segunda-feira, 23 de julho de 2012

Coincidentemente...

Existe aquele papo de que nada é por acaso, já ouviu? O acaso talvez seja o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar suas obras, quando não quer ser óbvio, quando parece querer dar a emoção que eu tanto prezo. Já disse um conhecido por aí que o acaso é ao mesmo tempo um deus e um diabo. Os últimos dias da minha cachorrinha não foram pautados apenas pelo adeus e a tristeza. Quando os dias pareciam perdidos e o tempo irremediável, eis que o Facebook me rendeu a gravação de um comercial, o contrato assinado para ser a apresentadora da campanha política de um prefeito da região e novos e coloridos rumos para os próximos dois meses... Portanto, as agências já estão avisadas, as amigas alertadas, a família empolgada e a capital amargurada. Ribeirão Preto terá que me aguentar! Pode isso, Arnaldo? É o universo conspirando para o inesperado... Boa noite! 

domingo, 22 de julho de 2012

Estrofes

Enquanto os cães vão para o céu, enquanto o frio é culpa da Nina, enquanto pit bull é trocado por três pedras de crack em Penedo, enquanto a gente quase perde as forças e desacredita de tudo e de todos, a gente se refaz e tenta continuar vendo poesia nas coisas. Porque poesia ora é feliz, ora triste, ora protesta, ora condiz. E não é assim também a vida? E nesta tentativa ininterrupta de caminhar, quarta-feira foi dia de fotos para Magazine Luiza. Cheguei na gelada capital no final da noite de terça-feira e nove da manhã lá estava eu reencontrando queridos amigos de trabalho e fazendo mais um dia de clicks, caras e bocas extremamente delicioso com tempo contado no relógio para mais um teste também fazer! Aí foi hora de enfrentar o trânsito da hora do rush! Precisava chegar até a rodoviária e n meios de transporte foram cogitados: trem, metrô, a pé, barco, helicóptero! Mas o primeiro táxi foi minha melhor opção e contando os segundos do relógio e os centavos do taxímetro, consegui pegar o ônibus das 19:45h para Ribeirão. E o resto foi pura poesia... E muitos outros versos virão.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Todos Os Cães Merecem O Céu

Era 1996. Passava noites confabulando com minha mãe para achar o nome ideal. Contava os dias para a gestação terminar, para aqueles filhotinhos logo nascerem e num piscar de olhos desmamarem para que a nossa casa viesse aquela que chamamos de Laika. Uma criaturinha que cabia na palma da mão e cheirava a leite com pão... O primeiro latido... A primeira troca de dente. A primeira vez que pulou no sofá... As brincadeiras de esconde-esconde quando ela rodava o apartamento com seus gritos escandalosos e só sossegava quando me encontrava, para novamente, lhe jogar a bolinha enquanto eu me escondia atrás de alguma porta ou móvel, sei lá. E ela recebeu tantos apelidos, tantos que nem lembro mais, apenas deste último que carinhosamente combinava com sua cor de pele: Porco. Rosinha como um leitão, brava como um leão, chata como carrapato, meu amor como de irmão. E quantas fotos, quantas poses!  Quantas caminhadas! Quantas risadas! Sua companhia religiosa todas as tardes enquanto eu escrevia meu árduo TCC... Até ladrão em casa ela espantou! O Porco foi filha, irmã, sarna, serpentina, fardo, namorado. Não sei na religião de vocês, mas na minha, cachorro vai sim pro céu! E não importa quantos pés de gente ela já mordeu, quantos pés de cadeira roeu, o quanto seus latidos incomodaram, os muitos - mas muitos mesmo! - cocôs e xixis fora do lugar, quando ela comeu todos os chocolates com papel e tudo e passou a noite numa tentativa falha de digeri-los, quantos sapatos estragou, quantas portas com suas unhas raspou ou até que foi ré no tribunal para no condomínio permanecer... Por aqui, ela fez pelo menos uma criança muito, muito, mas muito feliz crescer! A natureza mostra sua imperfeição: pena esses adoráveis seres viveram tão pouco... Mo Mor, Mo Porcão, vai com Deus! Já eternas saudades dos barulhos teus...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

E agora, José?

Desde segunda-feira passada tenho tido dias atípicos. Um misto de tristeza e felicidade, que horas beira a apatia, mas cercado por tantas dúvidas e doces novidades ao som de MPB... Minha cachorra completou seus dezesseis anos e meio e parece que esse número tão grande começou, infelizmente, a pesar. E muito pesado! Foi quando minha presença fora necessária lá no interior para deste cãozinho - que um dia conquistou o pódium de cachorro mais chato e barulhento - cuidar. Meu relógio da última semana tem sido o das necessidades de seu organismo, já tão debilitado pela fatal e inevitável idade. O cachorro que um dia foi ré no tribunal para permanecer no condomínio hoje precisa do mais delicado carinho e da mais amorosa atenção, 24 horas por dia. E é quando me pergunto como decidir se é ou não o desfecho de uma vida agora tão dependente... As opiniões são muitas mas meu coração ainda não me deu a resposta. Terei mais alguns dias para pensar nesta decisão que será eternamente somente minha... Enquanto o drama se resume em panos pela casa, papinha na boca, medicamentos na seringa, sono picado e oportunidades em São Paulo perdidas, surgiram dois testes lá mesmo, na Califórnia Brasileira! Um conquistado com êxito e ontem gravado para um empreendimento imobiliário da região e um próximo ainda em  haver. No mínimo, inusitado! E neste momento me encontro na minha cama em São Paulo, com um frio lá fora de uns 10 graus e um job marcado amanhã para Magazine Luiza. Já munida de minha mochila, faço as fotos, faço um teste (coincidentemente no mesmo estúdio) e lá vou eu enfrentar a Bandeirantes novamente para encher de beijo quem por aqui chega e quem daqui se vai... E a vida vai pregando suas surpresas e seguindo seu caminho... Que coisa...! Boa quarta-feira!

