segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tanta coisa...

Dormi quatro horas apenas de ontem para hoje devido à Festa da Lagoa que se estendeu com um farto café da manhã no buffet de uma baguetteria e o churrasco de 29 verões do meu irmão. Pensei em ir dormir... quase puxei o edredom para deitar... mas antes de mais coisas se acumularem, resolvi registrar os últimos dias - que foram movimentadíssimos.
Quinta-feira fui tranquilamente trabalhar no Pacaembu. Quer dizer, tranquilamente não porque eu ainda estava uma pilha de nervos, não tive vontade de ir correr no dia, estava inchadérrima e sem saber o porquê... Sem grandes problemas no decorrer da recepção, naquele esquema que já estou cansada de fazer, as companheiras de sempre, o kit-lanche de sempre, fora o comemoração do 500o jogo do goleiro Marcos, o estádio estar mais lotado que nunca e os três churros - doce de leite, chocolate e chocolate - que devorei. E aí veio o fato do dia: ir embora. Fiquei feliz com a carona da van da produção que me deixou na Cardeal Arco Verde, de onde teoricamente eu pegaria o ônibus que me levou até a Dr. Arnaldo. Nisso o relógio pontuava meia-noite e dez. Meia-noite e vinte. Meia-noite e meia. Meia-noite e cinquenta e apenas três ônibus haviam passado e nenhum que entrasse na Faria Lima. Eu já tinha lágrimas nos olhos, rancor no coração, pensei em pegar um táxi mas lá iria boa parte do meu cachê e peguei um ônibus que me deixou no Largo da Batata, era minha única alternativa. A 1 da manhã estava eu, sozinha, andando naquele local de forrós, churrasquinho de gato, homens, mulheres e travestis de rua, todos bêbados e mal encarados. Coloquei minha bolsa por dentro do casaco, me movimentava com um andar de malandra, fazia cara de brava e segui até o primeiro ponto da avenida. Nada de ônibus. O único que parou andaria apenas mais dois pontos... o provavél que me levaria até em casa eu perdi... e nisso eu já apelava aos deuses e já xingava todos os santos e demônios... vinte minutos esperando na cálida noite e nada. Resolvi ir andando. Pelo menos eu sabia onde meus pés me levariam e em quanto tempo eu chegaria na minha tão desejada casa. Pensei: "Se Deus está comigo, ele vai me proteger e nada vai acontecer.". E eu andava. E andava. Olhei para o céu e vi a primeira estrela da noite e nem consegui fazer meu desejo. Minha trilha sonora da madrugada estava banhada das músicas mais densas e deprês, eu tentava segurar o choro até que ouvi a música de Avril Lavigne que diz: "Trippin´out, spinning around, I´m underground, I felt down. I´m freaking now, so where am I now? Upside down and I can´t stop now. You can´t top me now. I´ll get by, I´ll survive. When the world is crashing down, when I fall and hit the ground, I will turn myself around, don´t you try to stop me. I won´t cry". Nesse momento eu senti uma vibração positiva, pensei que nada daquilo era em vão, que chegaria em casa em poucos minutos e que tudo aquilo um dia seria parte de lembranças engraçadas de um tempo onde as coisas não eram nada fáceis e que ainda poderia contar sobre aquela minha marcha atlética na Faria Lima às 2 da manhã em plena quinta-feira para economizar num táxi que comeria 20% do meu cachê no Programa do Jô. E foi quando selecionei a música "I don´t have a cent, will I pay my rent? And even my car doesn´t work. Me and my man, he´s the one to die for, we have split up. Can´t you see, life is easy, if you consider things for another poin of view" e tive uma descarga das energias ruins e o resto da caminhada não foi uma tortura. Cheguei em casa, sã e salva, morrendo de cansaço e vontade de ir ao banheiro. E foi quando descobri que toda minha crise fez parte de uma TPM terrível e inesperada que acabava ali, com uma descarga de hormônios que desceu provavelmente durante a música de DB Boulevard... Mulheres!
Sexta-feira acordei com um telefonema a cobrar de um prefixo 031 às sete e quarenta da manhã. Obviamente não atendi mas já levantei, tomei meu café com leite no bar da esquina e fui correr no parque para me livrar daquelas calorias vazias dos incontáveis e suculentos churros da noite anterior e verifiquei o Ibirapuera no seu período de 90% de frequentadores acima dos sessenta anos.
