Durante a semana inteira o meu telefone não tocou. Eu juro - juro! - que torcia para que tocasse, mas mesmo assim, nada. Então continuei minha rotina de férias remuneradas, acordando tarde, vendo os amigos, aproveitando a família, academia... Stress zero, a não ser o stress de nada produzir. Às vezes me seguro para não escalar as paredes e nem comer as almofadas do sofá, mas, inquietudes à parte, meu telefone tocou justo na sexta-feira me avisando de uma possibilidade de gravação no sábado. Com o despertador marcado para às oito da manhã para iniciarmos a mudança de apartamento da minha mãe, meu celular me acompanhou subindo e descendo as escadas, encaixotando e arrumando caixas, escutando comigo todos os barulhos de furadeira, martelo, arrasta daqui, arrasta de lá. Passado o dia de sobreaviso, recebo a notícia de que às 13h de domingo gravaríamos. Ufa, pensei, já que estava mais do que exausta de tanta arrumação. "Mas pô, justo no domingo!", vocês devem estar pensando. E sim, eu também pensei. Mas, estamos aqui pra isso! Enquanto ontem descia o elevador do prédio já toda emperequetada e com opções de figurino e uma necessaire enorme nas mãos, uma senhora perguntou: "Que delícia! Festa, né?". Não, trabalho mesmo. E como para isso aqui estamos, cheguei meia-noite em casa enquanto a galera continuava mandando ver lá no estúdio até altas horas da madrugada. Cansada mas feliz por ver mais um trabalho bem feito, bem visto e bem remunerado, desejo uma ótima semana a todos vocês, queridos leitores, embebida na vibe de uma casa nova, novas cores nas paredes, desejos novos e de um sonho antigo!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Ou isto ou aquilo
Ou se tem liberdade e não se tem segurança, ou se tem segurança e priva-se da liberdade. Ou se tem sorte no jogo e azar no amor, ou se tem sorte no amor e azar no jogo. Dá-se risada depois da dor, mas enquanto se sofre, não tem risada. Não sei se peço temaki de salmão ou omelete de queijo. Se caso ou se compro uma bicicleta... E vivo escolhendo o dia inteiro! Cecília Meirelles estava certa e ninguém conseguiu entender ainda o que é melhor: se isto ou aquilo. E já que a vida é um mar revolto de escolhas, hoje eu deixo com você as opções do cardápio. E eu deixo que você escolha o filme. Hoje eu não me importo, de verdade. Com coisa pequena a gente não implica... Porque o "x" da vida, xá comigo, esse eu já escolhi! E não venha me dizer isto ou aquilo, talicoisa ou coisa e tal. Nessa etapa do campeonato, eu desejo isto e aquilo e aquele outro e abraçaria o mundo e depois o beijaria se possível, porque se tem vida, se tem escolhas. Mas só quando se tem coragem, a vida vale a pena. Boa noite!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
A Justiça e o Sem Parar
Hoje foi um dia de adrenalina no topo! Acordei com um único propósito: ir a São Paulo para minha audiência de conciliação com o Sem Parar. Programei de pegar o ônibus das 10:30h, acreditando chegar por volta de 14:50h, aí teria tempo de almoçar nem que fosse um Spoleto na rodoviária, pegaria o metrô e depois de 8 estações, lá estaria eu no Fórum às 16h. Mas o stress começou assim que me acomodei na poltrona. Cadê meu celular? Oh, não! Esqueci em casa... Quase cogitei sair do ônibus, pegar um táxi, voltar para casa, resgatar meu querido, outro táxi e outro ônibus. Mas totalmente fora de cogitação... Assim me acalmei e me preparei psicologicamente para sofrer uma certa abstinência e por não ter companhia durante as dez horas de estrada que enfrentaria... Eu teria tempo suficiente para pôr a cabeça no lugar e para rever muita, muita coisa... Um calor! Um sol! Quando passava das 14:30h, vi que ainda estávamos no Hopi Hari. Comecei a recalcular toda a minha matemática. Cada quilômetro era conferido no relógio e um certo pavor começou a percorrer a espinha! E se não desse tempo? E se eu me atrasasse? E se tudo aquilo fora em vão? Oh, não! Bom, temendo cada segundo, ainda pegamos um certo trânsito na Marginal e desci do ônibus exatamente às 15:35h. Voei pela porta, pelo saguão do terminal, me sentei no metrô e era só esperar. O Spoleto ficaria para depois... Assim, com uma matemática perfeita, entrei no Fórum às 15:57h e às exatas 16h, me sentava de frente à advogada representando o Sem Parar. Ufa! Bom, numa conciliação que não me deixou extremamente satisfeita, tive um ressarcimento simbólico de todo o meu stress causado por eles - afinal, como mensurar os danos morais? -, uma certa raiva da minha adversária e minha primeira experiência numa audiência de conciliação. Caso você vá em uma, dica: vá bem chik e finja ser um sheik árabe! Assim não terão coragem de te oferecer ninharias... Por fim, termo de conciliação assinado, voltei para o metrô, voltei para a rodoviária, apaziguei o choro do meu estômago com um fusilli integrale ao molho de funghi e voltei para a Califórnia Brasileira um pouquinho mais rica... Não deu nem tempo de matar um pouquinho a saudade da capital... Um dia no mínimo estranho mas, mais uma etapa cumprida. Check! Ser gente grande não é fácil, não...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Campanha
