segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Eu disse...

Iniciei este texto na sexta-feira mas a programação noturna me fez salvar como rascunho e continuar a narrar a saga só hoje, domingo. Eu falei que a semana seria braba! Hoje já é praticamente segunda-feira e detalhes se perderão no relato das tantas viagens, trabalhos e expectativas. Mas vou tentar, eu prometo. Segunda-feira ainda fiquei à paisana pela cidade, esperando possíveis respostas... Tive que levar o contrato do job de domingo na agência, fiz meu almoço, corri no Ibirapuera e nisso já foi o dia inteiro. Enfrentamos - minha mala e eu - o trânsito e a lotação do ônibus das 19:30h para embarcar para Ribeirão no das 20:30h. Após certo stress, cheguei 1 da manhã em terras caipiras, já com afazeres para a manhã de terça-feira. Ao meio-dia do dia seguinte, já estava na estrada a caminho de Franca para as fotos de um instituto de ortodontia - Instituto Ronaldo Leite. Franca já faz parte de um passado distante e nem me lembro a última vez em que estive na cidade. Mas ao lá chegar, cordialmente me apresentaram todo o espaço do instituto e fiz algumas fotos para uma revista local. Logo em seguida, seguimos para o estúdio e fotos e mais fotos foram tiradas, nos aproveitando ao máximo do meu sorriso que estará em folders, em site e revistas da cidade. Quando já davam quase seis horas da tarde, saímos de estúdio e, seguindo a minha vontade, continuei a fazer mais algumas fotos para a revista, desta vez no campus novo da UNESP. Quanta mudança! O antigo colégio de freiras com dezenas de pontos de risco que ocupava um quarteirão do centro da cidade fora substituído por um campus de verdade! Não tive tempo de vasculhar cada canto da faculdade, nem de visitar a biblioteca e nem de comer um mísero pão de queijo na cantina - que não tenho informações se ainda é do famoso Seu Eli -, mas enquanto universitários carregavam seus livros e a bateria ensaiava seu repertório, eu era a "modelo" ex-unespiana que ganhará algum espaço nas páginas da mídia local. De 2008 para cá, posso dizer que houve algumas reviravoltas, para mim, em Franca, para a UNESP, na vida. Não morro de saudades dos longos cinco anos universitários... Pé na estrada novamente, de volta a Ribeirão. Quarta-feira pela manhã regravei algumas locuções da Gás Natural Fenosa, devido a mudanças no texto em uma produtora de Ribeirão Preto parceira da sorocabana. Durante a tarde, aguardei o roteiro da abertura da 20a Jornadade Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Sinhá Junqueira, que não me chegou em mãos com antecedência. Confesso um pouco preocupada, cheguei no Centro de Convenções vinte minutos antes da cerimônia começar e passei e repassei o texto numa velocidade acima do normal. O relógio e as poltronas já ocupadas não permitiam um ensaio apropriado. Podemos começar? Deu tudo certo, especialmente se considerarmos o improviso da coisa. Depois, foi festa! Reencontrei os médicos que anualmente encontro, fui apresentada a novos, contei sobre minha carreira em andamento aos interessados, ouvi elogios fervorosos sobre meu pai, sobre o mestre de cerimônias, as propagandas, sobre como cresci, como mudei, como sou corajosa... e lógico que não faltou a pergunta: "Você já escovou seus dentes hoje?". Uma noite deliciosa, de um evento especial, de um trabalho especial, com pessoas especiais. Quinta-feira às 9h eu já estava em mais um ônibus retornando à capital. Viagens assim me deixam cansada e irritada. Só fui entrar em casa depois das 15:30h. A estrada já deixou de ser uma boa opção e passo a considerar avião nas próximas vezes... Quando entardecia, depois de uma tarde de chuva, faltou energia no meu bairro. Fui vendo o anoitecer e não achava vela em casa, a bateria do laptop se esgotava e fui obrigada a fugir para o Kinoplex. Amor Sem Compromisso foi a sessão escolhida. Depois de dar algumas risadinhas bobas com Ashton Kutcher e constatar quão pequenininha é Natalie Portman, recebi a ligação de uma produtora sondando sobre a disponibilidade para uma gravação na sexta-feira em Brasília. Apesar de um teste para vitamina C, minha agenda estava livre, claro! Assim, fui orientada a dormir na iminência de viajar às 11h do dia seguinte, cabendo ao cliente escolher entre uma atriz de lá e eu de cá. Na sexta-feira me levantei às 8:15h, torcendo para estar no ar em algumas horas, mas não fui contemplada pelo cliente do Planalto Central. Um pouco decepcionada, já que era o terceiro trabalho dos últimos dez dias que perdia na final, segui para meu teste na Vila Madalena. Ser vice-campeã neste caso não vale muita coisa... Nada de cerveja, nada de sabonete, nada de aeroporto. Alguém pode dizer pra esse pessoal que ficar editada e esperando resultado eternamente não é legal?!... São tantas incertezas... Me disseram que se plantarmos mudas de "se" conseguimos um arranjo de "quase", ou algo parecido. Mas completei que se regarmos o arranjo chegamos a uma plantação de possibilidades. E se as possibilidades derem frutos, temos hectares de certezas. Tudo depende de uma boa jardinagem... E seguiu-se o final de semana... Faz muito calor na capital. Não sei nada sobre esta semana que se iniciou há 55 minutos. Mas sei que esperanças ficaram para trás nesses últimos dias. É triste quando a vida nos responde com um "não", direta ou indiretamente, enquanto esperávamos o "sim" e tantas outras coisas mais... C'est la vie! O apartamento agora está completo. Dentro de casa não há mais nada para se ajustar. Mas tem tanta coisa desajustada por aí... Boa semana! PS: Vou entrar debaixo do chuveiro pela terceira vez... passar hidratante no calor morando em um apartamento sem ar condicionado nem sempre é uma boa ideia...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Gravação!

Me resguardei numa noite de sábado que estava sendo incrível em vários pontos do planeta. Às 5:45h deste domingo, despertou meu relógio. Saí de casa tranquila, com certa antecedência, pensando que "nunca se sabe!". Chamei um táxi - lerdo e caro - e fui para a Rodoviária Tietê, com rumo certo: Viação Cometa. Enquanto me aproximava da bilheteria, fui lendo todos os destinos dos ônibus e nada de Sorocaba. Quando cheguei no guichê, fui informada de que o embarque era somente na Rodoviária Barra Funda. Eram 7:20h. E eu teria de estar às 9h na cidade.
Atordoada e mais do que bufando, voei pelo metrô, fiz baldeação e cheguei na Barra Funda a tempo de pegar o das 8:15h. Liguei para o produtor, pedi as mais sinceras desculpas, fui mais do que desculpada, e segui minha viagem num micro-ônibus lotado que demorou vinte minutos a mais do que previa o site da companhia.
Me buscaram na rodoviária. Maquilagem. Cabelo. Espera. Almoço. Maquilagem de novo. Estúdio. Se tratava de um vídeo institucional para a Gás Natural Fenosa e pela primeira vez, trabalhei com teleprompter (TP). Piece of cake! Todos planejávamos sair de lá depois das 18:30h, mas às 16h os trabalhos já estavam finalizados e fui carinhosamente levada para experimentar a famosa coxinha da Real. A fama não veio à toa.
Dever cumprido, mais um bom trabalho para o currículo, o aprendizado com TP, mais um post no blog. Um temaki, meia barra de chocolate, uma tentativa frustrada do dvd pirata de O Vencedor e uma tentativa inacabada de A Rede Social depois, mais um domingo! Que cansaço!
Essa semana promete!