Na volta, parei numa loja gracinha da Joaquim Floriano que há exatos quatro meses paquero a vitrine mas nunca entro, experimentei mil blusas e comprei três, fui ao supermercado e às 11 e quarenta, cronometradamente, estava em casa. Tomei banho, fiz meu almoço e recebi a mensagem no msn de uma agência querendo saber quantos anos eu tinha mesmo. 24. "Hummm muito nova...". Era um teste para Caixa Econômica Federal e pediam mulheres de 30-35. E mesmo assim, eu tinha o showroom com horário para acabar às 18:30h. Não ia dar tempo.
E fui desfilar! Fingindo ser uma modelo com carreira longa nas passarelas, fizeram baby liss nas madeixas, maquilagem e começamos com as trocas de roupa. Calça jeans, legging... short. Baby-doll. Eu e meus roxos, em plena passarela, a 3 metrôs dos olhares aguçados dos clientes da Criativa, sem tempo para o corretivo que disfaçasse os sinais daquela Mokai de quarta-feira... Coloquei um sorriso na cara e paguei de bonita com pernas lindas. Sobrevivi! Não tropecei, não cometi gafe, coube em todas as roupas - inclusive no jeans 38 - e já coloquei no meu currículo. Posso dizer que sou "modela" agora?
Voltei para casa às 16:30h ainda em tempo do teste! "Diga que tem 28!". Troquei minha roupa estilo jovem moderna por uma calça jeans, uma regata preta e uma malha cinza estilo conservadora e fui! Peguei um ônibus e em 15 minutos cheguei estava lá, preenchendo os dados e mentindo que tinha 26. Data de nascimento: 11/04/1984. Fiz amizades enquanto esperávamos o teste, recebi cachê-teste, maquilagem, claquete, câmera, ação! A resposta sai amanhã ou no mais tardar terça. Podia dar certo, né...
De lá fui comemorar a apresentação da tese de mestrado de uma amiga de faculdade junto com queridos unespianos, fotos, queijos e vinhos. Recebi efusivos cumprimentos de amigos que se declararam até então incrédulos com minha nova carreira ou receosos sobre minhas escolhas que começam agora a dar frutos mais saborosos. Ouvi carinhosos "você merece" e eu precisava escutar aquilo... Está todo mundo tão adulto... tão responsável... e depois de muitas garrafas de cerveja, vinhos e saqueritas, alguns continuam tão irresponsáveis... Uma noite deliciosa recheada de boas lembranças e sinceras gargalhadas. Às três da manhã minha carona me deixou em casa, arrumei minha mala para o final de semana e voei para a cama programando o despertador para as 8 da manhã de sábado.
Sabadão... e lá estou eu regravando a propaganda do Serra. Desta vez mais rápido, com dois figurinos mais ajustados - e não três como da outra vez -, novo cenário, com mais intimidade com a produção e com os colegas coadjuvantes e às 16:30h já estava liberada para voar para Ribeirão Preto. Mas não vim voando e às 18:30h já estava no Cometão, satisfeita com o resultado e já ansiando meu próximo trabalho... E foi ali que respirei fundo pela primeira vez em dias e cochilei ao som da minha querida trilha sonora... Eu estava precisando disso...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cena: Stella Menegucci e Charlene Chagas

Monólogo

Cena: Stella Menegucci e Ricardo Merini

Ufa!

Seis ufas ao longo do dia.
1- Ufa! Uma das agências me respondeu um "sim" porém acompanhado de um asterisco: "Preciso de fotos mais de close e sem tanta produção, você tem como providenciar este material?". E então expliquei que as fotos enviadas eram apenas algumas do meu book e que gostaria, se possível, de ir até a agência e vermos as possibilidades. Atividade para a semana que vem.
2- Ufa! Meus roxos não serão problema para o desfile da marca Criativa, já que usarei dois vestidos abaixo do joelho e em último caso, maquilagem neles! E o melhor, o showroom fica a 15 minutos andando de casa...
3- Entrei numa calça jeans 38 enquanto provava as roupas para sexta-feira! Ufa! Tudo bem que tinha stretch...