Este post vai para você que quer saber como funciona uma campanha política quando se é a apresentadora. Vivemos numa espécie de plantão. Não temos agenda de gravação, não temos datas definidas, nem horários e o que está mais ou menos definido, corre sempre o grande risco de ser redefinido. E o telefone toca muito menos do que eu imaginava. A cada dia agradeço aos céus por ter aceitado uma campanha na minha região, onde tenho minha família, minhas amigas, minha casa e minha história, porque assim tenho como matar o meu tempo ocioso nas melhores companhias e porque durmo na minha cama e tomo banho no meu chuveiro. Sei de atores que estão por aí Brasil afora e contando os dias para a eleição antes que se dêem um tiro na boca. Se eu me entedio por aqui, imagine se tivesse aceitado morar dois ou três meses no interior de Minas Gerais, por exemplo? Me conhecendo como eu me conheço, eu já teria escalado as paredes e quebrado o teto tamanho desespero. Mas aqui em Ribeirão ainda estou longe disso. Estou me considerando em férias forçadas, com uma média de duas gravações na semana. E meu trabalho é minha maior diversão! Minha semana foi assim: gravação no domingo do Dia dos Pais, um alerta falso no fim da tarde de quarta-feira, quando esperei já maquilada com meus roteiros na mão por três horas e recebi a notícia de problema no figurino do outro apresentador e que remarcaríamos. Por sorte consegui angariar uma nova velha companhia para um chopp depois de perder uma orquestra no teatro Pedro II... Aí na quinta fiquei de stand by, desmarquei um japonês com uma grande amiga e esperei o telefone tocar até às 23h, quando me avisaram que ficaria, finalmente, para sexta-feira. Sexta-feira lá fui eu pela manhã gravar quatro programas de rádio e à noite, três programas para tv. E temendo os ponteiros do relógio, minha baladinha mais ou menos acabou indo por água abaixo e cheguei em casa duas da manhã, exausta mas feliz por trabalhar com pessoas tão queridas e por dar altas risadas até quando ninguém aguenta mais e o diretor fala "ação" no mais aberto bocejo. Manter o bom humor é tudo nessa vida. Na minha, na sua, nas nossas... E hoje, domingo, se você me perguntar "e sua semana, como vai ser?", responderei apenas: x. Posso informar que amanhã finalmente irei buscar justiça no fórum lá na longinqua capital mas que já estarei de volta por la noche, porque o plantão não pode parar! Ainda me pergunto qual o propósito de eu ter voltado esse tempo para Ribeirão Preto e rezo para tudo isso valer muito a pena. Se é que existe alguem propósito nisso tudo... Às vezes esses meses estão em formato de prosa e nos seus parágrafos, não tem espaço para poesia... Boa segunda-feira!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Ladainha...
A gente bate o pé, bate a porta e dá a cara a bater. A gente bate palma, perde o passo, desata o laço, e por um lapso, bate cabeça e vende a alma. A gente bate com força, perde as forças, recupera o fôlego e procura onde está a graça. A gente bate asa e deixa pra trás o ninho que um dia a gente chamou de casa. Aí a gente acha que acha, a gente se acha, e perde de novo pra não perder a graça. Mas aí a gente retorna, toda torta, com a cara batida e a asa cortada. E a gente chora, a gente esperneia e não aceita nenhuma desgraça. Depois o tempo passa, o mundo dá voltas mas o colo da mamãe é pra sempre de graça. E aí a gente bate o pé na mais coordenada dança, e a gente canta, e a gente bate palma e o público levanta. Quando a cortina se fecha, a gente recupera a alma que um dia o diabo comprou. E amanhã tem outro espetáculo e outros passos e outros beijos e algum outro pravável erro crasso. Mas nessa algazarra, a gente escuta música e interpreta poesia, desamarramos as amarras da vida para então poder operar o já calejado coração no mais firme e verdadeiro e eterno abraço...
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Uma Caverna do Dragão
O desenho é da época de vocês? Eu adorava e aquilo me prendia quando criança. Os finais felizes eram muitos, a cada término de capítulo, mas não teve o gran finale feliz e acabamos por descobrir depois, por meio de teorias da conspiração, que aquele mundo era o purgatório, que a doce Uni era do mal e por isso ficava sempre para trás atravancando todo o grupo e que o Mestre dos Magos era a mesma pessoa que o Vingador. É nesse momento que você baixa a guarda porque perde todas as esperanças e se indaga: "como assim?"... O Mestre dos Magos era o senhor mais querido da face da terra... Mas então era por isso que ele dava respostas tão evasivas! Pistas tão complexas! Ele simplesmente não poderia dizer "vá por ali, ali é o caminho" ao invés de alertar para seguir o coração e ter cautela ao escolher um dos dois caminhos daquela bifurcação e bla bla bla...?! Pois é. E o mistério se repetia na manhã seguinte da Globo e aquele labirinto gerava uma angústia quase infinita nas crianças que hoje cresceram. E cá estamos. Fora da ficção o labirinto também se repete, o princípe também vira sapo, o jardim se transforma em pântano, a carruagem vira abóbora. E talvez aí esteja o segredo da coisa, talvez os problemas sejam nossa alavanca, as desilusões nossas catapultas! Porque se tudo desse certo, a gente estagnaria e o desenho acabaria. Será? Então quer dizer que essa luta é realmente incessante? Que a esperança deve ser mesmo eterna? Que lutando contra o desânimo, continuamos abrindo portas de um casarão circular, que gira, gira e cai sempre no mesmo lugar? Eu não gosto desse tipo de dramaturgia conformista e pessimista. Prefiro mudar o canal... Só falta achar o controle. Se é que ele existe... Boa terça-feira!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
"Só mais uma!"