domingo, 8 de julho de 2012

Família

Se tem uma coisa que nasceu nossa e será eternamente nossa, é nossa família. Porque não adianta... Saúde vem e vai e chega aquela hora derradeira que vai para nunca mais voltar. Dinheiro... se vem, quando vem, nem sempre vem acompanhado de felicidade e dinheiro na mão é vendaval. Corpo escultural: quem tem, é com muito suor e muitas privações e acredite, uma hora, fica só o corpo e a escultura se destrói. Até porque a gente não vive no formal. Ainda. Amigos... Amigos a gente constrói, amigos a gente conquista, muitos chegam e só os poucos e verdeiros ficam. Amigos são a família que ao longo da vida a gente escolhe ter. Profissão: ela não precisa ser definitiva. Quantos por aí já não largaram o terno e a gravata e foram vender côco na praia? Tá, poucos, pouquíssimos, mas você entendeu o que eu quero dizer. Profissão é dom mas dom é coragem e coragem é para poucos. Sucesso: ele é nosso horizonte, é nossa meta, é consequência e infelizmente não é pra qualquer um. O futuro? O futuro a Deus pertence. Sem delongas. Amor... Ah, o amor! Precisamos falar mesmo dele? O amor é fogo que arde sem se ver. Aí o fogo se apaga e ficam as brasas, depois as cinzas. Se amor, se paixão ou se ilusão, nem a história pode dizer... Mas a família... A gente nasce para a família. A gente cresce com a família. A gente reproduz pela família. A gente morre mas permance vivo na família. Estão lá a árvore genealógica, os traços, as heranças, os ensinamentos, as lendas, as fotos, o sangue, os objetos, as mágoas, as lembranças para comprovarem. Família é o cristal mais delicado da nossa estante mas quando quebrado, dói. Dói mais que o fogo que arde sem se ver, dói mais que mentira de namorado, dói mais que a queda da bolsa, dói mais que a fofoca nos tablóides, dói mais do que o amigo que deixa a máscara cair. Portanto, Deus, se você está mesmo aí, te peço apenas uma coisa: não destrua os nossos laços e não leve para longe a única coisa que nos pertence. Continuamos na esperança de encontrar nossa querida pit bull...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alegria X Tristeza

Eu gostaria de escrever o post mais feliz e entusiástico após um delicioso final de semana em Campos do Jordão. Eu poderia descrever a adrenalina de saltar de tirolesa, a tensão e as posteriores dores e hematomas do paintball, o quão engraçado foi rolar morro abaixo dentro de uma bolha plástica, o quão surpreendente foi ganhar uma hora de chopp grátis patrocinada pela Tim no bar onde um chopp custava dez reais e ainda na companhia de globais, o quanto gosto, adoro, amo e agradeço pelos meus amigos, o quanto amo fondue de chocolate, o quanto a vida é boa, o quanto a natureza é bela... se não fosse por um pequeno grande detalhe: o desaparecimento da pit bull mais querida de todos os tempos, a da minha irmã. Ao se perder provavelmente depois de se embrenhar nas matas da serra carioca na última quinta-feira, Brisa foi parar na mão de traficantezinhos de meia tigela num beco de Penedo, numa trama que renderia um filme do qual ainda não sabemos o final. São dias de procura, horas intermináveis de angústia, noites perdidas de sono e a ferida no coração que só vai sarar quando ela voltar pra casa. De longe rezamos e aguardamos o desfecho feliz. Vai dar tudo certo!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

www.superexclusivo.com.br







Será?

