quinta-feira, 9 de abril de 2009

Roubo no Anhangabaú

Estava eu aqui, agora à noite, assistindo uma tevezinha, comendo freneticamente - naquele momento uma melancia - quando entra minha roommate, bufando, tensa e contando que roubaram seu celular no Anhangabaú. 4 pivetes a cercaram, arrancaram o telefone de sua mão e voaram. Ei laiá. Aí vem toda aquela dor de cabeça de ligar para a Claro, bloquear a linha, números numerosos preciosíssimos perdidos, cantatos que talvez demorarão anos para serem reestabelecidos. Fora a pancada moral, a falta de segurança e a falta de liberdade sentidas, já que não se pode fazer uma simples ligação sem se preocupar com um assalto e até uma possível morte. Esse é o país em que a gente vive... mas o pior é que a gente ainda tem que agradecer que nada mais aconteceu, apenas levaram o aparelho e tudo bem.
Na cidade do caos, no país da insegurança e no mundo da picaretagem e impunidade, a gente ainda tem que agradecer... benza Deus! A gente merece muito mais. E como merece!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma produtora, o metrô e a picaretagem

Hoje visitei uma produtora, de acordo com um e-mail que deles recebi dizendo que haviam gostado do meu perfil para comerciais de TV. Levei algumas fotos reveladas... preenchi o cadastro e ouvi que tenho cara de menina rica. Eu devo me preocupar com isso? Ou foi um elogio? E detalhe, é só a cara e minha riqueza interior, tá, só para avisar caso você também concorde... porque minha conta e meus rendimentos bancários se retraem a cada dia... Agora é só esperar retorno... isso se houver retorno... Mas a fé é grande.
Tive novas notícias a respeito do caso bizarro do grupo picareta de teatro (tá lembrado?)... milagrosamente, a menina, também atriz, vítima igual a mim, me achou no orkut e conversamos pelo telefone. Fora as risadas e a retrospectiva, ela disse que o diretor/produtor (sei lá que porcaria aquele picareta é) afirmou que, posteriormente, todos os atores assinariam um contrato, mediante um advogado, atestando a presença e disponibilidade no grupo até o final do ano, e caso esse contrato fosse residido, o ator deveria pagar uma multa. Onde já se viu isso, meu Deus? Se os caras precisam de um contrato e de uma multa caso o ator desista do projeto, é porque boa coisa não é, certo? Difícil de engolir...
Hoje andei no metrô mais lotado da minha vida e menos mal que o tempo está fresquinho, senão teria passado mal, fato. Nem no teto eu conseguia segurar, de tão apertado que estava. Desculpa, pode me chamar de fresca ou do que quiser, mas eu não mereço um transporte público nessas condições. Nenhum ser humano merece, ainda mais mediante todos os impostos exorbitantes que pagamos diariamente nesta vergonha de país. Só quem já seguiu para a Sé às 18h sabe que aquilo é desumano. Não tem como as pessoas se acostumarem com essa situação! Comentei disso com uma pessoa e levei algumas alfinetadas, já que ela me disse que a grande parte da população é acostumada a isso, e que voltam felizes para casa, seja à pé, voando, de metrô ou que for. Discordo. Eu te desafio a olhar na face e nos olhos de cada pessoa presente no metrô no horário de pico. Não existe um sinal de felicidade, apenas uma tentativa de abstração para que aquela tortura logo acabe, e que ela chegue finalmente sã e salva em seu lar. Não concordo também com o fato de o caminho ser uma tortura e todos esperarem o final do dia, quando tomam seu banho e ligam a televisão. Cada segundo da vida deveria ser aproveitado como se fosse o último, certo? Não importa o fim mas sim a trajetória, como disse Guimarães Rosa, não é? É difícil, mas pensando num campo ideal... as coisas deveriam ser bem diferentes do que são. Não somos bichos para ficarmos engaiolados, empuleirados, um em cima do outro, sem ventilação, sem segurança, sem conforto. O brasileiro e a humanidade merecem muito mais.
Contrariando os ditados populares e também o grande Guimarães Rosa, tudo o que eu quero é que chegue logo a sexta-feira, que eu retorne para a Califórnia brasileira, onde o trânsito ainda não é tão caótico, onde eu não preciso ir para a estação da Sé às 18h e nem nenhum outro horário, onde o Coelhinho da Páscoa me trará doces presentes...
Infelizmente, certos momentos da vida são impossíveis de ser degustados. Não é pessimismo, é realidade. Hoje eu estou odiando São Paulo. Espero que seja só a TPM...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Começo de abril

É o começo do mês de abril e o fim de várias outras coisas.
Primeiro, fim de mais um Carnabeirão e de toda a expectativa que ele possa criar em algumas pessoas. Engraçado que quando eu estava na escola, uma semana antes do carna era uma tal onda de fim de relacionamentos - e que reatavam logo após o final de semana de festa - que você não pode imaginar... ou pode, caso tenha estudado onde eu estudei.
É também o fim, definitivamente, da era onde eu conhecia uma grande parcela dos frequentadores de balada de Ribeirão Preto, fim da era das turminhas conhecidas, dos velhos paqueras, das grandes panelinhas. Não existe mais isso em Ribeirão... O que me faz ficar meio nostálgica e constatar, mais uma vez, como a gente evolui e como muitos estão se tornando gente grande e com já planos de estabilização. O que me faz pensar também: será que eu deveria estar namorando, e ter ido ao cinema no domingo ao invés de voltar para cada às 2h após 3 dias de folia? Acho que não, já que foi bom demais, lavei a alma como planejei, pulei até o pé arder, dei risada, me perdi, corri, escorreguei, tomei chuva, voltei marrom de barro pra casa, comemorei o que tinha para comemorar (a vida, o que mais além dela?), mas não afoguei as mágoas, que continuam rondando, aparecendo ora sim, ora não, e me fazendo buscar sempre mais.É o começo do fim da minha fase de adaptação em São Paulo, já que jajá completo 3 meses de batalha na capital paulista...
É o fim das minhas sessões de foto e o início de um bombardeio de material para agências e produtoras, para quem sabe, conseguir mais alguma coisa neste fantástico mundo das artes...
E é o fim dos meus 22 anos e o começo de uma fase adulta que ainda não sei aonde vai me levar... Esqueci de comentar sobre o dia 1 de abril, mas como tudo o que mais odeio nesse mundo é a mentira, achei até bom que ela não tenha sido mais uma vez contemplada. Enfim, espero que a canoa não vire... porque eu ainda chego lá!
Bom mês de abril!




sábado, 4 de abril de 2009

CARNABEIRÃO!

Simplesmente incrível!
Apesar de eu conhecer só 25% das músicas do Asa de Águia...
Não existe energia nem festa igual a um Carnabeirão, pelo menos pra mim... a multidão, vestida com a mesma cor, cantando os mesmos versos pobres das músicas de axé e com o mesmo intuito, simples e objetivo: curtir a vida.
Hoje o dia promete: Chiclete com Banana.
Ai ai ai...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Home sweet home

Não passei para a vaga de assistente de diretoria. Lógico que não passaria. "Mas Stella, por que Relações Internacionais, teatro e agora, secretária?". Nem preciso responder que foi por puro desespero, né...
Cheguei no meu limite nessa cidade. I need a break!
Cadê a minha fada madrinha, hein?!
That´s all folks!
Boa noite!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Bela quarta-feira!