"Só mais uma!" é a frase preferida de todo bom diretor. Se a gente não engasga, a luz piscou. Se a luz tá boa, o microfone deu "tum". Se o som valeu, a câmera tremeu. Se a câmera foi ok, a gente engasga. E se nem uma coisa nem outra, a gente faz outra vez, porque já diziam por aí que "quem tem só uma, não tem nada.". E assim foi o meu domingo, fazendo o que amo num cenário lindo, num formatato delicioso e com uma galera pra lá de bacana, mas, confesso, me lamentando um poucquinho só por não poder estar com quem amo num domingo tão especial e perdendo um belo churrasco. Mas são ossos do ofício e a gente não tem o direito de reclamar, por que pagando bem, né, pessoal, que mal tem? E depois de uma batalha acirrada contra minha garganta, lá se foram algumas maçãs, litros e litros de água, aquecimentos vocais, pastilhas, própolis daqui, própolis de lá e a voz aguentou até onde tinha que aguentar. E por eu não ter aproveitado o final de semana, o domingão merecia ser fechado com um bom filme no cinema e um saco de pipoca com guaraná. Saudades do meu pai... Boa semana!
sábado, 11 de agosto de 2012
Agosto
E já chega agosto com seus desgostos... O tempo é seco e o ar contaminado pelas queimadas da cana na região. Ter de obedecer à minha mãe me mandando calçar os chinelos e tirar o pé sujo de cima do sofá não é mais uma tarefa tão simples de se cumprir. Foram anos e anos somente como visitante em Ribeirão. E nem mais o meu organismo está acostumado... Assim, como resultado das nóias do cachorro louco, deito agora com um cachecol que aperta meu pescoço, uma xícara agora vazia antes cheia de chá de limão com mel, um frasco de spray de romã e própolis para aliviar o nó na garganta e um antiinflamatório que já deve estar surtindo efeito estômago afora, porque amanhã é dia de gravação e dia de sacodir a poeira, que por aqui não é pouca não... Feliz Dia dos Pais para quem tem filho e Feliz Dia dos Pais para quem tem pai!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Ribeirão-pretana
O fuso-horário de Porto Alegre e Ribeirão é o mesmo, porém, sinto o jet leg após uma semana de uma vida em sete dias. Voltar a Ribeirão foi cansativo depois de dois aviões e mais 316km de estrada, porém, revigorante. Voltei com novidades que se refletem em ainda não sei onde e vontades de dominar um não sei o quê. Hoje passei o dia arrumando o armário e realocando pertences de minha mãe para poder caberem minhas roupas e casacos e sapatos e bolsas e acessórios. Dois meses não é pouca coisa! Criarei agora uma nova rotina, que já dá indícios de mudança em relação à hora de dormir, por exemplo, já que passamos pouco mais da meia-noite e meu sono já chora por acalento. No intervalo do Jornal Nacional já vi minha nova propaganda da Bild Empreendimentos e quase me esqueci de que minhas amigas lá em Sâo Paulo não conseguiriam assistir. É um comercial local. E é uma sensação estranha de ser ribeirão-pretana novamente e de ter dúvidas até quanto à existência do hífen. Com hífen e depois de um hiato, inicia-se uma nova vida por dois meses! Boa noite!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Suando em Porto Alegre
Pasmem! Faz um calor danado em pleno inverno no Rio Grande do Sul! E ele é, certamente, o principal responsável pelo meu cansaço que quase me fez desistir dessa postagem. E pasmem também (vocês que não conhecem a capital), Porto Alegre também tem muito trânsito! Bá! E que trânsito! Uma observação muito importante: enquanto escrevo penso com o sotaque gaúcho que é tri cantado. Anteontem, após liberada do segundo ensaio, nos demos ao luxo de fechar um táxi rumo a Novo Hamburgo para comprar sapatos no Outlet da Arezzo. Depois de amar doze bolsas e quatro pares de sapatos, voltei apenas com uma parte deles, obviamente, e, graças ao Senhor Jesus fizemos preço fechado da corrida de volta, pois tomamos o chá mais amargo de táxi. Pasmem novamente: duas horas! E hoje, segundo dia de feira, tive toda a manhã livre para me deliciar com o magnifíco café do hotel, depois fui queimar a consciência pesada por ter comido uma bomba de chocolate antes das dez da manhã no espaço fitness que estava liberado só para mim, aí tomei meu banho, fiz toda a minha preparação para o palco, almocei e peguei meu táxi, calmamente, rumo ao pavilhão. O trajeto, que nos outros dias livre do tráfego demorou quinze minutos, hoje demorou - pasmem pela quarta vez - uma hora! Desesperada por não respeitar o relógio de nossa primeira apresentação às 15:30h, me acalmei quando vi que além do meu companheiro de palco, outros companheiros do stand também estavam presos no famigerado trânsito. E nisso, aquele pavilhão funcionava como uma estufa! Com o atraso, o calor, as apresentações, o salto e tudo o mais, me encontro numa situação de cansaço extremo mas alegria imensa por poder mais uma vez trabalhar com pessoas tão queridas e receber o mais esplêndido feedback. O cliente está satisfeito, o público está satisfeito, o staff satisfeito e portanto a atriz também. Sei que não podemos gritar nossa alegria porque a inveja tem uma audição muito sensível... mas eu estou muito feliz. Simples assim. Boa noite! E rumo ao terceiro e penúltimo dia de Construsul...!
