domingo, 7 de junho de 2009

Loucura, loucura

Ufa!
Finalmente agora posso respirar. Essa semana foi punk, fui dormir tarde e exausta todos os dias e acordando cedíssimo, passando um frio do cão desde a hora que levantava até a hora de ir deitar; não pude ir à academia nenhum dia; comi fora de casa todos os dias e consequentemente dei uma engordadinha; ganhei um bom dinheirinho com os singelos cachês; não pude ajudar na mudança de uma das minhas roommates que mudou-se hoje para a casa do namorado; não pude programar nem fazer nada em relação ao seu bota-fora - embora tenha chegado a tempo para tal -; conversei super pouco com as meninas de casa e com minha família; tive que recusar convites de cinema, festas e jantares; cheguei atrasada nas aulas de teatro; corri o dia todo; não deu para atualizar meu querido blog (o que me fazia ir dormir com um baita de um peso da consciência); mas, tudo valeu a pena. Não posso reclamar! Ossos do ofício!
Estar pela primeira vez num set de filmagem de uma novela foi especial. E sabe o que foi ainda mais incrível? Conheci Seu Silvio Santos. Para a surpresa de todos - produção, elenco, figuração -, esta grande figura foi visitar a cidade cenográfica e conferir o novo cenário da novela. Engraçado como todos, todos, sem exceção, ficaram imóveis e extasiados com sua presença. Um dos atores cantou ao ver seu carro (um Omega australiano) chegar: "Sílvio Santos vem aí... la la la la la"... Simpático demais. O cara merece tudo o que tem. E isso é unanimidade. Seu Sírvo é o cara!
Tive contatos com pessoas diferentes, conversei com produção, com direção, com elenco, fiz minha parte e suguei ao máximo tudo o que o SBT naquele momento pôde me oferecer, com promessas de muito mais. Agora é só aguardar. Nesse mundo nunca se sabe, as palavras valem muito pouco e servem mais para elevar nossas esperanças. E essas nunca morrem.
Ser figurante não é fácil e se ganha muito pouco. Para mim, é coisa de início de carreira, bem início mesmo, mas não deixei o pessimismo tomar conta dos meus pensamentos. Conversei o máximo que pude, troquei contatos e ganhei uma boa experiência. Sexta-feira foi o dia mais monótono, já que não sei o porquê, mas o diretor substituto não me chamou para fazer nada além da continuação da cena de terça-feira. Passei grande parte do dia à toa... e nem pude assistir às cenas, que estavam sendo gravadas dentro de um trailer.
Fiquei decepcionada com a cultura do brasileiro. Havia um figurante, um negro lindo e inteligentíssmo, por sinal, de Guiné-Bissau, que está no Brasil há 6 anos. E ao perceberem sua outra versão do português, muitos perguntavam de onde ele era. Quando ele respondia, uma question mark (?) pairava sobre a testa da maioria, que retrucavam: "Onde é isso?". Vergonhoso. Pior foi um um dos meninos que perguntou se a Jamaica ficava perto de lá. Eu respirei. Fundo.
Já a propaganda quinta-feira foi engraçada. Se tratava da liquidação da rede do Shopping Interlar, e nas cenas saíamos com objetos de móveis na mão, tipo queima de estoque do Magazine Luiza às 5 da manhã, sabe?! Ri até. Ao receber elogios da figurinista e do assistente de direção, disseram que eu ganharia um close. Mas tive que sair meia hora mais cedo para chegar à tempo no teatro e apresentar as cenas de Os Sete Gatinhos e A Serpente, e talvez tenha perdido a oportunidade. E ganhei mais do que com a figuração da novela, o que é bom. Mas nesse início de carreira temos que mostrar a cara, não é.
Fiquei sabendo que a mulher que me ofereceu enviar o dvd book para a Globo talvez seja mais uma das picaretas. Bom, nem me supreendeu. Ficaria surpresa caso essa oportunidade desse certo, isso sim. Mas continuamos na batalha.
Essa noite dormi bastante, acordei na hora em que meu corpo pediu para acordar e ajudei a empacotar as últimas caixas da mudança da minha amiga. Hoje começou meu workshop com Luciano Sabino. Bem legal até então! Pessoal talentoso, cada qual com suas histórias fantásticas da vida pseudo-artística. Fomos depois em uma pizzaria bem gostosa, tomamos um bom vinho, e foi uma noite agradabilíssima. Uma boa oportunidade.
Uau. Acho que por hoje é só. Aos poucos vou atualizando com as novidades e as histórias. Mas estou bem. Inquieta sempre, hoje especialmente também pelo fato de que o curta independente mudou de data, mais uma vez, para os dias 20 e 21. Não sei se estarei aqui.
O apartamento agora está dando eco, sem as decorações malucas, sem os sofás, sem as tralhas muitas vezes sem utilidade da minha ex-roommate. Triste. E quanto às meninas que aqui restaram, devemos nos mudar no feriado da semana que vem, se tudo der certo, para o apartamento perto da Paulista.
Eita vida de mudanças, de casamentos, de sonhos, de muitos sonhos...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Desculpa

Queridos, desculpa, mas estou tãooooooooooooooo cansada...
E amanhã acordo às 6h novamente já que tenho propaganda do Interlar. Vocês me perdoam por não escrever hoje? Sei que sim...
Mas a figuração foi ótima. E sexta-feira tem mais!
Tá frio demais.
Boa noite!

Oportunidades

Houve um tempo eu que eu me achava maluca, em que não acredita naqueles sonhos que desde pequena povoavam minha cabeça...
Houve uma época em que eu me achava idiota ao pensar que de repente, um dia, alguém poderia me parar na rua ou no shopping perguntando se eu não gostaria de me agenciar.
Assim como também houve vezes em que quis me despertar do sonho quase impossível de que estaria passando na frente das emissoras de tv ou então que estaria fazendo figuração e algum diretor gostaria de mim e me chamaria para o elenco de novelas e programas.
Pois é. Como eu disse, houve esse tempo. Agora as coisas são outras e o modo de enxergá-las idem.
Hoje foi uma oportunidade única, que mesmo ganhando 45 reais para fazer a figuração na novela com data prevista para 14 de junho, "Vende-se um Véu de Noiva", estando eu de pé às 5:45h e chegando em São Paulo às 21:15h, mesmo eu tendo passado o maior frio desde que fui esquiar em Mont Tremblant e pisei na neve de tênis e permaneci com as meias molhadas até às 21h esperando o ônibus para voltar à Montreal, mesmo eu sentindo a ponta dos dedos dos pés congelando, valeu muito a pena.
Enquanto a maioria dos figurantes reclamava da repetição, da chatice do trabalho, do frio, da duração, da comida, eu aproveitava e mostrava o meu melhor, mesmo como figurante.
Não dizem que o que vale é estar no lugar certo e na hora certa? Talvez hoje tenha sido um desses dias e horários certos...
Amanhã tem mais, e a pedido especial do diretor R. Menezes, gravarei grande parte das 14 cenas programadas, e me quedarei até pra lá de meia-noite nos estúdios do SBT. Conquistar a confiança de camera men, contra-regras, figurinistas, diretores de arte e dos diretores e produtores não tem preço. 45 reais? A oportunidade vale muito mais do que isso.
Amanhã escrevo contando os detalhes! Será mais um dia árduo e lindo de trabalho, quando aprendizado, entretenimento, prática e contato tomarão parte dos pensamentos negativos em relação às baixas temperaturas. Estou tremendo de frio até agora.
Aproveite suas oportunidades! "Não façam figuração jamais", dizem alguns diretores. É. Para toda regra, existe alguma exceção! Eu posso ter sido uma delas...

terça-feira, 2 de junho de 2009

"Quem bate? É o frio..."