O único teste da semana eu papei: gravação de um vídeo para a agência Donna Models, que viaja o Brasil todo em busca de novos talentos no mundo fashion e comercial. Como estava marcada para às 18h de hoje, quinta-feira,  levei meu dia em prol da preservação de uma saúde que balança (mas não cai!) neste começo de inverno. Táxi, maquilagem, cabelo, gravação, pausa para a pizza, gravação e mais um pedaço da de calabresa. Equipe especial, com direito a boas risadas e prováveis trabalhos futuros. Então, quando já passava das 23h, feliz como de costume após todo trabalho onde tudo corre bem, peguei um táxi aleatório na Avenida Pacaembú. E esta não seria uma simples viagem. Calma, calma, pessoal, não aconteceu nada de fato! Mas vamos aos fatos... Conversa vai, conversa vem, atriz, Colgate, Walmart, atores gays, teste do sofá, novela, faculdade, felicidade, contas, cachês... O simpático e vivido taxista, quando nos aproximávamos da minha rua, me desejou toda a sorte, prometeu me colocar em suas orações, porque sou isso, sou aquilo, mereço todo o sucesso do mundo... Uma lágrima quase escorreu. Até que o papo ficou brabo. Ao perguntar minha idade e escutar sobre por qual porta eu pretendo entrar "lá", você sabe muito bem onde, ele se mostrou preocupado e disse: "Sua flor desabrochou. Mas ela daqui a pouco começa a murchar. E o tempo não volta.". Levei um sermão de uns bons quinze minutos que secaram minhas lágrimas de satisfação e as infectaram com preocupação. Mas nenhuma delas caiu. Ouvi o que tantas vezes já me perguntei, o que tantas vezes critiquei, o que tantas vezes temi. Resumo da ópera do malandro: se alguém está "lá", é porque alguém  o pôs "lá". E eu preciso desse alguém. E as maneiras de conseguir esse alguém, ah, você sabe, são muitas... Até prestar concurso público, virar diplomata, fazer "contratos" com quem manda nessa bagaça e ir parar onde eu quero parar foi dica nessa noite. Ouvi que o caminho que eu escolhi é o mais difícil, se não, impossível. E que preciso de ajuda, já que ninguém chegou lá - ou se mantém lá - sozinho. Consultoria foi a palavra, "maria chuteira" a expressão. Quando eu já começava a me irritar, não com ele, mas com... sei lá... comigo, com a vida, com a profissão, com o meio, ele soltou uma metáfora para ser lembrada, era mais ou menos assim: "Vamos supor que você seja virgem. Você casa com o Zé. Você dá um filho pro Zé. Esse foi o preço do contrato do matrimônio. E se você tiver as costas quentes, existe o mesmo contrato, mas com outro preço. Você dá, mas recebe o que tanto almeja e merece. Não é assim? Ou você acha que a Apresentadora X está lá por que é inteligente e talentosa?". É, é assim. Mas não tem que ser assim. Ou tem? Desta maneira, com litros de laquê nos meus negros fios de cabelo e interrogações que não acabam mais na minha cabeça, me despeço me perguntando se temos que ser ladrão na ocasião ou se os princípios devem reger nosso mandato. Porque de uma coisa eu sei: o mundo é dos espertos. Mas de outras coisas não faço a menor ideia, como: será que não estou sendo esperta o bastante? caráter é ingenuidade? meu caminho é mesmo impossível? Sensualizar é mesmo o verbo da hora... Será?!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

O final de semana

O trabalho de domingo, aquele que caiu nas minhas mãos até então meio vazias dos últimos dias, de um cliente conhecido, de uma produtora conhecida, o qual me fez agradecer aos céus a graça recebida, não aconteceu. Quer saber por quê? Quando eu já havia decidido ir a Ribeirão na sexta para retornar no sábado para trabalhar domingo, quando já estava negociando no mercado negro o meu cobiçado convite da festa e já conformada de nela não poder ir, quando eu já estava colocando na calculadora o cachê  com um sorriso no rosto e refazendo as unhas com esmalte claro como me fora pedido, recebo a seguinte ligação: "Stella, você tem namorado?". De última hora a marca pediu um casal de verdade. Tive segundos para contar nos dedos das mãos somados aos dos pés as minhas várias opções geograficamente viáveis, fisicamente aceitáveis e sentimentalmente compatíveis e cheguei à conclusão de que iria perder o trabalho. Não, eu não tenho namorado... Disse não me importar se contratassem um modelo mesmo que a cena exigisse beijo... Mas não, queriam um casal de verdade. Assim, saí do salão com as unhas claras mas cancelando a comercialização do meu convite, reprogramando a agenda, preenchendo a mala com roupas para um dia a mais no interior e colocando na calculadora o que deixaria de ganhar. Quando contei por e-mail a notícia do dia para uma das numerosas opções, que até então eu pensava ser geograficamente inviável, tive sua imediata resposta: "E eu? Não posso?". Foi quando tentei contactar o produtor e dizer que sim, eu tinha um namorado mas já era tarde demais... Um casal de verdade já havia preenchido o meu lugar. Recebi os mais sinceros pedidos de desculpas e não adiantava chorar o leite derramado. Era focar no meu final de semana e não achar que perdi o que nunca foi meu. Se não era para ser... Paciência. Mas matei as saudades da família, ganhei presentes do além-mar que vêm adicionar à minha necessaire, vi a minha cachorra, fui à festa, me diverti horrores e quase esqueci de que havia perdido aquele cachê. Quase. A segunda-feira foi de sono, drenagem e teste, com direito a cochilada no circular. E o frio agora é um ótimo convite para dançar sobre meu edredom. Sozinha. Boa terça-feira! Outros virão...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Dia bom!