4- Me ligaram da campanha de José Serra, dizendo o óbvio, que tivemos problemas com o figurino - seria maldade comigo e com o candidato aprovarem o filme daquele jeito! - e perguntando como estaria meu sábado para uma regravação com um cachê de apenas 30% do cachê original, e, caso eu não pudesse fazer, receberia apenas 30% da filmagem de quarta passada já que o material não iria ao ar. E isto está no contrato. Assim, remanejei a agenda para regravarmos a propaganda de modo que eu seja liberada até às 17h de sábado para estar em Ribeirão até às 23h. Desta maneira, recebo meu cachê integral adicionado das horas extras de quarta-feira mais os 30% desta regravação. Ufa! Não perderei cachê, nem trabalho nem a Festa da Lagoa...
5- Ufa! Comi demais! Mas nada de empanado...
6- Acabei de ver a Colgate no intervalo da entrevista de Gloria Menezes no Jô Soares! Ufa! Só faltava eu assistir...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ansiedade

Hoje não acordei com nenhum telefonema. "Campanha política, filha... há uma redução de 20% na publicidade.".
Levantei já tarde e segui direto para minha ferramenta de trabalho - agora reconfigurado. Ainda estranho algumas mudanças mas ao deletar o Messenger Beta e instalar o normal, parece que as coisas começaram a se normalizar... Mandei e-mail para a responsável pelo engodo da noite passada, que ficou martelando e martelando na minha cabeça, perguntando quando o depósito do cachê seria feito já que contava com ele para contas imediatas, quando na realidade estou preocupada é em levar um calote. Nada. Também estou aguardando ansiosamente respostas douradas das duas grandes agências... Nada. Fiz então meu agora diário café com leite - que aliás, esqueci de comentar, estou viciada! É um santo remédio para intestino preguiçoso... não tem calorias... dá energia... diluído na bebida branca não é tão assassino para o branco do dente... é barato e tem o melhor cheiro do mundo!... Demorei para arrumar a cama. Demorei para comer alguma coisa. Demorei para fazer meu almoço. E minha ansiedade me prendia a pequenas tarefas, ajustes, verificações, mensagens, telefonemas...
Por volta de meio-dia me ligaram da agência do evento de quinta-feira no Jockey, avisando que o ponto de encontro seria na própria agência às 7 da manhã. Pera aí! Dois erros: primeiro, o Jockey fica a vinte minutos de casa; segundo, o horário combinado era 7:30h. E aí já cutucou a onça... Eu disse então que para mim o melhor seria seguir direto para o Jockey. "E o metrô Tatuapé, fica fácil para você?". Jamais. "Ok, então 7:15h no Jockey.". Pera aí... o combinado não era 7:30h? "Mas tem a entrega de uniforme e vão explicar a ação para vocês...". Ok, ok. Perderia 15 minutos de sono então, né, fazer o quê?! "E como é o uniforme?". Um vestido com uma malha por baixo e meia calça que eu deveria levar. Pera aí... quarto problema: Meia calça? Vestido? Às 7 da manhã no Jockey, embaixo de prováveis dez graus? "7 não, 7:15h.", retrucaram do outro lado da linha. Aí eu falei que não passava mais frio em evento e que muitas vezes é sacanagem colocarem vestido nas meninas enquanto o inverno castiga a cidade, mas que tudo bem, eu levaria algumas meias fio 40... O cachê é pago na hora, né? Combinado? Combinado. Uma hora depois, me retornam a ligação, pedindo desculpas pois o cliente havia cortado um certo número de meninas nessa recepção já que se tratava de um evento de curta duração, mas que tinham meu cadastro e me ligariam para futuros jobs. Ahã! E eu sou Mamãe Noel! O que acontece é... fui exigente e para eventos, infelizmente, clientes e agências preferem moscas mortas que quase gangrenam no frio sem reclamar, quase morrem de fome sem esperniar, vestem roupas à vácuo e não se importam, enfim, fazem de tudo por cachê, sendo ele alto ou baixo. Os tempos estão difíceis, ganhar dinheiro não está fácil, eu muito bem sei! Mas sou chata sim e por favor não me ofereça novas furadas, pois acho que meu currículo já está cheio delas... e eu também. Não vou me matar por conta de 120 reais...