Ufa! Mais um dia cheio...
Hoje foi meu terceiro dia Gisele da vida... eu acho que gosto mesmo dessas coisas, viu... Fiz minha segunda sessão fotográfica na Mansão dos Penteado, em um estilo bem mais recatado e natural do que da primeira. Já tive a prévia das fotos e acho que vou gostar bastante...
Após horas de cliques, trocas de roupas, poses e falta de criatividade para mais poses, fomos à Benjamin Abraahão. Que tentação! Aliás, não resisti e comi um salgado, um suco e doce lindo maravilhoso de Sonho de Valsa que me chamava. Mas fui enganada pela imagem porque nem era tão bom assim.
Dei um pulo na academia de meia hora, para fazer valer toda a fortuna que pago mensalmente, e segui para uma aula de teatro aberta na Oficina dos Menestréis. Apaixonante! O espaço que eles têm é invejável... eles vendem carisma e simpatia, músicas e movimentos contagiantes... pena que dinheiro não dá em árvore, assim, passarei vontade de ser mais uma "menestrel"...
Era meia-noite quando eu abria a porta de casa.
Ufa!
Esqueci de comentar, mas minha academia é repleta de famosos... Lillian Pacce (apresentadora do GNT Fashion), Cássio Scapin (Nino, do Castelo Rá-tim-Bum), um outro cara que não sei se é ator, apresentador, namorado de estrela ou da alta sociedade... enfim, foram esses que vi até agora. Fora eu, lógico.
Contagem regressiva para o final de semana, para rever minha família, lavar minhas roupas na máquina, ver minhas cachorras, contar minhas histórias bizarras, comer comidinha de mamãe, pegar novas lentes de contato, ir ao aniversário de vovó e pular e gritar até o pé não aguentar mais...
Boa noite pra você!
Xoxo, Gossip Girl (que aliás, está passando agora!)



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Resgate de um texto de 2003

É engraçado...
Já percebeu que as coisas mudam, às vezes repentina, às vezes demoradamente, dando aqueeeela guinada em nossa vida? Mas então, tudo volta ao normal em questão de segundos. Será que estamos condenados a viver nessa circunferência, que hora dá volta de 180º, quando de repente volta-se para 360º (0 grau)? Talvez sim, e talvez isso não seja tão ruim! Porque andar apenas em territórios desconhecidos não agrada a ninguém, então por que não salpicar a vida com rotina e novidades?! Lembre-se que você pode estar no centro da Terra (tipo, fundo do poço), mas amanhã pode haver um movimento magmático e você voltar à superfície, ou até ir além dela, pois temos todas as ferramentas necessárias para alçar vôo, você sabe quem tem, não sabe?! Mesmo assim, permita-se chorar, querer morrer (porque o desejo de morte dura apenas alguns minutos, no máximo um dia... você já passou por isso, estou certa?), sonhar em sublimar, ser outra pessoa, mesmo sabendo que isso não acontecerá, mas funciona muuuuito bem como válvula de escape para esses momentos em que você sente-se a pessoa mais infeliz, mais horrenda e condenada ao nada que existe! Mas você nunca está sozinha, e só de lembrar-se disso, a reanimação parece mais próxima. Há sempre pessoas numa situação parecida ou até pior, pode acreditar! Você não é a única a ter problemas, mas você é ÚNICA! Você é protagonista da sua vida, e escreva seu roteiro conforme seus sonhos e vontades. Mesmo a vida não sendo um estúdio de Hollywood, nem você uma estrela maravilhosa de lá, até que se pode ganhar prêmios de melhor atriz e/ou diretora . O planeta é redondo (não exatamente , você sabe que é achatado nos pólos, mas...), assim como nossa vida. Então, explore todos os pontos desse plano, faça planos, cumpra-os, e chegue até o centro da circunferência. Talvez lá é onde esteja nossa plena satisfação, enquanto insistimos em ficar na bordinha. Ter apenas 360º é muito pouco! Melhor se tivermos piXraio ao quadrado, o que você acha?! Lute... e seja sempre você! E saiba que esses pequenos conselhos também se encaixam para a pessoa que os escreve... Se ontem chorei, hoje sorrio... Pois somos muito mais do que aqueles que nos fazem chorar, gritar, querer morrer, querer sumir! Se um dia a vida lhe der às costas, passe a mão na bunda dela, porque, meu, saiba você que ela é muito gostosa... Mas lógico que você já sabe de tudo isso, né?!

terça-feira, 31 de março de 2009

Palavras sábias de Martin Luther King

"É melhor tentar e falhar que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda em vão, que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar que em dias tristes que em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver..."

These Walls (Teddy Geiger)

http://www.youtube.com/watch?v=P8GU-aullq8
I can't believe what is in front of me
The water's rising up to my knees
And I can't figure out
How the hell I wound up here
Everything seemed okay when I started out the other day
Then the rain came pouring down
And now I´m drowning in my fears
And as I watch the setting sun
I wonder if I´m the only one
Cause everyobody tries to put some love on the line
And everybody feels a broken heart sometimes
And even when I'm scared I have to try to fly
Sometimes I fall
But I´ve seen it done before
I got to step outside these walls
I've got no master plan to help me out
Or make me stand up for
All the things I really want
You had me to afraid to ask
And as I look ahead of me
Cry and pray for sanity
These walls can't be my heaven
These walls can't keep me safe here
Now I guess i got to let them down
Cause everybody tries to put some love on the line
And everybody feels a broken heart sometimes, yeah
Even when iIm scared I have to try to fly
Sometimes I fall
But i've seen it done before
I got to break out...I got to break out...
I got to step outside these walls
Love outside these walls
I feel my heart breaking
But it´s a brand new day
I´m going down
I´m stepping out
I´m stepping outside these walls
I've seen it done before.. I'm walking on, I´ll walk it off, oh I'm moving on...

Aqueeeeele japa...

E não é que a semana começou bem?
Hoje dormi bem, acordei até antes de meu despetador tocar! De manhã ensaiei com um amigo do teatro uma cena de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues para a aula de amanhã... almoçamos no Viena, sempre bom... academia... e agora à noite, o japa mais especial de todos com direito até a artista na mesa ao lado. Comi demais. Meu Deus! Já tomei 4 copos de água. Complicado...
Recebi um e-mail de uma produtora pedindo que eu entrasse em contato urgente para comercial de tv, já que eu tinha um perfil interessante. Já marquei visita - desta vez munida de book, que estará pronto até lá - para segunda-feira que vem.
Recebi também uma ligação para uma entrevista amanhã para vaga de assistente de direção de uma editora. Tá vendo? A vida está bombando... jajá tudo engrena!
Hoje uma amiga disse: "Só case com quem você goste de conversar.". Concordo. Vale a pena deixar registrado aqui, para eu nunca me esquecer, caso venha a me casar algum dia...
Agora tô ouvindo as músicas novas do carnaval de 2009 para acompanhar Bel Marques e ainda digerindo a bizarrice do meu domingo.
"Quero uma vida muito louca e um paraíso para delirar..." é o que diz a música Flutuar do Chiclete com Banana...


segunda-feira, 30 de março de 2009

Que dia... que dia...