sábado, 19 de março de 2011

Sexta-feira

Acordei, voei para tomar meu banho antes que o encanador chegasse para consertar o vazamento no banheiro, o recebi, me arrumei, tomei meu café e o abandonei aqui, dando o start para a minha sexta-feira. Primeiro passo: teste de foto para banco. Uns bons quarenta e cinco minutos no ônibus e cheguei na produtora mais animal que já entrei. Foto assim, foto assado, segura o cartão, segura um celular, sorrisão, gargalhada, ok, obrigado. Saí de lá e de repente um bafo invadiu São Paulo. Não sei se a cidade inteira ou se só a Vila Leopoldina chegando até o Largo de Pinheiros... mas tava quente pra dedéu (gostaram da expressão?). Aí já constatei que havia escolhido mal a blusa de manga três quartos, apesar de branca... Mais um ônibus. Dois. Fui para o segundo teste. Na realidade, o segundo teste do dia e o segundo teste para o tal sabonete, já que mudanças rolaram no roteiro e me colocaram definitivamente no papel de mãe. Antes parei numa lanchonete e tomei um suco de abacaxi e limão, já morrendo de fome. Esperei pouco, entrei no estúdio com "meu marido", "meu filho" e uma professora. Me alegrei ao ver tantas crianças de cabelo castanho escuro... Fiz o que tinha que fazer e saí de lá com o coração na mão. Eu queria tanto... eu preciso tanto... eu merecia tanto... Agora é aguardar, fazer o quê! Não me resta nada além de esperar...
Quando o relógio já marcava quatro e pouco, estava no quarto ônibus do dia, cansada pela noite pouco dormida, pelo calor escaldante, pela peregrinação divina dos testes e mais testes e pela incerteza sobre meus próximos dias.
O telefone toca. Ganhei de presente uma gravação domingo em Sorocaba para um vídeo institucional! Assim, remanejei a agenda. Pedi desculpas para a formanda - amiga tão querida -, senti um pesar por ter que deixar a vida pessoal de lado pela profissional, agradeci aos céus pelo primeiro trabalho do ano e olhei os horários de ônibus, já que às 9h de domingo terei de aportar na rodoviária da cidade. Faminta... me entreguei a um temaki de salmão com shimeji, o enchi de molho tarê e gergelim e um Guaraná. E começou a chuva... Sempre munida de sombrinha, caminhava para casa quando passei na frente de um buteco e senti o cheiro dos espetinhos de "filé minhau". Não resisti e paguei R$2,50 por uma linguiça - deliciosa, diga-se de passagem. Voltei para casa. Tomei meu banho. Respirei.
Deitei no sofá para assistir nada e enquanto trocava de canal descobri a programação nova da MTV e um programa chamado Top Mundi. Pelo Facebook parabenizei o VJ, pois há tempos a emissora carecia de um programa assim. Conferi músicas que estão no topo do mundo, fiz download e ouvi, incessantemente, a duas delas em especial: Sale el Sol, da Shakira e Young Blood, de The Naked and Famous.
Assim, dediquei minha noite de sexta-feira ao nada e ao tudo, perambulando entre sofá e minha cama, contemplando a vida e cantando para ela. Ela merece as mais lindas serenatas...
Bom final de semana!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oba!

Disseram para eu não espalhar, que nem todos são "de bem" e que nem toda torcida é a favor. Mas aqui é o meu espaço e eu pedi para o Google instalar uma chave de proteção contra mau olhado (tá ali embaixo, dê uma olhada!).
Meu samba no pé deu resultado! Estou editada e a resposta saberá Jesus quando sai. Feliz e já prevendo a ansiedade, deitei na tarde ociosa para finalmente assistir Diários de Motocicleta. O telefone toca. Quer outra boa notícia? Também estou editada para o sabonete da semana passada, aquele que já havia esquecido e guardado na gaveta dos "nãos". As good vibes não mentem! A gente sente quando é pra ser... E vai ser, será?
Celular movimentado e infelizmente duplamente, tive que recusar o envio de material para uma marca de cosmético para o Dia dos Pais. "Você pode enviar uma foto recente sua com seu pai?". Quisera eu... Se papis estivesse aqui, uma foto só dele já garantiria o meu cachê...
Trim-trim! "Alô!". Teste amanhã, dos bons!
Às 19:15h, depois de organizar finalmente meu quarto, não sabia se continuava a caminhar pelo Deserto do Atacama junto com Gael García Bernal ou se correria nas alamedas do Ibirapuera. Assim, a viagem de Ernesto Guevara ficou pela metade e a ansiedade nas alturas.
Desta maneira, minha agenda está em suspenso para os próximos dias. Talvez a viagem para o interior seja cancelada por bons motivos... Mamãe, minha amiga formanda, a foto para a Clínica Odontológica de Franca e o trabalho de Mestre de Cerimônias no Congresso de Ginecologia em Ribeirão vão entender, se preciso.
Para um dia sem programação, até que tive altas doses de emoção. "O dia em que você perder o frio na barriga, aí f****!", me disse meu primeiro professor e diretor de teatro. Eu ainda tenho muito. Eu vivo tentando caçar essas benditas borboletas no estômago... Esse é o prazer de tudo. Sem o frio na barriga não tem a mínima graça...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Teste aqui, teste acolá

Não sei se foi o chá verde da noite ou a ansiedade de não sei o quê... Não dormi bem. Não acordei bem.
Fui meio irritada para o teste da manhã, esperei o ônibus, esperei cinquenta minutos dentro dele, duas horas na produtora, decorei e falei o que tinha que falar sem gaguejar mas não senti que vai dar. Não fiz amiguinhos na espera, não me encaixava no perfil dos que lá estavam (o que pode ser excelente como uma catástrofe) e nem senti a faísca que deve se sentir no estúdio após o "Corta. Valeu, Stella!".
Saí de lá, um ônibus, dois, casa. Fiz meu almoço às quase quatro da tarde, escutei algumas músicas revigorantes, troquei a roupa (pois propaganda política em nada tem a ver com cerveja), dei um up na maquilagem e fui para o Butantã.
Achei que fosse concorrer com gostosas corpulentas à la Paniquetes, mas não. Tinha de tudo! Encontrei amiguinhas, esperei quase nada, e vestida proposital e obrigatoriamente de saia, sambei de salto para a câmera segurando uma latinha de cerveja! Cada coisa... Eu já me vesti de espanhola em formatura de curso da língua, eu já andei com bob na cabeça no metrô de São Paulo, eu já subi em lixo na Avenida Paulista, mas eu nunca havia mostrado meu gingado moreno - e olha que eu tenho! - com uma latinha na mão seduzindo a câmera.
Voltei para casa quando já passavam das sete e mesmo assim, enfrentei o escuro, o friozinho e a fina garoa para correr. O parque já apresenta sinais de um outono que vem pela frente e fica ainda mais lindo, quase um "Outono em Nova York", sabe? Quase...
Amanhã tenho nada. Engraçado, né? Hoje a agenda transbordou com três testes - um não feito - mas o dia seguinte não promete grandes emoções, nem samba, nem orgulho de ser brasileiro.
Boa noite! Hoje sem chá verde e sem despertador para tocar...

terça-feira, 15 de março de 2011

Tempos de mudança?

Tudo parecia errado, meio fora de lugar. Aí me deu vontade de mudar. Dar uma radicalizada na vida, uma revirada nos princípios, uma reviravolta na minha biografia. Mas o horóscopo disse para eu esperar. Que não é hora para isso. "Está tudo certo", acho que foi o que li em alguma das revistas enquanto fazia minha unha.
Me ative nos últimos dias às mudanças no apartamento, porque se não se está em paz em casa, não se está em paz em nenhum lugar. Assim, meu novo quarto ganha cores, ganha cheiros, a sala em organização, os espaços são melhor preenchidos, dei aquela faxina nos armários, apertei o parafuso da saboneteira que teimava em despencar, passei para frente a planta que não sabia cuidar, doei o que tinha que doar. Uma sensação de limpeza e novidade e casa nova, vida nova!
Amanhã tenho três testes. Não sei se meus poderes de ninja me permitirão estar em Perdizes, Butantã e Vila Mariana, mas dá gosto ver a agenda cheia, mesmo o bolso continuando vazio.
O porteiro da noite me perguntou, quase em tom de cobrança: "E comercial, parou de fazer?". Não, tô na batalha diária, respondi. "E qual o próximo?". Quisera eu saber...
A água começa a bater na bunda e não sei se nado, se busco a bóia, se mergulho ou se posso afundar. Mas está tudo certo. Certo?

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como uma onda

Tsunami era tema de questão em prova de Geografia. Como naquela época não havia Youtube, apenas na minha cabeça eu idealizava as ondas que atingiam dois, três, dez metros de altura e invadiam cidades e devastavam vidas. Até que veio o filme Impacto Profundo e eu pude visualizar a catástrofe de uma onda gigante - ok, considerando que a onda de 30m de altura foi ocasionada por um meteoro que colide com a Terra invadindo primeiro Nova York, claro!, quando depois o mundo é reconstruído sobre o alicerce do sempre heróico presidente norte-americano, no filme já um negro, Morgan Freeman. Mas ver imagens de um desastre real é outra história. Não tem estrela de cinema falando em púlpito sobre reconstrução nem uma música de um maestro vencedor de Oscar ao fundo. Tem destruição. E com ela, tantas outras palavras tristes e cenas tristes e notícias tristes. Nada do que eu falar aqui será novo. Nesse momento, jornalistas e economistas e blogueiros e estudantes e quem mais quiser pode falar ou escrever os horrores pelos quais passam e passarão os japoneses. E como há algum tempo não fazia, assisti ao Fantástico para fechar o domingão e desliguei a televisão com a alarmante notícia do correspondente de Nova York - desta vez inteira e recuperada do meteoro - de que em dez minutos uma nova tsunami que atingiria até três metros avassalaria a costa japonesa. Imagine-se você, tendo um aviso de que tens que abandonar sua vida como conhece e que em dez minutos, o familiar será estranho. O alarme não foi para mim, foi para milhares de pessoas que se localizam lá do outro lado do mundo. Enquanto eu escrevo, casas, prédios, carros, animais, pessoas, vidas, sonhos são levados pela força que veio das entranhas da terra e do útero do mar. Mas uma sirene tocou por aqui e me fez agradecer por morar no alto, no meio de uma placa tectônica e não ter conhecidos na Terra do Sol Nascente. Nessas horas eu amo mais o país do Carnaval...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Acabou-se o que era dolce!

