terça-feira, 7 de junho de 2011

LookBook da HiperModa

São 23:25h e estou exausta novamente. Faz frio na capital, as janelas balançam com um vento há muito não visto, as calçadas molhadas com uma chuva imprevista e meu edredom parece a coisa mais atrativa desse mundo. Foi uma boa terça-feira de trabalho! O desperatador tocou às sete e enfrentei o chuveiro. Já a segunda tarefa árdua do dia. Às 8h estava na rua esperando meu querido Lapa-Socorro passar. 8:15h, nada. 8:25h, nada. "Ué!", pensei... Quando estava atravessando a rua e apelando para um táxi, o avistei ao longe. 8:30h e não cabia uma simples alma dentro daquele ônibus. Bufei. Resmunguei algumas palavras bem feias e chamei o primeiro táxi que passou. Eu precisava estar às 9h em Perdizes e quase chorei por esses trinta sagrados minutos que eu poderia ter aproveitado mais na minha cama tão, tão quentinha... 9h. "Olá, prazer!", era a minha frase, a frase de todos da produção e dos clientes, que logo de cara já me pareceram muito exigentes. Uma insegurança rondou meus pensamentos e busquei um acervo de poses e inspiração nas Vogues da vida enquanto me preparava. Um café da manhã reforçado e bora lá! Cabelo, maquilagem, cabelo. 1 look. 2 looks, 3, 20... 20 e tantos... Não sei quantos foram. Mas foram muitos! Tiramos a última foto às 18h. Prometi que quando forem fazer minha capa da Nova, não serei uma global intragável, recebi elogios, agradeceram minha disposição por manter o sorriso até aquela hora e ganhei o direito de escolher uma peça da coleção. Voltei para casa toda maquilada, com litros e litros de laquê no cabelo, cansada, faminta e com uma linda camisa azul listrada agora no armário. O catálogo será só meu e confesso estar ansiosa para conferir o resultado. Foi meu dia "Gisele". Assim, como um cão ganha um bifinho como recompensa por bom comportamento, resolvi me dar o direito de um temaki que não me satisfez, um Whopper Júnior seguido de um Sundae King de doce-de-leite. Poxa vida, eu merecia, vai! Mas amanhã... Ai, amanhã! Meu despertador não vai tocar! Yes! Vou poder respirar, buscar as roupas na costureira que já fazem aniversário por lá, colocar comida na geladeira que está às moscas, correr e ir atrás de um gaveteiro. Não sei exatamente onde vou enfiar um novo móvel no meu pequeno dormitório, mas enquanto ainda não tenho um closet à la Carrie Bradshaw e o armário não está dando mais conta já que o suporte de cabides começa a envergar e pilhas de roupa a acumular... Sexta-feira espero voltar a Ribeirão como há um mês planejado. Que saudade da minha família... da minha cachorra... das minhas amigas... A semana já valeu a pena. Bons sonhos!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma quase estafa

São 22:37h e eu estou me arrastando. Cansada como há muito tempo não ficava. Não tenho final de semana há dois finais de semana e a quinta marcha parece não querer ser reduzida. E não estou reclamando, não! Só pedindo arrego... Quinta-feira fui brindada com dois testes na parte da manhã. O despertador tocou e mais uma vez sofri com a realidade que é acordar cedo e tomar banho no frio de São Paulo. A uma da tarde os deveres já estavam cumpridos. Juro que não me lembro o que mais se sucedeu nesse dia. Sexta-feira. Acordei cedo para estudar o texto da cena a ser gravada no workshop no dia seguinte. Às 14h estava ensaiando com um dos meus parceiros de cena. Às 18h estava no parque. Às 21h me entreguei aos prazeres da gordura da Pizza Hut com meu irmão que chegou cheio de desejo da cidade do interior que um dia teve essa delícia em uma de suas principais avenidas e shopping. Sábado workshop. Pressão. Cena. Mais pressão. Outra cena. Vinho e surpresas. Revelações são lançadas, elogios rasgados, traumas libertados, encontros inesperados. Um restaurante na Augusta pode guardar muitos segredos! Domingo. Apesar de ter ido dormir tarde, caí da cama às 9 da manhã com a cabeça borbulhando. Eram muitas ideias para organizar, muitas expectativas a serem cumpridas, era o clímax de um filme que teve e ainda terá outros tantos. Último dia de workshop. Não foi um dia para se elevar o ego. Mas foram dois finais de semana para se guardar na memória! Não pude confraternizar o tanto que queria com esses tantos atormentados iguais a mim pois meu despertador tocaria às 5 da manhã para uma gravação para Hertz no Guarujá. Às 6h me buscavam na porta de casa, às 17h estava de volta. O frio que tanto temia não existiu. Foi um lindo dia de sol, praia, câmera, marido e filha, cachorro que se tornou parte da cena, peixe com camarão, estrada. Não tive fôlego para ir correr. E amanhã novamente, o despertador toca cedo para um catálogo fruto de um encontro neste famigerado workshop. Acho que depois mereço uma pausa... Portas estão se abrindo e os olhos precisam ficar cada vez mais arregalados. Num mundo onde a boa malandragem ganha pontos e o pé não pode sair do chão, o caminho é florido apesar de não se saber o que há depois da curva. E as curvas são muitas. Deixo com vocês essas palavras um tanto enigmáticas, minha alegria e minha satisfação por ainda fazer parte desta maratona. Poxa vida! Esqueci de tomar meu banho de sal grosso... Depois de tudo isso, acho que mal não fará! Boa noite!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Isto é a famosa "claquete" dos testes



E o mês começa bem...

Vou me corrigir, pessoal. Ontem e hoje gravei o quadro "De Volta ao Passado" do Programa do Gugu. A história? Serei breve... Claudia conhece Sander quando adolescentes e têm a paixão proibida pela sua mãe. Anos depois se reencontram e Claudia quer de volta o seu amor. Será? E disso só me dei conta hoje ao dar a informação errada para a recepcionista da Record... Após agradecer pelos funcionários do metrô não entrarem em greve, hoje lá estava eu às 9 da manhã, ainda cansada do dia anterior e da noite pouco dormida. Mas foram poucas cenas, já que meu papel era a protagonista de 15 anos quando vinte anos mais velha. 35, eu? Poxa vida... A notícia estarrecedora, que só soube no primeiro dia de gravação foi que teríamos beijo técnico. Tá... Sou profissional, então para que tanto auê? Mas alguns ficam empolvorosos com o fato, gerando um certo desconforto. Mas, novamente, a máscara entre em ação e tudo corre bem. Foi gostoso reencontrar aqueles que procurava rever, conquistar mais uma vez a credibilidade dentro do set e gostoso ter o frio cortante espantado pelos tantos refletores... Confira neste domingo! Mas enquanto hoje estávamos lá no Jaguaré almoçando por volta de 13:30h, sem ainda termos iniciado as gravações, toca meu telefone: "Consegui 'O' teste pra você hoje! Pode às 19:30h?". Pausa. Suspiro. Medo. Eu não podia perder aquela oportunidade... Sondei com o diretor, já um quase velho companheiro de guerra: "Assim, sem pressão, mas existe uma previsão para acabarmos aqui?". 19h. Suspiro. "Ai que pena...". Ele: "Por quê?". Ao explicar a situação, ele não pensou três vezes. Disse que gravaríamos minhas cenas antes e que às 16h eu já estaria liberada! Ufa! Muito obrigada!". Assim, aceleramos o pessoal e às 16:30h eu já estava a caminho da Barra Funda, coincidentemente o bairro da Record e do meu tão esperado teste. Cheguei uma hora antes e tive a surpresa de receber o texto na hora. Mas isso nunca é problema! Enquanto todas estavam lindas, penteadas e com roupas super descoladas, eu estava com a roupa que me vestiu às 8 da matina. Batom rosa da gravação anterior, topete, peito estufado e vamo lá! Depois de carinhas conhecidas da tv terem atitudes de "estrelinhas" e ganharem minha silenciosa inimizade, e depois de eu gerar pena no coração das concorrentes que já vinham estudando o texto há pelo menos dois dias, consegui o camarim e o espelho só pra mim. E lá se foi uma hora decorando. Entrei, gravei e hummmm, aquela sensação que você já sabe... Mas, é a velha história dos ovos dentro da galinha. Queria muito poder compartilhar qual o job, onde, como, enfim... Mas vamos aguardar. Eu gostaria muito de poder dar o troco no finado removedor de manchas que me escorreu pelas mãos... Aí quando o relógio marcava 21h e eu planejava caminhar até o metrô, de lá descer no Anhangabaú e de lá pegar um ônibus até em casa, descolei uma carona providencial até o Itaim e, sem condições de cozinhar qualquer coisa e a ponto de desmaiar de tanta fome, me rendi a um delicioso temaki. Mas minha vontade era de ir correr... Mas como o relógio não deixou, preferi descer alguns quarteirões antes e andar. Vocês sabem, eu gosto quando estou feliz. E estou. Muito! E agora vos falo, exausta, já com o despertador marcado para quando não terei completado nem sete horas de sono. Tenho dois testes pela manhã. Inshalá! "A semana está boa, então?", perguntou minha mãe ao ouvir as novidades. Muito, muito boa mesmo, mãe. Pensei em acompanhar a roommate no banho de sal grosso, mas tive medo das minhas boas energias também escoarem ralo abaixo. Prefiro mantê-las comigo. Amanhã recebo a presença ilustríssima do meu querido irmão e os próximos dias também prometem. Uma boa noite! Ah, uma observação: não sei o que acontece com o http://www.blogger.com/, não consigo editar minhas postagens, alinhá-las, mudar a cor, colocar parágrafos. Alguém sabe o que se passa? Grata.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Que final de semana!