Ontem deu tudo errado!
Ainda bem que existem pessoas espertas que contrastem com a picaretagem no mundo... Acordei cedo, já cansada e com meu sono atrasado de toda a semana. Mas, pelo amor à arte e mesmo desejando nada mais do que minha cama, fui ao segundo ensaio do grupo X de teatro. Terminei meu dia com a seguinte frase: “Agradeço a oportunidade, mas estou fora”. Lembra-se dos “anos de chumbo”, época em que brasileiros eram ludibriados pelos discursos progressistas e ufanistas dos governantes? Época de números econômicos atraentes mas quando aqueles que questionavam a ideologia dominante eram torturados e mortos, e assim, condenados ao ostracismo? Pois então. De sábado para domingo, fui de possível futura atriz de Hollywood a alvo de indiretas infundadas pelo simples fato de que penso. Porque penso, questiono e não me deixo enganar facilmente, e com isso, poderia – como um vírus – contaminar o resto do grupo a abrir os olhos contra os discursos baratos daqueles “profissionais” de background obscuro e que profanavam lindas cifras de cachês e floriam as linguagens teatrais assim como faziam os antigos sofistas. O ator muitas vezes se submete a incertezas e cai no conto do vigário pensando no “e se”... Durante meu feedback vi máscaras caírem de um modo espetacular... Desculpa, mas a minha dignidade falou mais alto ontem, mesmo eu sendo “verde” neste mundo fantástico das artes, e fui embora dizendo “Espero que a gente se encontre lá na frente”. Ah, a gente ainda vai se encontrar. Just wait and see, babe. Ainda bem que me livrei de uma fria antes que ela esquentasse... eu preciso aprender a seguir mais a minha intuição para me livrar de futuras frustrações... Para cima de mim, não!
Após este episódio surreal, voltei para casa, fisicamente e psicologicamente exausta, e tudo o que desejei foi escapar pelas portas fantásticas do cinema. Queria assistir Ele não está afim de você, acompanhada apenas de uma pipoca, que seria o bastante. Sessão lotada. Que raiva...
Voltei para casa... abri meus e-mails... e vejo que não passei em um dos testes para curta da ECA – mesmo sabendo que não ia passar, já que fiz o teste após 4 ônibus e 2h de viagem para chegar na USP num sábado à tarde... o que mais poderia dar errado? Nada, já que era o fim do dia e o começo de uma nova semana.
Já diz o ditado que tudo o que começa mal, termina mal. Não acredito nesta constante, mas o conturbado caso desse grupo de teatro que depois se confessou contraditoriamente um não-grupo de teatro começou mal e terminou pior ainda. E espero que não seja assim com minha semana, que promete grandes surpresas, uma entrevista, uma sessão de fotos, um japonês especial hoje com duas amigas do coração e um carnaval fora de época no fim de semana... outra deliciosa válvula de escape da qual eu serei obrigada a participar...
"Não tem lua, que faça você me amar... não tem lua, que faça você passar por mim... não tem cheiro nem flor, nem perfume de amor. Não tem lua não, não tem lua."

domingo, 29 de março de 2009

Tá na hora de dormir!

A balada era a Fiesta del Bianco, na Museum, linda por sinal. E por enquanto, ganhou de balada mais cara de todas... onde já se viu 23 reais por uma Smirnoff Ice? Um faturamento 10x vezes maior do que o preço de custo... 15 reais uma Bohemia? 33 uma dose de Smirnoff? Gente, numa boa, nem se eu fosse uma Onassis acharia esses preços normais. Desculpa. Não tem porque custar isso, meu povo. Não tem. Que que é, a refrigeração deles é diferente? O manuseio da abertura da tampa é diferenciado? Vem cristais swaroswisk na garrafa? Mas foi gostoso... Adoro festa branca. Dá um ar de fresscor, de leveza, as pessoas ficam mais bonitas, não acha? Eu acho.
Aí então, com muito esforço, acordei às 8h para estar às 10h no primeiro ensaio do novo grupo de teatro. Foi bacana... suamos bastante... trabalhos basicamente corporais... e vários planos para apresentações daqui dois meses. Almocei um salgado de 50 centavos nas redondezas, era tudo o que tinha... e isso é trash. Eu preciso comer bem, saca? Saladinha... franguinho... arroz... mas salgado, ninguém merece...
Cheguei em casa às 18h, morta de cansaço, mas recebi um convite irrecusável de ver a peça A Sétima Arte, da Oficina dos Menestréis. Uma delícia... um show de imagens, de vozes e de músicas que deixaram seu rastro na história do cinema mundial.
No final, era projetado que: "Cinema é a maior diversão. Teatro é a maior emoção." E é verdade... eu sempre tenho vontade de chorar em peças... especialmente no final, quando o público se levanta e aplaude e o elenco agradece... vê-se na face de cada um o orgulho, a estafa e a realização.
Eu amo tudo isso.
Amanhã tem mais ensaio. Vou pra cama. Exausta!
Minha mãe disse eu tomar cuidado com uma vida boemia, senão ficaria com a pele feia e cheia de olheiras...
Amanhã rola aquele cineminha esperto de domingo...
Boa noite!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Que dia dêla!

Ai que delícia esse tempinho... aquele friozinho que ainda não é frio... mas que dá para passar o dia com uma blusa de malha de manga comprida e cabelo solto sem suar, sabe?!...
A sessão de fotos foi cancelada... até gostei, deu tempo de tirar minhas roupas da mala, arrumar as gavetas, fui ao supermercado, fiz meu almoço, fiz unha... aliás... eita pessoalzinho ruim de serviço, viu. Preciso achar um salão decente aqui por perto...
Daqui a pouco vou para a academia, sempre bom, né.
Liguei para o pessoal do teatro... esclareci minhas dúvidas e deixei claro que não estaria apta para ensaiar de final de semana. Ok. Sem problemas... Amanhã acordo cedo para estar lá às 10h. Cruel, já que hoje tem Museum.
Outra boa notícia é que além de eu ter sido aprovada para fazer o curta da I;I, a coordenadora do projeto me chamou para fazer um filme dela, que ainda não tem seu roteiro finalizado, mas é um curta de cotidiano com nome provisório de "Teoria do Busão". "Mas não tenho verba": o que quer dizer que não haverá cachê. Mas opa, super topo. E assim a gente vai se enfiando no mundo conturbado e apaixonante das artes...


Carnabeirão chegando...

E se a canoa não virar, olê, olê ô ... eu chego!

Estou em dívida com vocês!

Ahhh ontem não deu tempo de escrever. Juro! E é cruel, eu fico com peso na consciência, você acha que não?
Eu disse que minha semana prometia... então vá lá...
Ontem fiz o teste para o curta da Igreja Invisível. Utilizei aquele texto que postei alguns dias atrás, passei por uma entrevista... e voilá! Recebi a notícia hoje de que passei. Me perguntaram o que é loucura na minha concepção. Respondi que não existe uma definição, mas acho que tudo o que foge do padrão é considerado loucura. Perguntaram o que eu tenho de louca. Não precisei pensar muito, já que o simples fato de eu ter largado meu diploma suado de um curso difícil de uma universidade mais ainda e migrar para esse mundo midiático já diz tudo... fora o fato de eu estar fazendo teste para a Igreja Invisível, que já é em si, um grande exemplo de insanidade... Me perguntaram também de quanto seria meu cachê. Após consultar meu empresário, dei o valor: uns 10 mil. Tá bom, né?...
Depois de enfrentar aquele trânsito que só o paulistano conhece... cheguei em casa, e voei para a academia, sabendo que tinha hora marcada para voltar para casa, já que receberíamos visitas ilustres de amigos da faculdade para um esquenta incrível para uma balada mais incrível ainda e ainda perto de casa...
Uma pizza de R$17,50, um copo quebrado, um copo derramado e vários suquinhos depois... fomos para Jive. Já começa pelo nome. Bom. Sábado tive a minha pior experiência de balada, como relatado aqui no blog. Mas ontem, ganhou. Jesus Cristo de Misericórida... what the fuck was that? Balada super hey-yo... com rappers americanos fazendo free-style... poucas pessoas com caras nada simpáticas... interação zero... e acho que éramos as únicas pessoas sorridentes daquele lugar. Passada uma hora, voltamos para casa. Mas foi uma delícia reencontrar-los e constatar, mais uma vez, que tá todo mundo caminhando, arduamente, para não se sabe onde.
Hoje acordei, vários e-mails na caixa de entrada, várias louças na pia, vários melados no chão da cozinha... fui à academia... me dei ao prazer de almoçar fora, já que essa semana simplesmente ainda não deu tempo de ir ao supermercado... me arrumei e fui para a ECA, para mais um teste para curta do pessoal do curso de Cinema. Uma hora e meia depois... fiz um teste de 2min, comi um lanche e tomei um Ice Tea na cantina que em nada se parece com a pobre cantina do antigo campus da UNESP... e peguei meu segundo ônibus do dia. Meu De-os! Que trânsito! Que cidade caótica! Se não fosse isso, São Paulo seria incrível. Mais de duas horas, repito: du-as-ho-ras, e várias pescadas depois... cheguei até o metrô. Legal que, faltando 3 estações para eu chegar no teatro, deu pau na linha e pediram para que todos os passageiros descessem. Bacana. Cheguei meia hora atrasada na aula...
Mas foi isso. Dia corrido. Arrependimento de ter ingerido muitas calorias com a bebida à toa ontem... e minhas malas ainda precisam ser desfeitas no meu quarto. Ai ai ai.
1:15h, tô muito cansada, com meu pijaminha de frio e meinha no pé... it´s time to go to bed.
Amanhã terei minha segunda sessão de fotos e uma balada V.I.P. à noite, que eu espero, pelo amor de Deus, que salve todas as minhas zicas dessa semana... porque assim não dá!
Ei laiá...
A um passo da Globo e a dois de Hollywood...
E um detalhe: finalmente parei de suar nessa cidade... o clima está perfeito... perfeito!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Meu Deus... que dia!