E chega ao fim o Carnaval! Pelo menos para a maioria dos pobres mortais e com exceção de amigos que ainda tiram forças das profundezas do oceano em carnavios afora...
A semana que antecedeu a festança me surpreendeu. Teste até na sexta-feira! Dever cumprido, mesmo o placar estando zerado até o momento. O inferno astral me queimava e assim, me dei toda a licença poética de ir para minha Cidade Maravilhosa aproveitar a Festa da Carne.
Foram cinco dias de amigos, reencontros, blocos e mais blocos, marchinhas, fantasias, adereços, muito energético, andanças, risadas - quantas risadas! -, cansaço, inchaço, estardalhaço. Teve até bloco de celebridades!
A cidade estava uma zona. Os banheiros químicos o caos na Terra. O trânsito parado. As ruas exalavam o cheiro dos foliões. Multidões até altas horas da matina. E não é isso o Carnaval? O dia em que o Carnaval de rua for organizado, ele perderá sua autenticidade. Se queres organização, procure um resort. Ou alugue filmes. Leia livros. Ou fuja do continente. Carnaval é para se chutar o pau da barraca e levar a jaca para casa para pisoteá-la no dia seguinte. É para brincar de ser ridículo e não se importar ao ver as fotos ridículas, as roupas ridículas e os vídeos ridículos embarcados na mala. É fingir que pode tudo nesta vida que a gente não pode nada. A gente não pode comer em excesso, beber em excesso, falar muito alto, cantarolar na avenida, gritar o que quiser, dançar como quiser. Mas no Carnaval a gente pode. A gente deve.
Quando me mudei para São Paulo a cidade me fazia sentir pequena. Quando vou ao Rio, me sinto grande demais. Lá não precisa ter tudo... fazer tudo... basta ser alguma coisa, às vezes basta ser o que você quiser. É bom. Bom pra alma, bom pro coração.
Mas como essa fantasia não é eterna, agora começa o ano. Mas e já não havia começado? Voltei cheia de energia para a Selva de Pedra como uma fênix depois da quarta-feira de cinzas. Já tive um teste hoje. Outro amanhã. Nossas paredes já estão pintadas e a vida quase organizada.
Agora não tem pause. Feliz ano novo! De novo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

1,2,3 testando!

É...
Os dias estão seguindo um percurso inusitado para uma semana pré-carnavalesca...
Ontem fui avisada de um teste para uma marca de café carioca - foto -, o que já me alegrou para uma semana que prometia nada. Acordei no meio do caos de um apartamento com dois pintores e aproveitei para escapar dos jornais e sacos plásticos que protegem nossa vida da tinta branca e fui. À pé, como gosto, por ser pertinho. Ainda não chovia na capital. Rapidinho, voltei para casa, troquei o salto por uma sapatilha e fui resolver coisinhas idiotas, como comprar os puxadores que faltavam do meu armário, pagar a conta exorbitante do meu celular, buscar um short manchado na lavanderia e no supermercado para o leite, a banana, torrada e requeijão. Mas, no meio do caminho, lá veio ela! E com ela, ele: o guarda-chuva. Estou pegando uma birra imensa de guarda-chuvas, de como eles quebram... de como eles somem... do trânsito que causam nas calçadas... de como atrapalham a visão... de como molham o chão de casa quando chego ou a bolsa quando guardo.
Voltei, fiz meu almoço cheirando à tinta, e racionalizando que o apartamento seria demais para nós três, fugi para o Kinoplex e peguei a sessão das 14:40h de Bruna Surfistinha, afinal, o que eu tinha que fazer, já estava feito. O telefone tocou duas vezes ao longo do filme, mas Deborah Secco estava mandando muito bem e não atendi. Gostei do filme. 10.ooo acessos diários no blog ela tinha! Eu diria que estou um pouco longe da fama da ex-garota de programa... Ao sair e constatar um frio há muito tempo não visto na cidade, retornei as ligações. "Você consegue chegar num teste até às 18h?". Eram 16:45h. Voei para casa, troquei de roupa e conferi o endereço: Butantã. E nessa vida, pra tudo dá-se um jeito! Cheguei a tempo de ainda esperar para ser testada para a marca de cosméticos... "Hoje não tem cachê-teste e não perguntem o porquê!", dizia um aviso sobre o casting producer. Cheguei em casa molhada e já eram quase 21h. Fiz meu jantar.
Tem um teste que eu passo diariamente: o da paciência. Às vezes fico só editada, mas na maioria das vezes, eu passo. Se não passasse, lá já estaria eu, de roupa social fazendo happy hour no final do expediente dirigindo algum carro 1.4 e com os pés e sapatos secos...
Amanhã tenho mais um. Outra marca de cosmético. "Leve a cópia do seu DRT que tem cachê-teste!", me avisou esta agência que há pouco começou a me ligar.
Por esses dias já assisti o aclamado Sindicato de Ladrões e a sedução de Marilyn em Os Homens Preferem as Loiras. Assim, a semana já valeu a pena. A passagem para o Rio de Janeiro já está comprada mas o que eu quero mesmo, é que o Carnaval acabe e o meu ano comece pra valer!
Tenho ainda uma audaciosa to do list para 2011...
Boa noite! Boa quinta-feira!
Tá chegando, solteiros! Allah la ô ô uô ô uô! Mas que calor ô uô ô uô...

terça-feira, 1 de março de 2011

"Tem alguém me enchendo o saco. Acho que sou eu."

Não cobrem a minha presença, por favor. Se sumi, é porque não tinha o que contar. Se aparecesse, iria derramar toda a minha insatisfação, o meu desespero, o meu mau humor. E quanto mau humor! Tentei me alegrar, assisti a bons filmes, ouvi boas músicas, li alguma coisa, mas eu não tive um teste sequer em cinco dias úteis dessa última semana inútil. Minha esperança só se elevou na quinta-feira, com uma pré-aprovação por vídeo que me fez ficar editada entre três para um cartão de crédito. Não fui a sortuda. Se é que é sorte... Porque se a gente acredita que quando é para ser, será, a sorte não entra na jogada. Ou entra? O destino envolve sorte? Porque se envolver, não é destinado a ser... Ah, já sei! Pode ser que você seja destinado a ter sorte. Aí sim. É que não tenho tido muita nos últimos tempos... Cheguei a pensar no mundo corporativo. Cheguei a me enxergar vestida de roupa social fazendo happy hour após o expediente. Foram dias difíceis. O problema era comigo, será? Aí fiz uma cotação de casting com modelos e atrizes. Perguntei para booker de agência. Estava parado para todos. Menos mal. Aí, já prevendo a semana seguinte, anterior à maior festa brasileira, me mandei para as bandas do interior, sem dia certo para voltar. Mas, como sempre, planos foram desfeitos ao receber uma ligação no domingo à noite para um bom teste hoje, segunda-feira. Voltei à capital no ônibus das 8 da matina após parcas horas de sono por conta da entrega do Oscar. E mais gordinha, devido à comilança desnecessária do domingo. E foi uma segunda-feira de testar a paciência. Minha viagem se alongou por mais de cinco horas, a bateria do meu MP3 durou apenas duas e um assobio chato praticamente a estrada inteira. Fui recepcionada com uma chuva interminável e cheguei à solução matemática de que chuva + cabelo = terror para andarilhas como eu. Almocei algo perto de casa, tomei meu banho, peguei as coordenadas e às quatro e pouco chegava na produtora. O teste foi rápido, mas não fui bem. Não favoreci a câmera, eu acho que estava meio desconcentrada, irritada ou cansada ou tudo isso tudo junto. Mas valeu. Sempre tem que valer. Cachê-teste, guarda-chuva, trânsito. Entrei em casa e já estava escuro. Ainda chovendo. E a mala para ser desfeita e o jantar para ainda ser feito. Confesso não estar animada para o meu Carnaval, apesar de numerosas e incríveis companhias já agendadas para o Rio de Janeiro. Eu sei do que estou precisando. Mas infelizmente não depende só de mim... Mas vai passar. É tudo uma questão de tempo. Amanhã começamos a pintura do apartamento. E após o samba, chegam minha cama nova e minha sapateira. E aí não tem desculpa, porque dizem as más línguas que o ano começa mesmo é depois do carnaval. Boa noite chuvosa para você! Eu estou com tanta raiva dela que nem sei se vai ser possível aproveitá-la...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Hipocrisias à parte, eu quero mesmo!