Almocei, liguei no SATED para saber como dar entrada no meu DRT definitivo que venceu dia 12 de agosto, selecionei fotos e documentos para comprovação dos trabalhos realizados ao longo desse um ano de DRT provisório, levei um casaco e meu terninho na lavanderia e fui correr porque era o melhor remédio para os nervos que estavam à flor da pele... Não sei porque hoje tive vontade de chorar.
Peguei um ônibus, um metrô e andei quinze minutos só para ir até o curso de tv e cinema, mais dois ônibus para voltar para casa para finalmente ter em mãos o tão esperado DVD Book! Ah, como é difícil se ver em alta definição... Odiei meus braços na primeira cena. Com a segunda já estava acostumada - já até postei no blog. O monólogo... ai o monólogo... hoje eu faria diferente. E a Colgate já é carne de boi. Mas, enfim. DVD Book não é teste, não é crucial, é apenas uma apresentação que diz "Oi, sou isso aqui e posso ser muito mais se você quiser!". Pelo menos estou tentando me conformar com isso... Conversando e nos atualizando dos últimos fatos já que estou de férias do curso esse semestre, levei algumas broncas de Fernando Leal e dos queridos camera men, resumidamente dizendo "Da próxima vez vá de táxi". Mensagem captada.
Aliás... não sei o que acontece... eu acho que tenho dificuldade em conversar com os três. Sabe aquelas pessoas que são tanto e sabem tanto e automaticamente te colocam no seu devido lugar? Eu me sinto intimidada, assim como me sentia ao conversar com meus professores da faculdade. Tenho medo de dizer bobagem e pensarem: "Ai que menina besta...". Eles foram os meus mestres no último ano. Não é de se espantar.
Comprei mais uma bisnaga de Hirudoid e pouco me surpreenderá se me cortarem do desfile de sexta-feira. Minhas pernas estão horríveis como jamais estiveram, nem quando fiz esclerose de varizes - sim, eu confesso que fiz, lá em casa é genético, ué! - elas ficaram tão roxas! Até evito me ver de corpo inteiro nua na frente do espelho, pois a cada grau que giro, um novo hematoma é descoberto. Mas amanhã tenho a prova de roupa e "ensaio" do desfile e fico na torcida para vestir uma legging ou no mínimo, uma meia calça marrom...
Já tenho na agenda meu japonês preferido com duas grandes amigas amanhã à noite e conto os dias para voltar para o interior. Acho que estou precisando respirar o ar seco de Ribeirão...
Deus, livrai-me de toda e qualquer ansiedade... já é tudo tão difícil sem ela...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Afe...

Acordei com o telefonema de uma agência que me achou na APAS. Era a terceira vez que me ligavam e só hoje pude aceitar o trabalho. Se tratava de uma rodada de negócios em um famoso restaurante no Itaim - a 10 minutos de casa - onde teoricamente eu faria umas entrevistas com os convidados ou então deles tiraria fotos. Três horinhas de trabalho, com cachê pago na hora, para uma segunda-feira tranquila, ok. Pediram que eu indicasse algumas amigas e assim fiz. Às 19h uma outra recepcionista que ainda não conhecia passou para me pegar e chegamos no horário combinado. Esperamos uma boa meia hora até que a dona da agência chegasse. Chegou, toda loira, chiketésima e pomposa, com seu namorido e uma amiga jornalista idem loira e plastificada. Pouco tempo depois, chegou minha amiga indicada. Sentamos as quatro para conversar, a mulher jogou umas ideias, encheu minha bola mais que tudo, falou tudo mas não falou nada... o evento meio vazio... não sabíamos o que faríamos... de repente entregaram uma máquina mega profissional mas não avisaram como manejá-la... aí substituíram por uma Sony comum... "Querem beber alguma coisa? Um suco? Refrigerante?"... "Daqui a pouco o garçom traz uns canapés pra vocês..."... jamais vi canapé algum... Levantamos para trabalhar porque, segundo minha amiga escutou no banheiro a dona dizendo "tenho que pagar cachê pra elas"... nos olhavam de modo estranho... tiramos umas fotos nada a ver... fiquei ouvindo sermão do organizador do encontro, mais aparecido do que tudo - fã de flashes!... gravamos uma pseudo propaganda para a agência... a ouvíamos resmungar a cada instante do homem fã dos flashes... os convidados se embebedavam... outros desiludidos com o networking que visivelmente não estava funcionando desejavam estar em suas camas... e tudo o que mais queríamos era fugir dali. Um advogado cantou a outra recepcionista e foi quando quase gritei "Me tirem daqui!". Mas, pelo que me constava, teria R$150,00 em mãos às 23h. Mas que nada... "Até sexta deposito para vocês.". Disse que gostou muito do nosso trabalho e reafirmou a parceria, entregando seu cartão. Bizarro. Voltei para casa afim de esquecer essa noite dos horrores quando toca o meu celular 1 da manhã. Era ela, perguntando onde estava a máquina do Sr. dos Flashes. Afirmei que a entreguei em suas mãos e que estava em cima da mesa no momento em que ela anotava nossos dados bancários. O homem estava fulo, ela contou. Dane-se! E aí resta agora a dúvida: esse cachê vem ou não vem? Picaretagem? Ou apenas um evento mal organizado? Tudo muito nebuloso... Só sei que sentíamos uma vibe negativa pairando naquele lugar. E quando o santo não bate, não adianta! Afe... eu, hein!