Serei muito breve, pois o tempo voa nessa cidade, já está tarde, estou extremamente exausta, mas não poderia deixar de compartilhar meu dia com vocês...
Acordei cedo, peguei dois ônibus, com uma hora e meia de viagem e cheguei ao meu destino: uma entrevista para a vaga concorridíssima de assistente de comunicação em um colégio católico. Um colégio bem bacana, com uma super infra-estrutura, um mega espaço físico para as crianças, no qual eu seria a relações públicas e responsável por todo o marketing. Fiz entrevistas, testes, conheci toda o espaço acompanhada da Irmã... comi um enroladinho não muito bom de queijo e um Nestea, já que passava do horário do almoço... recebo resposta até segunda-feira.
Enquanto "viajava" de ônibus e ia observando as placas, vi que estava perto do Cemitério Gethsêmani, onde meu querido pai descansa. Aproveitei que estava nas proximidades, peguei um táxi, e fui visitá-lo, depois de tantos anos...
Que lugar lindo! Engraçado que 15 anos depois, eu ainda me lembrava de como era aquele lugar e onde a lápide se encontrava. Lembro-me também que eu costumava dizer que gostaria de ser enterrada em um cemitério como aquele... sem túmulos... sem escarcel de azuleijos, capelinhas, santos, vasos... apenas com o gramado, as árvores, os pássaros e as discretas lápides. Mas mudei de idéia já que não quero ser comida pelos bichos mais asquerosos da galáxia e quero ser cremada... Um milhão de coisas passaram pela minha cabeça... e quanta saudade! Ah, nem se fala... Mas ele está comigo, eu sei que está, para o que der e vier, me ajudando nesse momento de indecisões e incertezas. Demorou tanto tempo, mas eu fui. Meu pai era o pai mais lindo que já vi...
Voltei para casa... depois de uma "viagem" de 2h num circular... já exausta... e abri minha caixa de e-mails. Vi que realmente fui aprovada para a peça infantil. E que para minha surpresa e ao contrário do que me haviam dito nas entrevistas, os ensaios ocorrerão durante a semana e todo final de semana, sábado e domingo, durante pelo menos um mês e meio, começando já por este. Pera aí... não foi esse o combinado! Quase entrei em pânico... aliás, entrei em pânico... telefonemas para família e muito choro depois, me acalmei. Não decidi nada, ainda não vou pagar para ver.
Tive aula hoje... tirei uma opinião com minha professora de voz... E sábado vou lá, ver qualé que é.
As coisas estão acontecendo mais rápido do que eu imaginava... e isso também dá medo... tenho teste amanhã, outro quinta, sessão de fotos na sexta e teria outros dois testes no sábado, mas que não poderei ir graças ao ensaio. É... a agenda ociosa começa a ser preenchida... Aliás, eu preciso muito de uma agenda. Já estou me perdendo nas datas e compromissos.
A faxineira veio hoje... já dá para pisar descalça no chão do banheiro e cozinha... comecei a ajeitar meu singelo quartinho... e não vejo a hora de voltar para Ribeirão. Carnabeirão está chegando... também o aniversário de 80 anos da minha vó... assim como meu aniversário... e a Páscoa! Me disseram que estou precisando de um colo... talvez... É demais para meu ser amargurado me trancar nessa cidade por mais um mês e meio, sem chances de regresso para a Califórnia brasileira...
Meu Deus... que dia!
Enfim, não fui breve nem nada... mas...
Boa noite... e me deseja sorte nas escolhas, porque eu estou precisando. Pode acender umas velas também, elas nunca são demais...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Desempenho Cerebral

Descobri que até o dia 11 de abril, estarei no auge do meu desempenho cerebral. Isso porque dia 11 é meu vigésimo terceiro aniversário (23o para uma melhor visualização) e também de acordo com cientistas americanos que pesquisaram o raciocínio, a vivacidade mental e memória do ser humano nas diferentes faixas etárias.
Constatou-se um melhor desempenho nos testes aplicados com jovens americanos de 22 anos, o começo do declínio do desempenho aos 27 indo até os 30-35 anos, e depois, ufa!, a estabilização.
Assim, verificou-se que a idade faz mal à saúde, mas o acúmulo de experiências ao longo da vida é o melhor efeito colateral disso tudo, já que não ficamos mais velhos, mas sim, mais sábios.
Aproveitarei então meus últimos dias de vivacidade plena, de rapidez de pensamento, raciocínio e visualização espacial para seguir de cabeça erguida rumo a mais uma data que marcará o quão mais sábia, esperta e interessante eu estou ficando.
Presentes serão aceitos, viu?!
Amanhã tenho uma entrevista para assistente de comunicação em uma escola católica e estou atrasada para decorar meu texto para a audição do Projeto Carrano na quarta-feira.
Tá vendo? As coisas estão acontecendo mais rápido do que se imaginava... é que desculpa, estou no meu auge cerebral, e quem sabe aos 27, estarei comemorando o meu auge global?