Uh la la. Deve estar fazendo uns 9 graus em São Paulo! Delícia para dormir, pesadelo para acordar às 5:45h. Sim, acordarei às 5:45h, pois amanhã e quarta trabalharei na cidade cenográfica do SBT, é, provavelmente figuração em alguma novela que não sei qual será. Bom, né? A agenda já está cheia para a semana. Adoro. Eu falei que botei fé na Trade Models... em menos de uma semana já recebi três propostas de trabalhos. Ótemo!
Hoje foi um dia corrido, de muita burocracia, mas acredito já ter reunido todos meus documentos para dar entrada no meu DRT. Não vejo a hora! Fui à antiga escola de teatro, revi meu querido professor, alguns amigos... saudades de todos!
Cheguei agora à noite na cidade, chorei ao me despedir da minha linda mãe, chorei no ônibus, já que sabemos que só voltarei para casa em 3 semanas. Não deu tempo de visitar minha cachorra que "mora" na casa de uma tia... e recebi a notícia de um possível tumorzinho nas tetinhas. Tomara que seja um engano. Tomara.
Que tragédia com o avião da AirFrance, hein... quantas vidas perdidas de uma só vez...
Melhor eu ir dormir! Amanhã o bicho pega!
Boa noite ou um bom dia para você...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e de todas nós

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom jamais poderia ter sido escrito e produzido algumas décadas atrás, quando ainda não havia a produção e a propaganda em massa, quando o consumismo ainda não fazia parte do dia-a-dia de homens e mulheres, quando havia apenas um tipo de calça, um tipo de camisa, um tipo de vestido e aquilo só era o necessário. Variedade e quantidade não eram levados em consideração nas sociedades anteriores ao século XX, com exceção da nobreza e da aristocracia, obviamente.
Isla Fisher é Rebecca Bloom, uma jornalista consumista que possui nada mais nada menos do que 12 cartões de créditos e se afunda em dívidas que seu salário de jornalista recém-formada e de recém-desempregada não pode pagar. Ela tenta frequentar o CA (Consumistas Anônimos), tenta fugir das cobranças, tenta negar seus vícios, tenta um novo emprego na revista dos sonhos, e ganha um chefe (posteriormente, seu namorado) também dos sonhos. Aliás, e que sonhos! O ator é Hug Dancy, e nunca o tinha visto em nenhum filme, mas saí apaixonada do cinema. Sério. Lindo. Cabelo desgrenhado, meio loirinho, carinha de menino bom.
Mas bom, continuando...
Becky, ao assumir seu vício por compras, relata o prazer proporcionado pelas sacolas, pelos brilhos, pelo cheiro do novo, dizendo que comprar a faz acreditar, mesmo que por um instante, que o mundo pode ser melhor. Mas depois, esse sentimento passa, e ela precisa comprar novamente para tentar recuperar a esperança em dias melhores.
Todos temos momentos Becky Bloom, ou pelo menos desejos à la Becky Bloom, quando o supérfluo supera a necessidade. Eu não posso negar o prazer proporcionado por sacolas e o alívio de saber que meu guarda-roupa está recheado de novidades. Ela é uma shopaholic. E quem diria que um dia existiria esse termo, hein? Coisas dos tempos pós-modernos...
Filme gostoso, estético, com um ator que é um colírio para os olhos, e que pende para a superficialidade que não deixa de ser realidade. Gostei.

Mas já?!

Ah não!
Já é 1h da manhã de domingo para segunda... Meu Deus, faça o tempo parar de voar! Assim não vale! Não deu tempo de assistir ao Fantástico! Nem de ver Manhattan Connection! Não terminei nem a Veja da semana passada... Não conversei direito com meu irmão... ainda não separei tudo o que preciso levar para São Paulo... não deu tempo de matar a saudade! Alguém pare o relógio, por favor?!
Sexta-feira foi um dia de proletária, como eu gosto de brincar. Foi ótimo. Exaustivo, mas ótimo. Fui dormir às 2h da manhã e às 6h já estava de pé. Às 7h estava eu na Sé, Sé esta que estava lotada como nunca havia imaginado ser possível... já da escada rolante avistei o mar de gente que navegava a passos curtos, e que não seguiam o fluxo, mas o fluxo as levavam. Parecíamos todos um bando de pinguins passando por um estreiro corredor de rochas tentando fugir do predador. Eu, com meu lindo e novo terninho, salto, laque na franja, maquilagem, bolsa, sendo levada pela multidão que se descontrola em momentos de crise como em lotação do metrô. Deprimente. Mas tá. Cheguei ao Maksoud. E o Senhor ouviu minhas preces e não choveu na Terra da Garoa.
O evento era o II Encontro ACRO de Radiologia Odontológica, contava com 80 participantes e demorou a começar graças ao trânsito caótico da cidade. O encontro contou com a presença de 3 dos maiores conferencistas do Brasil: César Souza, Eugênio Mussak e Carlos Alberto Júlio. Aproveitei todas as palestras, fiz anotações, dei boas risadas, e ganhei muito mais além do meu cachê. Ouvi que em tempos de crises, enquanto uns choram, outros vendem lenços. Você chora ou vende lenços?
No banheiro do hotel, dei de cara com a nutricionista do programa BemStar, do GNT, e a elogiei, dizendo que amava seu programa. Os únicos pontos fracos foram a palestra após o almoço, já que fui dominada por um sono incontrolável e inédito, que me deixou sem posição, sem o que fazer, vendo tudo embassado, com vontade de chorar e ir correndo dormir em casa; e o tempo prolongado de expediente, já que o evento, que estava previsto para terminar às 18:45h, acabou às 20:30h. Mas deu tudo certo! Fiz o que sei fazer e adoraram a apresentação, elogiaram minha dicção, pediram meu cartão, me deram cartões e pediram para que entrasse em contato. Entrarei em contato! E você viu, mais uma vez pediram meu cartão! Preciso de um, urgente! Está na minha to do list dos próximos dias.
Voltei correndo para casa, e deixei a cidade com seus 14 frios graus às 22h. Cheguei às 2h da manhã em Ribeirão, conversei com minha mãe até às 4h, e assim iniciou-se meu lindo final de semana. Vi minhas amigas, contamos histórias, dei risadas, visitei minha avó e minha querida madrinha, tirei a sobrancelha de ambas - que estavam um horror, já que não deu tempo de tirar das últimas vezes que voltei -, dormi com as cachorras, tivemos um almoço de aniversário de um médico amigo, comi muito (como todo final de semana), fui ao cinema de domingo com minha irmã (que é uma necessidade), fomos ao Mousse Cake... Vi a vitrine da Lacoste e morri de raiva. Além da "neve" que domina a decoração, ainda me colocam assim na vitrine: "Valentine´s Day". Gente! Dia de São Valentino é 14 de fevereiro, nós nem temos uma comemoração brasileira para esse santo, e nós não temos neve! Para que fazer uma vitrine americana na Califórnia brasileira? Ai ai ai. Mas, enfim.
Agora já é segunda-feira.
Devo voltar à noite para São Paulo. E está um tempo feio lá fora...
E descubro cada vez mais como amo e preciso da minha família e das minhas amigas. Como é bom estar e se sentir em casa, né?!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novidades!

Acordei e fui pega de surpresa com uma mensagem urgente de uma agência. Após ter minha manhã tomada com ligações daqui, ligações dali, confirmações e negociação de um bom cachê, digo que amanhã serei mestre de cerimônias de um congresso de radiologia odontológica, no Maksoud Plaza. À tarde, depois de muita chuva, de ter minha calça jenas ensopada e meu cabelo desgrenhado pelo vento e pelos pingos que fugiam do guarda-chuva, fui encontrar a mulher responsável pelo staff do evento, que graças a Deus demorou a chegar, e assim tive tempo de me enxugar e dar um tapa no "visu". Fui aprovada e conheci o local. E que hotel, hein! Benza Deus! Masssss... como marinheira de terceira viagem (já fui mestre de cerimônias em outras duas ocasiões), não tinha um terninho! "Stella, você tem terninho, né?". Tenho, claro. Que mulher não tem?! Aí, passei a tarde no Shopping Paulista em busca de um, sendo que a calça, graças a Deus, eu já tinha. Depois de desespero, muita luta, paciência, dor nos pés e trocas de roupas, achei um bonitinho, que vai me servir para várias ocasiões e que já tomou metade do meu cachê. Tudo bem... já que esse será o primeiro evento de muitos aqui em São Paulo, se tudo der certo, se gostarem de mim e se eu mandar bem. Fiquei feliz pois nem precisei esperar dessa vez, já que visitei tal agência na segunda-feira, e pelo fato de o trabalho ser grandioso, muito superior a recepcionar em feiras, e os agentes confiaram de cara na minha capacidade de realizar tal tarefa, já que poderiam ter chamado outras meninas que já fazem parte do casting deles há muito tempo... Mas enfim. Vou trabalhar amanhã e 6h meu despertador tocará. Se tudo correr como o previsto, pego o ônibus das 20:30h para a Califórnia brasileira.
Aí, ao terminar as compras antes das 18h, solitária nos corredores do shopping, precisei fazer hora até minha aula de teatro e resolvi fazer o quê? Comer. Comer o quê? Pizza Hut! Não havia comido desde que cheguei em São Paulo. Isso é um disparate, já que sou apaixonada por Pizza Hut. Pedi um pedaço individual de Supreme, magnífica, e para finalizar, light, peguei duas fatias (finas, tá!) de tortas de chocolate e nozes do Amor aos Pedaços. Ah, eu merecia, vai.
Outro fato curioso do meu dia, engraçadíssimo, eu diria, foi que pela primeira vez na minha vida, fui parada por uma scouter, da Dolce Modeling Agency. Estava eu, saindo do metrô, com meu fone de ouvido indo em direção ao INDAC, quando pegam no meu braço e me perguntam meu nome e se eu já havia pensado ou se já trabalhava como modelo. Recebi seu cartão, dei meus contatos e os melhores horários para me encontrar, e semana que vem lá vou eu ser agenciada por uma das grandes. Dessa vez serei agenciada, reparou? A voz ativa mudou para passiva. Sempre sonhei que um dia eu seria parada na rua e convidada para ser atriz... mas, como ninguém bateu à minha porta, vim para São Paulo atrás dessa vida de loucura.
Curioso também foi que ontem passei em frente a esta agência, que fica na Av. Pacaembu e pensei: "Preciso mandar meu material para cá.". Mas não foi preciso. Eles me acharam primeiro. Praticamente a história da Gisele... hahaha...
O ensaio hoje foi péssimo. Não quero nem pensar.
Bom, chega, tá tarde e preciso estar sem olheiras amanhã, sendo que ainda tenho que dar uma olhada no roteiro da cerimônia.
Boa sexta-feira para você e bom início de final de semana!
A gente vai se falando...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um comentário apoiado em notas de Carlos Alberto Montaner, em A Cultura Importa

