já havia dado um segundo suspiro, pois o dia acabava e o telefone não tocara. Mas no meio do filme recebi o e-mail: "Ainda estamos no páreo. Resposta sai semana que vem!". Estufei o peito novamente. E nesta esperança constante e nesta luta solitária, me despeço desejando um ótimo final de semana! Para você que pode, descanse. Para você que namora, ame. Para você, solteiro, curta. A gente se vê semana que vem!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
LookBook da HiperModa
São 23:25h e estou exausta novamente. Faz frio na capital, as janelas balançam com um vento há muito não visto, as calçadas molhadas com uma chuva imprevista e meu edredom parece a coisa mais atrativa desse mundo. Foi uma boa terça-feira de trabalho! O desperatador tocou às sete e enfrentei o chuveiro. Já a segunda tarefa árdua do dia. Às 8h estava na rua esperando meu querido Lapa-Socorro passar. 8:15h, nada. 8:25h, nada. "Ué!", pensei... Quando estava atravessando a rua e apelando para um táxi, o avistei ao longe. 8:30h e não cabia uma simples alma dentro daquele ônibus. Bufei. Resmunguei algumas palavras bem feias e chamei o primeiro táxi que passou. Eu precisava estar às 9h em Perdizes e quase chorei por esses trinta sagrados minutos que eu poderia ter aproveitado mais na minha cama tão, tão quentinha... 9h. "Olá, prazer!", era a minha frase, a frase de todos da produção e dos clientes, que logo de cara já me pareceram muito exigentes. Uma insegurança rondou meus pensamentos e busquei um acervo de poses e inspiração nas Vogues da vida enquanto me preparava. Um café da manhã reforçado e bora lá! Cabelo, maquilagem, cabelo. 1 look. 2 looks, 3, 20... 20 e tantos... Não sei quantos foram. Mas foram muitos! Tiramos a última foto às 18h. Prometi que quando forem fazer minha capa da Nova, não serei uma global intragável, recebi elogios, agradeceram minha disposição por manter o sorriso até aquela hora e ganhei o direito de escolher uma peça da coleção. Voltei para casa toda maquilada, com litros e litros de laquê no cabelo, cansada, faminta e com uma linda camisa azul listrada agora no armário. O catálogo será só meu e confesso estar ansiosa para conferir o resultado. Foi meu dia "Gisele". Assim, como um cão ganha um bifinho como recompensa por bom comportamento, resolvi me dar o direito de um temaki que não me satisfez, um Whopper Júnior seguido de um Sundae King de doce-de-leite. Poxa vida, eu merecia, vai! Mas amanhã... Ai, amanhã! Meu despertador não vai tocar! Yes! Vou poder respirar, buscar as roupas na costureira que já fazem aniversário por lá, colocar comida na geladeira que está às moscas, correr e ir atrás de um gaveteiro. Não sei exatamente onde vou enfiar um novo móvel no meu pequeno dormitório, mas enquanto ainda não tenho um closet à la Carrie Bradshaw e o armário não está dando mais conta já que o suporte de cabides começa a envergar e pilhas de roupa a acumular... Sexta-feira espero voltar a Ribeirão como há um mês planejado. Que saudade da minha família... da minha cachorra... das minhas amigas... A semana já valeu a pena. Bons sonhos!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Uma quase estafa
quinta-feira, 2 de junho de 2011
E o mês começa bem...