Texto ficcional para Audição

"Isso tá em off, né? Mas eu não me considero melhor do que ninguém. Mentira, mentira, me considero sim, claro que me considero! Vamos falar a verdade mas não vamos achar que todo mundo é igualmente dotado, né, porque não é. Nasci bem, cresci bem, apareci bem. Mas se você falar que se acha melhor do que todo mundo, tá errado, você estará sendo sincera e sinceridade nessa merda de mundo não vale muita coisa. Eu odeio a mentira. Hahaha... mentira, porque eu vivo dela. Aliás, mente-se sempre, mente-se o tempo todo, e me desculpe a filosofia barata, mas a vida é uma mentira ininterrupta e resistente. Eu minto, tu mentes, ele mente, nós mentimos, vós mentis, eles mentem...
Sempre tive problemas com a mentira, mas também sou mentirosa, não tem como escapar. Quantas mentiras já não profetizei por aí, em quantas mentiras já não acreditaram, e vão à merda todos vocês os mentirosos que não se assumem e viva nós, os mentirosos conscientes!
Na época do politicamente correto você não pode se assumir mentiroso e muito menos confessar que é superior a todo o resto. Mas foda-se todo o resto e prefiro correr o risco de ser tachada de louca do que viver na mentira, na mentira de que eu não minto. Eu minto, tu mentes, ele mente, nós mentimos, vós mentis, eles mentem...
Mas a mentira é traiçoeira... ela tem perna curta, e mesmo assim a gente cai nela. Eu caí nela e continuando caindo... até chegar no fundo do poço... Aquela noite eu tomei tanto remédio para dormir que eu desejei nunca mais acordar... Por que ele me disse palavras tão lindas a ponto de eu abdicar das minhas mentiras e lhe falar toda a verdade?... Hein?! Ah como eu o amava, como eu fiz tudo por ele, como eu faria de tudo para que tudo aquilo fosse verdade... A partir de então eu decidi nunca mais dizer a verdade. Do que adianta nascer bem, crescer bem, aparecer bem se a gente cai? Cai, cai, cai e se fode, acreditando na mentira do outro que a gente gostaria que fosse real...
Pára! Pára. Eu tô bem. Eu tô ótima! Eu nasci bem, eu cresci bem, eu apareci. E enquanto todo mundo me admirar, eu tô ótima.
Vamos começar?
-Se eu sou feliz? Ah, eu sou a pessoa mais feliz do mundo! Estou num momento máximo de minha realização pessoal e em perfeita sintonia com o mundo!
-Se a fama já me subiu à cabeça? Jamais. Sempre tive os pés no chão e nunca me achei melhor do que ninguém. O público é que me faz viver e dessa maneira, eu sou subalterna a eles. Devo tudo aos meus fãs.
(Mentira!)
-Próxima pergunta...?"

Resgate de um texto de 12 de fevereiro de 2008

Teorias e Mecanismos da vida

Ainda férias. Uma noite normal, quente, sem muito que fazer nem pensar. A vida parece pacata, sem grandes novidades, parada igual ao ar da cidade, que custa a fornecer um único sinal de vento. Até uma mensagem de “luto” aparecer no nickname de um amigo de faculdade, e eu perguntar “luto por quem?” enquanto ele estava on line. A resposta foi triste. Demorei alguns segundos para captar, alguns minutos para conversar com quem pudesse e com certeza ainda levarei alguns dias ou talvez toda a vida para compreendê-la.
Era a perda de uma querida e sábia professora. Apenas um semestre com a matéria Teorias e Mecanismos de Integração Regional, um sorriso a cada Boa Tarde, outro sorriso a cada resenha entregue, um dez no boletim e um singelo e quase inédito parabéns pela nota – os professores universitários não costumam parabenizar os alunos por boas notas. Agradeci, mas pelo que me recordo agora, não me despedi.
Não desenvolvi grande proximidade com a querida professora, nem debati os assuntos que ela tanto clamava por discussões e dúvidas naquela sala quase apática. Aliás, nunca fiz uma única pergunta a ela. Eu sempre fiz parte da apatia da sala. Lembro-me de suas broncas tentando acordar a turma para o mundo, para os noticiários, dizendo com toda razão possível, que jamais seríamos verdadeiros analistas internacionais sem acompanharmos os jornais, o que acabava doendo dentro da consciência de cada aluno que estava sentado nas duras carteiras daquela faculdade pública. Ao pedirmos o intervalo – já que não existe um horário muito fixo paras as atividades naquela faculdade –, os alunos saíram comentando sobre a quase fúria da professora, como ela estava exaltada naquele dia, como ela costumava ser mais “boazinha” no início do semestre. Mas eu sabia que naquele instante, as palavras da querida professora ecoavam para aqueles que tinham tudo na mão, e tinham também a preguiça de agir. Vencer a inércia daquela cidade do interior parecia difícil aos quase formandos.
Agora reflito. Não sei ao certo desde quando ela estava doente, se sentia dor, se sentia medo, o que achava da vida. A quase fúria da professora naquela tarde podia ser um reflexo daquele momento em que ela estava envolta de quarenta alunos, mas se sentia sozinha frente à realidade oculta? Nós simplesmente não sabíamos. Mas ela tentava nos alertar para uma vida inteira que alguém lá de cima nos prometeu e que deveríamos fazer dela algo esplendoroso.
Amanhã ela será cremada. E mais uma vez não poderei me despedir. Mas esta noite que estava sem graça, parada, ganhou um movimento indesejado, tempestuoso, de reflexão, de arrependimento. Bons e sérios professores são raros no ensino público de hoje, e agora ficam apenas as lembranças daquelas longas aulas, do que poderia ter sido dito para ela e não foi; do que poderia ter sido esclarecido para nós e não foi. A morte parece tão distante, até que uma mensagem on line nos estapeia e nos mostra o contrário.
Adeus à querida professora, que simplesmente esqueci-me de votar para que fosse uma das homenageadas na nossa colação de grau. Tenho certeza que ela ficaria feliz, ou apenas eu é que dou importância para essas formalidades acadêmicas? Adeus à inércia. Agora é a hora de agir, antes que seja tarde demais.

Teatro com o Teatro

Fomos prestigiar nosso professor de interpretação II na peça "Querô - Uma Reportagem Maldita", de Plínio Marcos. Uma super peça com 39 atores em cena, vários seios à mostra, vários gestos sexuais (já que o espaço se trata de um bordel), um figurino incrível e uma banda fantástica.
Gostei, mas não para meu entretenimento. Sabe aquela diferenciação entre uma peça boa e uma peça legal? Definitivamente, esta se trata de uma boa peça.
Depois fomos ao Siga la Vaca na Rua D. Leopoldina, e algumas cervejas, lanches e batatinhas depois, terminamos o primeiro programa oficial da turma do teatro, e temos muito a nos conhecer ainda, como pessoas e como grupo.
Noite super gostosa e já sentimos o outono na capital paulista...
A semana promete!
Durma bem... e uma linda semana para você!


domingo, 22 de março de 2009

Noite frustrada!...

Ah não, viu!
Realmente essa cidade está o caos!
Ontem todas as nossas alternativas de baladas estavam lotadas! Lotadas... e uma super vazia.
Acabamos no Ébano por influência de amigos, uma balada que um dia, foi animal. Mas, não vou nem comentar, já que foi a pior balada da minha vida. Meia Smirnoff Ice depois, fomos comer lanche...
Demos algumas risadas, gastamos relativamente pouco, mas que noite frustrada.
Acordei tarde hoje, nossa faxineira deu bolo... a casa está suja... e mais tarde vou ao teatro com a galera do teatro.
O clima está gostoso... e mais uma semana começa! O próximo final de semana também fico em São Paulo para um teste no sábado. Ai que saudade de casa...

sábado, 21 de março de 2009

Testes! Testes!

