quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Mais duas portas de armário
Duas pautas no post de hoje: 1 - O homem está em constante evolução, seja ela financeira, intelectual, moral. E o mesmo acontece com nosso vestuário. Melhoramos em qualidade e, quase sem perceber, em quantidade. Seguindo esta linha evolutiva, minhas roupas pediam socorro e meu sistema nervoso quase entrava em colapso com cada calça perdida e com cada camisa amassada num indomável caos de cabides... Foi então preciso toda uma redisposição dos móveis do meu querido quarto para que minhas roupas - assim como as botas que se amontoavam detrás da porta - ganhassem duas novas portas de armário. Milagrosamente a loja cumpriu seus prazos e meu quarto está mais organizado do que nunca, cada coisa guardadinha em seu lugar! Está longe de ser o quarto dos sonhos, muito, muito, muito longe... Faltam detalhes como tomada na parede de lá, uma pintura na parede de cá... Mas... Eu chego lá! 2 - Roberto foi o montador dessas duas maravilhas que me trouxeram tanto acalento. Como fiquei a tarde esperando, o recebi como costumo ficar em casa, descalça, de pijama, piranha no cabelo, óculos e olheiras de uma maquilagem para teste na manhã já retirada, e pedi para que por favor, não se importasse. Mostrei exatamente o que queria acerca das prateleiras, das gavetas e de um cabideiro que a princípio não existia e sentei-me no sofá enquanto ele montava. Conversa vai, conversa vem. Quando estava já parafusando as portas, ele me perguntou: "Você não trabalha na televisão, trabalha?". Eu ri e disse que sim. Ele disse que meu rosto lhe era familiar. E isto me deixou feliz, porque querendo ou não, é um certo reconhecimento. Onde foi que ele me viu, nem Jesus saberá, mas o mais bacana é que nada dava indícios de minha "gloriosa" carreira. Nem a casa. Nem o visual. Nenhuma afetação. Ao se despedir, ele me desejou toda a sorte do mundo e disse que eu era uma pessoa muito especial, coisa rara de se encontrar hoje em dia, principalmente em São Paulo, que tinha certeza que meu momento chegaria e que esse novo armário seria apenas um quebra-galho, porque em breve eu teria um lugar só meu. "Carisma não falta!", completou. Tive que mostrar a Colgate para ele... Ele mereceu até uma caixinha extra! Obrigada, Roberto, por fazer o meu dia duas pautas mais feliz! Minhas botas, minhas roupas, meu TOC e meu ego agradecem!
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Sliver
O ano era 1993. Fervia nas telas o filme Invasão de Privacidade, estrelado por uma das grandes musas dos anos 90, Sharon Stone. Um thriller envolvente de sexo, drogas, violência e computadores. E nesta mesma época, a pequena Stella, com seus ainda seis, sete, oito anos de idade, assistia a tudo aquilo. Não me lembro exatamente a primeira vez que assisti. Mas me lembro que foram muitas. A primeira vez não entendi direito, a trama estava um pouco acima da minha capacidade moral e intelectual. Mas hoje, assistindo ao Telecine Action, liberado pelo próximo mês numa grade de canais HD recém-adquirida, eu pude ser capaz de adivinhar a cena seguinte e saber as falas de Carly e Zeke. E revendo o filme que há muito tempo não via, revivi aqueles anos. O telefone sem fio quadrado com aquela antena enorme... A gente tinha um. Os computadores... Tivemos nosso primeiro poucos anos depois. O veludo estava em alta. As camisetas de Zeke. A tiara de Carly. Video Game. O visualizador de jornais (nunca chegou ao Brasil, acho...). O som de Massive Attack (não coincidentemente na minha playlist até hoje). O touch screen era o que havia de mais high tech e hoje está mais popular que Jesus Cristo... Mas o que a sessão pipoca desta segunda-feira me fez pensar - o que não é novidade - é que eu cresci antes da hora. Culpa da árvore genealógica, que me colocou na posição de caçula dentre quatro filhos no mínimo três anos e meio mais velhos do que eu com uma mãe extremamente realista - quando não muitas vezes pessimista... Muita mãe ainda hoje proibiria sua cria de assistir às extripulias de Sharon Stone e William Baldwin e eu não só vi algumas muitas vezes, como adorava! Minhas amigas da escola nem imaginavam aquelas cenas... Em certos assuntos eu as achava extremamente infantis. Vocês podem até imaginar os enredos das minhas brincadeiras de Barbie (e Ken). É, eu estava certamente a frente... Só não sei - ainda - avaliar o quanto isso me foi bom e o quanto me foi prejudicial... A inocência ideológica eu perdi cedo mas o romantismo, ah, esse jamais! Resumo da ópera: Sliver, sexy since 1993!
domingo, 11 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Nada como um dia após o outro...
E numa média de pelo menos um trabalho por semana, minha semana passada foi atípica. Eu dormia sem estar cansada e acordava sem ter fortes motivos. O telefone tocou uma vez aqui, outra acolá, mas nada concreto. Nenhum trabalho e apenas um teste que eu resolvi recusar. Eu estava enlouquecendo! A única coisa boa foi a estreia em horário nobre da minha nova propaganda de Stihl. Só. Aí, uma amiga avisou que iria para o interior na quinta-feira pela manhã e eu pensei: Por que não? Fomos! Foi tipo férias de uma semana de férias. Chopp na quinta. Vinho na sexta. Caipiroska e feijoada no sábado. Almoço da mãe e café da tarde no domingo. Sabe aquela fruta, jaca? E sabe aquela parte do corpo, o pé? Então... Mas posso falar? Foi uma delícia! Eu amo minha família, eu amo minhas amigas, eu amo comer, eu amo beber mas... eu amo, muito, muito mesmo, trabalhar. Então, neste comecinho de semana, talvez eu tenha magoado uma amiga aniversariante por não comparecer à comemoração e ao double chopp, mas acontece que eu não poderia escorregar já na segunda-feira, especialmente numa semana que já me brindou com uma locução hoje, um bom teste amanhã, uma gravação na quarta e outra na quinta durante dias que a amizade com o espelho não anda lá essas coisas... Amiga, desculpa, eu te amo, mas eu sei que acabo sempre sucumbindo às tentações e sabe como é... ossos do ofício! Ah, também comprei a revista Elle do mês de agosto e lá estou eu em meio a Giseles, Adrianas, Geovanas, Isabellis, com uma singela foto da La Foret. A foto não ficou do meu agrado mas... Nada como um dia após o outro. Num futuro próximo Marco Antônio de Biaggi há de fazer minhas madeixas, Torquatto minha maquilagem e J. R. Duran as fotos... Amém!