Acordei e ela continuava: a chuva. Tomei o meu café e me arrumei com calma, na certeza de que a estratégia traçada para o dia funcionaria. E funcionou, exatamente como deveria! Hoje havia um carro na garagem à minha disposição e ele me seria útil na primeira etapa desta quinta-feira. Previamente informada pelo querido Google Maps, fui até o teste em Pinheiros após sofridos trinta minutos para conseguir contornar só o meu quarteirão. Passado esse tempo e mais outros quinze praticamente parados na Faria Lima, o trânsito fluiu... Chegando no local do teste, dei quatro voltas à procura de uma vaga. Achei uma bem longe, mas achei. Foi quando comecei a pensar: até que ponto vale a pena ter um carro em São Paulo? Aí, dez minutinhos e já estava livre para cumprir a segunda etapa na Zona Leste, mas desta vez, via transporte público. Tive dois minutos para subir em casa e trocar de roupa, dez minutos para almoçar e avisei que atrasaria vinte minutos nas fotos para o Superexclusivo. Exatos vinte minutos depois do horário combinado, eu adentrava no recinto e começava a sessão com peças intermináveis! E ela continuava, a chuva. Obrigada, beijo, tchau, metrô, ônibus, caminhada na chuva, bota molhada e me joguei nos braços gordos de um rodízio de pizza! Eu merecia! Ao voltar para casa, aboli um convite de balada porque ela, a chuva, assustou, e tive a notícia de que domingo terei um bom trabalho, o que significa vender o meu convite da festa esperada há exato um ano que acontecerá no sábado em Ribeirão Preto, colocando também em xeque minha visita à cidade no final de semana. E eu não vou reclamar! Ainda não cheguei a uma conclusão sobre veículo na capital, só sei que estou exausta após um dia bom quando todos variados tipos de locomoção foram usados, quando eu fiz o que tinha que fazer e quando cheguei onde tinha que chegar. O importante é seguir em frente, não importa se à pé, descalça, sobre os trilhos, sob o solo ou sobre as nuvens. Posso dormir agora?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fotos, fatos e mais fotos!

O Curintia vai pra final da Libertadores. O Rio +20 só está servindo para agravar o caos na capital carioca. O São Paulo perdeu para o Coritiba. Elize Matsunaga fará churrasquim com Suzane e Ana Carolina Jatobá. Bruno Gagliasso é suposto pai de filho de modelo grávida, sendo o adultério o motivo da separação do longo casamento de margarina com Giovana Ewbank. Stella Menegucci ganha a confiança da confecção Monia, no Bom Retiro, e mais uma vez fotografa lookbook para a marca nesta quarta-feira chuvosa em São Paulo. Após o trabalho e compras ultra express e ultra baratas na Rua José Paulino, a atriz ainda conseguiu chegar a um teste na Vila Mariana, de onde saiu quando já era noite. A atriz e apresentaora, feliz e contente, agora descansa em seus aposentos e já programa o despertador para amanhã, tendo a agenda lotada com um interessante teste na parte da manhã e mais uma sessão de fotos para o site SuperExclusivo. A mãe da atriz, que andava desbravando o além-mar e da qual Stella sente grandes saudades, já desembarcou no interior. E na capital paulista, chuva praticamente ininterrupta acalenta o sono dos paulistanos.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Linked In

Segunda-feira. Acordei com vontade de conquistar o mundo, fazer o impossível, sonhar o inesperado! Como de costume, conferi as notícias naquele famoso tablóide chamado Facebook e uma frase brilhou no meio a tantas bobagens. Dizia algo mais ou menos assim: "Não tem porque você esperar coisas diferentes se todos os dias faz a mesma coisa." Nossa! Aquilo foi um chute no meu estômago... Tomei  meu café um pouco cabisbaixa e me perguntando como fazer diferente, o que fazer, onde, quando?! Aí, ao conferir meus e-mails, quase exclui pela milésima vez mais um convite a uma rede social que até então eu nem cogitava: o Linked In. Rá! Pronto! Eu faria meu cadastro na rede! Meu blog além de um confessionário, é meu diário e uma porta de entrada; posteriormente meu site que organizou meu portólio numa vitrine virtual no meio de tantas outras atrizes e apresentadoras... Por que não também o Linked In? Passei então a manhã atualizando meu cadastro e adicionando contatos. Não sei ainda muito bem como usar essa ferramenta e sabe-se lá se me será útil alguma vez na vida. Tá, tudo bem, não foi uma revolução nem o pulo do gato, mesmo assim, Shakespeare que me desculpe, mas neste mundo tão digital, estar conectado é tudo (apesar de que muitos estão e nada são, mas enfim... valeu a frase de impacto...)! Portanto, aviso-lhes, profissionais da área, clientes, agências, fãs e/ou pretendentes mandados por Santo Antônio: Está aberta mais uma porta para vocês! Entrem, puxem uma cadeira e fiquem à vontade! Boa terça-feira!

sábado, 16 de junho de 2012

Duas da manhã!

Não resisti e tive que assistir à deliciosa entrevista da Glória Menezes no Jô. Agora estou com sono mas não poderia deixar de relatar o dia de hoje! Numa semana que parecia fadada ao fracasso, com dias que nenhuma comida, doce algum nem filme nem balada me satisfaziam, a minha sexta-feira valeu a pena. Ontem à noite recebi a notícia de que havia sido aprovada para umas fotos para o site Super Exclusivo. 13:30h perto do metrô Belém. Os ânimos se fortaleceram e uma luz se acendeu no fim do túnel do marasmo profissional. Então hoje acordei quinze minutos depois do meu despertador, arrumei a cama, tomei um café e pretendia almoçar antes das fotos e sair de casa com quarenta minutos de antecedência - o que não aconteceu. Quando os ponteiros marcavam 10:40h e meus pés ainda estavam quentinhos pelas minhas novas pantufas, a agência mais querida e que só me dá boas notícias ligou para um teste interessante que iria até o meio-dia! No meio do caminho, abri o e-mail referente ao teste, só para desencargo de consciência, e lá estava em anexo o texto do teste! Bastaram cinco minutos de urgência e ele já estava na ponta da língua! Biquini a postos e pude mostrar um lado mais sensual frente às câmeras. Não vou revelar o produto porque olho gordo não falta nessa vida, mas posso dizer que saí de lá com um bom pressentimento. Mas... andei ficando editada em testes que considerei um tremendo fracasso, então vai saber... Aí, com tempo sobrando no relógio, peguei um ônibus e a linha vermelha do metrô e cheguei antes do previsto nas minhas fotos. Muitas regatinhas básicas, algumas blusas de meia estação e uma porção de relógios. Em três horinhas, trabalho feito e era hora de voltar pra casa. Enquanto o povo ia, eu voltava. É a minha lei do contra-fluxo! Sem ter almoçado, recebi o convite de um happy hour com uma querida amiga e coincidentemente, lá recebi de brinde o produto "x" do teste da manhã... Será um sinal? Ou será apenas um brinde do produto "x" e nada mais? Porque às vezes a gente tenta achar poesia nas coisas mas as coisas não querem emocionar a gente e querem ser apenas coisas... Se poesia, se prosa ou silêncio, só o tempo dirá. Bom final de semana!