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Um certo poder de síntese
Tanta coisa pra contar... Me amálgamo debaixo de um gostoso edredom que não é meu, numa cama deliciosa que não é minha mas extasiada com uma alegria e uma vontade de não sei o quê somente e tipicamente minhas! Olhe para onde meus pés descalços no chão e minha cabeça nas nuvens me trouxeram...! Neste momento estou em Porto Alegre. Passarei uma semana desbravando este estado nunca dantes visitado, novamente como porta-voz da Brasilit, desta vez na feira Construsul. Dois dias de ensaio, quatro dias de apresentações, alguns aviões, muito frio, companhias agradabilíssimas, aprendizado inigualável, experiência ímpar e já saudades do lado de lá. No próximo domingo retorno à Ribeirão, onde continuaremos a campanha a todo vapor. Quarta-feira passada já tivemos um dia de gravação e tenho certeza de que os próximos meses serão mais do que especiais! A vida vira de cabeça para baixo, mas você não consegue notar? Ela é mais linda se analisada por um outro ponto de vista... E dela eu quero todos os ângulos. E todas as emoções. E todos os beijos. E todas as risadas. E novos sabores. E também dissabores. Mas enxugarei as lágrimas. E entenderei sempre que o acaso de Deus, por um acaso, existe. Boa semana!
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Coincidentemente...
Existe aquele papo de que nada é por acaso, já ouviu? O acaso talvez seja o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar suas obras, quando não quer ser óbvio, quando parece querer dar a emoção que eu tanto prezo. Já disse um conhecido por aí que o acaso é ao mesmo tempo um deus e um diabo. Os últimos dias da minha cachorrinha não foram pautados apenas pelo adeus e a tristeza. Quando os dias pareciam perdidos e o tempo irremediável, eis que o Facebook me rendeu a gravação de um comercial, o contrato assinado para ser a apresentadora da campanha política de um prefeito da região e novos e coloridos rumos para os próximos dois meses... Portanto, as agências já estão avisadas, as amigas alertadas, a família empolgada e a capital amargurada. Ribeirão Preto terá que me aguentar! Pode isso, Arnaldo? É o universo conspirando para o inesperado... Boa noite!
domingo, 22 de julho de 2012
Estrofes
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Todos Os Cães Merecem O Céu
Era 1996. Passava noites confabulando com minha mãe para achar o nome ideal. Contava os dias para a gestação terminar, para aqueles filhotinhos logo nascerem e num piscar de olhos desmamarem para que a nossa casa viesse aquela que chamamos de Laika. Uma criaturinha que cabia na palma da mão e cheirava a leite com pão... O primeiro latido... A primeira troca de dente. A primeira vez que pulou no sofá... As brincadeiras de esconde-esconde quando ela rodava o apartamento com seus gritos escandalosos e só sossegava quando me encontrava, para novamente, lhe jogar a bolinha enquanto eu me escondia atrás de alguma porta ou móvel, sei lá. E ela recebeu tantos apelidos, tantos que nem lembro mais, apenas deste último que carinhosamente combinava com sua cor de pele: Porco. Rosinha como um leitão, brava como um leão, chata como carrapato, meu amor como de irmão. E quantas fotos, quantas poses! Quantas caminhadas! Quantas risadas! Sua companhia religiosa todas as tardes enquanto eu escrevia meu árduo TCC... Até ladrão em casa ela espantou! O Porco foi filha, irmã, sarna, serpentina, fardo, namorado. Não sei na religião de vocês, mas na minha, cachorro vai sim pro céu! E não importa quantos pés de gente ela já mordeu, quantos pés de cadeira roeu, o quanto seus latidos incomodaram, os muitos - mas muitos mesmo! - cocôs e xixis fora do lugar, quando ela comeu todos os chocolates com papel e tudo e passou a noite numa tentativa falha de digeri-los, quantos sapatos estragou, quantas portas com suas unhas raspou ou até que foi ré no tribunal para no condomínio permanecer... Por aqui, ela fez pelo menos uma criança muito, muito, mas muito feliz crescer! A natureza mostra sua imperfeição: pena esses adoráveis seres viveram tão pouco... Mo Mor, Mo Porcão, vai com Deus! Já eternas saudades dos barulhos teus...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
E agora, José?
Desde segunda-feira passada tenho tido dias atípicos. Um misto de tristeza e felicidade, que horas beira a apatia, mas cercado por tantas dúvidas e doces novidades ao som de MPB... Minha cachorra completou seus dezesseis anos e meio e parece que esse número tão grande começou, infelizmente, a pesar. E muito pesado! Foi quando minha presença fora necessária lá no interior para deste cãozinho - que um dia conquistou o pódium de cachorro mais chato e barulhento - cuidar. Meu relógio da última semana tem sido o das necessidades de seu organismo, já tão debilitado pela fatal e inevitável idade. O cachorro que um dia foi ré no tribunal para permanecer no condomínio hoje precisa do mais delicado carinho e da mais amorosa atenção, 24 horas por dia. E é quando me pergunto como decidir se é ou não o desfecho de uma vida agora tão dependente... As opiniões são muitas mas meu coração ainda não me deu a resposta. Terei mais alguns dias para pensar nesta decisão que será eternamente somente minha... Enquanto o drama se resume em panos pela casa, papinha na boca, medicamentos na seringa, sono picado e oportunidades em São Paulo perdidas, surgiram dois testes lá mesmo, na Califórnia Brasileira! Um conquistado com êxito e ontem gravado para um empreendimento imobiliário da região e um próximo ainda em haver. No mínimo, inusitado! E neste momento me encontro na minha cama em São Paulo, com um frio lá fora de uns 10 graus e um job marcado amanhã para Magazine Luiza. Já munida de minha mochila, faço as fotos, faço um teste (coincidentemente no mesmo estúdio) e lá vou eu enfrentar a Bandeirantes novamente para encher de beijo quem por aqui chega e quem daqui se vai... E a vida vai pregando suas surpresas e seguindo seu caminho... Que coisa...! Boa quarta-feira!