"Na era das redes sociais, em que todos editam sua imagem idealizada que querem divulgar, a autenticidade apresentada por Amy [Winehouse], não levando tão a sério sua auto-imagem é digna de admiração. Tenho amigos que simplesmente não reconheço nas redes sociais, são pessoas distintas digital e pessoalmente. Verdadeiros ogros na vida real se transformam em pessoas interessantes. Posts sofrem verdadeiros trabalhos de edição, sempre comentários espirituosos e inteligentes, viva o Google, ninguém é totalmente ignorante com o Google por perto. Fotos são escolhidas a dedo e, por vezes, tratadas em sofisticados programas de edição, como Photoshop e companhia. Amigos são escolhidos por conveniência, nunca conversaram pessoalmente, mas são amigos virtuais. Comentários são rapidamente apagados se danificam em algum momento essa imagem positiva a ser divulgada.
São verdadeiros avatares, só não são azuis, como no belíssimo filme de James Cameron, porque preferem o amarelo dourado das sessões de bronzeamento artificial. Tudo é transformado e editado para agradar o público. Público e privado se misturam de forma avassaladora. Corpos e mentes são modulados para atender a uma demanda, que eu ainda não entendi bem de onde veio. Peitos e bundas são cirurgicamente instalados, como se fossem acessórios de beleza. Tudo é possível esteticamente, basta ter o dinheiro e a disposição de fazê-lo.
Na minha vida eu quero mais Amy Winehouses e menos Madonnas. Quero mais autenticidade e menos avatares. Quero mais bebedeiras e menos baboseiras. Quero mais conversas e menos mensagens. Quero mais presença e menos lembrança. Quero mais encontros e menos chats. Quero rir dos tombos da vida e não dos vídeos mais vistos no YouTube. Quero mais amigos e menos conhecidos. Amy! Amy! Amy! Quero uma vida menos editada
." (por Cacá Fernandes na Revista Sax, fev. 2011)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Good Day (Jewel)


I say to myself: Self, why are you awake again?
It's one a.m.
Standing with the fridge wide open, staring
Such a sight, florescent light
The stars are bright
Might make a wish, if I believed in that shit but
As it is, I might watch TV
'Cause it's nice to see people more messed up than me
I say to myself, as I smile at the wall,
Just let myself fall
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait and see
It's gonna be OK, cause I'm OK with me
It's gonna be, it's gonna be, it's gotta be
I shiver, shut the door
Can't think standing here no more
I'm alone, my mind's racing, heart breaking
Can you be everything I need you to be?
Can you protect me like a daughter?
Can you love me like a father?
Can you drink me like water?
Say I'm like the desert,
Just way hotter...
The point of it all
Is that if I should fall
Still you're name I'll call
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait and see
It's gonna be OK, cause I'm OK with me
It's gonna be, it's gonna be
As long as we laugh out loud
Laugh like we're mad
'Cause this crazy, mixed up beauty is all that we have
Because what's love but an itch we can't scratch,
A joke we can't catch
God, but still we laugh
Get back in bed, turn off the TV
You say "It'll be alright baby, just wait and see."
It's gonna be all right, it's gonna be okay
It's gonna be all right, just wait and see
It's gonna be all right, no matter what they say
It's gonna be a good day, just wait, just see
It's gonna be okay, cause I'm okay with me
It's gonna be, it's gonna be, it's gonna be OK...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ócio

Segunda-feira chuvosa. Ociosa.
Meu telefone não tocou hoje nem para hoje. Estou agora deitada no colchão no chão da sala quebrando a cabeça para buscar soluções. Não encontrei nenhuma. Meus olhos se voltam para o céu a cada instante e as lágrimas de São Pedro não param de cair. Não há nada na tv e pode ser que em breve eu leia algumas páginas do meu livro e me aborreça logo em seguida. Tem dias em que nada parece animador...
Busco na minha playlist músicas nostálgicas que de alguma maneira me remetem a tempos e pessoas que na verdade eu nem deveria querer pensar em lembrar...
Cabeça vazia. Coração vazio. Agenda vazia. Bolso vazio. Existe combinação mais desastrosa para um começo de semana?

Fama

Não sou famosa, ninguém sabe meu nome, não estou rica e muito menos "feita". Ainda. Mas fatos engraçados e olhos curiosos já começam a fazer parte do meu dia-a-dia...
Semana passada. Acabava de entrar numa festa e caminhando pela multidão que se espremia no escuro ao som de um badalado DJ internacional, cruzo pela pista de dança com um cara que me olha diferente, como se me conhecesse. Dei um sorriso de canto de boca e quando já desviava o olhar, ele me pergunta: "Você não é a garota do sorriso Colgate?". Eu, pouco sem graça, disse que sim. Mas pensei "Será que o conheço? Talvez o tenha no Facebook... Talvez ele seja amigo de algum amigo...". E perguntei: "Você é...?". Ele: "Não, ninguém, me chamo Wesley." Ok, prazer, Wesley! E a noite continuou. "Não aguento mais te ver!", me falou no ouvido uma amiga... "Já escovou seus dentes hoje?", disse outro, simulando um scanner no meu sorriso - essa é de praxe! Também já começo a sentir um tratamento um pouco mais diferenciado daqueles que até então achavam que eu era mais uma, que não era grande coisa, enfim... O que a televisão não faz com a cabeça das pessoas, hã?
Hoje. Após garantir meu ingresso para o indicado ao Oscar 127 Horas, horas antes da sessão das 21:40h, fui ao banheiro e enquanto fazia o que tinha que fazer, escutava duas meninas que lavavam as mãos comentando sobre a reforma do banheiro do Kinoplex. Uma disse: "Nossa! Essa porta ficou linda!" e a amiga retrucou: "Nossa, ficou mesmo! Nossa! Já viu aquela propaganda, da menina que fala "Nossa!"?". A outra perguntou qual. "Aquela da Colgate, que o dentista pergunta se ela usou Colgate Total 12 e ela diz "nossa!" para os dentes brancos..."... Eu queria morrer de rir... Abri a porta, dei de cara com uma delas, mas acho que ela não me reconheceu... aí seria muita coincidência. Saí rindo do banheiro.
Fazendo minha unha pela segunda vez com a nova manicure que substituiu a minha preferida que abandonou o salão. Ela olha pra mim e diz: "Você é a cara da moça da propaganda do Walmart...". Sou eu, esclareci. Ela: "Eu sabia! Falei pro meu marido, mas ele não acreditou...".
Minha depiladora: "Ahhhhh, Stella, eu te vi! Estava na esteira da academia e de repente começou sua propaganda e eu dei um grito e contei para todos que você era minha cliente... Minha tia perguntou porquê eu ainda não pedi seu autógrafo!...".
Minha vó. Almoçávamos numa quarta-feira atípica quando tive de retornar para o interior e lágrimas vieram aos seus olhos dizendo que era muito bom ver "gente assim, da família" na televisão, dando certo... Pedi de presente a pintura do meu apartamento, ou uma parcela da cama que pretendo comprar e ela respondeu: "Como não tem dinheiro? Tá lá na televisão toda hora...". Não é bem assim, Vó... Aliás, não é nada assim...
Mas que é bom é. E engraçado então, nem se fala...
Mas dá-lhe pimenta, coquetel sete ervas e banho de sal grosso! Tem muito olho gordo querendo emagrecer por aí! Eu, hein!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