Acabei de tomar meu banho, coloquei meu pijama de frio e meia no pé... mas a noite ainda vai longe. Hoje tem balada!
Ontem, após uma hora rodando de carro, trânsito à meia-noite e meia, e depois de todos os bares que queríamos ir estarem cheios, paramos no Le Roi. Delicinha de lugar... pela primeira vez tomei um Cosmopolitan. Confesso que não era tão barato, mas eu tinha que experimentar um e me sentir por um segundo na Nova York de Sex and the City!
Mas, todas estavam cansadas da semana, e eu tinha que acordar cedo para meus testes de sábado, e duas e meia já estava na cama.
Hoje então, acordei cedo, tomei um café mega reforçado, e fui para a batalha.
Dois ônibus depois, cheguei na Casa Verde, também desconhecida por mim até então, para uma entrevista para participar da montagem de uma peça infantil. A produtora, após me explicar tudo, esclarecer todas as minhas dúvidas, saber dos meus propósitos, ficar felicíssima com minha total disponibilidade de tempo e me perguntar se eu cortaria, rasparia ou tingiria o cabelo para algum trabalho (o que me assustou... achei que só me pediriam isso na Globo... hahaha...), me mandou para um teste com o diretor. Teste-surpresa, que me pegou de calças curtas, já que não tinha nada preparado e jamais tinha feito um teste para teatro. Após outra longa entrevista, fiz três cenas referentes a peças já apresentadas. Sem preparo nenhum. Não fui pronta para aquilo... Quando acabei... me sentei novamente... e ele deu seu feed back. Disse que sabia ser aquele meu primeiro teste, já que cometi erros que não deveria cometer numa segunda vez. Primeiro, ele disse que falo em demasia. Oops. Que deveria me ater às perguntas, já que eu ia além delas e atropelava as próximas questões. Oops. Fez outras observações que agradeci imensamente, já que não tinha idéia do que fazer e como fazer. E terminou dizendo que gostou muito de mim, que tenho muito talento, e que me retornariam esta semana para me passarem os horários dos ensaios. Eu passei? Eu não sei se passei... Mas valeu. Primeiro teste, de muitos que ainda virão.
Saí de lá e pedi informações de como chegar na Cidade Universitária para um teste para um curta. Após informações errôneas e quatro ônibus depois, cheguei em cima da hora. Mas já estava cansada... desanimada... não sei se fui bem. Saí de um teste de teatro para outro de câmera. Isso complica. Mas, fiz, e ganhei uma carona de volta até a Oscar Freire.
Andei por ali... vi um ator na loja das Havaianas... e encontrei um querido amigo para almoçarmos um japa.
Conheci a feira da Benedito Calixto, revi a boneca da She-Ha e do He-Man... o Gato Guerreiro... um Gênius... Ursinhos Carinhosos a 10 reais... nostalgia... e comprei uma blusinha de ginástica no outlet da Adidas a 27 reais. 10!
Foi uma tarde ótima...
Um dia rico de experiências...
Adoro!
Bom, deixa eu me arrumar para a balada, seja lá qual for ela. Disco? Royal? The Box? Don´t know yet. Mas a vida é curta, hoje é sábado, não tenho hora para acordar e estou animadíssima para dançar até. Ficar em casa é tudo o que não rola hoje, né...
Xoxo, Gossip Girl.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Fim do verão...

E mais um verão se vai... com suas lembranças ardentes e com o suor das mudanças...
Agora as folhas começam a cair... a temperatura começa a abaixar... e como queria passar o outono em Montreal para rever as mapple leaves secas no chão fazerem aquela paisagem marrom, vermelha e amarela típica dos filmes hollywoodianos...
Temos notícia de que será um outono mais frio do que a média...
Peguem suas roupas de meia-estação! Começo a me preparar psicologicamente para o inverno paulistano...
Bom outono pra você!

Cortar e Intolerar

Como odeio falta de profissionalismo!
Cena cotidiana de mulher: fui fazer minha unha pela segunda vez no salão ao lado de casa. Ok.
A manicure estragou o esmalte de simplesmente 3 unhas, tentou fazer vista grossa, e me tirou os famosos "bifinhos" de toda a minha mão direita, e disse que a culpa é da minha cutícula, não dela nem do alicate podre dela. Sou chatíssima com minha unha, especialmente quando faço francesinha e passo minhas 3 camadas de esmalte branco e pago 14 reais, sendo 2 reais a mais pela francesinha. Pedi que ela arrumasse todas. Imagina... estou pagando pelo serviço dela e ela me vem com essa, com cara de emburrada, como se estivesse fazendo o trabalho mais odioso e fica suspirando mostrando irritação? Fala sério. Após 1:10h com a bunda na cadeira, ela me ofereceu um café ou um chá, para "acalmar o nervosismo". Me segurei para não falar: "Você que deveria tomar, né, querida, porque eu estou bem aqui".
Chega. Cortei da minha lista. Vou procurar outro salão.
Quando eu me proponho a fazer um trabalho, qualquer que seja ele e por mais simples que seja, eu faço o meu melhor buscando um resultado ótimo para ambas as partes envolvidas. Não vou fazer vista grossa para meus erros, não vou ficar na onda do "Assim está bom.". Assim está bom nada!
Agora comigo é assim... e aprendi outro verbo com minha irmã mais velha: intolerar. Acho que estava sendo muito tolerante até agora... com muitas coisas.
Cortar e intolerar. Algumas pessoas e algumas atitudes pedem essas ações, infelizmente. Ou melhor, merecem essas reações.

Another day...

Às vezes sinto que tenho o mundo nas mãos, que tudo está dando certo, que estou feliz, que serei super feliz. Mas então vem aquela maré realista que beira o pessimismo, e vejo que não tenho nada. Tenho sonhos e vontade, mas isso não enche barriga de ninguém e nem sempre são alimentos suficientes para a mente. Às vezes me sinto sozinha, mesmo sabendo que a independência está na minha essência...
Houve uma longa época em que sozinha era tudo o que eu não estava, mas eu não tinha sonhos. No entanto, mesmo assim eu me sentia completa. Vai entender...
Mas ontem me senti cheia de esperança e objetivos, e vi que eles me preencheram de um modo muito prazeroso. Mas são inconstantes.
Será assim para sempre, uma eterna incompletude? Eu torço para que não seja. Torço para que seja este realmente o meu caminho, e que no meio dele exista uma outra linda pedra como já existiu um dia.
"O real não está nem na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia” (Guimarães Rosa)
É com essa frase que encerro meu dia de hoje. Não espero a minha chegada. Quero viver minha travessia, mas às vezes ela é tão cruel... e a gente acaba amargando nos momentos que deveriam ser os mais doces...
Boa sexta-feira!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Outra música... You Could Be Happy (Snow Patrol)

(Deve ser a TPM... deve ser o ventinho frio... deve ser a ociosidade... a tarde que cai... o final de semana que chega... mas é a décima vez que escuto essa música, e que vontade de chorar...
Tá, eu confesso, algumas lágrimas escorrem nesse momento. Sai zica, sai!)
You could be happy and I won't know
But you weren't happy the day I watched you go
And all the things that I wished I had not said
Are played in loops 'till it's madness in my head
Is it too late to remind you how we were?
But not our last days of silence, screaming, blur
Most of what I remember makes me sure
I should have stopped you from walking out the door
You could be happy,
I hope you are
You made me happier than I'd been by far
Somehow everything I own smells of you
And for the tiniest moment it's all not true
Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do
More than anything
I want to see you, girl
Take a glorious bite out of the whole world...

Take Back The City (Snow Patrol)

http://www.youtube.com/watch?v=lDGzB82bIZc
Take back the city for yourself tonight
Or I'll take back the city for me
Take back the city for yourself tonight
God knows you put your life in two a times
And it's both cradled you and crushed
But now it's time to make your own demands
All these years later and it's killing me
Your broken records in words
Ten thousand craters where it all should be
No need to put your words into my mouth
Don't need convincing at all
I love this place enough to have no doubts
It's a mess, it's a start
It's a full work of art
You're a save, you're a call
Every crack, every wall
Make a sign, make a fight
Get your head, it's not right
We can sing, 'til you drop'
Cause the fun just never stops
I love this city tonight
I love this city always
It bears it's teeth like a right
And spits me out after base
But we're all currents for it
We know what's wrong and it's right
For every sign that's been hit
Take back the city tonight
Tell me you never wanted more than this
And I will stop talking now
One perfect partner, one eternal kiss

Take back the city for yourself tonight
Or I'll take back the city for me...

O importante não é ter pés no chão, mas sim asas e raízes!