Apenas me ocorreu por esses dias que, mesmo após séculos da revolução de jacobinos e girondinos, as pessoas ainda gostam de se rotular e de tachar os demais de "esquerda" e "direita". E essas denotações carregam estigmas, difíceis de serem quebrados, que são ditos e repetidos e repassados de geração em geração, como por exemplo, na universidade. As universidades públicas latino-americanas, especialmente se tratando da área de humanas, são depósitos arcaicos de velhas idéias marxistas sobre economia e sociedade. É como se a universidade se rebelasse, ressentidamente, contra um modelo social que detesta, mas sem propor um novo, usando artifícios ultrapassados e calcificados, que se tornam jargões e colocam a cabeça de muitos numa esquizofrenia sobre o que é ser contra o sistema e o que é ser a favor do sistema, muitas vezes sem levar em conta que todos estamos inseridos no mesmo esquema, quer você queira, quer não. E daí nascem incoerências, contradições, manifestações vazias, preconceitos fossilizados, e o sentimento de superioridade por ser da ala esquerda ou da direita, tanto faz. E Che Guevara costuma ser uma espécie de patrono, e tantas vezes aqueles que vestem sua camisa e proclamam suas palavras desconhecem a história deste que certamente foi um grande homem.
Existe uma doutrinação dentro das universidades, e muitas pessoas gostam de carregar consigo uma espécie de crachá, fazendo questão de mostrar e tentar provar, mesmo que paradoxalmente e contraditoriamente, que são de uma ala ou de outra. Uma amiga me disse, quando estávamos no segundo ano de faculdade, uma época de turbilhão de lutas políticas dentro dos muros acadêmicos, embebida de um marxismo plano, utópico e senso-comum: "Eu não sirvo para trabalhar em empresas. Essa história de lucro não é comigo." Pensei: "Ahhh, ela ainda vai moder a língua!". Não deu outra. Foi a primeira a se formar e fazer parte do staff da IBM. Damos risada disso hoje em dia, mesmo ela não sendo fã de seu estilo de vida e de seu trabalho.
Eu nunca me tachei de nada. Aliás, o que fiz muito bem ao longo da minha graduação foi me manter "em cima do muro", o que muitos definiam como apatia ou peleguice. Mas te garanto que do meu ponto estratégico, tive visões privilegiadas de ambos os lados e os observava se degladiando em uma batalha sem vencedores, e por isso tenho aversão à esquerda, à direita ou ao centro.
Aí, gostam também os artistas ou metidos a artistas de se colocarem automaticamente dentro dessas convenções esquerdóides, soando até forçado para quem vê. Para que isso? O simples fato de você fazer arte não o tacha de uma coisa nem outra. Temos sim, cada um, suas crenças e convicções, mas não vamos nos enquadrar nos esteriótipos, não é, galera.
Na realidade, é mais gostoso pensar que na verdade estamos todos misturados, ora lá, ora cá, ora lá e cá, tentando nos encontrar e nos afirmar como cidadãos pensantes, vivendo nas contradições e incertezas desse mar revolto que é esse esquema louco do sistema.

Oba!

As gravações do curta foram adiadas para os dias 13 e 14 de junho, e assim, retornarei na sexta-feira calmamente para Ribeirão Preto para fazer todas as 8287329281342 coisas que necessito fazer e para ver as 9087524241 pessoas que quero e preciso muito encontrar! Oba!
Hoje fiz minha visita e cadastro na agência mais bacana até agora, Trade Models. A especialidade deles é televisão, então figuração, elenco de apoio ou núcleo, em qualquer uma das grandes emissoras. O agente me pareceu um cara sensato, muito articulado, sem muita embromation, sem grandes promessas e pé no chão. De lambuja, tirei umas fotos surpresa no estúdio de lá. Espero que façamos uma frutífera parceria.
Também recebi novamente a ligação da produtora da primeira produtora na qual me cadastrei. Há meses ela tenta me vender o pacote de aulas preparatórias de interpretação para tv e cinema e publicidade, dizendo que eu+ela+DRT de modelo daremos um bom samba, apenas por 3 parcelas de 200 reais. No way! Cheguei a fazer uma aula grátis que ela me ofereceu... e vi quantas pessoas estão pagando por esse curso, sendo que poderiam ser alunos de escolas conceituadas de teatro. Mas nesse mundo é muito fácil acreditar naqueles que te prometem tudo e mais um pouco... e te vendem a ilusão de que o sucesso está logo ali, basta uma certa quantia de dinheiro ou uma simples assinatura de contrato. O mesmo acontece com jovens jogadores de futebol, que acreditam no sonho que mercenários prometem. Triste, mas vale a pena ficar de olho. Meu olhinho tá bem aberto, não quero cair em papo de malandro, não...
Fui à minha primeira vernissage: Ocupação, de Nelson Leirner, no Itaú Cultural, sendo o curador o bam-bam-bam Agnaldo Farias, que até então eu também desconhecia, ambos lá presentes. Trata-se de uma amostra de 4 obras do artista da década de 60 e suas releituras. Bem legal, apesar de confessar que não entendo muita coisa de artes plásticas e ainda preciso dar um google no artista (Engraçado como google virou verbo, né. Mas enfim...). Mas tava o maior oba-oba, pró-seco rolando, canapés, salgadinhos, doces, e várias pessoas com os estilos mais diversos, curtindo o burburinho e várias paqueras, que acabou quando acabaram as comidas e o álcool. E a exposição que era bom, vazia. E eu aposto que a maioria das pessoas que lá estavam encherá a boca para falar sobre a arte, sobre Nelson, sobre a obra O Porco, todas com pose de intelectuais e amantes das artes e pagando de que entendem muito. Sofistas! E isso tem muito... ah, mas tem!
Seguimos para um boteco depois, que também não virou muita coisa, e resolvemos correr para casa e pedir uma pizza à meia-noite e comemorar o fim de mais um dia na capital paulista!
E a internet continua aqui, amigável. E tomei finalmente um banho quente e delicioso depois de 3 dias de sofrimento! A gente só dá valor às pequenas coisas quando perde, né... isso é um fato!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ela voltou!

A internet do vizinho resolveu ser minha amiga novamente. Na realidade, arrastei meu laptop para mais perto das janelas dos escritórios do prédio ao lado, provavelmente perto dos roteadores, e pude reavivar meu lindo laptop que tanto amo, que estava sem grande utilidade nos últimos dias. Hoje meu pseudo-amigo global não apareceu na academia... aí fica sem graça, né...
Aí, tomei outro banho gelado ao chegar em casa. Meu, não nasci pra isso, numa boa!
Mas, ufa! Minhas metas do dia foram cumpridas!
Estou agenciada também na Totem. "Faz desfiles?" Haha. Faça-me rir, né. Mas, se um dia aparecer, faço sim, lógico. "Lingerie?" Hahaha. Faça-me rir mais. "Acho que não tenho corpo para lingerie...", mas faço sim, lógico, caso algum louco queira me contratar para isso.
Paguei a conta de luz, mesmo não sendo obrigação minha.
Fui ao supermercado.
Comprei um novo chuveiro (yes!).
Instalamos o novo chuveiro.
Fui ao teatro e foi um bom ensaio.
E agora estou aqui, baixando algumas novas trilhas sonoras, enviando finalmente o meu DVD Book para um contato que espera por isso há dias... já que o outro computador da casa está inapto para algo além de abrir e-mails e orkut... um pouco lerdinho, diríamos assim...
Já tenho um provável rumo até o mês de julho... mudo com as meninas para perto da Paulista e tenho até lá um tempo para decidir se vou ou se fico. Vou ou fico?
Acho que é isso.
Beijo, beijo!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Começo de semana