14 de fevereiro

Começou o dia como um outro qualquer.
Em tempos frenéticos, não olhamos no calendário, apenas para o relógio e seu tic-tac infalível das curtas 24 horas.
Fiz as unhas pela manhã, me irritei (mentalmente) com a manicure que não respondeu aos meus caprichos da francesinha, fiz meu almoço, meu aquecimento dos músculos faciais, me arrumei e fui ao teste de sabonete, já munida do Blackberry carregado, um livro à tiracolo e meu MP3 devidamente preenchido e com a pretensão de dar muitos sorrisos para a câmera. Os caminhos para as produtoras já começam a se repetir e já estou familiarizada sobre qual ônibus pegar, onde é o banheiro, se costuma demorar ou não... E o papel, chutem mais uma vez? E lá estavam dezenas de crianças, igualmente esperando... mas correndo... desenhando... suando... Quando entravam para a maquilagem, precisavam ter seus cabelos arrumados pelo secador. E lá se foram quatro horas de cadeira... Entrei no estúdio. Assisti à primeira mãe fazer seu teste com o garotinho que provavelmente será escolhido. Foi um bom teste. Minha vez. "O que é ser mãe para você?", tive que responder. Eu realmente não sabia o que dizer. Falei, falei, talvez muito bem pronunciado, com boa dicção, mas pouca profundidade. Isso é tão complexo para dizer de pronto em frente a uma câmera e ainda ser avaliada por isso... Não sei porquê mas disse que conforme o tempo foi passando, fui crescendo e aprendendo e hoje já me visualizo no papel de mãe, inimaginado dois anos atrás, pois ser mãe é ter o que ensinar e saber amar, é ensinar a amar, é ser um poço de paciência, é ensinar a vida e o que é a vida senão o amor? Confesso que minha primeira frase foi: "Como mãe, hoje eu sou uma ótima filha.". Não fiz um bom teste, meu filho egoísta e independente que não soltava Pablo, o Pinguim também não cooperou. "Você então tem o sonho de ser mãe?", me perguntou a diretora. "Sim.". Tenho?
Ao preencher o pré-contrato, tinha o espaço para a data. "Que dia é hoje?", perguntei, achando que já caminhávamos lá pelo dia 17... "14". 14 de fevereiro. Hoje completaram-se 17 anos da morte de meu pai. E eu não tinha me dado conta até o fim da tarde... Que medo das já poucas lembranças se perderem... Que medo de os dias 14 de fevereiro se tornarem iguais aos 2,3,4, ou 27... Não levei flores a sua sepultura. Não entrei em nenhuma igreja.
Voltei para casa e já passavam das sete mas ainda assim tive forças de subir para o parque, lotado com o horário e o calor de verão.
Ao chegar cansada, fiz meu jantar com o último tomate, a última cebola e o último filé de peixe da geladeira, tomei meu banho normal seguido de um banho de sal grosso - o primeiro do ano que já julgava muito necessário - e arrumei um modo, vulgar até, de me conectar ao meu pai. Baixei a música "Só chamei porque te amo", de Gilberto Gil, que ele costumava lindamente tocar para mim no violão, a escutei repetidas vezes, derrubei algumas lágrimas pensando nos olhos que não poderiam estar inchados para o teste de amanhã cedo, postei uma foto antiga dele e suas três flores no Facebook e compartilhei minha saudade numa rede social. A saudade é um bicho doído, não?
Afinal... o que é a saudade? O que é ser mãe? O que é ser pai?
Estou ainda a algumas léguas de descobrir, mas muito perto de declarar: eu amo meu pai e eu amo minha mãe: suas lembranças, suas vigências, seus erros, seus acertos e suas imagens e sinto infinitas saudades: dela lá em Ribeirão, dele onde quer que esteja...
O dia não acabou como um outro qualquer...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nova Coleção Outono/Inverno Lojas Esplanada

Testando a paciência

Jó, por favor, me empreste um pouco da sua paciência?
Ontem pela manhã fui avisada sobre um teste relâmpago para um banco. Foto. E testes para bancos são sempre os com as pessoas mais bonitas e os melhores cachês! Apesar de pouco longe, apenas algumas fotos aqui, outras ali e em meia hora já estava liberada. O calor matando... o trânsito idem... mas não deixei meu querido Ibirapuera de lado no fim do dia.
Hoje. Com a programação na cabeça, esquematizei perfeitamente minha tarde para pipocar em dois testes. Baseada em distância e importância econômica, me dirigi primeiro ao do absorvente europeu em Perdizes, calculando que até às 19h já estaria no outro de um famoso restaurante na Vila Leopoldina após tomar um táxi que demoraria 18 minutos segundo o Google Maps, minutos estes que o cachê-teste do segundo pagaria. Doce engano... O traje do primeiro era "uma roupa fresca como se estivesse fazendo compras em Paris". A mulherada agradeceu! Após uma hora e meia sentada no Lapa-Socorro ("socorro, que calor!", eu pensava), com o vestido mais leve e mais floral, eu era a número 69 às 15:15h enquanto a fila estava ainda no 44. Saí do estúdio só às 19h, depois de saborear algumas páginas de um livro, fuçar no Facebook, ouvir a conversa daquelas mulheres de 30 já recém-separadas, reclamar um pouco, colocar na balança se teria mais sorte no segundo teste que provavelmente perderia, ver uma ex-BBB quase renegando o título de ex-BBB após receber o "te conheço de algum lugar...", retocar a maquilagem pelo menos três vezes, nos aglomerarmos quando a chuva despencou sobre nossas cabeças, dar dicas sobre castings a uma diretora de escola que caiu de gaito nessa história, me irritar com a número 72 que, misteriosamente, entrou antes da 68 e pensar se é realmente isso que eu quero da minha vida. Tivemos tempo para muita coisa! Mas, o prêmio de Jó hoje foi para o namorado de uma das modelos, que ficou sentadinho quietinho durante toda a tarde. Quando saí de lá, agradeci, pois algumas ainda carregavam claquetes com números de três dígitos... Haja paciência!
A princípio eu iria para o interior resolver alguns trâmites burocráticos, mas graças a Deus a agenda já está preenchida com testes para segunda e terça-feira e tive que cancelar a viagem ainda sem data definida. É isso o que quero da minha vida.
Sexta-feira em casa, pensando na vida e na renúncia de Mubarak... E espero que Jó pense com muito carinho na minha proposta...
Bom final de semana!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mas que calor é esse?

Descobri que o culpado não é o sistema - ele tem lá suas vantagens... Não é o aquecimento global porque ele sempre existiu... Não é a pós-TPM porque essa expressão nunca existiu... Não era a segunda-feira porque hoje é quarta. É o calor. Está demais!
Por exemplo, agora, não sei o que é menos pior: o laptop quente no meu colo ou o laptop quente sobre uma almofada igualmente quente sobre o meu colo. A resposta correta seria: o laptop sobre a mesa, mas aí teria de fugir dos meus costumes e à meia-noite e 47 não é hora para isso... Minha tradição diz que escrevo no meu blog sempre depois da meia-noite, com ele no meu colo, deitada na minha cama e ponto final.
Mas é sempre assim... quando chove demais, tenho vontade de esganar São Pedro. No frio, quero chorar e nunca acordar. Se vivêssemos em amenos e constantes 25 graus, a vida seria fácil, não?!
Queria ter escrito ontem, mas a noite foi por demais movimentada...
Terça-feira. Após cumprir pequenas tarefas domésticas que ninguém possa para mim resolver, me arrumei para um teste. Com o sol a pino às 15h e tanto, fiquei quarenta minutos sob ele à espera do ônibus que me conduziria até Santo Amaro. Não tem ônibus que eu odeie mais do que o Terminal Capelinha... Sabendo que não teria cachê-teste, pegar um táxi era inviável. Aí, ao calcular e chegar ao resultado de que ultrapassaria o horário limite, avisei a agência e comprei o ingresso de Cisne Negro que começaria em vinte minutos. Com certeza o filme valeria o meu dia. E como valeu!
Não sei se estou vendo poucos filmes nos últimos tempos ou se a safra estava realmente ruim, mas fazia tempo que um filme não mexia comigo como esse. Saí atordoada da sala escura do Kinoplex mas ainda era dia, um arrepio percorria todo o meu corpo e quase fui atropelada no caminho de casa. Não estou fazendo drama, mas demorei uma hora e meia para digerir a história, para admirar numa inveja quase mortal a certa vencedora do Oscar, para aplaudir o final. Logo em seguida postei no Facebook: "Papai do Ceú, quando eu crescer gostaria de ser igual à Natalie Portman. Obrigada. Amém.". Vale a pena! Perfeição! - esse comentário apenas quem assistir vai entender... Dei algumas inspiradas voltas no Ibirapuera logo depois...
O telefone tocou, no entanto, sem grandes novidades palpáveis. Comprei um novo caderninho de anotações que me acompanhará nos mais diversos endereços que o Google Maps me aponta nesta cidade louca, após rasgar a última folha do que me acompanhou por 2009 e 2010. Ele ainda está intacto. Mas, cabeça erguida e "bora lá"!
A semana se aproxima do fim... e meu final de semana sempre começa na quinta-feira.
Boa noite e hidrate-se!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

WALMART "PREÇO BAIXO TODO DIA!"