terça-feira, 12 de junho de 2012

S2

Meio do mês de junho

"Nossa! O mês de junho começou!", pensei doze dias atrás ao arrancar a folhinha de maio do calendário na porta da geladeira. Até registrei o momento, esperando usar a imagem como ilustração de um post sobre o tempo e o vento. Mas cá estamos, e a foto, abandonada lá na biblioteca do celular, já não faz mais sentido. É... O tempo voa! Depois de um feriado dedicado à comida, família, amigas, filmes e cachorros, voltei renovada para São Paulo ávida por algo mais. Acordei hoje com os trovões na capital, numa manhã cinza e gelada, com a chuva batendo na janela. Na agenda da semana, nada. Tomei o meu café um pouco desesperançosa; li o desabafo de uma ex-chiquitita no Facebook sobre a desilusão com a carreira e a vontade de desistir; me lembrei do pedido de ajuda de outra atriz que semana passada esmolou contatos de produtoras, pois me via fazendo vários vídeos institucionais e se encontrava preocupada com a instabilidade financeira, já que se dedicava pura e simplesmente à arte nos últimos dois anos; foi aí que eu também temi pela minha. Não exatamente com as minhas contas, que graças a Deus estão bem pagas nos últimos meses, mas com o "ser atriz". Mas então quando decidi checar meu e-mail antigo, lá estava encabeçando a caixa de entrada a notícia de que estou editada para o comercial fatídico, aquele cujo teste foi coroado com o leite derramado na calça do meu filhinho. Aí eu não entendi mais nada! Logo depois, uma antiga colega de classe me chamou num chat e nos atualizando sobre as vidas uma da outra, disse que estou na profissão certa, pois se lembrava das minhas peças de teatro na época da escola, que "saíam perfeitas", disse ela. "Você já tinha o dom.". Disse que acompanha minhas fotos e para que eu continuasse, já considerando tudo um grande sucesso. Desejei o mesmo a ela, que, formada em Enfermagem, sonha com a árdua Medicina. Foi aí que o trovão parou de me assustar. Resolvi trocar a roupa de cama, colocar as toalhas na máquina, tirar a sobrancelha, ir ao supermercado, correr no parque - vazio...-, fazer as unhas e pela primeira vez, pintar a mão de Café Italiano, numa espécie de renovação em busca daquele misterioso algo mais... Obviamente não o achei ainda, ele não estava escondido em nenhuma gaveta... Mas a caça continua. Não basta bater nas portas. O importante é bater até que se abram. Boa terça-feira! Ah, e pra quem tem, Feliz Dia dos Namorados! Por enquando meu Santo Antônio continua de cabeça para baixo...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Semana curta

Como domingo foi dia de lavouro e segunda-feira fiz fotos para Tupperware, já dava a semana como morta porém ganha. Aí, hoje acordei com um propósito mas um e-mail mudou o roteiro da minha terça-feira. Assim, me arrumei para um teste que me deixou animada, de um produto conhecido e um cachê, diríamos, considerável. Esperei a chuva diminuir e lá fui eu para a Vila Mariana. Aguardei uma criança chegar e lá fomos nós para o estúdio munidos de nossas claquetes. Fomos avisados que o menininho não ficava sem a mãe. Hum. Começamos. A amizade não fluia diante das câmeras. "Olha ali!" e nada. "Dá um beijo na tia!" e nada. "Você ganhou 88 milhões na Mega Sena!" e nada. Nada fazia o pequeno ator interagir com a pequena atriz. Foi quando me pediram para pegar um copo de leite e um pedaço de pão, na tentativa de fazer uma cena maternal... que eu deixei cair o leite na calça jeans do atorzinho. Oh, Deus! Ele esboçou um quase choro, a "tia" pediu mil desculpas, tentei prosseguir o teste, ele não chorou, logo esqueceu, falei o que tinha que falar e vim embora para casa cabisbaixa, com aquele sentimento de culpa que eu não deveria mais sentir mas que a gente sente... Culpa por talvez não ter o famoso instinto materno ou por ser uma péssima atriz ou porque vou morrer pobre... Enfim. Desta maneira, o propósito de hoje ficou para amanhã, quarta-feira, e completamos já mais de 24h de chuva ininterrupta. E respondendo às questões do último post,  o feriado é Corpus Christi, começa amanhã à noite e será muito bem passado em Ribeirão Preto, obrigada por perguntar. Boa noite!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Domingão