domingo, 8 de julho de 2012
Família
Se tem uma coisa que nasceu nossa e será eternamente nossa, é nossa família. Porque não adianta... Saúde vem e vai e chega aquela hora derradeira que vai para nunca mais voltar. Dinheiro... se vem, quando vem, nem sempre vem acompanhado de felicidade e dinheiro na mão é vendaval. Corpo escultural: quem tem, é com muito suor e muitas privações e acredite, uma hora, fica só o corpo e a escultura se destrói. Até porque a gente não vive no formal. Ainda. Amigos... Amigos a gente constrói, amigos a gente conquista, muitos chegam e só os poucos e verdeiros ficam. Amigos são a família que ao longo da vida a gente escolhe ter. Profissão: ela não precisa ser definitiva. Quantos por aí já não largaram o terno e a gravata e foram vender côco na praia? Tá, poucos, pouquíssimos, mas você entendeu o que eu quero dizer. Profissão é dom mas dom é coragem e coragem é para poucos. Sucesso: ele é nosso horizonte, é nossa meta, é consequência e infelizmente não é pra qualquer um. O futuro? O futuro a Deus pertence. Sem delongas. Amor... Ah, o amor! Precisamos falar mesmo dele? O amor é fogo que arde sem se ver. Aí o fogo se apaga e ficam as brasas, depois as cinzas. Se amor, se paixão ou se ilusão, nem a história pode dizer... Mas a família... A gente nasce para a família. A gente cresce com a família. A gente reproduz pela família. A gente morre mas permance vivo na família. Estão lá a árvore genealógica, os traços, as heranças, os ensinamentos, as lendas, as fotos, o sangue, os objetos, as mágoas, as lembranças para comprovarem. Família é o cristal mais delicado da nossa estante mas quando quebrado, dói. Dói mais que o fogo que arde sem se ver, dói mais que mentira de namorado, dói mais que a queda da bolsa, dói mais que a fofoca nos tablóides, dói mais do que o amigo que deixa a máscara cair. Portanto, Deus, se você está mesmo aí, te peço apenas uma coisa: não destrua os nossos laços e não leve para longe a única coisa que nos pertence. Continuamos na esperança de encontrar nossa querida pit bull...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Alegria X Tristeza
Eu gostaria de escrever o post mais feliz e entusiástico após um delicioso final de semana em Campos do Jordão. Eu poderia descrever a adrenalina de saltar de tirolesa, a tensão e as posteriores dores e hematomas do paintball, o quão engraçado foi rolar morro abaixo dentro de uma bolha plástica, o quão surpreendente foi ganhar uma hora de chopp grátis patrocinada pela Tim no bar onde um chopp custava dez reais e ainda na companhia de globais, o quanto gosto, adoro, amo e agradeço pelos meus amigos, o quanto amo fondue de chocolate, o quanto a vida é boa, o quanto a natureza é bela... se não fosse por um pequeno grande detalhe: o desaparecimento da pit bull mais querida de todos os tempos, a da minha irmã. Ao se perder provavelmente depois de se embrenhar nas matas da serra carioca na última quinta-feira, Brisa foi parar na mão de traficantezinhos de meia tigela num beco de Penedo, numa trama que renderia um filme do qual ainda não sabemos o final. São dias de procura, horas intermináveis de angústia, noites perdidas de sono e a ferida no coração que só vai sarar quando ela voltar pra casa. De longe rezamos e aguardamos o desfecho feliz. Vai dar tudo certo!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Será?