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Nós e Eles
Se tem uma coisa que eu sou nessa vida, essa coisa é caxias. Sim, eu sou. Caxias com horário. Caxias com contas. Dívidas. Caxias em relacionamentos. Com trabalho. Com obrigações. Com deveres. Caxias com promessas. Disso eu posso me orgulhar! Mas infelizmente uma minoria bem pequenininha, pequenininha mesmo, é assim, o que me causa uma certa angústia - quando não ódio - ao me deparar com essa falha da sociedade... Houve uma época que eu tive que engolir sapos, rãs e pererecas. Não era fácil, mas o que me confortava era saber que um dia, muito em breve, eu poderia regurgitá-los. Talvez esse novo período tenha chegado. Hoje, eu cobro palavras. Hoje eu sigo contratos. Não me venha com ladainha, eu não vou aceitá-las. Sem enrolação, será que é tão difícil assim? Por que vos escrevo sobre isso? Porque os pagamentos de cachês, para nós, atores, muitas vezes é um terror! E só estou fazendo isso porque escuto do lado de lá sobre a tal lista negra, sobre ficar na geladeira, ameaças e tudo mais. Fazem muito terrorismo... Acontece que nós precisamos de vocês, sim. E vocês precisam da gente. Seria uma simbiose perfeita! No entanto... Semana passada cheguei ao cúmulo de ameaçar colocar agência, produtora e cliente em juízo, mas tudo com o maior refinamento, claro. O meu "piti" é educado. Por enquanto. Porque tem gente que, olha, merece que rodemos todas as baianas do Pelourinho... Mas a vida ensina que tapas de luva são melhor que socos. O hematoma que ninguém vê dói mais... Pelo menos a minha vida me ensinou isso. Mas cada um com seu cada qual, né, pessoal?! Então, agências, por que é tão difícil seguir os 30 dias após o job para pagar nosso suado cachezinho? Porque temos que ficar ligando uma, duas, três vezes, mandando e-mail, inbox e o escambau? Poucas são as agências que avisam que o depósito foi feito e até mandam o comprovante! Isso é louvável, as amo por isso! Mas precisar ficar cobrando? Que coisa mais feia... Cada um cumpre seu papel. O meu é comparecer ao teste - quando tem -, e se passar, chegar na hora da gravação/foto, atuar da melhor maneira possível, respeitar os demais no set de gravação, agradecer, ir embora e tchau. Depois disso, o de vocês é apenas depositar o cachê. Faz-se isso até online, sabiam? E por custo zero! Vai atrasar por qualquer engodo? Ok, acidentes acontecem, conosco e com vocês. Mas avisem. Pode ser por e-mail, mas por favor, sejam sinceros. Porque da minha boca não sairão mentiras. Mas quando os acidentes se tornam frequentes, aí meu amigo, eu acredito em homicídio doloso! Fora os trambiques por aí, né, gente... Tem produtora que coloca culpa até na saúde do filho da mulher do padeiro do bairro da pessoa do financeiro para justificar o atraso... Não. Eu não atraso. Eu faço o que o diretor pede. E normalmente sou elogiada pela desenvoltura e aproveitamento. Eu chego até a palpitar ou corrigir roteiros! Nosso trabalho, no set de filmagem, no estúdio ou no palco, é um trabalho em equipe. Todos tem seu papel. Cada um ali é fundamental. E acreditem, agências, o pagamento de cachê é a pré-finalização de um trabalho que começou, normalmente, com vocês, trabalho este encerrado apenas após ir ao ar pelo período assinado no contrato. Então assim, vamos combinar: cada um faz o seu, pode ser? O combinado não sai caro. Tem dias que eu gostaria de ser menos caxias, menos correta, menos "estudada", menos sincera, mais ingênua, mais promíscua e fazer isso apenas por diversão. Acontece que estamos falando aqui de profissionalismo! Às vezes acho que nasci no país errado... A carapuça serve a quem deve servir. Beijo, tchau!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
O triste fim de Policarpo Quaresma
Com exceção dos finais felizes de Hollywood, a finalização de uma obra ou reforma, cruzar a linha de chegada de uma corrida de 5km para a qual você não se preparou, o final de uma depilação e a final do BBB, cheguei à conclusão de que a maioria dos finais cotidianos é triste. E eu tenho problema em lidar com isso. Ontem, por exemplo. Depois de chegar de dias atarefados no interior, conheci um restaurante em São Paulo e as tristezas ali foram inúmeras... Primeira: o término da primeira garrafa de vinho. Foi tão, tão triste, que mereceu uma segunda garrafa. Segunda: a última garfada do meu linguini com camarões e abobrinha. Mas dessa vez a balança e o bolso não permitiram uma repetição. Terceira: o fim da segunda garrafa de vinho. Quarta e última: o fim do final de semana. Também sofro duas vezes na semana, quando depois de exata uma hora e quinze minutos, minha massagista diz: "Acabamos!". Se eu pudesse, ficaria ali para sempre... Mas a gente paga por sessão e sempre há outra cliente esperando lá embaixo... Final de temporada dos meus seriados favoritos! Eu confesso ainda não ter me recuperado do final sangrento de Game Of Thrones. E estou já contando os dias para o retorno de The Walking Dead. O último episódio é triste porque você sabe que até filmarem e editarem, a nova temporada demorará horrores para ir ao ar e você ficará órfã diante uma programação tão parca na televisão. O último filme de uma boa trilogia. Fim de um sorvete! Exceto o Cornetto, que guarda o melhor para o final, lamber o palito é o momento de querer mais de algo que já se foi. Dói... Final de viagem. Final de campeonato, quando seu time perde. Os últimos segundos de uma música preferida quando não se tem acesso ao rewind. Fim de uma paixão, que como a música acima, não volta atrás... Ou a dor de uma paixão sem fim... Todos os finais de relacionamento também são tristes, mesmo estando pelo menos uma metade feliz com a separação e com a tão esperada liberdade. Aquilo significa fim de sonhos, fim de planos, fim de intimidades, o fim da certeza de que duraria para sempre... Mas um novo recomeço para muita coisa... Fim de festa. Ah, depressivo! Drummond será para sempre atual: "E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou...". Nada dura para sempre. Essa é a triste realidade. E já que nossa única certeza na vida é da morte, tratemos de aproveitar o começo e o meio... Se o recheio fosse infinito, talvez não seria tão bom assim... E agora, José? E agora, Policarpo? A mim, só me resta pedir bis... Bis!
terça-feira, 9 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Happiness
O que é felicidade pra você? Felicidade pra mim é... Ter pelo menos um bom trabalho na semana. É poder dormir quentinha agradecendo o que veio e pedindo para vir muito mais. É poder encontrar as amigas em um novo restaurante (ou aquele velho preferido...) de São Paulo e beber um bom vinho sem ter hora para acordar no dia seguinte. É tirar boas fotos e ter bons registros de incríveis momentos. É acordar escutando músicas novas. E dormir viciada em uma música nova. É assistir pelo menos um filme top na semana. Felicidade é descobrir um seriado que me fascina. É viajar de carona rumo ao interior para matar as saudades de casa... Felicidade é tomar café na tarde de domingo com a família, especialmente se tiver pão de queijo. Ou pão com mortadela. Comer japa... Felicidade é usar pantufas de bichos bisonhos porém fofinhos. É ver meu saldo positivo no banco. É ver minha foto na revista ou ouvir minha voz na televisão. Cachorro é felicidade. Felicidade é ter do que ter saudade. Felicidade é entrar numa calça 38. E entrar no cinema com um saco de pipoca e um guaraná zero. Felicidade, para mim, é poder me preocupar menos com o taximetro. Ultimamente sou muito feliz comendo um Magnum de doce de leite ou salpicão de frango... Dar boas notícias para minha mãe me faz feliz. Roupa de cama limpinha, uma delícia! Maquilagem nova. Roupa nova. Sapato novo. Amar de novo... Felicidade é tudo isso ou parcelado! As melhores coisas da vida são de graça. As segundas melhores coisas, ah, essas são muito caras! Bem disse Coco Channel...
terça-feira, 2 de julho de 2013
Ossos do Ofício
Para a minha infelicidade, meu ofício valoriza os ossos. Mas com esse frio a gente tem vontade de comer tanta coisa... Especialmente no café da tarde na casa da tia avó... E no buffet de feijoada de sábado... E o armário recheado de chocolates importados? E a final da Copa das Confederações, que mesmo eu achando que foi balela, pedia uma pipoca e uma Stella Artois beeem gelada? É, é duro resistir às tentações. E assim foi o meu final de semana, restringindo limites de ingestão calórica já que tinha o catálogo para La Foret agendado para segunda-feira. Então disse não à caipirinha acompanhada com a feijuca, disse não ao convite para uma festa junina, disse não à massa da pizza no sábado à noite, disse não a long necks verdinhas e geladas... E ontem foi tudo bem. Cliente satisfeita, produção super bacana, contatos futuros e a notícia de que terei fotos na edição de agosto da revista Elle. Certamente eu seria mais feliz e menos sistemática na época das musas gregas, mas... como estamos séculos afrente e no país do carnaval, dieta balanceada faz parte do cotidiano. E as escapadelas continuam permitidas, afinal, não somos de ferro, né? A cabeça podemos perder de vez em quando, mas a forma, infelizmente repito, jamais!
quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Que só os beijos te tapem a boca...