Ai, logo de manhã recebo a notícia de que gravaremos o curta independente "Ponto de ônibus" no sábado e no domingo. Por um lado, isso é muito bom, mas por outro... achei que seria só sábado e já estava pretendendo voltar à noite para o aconchego ribeirãopretano. Mas pelo visto, chegarei domingo à noite e passarei apenas um dia e meio na minha querida cidade. O que não me fez muito feliz ao longo do dia... Preciso e quero muito voltar. Parece que estou aqui há semanas...
O dia hoje amanheceu quente e com sol, sem necessidade de usar casaquinho para ir à academia. Vai entender... Encontrei meu quase amigo global, trocamos nossos "Oi, tudo bem?" e sorrisos cada vez mais corriqueiros. Fiz quinoa no almoço e ervilhas tortas. Aliás, ervilhas tortas entrarão de vez para meu cardápio. Simples e refogadas são uma delícia!
À tarde visitei uma agência de eventos em Santana. Fiz meu cadastro para ser recepcionista em eventos, o que viria muito a calhar nesse momento de ociosidade e falta de verba. Mas isso também leva tempo... e me pediram para ter paciência e aguardar. Já sou phd em esperar, pode deixar! A mulher duvidou do meu 1,70m... imagina! E deixou de duvidar de que eu seria uma recepcionista trilíngue quando falei sobre mim em inglês e espanhol. Não minto jamais!
Saindo da agência, choveu! E choveu muito! Sorte que... meu guarda-chuva, faça chuva, faça frio ou faça sol, está sempre à tiracolo! No caminho, não aguentei e me rendi à vontade de comer doce que toda TPM traz, e comprei, depois de anos, um churros de doce de leite a um real. Me veio a lembrança de quando eu comprava churros antes do meu treino de vôlei na frente da escola, e se não me engano, também a 1 real, antes dos meus 15 anos... Aí, com a calça toda molhada e com o churros na mão, cheguei ao metrô, lotado no horário de pico.
Mas a consciência pesou... e já que veria televisão naquele horário em casa, fui novamente à academia para assistir à tv lá e ainda queimando parte das calorias do doce de leite. Não deu tempo de seguir as dicas de mamãe no e-mail de logo cedo, dizendo que era bom eu dar umas porradas hoje no saco de boxe para espantar minha ansiedade/agonia/desespero/desânimo, já que a aula de taefit já havia começado, e fiz esteira, bicicleta e transport, totalizando 1 hora e 20 minutos de informação, entretenimento e atividade física.
Voltei para casa... e estava sozinha. Sozinha, silêncio, televisão só para mim... enfrentei o chuveiro pseudo-quente após uma tentativa pseudo-falha de conserto, e assisti ao CQC. Os caras são muito bons, né, fala a verdade. Engraçado que como disseram, ano passado eles foram proibidos de frequentar o "tapete vermelho" do Prêmio Contigo!, e esse ano foram os vencedores na categoria de melhor programa humorístico. O underdog que conquistou todo o país e a mídia! Esses merecem.
Conversei com o outro ator que também está à espera da resposta da Rede Globo sobre o elenco da próxima novela das 8 e que também fez a simulação comigo. E comecei a questionar se de repente não fomos enganados pela scouter, se estamos esperando resposta de uma oportunidade que nunca existiu, se isso é real mesmo ou se foi o plano para arrancar 175 reais referentes ao DVD book. Vai saber... nesse meio a gente não pode confiar ninguém e é sempre bom deixar os dois pezinhos grudadinhos no chão e duvidar da própria sombra. Soube por ele também que nossa simulação da RedeTV jamais irá ao ar, já que uma amiga funcionária da emissora afirmou que eles mudaram o formato do programa. É, sei lá. Estranho. E ainda estamos à espera de nosso gordíssimo cachê, que está sendo prometido pela scouter há mais de uma semana.
Ei larilarê.
Essa vida de ociosidade, espera e devaneios artísticos é complicada. Não vem achando que é fácil não. Minha auto-estima e minhas esperanças fazem a cada dia a trajetória de uma montanha-russa. E já se foi o tempo de passarem a mão na cabeça...
Voltou a chover na Terra da Garoa. E quarta-feira irei a minha primeira vernissage: Ocupação, de Nelson Leirner. Super pop cult alternativo!
E por e-mails das amigas distantes, soube que vou perder uma festa magnífica em Ribeirão no dia 6 de junho, já que estarei aprendendo sobre o ator e a câmera com Luciano Sabino. Ninguém mandou escolher essa vida... ninguém mandou mudar para São Paulo, Dona Stella...
Boa chuva para quem tem chuva... bons sonhos para quem sonha... bom dia para quem me lê em plena terça-feira!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sábado e domingo!

Foi um bom final de semana!
Acordei tarde no sábado sem remorso e segui para um bar da Paulista para reencontrar os amigos. E então, começamos a nos perguntar: "Se quando fomos para Buenos Aires tiramos fotos na Avenida 9 de Julio e na Avenida de Mayo, por que não tirar foto na Paulista?". E com esse pensamento tiramos fotos com o MASP de fundo, com a FIESP de fundo e atravessando as faixas da avenida...
De lá seguimos para um churrasco em Pinheiros com as músicas mais inusitadas que um churrasco poderia conter. Disse minha amiga: "Você é mais indie rocker do que eu imaginava!". Não nos contentamos com o churrasco e todos os pães com beringela e vinagrete que comemos, e seguimos com a galera para uma pizzaria vegetariana. E nisso o sono já havia batido, o frio idem, e acabei que dormi por lá mesmo...
Acordamos domingo e fomos para a Liberdade. Comi um super rolinho primavera e um tempurá de camarão com aquele suquinho japonês de latinha de uvas verdes especial, sabe?! Mas confesso que comer em feirinha e em pé, na muvuca, não faz meu estilo. E pode me chamar de chata, de fresca, do que quiser. Comprei algas, na esperança de elas serem tão gostosas e crocantes para comer de aperitivo quanto as que comia no Canadá... doce engano... e conheci uma turma carioca interessantíssima, que mais se assemelhava a uma banda (e sim, eles têm uma banda!). Eram esses caras designers, filósofos, voluntários em ONG´s e vegetarianos. Engraçado.
Voltei para casa e encontrei a turma do teatro para mais uma peça por 5 reais: Calendários de Pedra, com Denise Stoklos. Bom, confesso que não foi meu estilo, rolaram alguns bocejos algumas vezes, não ri enquanto todos riam, mas foi interessantíssimo ver o trabalho desta mulher que até então eu vergonhosamente desconhecia. Ao discutir a relação do homem moderno com o tic-tac do relógio, com a inflexibilidade de nosso categórico calendário, dissecar sobre o modo de enxergarmos a vida e finalizar embalada na música Paciência, do Lenine, valeu muito a pena. Mas insisto que também não foi meu estilo. De lá fomos para um barzinho em Santa Cecília, comemos, bebemos uma cervejinha, conversamos. Final gostoso de um domingo.
Minha mãe me escreveu um e-mail e disse que jamais me esquece na cidade grande. Ufa!
"Planos para a semana?", ela perguntou. Nada de concreto. Apenas continuarei a minha peregrinação pelas agências e verei o que o tempo me reserva.
Confesso que não estou no meu melhor humor, o chuveiro de casa queimou, tomei banho gelado, e me sinto muitas vezes sozinha aqui nas minhas convicções, gostos, sonhos e estilo de vida. Por que eu sou a única que não gostou de Amélie Poulain? Virou tipo uma convenção social gostar desse filme, ele é unanimamente muito bom ou eu é que sou uma anomalia? Tipo venerar Los Hermanos na faculdade e dizer que Réquiem para um Sonho está na lista nos melhores filmes (não que não seja...). Isso na UNESP-Franca era convenção social. E eu sempre estive à parte dessas convenções... com exceção de Réquiem para um Sonho, que é ótimo e eu já havia assistido antes mesmo de ser universitária... Ai, saudades de quem me entende e me conhece... se é que alguém ainda realmente me entende e me conhece nessa vida...
Tchau que agora verei a final exclusivamente masculina do American Idol.
Have a nice week!

sábado, 23 de maio de 2009

Someday, somehow (Billie The Vision)

http://www.youtube.com/watch?v=DBPLTVbvr5M
I used to wander these streets when my head was about to explode
I pass a graveyard where I thought I'd lay by now

And I kick the Autumn leaves and I smile cause of the things you said to me tonight
I said goodnight to you
And you said goodnight to me
And I said, "Do you think things will turn out right, Lily?"
And you said, "Yes, I think that everything is gonna be all right someday, somehow."
I'd like to show you these streets
I'd like to go to New York with you
I'd like to wrap my arms around you and say that I hope so too
When you say, "Yes, I think that everything is gonna be all right someday, somehow."
So come gather 'round people
Scared people just like me
Come manics and misfits and come all ages now
Come prostitutes and hobos and listen to what she has to say
She says everything is gonna be all right someday
Whoa, listen now
She says, "Yes, I think that everything is gonna be all right someday, somehow."
Someday, somehow...