Vou me corrigir, pessoal. Ontem e hoje gravei o quadro "De Volta ao Passado" do Programa do Gugu. A história? Serei breve... Claudia conhece Sander quando adolescentes e têm a paixão proibida pela sua mãe. Anos depois se reencontram e Claudia quer de volta o seu amor. Será? E disso só me dei conta hoje ao dar a informação errada para a recepcionista da Record... Após agradecer pelos funcionários do metrô não entrarem em greve, hoje lá estava eu às 9 da manhã, ainda cansada do dia anterior e da noite pouco dormida. Mas foram poucas cenas, já que meu papel era a protagonista de 15 anos quando vinte anos mais velha. 35, eu? Poxa vida... A notícia estarrecedora, que só soube no primeiro dia de gravação foi que teríamos beijo técnico. Tá... Sou profissional, então para que tanto auê? Mas alguns ficam empolvorosos com o fato, gerando um certo desconforto. Mas, novamente, a máscara entre em ação e tudo corre bem. Foi gostoso reencontrar aqueles que procurava rever, conquistar mais uma vez a credibilidade dentro do set e gostoso ter o frio cortante espantado pelos tantos refletores... Confira neste domingo! Mas enquanto hoje estávamos lá no Jaguaré almoçando por volta de 13:30h, sem ainda termos iniciado as gravações, toca meu telefone: "Consegui 'O' teste pra você hoje! Pode às 19:30h?". Pausa. Suspiro. Medo. Eu não podia perder aquela oportunidade... Sondei com o diretor, já um quase velho companheiro de guerra: "Assim, sem pressão, mas existe uma previsão para acabarmos aqui?". 19h. Suspiro. "Ai que pena...". Ele: "Por quê?". Ao explicar a situação, ele não pensou três vezes. Disse que gravaríamos minhas cenas antes e que às 16h eu já estaria liberada! Ufa! Muito obrigada!". Assim, aceleramos o pessoal e às 16:30h eu já estava a caminho da Barra Funda, coincidentemente o bairro da Record e do meu tão esperado teste. Cheguei uma hora antes e tive a surpresa de receber o texto na hora. Mas isso nunca é problema! Enquanto todas estavam lindas, penteadas e com roupas super descoladas, eu estava com a roupa que me vestiu às 8 da matina. Batom rosa da gravação anterior, topete, peito estufado e vamo lá! Depois de carinhas conhecidas da tv terem atitudes de "estrelinhas" e ganharem minha silenciosa inimizade, e depois de eu gerar pena no coração das concorrentes que já vinham estudando o texto há pelo menos dois dias, consegui o camarim e o espelho só pra mim. E lá se foi uma hora decorando. Entrei, gravei e hummmm, aquela sensação que você já sabe... Mas, é a velha história dos ovos dentro da galinha. Queria muito poder compartilhar qual o job, onde, como, enfim... Mas vamos aguardar. Eu gostaria muito de poder dar o troco no finado removedor de manchas que me escorreu pelas mãos... Aí quando o relógio marcava 21h e eu planejava caminhar até o metrô, de lá descer no Anhangabaú e de lá pegar um ônibus até em casa, descolei uma carona providencial até o Itaim e, sem condições de cozinhar qualquer coisa e a ponto de desmaiar de tanta fome, me rendi a um delicioso temaki. Mas minha vontade era de ir correr... Mas como o relógio não deixou, preferi descer alguns quarteirões antes e andar. Vocês sabem, eu gosto quando estou feliz. E estou. Muito! E agora vos falo, exausta, já com o despertador marcado para quando não terei completado nem sete horas de sono. Tenho dois testes pela manhã. Inshalá! "A semana está boa, então?", perguntou minha mãe ao ouvir as novidades. Muito, muito boa mesmo, mãe. Pensei em acompanhar a roommate no banho de sal grosso, mas tive medo das minhas boas energias também escoarem ralo abaixo. Prefiro mantê-las comigo. Amanhã recebo a presença ilustríssima do meu querido irmão e os próximos dias também prometem. Uma boa noite! Ah, uma observação: não sei o que acontece com o http://www.blogger.com/, não consigo editar minhas postagens, alinhá-las, mudar a cor, colocar parágrafos. Alguém sabe o que se passa? Grata.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Que final de semana!
Ai, que sono... Mas o final de semana foi tão mas tão bom, que o travesseiro pode esperar... Sábado pela manhã vesti minha costumeira máscara de cara de pau e fui dançar e cantar "No tiene troco? Que cosa triste! Tá sin trocado? Que cosa triste! Bala de troco? Que cosa triste!" no teste para cartão de crédito. Que engraçado... Sem presunção alguma, saí de lá com aquela velha e conhecida sensação de "eita!". Não deu outra! Estou editada. Mas isso muito me preocupa... A resposta sai na quinta-feira e a data de gravação é entre 3 e 6 de junho. Mas e meu segundo e último final de semana de workshop? E que dinheiro bem gasto, viu! Como é bom rever Luciano Sabino, rever colegas, conhecer atores e atrizes tão ferrados quanto eu, trocar experiências, contar histórias, fazer um bom trabalho e ser elogiada por quem tem mérito e entende do assunto há mais de vinte anos. A pressão de fazer bem e melhor foi superada. Eu estava sentindo falta de um feedback pois nestes tantos testes recebemos tantos "não" e nunca sabemos o porquê... A estrutura da produtora está de babar, com câmeras de cinema, um cenário impecável, um diretor que dispensa apresentações, uma turma - como sempre - única. Tem assistente de palco, tem psicóloga, apresentadora de tv de Ribeirão Preto, tem mães, tem irmãs, ex-modelo, gente perdida... atormentados? Todos. A fogueira de egos está queimando e seguindo a trajetória darwiniana, a seleção é natural. E nesse domingo, todos que abriram a Veja deram de cara com duas páginas do meu já citado alegre sorriso por ter conseguido um emprego em automação. Coisa boa! A segunda-feira foi morna mas as terça e quarta serão de gravação para o Sonhar Mais um Sonho do Programa do Gugu. Sem protagonista desta vez. Mas as contas se acumulam, os gastos são cada vez mais altos e o networking se mostra cada vez mais eficaz. Bora trabalhar, pessoal! Meu horóscopo acompanha as boas vibes. A cada dia que passa, mais eu acredito nos astros...