Semana passada o corpo dava sinais de que não estava bem. E eu sabia o que viria a seguir. A garganta/ouvido coçando já dizia tudo... Mesmo assim, tentei abraçar o mundo e acabei sem voz. Clímax da história: travei uma luta incessante para tê-la de volta. Flogoral, maçã, gargarejo de água morna com sal, pastilhas, mel, cristais de gengibre, chá, repouso vocal, cachecol, água, muita água... Não poder conversar com minha família no café de domingo foi tarefa árdua... Então, temendo o relógio que me pedia para às 15h de segunda-feira estar na primeira gravação da semana, rezei e fiz meu aquecimento vocal de acordo com os ensinamentos de Edi Montecchi em meados de 2009 com o maior afinco. Fim da história: ela funcionou e ainda recebeu elogios. E amanhã o desafio é maior! Dá-lhe TP...! E dá-lhe voz! E dá-lhe maçã! E dá-lhe água! E dá-lhe Brasil! Dá-lhe que dá! Boa semana!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
24 horas
Ainda não sei se este post terá as quase 60 curtidas que o post de ontem alcançou. Provavelmente não. Também não sei qual é a linha tênue que divide o realismo do pessimismo. Talvez eu a atravesse agora. Só não sei se pra lá ou pra cá. Vamos lá! Ontem dormi em êxtase. Aquela sensação foi revigorante, as redes sociais pela manhã eram entusiastas, a mídia - antes inimiga da "revolução" - virou a casaca e os jornais só falavam disso, diferente do último Fantástico, que disse que faria uma edição especial sobre a Copa das Confederações enquanto as manifestações que já abalavam o país, mereceram cinco minutinhos numa reportagem bem compacta e nada imparcial. À tarde, amigos já seguiam para a Praça da Sé e eu ainda não estava certa sobre ir ou não ir pras ruas hoje. Assisti ao Cidade Alerta e aquele fuzuê todo na Prefeitura de São Paulo. Bombas, balas, feridos, vidros estilhaçados, um bombadinho de camisa branca querendo roubar a cena, alguns poucos baderneiros enquanto o resto das 50 mil pessoas continuavam a cantar por um país melhor. Estava decidido que para o Centro eu não iria. Duas amigas que ontem não quiseram me acompanhar por medo, seguiam para a Paulista. Mais uma vez me segurei com receio de não encontrá-las e ficar novamente sozinha na manifestação. Foi quando um amigo, que escuta meus anseios mais do que ninguém, e os escutou especialmente desde quinta-feira passada, me chamou para ir para a avenida. E fomos. Subimos do Itaim até o coração econômico de São Paulo, a pé, e eu relatava com entusiasmo o que havia já contado para ele ontem por telefone. Quando chegamos na Avenida Paulista, a multidão já estava dispersa mas continuamos procurando algo que se assemelhasse à fantástica jornada do 17 de junho de 2013. Não tinha nada a ver. A revolta pacífica tinha virado festa. Manifestar virou moda. E quando a coisa se banaliza... Che Guevara vira camiseta de grife e estampa de biquini. O cheiro de maconha nos acompanhou ao longo da nossa quase uma hora naquilo que mais parecia uma baladinha. Galera com cachorro... (nada contra cachorros, os amo de coração!)... Mulheres com jaqueta de couro, lenço de seda de oncinha e botas de salto tirando foto enroladas na bandeira brasileia fazendo um "V" tipo Gisele para postar no Facebook... Ok, quem sou eu para falar de foto e salto e jaquetas de couro... Mas minha indignação atingiu o cume quando vi grupinhos - e vários! - tomando cerveja e dando risada. Skol, Brahma, Budweiser. A paquera rolava solta! Ambulantes vendiam até chopp de vinho! Fora os hippies comercializando seus artesanatos e bijuterias. Era um grande Happy Hour na Paulista! Ê, que beleza! Tudo parecia um grande teatro. A ironia virou clichê. E a paz virou conflito lá no Centro. Talvez eu tenha presenciado apenas o que seria o fim da festa, sabe, quando bêbados te agarram pelo braço porque não podem "zerar" na balada? Talvez tenha sido isso... A verdade é que eu nem deveria ter saído de casa... A sensação de ontem era muito mais animadora... Quem sou eu para dizer, sou apenas uma atriz formada em Relações Inernacionais buscando seu lugar ao sol, mas diria que a manifestação sente falta de um foco, não tem um mártir, não tem um objetivo concreto. Estávamos ontem Rio, São Paulo, BH, Brasília reinvindicando contra toda a sujeira. Mas a sujeira é tão grande, tão asquerosa e o buraco tão mais profundo que corremos o risco de perder a força. Porque o exército hoje perdeu um soldado. Talvez me julguem "pelega", mas tudo bem, já era pelega na faculdade mesmo... Continuo sim a acreditar na beleza da democracia e na força de vontade dos milhões de jovens Brasil afora. Mas agora me bateu aquele pessimismo (ou seria realismo? ou seria conformismo?) de que, se as coisas mudarem, hoje ou em um dia distante, não será porque nós quisemos. E sim porque eles quiseram. Talvez cabeças devessem rolar. Mas nos faltam um Robespierre e um lema à la Liberdade, Igualdade, Frateridade de Rousseau. Eu espero que esteja errada. Boa noite!
terça-feira, 18 de junho de 2013
17 de junho de 2013
Em 11 de setembro de 2001, tive minha atenção completamente roubada logo pela manhã e quem disse que ao longo do dia eu conseguia desligar a televisão e ir estudar para as provas, que no meu primeiro colegial (não tinha essa coisa de Ensino Médio ainda...) aconteciam todas as quartas-feiras? Eu sabia que estava assistindo a um epísódio que mudaria a História. Essa data minha geração jamais esquecerá. Anos depois, em 13 de junho de 2013, data que não sabia de cor e precisei olhar no calendário, confesso, fui contaminada por um comichão que me tirou a tranquilidade ao saber que amigos estavam fazendo parte das manifestações na cidade de São Paulo levando bala de borracha enquanto eu tomava vinho num chiquetoso restaurante do Itaim. Tentei desabafar minha frustração e meu sentimento de impotência, até porque durante cinco anos de faculdade, nunca levantei bandeira nenhuma e apesar de ser, talvez, a pessoa mais infeliz com aquele ensino público, eu nunca peguei em armas, nem materiais nem ideológicas. Eu gostava de criticar. E criticava muito. E fazia nada. E hoje, 17 de junho de 2013, data que ainda não sei se ficará tão estigmatizada quanto o famigerado 11 de setembro, eu tenho certeza que presenciei um outro episódio histórico. Só que desta vez, nós éramos os protagonistas. As redes sociais fizeram possível uma mobilização incalculável e desta vez, não tinha como não participar. Mesmo estando exausta depois de dois jobs nesta Segunda-feira Branca, ao chegar em casa liguei a televisão e acompanhei as atualiações e notícias via Facebook e Instagram. O comichão ressuscitou, contactei amigos que já estavam no Largo da Batata, pensei em ir até lá para encontrá-los - missão impossível -, aí tentei angariar companheiros - tentativas falhas, diga-se de passagem como: "Vamos na manifestação?" e tive como resposta: "Se tiver camarote eu vou!". Aí quase desisti. Minha madrinha disse: "Vá na próxima!", amigas diziam: "Louca!"... Aí coloquei o meu top de ginástica, numa tentativa de animação para subir até o Ibirapuera. Mas pera aí! Milhares de pessoas se manifestando contra os abusos nojentos desse governo bastardo e eu ia correr? Negativo. De olho no Cidade Alerta e nas atualizações do Facebook, descobri que manifestantes percorriam a Faria Lima. Depois que estavam no cruzamento com a Rebouças. Ah! Estavam muito perto! Calcei minhas galochas e desci para as ruas, recebendo a notícia de que naquele exato momento o movimento estava na esquina com a minha rua! Comecei a correr os quatro quarteirões rumo à avenida e fui alertada: "Mocinha, não vá por aí! A Faria Lima está perigosíssima por causa da manifestação!" e eu respondi: "Mas é pra lá que vou!". E fui. E então presenciei uma das coisas mais lindas: uma multidão infinita, completamente pacífica, com um senso de humor delicioso e uma ironia inofensiva. Eu estava sozinha mas compartilhava daquela indignação. 20 centavos foram o estopim. Esse país é muito errado! E com um olhar de criança curiosa e maravilhado, como se visse o Natal pela primeira vez, o povo saiu às ruas e nem era Carnaval. Andamos quilômetros e quilômetros rumo a não sei o quê mas querendo muita coisa. Era muita gente. Muita gente! E caminhei sozinha, tentando captar o máximo que aquele momento me mostrava. Eu tinha vontade de conversar com pessoas e até me intrometi em papos paralelos, especialmente porque há pouco eu estava ligada na tv e portava informações que aquelas pessoas sem sinal 3G não tinham a mínima ideia. Ao quase chegar à Ponte Estaiada, resolvi dar meia volta. A boca já começava a secar e os pés a doer, apesar de eu querer ir até o fim, mesmo sabendo que este é apenas o começo. Hoje eu não mudei o mundo. Aliás, minha presença ali foi insignificante. Eu era como agulha no palheiro. Ínfima. Mas eu presenciei a História. Eu presenciei a minha História e a História desse Brasil varonil, tão jovem mas tão disposto a lavar a sujeirada que a corja governante nos joga. Já posso ver as próximas gerações estudando esse Outono Brasileiro... E espero ver que as folhas secas que cairão ao longo das estações deem lugar às mais ricas flores. A gente não quer só comida, diversão e água. A nossa gente merece muito, muito, muito mais! O recado tá dado. Hoje foi mais emocionante que a final da Copa de 94, pode acreditar!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Feliz Dia Dos Namorados...