Ai, que sono... Mas o final de semana foi tão mas tão bom, que o travesseiro pode esperar... Sábado pela manhã vesti minha costumeira máscara de cara de pau e fui dançar e cantar "No tiene troco? Que cosa triste! Tá sin trocado? Que cosa triste! Bala de troco? Que cosa triste!" no teste para cartão de crédito. Que engraçado... Sem presunção alguma, saí de lá com aquela velha e conhecida sensação de "eita!". Não deu outra! Estou editada. Mas isso muito me preocupa... A resposta sai na quinta-feira e a data de gravação é entre 3 e 6 de junho. Mas e meu segundo e último final de semana de workshop? E que dinheiro bem gasto, viu! Como é bom rever Luciano Sabino, rever colegas, conhecer atores e atrizes tão ferrados quanto eu, trocar experiências, contar histórias, fazer um bom trabalho e ser elogiada por quem tem mérito e entende do assunto há mais de vinte anos. A pressão de fazer bem e melhor foi superada. Eu estava sentindo falta de um feedback pois nestes tantos testes recebemos tantos "não" e nunca sabemos o porquê... A estrutura da produtora está de babar, com câmeras de cinema, um cenário impecável, um diretor que dispensa apresentações, uma turma - como sempre - única. Tem assistente de palco, tem psicóloga, apresentadora de tv de Ribeirão Preto, tem mães, tem irmãs, ex-modelo, gente perdida... atormentados? Todos. A fogueira de egos está queimando e seguindo a trajetória darwiniana, a seleção é natural. E nesse domingo, todos que abriram a Veja deram de cara com duas páginas do meu já citado alegre sorriso por ter conseguido um emprego em automação. Coisa boa! A segunda-feira foi morna mas as terça e quarta serão de gravação para o Sonhar Mais um Sonho do Programa do Gugu. Sem protagonista desta vez. Mas as contas se acumulam, os gastos são cada vez mais altos e o networking se mostra cada vez mais eficaz. Bora trabalhar, pessoal! Meu horóscopo acompanha as boas vibes. A cada dia que passa, mais eu acredito nos astros...

sábado, 28 de maio de 2011

Comercial SENAI

Workshop (work it, girl!)

Acordei com um e-mail carinhoso de uma pessoa muito especial, notando minha ausência no blog, questionando meus ânimos e me dando uma injeção deles. Realmente eu não estava nos meus melhores dias... A segunda-feira foi movimentada mas depois disso, tudo parou. Minha irmã se pergunta lá em Ribeirão como eu aguento e andou dizendo por aí que devo infartar em breve. É muita ansiedade. É muita espera. É muita instabilidade. Mas eu acho que esse é meu segredo de vida longa. Quer dizer, se longa ainda não sei, mas de temperada, isso sim. É muita pimenta, é pouco sal, falta açúcar, tem azedo que vira doce e às vezes muito sal e diabetes! E, para movimentar o meu dia que parecia fadado ao fracasso, acessando o Hotmail dei de cara comigo mesma em "Procura-se técnico em automação". Esta manhã, todos que acessaram seu e-mail do Hotmail receberam meu mais sincero sorriso por ter conseguido uma vaga de emprego. Entrei no site do SENAI e lá estava eu, mais uma vez, assim como no Youtube no comercial. Que coisa boa! Dez minutos após publicar as novidades profissionais, coincidentemente recebi duas ligações, ao mesmo tempo, uma no rádio, outra no celular antigo. Um teste hoje, outro amanhã pela manhã. Ufa... Depois disso tive a mais absoluta certeza de que faria sim o workshop do diretor da Globo Luciano Sabino neste final de semana e no próximo, fato para o qual já vinha me preparando desde anteontem com o estudo de um monólogo de várias cabeças e sofrendo pelo alto investimento que deveria ser feito. Mas a minha única cabeça não estava processando, não conseguia decorar, eu me irritava e desistia do estudo quando não passava do primeiro parágrafo. No entanto, hoje, finalmente, consegui passar e repassá-lo inteiro. Cortei suas cabeças, monólogo! Rá! Assim, às 16h fui ao casting perto do metrô Santa Cruz e me programei para não ser vítima do trânsito fatal de sexta-feira, já me dirigindo às redondezas da produtora em Perdizes para conhecer o espaço e fazer a matrícula desses dois próximos finais de semana que já estão me dando frio na barriga. Depois de metrô, baldiação e mais um ônibus, dei uma volta no shopping mais próximo, jantei, enrolei e às 20h entregava os cheques. Faz exatos dois anos que conheci Luciano Sabino, naquela época eu não sabia nada de televisão, se é que hoje eu sei alguma coisa... E foi ele quem me disse: "Stella, deixe sua sobrancelha crescer." Sábias palavras... Por isso existe uma cobrança para fazer não só bem como melhor. Estou precisando de uma reciclagem e certamente esse workshop vai dar uma refrescada nas coisas. A gente nunca pode parar de aprender, não é mesmo? Portanto, lá se vai um aluguel, mas se valer a pena como valeu em 2009, serão reais muito bem gastos. Voltei para casa já eram quase 22h. Assisti a um filme, tenho sono. O rodízio de pizza no domingo com a galera da faculdade foi cancelado e eu é que havia agitado um encontro para matar as saudades... Ô vida sem agenda! Bom final de semana para você!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O DRT definitivo

Retrocedi um ano e nove meses para ver o dia em que dei entrada no meu tão esperado DRT provisório. Eu completava pirralhos 6 meses de São Paulo, não conhecia muito do Centro da cidade, morava no Paraíso e achava que se tratava mesmo do paraíso, minha sobrancelha ainda estava em mutação, ainda usava "Stella Freitas", começava a primeira aula no curso avançado de televisão, não tinha SENAI no meu currículo, eu tava longe de Walmart, de Colgate então, nem se fala! Eu prometia no fim da postagem que eu e a cidade ainda teríamos muito para comemorar. E como temos comemorado... Depois, avancei um ano para ver a postagem do dia em que o diretor do SATED me concedeu o atestado de capacitação enquanto esperaríamos o DRT definitivo, já que o Ministério do Trabalho ainda se encontrava em greve e eu ainda me perdia no Anhangabaú. Abandonei o Paraíso e mudara para o Itaim. Eu já começava a dizer "não" para os eventos, a Mokai começava a decair, testes não eram assim, tão corriqueiros. Velhos tempos... Final de maio de 2011. Volto eu mais uma vez ao Anhangabaú para pegar, finalmente, o meu famigerado registro. Estou diferente mas continuo me perdendo pelas redondezas. Continuo no Itaim e agora tenho certeza de que aqui é o meu paraíso. Já estou no meu quarto book fotográfico, nomeada Stella Menegucci e em vias de mudarem meu nome artístico (um diretor andou dizendo por aí que pensaria em um novo nome para mim...), no ar com mais um trabalho, com o currículo um pouco mais recheado e ainda recheada de medos, de dúvidas e sonhos. A burocracia acabou. E agora ele - o DRT - está lá para sempre, lindo e reluzente colado na minha carteira de trabalho. Não adianta mais! O outro ele - o sonho - agora é definitivo! Boa quarta-feira!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dedos cruzados nem sempre funcionam

Perder é difícil. Seja um amigo, seja um trabalho, um ente querido, perder o foco, as esperanças, perder dinheiro, perder peso, cabelo, uma oportunidade, perder um amor, enfim. A gente passa a vida tentando aprender a lidar com esse verbo, já sabendo que seus substantivos são inevitáveis. Mas existe uma perda complicada, que é perder o que nunca se teve. E isso é sim possível. Por mais que tentemos não nos iludir, por mais que seguremos nossos pés no chão, os pensamentos voam e voam longe. Se conformar é doloroso e provavelmente terá o inflacionado preço de lágrimas escorridas e do ego martelado. Às vezes a ideia se concretiza como possibilidade, uma possibilidade quase palpável que faz com que contemos com os ovos dentro das galinhas. Não conte com os ovos dentro das galinhas. Passei a semana ansiando uma resposta de um trabalho que já tinha sido classificado como "o trabalho da minha vida". Na sexta-feira de manhã, ao saber que estava editada, meu coração se acelerou como no dia em que esperava a liberação da lista de aprovados da UNESP, quando uma corrente de medo subiu dos pés à cabeça, era um medo de ver meu nome lá e medo de não ver. Foi difícil segurar os ânimos na véspera do final de semana... Seis horas da tarde e nada. Abandonei o celular em casa e fui buscar forças para correr no parque quando os pensamentos negativos já dominavam minha auto-estima. Ao chegar às oito da noite, vi a ligação que tanto esperava perdida e ouvi o recado de voz. Sim, eu perdia o trabalho que nunca foi meu. Escorreu-se pelas mãos uma oportunidade que se encaixava perfeitamente nos meus desejos, necessidades e planos, mas pelo menos eu já sabia, desde quando me informaram do teste, que eu ficaria muito chateada caso não conseguisse. Eu estava prevenida. É que tinha tudo para ser meu... Mas não foi. Não chorei na sexta-feira. Respirei fundo. Pensei que as estrelas não me ouviram e acabei me conformando de que "não era para ser" e de que "melhores virão". Não tive ânimo para sair de casa. Dormi cedo. Sábado pela manhã aproveitei o solzinho para colocar os pés de fora e ir fazer minhas unhas. Ao chegar no salão, tive a notícia de que minha manicure, tão amada, idolatrada, salve, salve, abandonou o salão. Eu fiquei tão mas tão nervosa... Não conseguia pensar em outra coisa. Voltei para casa. Chorei igual criança. Não só pela manicure que tive durante poucos meses mas por aquele trabalho que nunca tive. É... Faz parte. Outros virão. Iguais jamais. Melhores, quem sabe?! Não estamos no controle de tudo, a verdade é que devemos controlar uma coisa só: nós mesmos. Os outros e as outras coisas, isso é tarefa do destino. Dedos cruzados nem sempre funcionam, frio na barriga nem sempre é prelúdio de coisa boa, príncipe encantado não existe assim como os contos de fadas. São tarefas que a vida, de um jeito ou de outro, dá seu jeito de explicar. E boa aluna que sou, vou tentando humildemente aprender essa lição. Escola puxada esta, viu! A propaganda do SENAI já está no ar e recebi fervorosos telefonemas durante o intervalo do Fantástico. Eu ainda não vi. E vamos que vamos que o show não pode parar! Boa semana!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

1,2,3 ação!