O único teste da semana eu papei: gravação de um vídeo para a agência Donna Models, que viaja o Brasil todo em busca de novos talentos no mundo fashion e comercial. Como estava marcada para às 18h de hoje, quinta-feira, levei meu dia em prol da preservação de uma saúde que balança (mas não cai!) neste começo de inverno. Táxi, maquilagem, cabelo, gravação, pausa para a pizza, gravação e mais um pedaço da de calabresa. Equipe especial, com direito a boas risadas e prováveis trabalhos futuros. Então, quando já passava das 23h, feliz como de costume após todo trabalho onde tudo corre bem, peguei um táxi aleatório na Avenida Pacaembú. E esta não seria uma simples viagem. Calma, calma, pessoal, não aconteceu nada de fato! Mas vamos aos fatos... Conversa vai, conversa vem, atriz, Colgate, Walmart, atores gays, teste do sofá, novela, faculdade, felicidade, contas, cachês... O simpático e vivido taxista, quando nos aproximávamos da minha rua, me desejou toda a sorte, prometeu me colocar em suas orações, porque sou isso, sou aquilo, mereço todo o sucesso do mundo... Uma lágrima quase escorreu. Até que o papo ficou brabo. Ao perguntar minha idade e escutar sobre por qual porta eu pretendo entrar "lá", você sabe muito bem onde, ele se mostrou preocupado e disse: "Sua flor desabrochou. Mas ela daqui a pouco começa a murchar. E o tempo não volta.". Levei um sermão de uns bons quinze minutos que secaram minhas lágrimas de satisfação e as infectaram com preocupação. Mas nenhuma delas caiu. Ouvi o que tantas vezes já me perguntei, o que tantas vezes critiquei, o que tantas vezes temi. Resumo da ópera do malandro: se alguém está "lá", é porque alguém o pôs "lá". E eu preciso desse alguém. E as maneiras de conseguir esse alguém, ah, você sabe, são muitas... Até prestar concurso público, virar diplomata, fazer "contratos" com quem manda nessa bagaça e ir parar onde eu quero parar foi dica nessa noite. Ouvi que o caminho que eu escolhi é o mais difícil, se não, impossível. E que preciso de ajuda, já que ninguém chegou lá - ou se mantém lá - sozinho. Consultoria foi a palavra, "maria chuteira" a expressão. Quando eu já começava a me irritar, não com ele, mas com... sei lá... comigo, com a vida, com a profissão, com o meio, ele soltou uma metáfora para ser lembrada, era mais ou menos assim: "Vamos supor que você seja virgem. Você casa com o Zé. Você dá um filho pro Zé. Esse foi o preço do contrato do matrimônio. E se você tiver as costas quentes, existe o mesmo contrato, mas com outro preço. Você dá, mas recebe o que tanto almeja e merece. Não é assim? Ou você acha que a Apresentadora X está lá por que é inteligente e talentosa?". É, é assim. Mas não tem que ser assim. Ou tem? Desta maneira, com litros de laquê nos meus negros fios de cabelo e interrogações que não acabam mais na minha cabeça, me despeço me perguntando se temos que ser ladrão na ocasião ou se os princípios devem reger nosso mandato. Porque de uma coisa eu sei: o mundo é dos espertos. Mas de outras coisas não faço a menor ideia, como: será que não estou sendo esperta o bastante? caráter é ingenuidade? meu caminho é mesmo impossível? Sensualizar é mesmo o verbo da hora... Será?!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
O final de semana
O trabalho de domingo, aquele que caiu nas minhas mãos até então meio vazias dos últimos dias, de um cliente conhecido, de uma produtora conhecida, o qual me fez agradecer aos céus a graça recebida, não aconteceu. Quer saber por quê? Quando eu já havia decidido ir a Ribeirão na sexta para retornar no sábado para trabalhar domingo, quando já estava negociando no mercado negro o meu cobiçado convite da festa e já conformada de nela não poder ir, quando eu já estava colocando na calculadora o cachê com um sorriso no rosto e refazendo as unhas com esmalte claro como me fora pedido, recebo a seguinte ligação: "Stella, você tem namorado?". De última hora a marca pediu um casal de verdade. Tive segundos para contar nos dedos das mãos somados aos dos pés as minhas várias opções geograficamente viáveis, fisicamente aceitáveis e sentimentalmente compatíveis e cheguei à conclusão de que iria perder o trabalho. Não, eu não tenho namorado... Disse não me importar se contratassem um modelo mesmo que a cena exigisse beijo... Mas não, queriam um casal de verdade. Assim, saí do salão com as unhas claras mas cancelando a comercialização do meu convite, reprogramando a agenda, preenchendo a mala com roupas para um dia a mais no interior e colocando na calculadora o que deixaria de ganhar. Quando contei por e-mail a notícia do dia para uma das numerosas opções, que até então eu pensava ser geograficamente inviável, tive sua imediata resposta: "E eu? Não posso?". Foi quando tentei contactar o produtor e dizer que sim, eu tinha um namorado mas já era tarde demais... Um casal de verdade já havia preenchido o meu lugar. Recebi os mais sinceros pedidos de desculpas e não adiantava chorar o leite derramado. Era focar no meu final de semana e não achar que perdi o que nunca foi meu. Se não era para ser... Paciência. Mas matei as saudades da família, ganhei presentes do além-mar que vêm adicionar à minha necessaire, vi a minha cachorra, fui à festa, me diverti horrores e quase esqueci de que havia perdido aquele cachê. Quase. A segunda-feira foi de sono, drenagem e teste, com direito a cochilada no circular. E o frio agora é um ótimo convite para dançar sobre meu edredom. Sozinha. Boa terça-feira! Outros virão...
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Dia bom!