Irritação

Levantei da cama e fui de poucas palavras com a rommie. Mau sinal.
Até cheguei a compartilhar minha angústia no Facebook, não sabendo se minha irritação era culpa dos termômetros, da segunda-feira, da pós-TPM, do sistema ou do aquecimento global. Recebi respostas simpáticas, como um culpando a segunda-feira e a feliz parte da história é que a próxima seria só daqui a seis dias... ou uma amiga que em breve se afogaria num pote de sorvete... ou simplesmente aquelas frases caridosas, como "se você estivesse aqui, iríamos dar um mergulho no Arpoador"... Mas, como não estava lá, enfrentei minha batalha do dia por aqui mesmo.
A princípio, deveres burocráticos... Descobri que é mais barato eu ir até Ribeirão Preto do que emitir uma Procuração Pública para uma assinatura de venda de imóvel. Arrepiei com duas blusinhas de suplex brancas que teimam em manchar se lavadas na máquina ao preço de 5 reais cada na lavanderia mais simples do bairro. Pagamento de aluguel e condomínio - não preciso nem dizer... e enquanto isso, suando. Sem nenhuma proteína na geladeira nem tempo de ir às compras, comprei dois filés de Merluza para garantir almoço e jantar a 3 reais cada na peixaria da esquina. Pagaria metade no supermercado mais próximo... e enquanto isso, além de suando, quase chorando pela falta de trabalho. Já faz algum tempo que nada entra na carteira... o movimento é de escoamento. Desesperador. E muito calor. Não tinha como os ânimos estarem num nível acima do mar...
Fiz meu almoço e me rendi aos telefonemas de uma agência que me ligava desde o ano passado. Depois de enfrentar certo trânsito, tive a feliz notícia do meu dia: meu vídeo do Walmart pipocando no meu e-mail! Assim, já repassei a quem interessa e agora é esperar. Esperar... o ruim de quando se espera é que se gasta na espera. A espera não é barata.
Mas postei o vídeo no Youtube, vesti minha roupa de ginástica, achei mais uma música ótima para a minha playlist e fui desbravar o parque, já no cair do dia... tomei chuva, lavei a alma.
Talvez fosse o calor a resposta a minha inquietação compartilhada na rede social. Talvez.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A primeira semana

Ainda estou sofrendo de uma mudança de fuso que na realidade não existe. A primeira semana de São Paulo foi confusa, surpreendente, ora cheia ora vazia, ora cheia de vazio. Trabalhar com hipóteses é difícil e a ansiedade e o medo teimam em querer dominar o que aparentemente se mostra tranquilo e linear. Será que eu sigo mesmo uma linha? Ou devo fazer o zig-zag?
Meu teste quarta-feira me fez lembrar o quanto eu quero tudo isso e o quanto meu sonho é possível. Eu sonho acordada. Mas às vezes tentações e angústias querem me colocar em um sono profundo e fico no limbo da profissão.
Não sei se são problemáticos ou se invento problemas, mas os obstáculos que tanto machucam são necessários. Não sei se tem um paraíso me esperando e o inferno é aqui ou se viver é tudo isso. Sim, eu sei que viver é tudo isso. É que às vezes ter dúvidas parece mais romântico do que ter certeza...
Quando tudo é uma questão de tempo, o agora deve ser tão rico quanto o futuro, pois não existem escalas, não existem fórmulas prontas nem personagens fictícios. E neste meu roteiro não-Hollywoodiano, tem sorriso, tem gargalhada, tem lágrima, tem apatia e às vezes não tem nada. O que será que será...? E quando será? O que tiver que ser, será.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Retomando a rotina


E já na segunda-feira recebo a ligação para o primeiro teste do ano para apresentadora de site de uma grande marca de cosméticos!
Assim, hoje me levantei às 7 da manhã para estar no horário pré-determinado em Perdizes com dois textos na ponta da língua... Dever cumprido, um cachê teste na mão e que delícia estar de volta!
Também estive hoje, pela primeira e muito aguardada vez, na São Paulo Fashion Week! Não pude assistir a desfiles sentada na primeira - nem na última - fileira, mas percorri toda a Bienal e dei de cara com Erika Palomino, Pedro Andrade, Sarah Oliveira, o carinha do Restart, Geisy Arruda... foi no mínimo engraçado.
Amanhã gravo meu registro de vídeo para ninguém mais, ninguém menos que Globo.
Aliás, deixe-me ir ensaiar meu monólogo retirado de Sex And The City, quando Carrie Bradshaw se arrepende de ter ido a Paris com o russo Alexander Petroski...
A semana já valeu a pena - e está apenas na metade!
Boa noite!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Recomeçando...

Devido à distância, São Paulo fez 457 e eu nem comemorei... Mas prometo celebrar cada dia a partir de hoje, pois finalmente cheguei à capital!
O ano é novo e munida de novas armas, continuo perseguindo o sonho velho. Ao pisar em solos paulistanos um mundo novo de possibilidades se abriu para mim. A começar pelo pensamento positivo, esse mundo pode ser meu muito em breve...
O Walmart estreou! Não consegui assistir à propaganda inteira ainda, mas já gostei do que vi. Empresa nobre, horários nobres, canais nobres, nobres 30 segundos. Não tenho do que reclamar! Já estamos dando o que falar com os concorrentes...
Ontem finalizamos mais um ciclo: o das formaturas. Tudo bem que faltam mais quatro anos para a verdadeira última amiga da turma pegar seu diploma, mas isso devido a acidentes de percurso. Os 25 anos já estão nos estapeando e os planos carreira e casamento estão cada vez mais consistentes. Não vi ninguém ainda com planos alternativos. E para esses tipos de planos, não existem atalhos.
31 de janeiro. 31 dias de família, certo ócio e muita paciência. Foi-se o primeiro mês de um ano que promete!
Agora é que meu ano definitivamente começou. Não tem mais como nem para onde fugir!
Tenha uma ótima semana!
E parabéns atrasado, São Paulo! Quantas saudades de você...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Beleza X Inteligência

O assunto me perseguiu por três dias consecutivos e não tive como escapar! A folga do blog já estava automaticamente decretada pela falta de inspiração e grandes novidades, mas o GNT me fez sentar na frente do meu amado laptop...
Assitindo agora ao Saia Justa - considerado um falatório de blas blas blas sem muito conteúdo pelos mais desavisados - me deparei mais uma vez com a discussão: o que é mais fácil? um(a) parceiro (a) bonito(a) ou um parceiro(a) inteligente?
Ontem, sentadas numa mesa de um restaurante japonês, três amigas na faixa de seus 25 anos discutiam o título de um livro previamente indicado por uma delas: Porque os Homens Amam as Mulheres Poderosas. Ela também não havia lido, deu apenas uma olhadela na leitura da irmã mais nova e não conseguiu explicar o título refutado efusivamente (o pleonasmo aqui é proposital!) pelas outras duas companheiras. Os homens não gostam das mulheres poderosas. Os homens temem as mulheres poderosas! Claro que quando digo "os homens" acabo por me utilizar de uma generalização, afinal de contas, exceções existem - acredite!
Três dias atrás, escutei de um amigo - na verdade li, porque se tratava de um bate-papo por Facebook - que eu assusto os homens. E isso não me era novidade. Escuto isso da boca de amigos - amigos do sexo masculino, veja bem! - desde adolescente. Que fique bem claro aqui que não me entitulo poderosa, sabe-se lá qual a definição de "poder", mas talvez a queridinha dos professores, titular do time de vôlei do colégio e ganhadora duas vezes do concurso de análise crítica assustasse sim aqueles meninos bobos de treze ou catorze anos ainda na fase do estirão. Mas, procurando um diferente parecer, pedi um esclarecimento a ele. A resposta: "escrevendo difícil desse jeito...". É aí quando a qualidade vira defeito.
E agora assisti a Monica Waldvogel, Christine Fernandes, Teté Ribeiro e Leo Jaime discutindo sobre o tema da beleza e inteligência. A conclusão: a inteligência é afrodisíaca a mulher, que vê a beleza do parceiro mais como um perigo de infidelidade do que garantia de estabilidade, enquanto o homem se assusta com o poder feminino ao visualizar-se destronado num futuro breve, preferindo as bonitas e não tão poderosas assim... Um psicólogo afirmou que só o fato de o homem estar apaixonado já é um problema, e se a mulher for linda e poderosa ainda, "aí mata o cara".
"O homem abomina tagarelas. Garota caladinha ele adora", já cantou a bruxa Úrsula para a indefesa Ariel em A Pequena Sereia. Ter opinião - bem fundamentada, por favor! - hoje, num mundo dominado pela massificação e pela inércia onde quem reina é o senso comum, pode ser um veneno! Mas... um veneno para quem?
Me desculpe mas eu continuo escrevendo e falando difícil mesmo, porque acredito que meu veneno selecionará naturalmente os merecedores para um bom papo, uma boa amizade e sejá lá o que mais vier. Se você se assustou em algum momento, eu sinto muito e chamo o próximo.
Claro que cada um faz o que bem entende, a liberdade de ação é inerente ao ser humano, mas não vou fingir ser a princesa meiga e devota, ou uma garota tranquila e paciente, ou aquela que acha que tudo está bom e abaixa a cabeça para agradar um ou outro.
"Dizer pra mim que eu gosto mais de mim. Que eu sou assim. E não tem jeito!", também cantarolou Martinália. Não tenho culpa se sei soletrar e-x-c-e-ç-ã-o, se conheço o sinônimo de pleonasmo, se gosto de Edizione ou li Madame Bovary...
Colocando a discussão em pratos limpos, ninguém aqui vai ter que me engolir, porque os naturalmente selecionados degustarão minhas características - sendo elas qualidades ou defeitos, são simplesmente características e me acalmo por sabe que todos nós as temos...
E assim se explica o sucesso das piriguetes! É melhor rebolar e dar risada. É mais simples. É mais prático. Eles preferem... Talvez eu devesse ler o livro e descobrir quais homens gostam das mulheres poderosas, porque olha, tá difícil de encontrar...
Ainda acreditando nos preceitos de Darwin, fica aqui o desabafo.
Boa noite!