Não sei bem ao certo dizer mas hoje foi uma gravação atípica. Primeiro, porque eu não tinha nenhum texto para me amparar - sim, eu me sinto bem mais confiante quando os tenho. Segundo porque eu estava trajada como uma técnica de automação, com capacete, óculos, um jaleco enorme e protetores auriculares. Terceiro porque durante toda a gravação, eu tinha apenas uma ação para executar. Entrei na frente da câmera após maquilagem, almoço e retoque da maquilagem, quando não passava das 13h. Às 17h eu já estava dispensada, com a cena gravada e as fotos tiradas. E é sempre assim... Eu saio feliz depois dos trabalhos e tenho tanta mas tanta energia acumulada e vontade de gritar lá de cima do viaduto "Eu amo São Paulo!"... que eu ando. Dispensei qualquer meio de transporte e munida de meu Ipod, vim sorrindo da Vila Mariana até o Itaim, onde me empolguei e me dei o direito de comprar um vestido e uma bota que certamente protegerá meus pés ao longo de kilômetros neste inverno que promete. Dispensei a corrida. Já passava das 18:15h, o sol já tinha se posto, o vento cada vez mais gelado... Amanhã é outro dia. Fiz meu jantar, tomamos umas poucas taças de vinho aqui mesmo em casa, pantufa no pé e DVD do Woody Allen. Não tinha como o dia ser melhor! Seria muita audácia pedir algo além de tudo isso... Assim, durmo feliz por saber que meu próximo mês está salvo, que em breve me verão na telinha novamente e esperançosa, pois tem ainda muito por vir. Amanhã é dia de teste. Mais um. E eu adoro! Boa noite!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mas que frio, hein!

Enquanto os termômetros nos fazem desenterrar os casacos e nossas tão queridas botas, estou fazendo um intensivo de vitamina C + Resfenol + meu corriqueiro Centrum para que a coriza não passe de uma coriza. Ontem tive teste, sem grandes novidades, não passei... Hoje foi um dia ameno, acordei tarde, fiz a unha, almoço, supermercado, corrida congelante no parque e amanhã, vamos gravar SENAI, galera! E tive a tremenda notícia de que a gravação vai também virar foto. Sabe o que isso quer dizer? O dobro de trabalho, o dobro de remuneração. Não tenho do que reclamar. Mas já fui alertada de que será provavelmente um longo dia de gravação. Mas sem problemas, estamos aqui para isso! Também recebi, finalmente, as minhas tão esperas fotos! Já enviei para quem tinha que enviar, já publiquei onde dava para publicar e agora é esperar que os tantos elogios dos amigos se convertam em trabalho. Afinal de contas, não fiz um book para acalentar o meu ego, não é mesmo? É hora de rechear o blog com os clicks de Moises Pazianotto. Boa quarta-feira cheia de frio, frio lá fora, frio na barriga, porque a minha cama está bem quentinha... Dedos cruzados, sempre!

sábado, 14 de maio de 2011

Feliz!

"Você andava de Banana Boat na praia e o moço da lancha perguntava se queria o passeio com pouca ou muita emoção? Eu sempre pedi "Muita!" e ansiava a curva quando todos iam pra água, um em cima do outro. Pois então. Ninguém me perguntou com qual intensidade eu queria a vida. Acho que não é sempre que a gente pode fazer essa escolha, né? Hoje eu tô com vontade de gritar: "Calma, moço! Vai mais devagar!". Mas só hoje." Escrevi no final da tarde de ontem no Facebook. Eram muitas expectativas para lidar, eram muitos pontos para brincar de ligar, era um frio na barriga danado que chegava a subir e o peito apertar. Uma vontade de fazer poesia, ganas de gritar! Medo de não dar tempo, medo de perder, medo de ganhar. O moço da minha lancha anda acelerando e fazendo curvas, ora bruscas, ora largas, mas o passeio tem sido bom. Muito bom. Minha semana foi magnífica! A gravação do SENAI acabou sendo adiada para quarta-feira, acho que o Cara lá de cima me escutou... Assim, tive tempo de espantar a insônia indo liberar um pouco das energias que se acumulam e que andam dificultando o meu "dormir" e consequentemente o meu "acordar". E hoje, fiz o teste tão esperado. Foram horas e horas de espera. Texto dezenas de vezes ensaiado e reensaiado. E frio, muito frio na capital. Se fui bem? Receber um "Gostei!" do diretor não é suficiente... O suficiente seria escutar meu telefone tocar dizendo "Parabéns!". Seria como ganhar na loteria. Ou passar no vestibular. Entenda a minha alegria: cada trabalho que pego é como um vestibular vencido, onde muitas vezes o número candidato/vaga assusta e chega até a desanimar... E cada teste que fico editada é como a lista de espera da universidade... Compreende a analogia? E considerando que o dia quando vi meu nome na primeira lista da UNESP foi um dos mais felizes da minha vida, entenda quanta emoção permeia meu dia-a-dia e quanto sangue frio e pé no chão a gente tem que ter. A gente TEM que ter. Quem não tem ou desiste ou enlouquece. E a loucura também faz parte desse cotidiano. Se não fosse ela, eu trabalharia provavelmente na Faria Lima, faria happy hour, cumpriria horários, vestiria social, ganharia bônus e bateria metas. O bom é que, na minha vida, as metas sou eu quem estabeleço. O que não quer dizer que seja mais fácil ou mais difícil. Eu só sou dona do meu próprio negócio. Mas ser sujeito e objeto da mesma ação muitas vezes pode ser complicado, viu! Que negocinho mais enrolado esse... que eu tanto amo! Estou no aguardo de algumas respostas e já sofro pelo doce que da boca podem me tirar. E não sei o que me reserva o dia de amanhã. Neste momento estou sentada na frente daquele Banana Boat, segurando a corda com apenas uma mão e a outra levanto no ar como se fosse caubói, sentindo a velocidade, a água que espirra e as ondas, tentando agarrar todas as oportunidades que o vento me traz. E ele tem trazido boas. Mas o passeio continua. Tem muita prova ainda pela frente! E desta universidade chamada vida, eu quero sair com meu PhD. Hoje, sexta-feira 13, não teve Jason nem gato preto. Teve sim muita história pra contar... Dedos cruzados, vamos esperar! Bom final de semana!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dia bom, notícia ótima!

Saí de casa às dez da manhã. E assim peregrinei, do Itaim para Alto da Lapa, do Alto da Lapa para Vila Sônia, Vila Sônia de volta para o Itaim, Itaim - Ibirapuera, Ibirapuera - Itaim. Ufa! Meu almoço foi às 16:30h mas isso não foi motivo de reclamação, pois saí munida com uma banana e um Polenguinho na bolsa... Quando me vesti para ir ao parque, pensei em carregar o meu celular junto, pois ainda havia esperanças a respeito de um teste feito ontem para o SENAI, com uma gravação quase que imediata. Mas deixei em cima da mesa. Fui correr. Voltei, olhei... e o Blackberry dava alerta de tudo: e-mails nos dois e-mails... bbm's... mensagem... posts do Facebook... Mas nenhuma ligação. "Droga!". É nesse momento que você começa a rever o que fez no teste, o que pode ter sido ruim, tenta relembrar os concorrentes e se comparar de algum modo com todos eles, lamenta mais um trabalho perdido e levanta a cabeça esperando respostas dos próximos e outros próximos. Mas quando estava com as panelas no fogo fazendo meu delicioso peixe com queijo, pimenta malagueta e alcaparras, meu telefone toca. Era a agência. O job é meu! "Yes!", pensei. Mas acho que não esbocei muita alegria para o booker... A princípio, a gravação seria amanhã. Liguei para minha mãe, para acalmar aquele coração temeroso de que a filha fique para sempre na rua da amargura e que há poucas horas me perguntou no MSN se não havia cursos que ensinassem macetes para teste, já preocupada com as respostas que não saiam nunca. Novamente, ligação da agência. Transferida a gravação para sexta-feira com a possiblidade de rolar foto junto. Hum. Um momento de hesitação. Sexta-feira tenho um teste incrível que não posso perder jamais! Mas, Deus é bom, Deus é Pai e vai me ajudar nesse encaixe de agendas, ah, vai! Abri uma garrafa de vinho para comemorar - mentira, confesso que já tinha aberto para degustar uma taça ao longo do breve jantar - e a noite acaba feliz. Um pouco preocupada, mas muito feliz. Neste momento corações aflitos mundo afora vibram com mais uma conquista desta ex-internacionalista e ex-pessimista que vos fala. Assim, a balada pré-programada de quinta-feira passa para sexta e se o Cara lá de cima quiser, a de sexta será também postergada para sabe-se lá quando! O final de semana promete! Amanhã bora pra mais um e que toquem os telefones e rufem os tambores! Boa noite!