Acordei e ela continuava: a chuva. Tomei o meu café e me arrumei com calma, na certeza de que a estratégia traçada para o dia funcionaria. E funcionou, exatamente como deveria! Hoje havia um carro na garagem à minha disposição e ele me seria útil na primeira etapa desta quinta-feira. Previamente informada pelo querido Google Maps, fui até o teste em Pinheiros após sofridos trinta minutos para conseguir contornar só o meu quarteirão. Passado esse tempo e mais outros quinze praticamente parados na Faria Lima, o trânsito fluiu... Chegando no local do teste, dei quatro voltas à procura de uma vaga. Achei uma bem longe, mas achei. Foi quando comecei a pensar: até que ponto vale a pena ter um carro em São Paulo? Aí, dez minutinhos e já estava livre para cumprir a segunda etapa na Zona Leste, mas desta vez, via transporte público. Tive dois minutos para subir em casa e trocar de roupa, dez minutos para almoçar e avisei que atrasaria vinte minutos nas fotos para o Superexclusivo. Exatos vinte minutos depois do horário combinado, eu adentrava no recinto e começava a sessão com peças intermináveis! E ela continuava, a chuva. Obrigada, beijo, tchau, metrô, ônibus, caminhada na chuva, bota molhada e me joguei nos braços gordos de um rodízio de pizza! Eu merecia! Ao voltar para casa, aboli um convite de balada porque ela, a chuva, assustou, e tive a notícia de que domingo terei um bom trabalho, o que significa vender o meu convite da festa esperada há exato um ano que acontecerá no sábado em Ribeirão Preto, colocando também em xeque minha visita à cidade no final de semana. E eu não vou reclamar! Ainda não cheguei a uma conclusão sobre veículo na capital, só sei que estou exausta após um dia bom quando todos variados tipos de locomoção foram usados, quando eu fiz o que tinha que fazer e quando cheguei onde tinha que chegar. O importante é seguir em frente, não importa se à pé, descalça, sobre os trilhos, sob o solo ou sobre as nuvens. Posso dormir agora?
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Fotos, fatos e mais fotos!
O Curintia vai pra final da Libertadores. O Rio +20 só está servindo para agravar o caos na capital carioca. O São Paulo perdeu para o Coritiba. Elize Matsunaga fará churrasquim com Suzane e Ana Carolina Jatobá. Bruno Gagliasso é suposto pai de filho de modelo grávida, sendo o adultério o motivo da separação do longo casamento de margarina com Giovana Ewbank. Stella Menegucci ganha a confiança da confecção Monia, no Bom Retiro, e mais uma vez fotografa lookbook para a marca nesta quarta-feira chuvosa em São Paulo. Após o trabalho e compras ultra express e ultra baratas na Rua José Paulino, a atriz ainda conseguiu chegar a um teste na Vila Mariana, de onde saiu quando já era noite. A atriz e apresentaora, feliz e contente, agora descansa em seus aposentos e já programa o despertador para amanhã, tendo a agenda lotada com um interessante teste na parte da manhã e mais uma sessão de fotos para o site SuperExclusivo. A mãe da atriz, que andava desbravando o além-mar e da qual Stella sente grandes saudades, já desembarcou no interior. E na capital paulista, chuva praticamente ininterrupta acalenta o sono dos paulistanos.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Linked In
Segunda-feira. Acordei com vontade de conquistar o mundo, fazer o impossível, sonhar o inesperado! Como de costume, conferi as notícias naquele famoso tablóide chamado Facebook e uma frase brilhou no meio a tantas bobagens. Dizia algo mais ou menos assim: "Não tem porque você esperar coisas diferentes se todos os dias faz a mesma coisa." Nossa! Aquilo foi um chute no meu estômago... Tomei meu café um pouco cabisbaixa e me perguntando como fazer diferente, o que fazer, onde, quando?! Aí, ao conferir meus e-mails, quase exclui pela milésima vez mais um convite a uma rede social que até então eu nem cogitava: o Linked In. Rá! Pronto! Eu faria meu cadastro na rede! Meu blog além de um confessionário, é meu diário e uma porta de entrada; posteriormente meu site que organizou meu portólio numa vitrine virtual no meio de tantas outras atrizes e apresentadoras... Por que não também o Linked In? Passei então a manhã atualizando meu cadastro e adicionando contatos. Não sei ainda muito bem como usar essa ferramenta e sabe-se lá se me será útil alguma vez na vida. Tá, tudo bem, não foi uma revolução nem o pulo do gato, mesmo assim, Shakespeare que me desculpe, mas neste mundo tão digital, estar conectado é tudo (apesar de que muitos estão e nada são, mas enfim... valeu a frase de impacto...)! Portanto, aviso-lhes, profissionais da área, clientes, agências, fãs e/ou pretendentes mandados por Santo Antônio: Está aberta mais uma porta para vocês! Entrem, puxem uma cadeira e fiquem à vontade! Boa terça-feira!
sábado, 16 de junho de 2012
Duas da manhã!