O título dispensa qualquer outro comentário sobre o tema. Mesmo sendo 12 de junho, vim para registrar o dia que, para mim, valeu a pena: 10 de junho. Depois de um domingo sabático, o relógio despertou antes das cinco da manhã de segunda-feira. Cinco e meia eu já estava no rodoviária rumo à São José dos Campos, desta vez para a gravação do comercial do CREF (Conselho Regional de Educação Física). Depois de duas horas na última poltrona do ônibus, cheguei à cidade, ainda fria. Trajada como vou ao parque, corri, corri, corri e corri. E ainda fui premiada com a decisão inesperada do cliente de, além do vídeo, fazer fotos! Foi um dia em que agradeci o clima, que agradeci minhas oportunidades e que agradeci poder desfrutar de coisas e de uma certa tranquilidade que o começo de carreira não me permitia. Eu não quero aceitar as agruras da vida e por isso desejo pintar sempre o lado mais colorido de tudo. Eu gosto de cores. De sabores. E conquistas. Me despeço sem tentar mencionar novamente a data de hoje, registrando apenas minha profunda tristeza por ter assistido já às três temporadas de Game Of Thrones e estar me sentindo agora um tanto quanto desamparada - e ainda incrédula com o sangrento desfecho. Boa noite!
domingo, 9 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
A uma nova vida!
E a lista das possibilidades continua a aumentar... Elas são infinitas, não são? Então tudo bem, eu já me acostumei. E estar cada vez mais acostumado a "não's", a decepções, perdas, desilusões, a tentativas falhas, isso é crescer. Mas tem vezes que a gente teima em permanecer no tempo, com medo do implacável tic-tac. Tem dia que a gente bate o pé. Tem dia que temos vontade de dizer "Hoje não quero ir pra escola, mãe.". Às vezes choramos como bebês e batemos cabeça igual a crianças teimosas. Tem dia que tudo que a gente quer é pipoca e desenho ou bala e batata frita. E às vezes inventamos histórias fantásticas para fugir desta crua e dura realidade. Viver na fantasia era mais gostoso... Parecia tudo tão mais fácil... Mas, o relógio é implacável, lá em cima eu disse. E meninas ficam amigas, e as amigas viram mulheres e mulheres viram mães. A vida muda, os propósitos mudam, as situações mudam. Parece assustador. Mas não seria chato se tudo permanecesse como antes? Amigas que falavam de festas hoje conversam também sobre bebês. A vodka é substituída pelo vinho e este brinda a saúde, brinda a amizade. E devemos brindar a vida, porque ela é bonita, é bonita e é bonita! Ter medo faz parte do pacote. Ter vontade de voltar no tempo idem. Mas a força para caminhar, sempre afrente e sempre querendo brilhar, ah, essa é pra quem pode. E que venha ao mundo mais uma linda trajetória. Que o pequeno Daniel seja O Grande e enobreça este mundo de corações tão plebeus. É a vida que se renova. E a gente se renova. Viva a nova vida!
domingo, 2 de junho de 2013
O(s) primeiro(s)
E a semana foi curta e boa. Segunda-feira fiz uma foto para a revista Vida Simples, que ilustrará uma matéria sobre os benefícios do limão e na terça-feira, mais uma vez, reencontrei o pessoal querido da Monia Moda Evangélica. Quarta-feira tive dois testes e depois, um feriado tranquilo na capital, que estava deliciosamente vazia e organizada. Dentre esses dois testes, estava meu primeiro teste como apresentadora em inglês! Eu já estava mesmo me perguntando há algum tempo o porquê de nunca terem me chamado para nenhum job nem teste sequer nesta língua... Ate monólogo na língua de Tio Sam eu quis gravar para provar que sim, eu falo inglês! Nas minhas fichas de cadastro em todas as agências está lá: inglês fluente. No meu site, idem. E a Copa do Mundo está próxima, né, pessoal, então estava mais do que na hora! E tudo isso me fez lembrar as minhas últimas grandes primeiras vezes, como o primeiro teste para uma novela, Chiquititas no SBT. Mas tem uma, em especial, que não contei para vocês. No dia do meu aniversário fiz meu primeiro teste para um longa. Sim, um longa! A participação era bem pequena e não peguei o job, obviamente, senão teria escrito um post incrível sobre minha participação no filme Super Crô... Sim, no filme Super Crô, com Marcelo Serrado e Ivete Sangalo... Saí do teste desacreditada do papel mas feliz pela oportunidade. Gostaria que oportunidades assim fossem mais frequentes, o que certamente diminuiria meu frio na barriga quando se trata de um grande job e/ou de um grande cachê... E serão! Meu computador está de volta, repaginado depois da troca do HD, e espero que a tecnologia não me tire novamente do sério tão cedo. São 23:30h e vou brindar meu fim de domingo com o quarto episódio da segunda temporada de Game Of Thrones e amanhã, gravo mais um vídeo de treinamento para Lojas Marisa. Bom mês de junho! E torçam para que este teste não fique apenas na lista das oportunidades mas também, na lista das realizações! Eu acho que eu mereço...
domingo, 26 de maio de 2013
A semana
A semana prometeu mais do que cumpriu mas foi uma ótima semana! Segunda-feira fui surpreendida por uma pane no Windows enquanto assistia os minutos finais do último capítulo da primeira temporada de Game Of Thrones. Tentei de tudo! Pressionei do F1 ao F12. Fiz simpatia, macumba, promessa, dei três pulinhos, bebi de cabeça para baixo e nada do meu querido laptop voltar a funcionar... Coincidentemente ou não, fui tomada por uma fúria e uma impaciência e tudo me irritava. A garrafa de água vazia, a calça escorregando no cabide, o fio dental que acabou... Ainda não sei se foi culpa dos hormônios ou do Windows ou da HP ou se tudo junto e misturado, mas esse desequilíbrio só me abandonou três dias depois... Aí terça-feira respirei fundo e gravei mais um vídeo de treinamento para Marisa enquanto a agenda se apertava. Eu estava editada em três testes que pediam o mesmo dia de gravação, e obviamente, jurava que pelo menos um deles seria meu. Não peguei nenhum e então, usei minha quarta-feira para vir para o interior, palco de mais um job a ser realizado na madrugada de quinta-feira. Depois de muita cobrança e negociação sobre minha sexta-feira, acabei perdendo uma outra gravação porque infelizmente, não faço teletransporte e estar em São Paulo às 6h de sexta seria impossível. Tudo bem, já me conformei que não podemos abraçar o mundo... E quinta-feira foi uma delícia reencontrar pessoas queridíssimas da campanha política do ano passado para a nova campanha do Varejão Cenourão aqui em Ribeirão, de onde vos falo agora. Um cliente que deu gosto de representar, já que minha mãe semanalmente está lá comprando as frutas mais bonitas e fresquinhas pelo menor preço. E então fizemos vídeos e fotos e logo logo, os conterrâneos terão o prazer de me aguentar por meses na televisão, outdoor, revistas e tudo o mais que vier. Cheguei em casa quando passava de 5 horas da manhã. Aproveitei o ensejo e já adquiri meu ingresso para o show de John Mayer com abertura de Phillip Phillips, o American Idol que mereceu um caloroso post ano passado, em meados de setembro. Phillip Phillips merece me ter na Pista Premium! E então pude dormir até a tarde de sexta-feira e foi aí que meu final de semana começou... Para segunda-feira já tenho uma foto para a revista Vida Saudável e terça-feira, mais um lookbook para os amigos da Monia Moda Evangélica. Novidades assim são uma delícia! E os testes para as novelas? Calma, pessoal, não é assim... Tem gente por aí que nao vai sossegar enquanto eu nao tiver uma música-tema na novela das nove, mas para quem não entendeu ainda, saiba que profissionalmente, está tudo indo muito, muito bem. E eu não sei ainda como terminou Game Of Thrones... Grata pela compreensão e bom domingo!