Olhando minha agenda para marcar uma feira bem remunerada de dois dias, me lembrei de um evento de quatro horas no Jockey na manhã de quinta-feira. Também tinha marcado a prova de roupa para o desfile de sexta às 18h. E recém-marquei mais um jogo do Palmeiras na quinta às 20h. Que loucura!
Perdi a oportunidade por agora no showroom, mas não querem me esquecer e nem que eu as esqueça para a próxima temporada. Liguei em duas grandes agências de atores, enviei material e espero agora a resposta se fui aprovada ou desqualificada para seus concorridos castings. Já levei "não" de ambas ano passado, quando nitidamente meu material era parco assim como meus trabalhos... Aguardo ansiosamente o retorno.
A propaganda continua passando e mais e mais gente me vê na televisão. Amigas ligam, outros mandam mensagem e deixam recado no Orkut, felizes e contentes por ver que as coisas estão dando certo. Eu acho que estão, apesar de estar me aparecendo mais evento do que testes e de a grande agência de dez dias atrás não ter me chamado para nada ainda... Agora tá me batendo aquele medinho, sabe?!
Recebi o link da matéria que gravamos para o Programa do Gugu e me decepcionei ao ver que quase nada foi ao ar. Toda minha emoção, minhas lágrimas, os abraços calorosos de despedida no vô e na vó, o abandono da roça, se perderam na edição... Me recuso a colocar este ítem no meu currículo.
Vou escolher melhor os meus trabalhos daqui por diante. Cachê só não vai me brilhar os olhos. Há muito mais por aí do que os olhos podem ver e do que o bolso pode sentir... Xô, urucubaca!
Boa noite!

Um Homem Chamado Gertrudes

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ele está de volta!

O bom filho à casa torna! Vos escrevo do meu querido laptop, agora com nova configuração.
Mais um excelente final de semana se foi. E faz muito frio agora na capital!
Quinta-feira cheguei na Record no horário combinado, 9 e meia da manhã, depois de uma noite mal dormida devido à enorme quantidade de café ingerida no estúdio no dia anterior. Receosa ao ver tantos figurantes e sem ter a mínima ideia do que aconteceria, já que não havia pegado fartas informações do trabalho e nem conhecia o pessoal da agência responsável, só confirmei que eu não estava lá para figuração. "Não, você não." E foi quando entramos numa van e fui pega de surpresa ao saber que não gravaríamos nada nos estúdios da emissora e sim na Estrada do Pau Furado. Onde? Sim, Estrada do Pau Furado, "para lá de Cotia", com previsão de retorno às 22h. Fui dormindo no caminho, escondida sob meus óculos escuros. E de repente paramos numa venda no meio do nada. Era ali a nossa locação. A tripulação, que já conhecia o esquema da coisa, começou a se encher de salgadinhos, refrigerantes e bombons para garantir a saciedade do dia e eu, incrédula, fiz o mesmo, perguntando para alguns se não teríamos alimentação. "Só almoço e um dia ficamos aqui até 8 horas da noite...". Minha cara não era de felicidade. Foi quando abriram as portas de uma van, olharam para mim e disseram: "Ela pode ser a mãe, não a enfermeira." e me entregaram uma saia roxa e uma blusinha verde e pediram que me trocasse dentro da van. "Meu Deus..."