Teste, teste, teste

Pensava cá com meus botões... Houve uma época, num passado recente, onde eu prometia para você, caro leitor, que ainda chegariam os dias de testes e mais testes, já que no início teste era exceção, você se lembra? É só retroceder dez meses ou um ano e verás. Pois bem. Estes tempos chegaram! Eu costumava dedicar os posts às empreitadas no trânsito, à espera do casting, ao "ação" na frente da câmera. Hoje tudo isso é corriqueiro. Quando me perguntam: "E os trabalhos?" eis a resposta: os trabalhos não só as gravações. Um dia de teste é um dia de trabalho. Me exige preparação. Ir. Esperar. Fazer. Voltar. Muitas vezes é até remunerado! Mal mas remunerado... Assim, basta contar que meu dia de hoje que prometia nada além de fazer minha unha e correr no parque mudou de figura quando dois testes apareceram após às 14h. Não deu tempo de chegar ao segundo. Da Vila Mariana até Vila Leopoldina em plenas 17:15h em São Paulo, tendo como prazo as 18h é tarefa para Superman... Amanhã o dia será igualmente preenchido. Dias bons. Testes bons. As fotos novas me foram prometidas para sexta-feira e a ansiedade de divulgá-las e dar início a um novo ciclo dorme e acorda comigo. Eu estou bem feliz! Confiança é tudo nessa altura do campeonato... E eu estou jogando bem. Boa quarta-feira!

terça-feira, 10 de maio de 2011

A minha estreia na telona

Há dois anos eu tinha minha primeira experiência no cinema. Foi tudo tão rápido e de repente por intermédio de um amigo que fazia a direção de arte, tive meu material aprovado pela produtora. Me lembro quando meu telefone tocou por volta de 17h, eu estava morando ainda em Ribeirão Preto com previsão para mudar para a capital, quando ela me pergunta: "Você pode estar aqui amanhã às 7:30h?". Eu podia o que ela quisesse, era só pedir! Arrumei minhas coisas voando, pedi abrigo para uma amiga de faculdade que logo mais seria minha roommate e vim. Tímida e com um currículo que não passava de quatro peças de teatro amador, uma propaganda do Shopping do Calçado de Franca e uma apresentação do programa Sport & Ação na região, na manhã seguinte estava na Liberdade para gravar esse longa que não sabia do que se tratava nem com quem era nem de quem. Mas era experiência e o meu cachê pagaria minha viagem. Quando entrei para a maquilagem, lá estava Murilo Rosa se trocando e Leandro Firmino (o eterno Zé Pequeno) tagarelando ao meu lado. Comecei a entender a dimensão do negócio. Minha cena era simples. Eu falava, pequenas coisinhas mas falava. Ainda me deslumbrava com a cidade e me preocupava o que viria a frente. Eu nem imaginava o tanto que viria... e nem como veio. Almoçamos todos juntos aquele dia e estar ao lado de duas estrelas parecia um tanto surreal. Voltei para Ribeirão e n coisas burbulhavam na minha cabeça. Uma participação em um longa veio a preencher o meu currículo ainda vazio. E a previsão de estreia? Dois a três anos... Cinema demora. Cinema no Brasil demora mais ainda... Pois bem. Hoje, segunda-feira, 9 de maio de 2011: pre-estreia de No Olho da Rua no Shopping Frei Caneca. Olhos curiosos. Uma foto aqui, um registro de imagem ali. Eu estava dentre as convidadas. Eu era parte do elenco! Não interessa se falo pouco ou muito, se falo bem ou falo mal. Mas lá eu estava, temendo rever imagens gravadas há tanto tempo... E lá também, CQC, Otávio Mesquita, Programa Amaury Júnior, Cleo Pires... O filme começou. Um frio na barriga e um medo de de repente terem me cortado na edição. "Mas se recebi o convite é porque a cena continua lá...". E a cena estava lá. E eu tão diferente... Não consegui prestar muita atenção, não deu tempo de analisar, calma! Pause! Posso dar replay? Mas foi o máximo! Prometi a minha acompanhante - tinha direito a um - que aquela fora apenas a primeira pre-estreia de muitas outras que virão. Rogério Correa está de parabéns! Dia 13 estreia em São Paulo e Rio de Janeiro. No cinema mais próximo de você!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Semaninha agitada essa, viu!

Existe uma coisa com a qual o ariano sofre e sabe lidar muito mal: ansiedade. E esta semana, ela dormiu e acordou comigo praticamente todos os dias. Estar editada e demorar a receber resposta mata. E pior é quando adiam a gravação e assim, igualmente adiam esta tal resposta. Mas a cada hora que passa sem o celular tocar, as esperanças diminuem. Acontece! Mas a ansiedade foi crônica mesmo na noite de terça para quarta. Eu não sabia que sofria desse mal até constatar, às oito da manhã de quarta-feira, o quão pouco e mal havia dormido. Motivo? Meu novo book. "O quê?", você leitor deve ter pensado. Sim, decidi na segunda-feira acabar logo com essa enrolação e dar play no sucesso. Não queria mais ter a consciência pesada a cada deslize na dieta... Nem esperar ter o corpo perfeito para fotografar. Eu sou assim, como as fotos. Quem me quer, que me compre (no sentido profissional da palavra, é claro!). Não deu tempo de avisá-los sobre a decisão, desculpem-me. Sendo assim, após um teste pela manhã e depois de muito aquecimento e alongamento, estava eu no estúdio de Moisés Pazianotto às 16h e saí quando já passava das 22h... E posso me gabar? Ficou ótimo! Indico o fotógrafo, a maquiladora e a produtora de os olhos fechados! Portanto, além de um casting na Lapa - demorando uma hora para ir e outra para voltar -, hoje meu foco foram as quase 400 fotos para apenas 12 serem eleitas. Olhei e não gostei. Olhei de novo e analisei. Gostei. Comparei, adorei, cansei de olhar e escolhi. 14. Não lido bem com opções... Agora é esperar tê-las com o acabamento final em no máximo dez dias e aí, meu amigo, a coisa vai ficar séria. Já estou avisando! Material novo, vida nova! Apertem os cintos! Boa sexta-feira!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O final de semana

Fui categórica com a minha dieta ao longo da semana. Andava tudo muito bem. Aí, ao meio-dia na sexta-feira uma chamada no rádio: "Como está o seu sábado?". Seria gravação de um piloto de uma propaganda para o Ministério do Turismo (eles chamam de "Monstro", anote no seu vocabulário!). Esperei a confirmação o resto do dia... fui correr... voltei... nada. Triste... Um jantar japonês cancelado depois e estava eu, sozinha em casa em plena sexta-feira, com meu pijama de frio e minha meia no pé, assistindo sei lá o que na televisão. Foi quando olhei para a estante e lá estava, reluzente, o meu ovo de Páscoa Ferrero Rocher. Olhei para ele. Ele olhou para mim. Abdiquei do meu jantar e decidi devorá-lo, assim, sem dó nem piedade. Afoguei as mágoas em mil e tantas calorias em apenas quinze minutos... Quando estava no último terço da segunda metade, por volta das 22h, uma segunda chamada no rádio: "Stella, vamos trabalhar?". Joguei aquele 1/3 fora, me arrependi instantaneamente daquela insanidade e pensei: "Pra quê tudo isso? Precisava?'. Não precisava, pois meu sábado foi incrível... Às 7 da manhã eu deveria estar na produtora. Para isso, seria preciso acordar às 5:30h. Às 22:30h eu estava completamente sem sono. O que fiz? Tomei um Dramin (e que fique registrado que fora a quinta vez na vida que tomei este remédio). Mas ele fez o efeito contrário. Ele ou sua reação química com tamanha quantidade de cacau... Noite do cão. Não consegui descansar. Virava de um lado, virava para o outro. Mas, sorte que o sono estava leve, pois meu Blackberry que seria meu despertador travou no meio da madrugada e milagrosamente acordei com algum barulho às 5:50h. Obrigada, Dramin! E que fique a lição de, quando tiver trabalho, jamais confie no relógio do celular. Banho, café da manhã, táxi. Às 7 da manhã de sábado eu estava na produtora. Conheci todo o pessoal da produção. Meu figurino, minha maquiladora, a produtora, o contra-regra, o assistente, o diretor. De lá seguimos para uma casa linda no Pacaembú e depois de alguma espera, começamos a gravar por volta de 11 da manhã. O texto foi decorado na marra e como foi gostoso! Tudo fez sentido outra vez... Agora é torcer para o piloto vencer a corrida e eu subir no pódium. Seria um material muito legal. Às 18h já estava em casa. E às 18:30h eu dava com a cara no portão fechado do Ibirapuera. "Falta de energia.". Então corri em zig-zag pelas redondezas. Energia ali não faltava. E a noite foi uma criança, com minhas lindas e históricas amigas que vez ou outra visitam a capital... Meu domingo, apesar de frio e chuvoso, foi também delicioso. À noite assisti ao vampiro moderneti Edward mostrando que sabe atuar ao lado da elegantérrima Reese Witherspoon e do admirável Christoph Waltz em Água Para Elefantes. Lindo! Era tudo o que precisava em um domingo à noite! Aí passei a madrugada incrédula com essa história da morte do Bin Laden e arrepiada com os sustos da maratona da primeira temporada de The Walkind Dead. Já declarei aqui o meu amor por zumbis? Assim, comecei a semana com um gostinho inusitado sabendo que algo mais poderia vir. E pode! Estou editada para o banco da semana passada. Gravação de 5 a 7. Possibilidade de melar meu Dia das Mães. Mas mamãe vai entender se for preciso... E assim se foi uma boa semana e se inicia uma que pode - e deve! - ser igualmente boa. A possibilidade de uma gravação acabou com minha meta de fazer as fotos de um novo book na sexta-feira mas em breve, novas fotos no ar. E com elas, meu amigo, me segura! E dessa vez sem chocolate para me comprometer... O casamento real já caiu no esquecimento e agora Osama e Obama lideram as manchetes. Não sei, não... mas meu diploma de internacionalista me diz que algo cheira mal... Cenas de um próximo capítulo! Boa terça-feira!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quanta chuva!