Que domingo, que nada! Nesta rotina de não ter rotina, meu domingo aconteceu como um dia de semana. Depois de uma festa estranha com gente esquisita na sexta-feira, daquelas que te fazem pensar que ser solteira é um lixo e que "eu nunca mais vou sair!", sábado foi meu dia de correr no parque, tomar um Resfenol para acabar de uma vez por todas com uma insuportável coriza e cama antes da meia-noite, para hoje às sete da manhã estar de pé e gravar mais um institucional para Lojas Marisa. Voltei para casa quando passava das oito... Pensei em aceitar um rodízio de pizza, cogitei em oferecer um rodízio de japonês, ofereci um bar, mas... acabei comendo uma salada de abobrinha, batendo uma vitamina de morango e deitando no sofá. Minha segunda-feira, graças a Deus, será de mais um trabalhinho e o despertador já está a postos. Sem planos para o feriado. Aliás, feriado do que mesmo? Quando? Onde? Boa semana!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Monia Moda Evangélica




Com lero-lero

Andei sonhando muito nos últimos dias. Sempre com pessoas queridas, e conversávamos, conversávamos... Estranhei. Estranhei porque não sou de lembrar os meus sonhos e sonhar nove dias consecutivos não é normal, é? Assim, antes que o blog crie pernas e ganhe uma boca e também invada meu sono, resolvi dialogar com ele, tão abandonado nesses últimos dias sem lirismos. Mas eles têm sido bons. Estou com a média de um job por semana e isso dois anos atrás parecia impossível! Se a gente planta, não adianta, a gente vai colher! E minha colheita começa a dar bons frutos e meu terreno se torna cada vez mais fértil. Li outro dia que "Fazer o que a gente quer é liberdade. Mas fazer o que a gente gosta é felicidade.". Sendo assim, eu livre e contente, tive meu dia Gisele hoje, fotografando o lookbook da loja Monia no Bom Retiro. Uma equipe deliciosa de se trabalhar, o que me faz repetir que sempre tenho sorte de workar com pessoas tão queridas. Recebi uma maquilagem top e o cabelo mais "bapho" da minha longa carreira, digno de capa de Claudia, e lá fomos nós fotografar um, dois, cinco, dez, sei lá quantos looks! O resultado sairá em breve. Hoje também meu amado telefone tocou para dois novos trabalhos - nada de muito grandioso mas válidos - para semana que vem e recebi a notícia de que estou editada em mais um teste. Bom? Bom! Meu maquilador hoje perguntou: "Bi, por que todo ator é fora da casinha?". Acho que é porque nosso teto é o céu e nossas lâmpadas as estrelas... Boa noite, lirismo!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sem lero-lero

Em dias de pensamentos práticos, sem espaço para lirismos, informo-lhes que amanhã fotografo um lookbook para uma confecção da José Paulino, estando o despertador programado para às 6 e meia da manhã. Domingo gravarei mais um vídeo para Lojas Marisa e assim, já dou minha semana - morna até então, acredito eu que por causa do Fashion Rio - como ganha. Boa noite!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Meu novo ídolo americano

Eu assumo: adoro reality shows que envolvam talento, seja no canto, na dança, na cozinha, nas passarelas... Mas ultimamente, o único programa que tem horário cativo na minha super hiper mega apertada agenda, é American Idol. Comecei a assistir desde as primeiras audições e foi quando, de repente, apareceu na minha televisão este menino loirinho, com o sotaque mais sulista possível, com vaidade nula, que trabalhava numa loja de penhores, mas com carisma nato e o sorriso mais tímido e cativante. Quando pegou seu violão e começou a cantar sua versão de Thriller, de Michael Jackson, uau! Apaixonei naquele instante! Era Phillip Phillips. Eu assistia sozinha e naquele momento não tive com quem dividir tamanho entusiasmo. Não via um artista como ele há muito tempo... Naquele final de semana voltei a Ribeirão e assisti à reprise do programa, fazendo propaganda de sua originalidade e todas as suas outras qualidades. Minha irmã concordou. Depois fiz questão de mostrar vídeos no Youtube para minha roomie, que não se interessa muito por televisão, mas demonstrou simpatia por aquele bonitinho de nome estranho. Divulguei para outros amigos que não deram muita bola, e semana a semana, Phillip Phillips dava seus shows e permanecia no programa,  um cativeiro de cantores magníficos, com vozes que me fizeram arrepiar nesses últimos meses. Tentei compartilhar meu "estupefamento" alegando que "Eu sou simplesmente apaixonada pelo Phillip Phillips. Grata" no Facebook, mas não obtive nenhum comentário, nenhum curtir, nada. É, o Brasil não estava sintonizado no mesmo canal que eu... E amanhã é a final do programa e lá estará ele no palco, sem se entregar aos milindres do showbiz e completamente fiel à sua arte, como eu previa desde o começo. Ao não aguentar esperar a transmissão que chega com uma semana de atraso ao Brasil, assisti à sua performance de We've Got Tonight ontem na internet e juro que meus olhos encheram d'água... Minha irmã disse para eu não exagerar, mas não é exagero. Ele é sim tão bom assim! E há dias escuto suas músicas, over and over again, e enquanto vejo que uma ex-BBB vai ganhar seu primeiro papel no cinema, ainda me emociono ao constatar que, às vezes, o mundo reconhece quem realmente merece! Phillip Phillips, saiba que você tem uma fã fervorosa ao sul dos trópicos... Beijo, me liga!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Revista Crescer (edição maio)

Hora de dormir!