sábado, 28 de maio de 2011
Workshop (work it, girl!)
Acordei com um e-mail carinhoso de uma pessoa muito especial, notando minha ausência no blog, questionando meus ânimos e me dando uma injeção deles. Realmente eu não estava nos meus melhores dias... A segunda-feira foi movimentada mas depois disso, tudo parou. Minha irmã se pergunta lá em Ribeirão como eu aguento e andou dizendo por aí que devo infartar em breve. É muita ansiedade. É muita espera. É muita instabilidade. Mas eu acho que esse é meu segredo de vida longa. Quer dizer, se longa ainda não sei, mas de temperada, isso sim. É muita pimenta, é pouco sal, falta açúcar, tem azedo que vira doce e às vezes muito sal e diabetes! E, para movimentar o meu dia que parecia fadado ao fracasso, acessando o Hotmail dei de cara comigo mesma em "Procura-se técnico em automação". Esta manhã, todos que acessaram seu e-mail do Hotmail receberam meu mais sincero sorriso por ter conseguido uma vaga de emprego. Entrei no site do SENAI e lá estava eu, mais uma vez, assim como no Youtube no comercial. Que coisa boa! Dez minutos após publicar as novidades profissionais, coincidentemente recebi duas ligações, ao mesmo tempo, uma no rádio, outra no celular antigo. Um teste hoje, outro amanhã pela manhã. Ufa... Depois disso tive a mais absoluta certeza de que faria sim o workshop do diretor da Globo Luciano Sabino neste final de semana e no próximo, fato para o qual já vinha me preparando desde anteontem com o estudo de um monólogo de várias cabeças e sofrendo pelo alto investimento que deveria ser feito. Mas a minha única cabeça não estava processando, não conseguia decorar, eu me irritava e desistia do estudo quando não passava do primeiro parágrafo. No entanto, hoje, finalmente, consegui passar e repassá-lo inteiro. Cortei suas cabeças, monólogo! Rá! Assim, às 16h fui ao casting perto do metrô Santa Cruz e me programei para não ser vítima do trânsito fatal de sexta-feira, já me dirigindo às redondezas da produtora em Perdizes para conhecer o espaço e fazer a matrícula desses dois próximos finais de semana que já estão me dando frio na barriga. Depois de metrô, baldiação e mais um ônibus, dei uma volta no shopping mais próximo, jantei, enrolei e às 20h entregava os cheques. Faz exatos dois anos que conheci Luciano Sabino, naquela época eu não sabia nada de televisão, se é que hoje eu sei alguma coisa... E foi ele quem me disse: "Stella, deixe sua sobrancelha crescer." Sábias palavras... Por isso existe uma cobrança para fazer não só bem como melhor. Estou precisando de uma reciclagem e certamente esse workshop vai dar uma refrescada nas coisas. A gente nunca pode parar de aprender, não é mesmo? Portanto, lá se vai um aluguel, mas se valer a pena como valeu em 2009, serão reais muito bem gastos. Voltei para casa já eram quase 22h. Assisti a um filme, tenho sono. O rodízio de pizza no domingo com a galera da faculdade foi cancelado e eu é que havia agitado um encontro para matar as saudades... Ô vida sem agenda! Bom final de semana para você!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O DRT definitivo
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Dedos cruzados nem sempre funcionam
Perder é difícil. Seja um amigo, seja um trabalho, um ente querido, perder o foco, as esperanças, perder dinheiro, perder peso, cabelo, uma oportunidade, perder um amor, enfim. A gente passa a vida tentando aprender a lidar com esse verbo, já sabendo que seus substantivos são inevitáveis. Mas existe uma perda complicada, que é perder o que nunca se teve. E isso é sim possível. Por mais que tentemos não nos iludir, por mais que seguremos nossos pés no chão, os pensamentos voam e voam longe. Se conformar é doloroso e provavelmente terá o inflacionado preço de lágrimas escorridas e do ego martelado. Às vezes a ideia se concretiza como possibilidade, uma possibilidade quase palpável que faz com que contemos com os ovos dentro das galinhas. Não conte com os ovos dentro das galinhas. Passei