Quando meu despertador tocou eu logo pensei: "Oh não! Chuva!". Mas juro que do frio eu não reclamei. Ainda. Fui para o primeiro teste do dia. E que viria a ser o único... Era para um banco e no Butantã. Algumas horinhas de espera e constatei que o casting seguinte para um catálogo teria de ser riscado da minha agenda. Geograficamente seria impossível estar às 14h no Bom Retiro... Assim, voltei para casa animada, abdicando do transporte com rodas e vindo a pé, com ideias mirabolantes na cabeça. Fui parada na rua e me indagaram se era modelo. Respondi que sim, que não, que mais ou menos e ganhei um cartão. Um novo contato, novas promessas, possíveis oportunidades. Aí resolvi não comparecer no terceiro teste, aquele do texto de ontem que não entrava na minha cabeça já fatigada. Segui o feeeling e avisei devidamente os interessados e dediquei a minha tarde a retomar contatos com as agências, após almoçar quando já eram quase 16h. Enviei meu monólogo, meu currículo atualizado e lembrei a todos que carrego agora 25 anos nas costas e que portanto, podemos partir para cima das cervejas e que em breve, teremos um novo book em mãos! Coincidentemente ou não, logo em seguida recebi a ligação para um teste amanhã de manhã. Isso é importante, anotem: sempre manter contato com agências e sempre renovar material. Neste meio, entram dezenas de pessoas a cada dia e não podemos nos fazer esquecer. Sem a menor chance de correr os meus alguns quilômetros, fiquei de meia no pé o resto do dia, alternando entre sofá, cama e fogão. Dias melhores se aproximam. I can feel it! E lá vem mais um final de semana... Boa sexta-feira!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bom, muito bom!

Começou como um dia de teste qualquer. Quando estava para sair de casa, um booker me liga para saber sobre minha disponibilidade nesta tarde para uma foto para o Sistema Integrado de Transporte Urbano de Jundiaí. Totally free! Ficou de me dar a resposta em breve... Sendo assim, segui para meu destino, torcendo para um "sim" mas não esperando demais. A gente nunca pode esperar demais! Quando cheguei na produtora... quanta gente! Era criança, pai, mãe e adolescente pra tudo quanto é lado! Preenchi meu cadastro e prestei atenção no meu número: 115. De repente chamam o 59. Respiro. Para passar o tempo, fiquei divagando sobre a vontade de desistir do teste com minha mãe no MSN. "Mas quanto é o cachê?", ela perguntou. "É... será que não vale a pena esperar?". Eu esperaria, apesar de incrédula por se tratar de foto de maiô/biquini. Prestou atenção no verbo? Esperaria, caso não me ligassem e me confirmassem que havia sido aprovada para o job! Avisei a produção, rasgaram minha claquete, voltei para casa, tomei meu banho, almocei o mais rápido possível, me dei o direito de pegar um táxi e encontrei o pessoal na casa da fotógrafa. Junto comigo, mais duas figurantes e todo mundo dentro da van! Chegamos na cidade por volta de 17h, faz maquilagem aqui, arruma o cabelo dali, teste e foto. Pronto! Às 21:30h já estava em casa. Não levei o frio a sério e quase congelei com o vestido meia-estação! Mas ao entrar no meu tão quentinho apartamento, tive a honra de vestir o meu pijama de frio e colocar uma meia no pé! Que delícia! Apesar da chuva, eu estava com saudades de um clima mais ameno... E assim foi o dia. Conhecendo a prefeitura de Jundiaí, conhecendo atrizes com os mesmos dilemas que eu - quando não piores -, novos produtores, sendo reconhecida pelo sorriso, reencontrando coincidentemente namorado de amiga, ganhando mais um ítem no currículo e um dinheirinho na conta corrente, que estava mais parada que água de poço... Faz bem pro ego! Assim, estou me rastejando enquanto o relógio marca meia-noite e dez. Amanhã tenho mais dois testes e a cabeça está cansada para memorizar texto. Eu mereço minha cama e como amo meus lençóis, meus travesseiros, meu edredom e o cheiro de baunilha que embalam minhas noites... Boa noite!

Matéria na Revista Mérito (abril 2011, Franca - SP)



No feriado

Comemorou-se muito nos últimos dias... Sexta-Feira Santa, Sábado de Aleluia, domingo de Páscoa, Tiradentes, Descobrimento do Brasil, amizades, família, saúde, a benção amaldiçoada do cacau... Foram bons e tranquilos dias no interior! Quase esquecidos na gaveta do hack na sala de minha avó, enquanto procurávamos o já esquecido jogo de loto (ou bingo ou víspora ou como quiser chamar) para a alegria dela, encontramos duas cópias da minha autobiografia, escrita aos 15 anos. Fazia muito tempo que não via os livros, já que as poucas cópias se espalharam e se tornaram best seller da família Menegucci e adjacentes. Dediquei as minhas quase cinco horas de Rápido Ribeirão na segunda-feira à revisão daquelas quase 300 páginas que há dez anos escrevi. Senti um frio na barriga ao redescobrir o que pensava eu em 2001. Já faz tanto tempo... E sério, parece que foi ontem! Não é papinho de elevador, não. Como passou rápido! Naquela época o Word não era o programa mais usado... Não havia Google, Facebook, nem Youtube e muito menos clubes de ofertas. Não havia Blackberry... Nada de Ipod, nem câmera digital... Dedico um parágrafo agradecendo à internet, acredita? Lógico que não foi possível uma distância muito grande entre a leitora e a escritora naquele momento, e apesar dos alguns erros gramaticais e dos muitos de digitação e pontuação, constatei que não mudei muita coisa. Mudança eu digo no sentido de água para vinho... A metáfora é que minha Sidra Cereser está no caminho para se tornar uma Cristal, entende? Me surpreendeu o fato de que ali deixo claro que ser atriz era uma opção palpável. Também pudera! Eu acabava de fazer o comercial para o Liceu Albert Sabin! Opção essa que joguei para debaixo do tapete dois anos depois... Ali eu nunca tinha namorado. Não tinha ainda conhecido outro país. Sonhava com a cidade grande... Temia o vestibular. Tinha como melhor amiga alguém com quem hoje nem falo. Ansiava por festas, por cores, por barulho. Acreditava no amor. Desejava paixões. Até ali nunca tinham partido meu coração e eu ainda era sonhadora, coisa que deixei de ser numa amargura trancada durante quatro anos de uma faculdade que eu não queria. O mundo ainda não tinha assistido ao 11 de setembro, mas a política continuava praticamente a mesma. Tudo tão igual, tudo tão diferente... Aos 15 anos eu já desejava a mesma coisa que ainda desejo todas as noites ao ver a primeira estrela no céu: ser feliz - e eu já era, mesmo não sabendo. Nunca me arrependi ter gastado os quase R$500,00 com a publicação naquela época de economia nem os vários meses na frente do computador. Realizei entrevistas e mais entrevistas, resgatei fotos nunca antes vistas, registrei a vida como foi e como era e coloquei como ponto de interrogação o que viria a ser ela. E por isso não abandono você, querido blog. A vida e a cabeça são demasiadas ricas para serem guardadas em apenas 300 páginas... Você é a continuação de tudo isso que é Meu. Boa noite! Boa quarta-feira!

sábado, 23 de abril de 2011

Conto de Fadas

Levante o dedo quem, dentre as meninas na faixa de seus vinte e poucos anos, nunca tenha sonhado se quer uma vez na vida em se casar com o Príncipe William... E hoje não se fala em outra coisa! A cerimônia do dia 29. O vestido de Kate. A tiara de Kate. O mapa astral do casal. A história de amor da plebeia e do herdeiro do trono inglês. William não veio montado em um cavalo branco mas escolheu a morena "girl next door" para ser chamada num futuro breve de rainha. Na realidade não vivemos em meio a reis, duques, cavaleiros nem madrastas. Em nossas crônicas cotidianas, é mais fácil encontrar como personagens princesas e sapos. O pântano está lotado! Escuta-se na noite o coachar de príncipes ainda girinos, que teimam em não deixar o solo inundado. E não resta nada para as pobres princesas senão abandonar às vezes as vestes longas e se embrenhar na lama movediça procurando sangue azul mas acabando muitas vezes encharcadas do sangue mais escarlate... A verdade é que somos fascinados pelos contos centenárias da Cinderela, da feiosa que virou ubermodel, do menino pobre que passava fome e virou fenômeno do futebol... São histórias fantásticas que permeiam nossos sonhos para abrandar a crua realidade. Contos de Fadas existem sim: ou são exceções ou são livros. Provavelmente serei obrigada a engolir a transmissão do espetáculo britânico e tentarão me fazer engolir que ali a felicidade é plena e que a beleza será eterna. Mas vidas e casamentos não seguem roteiros. Podem sim acabar num túnel bem escuro ou se prolongar sem a luz no horizonte. Mas continuaremos procurando pelo "felizes para sempre", mesmo sabendo que a coroa não tão cedo enfeite nossas cabeças. De amor ou de guerra, a verdade é que o homem sempre foi louco por boas histórias. E as melhores nem sempre são as faladas nem as escritas, às vezes são aquelas guardadas ou simplesmente vividas. A vida é feita dos tecidos de que são feitos os sonhos. E agradeço que hoje eu possa ao menos sonhar... Não com uma dinastia que não me pertença mas com um pântano prestes a secar e que um dia dará origem a mamíferos, pois de anfíbios eu acho que já estamos fartas. Estou certa, meninas?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Verbo "TER"

Hoje tive dois testes. O primeiro já estava na agenda desde a semana passada, e depois de enfrentar o trânsito que me fez rastejar apenas quatro quarteirões em quarenta e cinco minutos, a coisa foi rápida. Fui mal. Bem mal. Saí de lá mais irritada ainda e decidi que voltaria a pé. Estava muito calor e a ideia de ficar sentada em um segundo ônibus não me agradava. Enquanto descia a 9 de Julho, o celular toca. Um segundo teste. Eram 13:15h. Meu bilhete único estava descarregado. Eu não sabia onde abastecê-lo. Na realidade eu não queria. Eu queria andar, mesmo debaixo do sol escaldante que resolveu invadir as portas do céu do Sudeste nos últimos dias... Sendo assim, andei dos Jardins à Vila Mariana. Fui uma das primeiras a entrar no estúdio, já que este começava às 14h. Neste fui bem. Aliás, era tão simples que não tinha como não ir bem... Voltei para o Itaim, ponto zero do trajeto. A pé novamente. Às 15:30h já estava almoçando. Minhas pernas recusaram a ida ao parque. Dei descanso a elas, elas mereciam. O dia já tinha rendido o que tinha pra render... "Tinha": verbo "ter" no pretérito imperfeito do indicativo. Verbo este que não abandona nossos monólogos, nossos diálogos, nossas cobranças, nossos adjetivos, nossos objetivos. Ter teste. Ter dinheiro. Ter uma reunião. Ter um corpo bonito. Ter um(a) namorado(a). Ter uma viagem marcada. Ter um carro. Ter casa própria. Ter sucesso. Ter o próprio negócio. Ter filhos. Ter que fazer. Ter que ter, ter o mundo nas mãos... "Ter" tudo isso para "ser" feliz. É preciso mesmo tanto assim? A semana é curta... Boa noite! Amanhã eu não tenho hora pra levantar... Eu juro que gostaria que esta conjugação não estivesse na negativa...

domingo, 17 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

@ www.naointendo.com.br


UM NOVO MONÓLOGO

Muito sono...