O frio. O sono. O relógio. Cansaço de um dia bom! Economizando no português, hoje gravei um vídeo de treinamento para Ortho Pauher, lá do outro lado da cidade... Ainda tive tempo de voltar para casa, fazer um macarrão rápido, refazer a maquilagem e seguir para um teste, daqueles que você sabe que não vai passar, sabe? Começou a esfriar mas mesmo assim, coloquei os meus tênis e meu moleton e fui desbravar alguns quilômetros nas ruas e no parque já gelados da capital... Televisão. Jantar. Uma taça de vinho. Agora, edredom e travesseiros... E que venham os bons sonhos! Ando precisando deles...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Luz, câmera, ação!

Eu disse que sexta-feira teria mais e teve! Mais um teste aprovado, mais um comercial gravado, mais pessoas queridas para minha agenda de contatos, mais um dia de satisfação de fazer o que a gente gosta! Às 9 da manhã estava eu no Parque da Juventude, o antigo Carandiru, boquiaberta com o tamanho e a beleza do lugar! Bem ao lado da rodoviária tantas vezes visitada, um parque do qual eu nem sabia a existência... Depois de muita sombra e água fresca, fui uma executiva lendo jornal e/ou mexendo no celular, mascando o delicioso Klets Fini sabor morango! Depois disso, ganhei uma coincidente carona para casa e foi o tempo de fechar a minha mala e ir encontrar minha carona para poder, tranquilamente, curtir o Dia das Mães a 316 km da capital. Enquanto o motorista estava preso no trânsito, sentei com meu amigo, também caronista, e comemoramos as novidades e a possibilidade de nosso sucesso com duas cervejas estupidamente geladas! Foi o início de um final de semana delicioso... A gente merecia.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Gravação!

Outro dia um colega de uma antiga gravação veio elogiando meus trabalhos e dizendo que acompanhava minha trajetória. E de repente soltou um: "Me bota no esquema aí!". Esquema? Que esquema? Meu amigo... Não existe esquema. Aliás, caso existisse, eu já estaria lá naquela grande emissora, na capa da revista Marie Claire e da Gloss, dirigindo minha Range Rover, com um closet onde caberiam todas as minhas roupas incríveis, com o roteiro do capítulo de amanhã nas mãos e a quinta  viagem para NY agendada para após o fim das gravações... O que existe é uma longa caminhada, uma batalha solitária com vitórias nem sempre consecutivas, mas que quando conquistadas, ah, são mais excitantes do que... (pense no que é excitante para você...). Hoje, por exemplo, foi um dia que valeu por 107 dias camelados pelas ruas áridas da capital! Posso dizer que fiz uma das gravações mais deliciosas dessa curta e já farta carreira.: infomercial para a Clínica Eleve. Vesti a camisa de apresentadora, brinquei com as câmeras, entrevistei um doutor especializado em bucomaxilofacial e em breve, muito em breve, irei ao ar depois de Sônia Abraão! E depois de fazer bem o que tinha que ser feito, o querido diretor ainda me pergunta, mais ou menos assim: "Menina, você tava escondida onde? De onde te tiraram, hein?". É... Não tem esquema. Aqui tem força de vontade. Estudo. Paciência. Antenas ligadas. Aprendizado. E a vontade infinita de querer sempre mais! E esse meu esquema, meu amigo, a gente não vende porque ninguém pode comprar... Boa noite, porque amanhã tem mais! Que semana magnífica...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A arte e a vida

Por que a vida não é um filme? Porque o mundo não tem roteiro. Porque a gente é ora protagonista, ora figurante e nem sempre segue uma direção... Porque os personagens vêm e vão e nem sempre aparecem nos créditos no final. Porque a direção de fotografia depende do nosso modo de ver o mundo... E modo cada um tem o seu, porque aqui simplesmente não existe edição! A gente erra e o sangue escorre sim mas nem sempre tem correção... Porque o Oscar da vida real não tem formato de estatueta. Nosso prêmio não preenche estante nem carteira mas sim mente e coração. Porque não existe mocinho nem vilão. Aqui somos todos cobaias de uma obra de não-ficção. Porque a risada tem que ser verdadeira e sentimento de verdade não permite atuação! Porque a gente ensaia, ensaia e na hora a gente falha... Mas aí a gente vira a página e continua essa obra sem pé nem cabeça, recomeçando do começo sem temer a continuação. Porque a gente quer a mais longa metragem, sem se preocupar com preço de ingresso nem bilheteria, porque ser feliz é nossa única intenção.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PROGRAMA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO (Apresentação Stella Menegucci e Flavio...