Fim de semana nas capitar

Fazia tempo que eu não via o cair de uma sexta-feira na capital... Hoje acordei preguiçosa e não fui na academia. Também não fiz meu almoço, já que as meninas haviam deixado a pia interditada, e assei apenas alguns nuggets. Me arrumei e fui para a USP, para a reunião que havia marcado com o aluno de arquitetura para a gravação de um curta. Acontece que não era só uma entrevista e sim um teste. Após responder algumas perguntas dos três meninos muito sérios, fiz a leitura de uma fala da minha suposta personagem e depois improvisei e interpretei tal fala. Fui péssima. Não sei o que se passa nos últimos dias... acho que preciso de um acompanhamento psicológico que me prepare melhor para os famigerados "testes". Nananinanão! Pára com isso, Dona Stella! E quando eu for chamada para o teste na Globo? Droga.
Vou colocar a culpa na TPM. Tudo culpa da TPM!
Ao voltar para casa, embalada em uma nova trilha sonora indie rock recém-adquirida no uTorrent, passei no Pão de Açúcar, comprei umas coisinhas básicas que faltavam, me segurei para não comprar aqueles brownies e petit-gateaux, já que além de caros são gordos, mas me rendi a um M&M de amendoim.
Em casa, tirei a sobrancelha da minha roommate (Tchanã! Vocês não sabiam desse meu dom, sabiam?). Pois é, caso a vida artística não dê certo, pego uma cadeira e coloco na Praça da Sé e cobro 8 reais a sobrancelha. Será que sobreviveria assim?
Fiz a unha com a manicure boa e barata aqui ao lado, e fui encontrar minha amiga ribeirãopretana que não via há séculos, já que viramos piores amigas devido à correria da cidade, botamos os papos em dia e comemos uma pizza. Voltei para casa, crente que iria sair com minha amiga do Rio, mas, graças ao trânsito de caminhões na estrada, nosso programa ficou para amanhã.
Agora são 3h e eu estava até então vendo as fotos remanescentes da minha fotógrafa (Dá até para renovar meu book!) juntamente com um capuccino de chocolate. Fiquei viciada, melhor jeito de driblar a vontade de comer um doce e me aquecer nesse ainda-não-inverno frio!
Hoje algumas amigas me ligaram e a distância está dificultando cada vez mais as coisas...
Disse uma querida amiga no telefone: "Acho que todo mundo deveria parar de trabalhar e voltar para os tempos de escola!". Às vezes dá vontade mesmo.
Hoje deu vontade de ligar para tanta gente... mas liguei só para minha mãe, que às vezes parece que me esquece na cidade grande...
E é isso. Só! Aproveite o seu final de semana que está apenas começando, que eu aproveito o meu!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Notícias e um teste

Acordei, fui à academia toda feliz, encontrei os artistas que sempre encontro no meu horário de treino, comecei a desenvolver uma pseudo-amizade com um em especial, voltei para casa, fiz meu almoço e liguei meu computador. Recebi resposta de alguns contatos e enviei material para mais dois que faltavam. Uma hora depois, recebo uma ligação simpática de DDD 21, de um produtor que acabara de contatar. Ele me perguntou sobre minhas possibilidades de ir ou morar no Rio de Janeiro e me perguntou se eu autorizava o envio de meu material para o casting da próxima novela das 6, pois eu me encaixava no perfil procurado, esclarecendo que a maioria de seus trabalhos está vinculada à Rede Globo. Não preciso dizer qual foi minha resposta, não é?!
É, gente. Acho que terei um novo endereço e UF no segundo semestre... Mesmo essas oportunidades não dando certo, pretendo tentar por lá... vejo a cada dia que é possível, sabe? É possível.
Antes de seguir para minha aula de teatro, fui fazer o teste para um sitcom do pessoal do 4o ano da Cásper Líbero. Um estúdio animal e fui mal. Bem mal. Não me concentrei, já cheguei e fui fazer direto, sem recapitular nada, sem rever nada, sem respirar fundo de verdade. Pelo menos era permitido e até bem visto improvisar. Droga. E era tão simples... tão gostoso de fazer...
Teste é um lixo, estava eu agora conversando com um "amigo de profissão". É pior do que vestibular. São apenas alguns segundos ou minutos e pronto. Sem segunda chance para seu psicológico. É agora ou agora. Mas, ossos do ofício...
Essa vida de testar e esperar é difícil. Bem difícil. Mas, ao plantar as sementes e sempre regar e regar, não me resta nada mais além de esperar. Esperar... porque no final, espera-se que tudo dê certo! E vai dar.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Momento nostalgia: ICQ

Estava eu aqui, vendo uma televisãozinha, quando minha roommate, trabalhando feito uma louca no computador, fez um barulho na mesa com o mouse parecido com 3 batidinhas numa porta. Ah, mas me veio uma lembrança de velhos tempos... de quando alguém entrava no ICQ. Lembra do ICQ? Lembra do seu número do ICQ? A internet ainda era discada e nada veloz e popular como hoje. Entrar no ICQ era um evento! E não tão automático quanto deixar hoje o MSN ligado o dia todo...
Lá em casa era uma tortura, já que éramos em 4 filhos para usarem o único computador à noite, com brigas constantes de "A internet hoje é minha!" e "Não é, eu falei primeiro!"... E eu ficava muito brava, aposto que você também, quando seu irmão/irmã estava na internet e você não, especialmente quando sabia que naquele horário, o seu paquera estaria on line esperando você entrar. Eu tive bons paqueras no ICQ e nos bate-papos do UOL... Eu sempre entrava na sala mais cheia de Ribeirão Preto, com o nickname *Gr@cinha*, cheio de frufrus nas letras que nem sei mais fazer (e eram o máximo na época!) e perguntava: "Alguém de 12, 13 ou 14 anos afim de teclar?". Nessa época eu tinha 12 anos e só conversava com pessoas da minha idade ou até 2 anos mais velhas. Nem mais, nem menos. E tinham que ser de Ribeirão. E sócias da Recreativa, o clube que eu super frequentava na época e do qual nem sou sócia mais...
Quando ainda não tínhamos internet em casa, enquanto era uma aquisição mais elitista, eu ia à pé à casa do namorado da minha mãe, à tarde, enquanto ele trabalhava, para usar a dele. E quando a conexão demorava? Com aquele barulhinho de "discando"? Que desespero... especialmente no horário de pico, que era após as 22h. A hora que todos os paqueras e futuros paqueras estariam on line.
Legal demais lembrar destes tempos remotos... eu não imaginava que um dia haveria wireless nos shoppings, aeroportos, até na estrada, caso você tenha a tecnologia 3G... que seria possível roubar a wireless do vizinho, que poderia carregar meu próprio computador para lá e para cá, que pudesse perder todos os paqueras do messenger. Hoje eu não tenho nenhum on line. Por um lado é bom, privilegiamos a realidade e não a virtualidade, não é?! Mas por outro... Ai, que saudades das batidinhas na porta do ICQ... e dos tempos em que entrar na internet dava friozinho na barriga...
Eu sempre fui fã de internet e bate-papos virtuais, desde seus primórdios, e não tenho vergonha de dizer isso. Sempre facilitou as coisas e me rendeu boas amizades... amizades esquecidas... romances que marcaram e com pessoas que nem valem a pena serem lembradas... mas que sempre são. Eu tenho uma boa memória, e não consigo apagar as coisas assim tão fácil...
Que nostalgia...

Networking!