domingo, 23 de janeiro de 2011

O vinho

Houve uma época em que, unespiana que ainda era, 4 reais eram suficientes nas "dinâmicas de sociabilização noturna" do Diretório Acadêmico para beber quatro copos de vinho e dançar Pescador de Ilusões - ou, me recordo bem de uma noite regada a Justin Timberlake, Britney Spears e Pussycat Dolls, a contragosto de todos os ditos revolucionários do ensino superior público que dançaram - até o amanhecer. O vinho, armazenado em garrafas de 5L, era cuidadosamente servido em copos plásticos com pedras de gelo e se espalhava pelas mãos do barman - geralmente próprios estudantes - e pelo chão do bar... Se tratava da safra especial daquela vinícola famosíssima no Brasil chamada Sang di Boá. Eu não reclamava. Preferia o vinho à Antarctica quente das cervejadas. Anos da primeira década do segundo milênio...
Com o passar dos anos, meu gosto por vinho veio se aprimorando, pois como já disse o sábio, depois que você experimenta o filé mignon, o coxão duro fica difícil de descer... Assim, hoje posso dizer aos mais leigos que a uva primitiva me fascina, especialmente se na garrafa do Primitivo ou Edizione (dentre suas demais uvas, claro). Ao querer bancar a sabichona, posso me gabar de adorar o australiano Elderton, degustado apenas duas vezes, mas o suficiente para se enquadrar no TOP 5. Encho a boca para dizer que adoro a portuguesa Alicante Bouschet, nome que demorei um jantar inteiro para decorar relacionando-a a alicate e bucha de banho, seja lá qual for a relação... Já Brunello di Montalcino faz parte da minha história, pois ao começarmos a ensaiar a saga da italianada em Porca Miséria, pedi ao meu "mentor" uma garrafa - vazia - de um vinho italiano caro para se contrapor à miséria da família endividada, se é que alguém da plateia entendeu a piada - ou pelo menos conseguiu ler o rótulo... A garrafa era preenchida com Tang sabor uva ou Fanta Uva, e durante uma discussão em família, eu, Miquelina Buongermino, virava umas boas 5 taças do "Brunello di Montalcino"... E, religiosamente, sempre alguém vinha me perguntar ao findar do espetáculo se aquilo era vinho de verdade. Não custava dizer que era. Coisas do teatro...
Hoje aprendi mais duas uvas tipicamente portuguesas: touriga nacional e... e... alguma coisa "eira". Esqueci. Mas já é o suficiente para me gabar numa mesa com algum (a) acompanhante que igualmente tente bancar o (a) entendido (a). Ao retornar do Chile, trouxe por indicação quatro garrafas de Casillero del Diablo, achando que estava abafando! Ao perguntar para meu "mentor" sobre sua qualidade, ele disse: "É muito bom. Para temperar carne.". Fiz-me escarlate, dei risada e te digo ainda que tomei o vinho alguns dias depois e ainda fui muito elogiada pela escolha. Mas essa história de cheirar rolha... olha... confesso que não seria capaz de bater de frente com o sommelier dizendo que o vinho estivesse passado. Eu ainda me atenho aos preços da carta de vinhos na hora de pedir um...
Já estou beirando meus 25 anos então posso declarar - especialmente porque este é o MEU blog - que um paquera, certa vez, tentou me agradar ao servir comida japonesa e um cabernet sauvignon depois de eu dizer que adorava ambos... Adoro, sim, mas não juntos! Na hora a crítica coçou bem na ponta da minha língua, pois quem conhece um mínimo sobre vinhos, sabe que não se serve tinto com peixes, muito menos, com peixe cru! Meu "mentor" se contorceu à la Exorcista com tal relato... Mas, críticas enololíticas à parte, o paquera mereceu todo o crédito, pois o jantar acabou sendo uma delícia, o filme que se seguiu idem e o café da manhã a mesma coisa...
Saber sobre vinhos é uma coisa. Conhecer alguns é outra. Portanto, já peço licença poética aos enólogos caso tenha cometido algum erro no meu relato de aprendiz - que provavelmente tenha sido cometido -, mas que alguém que entenda de vinhos e possa me oferecer algum que não Le Chapé, me brilha os olhos...
Cada um bebe de acordo com suas possibilidades e paladar, claro. Mas por favor não me venha dizendo que Salton é champagne nem se vangloriando por beber um Periquita. O Sang di Boá já foi minha bebida dos deuses... Mas com dois anos com diploma no armário, infelizmente meu lado dionisíaco (ou à la Baco, não sei qual mitologia te satisfaz...) tem evoluído a ponto de poder dizer que nem sempre o preço tem a ver com a delícia dentro da taça. Nem sempre... mas quase sempre tem. É o que diz minha vasta experiência com vinhos. E como enóloga, eu sou uma ótima atriz!
PS: Trincadeira! Era esta a "eira" que eu tentava me lembrar...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nicest Thing (Kate Nash)


All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something
I wish I was your favourite girl
I wish you thought I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favourite kind of smile
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand
When I was upset
I wish you'd never forget
The look on my face when we first met
I wish you had a favourite beauty spot
That you loved secretly
'Cause it was on a hidden bit
That nobody else could see
Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars,
Actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep
Look, all I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish that we could see if we could be something
Yeah I wish that we could see if we could be something...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

The Facebook

Muito tempo atrás, escrevia-se cartas de amor, crianças brincavam nas ruas, meninas fantasiavam realidades com as Barbies, garotos jogavam bola, corriam com "Mamãe-da-Rua", trocavam olhares com a Mariana, com a Paula, com a Julia... cartões de Natal eram enviados por Correio, batia-se na porta de amigos, tocava-se o telefone, escrevia-se diários... Era tudo muito real e palpável.
Hoje a sociedade se traduz em redes virtuais. E leva-se Globos de Ouro por isso. Minha geração cresceu na era da internet e uma baita confusão às vezes domina meu ainda romântico pensamento... Hoje não se toca mais, se "cutuca". Não se revela fotos, as adiciona ao "álbum". Não se elogia mais, se "curte". Não se conversa mais, se deixa um "post" no "mural"...
Hoje eu acordo e a primeira coisa que faço é verificar o Facebook, o que acontece repetidas vezes ao longo de minhas-suas-nossas já curtas 24h, e por isso ele vale 50 bilhões de dólares. Mark Zuckerberg é o bilionário mais jovem da história e agradeço a ele a criação da rede social que solidificou de vez a nossa inabilidade de interagir com as outras pessoas. Criou-se uma droga anti-social que desbancou o Orkut, o MySpace, MSN, até o SMS, as lembranças do ICQ... as cartinhas então, nem se fala...
No mundo do limite de caracteres, hoje é tudo virtual e impalpável. E não estou reclamando. Só tenho medo de que avatares nos substituam num futuro próximo enquanto nossos corpos verdadeiros fiquem em casa no mais absoluto sedentarismo conectados a uma nova rede social, quando a decisão entre ser, querer e fazer se traduza num simples toque na tela e as lembranças se tornem arquivos em pastas esquecidas que podem rapidamente ir para a lixeira...

Sort Of Revolution (Fink)


We've come so far, it feels so real
All this time, that we've waited for it
And who we are, and where we're going to
All this time, preparing for it
umh, come so far
umh, come so far
So let me know when we get there, if we get there
Let me know when we get there, if we get there
In the dark it, feels so, real
And all this time, we've been sleeping on it
And who we are, and what we're going, through
All this time, spent saving for it
umh, come so far
umh, come so far yeah
So just let me know when we get there, if we get there
Let me know when we get there, if we get there
Come so far, there's no going back
All this time, we've been running from it
And where we are , and where we're going to
We'll organise a sort of revolution...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Posso me achar um pouquinho?