Não sei o que se passa, mas ando extremamente cansada desde que cheguei em São Paulo... Por isso, já peço desculpas pelo post pobre e sem nenhuma inspiração. Testes foram feitos, um teste foi perdido, um grande teste amanhã, um outro já segunda, um monólogo posto no Youtube, uma sátira da Colgate no site Ñ.intendo, um início ferrenho de dieta, um convite a uma festa vipíssima do Restart recusado, um corte de cabelo, calor na capital e o show mais incrível do mundo: U2. Acabei de ver Coincidências do Amor e fiquei um pouco temerosa em acabar como Jennifer Aniston na trama, que paga um doador de esperma para ser mãe quando seu relógio biológico começa a apitar. "A vida está em sessão", ela diz... E ah, assisti finalmente à propaganda nova da Colgate. Primeiro: a atriz não se parece comigo. Segundo: É Colgate Total 12 Professional Whitening. Terceiro: a minha continua no ar. Um beijo e boa sexta-feira! Queria descer para o litoral nesse final de semana que promete ultrapassar os 30 graus... E sim, a camisa da foto é a mesma do monólogo acima...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Porque 5 + 2 nem sempre é 7

Meu primo nasceu no mesmo dia que eu, seis anos depois. Confesso que não gostei da ideia de dividir a data com um outro alguém tão próximo, dividir o "Parabéns Pra Você...", dividir a mesa do bolo, dividir as atenções... Dezenove anos depois, vejo que o ciúme foi desnecessário. O 11 de abril ainda é meu. E eu faço o que eu quero e me reivento como desejo. Eu junto quem eu amo e me abraçam do jeito que mereço. Eu choro e como agradeço! Eu como bolo e brigadeiro mesmo! Eu não tô nem aí! Aniversário é tão bom, que só se comemora uma vez no ano. Posso me sentir especial pelo menos durante um dos tantos 365 dias? Posso? E fazer 25 não é pouca coisa, não. Procurando números cabalísticos e planejamentos de longevidade, chegaram à simples conclusão de que, se Deus quiser, completei hoje 1/4 da minha vida. Apenas 1/4. Tem tanta coisa mais por vir... Mas me disseram que hoje estou mais perto dos 30 do que dos 20. E o que isso quer dizer? Quer dizer que a brincadeira tomou a máscara de coisa séria. Quer dizer que ser aos 25 é muito mais do que ter aos 25. Quer dizer que felicidade não se compra, se planta, é para a sua própria subsistência... Quer dizer que eu não me torno mais velha, mas sim mais interessante. Não resolverão mais os meus problemas e para isso encero minha cara de pau quando preciso. E não posso mais bater o pé para ter o que quero, preciso é bater no peito. Quer dizer que devo ainda sonhar e correr atrás porque o chão é raso e as asas largas... O céu é meu limite. Não preciso fazer média e nem me fazer-los engolir, porque a diferença entre ser e fingir é o valor de um cachê. Idade é só um número e eu sou da área de humanas e aqui não existe exatidão, não existe planilha, nem HP que chegue a algum resultado final. Eu sou uma equação sem resultado. Completar 25 anos não significa nada. Mas ter vivido os meus 25, ah, isso muda tudo. Eu sou assim mas não me imaginava assim aos 25 quando completei meus 18 anos. A verdade é que eu nunca me imaginei além dos 18 e acho que aquela adolescente ficaria surpresa ao me ver aqui, ali, assim, assado. Felicidade não se mostra, não se qualifica, não se quantifica e nem se traduz. Felicidade se sente. Já o medo se mostra tanto, mas tanto, que se esconde. Se qualifica e toma proporções de gigante. E agora estou assim, uma mistura inacabada de felicidade e medo, do que foi, do que vem. Falam que de agora em diante o tempo voa. Mas vou agarrar o tempo com as unhas mais afiadas e se baixo ou alto, vou voar junto com ele. Eu já tenho 25 anos! Eu só tenho 25...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

7 de abril

Tudo o que eu fiz ontem e hoje é relevante. Não vem ao caso meu teste de refrigerante pela manhã, a locução prometida que foi remarcada para semana que vem, a gravação de um novo monólogo para renovar meu dvd book, que meu porteiro me confundiu com a garota propaganda do Ipê, nem que vim parar - novamente - no interior. Hoje o assunto é outro. Violência. Já virou papo de balcão de padaria, de mesa de buteco, de postagem em Facebook... E vai ser o meu papo por aqui também, não tinha como fugir. Dona Dilma se emocionou no palanque, eu chorei na mesa do almoço, o Brasil se comoveu, mas e daí? O sofrimento verdadeiro não é nosso, e sim daquelas 11 famílias que perderam seus anjinhos de um modo hollywoodianamente brutal, daquelas centenas de crianças que carregarão uma cicatriz que cirurgião plástico nenhum vai remover e dos tantos familiares que aguardam uma resposta positiva dos tantos profissionais que se empenharam para salvar a vida daqueles inocentes. O Brasil ainda não tinha uma Columbine, mas agora mancharam com o mais escarlate sangue as páginas da história. Edições especiais de telejornais espetacularizaram o que por si só já é um freak show. No entanto, não tem como se manter intacto ao ver as cenas de uma mãe recebendo a notícia de que não verá seu filho crescer e que a mais linda dádiva recebida - a vida - acabava por ali. É trágico, é idiota, é incompreensível, é explicável, é repetição, é inovador. Fatos assim nos fazem acreditar cada vez menos no ser humano, mas um louco dessa estirpe é minoria, ufa! Se o destino já está traçado, resta-nos aceitar que assim caminha a humanidade, ultrapassando obstáculos, caindo em buracos, buscando o horizonte, alcançando o mais alto cume, seja ele no céu ou aqui mesmo na Terra. Que Deus esteja com eles! Que Deus esteja conosco. Às vezes é difícil acreditar que Ele está no meio de nós...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Substitutas

Já faz umas duas semanas que escuto comentários aqui, ali... Estreou uma nova propaganda da Colgate Total 12 e isso está deixando meus "fãs" um pouco preocupados... Hoje minha manicure começou a conversa assim: "Stella, por que eles substituem atrizes em comerciais?". Eu já sabia onde isso ia chegar... Na cabeça das pessoas às vezes ronda um medo de que, de repente, a atriz não foi bem aceita ou que o comercial era ruim e resolveram colocar um melhor no lugar ou simplesmente tirar do ar. Muitos acham que para sempre eu seria a garota Colgate e que eternamente a propaganda do Walmart deveria anunciar preço baixo ainda mais baixo todo dia com aquela mulher de regata branca e camisa azul. Acreditam que fui traída, que fui esculachada, que eu merecia continuar e sempre - sempre! - que me falam, acabam criticando a minha sucessora. Isso é bem engraçado. Eu ainda não assisti à nova Colgate, mas confesso estar curiosa, pois já fui confundida com a nova atriz. Já me perguntaram se refiz a propaganda e já me disseram que me assistiram pela primeira vez alguns dias atrás mas que não tinha nada a ver comigo... Mas vamos aos esclarecimentos! Primeiro que assinei um contrato de curta duração com o Walmart. Assim, não fui substituída pela moça com o papo da dieta. O cliente tem um plano de marketing e eu não influenciei nenhuma troca em seu roteiro. Segundo, não refiz a propaganda da Colgate. Se fizeram uma parecida, talvez seja porque a minha estava exaustivamente no ar desde agosto de 2010, ou talvez, sei lá porquê. Não é complô, não é marmelada, não fui criticada, nem nada do tipo. Entendo que aqueles que torcem por mim querem me ver diariamente no ar, na capa da revista, no outdoor, junto das estrelas lá no céu... Eu também gostaria. No entanto, está tudo certo, pessoal (eu acho...). Don't worry, be happy!

terça-feira, 5 de abril de 2011

What Is Happiness? (Sunflower Caravan)



You think you're clever in your own opinion

You think you're sorry 'cause you made a million

You got your fancy ways in dinner parties

If you're so smart how come you're so far from a smile?

Oh, what is happiness to you?

I hope it's not the things you do...

Why don't you let me show you?

Why don't you let me in?

I guess you never had a bad experience

I guess you took for granted everything you have

I know you think you're better than most people

If you're so God damn perfect how come you're so dull?

Oh, what is happiness to you?

I hope it's not the things you do...

Why don't you let me show you?

Why don't you let me in?...

Analisando...