Ontem me deram bolo na entrevista para assessoria de imprensa que faria pela internet. Só à noite recebi as notificações de que os dois e-mails que mandei para a responsável pela vaga confirmando meu interesse falharam. Acho que não era pra ser... bom, não foi.
Logo após o almoço, estava eu embaixo do Michocão para descobrir qual ônibus pegar para seguir em direção à Vila Ipojuca, na Lapa – até então desconhecida por mim – para uma reunião de um projeto cinematográfico, quando me deparei com a cena mais bizarra até agora, mais bizarra até do que a ratazana esmagada na qual quase pisei na feira na minha primeira semana de São Paulo: um ser, não sei se do sexo feminino ou masculino, deitado sem calça, com sua bunda branca, magra e lisa para cima como se tomasse sol embaixo do Elevado. É, dispensa comentários...
Após me descabelar para descobrir qual ônibus pegar, após pedir informação atrás de informação a cada motorista que por ali passava, depois de quase voltar para casa chorando com os pensamentos de “Odeio São Paulo! Odeio ônibus! Odeio ficar perdida! Quero voltar para Ribeirão!”, entrei no certo.
Cheguei, sã e salva. Este projeto, denominado Carrano, faz parte da Igreja Invisível, um grupo de pessoas com o intuito resumidamente de conhecer a si mesmo através do mote “Descubra o louco que há dentro de você!” no qual não há nada de religioso, pelo amor de Deus. Pretendem gravar 10 curtas sobre sanidade/insanidade mental ao longo de 2009 e mostrá-los em empresas e festivais, e por isso estão à caça de atores, produtores, roteiristas, designers, captadores de recursos e tudo o mais. Aí lá fui eu... Ontem se tratou apenas de uma reunião do grupo e de novos integrantes, com discussões fervorosas que me levaram de volta para dentro dos muros da universidade, no velho embate realismo x idealismo... Fiquei feliz que a I;I é composta por pessoas com valores e visões de mundo distintas, de pessoas com pé no chão, pessoas com asas e de pessoas com raízes. Isso só tem a acrescentar ao objetivo final de todos: fazer cinema, crescer e aparecer. Semana que vem faço minha audição. Se gostarem do meu trabalho, será um prazer! "Stella é nome artístico?" Mas eu não tenho nome artístico. Ainda. Sugestões? O "Stella" eu mantenho.
Voltei para casa... desta vez mais familiarizada com o caminho... cabeça a mil... fui à academia...
Ontem era aquele dia perfeito para se comer uma comida japonesa... tomar uma Stella Artois bem geladinha... com uma companhia bem especial. Mas aí então, na falta da comida japonesa e da cerveja, fizemos aqui em casa um guacamole delicioso com suquinho de maça e assistimos ao filme Sex and the City. Minhas roommates são companhias especiais também, por que não?
Após comer 3/5 de uma barra de Hershey´s branco com cookies... e depois de ver how fabolous a vida das 4 novaiorquinas é, e como eu gostaria de ter a vida, a carreira, um Mr. Big e o armário de Carrie Bradshaw, era hora de ir para a cama.
Ainda sem planos para o final de semana que se aproxima... só digo que tenho uma entrevista sábado para participar de um grupo de teatro infantil. Ah, além disso, me chamaram para ser figurante no Zorra Total. Eu iria fácil, mas pediram que eu fosse até a agência no Rio para que me conhecessem... acho que fica um pouco fora de mão, né...
Mas as coisas vão acontecendo. Minha mãe perguntou se eu iria numa cartomante saber meu futuro. Disse a ela que prefiro batalhar pelo meu futuro do que esperar a realização das palavras de uma cigana. E como me alertou minha tia-avó, é preciso ter fé. “Você tem fé?”, ela me perguntou com lágrimas nos olhos. Eu tenho, tenho muita. Se não tivesse, já teria desistido algumas vezes...
E enquanto eu não desisto, vou relatando minhas aventuras e anseios para meu melhor amigo, meu blog. Acho que só ele tem paciência para escutar e guardar tanta coisa...
A gente ainda se vê no Projac. Se não lá, eu me acho em outro lugar, pode deixar...

quarta-feira, 18 de março de 2009

¡Congratulaciones nuevamente!

Queridos trilhões de leitores: passamos os 200 acessos no blog!
Ps: Não sei porquê, mas quando passa da meia-noite, eu penso: é hora de escrever. As ideias às vezes vêm mais cedo, ou às vezes a ociosidade me faz escrever de manhã ou à tarde, mas quando passa da meia-noite, a inspiração é maior e um sentimento de prazerosa obrigação me domina. Eu hoje amo o meu blog.
Isso sim é incrível!
Boa Noite!

Time is money!

Fiz a aula de Latina Fiesta Dance... o máximo! Amei, apesar de ficar perdida em alguns passinhos... mas jajá tô igual a J. Lo. Jajá.
Aí então, segui direto da academia para o teatro, como disse que faria. Acontece que... São Paulo estava o caos... o caos! Vários pontos de alagamento... todo mundo atrasado... congestionamento de guarda-chuvas nas calçadas, e nunca vi o metrô daquele jeito...
Para você ter uma idéia, eu simplesmente não consegui sair do vagão na Sé. Não consegui. Enquanto eu tentava sair, um vômito de pessoas veio pelo lado oposto e me jogou pro lado... resultado: achei que estava atrasadérrima para a aula, sendo que cheguei 19:45h. Até cheguei a mandar uma mensagem para uma amiga dizendo: "Acho que estou começando a odiar essa cidade...". Mas, assim que chego na estação Vila Madalena, vejo alguns amigos da minha turma que me informam que a aula foi cancelada devido ao apagão na região.
Legal...
Aquela respirada funda... paciência... tempo perdido... enfrentei multidões enfurecidas à toa.
O bom foi que voltei para casa mais cedo, vi o programa Marília Gabriela Entrevista Cauã Raymond, que gostei muito. Tomei meu banho... chequei meus e-mails com boas notícias de trabalhos... mas só vou compartilhar com você quando algo de concreto acontecer. Amanhã posso ter fatos mais concretos.
E é isso. Acho que é isso.
Pensando na lógica protestante-capitalista, perdi dinheiro hoje, além dos R$2,55+R$2,55 do metrô, já que time is money...

terça-feira, 17 de março de 2009

Sideways (Citizen Cope)

http://www.youtube.com/watch?v=E8cMy-Jmoso
You know it ain't easy
For these thoughts here to leave me
There's no words to describe it
In French or in English
Well, diamonds they fade
And flowers they bloom
And I'm telling you
These feelings won't go away
They've been knockin' me sideways
They've been knockin' me out lately
Whenever you come around me
These feelings won't go away
They've been knockin' me sideways
I keep thinking in a moment that
Time will take them away
But these feelings won't go away...

Chove chuva...

Não pára de chover na Terra da Garoa...
Há horas o fluxo de água permanece inalterado...
Momento propício para ouvir algumas músicas... e pensar numa tonelada de coisas...
Sendo assim, mando mais uma letra de música...
E aguardo dar 18h para fazer uma aula de dança, para posteriormente seguir para meu curso de teatro, isso é, se a água que cai dos dedos de São Pedro me permitir pisar para fora do prédio...

I Got You Babe (Sonny & Cher)

http://www.youtube.com/watch?v=SpE3Fv9W--A
[HER:] They say we're young and we don't know
We won't find out until we grow
[HIM:] Well I don't know if all that's true
'Cause you got me, and baby I got you
[BOTH:] I got you babe, I got you babe
[HER:] They say our love won't pay the rent
Before it's earned, our money's all been spent
[HIM:] I guess that's so, we don't have a pot
But at least I'm sure of all the things we got
[HIM:] I got flowers in the spring
I got you to wear my ring
[HER:] And when I'm sad, you're a clown
And if I get scared, you're always around
[HER:] So let them say your hair's too long
'Cause I don't care, with you I can't go wrong
[HIM:] Then put your little hand in mine
There ain't no hill or mountain we can't climb
[HIM:] I got you to hold my hand
[HER:] I got you to understand
[HIM:] I got you to walk with me
[HER:] I got you to talk with me
[HIM:] I got you to kiss goodnight
[HER:] I got you to hold me tight
[HIM:] I got you, I won't let go
[HER:] I got you to love me so
[BOTH:] I got you babe, I got you babe, I got you babe...