Não resisti e tive que assistir à deliciosa entrevista da Glória Menezes no Jô. Agora estou com sono mas não poderia deixar de relatar o dia de hoje! Numa semana que parecia fadada ao fracasso, com dias que nenhuma comida, doce algum nem filme nem balada me satisfaziam, a minha sexta-feira valeu a pena. Ontem à noite recebi a notícia de que havia sido aprovada para umas fotos para o site Super Exclusivo. 13:30h perto do metrô Belém. Os ânimos se fortaleceram e uma luz se acendeu no fim do túnel do marasmo profissional. Então hoje acordei quinze minutos depois do meu despertador, arrumei a cama, tomei um café e pretendia almoçar antes das fotos e sair de casa com quarenta minutos de antecedência - o que não aconteceu. Quando os ponteiros marcavam 10:40h e meus pés ainda estavam quentinhos pelas minhas novas pantufas, a agência mais querida e que só me dá boas notícias ligou para um teste interessante que iria até o meio-dia! No meio do caminho, abri o e-mail referente ao teste, só para desencargo de consciência, e lá estava em anexo o texto do teste! Bastaram cinco minutos de urgência e ele já estava na ponta da língua! Biquini a postos e pude mostrar um lado mais sensual frente às câmeras. Não vou revelar o produto porque olho gordo não falta nessa vida, mas posso dizer que saí de lá com um bom pressentimento. Mas... andei ficando editada em testes que considerei um tremendo fracasso, então vai saber... Aí, com tempo sobrando no relógio, peguei um ônibus e a linha vermelha do metrô e cheguei antes do previsto nas minhas fotos. Muitas regatinhas básicas, algumas blusas de meia estação e uma porção de relógios. Em três horinhas, trabalho feito e era hora de voltar pra casa. Enquanto o povo ia, eu voltava. É a minha lei do contra-fluxo! Sem ter almoçado, recebi o convite de um happy hour com uma querida amiga e coincidentemente, lá recebi de brinde o produto "x" do teste da manhã... Será um sinal? Ou será apenas um brinde do produto "x" e nada mais? Porque às vezes a gente tenta achar poesia nas coisas mas as coisas não querem emocionar a gente e querem ser apenas coisas... Se poesia, se prosa ou silêncio, só o tempo dirá. Bom final de semana!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Meio do mês de junho
"Nossa! O mês de junho começou!", pensei doze dias atrás ao arrancar a folhinha de maio do calendário na porta da geladeira. Até registrei o momento, esperando usar a imagem como ilustração de um post sobre o tempo e o vento. Mas cá estamos, e a foto, abandonada lá na biblioteca do celular, já não faz mais sentido. É... O tempo voa! Depois de um feriado dedicado à comida, família, amigas, filmes e cachorros, voltei renovada para São Paulo ávida por algo mais. Acordei hoje com os trovões na capital, numa manhã cinza e gelada, com a chuva batendo na janela. Na agenda da semana, nada. Tomei o meu café um pouco desesperançosa; li o desabafo de uma ex-chiquitita no Facebook sobre a desilusão com a carreira e a vontade de desistir; me lembrei do pedido de ajuda de outra atriz que semana passada esmolou contatos de produtoras, pois me via fazendo vários vídeos institucionais e se encontrava preocupada com a instabilidade financeira, já que se dedicava pura e simplesmente à arte nos últimos dois anos; foi aí que eu também temi pela minha. Não exatamente com as minhas contas, que graças a Deus estão bem pagas nos últimos meses, mas com o "ser atriz". Mas então quando decidi checar meu e-mail antigo, lá estava encabeçando a caixa de entrada a notícia de que estou editada para o comercial fatídico, aquele cujo teste foi coroado com o leite derramado na calça do meu filhinho. Aí eu não entendi mais nada! Logo depois, uma antiga colega de classe me chamou num chat e nos atualizando sobre as vidas uma da outra, disse que estou na profissão certa, pois se lembrava das minhas peças de teatro na época da escola, que "saíam perfeitas", disse ela. "Você já tinha o dom.". Disse que acompanha minhas fotos e para que eu continuasse, já considerando tudo um grande sucesso. Desejei o mesmo a ela, que, formada em Enfermagem, sonha com a árdua Medicina. Foi aí que o trovão parou de me assustar. Resolvi trocar a roupa de cama, colocar as toalhas na máquina, tirar a sobrancelha, ir ao supermercado, correr no parque - vazio...-, fazer as unhas e pela primeira vez, pintar a mão de Café Italiano, numa espécie de renovação em busca daquele misterioso algo mais... Obviamente não o achei ainda, ele não estava escondido em nenhuma gaveta... Mas a caça continua. Não basta bater nas portas. O importante é bater até que se abram. Boa terça-feira! Ah, e pra quem tem, Feliz Dia dos Namorados! Por enquando meu Santo Antônio continua de cabeça para baixo...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Semana curta
Como domingo foi dia de lavouro e segunda-feira fiz fotos para Tupperware, já dava a semana como morta porém ganha. Aí, hoje acordei com um propósito mas um e-mail mudou o roteiro da minha terça-feira. Assim, me arrumei para um teste que me deixou animada, de um produto conhecido e um cachê, diríamos, considerável. Esperei a chuva diminuir e lá fui eu para a Vila Mariana. Aguardei uma criança chegar e lá fomos nós para o estúdio munidos de nossas claquetes. Fomos avisados que o menininho não ficava sem a mãe. Hum. Começamos. A amizade não fluia diante das câmeras. "Olha ali!" e nada. "Dá um beijo na tia!" e nada. "Você ganhou 88 milhões na Mega Sena!" e nada. Nada fazia o pequeno ator interagir com a pequena atriz. Foi quando me pediram para pegar um copo de leite e um pedaço de pão, na tentativa de fazer uma cena maternal... que eu deixei cair o leite na calça jeans do atorzinho. Oh, Deus! Ele esboçou um quase choro, a "tia" pediu mil desculpas, tentei prosseguir o teste, ele não chorou, logo esqueceu, falei o que tinha que falar e vim embora para casa cabisbaixa, com aquele sentimento de culpa que eu não deveria mais sentir mas que a gente sente... Culpa por talvez não ter o famoso instinto materno ou por ser uma péssima atriz ou porque vou morrer pobre... Enfim. Desta maneira, o propósito de hoje ficou para amanhã, quarta-feira, e completamos já mais de 24h de chuva ininterrupta. E respondendo às questões do último post, o feriado é Corpus Christi, começa amanhã à noite e será muito bem passado em Ribeirão Preto, obrigada por perguntar. Boa noite!
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