Aproveitei que a internet do vizinho está extremamente simpática, e nunca fiz tantos cadastros como hoje. Esse mundo do networking é o que há... agora, é só aguardar os retornos e os possíveis telefonemas.
Como meu celular ainda é 16, sempre ligam em casa, e fico preocupada em perder os contatos. Ontem, mesmo no celular, perdi 3 ligações do SESC-Senai, até agora não sei exatamente para o quê... e hoje não retornaram... oportunidade de trabalho com certeza! Tentei retornar, mas era PABX.
Também recebi a ligação de um garoto da USP marcando uma reunião para sexta-feira para a gravação de um curta. Não sei de maiores informações, mas sexta-feira estarei lá para saber.
Visitei a agência C&M hoje. Mas confesso que saí de lá meio cabisbaixa. Ouvi algumas críticas como: "Stella, seu sotaque é um problema. Eles são muito chatos com isso, então se policie no seu "r"." Ok. Eu já estou fazendo isso há algum tempo. Ouvi algumas críticas em relação à qualidade das fotos (não da modelo, tá!), e pediram que tirasse novas. Eu sei que preciso de fotos novas. Mas estou cadastrada! A mulher me perguntou por quais agências estou vinculada e não soube dizer todas. Ou seja, preciso fazer uma lista de todas as produtoras e agências que me cadastraram, porque isso já está virando zona! Aí, andando pela primeira vez na Rua Pamplona, com lojas incríveis e baratas, não senti vontade de comprar nada. Isso quer dizer o quê? Preocupação e auto-estima baixa. Minha cabeça essa semana está meio conturbada, "pilhada" como as meninas disseram uma vez...
Também efetuei minha inscrição no workshop do Luciano Sabino, o diretor da próxima novela das 8. Eu ainda tenho muito que aprender sobre tv e bem que ele podia me amar, né, e me levar direto pro Projac, pulando algumas barreiras, diríamos, burocráticas, nas quais meu material já está envolvido...
Ao lançar a idéia para algumas amigas trabalhadoras de sair para jantar e ao não receber nenhuma resposta, cheguei em casa na dúvida de: cinema ou aula de aeroboxe? Pensei no que faria melhor para minha cabeça, e sem muitas opções de filmes, fui assistir Wolverine, acompanhada de uma pipoca com manteiga especial! Hugh Jackman é o cara e está em sua melhor forma e Will.I.Am. agora é ator. Uh la la. Gostei. Para entretenimento, mais um ótimo filme da Marvel!
Assisti a alguns programas da tv, já que quarta-feira para mim é o dia da melhor programação e estava até agora na batalha dos materiais e e-mails.
O frio bateu a minha porta e ouvi hoje de um estilista no GNT Fashion: "A mulher que tem 1 milhão de dólares no banco é poderosa. Já a mulher para a qual dizem que gostam de seu trabalho é forte. Eu prefiro a força.". Eu também prefiro a força. Apesar de que poderosa desse jeito também não seria nada mal. Achei legal registrar esse pensamento. E você, o que acha?
Eu estou naquele momento pré-TPM. No frio. Em São Paulo. Sem grandes perspectivas de trabalho. Sem emoções nos últimos dias. Sem ainda saber o que fazer daqui 2 meses e meio. Mandei um e-mail carente para minha mãe: "Mãe, por que é que você não me escreve?".
Carência? É, um breve período de carência... é a vida na Selva de Pedra...

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O frio e a terça-feira

Dormir é uma delícia. Dormir no frio é uma delícia. Dormir com pijama de frio e meia no pé é uma delícia. Dormir acompanhada no frio poderia ser mais do que delícia, mas... E assim é minha luta diária com meu despertador... mesmo nos dias em que nada tenho marcado para fazer de manhã e posso dormir até mais tarde. O que se passaria na cabeça dos vizinhos do apartamento da frente, que às vezes passeiam em sua área de serviço que dá de frente para o meu singelo quartinho, caso analisem a situação daquela que se encontra fechada num quarto às vezes até 10 da manhã? Isso é até vergonhoso. Mas... eu durmo tarde e acordo tarde, quando posso. Doce amarga vida de desempregada. Quer dizer, eu sou freelancer. Então doce amarga vida de freelancer...
Hoje recebi uma ligação de uma empresa da Faria Lima me chamando para ser secretária, já que tinha o espanhol fluente e era o que eles precisavam. A Faria Lima me interessa, o espanhol também - apesar de gostar muito mais e saber muito mais inglês -, mas ser secretária bilíngue, não no momento. Cheguei a marcar minha participação no processo seletivo, mas liguei logo em seguida, agradecendo a oportunidade. Espero que tenha sido o melhor passo. Vai saber...
Estou cadastrada em mais uma agência, Cia 2. Fui andando até lá, 15 minutos de rápida caminhada, bem perto de casa, e descobri o que se esconde do outro lado da minha rua. Até então eu seguia sempre para o lado esquerdo e hoje desvendei parte do direito. Não tinha reparado quão perto está a Avenida Pacaembu da minha casa.
Hoje estreamos mais uma cena na aula de teatro: A Serpente. Ficou boa. Temos mais três aulas para aprimorá-la.
E então, cheguei em casa, faminta, como sempre, já pensando no meu Moça Flakes que iria comer, e vejo uma bela torta de abacaxi preparada por uma das minhas roommates. Dois bons pedaços depois, conclui que ela já pode se casar.
Estou tendo sorte que a wireless do vizinho (calma, antes que você fale alguma coisa, é porque não consigo conectar a nossa internet no meu laptop!) está colaborando e termino minha postagem por aqui.
Amanhã visito mais uma agência.Quinta tenho um teste na Cásper Líbero, ainda não sei bem para quem, mas é para uma esquete de comédia. Já tenho em mãos meu texto, que é bem interessante, uma cena de Os Normais. Vai ser delícia de fazer. Recebi agora uma resposta por e-mail de uma agência, dizendo que tinham aprovado meus materiais e me perguntaram se eu dirigia caminhão. É. Não.
Por hoje é só! Sweet Dreams!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pontinha de inveja

Minha antiga escola em Ribeirão está bombando com verbas do PAC, como sabíamos que aconteceria. Como fico feliz por eles! Mas confesso que senti uma pontinha bem afiada de dor de cotovelo ao saber que a peça Verdunga na Terra do Verde-Cinza, na qual eu fazia o papel do Senhor Papagaio, fará uma turnê pelo interior de São Paulo com 20 apresentações, e que meu personagem, por motivos geográficos, foi substituído. Seria a chance de acrescentar mais outras 20 apresentações ao meu currículo...
Mandei um e-mail para meu eterno professor, dizendo o quão contente estava pela época das "vacas gordas" do TPC, mas que eu estava atrás das minhas vacas por aqui também... e pensando em correr atrás delas e até dos bois nos vales do Rio de Janeiro...
Ai que saudade dos palcos... saudades do TPC... e das loucuras das apresentações... eu amo teatro!

Sabe o que adoro?

Sabe o que adoro? Fazer meu login diário aqui no blog, e ver quantas pessoas entraram nas últimas 24 horas. O que começou como um diário, escrito por mim e para mim, mais para um desabafo e suprimir a solidão na Selva de Pedra, hoje bate quase 500 acessos, além daqueles que foram perdidos com o primeiro contador que pifou, por volta de 300...
Adoro também saber quem são meus leitores assíduos. Ou melhor, adoro saber que tenho leitores assíduos! E às vezes isso faz até perder a graça, já que começo a contar as histórias e a pessoa diz: "É, eu li no seu blog..."
Obrigada pela visita de vocês! Mesmo! Continuem visitando.
E deixem recadinhos, gente. E votem também aqui ao lado!
Beijos carinhosos!

Mais um teste pra lista...

Acordei cedo como manda o protocolo, me arrumei e segui para a Alameda Santos.
Ao chegar no 5o andar de um prédio de negócios, me deparo com meninas lindas, modeletis, altérrimas, magérrimas, loiras, cada qual munida de seu super mega book e eu. Na verdade, tipo eu tinham algumas... poucas... mas tinham...
Depois de alguma espera... todas sentadas no chão, já inquietas, entro numa sala, 3 mulheres e um homem seguram um desenho de uma menina nas mãos e procuram uma morena parecida com aquilo. Não seria eu. Batem o olho, perguntam o nome, e tudo bem, pude sair. Tipo uma mercadoria esperando para ser comprada, tive um segundo de sentimento de período pós-navio negreiro, quando os escravos eram expostos à venda em feiras a céu aberto. Mas tudo bem, né, tô preparada para qualquer coisa, fazer o quê. O trabalho se tratava de uma feira de comércio onde 3 meninas seriam escolhidas: uma loira, uma morena e uma ruiva, parecidas com esses desenhos animados antes estipulados. "Meninas, não é porque vocês são feias ou porque não gostamos de vocês, mas é que queremos pessoas parecidas com essas personagens, tá?". Menos mal.
Ao descer o elevador depois de mais um "não", uma menina disse: "Bom, gente, pelo menos a gente não tem cara de desenho!", e senti um pouco de rancor nas suas palavras. Realmente não pareço com um desenho animado. Prefiro eu virar um desenho animado... uma heroína talvez...
Mas foi engraçado.
Voltei para casa... tive muito tempo para mandar muito material por e-mail para muitos outros contatos... e agora é a velha história de aguardar as respostas. Fiz minha aulinha de aeroboxe... tomei meu banho, jantei...
Tá frio. Amanhã visito mais uma agência.
Hoje tô meio desanimada... não sei porquê... esse final de semana fico na capital e recebo a visita da minha amiga do Rio e de seu muito massa namorado. Vai ser o máximo! Mas já tô com saudade de casa. Um final de semana é muito pouco...
Bom frio pra você, caso esteja dentro dessa frente fria, senão, apenas tenha uma ótima noite!