Há exatos vinte minutos estou me analisando. Passei o dia sem me autocriticar, mas não sei se devido ao cansaço e ao sono, olhei meu blog e pensei: "quanta besteira". Pensei até em apagar o subtítulo A um passo da Globo e a dois de Hollywood. Um dia eu achei isso engraçado mas esta noite, achei isso e tudo mais extremamente brega... Minha página do Facebook. Para que colocar tantas fotos? E detalhes que a maioria são fotos festivas e quem dá uma passada por ali e confere meus álbuns acha que minha vida é só festa e que, como disse um amigo de Ribeirão, ela se parece com aquele seriado Kimora e Sua Vida Fabulosa. Pessoal, não tem nada de fábula aqui! A gente só faz uma seleção dos melhores momentos, certo?! Não vou colocar uma foto minha no circular Sacomã-CEASA indo para a O2 fazer um teste para banco, usando sapatilha e com um sapato de salto guardado na bolsa para entrar toda pomposa no estúdio, como fiz hoje. Não vou publicar minha foto no supermercado escolhendo cebola, banana prata e aproveitando que o brócolis japonês abaixou 1 real e estava a R$3,99. Não vou. Isso aqui não é Flagra da Contigo!. Aliás, por que eu escrevo? Pra que divulgar? Eu seria mais interessante se fechasse meu livro? O que é, na verdade, o "compartilhar"? Eu poderia muito bem fazer um diário e guardar embaixo do colchão... Pra que colocar a letra incrível da música que ouvi hoje pela manhã, tão antiga mas atemporal: "You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser, you gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger, you gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together, all I know, all I know, love will save the day" no meu status? E pra que a foto com minha avó tão querida que acabou de completar 82 anos? E se eu apagasse tudo? Isso tudo é exibicionismo? Ou carência? Quantas vezes lemos "Estou muito feliz!" e você sabe que na verdade, a pessoa está se fazendo de feliz para tentar se vingar de alguém que um dia a fez sentir humilhada... Ou então "Estou com sono, vou dormir.". Tá, boa noite! Mas a pessoa quer "escutar" alguma coisa, qualquer coisa, de alguém, qualquer pessoa, já que de repente não há ninguém ali ao lado... Ou então faz um carregamento móvel com amigos na balada e com pulseirinhas V.I.P no pulso para mostrarem que são livres, leves, soltos e chiks? As redes sociais são um caso a ser estudado. Tudo bem, o meu blog tem um enfoque profissional, mas tanta coisa é adicional... A gente dá a cara a tapa para ser criticado, seja crítica boa, seja crítica ruim. Para que, se no anonimato a gente já é açoitado com olhares e julgamentos? Ainda bem que não sou só eu quem tem e nem só eu quem leio... Obrigada, leitores. Assim, começo a semana já com uma locução marcada para quinta-feira para Brinquedos Bandeirante, um cachê-teste no bolso, uma dieta na balança e uma indagação na cabeça: "quem sou eu e o que eu estou fazendo?!". Se eu fosse americana, eu diria: "What the hell am I doin' here?". Somos todos casos a serem estudados. Todos. Nem você é exceção.

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Fim de semana precoce

A semana foi profissionalmente fraca e assim resolvi liquidá-la antecipadamente e me refugio agora no interior. Quanta diferença da correria do post passado... Mas o final de semana é festivo e minha presença aqui era mais do que necessária! De importante para retratar, só mais um teste para um shopping. Repentino. Daqueles que você está fazendo seu almoço quando o telefone toca te pedindo para estar na Vila Madalena das 14 às 19h. Homens e mulheres, de diferentes idades, a fim de preencher as vagas para mãe, pai, namorado e namorada. Desta vez me encaixaram para namorada. É bom não ser a "mãe" de vez em quando, acho que combina mais com os meus já quase 25 anos... A resposta não sei quando sai ou se já saiu, mas como sempre esperamos o "não" e o sim é exceção, não contem muito com a menor probabilidade. Fora isso, o telefone tocou para eventos. Abril, maio e junho são os meses bombásticos para quem trabalha na área, mas neste momento, eu me encontro fora dela. Obrigada, mas feira não mais. Terça-feira recebi o convite de um grande amigo para ir ao desfile do lançamento da coleção outono-inverno de Camargo Alfaiataria. Coloquei o vestido mais adequado, o salto mais alto e fomos conferir as presenças ilustríssimas de Ronaldo Fenômeno, Luciano Szafir, Cafu, Maurício de Souza, Rodrigo Lombardi, Frejat, Paulo Zulu, DJ Zé Pedro, Paula Lima, Amaury Jr. entre outros, no Credicard Hall. Foi quando cheguei à conclusão de que meu marido, seja lá quem ele for e quando for - se for -, vai se casar by Camargo e que um pouco de boemia regada a prosecco no meio da semana não é pra qualquer um... Foram muitos flashs... Uma noite para se lembrar! Os ingressos para o show do U2 já estão na mão e a cabeça ainda continua um turbilhão. Escutar de minha mãe numa tarde ociosa de quarta-feira que seria bom eu voltar a pensar em fazer minha pós em jornalismo e arrumar um emprego paralelo não foi o meu ponto alto da semana... Boa sexta-feira e cuidado, pois mentira faz o nariz crescer...

segunda-feira, 28 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Eu disse...

Iniciei este texto na sexta-feira mas a programação noturna me fez salvar como rascunho e continuar a narrar a saga só hoje, domingo. Eu falei que a semana seria braba! Hoje já é praticamente segunda-feira e detalhes se perderão no relato das tantas viagens, trabalhos e expectativas. Mas vou tentar, eu prometo. Segunda-feira ainda fiquei à paisana pela cidade, esperando possíveis respostas... Tive que levar o contrato do job de domingo na agência, fiz meu almoço, corri no Ibirapuera e nisso já foi o dia inteiro. Enfrentamos - minha mala e eu - o trânsito e a lotação do ônibus das 19:30h para embarcar para Ribeirão no das 20:30h. Após certo stress, cheguei 1 da manhã em terras caipiras, já com afazeres para a manhã de terça-feira. Ao meio-dia do dia seguinte, já estava na estrada a caminho de Franca para as fotos de um instituto de ortodontia - Instituto Ronaldo Leite. Franca já faz parte de um passado distante e nem me lembro a última vez em que estive na cidade. Mas ao lá chegar, cordialmente me apresentaram todo o espaço do instituto e fiz algumas fotos para uma revista local. Logo em seguida, seguimos para o estúdio e fotos e mais fotos foram tiradas, nos aproveitando ao máximo do meu sorriso que estará em folders, em site e revistas da cidade. Quando já davam quase seis horas da tarde, saímos de estúdio e, seguindo a minha vontade, continuei a fazer mais algumas fotos para a revista, desta vez no campus novo da UNESP. Quanta mudança! O antigo colégio de freiras com dezenas de pontos de risco que ocupava um quarteirão do centro da cidade fora substituído por um campus de verdade! Não tive tempo de vasculhar cada canto da faculdade, nem de visitar a biblioteca e nem de comer um mísero pão de queijo na cantina - que não tenho informações se ainda é do famoso Seu Eli -, mas enquanto universitários carregavam seus livros e a bateria ensaiava seu repertório, eu era a "modelo" ex-unespiana que ganhará algum espaço nas páginas da mídia local. De 2008 para cá, posso dizer que houve algumas reviravoltas, para mim, em Franca, para a UNESP, na vida. Não morro de saudades dos longos cinco anos universitários... Pé na estrada novamente, de volta a Ribeirão. Quarta-feira pela manhã regravei algumas locuções da Gás Natural Fenosa, devido a mudanças no texto em uma produtora de Ribeirão Preto parceira da sorocabana. Durante a tarde, aguardei o roteiro da abertura da 20a Jornadade Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Sinhá Junqueira, que não me chegou em mãos com antecedência. Confesso um pouco preocupada, cheguei no Centro de Convenções vinte minutos antes da cerimônia começar e passei e repassei o texto numa velocidade acima do normal. O relógio e as poltronas já ocupadas não permitiam um ensaio apropriado. Podemos começar? Deu tudo certo, especialmente se considerarmos o improviso da coisa. Depois, foi festa! Reencontrei os médicos que anualmente encontro, fui apresentada a novos, contei sobre minha carreira em andamento aos interessados, ouvi elogios fervorosos sobre meu pai, sobre o mestre de cerimônias, as propagandas, sobre como cresci, como mudei, como sou corajosa... e lógico que não faltou a pergunta: "Você já escovou seus dentes hoje?". Uma noite deliciosa, de um evento especial, de um trabalho especial, com pessoas especiais. Quinta-feira às 9h eu já estava em mais um ônibus retornando à capital. Viagens assim me deixam cansada e irritada. Só fui entrar em casa depois das 15:30h. A estrada já deixou de ser uma boa opção e passo a considerar avião nas próximas vezes... Quando entardecia, depois de uma tarde de chuva, faltou energia no meu bairro. Fui vendo o anoitecer e não achava vela em casa, a bateria do laptop se esgotava e fui obrigada a fugir para o Kinoplex. Amor Sem Compromisso foi a sessão escolhida. Depois de dar algumas risadinhas bobas com Ashton Kutcher e constatar quão pequenininha é Natalie Portman, recebi a ligação de uma produtora sondando sobre a disponibilidade para uma gravação na sexta-feira em Brasília. Apesar de um teste para vitamina C, minha agenda estava livre, claro! Assim, fui orientada a dormir na iminência de viajar às 11h do dia seguinte, cabendo ao cliente escolher entre uma atriz de lá e eu de cá. Na sexta-feira me levantei às 8:15h, torcendo para estar no ar em algumas horas, mas não fui contemplada pelo cliente do Planalto Central. Um pouco decepcionada, já que era o terceiro trabalho dos últimos dez dias que perdia na final, segui para meu teste na Vila Madalena. Ser vice-campeã neste caso não vale muita coisa... Nada de cerveja, nada de sabonete, nada de aeroporto. Alguém pode dizer pra esse pessoal que ficar editada e esperando resultado eternamente não é legal?!... São tantas incertezas... Me disseram que se plantarmos mudas de "se" conseguimos um arranjo de "quase", ou algo parecido. Mas completei que se regarmos o arranjo chegamos a uma plantação de possibilidades. E se as possibilidades derem frutos, temos hectares de certezas. Tudo depende de uma boa jardinagem... E seguiu-se o final de semana... Faz muito calor na capital. Não sei nada sobre esta semana que se iniciou há 55 minutos. Mas sei que esperanças ficaram para trás nesses últimos dias. É triste quando a vida nos responde com um "não", direta ou indiretamente, enquanto esperávamos o "sim" e tantas outras coisas mais... C'est la vie! O apartamento agora está completo. Dentro de casa não há mais nada para se ajustar. Mas tem tanta coisa desajustada por aí... Boa semana! PS: Vou entrar debaixo do chuveiro pela terceira vez... passar hidratante no calor morando em um apartamento sem ar condicionado nem sempre é uma boa ideia...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Gravação!