Dia de gravação

Às sete da manhã estava de pé e às 9 e 15 dentro do Cometa rumo a Campinas. Às 11 e pouco chegava à produtora toda pirilampa para mais uma gravação. Maquilagem, cabelo, opções de figurino. Nenhum agradou. Mais opções de figurino. Almoço. Nenhum agradou. Nisso já passavam das três da tarde. Resolvi me concentrar no camarim, escutando uma musiquinha, dando uma pseudo cochilada... Novas opções de figurino. Novamente, nada. Aí, para resolver o problema, fomos até a incrível Miami Store buscar direto da fonte, a famigerada camisa Dudalina, que de referência passou para fato consumado. Não adianta! Se o cliente quer um ator careca, de 1,63m e orelhas pequenas para seu comercial, o escolhido será o careca, de 1,63m e orelhas pequenas! Aquele com orelhas médias... hum... não vai rolar. Assim, experimentei as camisas mais lindas que pareciam ter sido feitas sob medida, a cliente aprovou a segunda de uma série de oito opções e lá fomos nós gravar quando já passava das sete da noite, depois de um pedido de socorro e fome assassinada por dois pedaços de pizza. Às dez e pouquinho terminávamos todos exaustos com palmas no estúdio e depois de aguardados quarenta e cinco minutos na moderna rodoviária da cidade, embarquei no Cometa de volta à capital. Assim, ja já mais um novo comercial vai pro ar: Congesa Empreendimentos Imobiliários. Já a quarta-feira foi de folga, com direito a despertador ignorado e chopp com brownie do Outback... Amanhã é dia de branco! Boa noite!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Vou te contar pra você, viu...

A minha tarefa do dia: um teste de apresentadora para um grande banco, que aconteceria das 10 às 20h. Assim, acordei, fiz todo o meu ritual de despertar, tomei meu banho, fiz a maquilagem coringa, passei minha camisa branca, arrumei minha bolsa, conferi se o xerox do DRT estava ali dentro - sim, estava -, arrumei meu cabelo, fiz aquecimento vocal, uma rápida massagem nos músculos faciais e pretendia chegar antes da pausa para almoço. Peguei um táxi e lá cheguei, toda pomposa como uma apresentadora deve ser. "Olá!" e me perguntaram o que eu fazia na produtora. "Vim pro teste.". "Teste? Hoje só tem uma gravação de Casas Bahia.". Hum. Sento. Respiro. Pego o meu Iphone (sim, ele está funcionando a todo vapor!) e ligo para a agência pedindo uma explicação. Explicação dada, não engolida, raiva engasgada, horas do meu dia e mais 25 reais jogados no lixo! Com o rabinho entre as pernas, me recusei a voltar de táxi e lá fiquei, uns quarenta minutos esperando passar o próximo ônibus. Durante doze minutos roguei praga aos céus, quase escorreram algumas lágrimas, bufei e num ato involuntário de desabafo, publiquei assim no meu Facebook: "Se por acaso, um dia, quem sabe, eu ficar famosa e também por acaso der alguma crise de estrelismo, eu terei os meus motivos. Aí sim eu quero ver alguém criticar...". Mas se com a ajuda da terapia chinesa ou sem, pensei: "Deus dará em triplo.". Acreditando nisso e depois jurando que não vá precisar nunca dar piti pois a vida por si só se encarrega de dar o troco, voltei para casa, fiz meu almoço, mandei alguns e-mails pendentes, revi cachês, vi televisão... Tudo isso sem a mínima preocupação por estar no meu sofá em plena tarde de segunda-feira. E se Deus escutou os meus pedidos ou não, por coincidência ou não, logo o telefone tocou e a mesma agência me dá a notícia de que gravo amanhã em Campinas para um empreendimento imobiliário e que exigiram minha presença neste teórico teste de hoje remarcado para quinta-feira. É... será uma boa semana! Boa noite!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Menos uma...

O mundo é um só. Mas os modos que podemos olhar para ele, ah, esses são muitos! Muita gente por aí encara a vida como uma sucessão de fatos já predestinados: nascer, crescer, reproduzir e morrer, com as suas variáveis, é claro. E casamento, por exemplo, é um daqueles degraus da escada da vida que segundo a lenda, todos devem passar. Com amor ou não, com vontade ou sem vontade, casamento é igual banho: todo mundo deve tomar! Mas casamento para mim, não é isso não. Casamento é ao mesmo tempo sonho e realização. Pode ser grandioso ou pequenino como feijão. Mas divide a vida entre o antes e o depois. Entre a infância e a maturidade. É a soma de 1 + 1 que nem sempre dá 2. É a decisão do sim em cima do não. E ontem vi mais uma querida amiga, com seu vestidinho tão angelical, com suas sapatilhas e seu sorriso de ainda menina, encher o guarda-roupa com um delicioso chá de lingerie e fazer contagem regressiva para o dia do casório. Parece que foi ontem, quando sentávamos nas carteiras da escola, com estojos lotados de canetas coloridas, temendo as provas e programando os finais de semana, rogando praga aos "zerões" num tempo em que não havia Iphone nem Facebook. E a gente era feliz sem fazer questão... Conclusão: ontem não foi só uma festa da mulherada regada a champagne. Foi o reencontro de amigas queridas que juram fidelidade sem precisar de aliança na mão. Foi um encontro de gerações: avó, mãe e filha, todas comemorando nada mais nada menos do que nosso maior presente: a vida. Ela não é só uma noiva. Ela é uma amiga querida que junto eu vi crescer, ela é filha, ela é neta, ela é prima. E ele é a alma gêmea que prometerá fazê-la feliz, na saúde e na doença. Eles terão cachorros e um dia alguém os chamará de mãe e pai. E esse mesmo me chamará de tia! Escreverão uma história. Eles são a realização de um sonho: o deles, porque sonho, cada um sonha o seu e realiza do jeito que quiser... Boa semana!