sábado, 18 de maio de 2013
Sexta-feira santa
Cena rara: eu, trajada com meu pijama de frio e meus óculos, assistindo, em plena sexta-feira e debaixo do meu edredom, ao sétimo episódio da primeira temporada de Game Of Thrones. E posso dizer que não está ruim, não! O despertador tocou todos os dias essa semana, os testes foram muitos - dois, três por dia! -, os táxis incontáveis e o cansaço gratificante. Tenho respostas sobre estar editada em alguns, já aprovação em outro e expectativas sobre o resto. Gravei uma locução telefônica pelo meu Iphone dentro do armário, tive cachês depositados, vi o último capítulo da novela que não acompanhei e me deleitei com Wanda e Livia Marine conversando sobre ir ao culto durante o banho de sol. "Culto?", indagou Livia Marine, com uma feição inesquecível. Foi uma semana boa! Hoje em especial rodei quilômetros e quilômetros nesta capital, já que fui contemplada com o uso do carro da roomie que viajou. E eu, obviamente, errei o caminho para o segundo teste. A Marginal Tietê e eu ainda não somos melhores amigas... E nesta mistura de novidades, com cansaço e um pouco de sono, desejo a vocês um ótimo final de semana! Tenho dois dias para esquecer o despertador e seguir nenhuma agenda, recarregando as energias para a próxima semana que promete! Vamos ver se ela vai cumprir... Já eu vou agora para o oitavo episódio. Boa noite!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Inspiração zero
Minha madrinha me cobrou notícias no blog. Acho que não as tenho, até porque escrever amenidades neste momento parece completamente dispensável. Como está a vida? Está boa. Os trabalhos? Caminhando. Os testes? Acontecendo. As contas? Pagas. Algo bombástico? Não. Alguma dúvida profunda sobre ser e viver? As de sempre. Alguma tristeza que me corrói por dentro e apaga minha estrela? Não, também. Então melhor poupar palavras vazias e usá-las apenas quando estiverem cheias de brilho, de farpas, de intensidade. Boa noite!
sábado, 4 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Casamento
Já fomos bixos. Fomos adotados por veteranos. Fomos adolescentes assustados. Viramos uma turma e aí deslumbramos. Erguemos bandeiras. Pintamos quadros. Escrevemos histórias. Inventamos músicas numa época de conhecimento de outras músicas e outras letras e outras melodias. Cantamos todas elas. Então baixamos algumas bandeiras, baixamos a guarda, adotamos bixos, depois tivemos preguiça dos novos bixos, e nessa selva louca que se concentrava em um quadrilátero no centro de uma cidade estranha, crescemos para depois abandonar seus muros e conquistar o lado de cá. E cá estamos, enfrentando outros bichos, matando leões, desvendando mistérios, reescrevendo a história. E o mais bonito disso tudo, é que seja lá ou cá, x ou ch, continuamos uma turma, a III Turma de RI, que inaugurou neste final de semana a fase da vida chamada casamento, lá na longínqua e lendária Macaubal. E neste mundo de garras e dentes, temos a sorte de sorrirmos e brindarmos a amizade, nunca nos esquecendo que um dia fomos adolescentes assustados, que fomos adotados por veteranos, que fomos bixos... Fauna linda esta que aquele quadrilátero criou! Parabéns, Pedrão e Nadja! Felicidades, mais felicidades, muita paciência, um pouquinho mais de paciência, que as alegrias sejam constantes e o amor eterno! III Turma! De RI! Tudo de bom, é isso aí!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Mapa Astral
Nunca fui muito ligada nessa coisa de astrologia. Quando um cara que você acabou de conhecer vem com o papo de "qual seu signo?", saiba que é balela, porque provavelmente ele também não entende patavinas do assunto. Sempre que me perguntam isso eu respondo com outra pergunta: "Por quê? Você entende de signo?". E geralmente minha indagação é respondida com um "Mais ou menos...". Não, ele não sabe. No máximo, dirá, posteriormente ao meu "Áries", que ariana é brava. Clichê. Porque sou um doce de pessoa! Tá, um doce meio azedo, às vezes apimentado, amargo sem querer... Mas outro dia resolvi, por indicação de um amigo, marcar uma consulta com Rosa Helena, uma terapeuta holística com agenda lotadíssima, simplesmente para saber o que era isso, porque de problemas muito grandiosos minha cabeça estava tranquila. Pura curiosidade. E Rosa Helena leu meu mapa astral lindamente! Sim, leu, literalmente leu, porque as data e hora de nascimento e nome completo são dados com antecedência... E lá estavam quatro páginas sobre a personalidade de Stella Menegucci Nogueira de Freitas. E tudo, tudo, tudo bateu com a realidade. É quando você começa a repensar sobre os astros... E por que estou falando isso? Bom, porque hoje fui tomada por um sentimento que Rosa Helena leu nas suas pesquisas sobre minha pessoa, um sentimento que talvez seja muito meu: preciso sempre de estímulos, eu crio movimento, não gosto de ficar parada. Ok, não precisava ter pagado 208 reais para ouvir isso sobre mim mesma, até porque minha mãe me fala isso gratuitamente...Mas hoje eu percebi que estou precisando de uma movimentação. As coisas estão bem, caminhando, as contas estão sendo pagas, o currículo está ficando cada vez mais gordinho, mas... Eu quero mais. Fiz dois testes mais ou menos, daqueles que você tem plena consciência de que não vai pegar, já que os castings estavam recheados de modelos incríveis que papam todos os grandes trabalhos da publicidade. Senti saudade de ter um grande trabalho na publicidade. E comecei a me perguntar porque eles não são frequentes. A culpa é minha? Por que uma Colgate nunca mais se repetiu? Minha estratégia está errada? Será? Aí dei uma volta pelo comércio do bairro, comprei umas roupas para trabalho, sem bolinhas, sem listras, não verde nem azul por conta do croma... Voltei para casa, fiz meu almoço e me sentei de frente ao computador para mandar alguns e-mails, cobrar cachês atrasados e procurar trabalhos já realizados. Foi quando encontrei uma foto de um job há algum tempo feito. E meu dia piorou desde então. Eu não me reconheci na foto. O photoshop foi tão, tão, tão bruto que me transformou numa manequim 36 de 50kg. Não tive nem coragem de publicá-la. Aliás, penso até em tirá-la do meu currículo, porque aquela ali não sou. E me perguntei: Por que então me chamaram e não chamaram uma modelo esquálida? Depois veio a insegurança de que talvez eu tenha decepcionado o cliente quando me viu pessoalmente, apesar de que sou exatamente o que minhas fotos do portfólio mostram... Depois pensei no profissional do photoshop... E isso tudo veio seguido da pergunta fatal: "Eu estou gorda?". Tinha acabado de comprar uma calça 38 mas... Se no mundo real mulheres sempre precisam perder dois quilonhos, no mundo da televisão, a gente sempre precisa emagrecer o triplo... Aí passei o dia com peso na consciência, desejando pesar 5kg a menos e ao mesmo tempo, desejando um filé à parmeggiana com batata frita. Corri. Não comi carboidratos à noite. E assisti ao primeiro episódio do seriado Copa Hotel, no GNT, fazendo abdominais no sofá e desejando fazer parte daquele elenco. Por que eu não estou ali? Como chegar ali? É porque estou gorda? É porque minha estratégia está errada? E então, toda aquela certeza e auto estima elevada da semana passada desmoronaram. Chegou o momento de criar um movimento. Assim está legal mas não está ótimo. Estava até ontem, hoje não mais. Eu quero conquistar tudo aquilo que o tarô de Rosa Helena prometeu. Só me resta saber como, porque esperar está começando a me entediar. E tédio, jamais! Amanhã é dia de gravação de mais um vídeo institucional. Mas ser rainha dos institucionais, para mim, é pouco. Esperem e verão! Boa noite!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mogi Shopping