Entrevista de Emprego

Ah! Abri meu e-mail... e vi que recebi um convite para participar de uma entrevista por vídeo-conferência para vaga de assessora de imprensa/relações públicas. Lógico que aceitei! Quarta-feira, 11 da manhã. Eu falei que iam me retornar... eu falei!
Que medo... minha primeira entrevista de verdade, você tem noção? That´s huge, man.
Wish me luck! Obrigada...

Work it out, girl!

Não me deixei abater com a notícia tensa de ontem à noite...
Hoje foi um novo dia, fui ao supermercado, consegui gastar menos, e finalmente, depois de dois meses de sedentarismo involuntário, comecei a academia!
Após pesquisas de preços, comparações de preços, de horários de aulas, de instalações, de distância e praticidade, decidi meu novo lugar de malhar. Incrível! Tudo bem que estou pagando 4 vezes mais do que pagava em Ribeirão, mas nesse momento de otimismo, vou abstrair tal fato e me deliciar com a tecnologia do lugar.
Mas, aquela coisa, né... primeiro dia... pessoas estranhas (apesar de eu ter encontrado dois conhecidos, uma amiga que não via há séculos e um unespiano...)... aparelhos estranhos e modernérrimos... me sinti a estranha do ninho e odeio esse sentimento, como odeio... Mas nada que uma semaninha não resolva. Jajá tô manjando tudo e me sentirei em casa. Vou aproveitar todo meu tempo ocioso-involuntário e fazer todas as aulas possíveis, inclusive as de dança que a academia oferece. Finalmente vou fazer aula de dança na minha vida. Sempre quis, nunca fiz.
Odeio ficar parada, já estava pirando, e essa academia vai dar um up na auto-estima e nas partes molengas do corpo, lógico.
"E aí, está gostando de São Paulo?", todos perguntam. Estou tentando continuar a amar São Paulo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Ai ai ai...

Confesso que poderia ir dormir mais tranquila hoje. Tudo estava tão bem, meu final de semana prolongado foi incrível, trabalhei, ganhei dinheiro, a carona hoje foi providencial, trouxe vários sapatos, roupas, vasinho de flor, porta-jóias, edredom, almofadas, filé de frango, feijão de mamãe congelado... até que ao chegar na "minha quase casa", recebo a notícia de que poderei ficar aqui por 3 meses certeza. Além disso, nada é garantido.
Isso quer dizer muitas coisas... a primeira que me incomoda de imediato é o plano semestral que não poderei fazer na academia amanhã... o que quer dizer que pagarei mais caro do que o que já estava caríssimo... Segundo, que não sei para onde vou daqui 3 meses. Terceiro, não vou dormir bem esta noite. Quarto, é f*, porque quando tudo parece caminhar para o sucesso, te jogam um balde de água fria. Quinta: that´s life, that´s my life.
Ai ai ai... Senhor, dai-me mais paciência.
Que as notícias sejam boas essa semana... serão boas?

Blitz! Blitz!

How bizarre... how bizarre...
Estávamos nós, em dois carros, a caminho da festa do Branco do Sirena em pleno sábado a 1:15am. O amigo-motorista do carro onde eu estava se enganou sobre o caminho, e passamos por uma área não muito bem vista em Ribeirão, especialmente pela Polícia. De cada 10 carros que por ali passam, 8 estão para comprar drogas (estatística fornecida pelo policial), o que obviamente não era nosso caso. Foi apenas um erro na rota, que isso fique em claro.
Fomos parados por alguns policiais, um deles com uma metralhadora na mão! Sabe aquele segundo onde milhares de medos e dúvidas pairam sobre sua cabeça? E o pensamento de "Oh, fuck!" lhe vem à mente? Então. Aquilo parecia cena de filme...
Nos mandaram descer do carro e os meninos colocarem mão na cabeça, e logo em seguida foram revistados como suspeitos de algo que nem nós sabíamos. Os carros foram revistados, porta-luvas, porta-malas...
O meu amigo-motorista já logo apresentou sua carteirinha da OAB e alertou o policial de que no porta-malas ele encontraria apenas livros de Direito, já que estuda para concurso público para vaga de delegado. Ponto pra ele!
Mas eu tinha vontade de rir... aquilo me parecia tão idiota, pois com tantos bandidos, ladrões, caras-de-pau soltos por aí, nós éramos os suspeitos daquela noite, sendo que éramos ali meros advogado, personal trainer, aspirante à atriz e apresentadora, farmacêutica, administrador...
Por azar, a placa do carro de nosso outro amigo estava um tanto quanto apagada, e logo o seu Polícia disse que guincharia o veículo. Aquilo caiu como uma pedra sobre nós, miaria nossa festa, o amigo teria que pagar multa, tudo iria demorar demais, perderíamos a noite e a paciência por algo tão trivial.
Mas aí então, o desespero nos faz criativos e batalhadores. Usamos todas as armas possíveis, charminho, simpatia, piadas, lamentações, contatos na Polícia, uma quase tentativa de suborno... Eu, muito simpática, já programando minha próxima postagem do blog, cheguei de mansinho e perguntei para o chefe: "Posso lhe fazer uma perguntinha, de curiosidade? Que arma é essa?". "É uma metralhadora." ele respondeu. Ok. "Moço, eu te garanto que nosso amigo vai pintar a placa na segunda-feira, mas por favor não nos deixe perder a balada, todo mundo aqui é recém-solteiro, o coitado ali acabou de separar da esposa depois de 5 anos de casamento..." eu disse, e era quase tudo verdade, já que sou recém-solteira há 7 meses... minha irmã há mais de ano... mas tudo bem, o propósito valeu...
"Moço, você conhece o Tenente-Coronel X? Pois é, meu tio..." minha irmã disse... Aliás, ela foi a vencedora de pérolas da noite, todas muito bem interpretadas pelas autoridades. "Moço, enquanto você segura a gente aqui, eu poderia estar encontrando meu príncipe encantado na balada..." ela completou brilhantemente.
Simpatias, piadinhas, reclamações e muitas risadas depois, ele resolveu nos liberar. Seguimos nosso destino gargalhando e reconstruindo os minutos da cena, e constatamos ter sido aquele episódio histórico para cada um de nós.
Jamais havia sido parada pela Polícia. Apenas no aeroporto de Toronto, quando pediram que eu tirasse os sapatos ao passar pelo detector de metais. Me sinti humilhada descalça no chão frio do aeroporto canadense...
Mas é engraçado... eles estavam fazendo o trabalho deles, tudo bem... mas nós não estávamos fazendo nada. Nada. E suspeitarem de você quando você nada fez é uma sensação terrível, não é? Ainda mais quando autoridades suspeitas suspeitam de você em um país tão suspeito como o nosso.
Aqueles 20, 25 minutos poderiam ter sido melhor aproveitados em prol da segurança municipal, mas ficarão registrados na memória dos 6 inocentes presentes no lugar errado e na hora errada. Tudo a gente pode espremer e tirar um suco saboroso. Adoro ter histórias para contar, e essa será uma delas. A noite foi "incrível", como diria nosso amigo paulistano autor da tentativa de suborno e da cara de susto e vontade de rir simultâneas mais engraçada que já vi na vida.
How bizarre... how bizarre...