Sábado, domingo e já segunda...

Não vou mais me desculpar por não escrever nos finais de semana que passo em Ribeirão. O tempo é sempre tão curto! Cheguei em São Paulo agora à noite, depois de uma carona agradabilíssima com um amigo e uma estupenda trilha sonora em uma viagem de 3h. Ouvir Black Balloon, Name, I´ll be your crying shoulder e The space between foi uma delícia! E vi que não sou a única que escuta essas músicas...
Assisti Anjos e Demônios. Muito bom filme. Uma enxurrada de informações a cada cena e Tom Hanks é o cara! Apesar de não ter lido nenhum dos respectivos livros e ter assistido Código da Vinci no Canadá, sem legendas, após outras 2 sessões - já que tínhamos que aproveitar muito bem os 11 dólares do ingresso de cinema-, achei mais empolgante do que Código Da Vinci. Vale a pena!
E teve a Only in Black sábado. A festa foi ótima! Mumm a noite toda, um japinha toda hora que batia aquela fominha, um ambiente lindo, músicas boas, muita risada e pouca gente conhecida. Aliás, não conheço mais ninguém daquela cidade. Foi-se a época... Quando eram 5 e pouco da manhã, eu já estava pronta para ir embora, e aquele sentimento de “Eu já estou velha pra isso” me ocorreu. É possível eu estar velha pra esse tipo de balada aos 23 anos? Creio que não. Talvez eu só não estivesse inspirada, né. E quem disse que não faz frio na Califórnia Brasileira? Meu Deus... estava frio demais! Cheguei correndo em casa e tibum! embaixo do edredom...
Acredita que o Sport & Ação ainda está passando? Sim, aquele mesmo primeiro e único programa que gravei... uma pena, já que tem tanta gente afim de trabalhar e gravar novos outros, e rola uma falta de pró-atividade do diretor.
Também desenvolvi uma certa alergia às cachorras. A pouca convivência fez com que meu corpo desenvolvesse uma coceira na região dos olhos e alguns espirros. Veja só...
Amanhã acordo cedo para a seleção para o trabalho no evento de quarta, e é isso aí. Não sei quando volto a Ribeirão agora, já que tenho gravação dia 30 de maio, e um provável workshop com o diretor da próxima novela das 8, Luciano Sabino, nos 2 primeiros finais de semana de junho. Já estou com saudades.
Boa semana para você!

sábado, 16 de maio de 2009

Texto de não sei quem... mas que diz muito...

"Para gostar de São Paulo é preciso, primeiro, esquecer as distâncias: distância dos amigos de outras épocas e cidades; distância entre o acolhimento de casa e a baladinha alternativa. Para gostar de São Paulo é preciso, também, perdoar as diferenças: o sotaque de erres; a multiplicidade de gêneros e corpos. Para gostar de São Paulo é preciso ainda esquecer: o trânsito; as regras que determinam as horas de rir e de se compenetrar.
Por tudo isso, gostar de São Paulo exige tempo. Um tempo que a minha urgência não permitiu. Mas, mesmo assim, os oito meses em São Paulo me ensinaram bem mais do que eu poderia imaginar sobre resignação, tolerância e… felicidade. Deixo a cidade no próximo dia 30, para uma breve temporada de saudades e despedidas no Rio até o embarque para Viena em 12 de maio.
Quero celebrar com vocês não a minha partida, mas a nossa trajetória meteórica compartilhada. E que, como todo meteoro em chamas, foi brilhante."

Outra sexta-feira

O despertador tocou cedo... cheguei a levantar para ir à academia... mas não deu. Voltei logo para Ribeirão! Você sabe... a saudade é sempre grande...
Vinhos, queijos e massas com a família agora à noite, e recebo as notícias de que: dia 30 gravo um curta de uma garota que conheci no Projeto da Igreja Invisível, que ao que tudo indica, vai de mal a pior, sendo meu cachê um par de sapatos de salto, e que segunda-feira tenho seleção para participar de um evento na quarta-feira. "Stella, você faz evento?" Faço. Faço sim. Só falta eu não passar na seleção para evento comercial... aí é dose, né...
A possibilidade de uma possível mudança de estado começa a rondar os papos entre os familiares... mamãe apóia, já que estou na fase do tudo ou nada... Daqui a pouco coloco um texto que me mandaram, diz muito sobre esse eixo Rio-São Paulo que passa a consumir meus devaneios mais plausíveis...
E é isso aí.
Vamo que vamo que o mundo não pára. Meu vestido all black já está no cabide, prontinho para o uso amanhã.
Beijo, beijo!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Move Along (All american Rejects)

http://www.youtube.com/watch?v=1SQg-TzmAr0
Go ahead as you waste your days with thinking
When you fall everyone stands
Another day and you've had your fill of sinking
With the life held in your
Hands are shaking cold
These hands are meant to hold
Speak to me, when all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through
Move along
Move along
So a day when you've lost yourself completely
Could be a night when your life ends
Such a heart that will lead you to deceiving
All the pain held in your
Hands are shaking cold
Your hands are mine to hold
Speak to me, when all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through
Move along
Go on, go on, go on, go on
When everything is wrong we move along
Go on, go on, go on, go on
When everything is wrong, we move along
Along, along, along
When all you got to keep is strong
Move along, move along like I know you do
And even when your hope is gone
Move along, move along just to make it through
Move along

Go on, go on, go on, go on
Right back what is wrong
We move along...

Fim da semana...

Já é sexta. Dia de voltar para casa!
Não tenho muito o que escrever hoje... passei a semana na ressaca do Rio de Janeiro, me recuperando do caos psicológico da semana passada... e não rendi muita coisa desde que cheguei em São Paulo além da cena de A Serpente e alguns currículos e materiais enviados para possíveis futuros trabalhos.
Mandei e-mail para a CAL, no Rio de Janeiro, e não existe turma de meio de ano. Estou naquele momento de branco, sabe, de não saber o que pensar e o que fazer, e por isso me dei esses dias de folga. O que não quer dizer que eu esteja certa, já que poderia ter visitado mais algumas agências e ido atrás das burocracias do DRT nesses últimos 3 dias...
Mas o final de semana vem aí para rever a família, as cachorras, aproveitar uma melhor conexão da internet em casa, e terei uma festa show V.I.P only in black em Ribeirão no sábado e posso me apoiar no champagne, nas músicas e em boa companhia por algumas horas.
Assim, deixo vocês com mais uma música, que com certeza tem mais a dizer a vocês do que eu neste momento.
Boa noite e um bom final de semana!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Meio de semana

Com o sono ainda atrasado, com a garganta pseudo tampada, "decorei" e ensaiei hoje uma cena de A Serpente, de Nelson Rodrigues. Sou a serpente.
Tive a companhia de uma linda amiga no japonês mais gostoso que conheço, e digo que não comi socialmente. Colocamos 3 semanas de papo em dia... e finalizei com um sorvetinho Haggen-Dazs de doce de leite. Como amo... os 3: minha amiga, japonês e Haggen-Dazs...
A faxineira fez sua visita providencial e o fim de semana se aproxima. Amanhã queria dormir atééé acordar...
Hoje me disseram que meus "problemas" são mais simples do que eu imagino. Será?
Esqueci de comentar... vi a propaganda para a qual eu não passei no teste, a do remédio de garganta: Flogoral... é, acontece...
Good night and good luck! I´m gonna need them both...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Bette Davis Eyes (Kim Carnes)

http://www.youtube.com/watch?v=_-RdAzkKlXY
Her hair is harlowe gold,
Her lips sweet surprise
Her hands are never cold,
She's got bette davis eyes
She'll turn her music on you,
You won't have to think twice
She's pure as new york snow,
She got bette davis eyes
And she'll tease you,
She'll unease you
All the better just to please you
She's precocious and she knows just
What it takes to make a pro blush
She got greta garbo stand off sighs,
She's got bette davis eyes
She'll let you take her home,
It whets her appetite
She'll lay you on her throne,
She got bette davis eyes
She'll take a tumble on you,
Roll you like you were dice
Until you come out blue,
She's got bette davis eyes
She'll expose you, when she snows you
Off your feet with the crumbs she throws you
She's ferocious and she knows just
What it takes to make a pro blush
All the boys think she's a spy,
She's got bette davis eyes
And she'll tease you,
She'll unease you
All the better just to please you
She's precocious, and she knows just
What it takes to make a pro blush
All the boys think she's a spy,
She's got bette davis eyes...