... Calcei uma Moleca chikérrima e fui me informar do que tudo se tratava. Simularíamos a história real de um homem que fora registrado com nome de Gertrudes e que agora estava encontrando dificuldades para se casar por constar em seu registro que era do sexo feminino. Eu seria sua mãe, que o abandonou ainda quando bebê aos cuidados dos avós no interior de Minas Gerais e seguiu para São Paulo, deixando como único pedido o nome feminino para o filho ser registrado no cartório da cidade. Minha cena seria rápida, simples, sem texto para decorar. "Stella, diga mais ou menos assim...". Fizemos um ensaio, eu, a vó, o vô e o bebê. Mas quando disseram "Gravando!", a atmosfera daquele lugar simplório - as casas humildes, as galinhas e seus pintinhos, o bucolismo de um quase interior de Minas Gerais a alguns quilômetros de São Paulo -, a situação de despedida e a lembrança do filme Os Dois Filhos de Francisco me trouxeram verdadeiras lágrimas aos olhos. E chorei a cena inteira. E chorei em cada repetição. Em cada close. Eu entendi e senti a personagem, mesmo sem terem me falado nada além do que escrevi acima, mesmo sem terem pedido, mesmo sem terem feito um briefing daquela mãe que abandonava seu filho para tentar a vida na capital. "No dia em que saí de casa minha mãe me disse Filho, vem cá..."... Essa era a música que permeava minhas breves falas. Não sei se foi ao ar neste domingo. Não sei nem se conseguirei um dia assistir. Não é cena para Oscar nem de grande validade para meu currículo, mas gostei do que foi feito ali. Sentir a verdade na atuação, isso valeu muito mais do que os míseros duzentos reais de cachê a serem pagos em 30 dias... E depois disso, passei o dia inteiro sentada no chão ou em uma das poucas cadeiras disponíveis no lugar quando alguém se levantava, de frente para um campo onde tinha uma ema e uma anta, "p" da vida com o "almoço" que não passava de um pão de cachorro quente seco com presunto e queijo e um suco de maracujá mais doce que açúcar União. Cheguei em casa eram mais de 8 da noite e decidi que merecia sim me fartar no segundo rodízio de comida japonesa da semana... Não houve necessidade de gravar também na sexta-feira.
Sexta então foi um dia lindo de sol e folga, bom para organizar pendências, correr no parque, fazer a unha dos pés, depilação... Acabamos ficando em casa frustradas, bebendo uma taça de vinho, comendo o queijo de uma pizza margheritta a uma da manhã e assistindo a um filme bem água com açúcar...
No sábado os termômetros despencaram em São Paulo. Depois de me irritar com o Bilhete Único sem crédito e pagar dois ônibus até o Pacaembu - sendo que fiquei 2 minutos no segundo e poderia ter caminhado e economizado R$2,70 -, trabalhei no jogo do Palmeiras X Atlético Paranaense, desta vez sem grandes bafafás nem CQC, ansiando a balada da semana. Me estressei na volta, camelando até a Dr. Arnaldo, esperando um bendito ônibus para a Faria Lima na Cardeal e outro até minha casa e me arrumei correndo para mais uma incrível noite de Kiss n´ Fly.
Domingão típico, ressaca e rodízio de japonês! Um garçom me perguntou se eu conhecia as Óticas Diniz. E seguiu com a pergunta: "Você não é a moça da propaganda, é?". Das Óticas Diniz não. E mamãe ligou orgulhosa por finalmente ter me visto no intervalo do Domingão do Faustão...
Sem planos concretos para os próximos dias além de um desfile na sexta-feira - sim, desfile -, uma festa vip em Ribeirão no sábado e um churrasco de aniversário do meu bro no domingo, me despeço munida de minha meia e pantufa no pé. O celular anda tocando loucamente e isso é bom. Já estou recarregando a bateria para os próximos dias!
Boa semana!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mudança de planos...

Fui cortada do debate de amanhã. Assim, abri minha agenda para duas gravações no programa do Gugu, quinta e sexta-feira e adiei mais uma vez minha ida à confecção. Não sei de nada além de que serei uma enfermeira e de que o cachê paga meu aluguel. Até aí... ok. Mas claro que não se tem tudo, não é! Fiquei entre a certeza e a possiblidade e recusei um teste para Vodol amanhã...