a semana ansiando uma resposta de um trabalho que já tinha sido classificado como "o trabalho da minha vida". Na sexta-feira de manhã, ao saber que estava editada, meu coração se acelerou como no dia em que esperava a liberação da lista de aprovados da UNESP, quando uma corrente de medo subiu dos pés à cabeça, era um medo de ver meu nome lá e medo de não ver. Foi difícil segurar os ânimos na véspera do final de semana... Seis horas da tarde e nada. Abandonei o celular em casa e fui buscar forças para correr no parque quando os pensamentos negativos já dominavam minha auto-estima. Ao chegar às oito da noite, vi a ligação que tanto esperava perdida e ouvi o recado de voz. Sim, eu perdia o trabalho que nunca foi meu. Escorreu-se pelas mãos uma oportunidade que se encaixava perfeitamente nos meus desejos, necessidades e planos, mas pelo menos eu já sabia, desde quando me informaram do teste, que eu ficaria muito chateada caso não conseguisse. Eu estava prevenida. É que tinha tudo para ser meu... Mas não foi. Não chorei na sexta-feira. Respirei fundo. Pensei que as estrelas não me ouviram e acabei me conformando de que "não era para ser" e de que "melhores virão". Não tive ânimo para sair de casa. Dormi cedo. Sábado pela manhã aproveitei o solzinho para colocar os pés de fora e ir fazer minhas unhas. Ao chegar no salão, tive a notícia de que minha manicure, tão amada, idolatrada, salve, salve, abandonou o salão. Eu fiquei tão mas tão nervosa... Não conseguia pensar em outra coisa. Voltei para casa. Chorei igual criança. Não só pela manicure que tive durante poucos meses mas por aquele trabalho que nunca tive. É... Faz parte. Outros virão. Iguais jamais. Melhores, quem sabe?! Não estamos no controle de tudo, a verdade é que devemos controlar uma coisa só: nós mesmos. Os outros e as outras coisas, isso é tarefa do destino. Dedos cruzados nem sempre funcionam, frio na barriga nem sempre é prelúdio de coisa boa, príncipe encantado não existe assim como os contos de fadas. São tarefas que a vida, de um jeito ou de outro, dá seu jeito de explicar. E boa aluna que sou, vou tentando humildemente aprender essa lição. Escola puxada esta, viu! A propaganda do SENAI já está no ar e recebi fervorosos telefonemas durante o intervalo do Fantástico. Eu ainda não vi. E vamos que vamos que o show não pode parar! Boa semana!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
1,2,3 ação!
Não sei bem ao certo dizer mas hoje foi uma gravação atípica. Primeiro, porque eu não tinha nenhum texto para me amparar - sim, eu me sinto bem mais confiante quando os tenho. Segundo porque eu estava trajada como uma técnica de automação, com capacete, óculos, um jaleco enorme e protetores auriculares. Terceiro porque durante toda a gravação, eu tinha apenas uma ação para executar. Entrei na frente da câmera após maquilagem, almoço e retoque da maquilagem, quando não passava das 13h. Às 17h eu já estava dispensada, com a cena gravada e as fotos tiradas. E é sempre assim... Eu saio feliz depois dos trabalhos e tenho tanta mas tanta energia acumulada e vontade de gritar lá de cima do viaduto "Eu amo São Paulo!"... que eu ando. Dispensei qualquer meio de transporte e munida de meu Ipod, vim sorrindo da Vila Mariana até o Itaim, onde me empolguei e me dei o direito de comprar um vestido e uma bota que certamente protegerá meus pés ao longo de kilômetros neste inverno que promete. Dispensei a corrida. Já passava das 18:15h, o sol já tinha se posto, o vento cada vez mais gelado... Amanhã é outro dia. Fiz meu jantar, tomamos umas poucas taças de vinho aqui mesmo em casa, pantufa no pé e DVD do Woody Allen. Não tinha como o dia ser melhor! Seria muita audácia pedir algo além de tudo isso... Assim, durmo feliz por saber que meu próximo mês está salvo, que em breve me verão na telinha novamente e esperançosa, pois tem ainda muito por vir. Amanhã é dia de teste. Mais um. E eu adoro! Boa noite! quarta-feira, 18 de maio de 2011
Mas que frio, hein!