Hoje descobriu-se que traumas na infância podem criar monstros na idade adulta. Clara revelou-se a nova assassina de Silvio de Abreu e isso para mim é a mesma coisa que nada, já que, durante meses, eu não assisti a um capítulo inteiro sequer de Passione. Mas, acompanhando a família e esparramada no sofá como não de costume em plena sexta-feira, me assisti pela primeira vez na Globo em horário nobre - o mais nobre de todos: no capítulo final da novela das 9. A audiência andou pelos 52 pontos no IBOPE com picos de 58, significando que, a cada dez televisores ligados Brasil afora, 7 estavam sintonizados em Passione. Subtraindo os alguns que mudam de canal para evitar os chatos e repetitivos comerciais, eu diria que uma boa parcela da população brasileira me assitiu hoje à noite escovando os dentes e declarando minha surpresa expressa pelo já batido "Nossa!". Mas hoje eu gostei de ver! Um segundo depois o telefone já tocou, uma mensagem pipocou no meu querido Blackberry e uma pontinha de orgulho aflorou em minha mãe, que assistia eletrizada às últimas peripécias da italianada macarrônica...
E não entendo porquê em todo final de novela tantos casais são formados... até as crianças arrumam parceiros! Como se uma menina de dez anos de idade precisasse de namoradinho para ser feliz! Não me lembro em qual, mas já teve até casamento de cachorro! Como se, para ser feliz, precisasse estar acompanhado. A solidão pode ser muito feliz sim! Para os bem-resolvidos. Para os menos carentes. Para os recém-solteiros. Para os eternos solteiros. Para os cheios de amigos... Quer dizer que... se no final dá tudo certo... no final a gente sempre fica com alguém? O que adianta ficar junto no final se sozinha no durante?
Enfim... Finais de novela são sempre muito equivocados, mas fiquei feliz por me ver, mesmo que fora do elenco global, e por ver uma amiga encabeçando o elenco de apoio nos créditos no final. Não sei se nosso passe duplicará, mas que dá um baita orgulho, dá!
Perdeu? Amanhã tem reprise. Final de novela da Globo dá esse gostinho... Mas nem tudo na vida tem replay e por isso eu optei por continuar meus registros no meu querido blog... Tem muita memória e muita sensação aqui que eu não quero perder!
Bom final de semana!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Primeiro perdão do ano

Desculpem-se pela minha displisciência! Tenho andado ausente pela falta de novidades profissionais. Na vida pessoal teria alguns bons episódios para contar, mas a polícia ronda o mundo virtual e é sempre bom evitar os olhos mais obesos, já que pretendo começar este ano do jeito mais light possível.
Este mês me retirei da capital por motivos que agora não vêm ao caso. Motivos por ora maiores, eu diria. Mas fiquem tranquilos, está tudo mais do que certo! Me preocupa o fato de estar fora do mercado em janeiro, mas considero-me ainda de férias porque, a partir do início de fevereiro, quero ligar minha turbina e decolar para além da estratosfera e é aí onde ninguém mais me segura!
Mas o ano novo começa com grandes e velhas tragédias para alguns de nossos compatriotas. A chuva e a terra despencam em forma de cascata e levam vidas, e levam sonhos, e levam a paz deixando em seu lugar, o desespero. Se culpa do homem, da natureza, dos deuses ou de Satanás, o mínimo que posso fazer, além de acompanhar o espetaculoso contar dos números, é rezar pelos mortos e pelos vivos que restaram. Ó vida, ó céus!
Mas é e sempre foi assim... os tombos servem para ralarmos o joelho, cicatrizarmos a ferida e andar pomposos novamente. Sempre será assim. Se não fosse, nosso planeta não chamaria Terra e sim Paraíso.
Fora isso, ando cogitando a possibilidade de desligar o blog. Acho que as coisas se complicarão daqui para frente e nem nome aos bois poderei dar mais. Quando a brincadeira fica séria, as palavras se tornam provas apesar de também entretenimento. Não fiz uma faculdade que me ensinasse a acobertar as verdades, e livro aberto que sou, será uma tarefa árdua mascarar personagens e esconder conquistas. Não sei mais até que ponto o blog vale a pena... Talvez volte ao meu diário, escrito à mão - para treinar a caligrafia que já caiu em desuso - e guardado embaixo do colchão... Peço opiniões. Alguém as tem? Este pequeno relato da vida real lhes faria falta?
No aguardo, um beijo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011


2011

E foi como tinha que ser! Não vou gastar seus olhos para declarar meu amor por Punta del Este - apesar de aquele paraíso ser merecedor de longa-metragem...
Entrei 2011 como queria estar: em excelente companhia, com boa música, embebida dos mais positivos pensamentos, pulando as sete tímidas ondas e com tudo em abundância - com exceção dos quilos extras, que vieram em excesso mas não planejados e muito menos evitados...
A primeira vez que estive na cidade, mochilando há exatos 5 anos, eu não me imaginava retornando em tão pouco tempo e com tantas quantas diferenças! Quanta diferença! Que volta o mundo deu! Mesmo isso parecendo ser tão piegas... ele dá voltas!
Não sei o que será de 2011, não tem como saber. Mas mudando o pronome, sei como vai ser. E vai ser incrível!
Se o amarelo, vermelho, branco ou o azul prevalecerá, nem Mãe Diná prevê, mas que será um ano de foco, disso ninguém duvida! A brincadeira agora virou jogo da vida. E eu vou munida de todas as armas e vestida na mais poderosa armadura para ser a protagonista. Do meu filme.
5,4,3,2... Posso dar o play? 1!
Feliz Ano Novo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Últimas notícias...

Não! Teoricamente, eu ainda não estava de férias...
Depois de muita comilança, poucos presentes, tímidas lágrimas e muitos beijos e abraços, tivemos um problema de saúde na família. E eu que achei que minha cota de hospital já houvesse cessado em 2010... Mas correu tudo bem e agora é focar na recuperação. Superado este não último obstáculo, recebo às 22:30h a ligação da agência a respeito do trabalho no Nordeste. "Como está sua agenda para amanhã e segunda-feira?". Não está. Viajo segunda-feira para o Uruguai, ora pois! E o combinado era me avisarem na sexta-feira, para que assim me programasse para voltar para São Paulo hoje pela tarde para embarcar à noite rumo a Fortaleza. Enfim... depois de tentar quebrar a cabeça e transpor as barreiras geográficas e temporais, nada me resta senão me consolar que talvez esse não era para ser.
Vou dormir, confesso, com um certo rancor no peito... não sei de que nem de quem mas perder oportunidades nesta altura do campeonato é complicado... Mas minha viagem de reveillon já está muito bem paga e planejada há algum tempo... Não se pode ter tudo ao mesmo tempo, não é?!
E nesta discussão de escolhas, do "ou isso ou aquilo", das às vezes impossibilidades do "e isso e aquilo", me despeço de 2010, me despeço de vocês e brindo o futuro. Brilhante, é o que dizem...
Minha irmã, me consolando, disse: "Se o ano terminou bem assim, é porque 2011 vai começar ainda melhor", profissionalmente falando...
Eu acredito!
Um beijo! Dia 3 estou de volta e espero que cheia de novidades e energias positivas que transcenderão as alternativas não escolhidas!
E pense bem no que quer e no que vai fazer em 2011!
Agora sim eu posso gritar: "Férias!"...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tá chegando a hora...

24 de dezembro. Meu Deus!
Só hoje me localizei no calendário. Nunca vivi tão intensamente como em 2010. Nunca o tempo passou tão rápido e nunca meus dias foram preenchidos com tantas novidades e com tanto entusiasmo. Os primeiros meses foram árduos, mas depois de maio, a coisa foi que foi! Regime, mudança de apartamento, material novo, uma nova irmã, novos e incríveis amigos, a Colgate - minha santa Colgate... -, um acidente de carro, quantos testes e quantos trabalhos!..., baladas inimagináveis, uma perda doída, risadas infinitas, uma paixão desconcertada, um tombo no circo, um Blackberry roubado, o casamento, um novembro zicado, um ano dourado!
Decidi que no meu Reveillon passarei com as duas calcinhas, a amarela e a vermelha. Quero tudo em abundância. Não se pode ter tudo mas querer é poder e eu quero muito mais!
Hoje não desejo um lindo Natal e um 2011 repleto de conquistas, trabalho, dinheiro, saúde, amor... Desejo um lindo Natal e que sejamos feliz em 2011, seja lá como isso for... À felicidade cada um dá seu significado. E eu sei o que ela é para mim: é estar com quem se gosta, é fazer o que gosta, é dizer o que se pensa e ter a sensibilidade e a esperança de ainda olhar para o céu e fazer um pedido para a primeira estrela que eu vejo... Se geração X, Y ou Z, fujo de denominações e faço meus próprios moldes. 2010, e com isso eu vou abrir meu coração, foi de longe o ano mais rico de minha vida, riqueza esta que nada tem a ver com o saldo da conta corrente, mas sim com o salto da vida. E eu quero pular ainda mais alto...
Diferente do meu Natal passado, este ano montei minha própria árvore e pouco me interessa se vai ter bacalhau ou pernil na ceia. Eu quero e vou comemorar o que vale a pena, com presente ou sem presente. Aliás, não poderia ter recebido melhores presentes em contados 365 dias, todos envoltos nos mais largos e vermelhos laços. Obrigada, obrigada, obrigada.
E que brilhem os diamentes de 2011! Felicidades para mim, para você, para nós, agora e sempre! Nos vemos no ano que vem!