Cheguei agora depois de 12 horas enfurnada no estúdio... não vou contar como foi a gravação da propaganda do Serra, mas o resultado ficou bem legal! Bem legal mesmo! Nunca fiz nada do tipo e nem sei se farei... cansativo, quase me estressei, mas valeu a pena. Tirando o fato de que eu estarei imensamente obesa no vídeo, pois gravei com 3 figurinos largos e espessos, um em cima do outro, e para piorar, um cabelo e uma maquilagem que não ajudaram muita coisa... mas vai preencher o currículo.
Meu querido computador ainda está no hospital, disseram que com problema no HD... ai ai ai! Nos dias de hoje, podem levar nossa alma, menos nosso celular e nosso laptop! Tempos modernos...
Assim, finalizo mais uma edição. Tirei forças da terra hoje para fazer tanto movimento nessa propaganda... meu pescoço dói, minhas costas gritam, meu peito chora... mas dá-lhe remédio e amanhã tem mais!
Eu gosto dessa vida... gosto mesmo...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Agenda lotada!

Acordei cedo. Minhas dores e a ansiedade de fazer acontecer me fizeram levantar às 9h sendo que fui dormir quando eram quase 3h...
Fui ao supermercado e enchi a geladeira que gritava por comida. Fiz meu almoço. Fiz minha unha. Corri uma volta no parque - seguindo os ensinamentos dos astros. Fui ao lançamento do curta "O Último Dia" - bem bacana por sinal, mostrando que é sim possível fazer cinema no Brasil com baixo orçamento e se com alto orçamento, coisas bem melhores do que vemos por aí... Jantei uma salada incrível no Applebee´s com um amigo que gentilmente limpará meu laptop e ganhei duas lindas rosas!
Fora tudo isso, o telefone não parou de tocar e assim já lotei minha agenda. A propaganda do PSDB é amanhã e tive a feliz notícia de um aumento de cachê. Assim, transferi minha ida à confecção para quinta, sendo que quinta tenho também o Debate dos Governadores da Band. Sábado farei novamente recepção no jogo do Palmeiras. Consegui fechar o Salão do Automóvel a um cachê delicioso - e já me preocupo em reservar 13 dias para pagar de bonita, encher o bolso mas poder perder testes e boas oportunidades. Também consegui vender boa parte dos meus dólares provenientes do Chile, o que me aliviou o mês e a cabeça que já se martelava por um possível saldo negativo em agosto. O mês vai ser dourado! Não tenho do que reclamar... Até parei de me martirizar com os gastos do final de semana passado...
Revendo a galera do curta "O Último Dia", que é a mesma do "Meio-Fio", tive a triste notícia de que aquela minha cena do restaurante, do champagne e da moto será cortada na edição de 20 minutos do filme, já que haviam produzido 45 minutos e não existe mercado para média-metragem no Brasil. Legal... valeu ae...
Mas é assim, gente. Estamos aqui pra isso!
Caprichei no Hirudoid e vou me recolher... prometeram 12h de gravação amanhã... Trairei minha protegida petista - que aliás, só disse bobagem ontem o Jornal Nacional. Willian e Fátima pegaram gostoso no pé de Dilminha e ela não soube se soltar... ei laiá...
Boa noite!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mês do Cachorro Louco

O horóscopo da revista Gloss sabiamente me disse: "Mês bem agitado para as nativas desse signo. Aquela sensação de que é preciso recuperar o tempo perdido, típica das arianas, vai necessitar de um freio para que não sejam assumidos riscos à toa nesse período. Baixar a bola e não tentar provar nada para ninguém é o caminho a seguir." Alguma semelhança com meus primeiros dias no mês do cachorro louco? Coincidência?