Enquanto os termômetros nos fazem desenterrar os casacos e nossas tão queridas botas, estou fazendo um intensivo de vitamina C + Resfenol + meu corriqueiro Centrum para que a coriza não passe de uma coriza. Ontem tive teste, sem grandes novidades, não passei... Hoje foi um dia ameno, acordei tarde, fiz a unha, almoço, supermercado, corrida congelante no parque e amanhã, vamos gravar SENAI, galera! E tive a tremenda notícia de que a gravação vai também virar foto. Sabe o que isso quer dizer? O dobro de trabalho, o dobro de remuneração. Não tenho do que reclamar. Mas já fui alertada de que será provavelmente um longo dia de gravação. Mas sem problemas, estamos aqui para isso! Também recebi, finalmente, as minhas tão esperas fotos! Já enviei para quem tinha que enviar, já publiquei onde dava para publicar e agora é esperar que os tantos elogios dos amigos se convertam em trabalho. Afinal de contas, não fiz um book para acalentar o meu ego, não é mesmo? É hora de rechear o blog com os clicks de Moises Pazianotto. Boa quarta-feira cheia de frio, frio lá fora, frio na barriga, porque a minha cama está bem quentinha... Dedos cruzados, sempre!sábado, 14 de maio de 2011
Feliz!
"Você andava de Banana Boat na praia e o moço da lancha perguntava se queria o passeio com pouca ou muita emoção? Eu sempre pedi "Muita!" e ansiava a curva quando todos iam pra água, um em cima do outro. Pois então. Ninguém me perguntou com qual intensidade eu queria a vida. Acho que não é sempre que a gente pode fazer essa escolha, né? Hoje eu tô com vontade de gritar: "Calma, moço! Vai mais devagar!". Mas só hoje." Escrevi no final da tarde de ontem no Facebook. Eram muitas expectativas para lidar, eram muitos pontos para brincar de ligar, era um frio na barriga danado que chegava a subir e o peito apertar. Uma vontade de fazer poesia, ganas de gritar! Medo de não dar tempo, medo de perder, medo de ganhar. O moço da minha lancha anda acelerando e fazendo curvas, ora bruscas, ora largas, mas o passeio tem sido bom. Muito bom. Minha semana foi magnífica! A gravação do SENAI acabou sendo adiada para quarta-feira, acho que o Cara lá de cima me escutou... Assim, tive tempo de espantar a insônia indo liberar um pouco das energias que se acumulam e que andam dificultando o meu "dormir" e consequentemente o meu "acordar". E hoje, fiz o teste tão esperado. Foram horas e horas de espera. Texto dezenas de vezes ensaiado e reensaiado. E frio, muito frio na capital. Se fui bem? Receber um "Gostei!" do diretor não é suficiente... O suficiente seria escutar meu telefone tocar dizendo "Parabéns!". Seria como ganhar na loteria. Ou passar no vestibular. Entenda a minha alegria: cada trabalho que pego é como um vestibular vencido, onde muitas vezes o número candidato/vaga assusta e chega até a desanimar... E cada teste que fico editada é como a lista de espera da universidade... Compreende a analogia? E considerando que o dia quando vi meu nome na primeira lista da UNESP foi um dos mais felizes da minha vida, entenda quanta emoção permeia meu dia-a-dia e quanto sangue frio e pé no chão a gente tem que ter. A gente TEM que ter. Quem não tem ou desiste ou enlouquece. E a loucura também faz parte desse cotidiano. Se não fosse ela, eu trabalharia provavelmente na Faria Lima, faria happy hour, cumpriria horários, vestiria social, ganharia bônus e bateria metas. O bom é que, na minha vida, as metas sou eu quem estabeleço. O que não quer dizer que seja mais fácil ou mais difícil. Eu só sou dona do meu próprio negócio. Mas ser sujeito e objeto da mesma ação muitas vezes pode ser complicado, viu! Que negocinho mais enrolado esse... que eu tanto amo! Estou no aguardo de algumas respostas e já sofro pelo doce que da boca podem me tirar. E não sei o que me reserva o dia de amanhã. Neste momento estou sentada na frente daquele Banana Boat, segurando a corda com apenas uma mão e a outra levanto no ar como se fosse caubói, sentindo a velocidade, a água que espirra e as ondas, tentando agarrar todas as oportunidades que o vento me traz. E ele tem trazido boas. Mas o passeio continua. Tem muita prova ainda pela frente! E desta universidade chamada vida, eu quero sair com meu PhD. Hoje, sexta-feira 13, não teve Jason nem gato preto. Teve sim muita história pra contar... Dedos cruzados, vamos esperar! Bom final de semana!quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dia bom, notícia ótima!
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