Me resguardei numa noite de sábado que estava sendo incrível em vários pontos do planeta. Às 5:45h deste domingo, despertou meu relógio. Saí de casa tranquila, com certa antecedência, pensando que "nunca se sabe!". Chamei um táxi - lerdo e caro - e fui para a Rodoviária Tietê, com rumo certo: Viação Cometa. Enquanto me aproximava da bilheteria, fui lendo todos os destinos dos ônibus e nada de Sorocaba. Quando cheguei no guichê, fui informada de que o embarque era somente na Rodoviária Barra Funda. Eram 7:20h. E eu teria de estar às 9h na cidade.
Atordoada e mais do que bufando, voei pelo metrô, fiz baldeação e cheguei na Barra Funda a tempo de pegar o das 8:15h. Liguei para o produtor, pedi as mais sinceras desculpas, fui mais do que desculpada, e segui minha viagem num micro-ônibus lotado que demorou vinte minutos a mais do que previa o site da companhia.
Me buscaram na rodoviária. Maquilagem. Cabelo. Espera. Almoço. Maquilagem de novo. Estúdio. Se tratava de um vídeo institucional para a Gás Natural Fenosa e pela primeira vez, trabalhei com teleprompter (TP). Piece of cake! Todos planejávamos sair de lá depois das 18:30h, mas às 16h os trabalhos já estavam finalizados e fui carinhosamente levada para experimentar a famosa coxinha da Real. A fama não veio à toa.
Dever cumprido, mais um bom trabalho para o currículo, o aprendizado com TP, mais um post no blog. Um temaki, meia barra de chocolate, uma tentativa frustrada do dvd pirata de O Vencedor e uma tentativa inacabada de A Rede Social depois, mais um domingo! Que cansaço!
Essa semana promete!

sábado, 19 de março de 2011

Sexta-feira

Acordei, voei para tomar meu banho antes que o encanador chegasse para consertar o vazamento no banheiro, o recebi, me arrumei, tomei meu café e o abandonei aqui, dando o start para a minha sexta-feira. Primeiro passo: teste de foto para banco. Uns bons quarenta e cinco minutos no ônibus e cheguei na produtora mais animal que já entrei. Foto assim, foto assado, segura o cartão, segura um celular, sorrisão, gargalhada, ok, obrigado. Saí de lá e de repente um bafo invadiu São Paulo. Não sei se a cidade inteira ou se só a Vila Leopoldina chegando até o Largo de Pinheiros... mas tava quente pra dedéu (gostaram da expressão?). Aí já constatei que havia escolhido mal a blusa de manga três quartos, apesar de branca... Mais um ônibus. Dois. Fui para o segundo teste. Na realidade, o segundo teste do dia e o segundo teste para o tal sabonete, já que mudanças rolaram no roteiro e me colocaram definitivamente no papel de mãe. Antes parei numa lanchonete e tomei um suco de abacaxi e limão, já morrendo de fome. Esperei pouco, entrei no estúdio com "meu marido", "meu filho" e uma professora. Me alegrei ao ver tantas crianças de cabelo castanho escuro... Fiz o que tinha que fazer e saí de lá com o coração na mão. Eu queria tanto... eu preciso tanto... eu merecia tanto... Agora é aguardar, fazer o quê! Não me resta nada além de esperar...
Quando o relógio já marcava quatro e pouco, estava no quarto ônibus do dia, cansada pela noite pouco dormida, pelo calor escaldante, pela peregrinação divina dos testes e mais testes e pela incerteza sobre meus próximos dias.
O telefone toca. Ganhei de presente uma gravação domingo em Sorocaba para um vídeo institucional! Assim, remanejei a agenda. Pedi desculpas para a formanda - amiga tão querida -, senti um pesar por ter que deixar a vida pessoal de lado pela profissional, agradeci aos céus pelo primeiro trabalho do ano e olhei os horários de ônibus, já que às 9h de domingo terei de aportar na rodoviária da cidade. Faminta... me entreguei a um temaki de salmão com shimeji, o enchi de molho tarê e gergelim e um Guaraná. E começou a chuva... Sempre munida de sombrinha, caminhava para casa quando passei na frente de um buteco e senti o cheiro dos espetinhos de "filé minhau". Não resisti e paguei R$2,50 por uma linguiça - deliciosa, diga-se de passagem. Voltei para casa. Tomei meu banho. Respirei.
Deitei no sofá para assistir nada e enquanto trocava de canal descobri a programação nova da MTV e um programa chamado Top Mundi. Pelo Facebook parabenizei o VJ, pois há tempos a emissora carecia de um programa assim. Conferi músicas que estão no topo do mundo, fiz download e ouvi, incessantemente, a duas delas em especial: Sale el Sol, da Shakira e Young Blood, de The Naked and Famous.
Assim, dediquei minha noite de sexta-feira ao nada e ao tudo, perambulando entre sofá e minha cama, contemplando a vida e cantando para ela. Ela merece as mais lindas serenatas...
Bom final de semana!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Oba!

Disseram para eu não espalhar, que nem todos são "de bem" e que nem toda torcida é a favor. Mas aqui é o meu espaço e eu pedi para o Google instalar uma chave de proteção contra mau olhado (tá ali embaixo, dê uma olhada!).
Meu samba no pé deu resultado! Estou editada e a resposta saberá Jesus quando sai. Feliz e já prevendo a ansiedade, deitei na tarde ociosa para finalmente assistir Diários de Motocicleta. O telefone toca. Quer outra boa notícia? Também estou editada para o sabonete da semana passada, aquele que já havia esquecido e guardado na gaveta dos "nãos". As good vibes não mentem! A gente sente quando é pra ser... E vai ser, será?
Celular movimentado e infelizmente duplamente, tive que recusar o envio de material para uma marca de cosmético para o Dia dos Pais. "Você pode enviar uma foto recente sua com seu pai?". Quisera eu... Se papis estivesse aqui, uma foto só dele já garantiria o meu cachê...
Trim-trim! "Alô!". Teste amanhã, dos bons!
Às 19:15h, depois de organizar finalmente meu quarto, não sabia se continuava a caminhar pelo Deserto do Atacama junto com Gael García Bernal ou se correria nas alamedas do Ibirapuera. Assim, a viagem de Ernesto Guevara ficou pela metade e a ansiedade nas alturas.
Desta maneira, minha agenda está em suspenso para os próximos dias. Talvez a viagem para o interior seja cancelada por bons motivos... Mamãe, minha amiga formanda, a foto para a Clínica Odontológica de Franca e o trabalho de Mestre de Cerimônias no Congresso de Ginecologia em Ribeirão vão entender, se preciso.
Para um dia sem programação, até que tive altas doses de emoção. "O dia em que você perder o frio na barriga, aí f****!", me disse meu primeiro professor e diretor de teatro. Eu ainda tenho muito. Eu vivo tentando caçar essas benditas borboletas no estômago... Esse é o prazer de tudo. Sem o frio na barriga não tem a mínima graça...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Teste aqui, teste acolá

Não sei se foi o chá verde da noite ou a ansiedade de não sei o quê... Não dormi bem. Não acordei bem.
Fui meio irritada para o teste da manhã, esperei o ônibus, esperei cinquenta minutos dentro dele, duas horas na produtora, decorei e falei o que tinha que falar sem gaguejar mas não senti que vai dar. Não fiz amiguinhos na espera, não me encaixava no perfil dos que lá estavam (o que pode ser excelente como uma catástrofe) e nem senti a faísca que deve se sentir no estúdio após o "Corta. Valeu, Stella!".
Saí de lá, um ônibus, dois, casa. Fiz meu almoço às quase quatro da tarde, escutei algumas músicas revigorantes, troquei a roupa (pois propaganda política em nada tem a ver com cerveja), dei um up na maquilagem e fui para o Butantã.
Achei que fosse concorrer com gostosas corpulentas à la Paniquetes, mas não. Tinha de tudo! Encontrei amiguinhas, esperei quase nada, e vestida proposital e obrigatoriamente de saia, sambei de salto para a câmera segurando uma latinha de cerveja! Cada coisa... Eu já me vesti de espanhola em formatura de curso da língua, eu já andei com bob na cabeça no metrô de São Paulo, eu já subi em lixo na Avenida Paulista, mas eu nunca havia mostrado meu gingado moreno - e olha que eu tenho! - com uma latinha na mão seduzindo a câmera.
Voltei para casa quando já passavam das sete e mesmo assim, enfrentei o escuro, o friozinho e a fina garoa para correr. O parque já apresenta sinais de um outono que vem pela frente e fica ainda mais lindo, quase um "Outono em Nova York", sabe? Quase...
Amanhã tenho nada. Engraçado, né? Hoje a agenda transbordou com três testes - um não feito - mas o dia seguinte não promete grandes emoções, nem samba, nem orgulho de ser brasileiro.
Boa noite! Hoje sem chá verde e sem despertador para tocar...