A semana estava morna e eu estava tranquila em relação a isso. Descansaria da loucura dos últimos dias, colocaria as coisas em ordem, asistiria mais tv, voltaria a correr na minha frequência normal, compraria um bom livro, veria todos os filmes e seriados baixados no computador... Até que um inbox acabou mexendo com minha quinta-feira: um convite para gravar a campanha de Dia Das Mães do Mogi Shopping, por indicação de uma companheira de profissão. Amigos são pra isso! Assim, hoje me lembrei o quão difícil é acordar e tomar banho no frio... E às 9:30h já estava na cidade. Éramos um quarteto de mães na ficção bem interessante! Um dia longo mas gostoso de trabalho, de belos figurinos, de sorrisos clicados, de sacolas vazias de compras, de bolsas caras mas ocas, de passar batom no volante do carro, de flertar com a câmera, de rir e sorrir muito. Até entrevistas para a tv local demos! E quando já me despedia da equipe tão querida, coincidentemente encontrei um bixo meu da faculdade vagando por ali e feliz com o meu sucesso. Ele também abandonou as Relações Internacionais e trabalha satisfeito hoje em hotelaria... Foi a minha vez de ficar feliz por ele, especialmente pelo fato de o sorriso vir acompanhado de uma aliança de noivado no dedo! Voltei para casa quase 22h, exausta, claro, mas curiosa para ver este filme tão delicado que em breve estará no ar. E amanhã é sexta-feira, sem hora para acordar e muito menos sem hora para dormir... Estava com saudades de um bom final de semana na capital... Boa noite!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Os 27
Fazer aniversário é uma responsabilidade. A gente comemora o que passou e teme pelo que vai vir, porque dizem as más línguas que a tendência é piorar. Me alertaram que até os 35 a mulher está em ascenção. Depois, é uma queda quase livre. Mas isso os mais pessimistas... E eu me incluo fora dessa. Para mim, a tendência é uma melhora quase vertical. Com os anos vêm os aprendizados, o autoconhecimento, a paciência, o entendimento do mundo, a compreensão do mundo dos outros... Fora a percepção óbvia de que as cobranças vão sim aumentar mas ao mesmo tempo, a detenção da sabedoria de não se sentir por isso pressionado. Isso é declínio? Fora o dinheiro, a liberdade e as histórias para contar... Felizmente, aquela nostalgia de "eu era feliz e não sabia..." não faz parte do meu vocabulário, porque eu sempre soube das minhas alegrias e dos meus desejos e garanto que, quando eu estiver completando meus oitenta anos com belas pernas como as de Hebe Camargo, terei a plena consciência de que aos 27 eu era muito feliz e o melhor, é que eu sabia disso. E foram três dias de festa, de amigos, de família, de presentes, de fartura, de risadas, de choros, de carinho, de belas mensagens e de tudo o mais que podemos desejar para o único dia do ano que é somente nosso. Tá, exagerei no tudo, mas, quase tudo! De banho de sal grosso tomado, seguido de um banho de folhas de louro, pretendo me abastecer dos mais belos sonhos esta noite para amanhã, começar a viver os meus 27 anos. E que sejam lindos! Boa noite!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Maré Alta

Eu não vou florear, gente, desculpa. Apesar de eu saber que os meus milhaaares de leitores entrem aqui para ver minhas divagações, medos, angústias e peripécias, hoje vou apenas contar a maratona dos últimos dias! Depois das três diárias de gravação para Pão de Açúcar, fui escolhida para fazer a propaganda do Shopping Cidade Sorocaba na sexta-feira. Mas, não bastando o já cansaço e a viagem, dei um jeito de pela manhã, decorar um texto e ainda ir para um teste e depois, para a rodoviária. Cheguei em Sorocaba por volta de 14h e tive o prazer de trabalhar mais uma vez com uma equipe super querida que me fez perder a virgindade com o teleprompter, lá em meados de 2009... Foi um trabalho não muito simples, com o estúdio todo em croma, plataforma giratória, escada em 3D, brinquei de estátua, recebi massagem no set, enfim... Já já ele sai do forno! Cheguei de Sorocaba por volta de meia-noite e lá fui eu arrumar minha mala para um final de semana em São Carlos. O motivo? Dois dias de gravação para Tapetes São Carlos. Assim, sábado às 5h da matina eu já estava de pé e gravamos toda a tarde. E domingo todo o dia... Foi um trabalho pesado, longo, mas gratificante, daqueles que me fazem chegar em casa às 2h da manhã de segunda-feira e ainda ter pique para desfazer a mala, tomar banho, tirar o esmalte das unhas, cortá-las, dar uma geral na sala... Eu falo, pessoal, fazer o que a gente gosta não tem preço! Sem contar que ganhei de presente um lindo tapete, que inclusive já está sob minha mesa de centro. Eu brinquei todos os dias, recebi por isso, me cansei com as brincadeiras todas, claro, mas, deitar no travesseiro com o sentimento de deveres bem cumpridos e novos e queridos colegas, ah, isso é felicidade! E minha segunda-feira foi para por a vida e a casa em dia, já que é amanhã que minha semana começa, gravando mais um institucional, desta vez para Editora do Brasil. E aqui estou eu, ainda memorizando o texto fresco que se fixará na minha cabeça depois de uma linda noite de sono que eu preciso e mereço ter. Eu amo o mês de abril! E 2013 está tão bom que nem inferno astral eu tive! Rá! Boa noite!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Fora o festival de bacalhau, os abraços, os sorrisos, as risadas e o convite para ser madrinha de casamento de uma querida amiga, o coelhinho me trouxe quatro ovos irresistíveis! Aí fui dormir na noite de domingo com o peso na consciência de a câmera captar todos os sabores das trufas em mais uma gravação de Pão de Açúcar que, na minha cabeça, aconteceria hoje, segunda-feira dia 2. Acontece que hoje, segunda-feira, foi o dia da mentira! E respirei aliviada ao quase me arrumar para uma gravação que ainda não aconteceria. Assim, pude desfrutar um pouquinho mais dos meus travesseiros... E o dia foi para colocar a vida em ordem depois de um gordo feriado, uma tarefa complicada, eu diria. Descobri inbox nunca antes lidos na história desse país, significando trabalhos perdidos há mais de ano e fechei minha noite com o show de atuação de Wagner Moura no filme de José Padilha, carregando minhas energias para uma semana pra lá de abençoada! A dez dias de completar 27 anos, só tenho uma coisa a desejar: que venham mais 52! Boa noite! Agora é a vez dos arianos, com licença! Feliz mês de abril!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Programa do Jô
E uma segunda-feira que parecia tranquila, tendo na agenda apenas uma ida ao supermercado, correr caso a chuva permitisse, me deleitar com o friozinho e otras cositas más, acabou sendo inesquecível! Enquanto tinha meu Facebook aberto, aparece uma mensagem inbox me perguntando se toparia participar da plateia do Programa do Jô. Hoje? Sim, às 15h! E lá fui eu, depois de fazer um bacalhau a jato, para os estúdios da Rede Globo. Sob a denominação de figuração mas tendo assento garantido na primeira fileira e meus táxis assim como meu ceviche pós-Jô pagos, risquei da minha to do list mais um ítem. E foi divertidíssimo! Os convidados: Miele, a talentosíssima Alessandra Maestrini, um professor de teologia, sua mulher jornalista, uma advogada cantora hilária, uma especialista em sexo dos pandas e um cardiovascular. E o dia de hoje me fez lembrar de duas coisas: 1 - Eu quero aprender a cantar; 2 - Eu ainda vou sentar nesse seu sofá, Jô Soares... E tenho dito. Beijo da gorda!
segunda-feira, 18 de março de 2013
O frio
Com você o meu dia inteiro fica mais gostoso... Já acordo feliz ao constatar que sim, você está aqui. A gente fica mais manhosa e a cama mais irresistível. O banho é mais demorado... O armário é revirado na busca pela roupa mais bonita e mais quentinha. Com você, não há nada mais perfeito do que assistir um bom filme no sofá da sala, do que uma pipoca de panela, do que um brigadeiro de colher. Você faz renascer o melhor lado de mim, o lado mais sorridente, o lado mais paciente, o lado mais disposto e displicente. Você quando chega me faz agradecer aos céus. Até a corrida no parque é mais prazerosa... Que companhia maravilhosa! Fique em São Paulo comigo, não me abandona, não. Que delícia é a hora de dizer: "Adeus, verão!"!
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
E foi dada a largada!
Começou hoje a FEICON, a Feira Internacional de Construção, onde estou tendo mais uma vez o prazer de trabalhar em família: Brasilit! É uma delícia saber que confiam no seu trabalho e principalmente, constatar na prática, que eu sou a opção número um da empresa. Porque elogios escutamos demais... Promessas, vixi, nem se fala... Mas reencontrar tanta receptividade, pela terceira vez (seria a quarta caso eu não tivesse em campanha política em meados do ano passado...) é indescritível. Gostar do que a gente faz, com quem a gente faz e onde a gente faz, ah, isso nem Mastercard à vista paga! E lá se foi o primeiro dia com mais quatro ainda por vir. Força na peruca, força na voz e força nos pés! Enfrentar pavilhão com microfone na mão não é pra qualquer um, não! Bom descanso para todos nós!
terça-feira, 12 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Caminhando e cantando e seguindo a canção...