A viagem de volta

A viagem foi uma viagem!
Ainda estou na leitura densa de Cem Anos de Solidão. Acho que terei esse livro para sempre na minha mochila, já que sempre chama atenção de pessoas interessantes que por mim passam ou que sentam ao meu lado. No ônibus, na poltrona ao lado, veio uma simpática e articulada senhora mineira que mora em São Paulo há 27 anos e tem família no Rio. Sônia. Me contou que ficou aliviada ao saber que eu seria sua companheira de viagem, já que tantos sem dentes perambulavam pela rodoviária e pelo ônibus. Disse-me também que foi professora de Citologia na USP e hoje dedica sua vida a ler livros dos mais diferentes assuntos. Sobre o Islã era a escolha da vez. Me mostrou que em sua mala carregava outros 4 livros. E que jamais voltaria a ler sobre celúlas e formação dos tecidos, dos órgãos e do corpo humano. Me contou com carinho sobre sua família, sobre os netos, e disse que fará os mais positivos pensamentos para minha carreira. "Você é jovem. Tem muita estrada pela frente. Mas a vida é curta e eu apóio que façamos o que a gente gosta", ela disse. Não deu tempo de falar tchau para Sônia, mas foi uma bela companhia.
Aí então, dois fatos bizarros me acompanharam nas 6h de ponte terrestre. O primeiro foi um senhor, muito magro e alto, que teimou em tocar gaita e flauta durante toda a viagem, mesmo com a reclamação de muitos passageiros. Bateu o pé, disse que estava aprendendo a tocar e que quem estivesse incomodado que fosse para o fundo do ônibus. Hahaha... surreal. Ainda bem que meu MP3 me acompanhou durante grande parte da viagem e que mesmo assim, eu amo o som de gaita.
O segundo foi um senhor já de idade, com pinta de louco, que flagrei balançando o vestido de uma senhora que se levantou para retirar a mala do bagageiro e passou de leve a mão em sua bunda. Acho que na correria a mulher não chegou a perceber, mas eu vi a malandragem do velho e sua taradice. Que nojo. Se fosse comigo eu cuspiria na cara e chamaria de porco. Tem homem que não tem noção mesmo, né...
Cheguei em São Paulo às 4 da tarde... e como de costume, a cidade perdeu outra parte de seu brilho ao ser comparada com a Cidade Maravilhosa. Eu tentei me segurar e reforçar que adoro São Paulo - o que é verdade -, mas não pude evitar.
Fui para a aula de teatro, exausta, tive a última aula de voz, recebi boas críticas da professora, ensaiamos a peça de julho, cheguei em casa, contei resumidamente meus dias calorosos de Rio de Janeiro para as meninas, tomei uma canja, e estou aqui sentada, tentando colocar meus afazeres em dia com minha mala aberta e minha cama repleta de roupas no quarto. Tive a tensa notícia de que preciso saber o que vou fazer da minha vida, já que pretendemos desocupar o apartamento em breve devido ao retorno do garoto de intercâmbio. Mas o que pairam na minha cabeça são dúvidas a respeito do meu segundo semestre. Como posso assumir um quarto num novo apartamento na Selva de Pedra se não sei se continuarei aqui? Quando tudo parece tranquilo, alguma bomba estoura. Já estou acostumada com isso. Não sei o que fazer.
Sônia me contou sobre o insight de seu neto prodígio de 11 anos acerca da Filosofia: "Será?" é filosofia. "É." não é filosofia. Minha vida nesse momento se resume à filosofia... ser ou não ser... ir ou não ir... fazer e como fazer... falar ou não falar... pensar? São tantas questões...

Tantas coisas...

Meu Deus do céu, não sei nem por onde começar... foram tantas coisas em tão pouco tempo...
Cheguei no Rio por volta das 4 da tarde. Fui para a casa de minha querida amiga da faculdade que me abrigaria e me seria uma companhia tão especial nesses últimos 4 dias na Zona Sul. Me apaixonei pela rua, tem a minha cara, me apaixonei pelo apartamento que está a dois quarteirões do Posto 10. Acho que deixei as lembranças do Leblon em segundo lugar!
Sozinha, perdida na cidade, esperando minha amiga sair do trabalho, à espera de um programa para minha sexta-feira, fui andar pelas areias de Ipanema... vi o anoitecer sozinha no Arpoador... pedi para as águas a mais pura felicidade e sucesso profissional. As águas costumam de ouvir...
As horas se foram, e combinamos nossa noite com pessoas que uma conheci e outra que revi. Especilíssimas. Após o pub irlandês, fomos munidos de algumas garrafas de vinho e quitutes e amanhacemos na praia, sem a mínima noção prática do perigo. Desta vez o mar estava demasiado revolto e nos contentamos com a areia. Os detalhes eu guardo como doce memória.
Sábado foi um dia de dormir só 3 horas até o meio-dia, pegar uma praia, rever dois amigos unespianos, uma balada em Botafogo e a noite ia longe...
Domingo, Dia das Mães, e eu longe da minha, fui comemorar com a família do namorado da amiga numa churrascaria delícia, após um chopp escuro do Belmonte e uma empada yummy de camarão e mais de uma hora de espera. Rimos demais, comemos demais, tudo demais. E o teste se aproximava...
Descansei no meu domingo à noite, ensaiei muito em frente ao espelho, dormi cedo. Segunda-feira, lá ia eu para os estúdios da Rede Record na Estrada dos Bandeirantes. Cheguei uma hora mais cedo do que o previsto (sou uma garota prevenida, né, nunca se sabe...), esperei mais outras quase duas... e chamaram meu nome.
Pela primeira vez na vida entrei em um estúdio de gravação de verdade. Não era uma sala comercial adaptada como aconteceu no filme No Olho da Rua, ou um cenário improvisado e barato dos alunos da USP. Era um estúdio de verdade. Numa emissora de verdade. Uma chance de verdade. Era muita responsabilidade. O estômago dava sinais de um nervosismo esperado e inédito, parecido com o que tive na minha estreia no Teatro Pedro II, ao saber que mil pessoas assistiriam nossa primeira apresentação do dia. Após tirar fotos com o papel de identificação na mão, após ouvir alguns toques, tive um branco na primeira gravação. Isso nunca me acontece. Mas a segunda foi que foi. Poderia ter sido melhor, lógico, já ainda tenho muito o que aprender na frente da danada da câmera. Estou arquivada no banco de atores da Rede Record! A sorte está lançada, sendo que me falaram que sorte é a combinação de preparo e oportunidade.
Voltei para casa, envolta na trilha sonora que se confundia com a tormenta que se passava pela minha cabeça. Não sei se me dei conta até agora do que tinha acabado de realizar. E até onde consegui chegar, em tão pouco tempo de luta. Observei a cidade, cada detalhe, cada vista que me foram oferecidos. Pensei muito em mudar para lá. Cheguei em Ipanema, coloquei minha roupa de ginástica, e fui tentar queimar as calorias do Bob´s que havia na pressa almoçado. Vi muitos famosos nesse dia, Luiza Brunet lindíssima, Maria Flor de bicicleta, Rafael Calomeni (o Expedito e um arraso!), Leonardo Brício, Fiorella Mattheis, e mais outros que nem sei e nem me lembro.
Um fato engraçado foi que durante minha caminhada, cruzei com um grupo de homens, e ouvi um deles se perguntando sobre mim: "Ela é atriz, né?". Juro que isso aconteceu. E sim, sou. Pelo menos tentando ser. Inclusive estou aqui no Rio para isso. A áurea já está iluminada...
Mais à noite, jantamos um japa especial, e a curta segunda temporada no Rio de Janeiro de acabava. Beijos e despedidas, promessas e pedidos de não-promessa, uma lista de coisas e lugares a fazer e serem visitados na terceira temporada, caixas de bombom de agradecimento pela recepção, muita esperança na mala, sono atrasado, e peguei o ônibus de volta terça-feira pela manhã.
Esse seriado ainda vai longe! Eu amo o Rio de Janeiro! E sim, ele continua mais lindo do que nunca...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Já é tarde...

Já é tarde e preciso dormir. Tentarei pegar o ônibus das 9h para o Rio.
Hoje gravei meu primeiro DVD Book. É complicado se ver na tela. Quem já se viu sabe do que estou falando... Mas deu tudo certo! Agora é só aguardar as respostas dos superiores... E torceremos para respostas positivas.
Bom final de semana!
Tentarei me corresponder das terras cariocas! Eu juro!