E por aqui os trabalhos estão de vento em popa! Semana passada cumprimos dois dias de gravação para mais Pão de Açúcar, divertidíssimo como sempre, e papei o único teste realizado na semana: Zap Imóveis! Hoje às 8:30h já estava eu sendo glamourosamente escovada no ainda vazio Jacques Janine na Vila Olímpia, às 11h gravando e às 14h já em casa estudando os temidos textos para a semana pesada que vem, com mais uma feira Construsul para meus já velhos parceiros de estrada, Brasilit! Cabeça cheia e bolso cheio. Aqui não tem espaço para o diabo trabalhar... Eu só tenho a agradecer! E vem muito mais por aí. Algo me diz que os próximos capítulos estarão recheados com todos os sabores... Boa noite!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
À mesa
Uma mesa de um gostoso restaurante de São Paulo. As amigas, de idades variadas entre os 20 e 30, colocam o papo em dia, tiram fotos, postam fotos, claro, desabafam vontades, compartilham lembranças, riem, querem saber sobre a gravidez de uma, prometem presentes pro bebê que ainda não deram, comem, bebem e são felizes. As opiniões se divergem, obviamente, são grandes amigas mas não são almas gêmeas, no sentido literal das palavras, mesmo assim, adoram conversar. E como conversam! Sobre tudo: trabalho, peso, filmes, ex's, futuro, cabelo, unhas, viagem... e assim vai. Mas quando o assunto é relacionamento, aí o bicho pega. Aqui política e religião são assuntos livres, mas relacionamentos, os seus e dos outros, ah, esse é um ponto delicado naquela agradável mesa à luz de velas. Três são compromissadas. Uma é solteira. E solteira há alguns anos, diga-se de passagem. E esta, ao escutar "Mas não escolha demais, senão você acaba sozinha!", se remexe na cadeira e parte para a defesa do seu ponto de vista. Tenta dizer que não é uma simples questão de escolha e sim de vontade, aliás, como já dito em capítulos anteriores, antes sozinha do que mal acompanhada. Mas as amigas não pensam bem assim. Uma se esconde atrás de um sorriso apaziguador, outra concorda ora com uma ora com outra, uma aponta o dedo na cara como se soubesse de alguma coisa e esta última chega em casa e vai dormir pensando naquela calorosa discussão. A característica "exigência" faz parte de sua pessoal descrição desde os primórdios. Sempre gostou de boas notas. De fazer bons trabalhos. De casa arrumada. De unhas impecáveis. De boas amizades. De bons filmes. De boa comida, enfim. Se qualidade ou se defeito, cada ocasião faz o ladrão, mas é errado ser exigente quando o assunto é relacionamento? Ela não procura pretendentes, entenda bem, ela costuma acreditar naquele ditado de "quando for pra ser, será". Não os enumera. Não faz tentativas randômicas. Às vezes até se esquece que naquela roda ao lado pode estar o mais novo homem da sua vida, especialmente se a música e/ou as companhias estiverem estupendas. Deveria ela então passar a procurar e parar de acreditar na chance de sem querer, um dia, encontrar? Não ser exigente signifca sair com todos os homens apresentáveis e de boas referências que a chamam para jantar? Significa abrandar a palavra vontade a fim de simplesmente tentar? Ela não acredita que se aprende a gostar. Você simplesmente gosta ou não gosta. E de repente você vê que ama, goste ele de rock ou de samba, seja loiro ou moreno, alto ou de sua altura (mais baixo não dá...), trabalhe ele de gravata ou de chinelo (mas tem que trabalhar!). Ela sonha com características ideias como toda mulher, mas a vontade é inimiga da perfeição, caso contrário não teria sido nunca vítima de se quer um cafajeste. É que, meu amigo, existe uma tal de química que nem seu excelente professor do Ensino Médio seria capaz de explicar... É um tal de a que se mistura com b e entra em ebulição em c e formam o mais louco abecedário... E se não tem química... tem que ser menos exigente... e tentar? Isso é inconcebível. Não existe razão para as coisas feitas pelo coração! Ela prefere ficar sozinha. Se ser exigente é seguir o que a vontade diz, ela continuará exigente. E por enquanto, continua solteira. Homens tem vários. De todos os tipos. Bons, os bonitos e muitos baratos. Mas homem que lhe desperte vontade, seja lá por qual sentido ou fantasia for, conta-se nos dedos. Sair por sair, namorar por namorar, casar porque tem que casar, hum, isso ela não quer. E continuará escutando os mais "experientes" lhe apontarem o dedo assim como aguentará as inúmeras tentativas de encontros arranjados com o primo rico ou o amigo que morava em Portugal, muitos dos quais jamais acontecerão. Ela prefere continuar acreditando no destino, seguindo suas vontades e infelizmente, sem entender essa famigerada química, que simplesmente aparece e tantas vezes, desaparece. Porque, acredite, se houvesse uma fórmula, ela já estaria bem casada e nem precisaria se contorcer à mesa com as amigas. Ela contaria sobre suas noites calientes com o marido, sobre como dividir a mesma cama é delicioso e que sabia que seria feliz para sempre ao lado dele. Mas... Maldita química! E bendita seja ela...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Jobs
E sábado seria dia de gravação em Campinas! Sexta-feira esperei a chuva passar e a cidade acalmar e lá fui eu para a rodoviária comprar um assento no famoso Cometa. 23h chegava na cidade. Enquanto a dona da casa e todo o resto dos campineiros se divertiam naqueles gostosos bares do Cambuí, eu tentava dormir cedo já que teria o prazeroso alarme tocando às 5 e pouco da manhã! 6:30h já estava no novo Shoping Parque das Bandeiras. E enquanto o shopping funcionava normalmente, os visitantes nos cercavam como se algo muito grandioso estivesse acontecendo. Nós fomos a atração daquela tarde! E enquanto eu descia as escadas rolantes dizendo "Sabe quando seu coração bate mais forte e se surpreende com cada detalhe?", dezenas de pessoas assistiam à macaquice da atriz que vos fala. Isso foi divertidíssimo! A foto acima prova. Depois de gravadas as cenas, por volta de 19h, lá fomos nós para o estúdio em Sumaré gravar a locução da propaganda. E contando os minutos do relógio para a festa de formatura que eu ainda teria em São Paulo, resolvi fechar um táxi que me trouxesse de volta o mais rápido para a capital. Time is money! Saímos de Campinas 21:35h. Uma chuva de doer na Anhanguera e os sinais de um resfriado prontinho para atacar um organismo ainda em recuperação do carnaval. E a noite seria longa... Milagrosamente às 23:45h eu já estava na festa, com nova maquilagem, cabelo e tudo, bailando ao som de Fernando & Sorocaba seguidos por Latino. Foi incrível! Domingo, como esperado, nariz escorrendo mas dá-lhe antigripal! Não bastando os quilômetros já percorridos, a maratona não teve naquele domingo o seu fim. Peguei novamente a estrada desta vez rumo a Ribeirão Preto para na segunda-feira, revisitar minha nostálgica Franca do Imperador e refazer a campanha do querido Instituto Ronaldo Leite. Maquilagem, laquê, clicks, risadas, beijo, tchau, Major Claudiano, Alonso y Alonso, Avenida Champagnat, Pizzaria Finotti (nunca mais tinha me lembrado dela...), Castelinho e lá estava ela me esperando mais uma vez, a estrada, com aquele céu que a revista da região elegeu em meados de 2000 como uma das maravilhas de Franca, juntamente com Walmart e o Carrefour, na época recém-inaugurados... Peregrinando por quatro cidades em três dias, atropelando o calendário convencional além do findar do horário de verão, minha terça-feira foi de folga merecida! Amanhã é dia de testes e a vida não pára, não pára, não pára, não. Amo muito tudo isso! Boa noite!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Ah, o Carnaval...
O meu Carnaval? Foi lindo! Com direito às melhores amigas, a longas risadas, deliciosas comidas, farta bebida, sol lindo, mar de um verde tão verde que beirava o azul, fim de saudades e começo de novas outras, amiga acidentada com três pontos na mão, gente pegando carona com a polícia, tempestade em alto mar quando embarcadas numa banana, trânsito livre, trilha sonora impecável... e o que mais? Descanso. Sim, eu descansei no meu Carnaval! Descansei o corpo, a alma e o coração. Diz a lenda que 2013 começa agora e meu telefone confirma. Baterias recarregadas e mais uma vez veio a constatação de que as coisas mais lindas da vida são de graça! Mas, todo Carnaval tem seu fim... Chega de confete, chega de serpentina. Sendo assim, um ótimo ano novo! E que continuemos sempre a brincar de ser feliz...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Não tenho do que reclamar...
"Stella, o que você mais gosta de fazer?". "Trabalhar!". E hoje completei o segundo trabalho da semana com um vídeo institucional para Natura. Pessoas queridas, risadas garantidas e aquele sentimento delicioso ao chegar em casa de um cansaço que muito valeu a pena! Amanhã antes de embarcar rumo ao litoral, tenho ainda um último teste e depois, é só folia com amigas mais que especiais! O feriado vai ser longe do samba, com pé na areia, a cabeça nas nuvens e de pernas pro ar, afinal, a gente merece! Bom Carnaval!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Fevereiro
E começou o segundo mês do ano já com dois trabalhos na minha agenda. O primeiro foi sexta-feira, uma foto para embalagem de tinta para cabelos e o segundo, amanhã, mais um querido vídeo institucional. Em 2013 quero continuar sendo a rainha dos institucionais, como pensa minha mãe, e quero continuar a ver filmes tão bacanas quanto os que me fizeram companhia nessas últimas noites solitárias. O cinema me inspira! Gostaria de um dia ser a musa de Woody Allen... Boa noite!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Do verbo "gostar"
Eu gosto de lavar os tapetes de barbante feitos por minha mãe e esticá-los, limpos e secos, na cozinha e banheiro. É um ritual de renovação! Eu gosto de enrolar a fronha do travesseiro antes de dormir e quando está difícil de acordar, gosto tanto que chega até a machucar os dedos e rasgar a fronha. Já levei muita bronca ao longo da vida por isso... Eu gosto de comprar banana prata madura no supermercado e saber que poderei já comê-la no meu café da manhã do dia seguinte. Se o dia começa sem minha banana prata, ele começa errado. Eu gosto do cheirinho de baunilha do meu difusor de aromas do quarto e gosto da mistura que faz com o cheirinho do difusor de chá verde da sala. É quando sinto que estou em casa! Eu gosto de fazer as unhas, sempre francesinhas, e vê-las longas e fortes. É um narcisismo meu, eu confesso. Eu gosto de terminar de ler livros. Gosto de começar a ver filmes. Gosto de pendurar roupas cada uma em seu cabide, me dá a sensação de organização num armário tão pequeno e empoleirado. Gosto de tirar as sobrancelhas, é quando guardo pelo menos 25 minutos para mim, o espelho, minha pinça velha e minha música. É minha arte! Gosto de, após pagar as contas, guardá-las na caixa de bagunça ao lado da televisão. Gosto de apagar o lixo do meu e-mail. Gosto de assistir as propagandas e os trailers que antecedem os filmes no cinema. Não suporto assistir filme tendo perdido o começo! Gosto de jogar a passagem do ônibus no lixo assim que chego ao meu destino. Já as de avião gosto de guardar. Gosto de tomar água direto da garrafa, é feio, mas eu gosto. Gosto de rever minhas fotos do Instagram. Me fazem lembrar que minha vida é muito, muito, muito legal! Gosto de fazer minha maquilagem antes dos testes. Apenas eu, minha necessaire deliciosamente cheia, o espelho, minha música e a esperança de um novo trabalho. Gosto de músicas novas na minha playlist. As escuto repetidamente até baixar outras mais novas. Gosto de trilhas sonoras. Gosto de tirar os sapatos e o relógio quando chego em casa, isso pra mim é liberdade. Gosto de ter o chão limpo para que não precise de chinelos. Gosto de camisolas de seda e cetim. Gosto de fazer arroz fresquinho. Gosto do cheiro de assados do Natal e cheiro de cebola no azeite. Gosto do cheiro de grama cortada, me lembra infância... Gosto de ver tv no escuro. Gosto de grifar expressões, frases e parágrafos interessantes nos livros. Gosto de ler no silêncio. Gosto de frutas sem caroço. Gosto de dormir depois de rezar. Gosto de histórias concisas. E você, do que você gosta?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Mas e a Era de Aquário?
Dizem que nossa jornada é a busca do autoconhecimento. Pois bem. No atual estágio da minha viagem interior, encontro-me perdida. Não me reconheço em algumas atitudes, procurando o porquê delas e nelas. Não me identifico mais em algumas mesas de bar, num estranhamento meu em relação ao outro e um estranhamento meu em relação a mim mesma nunca antes detectado. Hoje sou um poço de contradições. Assisto o BBB nesses dias tão apáticos mas me apavora que a canção de Amelie Poulain toque neste mesmo programa tão estapafúrdio. Danço "...Louca, louquinha, dá uma empinadinha..." e logo em seguida, admiro a poesia de um tal Chico Buarque. Comecei a pesquisar a música de uma banda que eu fazia questão em criticar nos meus tempos de faculdade e confesso hoje gostar da Conversa de Botas Batidas. Aprendi a baixar filmes na internet e nem me lembro mais a última vez que achei justo gastar 26 reais no cinema em São Paulo, sendo que amava criticar o meu irmão antes de ele me ensinar esta proeza virtual. Gosto de achar que sou uma menina culta, vivida, que fala línguas e então me acho capaz de discutir qualquer assunto na roda até que bebo alguns copos de vodka com energético - que mesmo sabendo de todos os seus malefícios sou a única a gostar - e passo a me comportar igual criança, pensar sem moderação e falar para depois nem lembrar. É quando me encontro nos meus ainda 26 anos... Acho o Facebook o cúmulo da carência mas adoro receber 32 "curtidas" numa foto com a poodle da irmã ou com o shitzu do primo. Eu falo que não vou casar mas morro de medo de ficar para sempre sozinha. E depois digo que minha filha se chamará Clara, ou Sarah, isso se eu tiver filha... Criticava quem recebia mesada de papai aos 25, 26, 27 anos, mas hoje, tudo o que eu queria era meu pai e que ele pagasse as minhas contas. E que ele me desse um carro. E que eu tivesse a chance de conhecer de verdade o meu pai e saber o que é ter um... Eu amo os 459 anos de São Paulo mas tenho encontrado paz nas areias das praias e no travesseiro no interior. Abandonei os filmes americanóides mas dei muita risada e resgatei toda a trilha sonora de American Pie, com o último O Reencontro. Não tenho paciência mais para as séries de moda e beleza que não perdia por nada meses atrás, sendo o único seriado que suporto e que sou aficionada, The Walking Dead, porque eu simplesmente adoro zumbis. E adoro também a paranoia de Woody Allen. Admiro a excentricidade de Tarantino. E bato palma para a sensibilidade de Almodóvar. Gosto de coisas caras da vida mas não preciso de um helicóptero e nem de Moet Chandon e se for pra beber uma cerveja no buteco da esquina, tamo junto! Aí às vezes recorro a ônibus porque não ando bem das pernas mas digo que quando for a Europa, vou comprar uma Louis Vuitton. E nesse desencaixe continuo a minha jornada de me encaixar dentro, fora, fora, dentro, do lado, de ponta cabeça, meio que em zig-zag. Às vezes eu não sei o que estou fazendo. Estou a cada dia mais relativista, perdi as verdades absolutas e o melhor para si, cada um bem o sabe. Se quer, quer, se não quer, não quer. Perdi o Norte. Cadê o Sul? Eu era uma rocha que dava palestras motivacionais para as amigas e agora eu mando WhatsApps vazios e preguiçosos para externar os meus dramas igualmente vazios mas que parecem hoje transbordar. Na minha cidade natal encontro pessoas queridas que me dizem sobre meu sucesso e eu me pergunto: "Que sucesso?" e chego à conclusão que o meu profile das redes sociais vende somente o lado da beleza, da fama e das peripécias... Mas e por que eu teria que mostrar também a outra face da moeda? Então escrevi no meu status que a vida acontece é por inbox... Quase fiz meu TCC na faculdade sobre a espetacularização da mídia e confesso ter ficado hoje o dia todo presa nas informações da tragédia em Santa Maria, com uma dor no peito e uma vontade de chorar. Por mim, por eles, pelo médico tão amigo que se foi na madrugada de sábado quando eu chegava da balada carregando os sapatos nas mãos e pela minha avó, da qual ando morrendo de saudades... Eu sei que vai passar, tudo passa, tudo sempre passará, mas não queria esperar, porque a jornada é curta e a vida é uma brincadeira. Enfim... Amanhã é segunda-feira e nascerá mais uma nova chance de a gente brincar. Boa noite!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O segundo
Não sei se foi o dólar na carteira, o banho de sal grosso, o banho de folhas de louro, as orações, os pensamentos positivos, a entrada na Era de Aquário, se recompensa por todos os prejuízos ou se pura sorte mesmo, mas já tenho realizado o meu segundo job do ano: uma série de vídeos para o site do Pão de Açúcar. O teste aconteceu ano passado e quando a memória já dava mais um trabalho por perdido, eis que toca o meu telefone semana passada com a notícia positiva. O bolso e os ânimos agradecem! Assim, gravei hoje e gravo amanhã novamente, numa locação super bacana e com uma produção demasiada querida. O resultado? Aguardem! E desejo que percamos as contas e que faltem páginas na minha agenda! O sonho é velho, o ano é novo e as energias renovadas. 2013 é meu! Boa semana...!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
(Re) Começo
E comecei a semana trocando os lençóis, lavando a colcha da cama, cortando os cabelos, com ingredientes diferentes na geladeira e novos exercícios, em busca de um ano realmente novo. Tomei banho de sal grosso para espantar uma zica que me acompanhava desde 2012, seguido de um inédito banho de folha de louro para repor as energias. Quantas energias perdidas...! E resolvi recomeçar. E inaugurando a máquina registradora de 2013, fui premiada com uma foto para um famoso resort brasileiro amanhã, renovando as expectativas e abrindo um ano que além de muito próspero, espero que seja igualmente surpreendente. Aguardem notícias! Boa noite!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
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