Sexta-feira, recém-acidentada, fui para o teste do Carrefour. Ao chegar lá e ver aquela salinha lotada de crianças e suas mães corujas, homens, adolescentes e modeletis e ao receber a notícia de que teríamos de vestir uma regatinha branca para as fotos me desanimei. Poxa, por que a agência nem sempre avisa essas coisas?! Estava de legging, desprovida da regata e com uma blusa que tampava meu colo - e consequentemente meus arranhões - e a regata que me vestiu nas fotos do teste havia sido usada há dez minutos por uma menina de 13 anos. Imagine só a beleza! Mas enfim. Tarefa cumprida. Mais um teste, menos um trabalho. Saí de lá e fui encontrar minha querida xará, recém-chegada em São Paulo para um mês de trabalho pela empresa. Mas temos a impressão de que o tempo não é mais suficiente para nos atualizarmos das novidades, dos bafos, dos medos, das piadas, das reclamações... Os dias, as semanas têm sido tão intensos que precisaríamos de pelo menos uma semana integral de retiro para colocarmos os papos em dia. Como eu amo minhas amigas! Mesmo nossas vidas trilhando caminhos tão opostos, a amizade já virou uma irmandade que atura diferenças e divergências. Tá todo mundo tão igual e tá todo mundo tão diferente...
À noite fui somente ao Eu, Tu, Eles na Faria Lima. E para tomar somente três caipiroskas com adoçante e comer dois queijos coalhos mais um lanche no prato no New Dog às 3 da manhã, quase morri do coração e me dei conta de que não tinha numerosos trabalhos agendados ainda. Easy, girl!
Dia seguinte abri exceção por ser final de semana de Dia dos Pais e eu estar longe da minha família e do churrasco que haveria no domingo e me deliciei no buffet de saladas do America... Fomos correr no Ibirapuera - apesar das dores, dei minhas duas voltas sagradas - e nos jogamos na que se torna nossa segunda casa aos sábados, Kiss n´ Fly após um esquenta na B4. Arrastamos uma amiga do interior conosco e me vi um ano atrás quando a percebi boquiaberta por avistar tanta gente bonita, tantas bolsas Channel e Rico Mansur no nosso camarote... E nesta noite, diversão garantida a custo zero! É assim que eu gosto! Quer dizer, é assim que eu posso.
E domingo, após a frota de tratores, ônibus, vans, microônibus, trôlebus e tudo mais passar em cima de mim, acordei preocupada. Tudo doía. Não conseguia abaixar, nem pôr nem tirar uma blusa, rir muito menos, tossir, afê! Dor na certa... fiz meu almoço e não conseguia parar de pensar na inconsequência de ainda não ter ido, mesmo após 3 dias do acidente, ao médico.
À noite fomos comer nosso japa tradição, ainda na ilusão de ser rica e famosa e tivemos minha tv colocada na sala! E tudo doía ainda mais... Fui dormir antes da meia-noite rezando e pedindo perdão.
Segundona fria, acordei, tomei meu café da manhã e me dirigi ao Hospital Santa Paula. Ai quando o ônibus brecou respeitando meu sinal de parada... ali foi meu último suspiro, pensei comigo... as dores se acentuam quando a temperatura está baixa... Após uns 50 minutos de espera, de ligações para trabalhos que aceitei sem saber se teria condições de fazê-los e de passar pela triagem, tive a notícia de que meu plano de Ribeirão, se aceito, liberaria a consulta apenas 24h depois, já que "o Hospital Santa Paula agora é considerado de alto custo. O que você pode fazer é, siga o procedimento e caso não liberado, enviamos um boleto bancário para sua casa.". Ahã. Claro. "Onde fica um outro hospital?". E então, andando vinte minutos, cheguei no Evaldo Foz. Menos pomposo. Nada pomposo, na verdade. Mais rápido. E nisso eu quase chorava com medo do que o raio-x acusaria. Tirei uma, duas, quatro chapas. "Nenhuma fratura, a dor é normal do tranco do que chamamos efeito chicote". Posso caminhar? "Sim!". Correr? "Sim!". E dá-lhe injeção na nádega direita... que santo remédio!
Uma caminhada, um ônibus e uma farmácia depois, cheguei ao meu porto seguro quando já eram mais de seis da tarde... e o frio não dava trégua!
E finalmente a Colgate foi para o ar! Você viu?! Tive a feliz notícia em pleno domingo, quando o namorado de mamãe ligou me parabenizando pela estreia na Globo em pleno intervalo do Faustão. E assim outros amigos fizeram ou me avisaram pelas redes sociais... "Pelo visto desistiu mesmo das Relações Internacionais, estou certo?", me perguntou um antigo colega de classe. Absolutamente correto! "Estava na sala quando reconheci a voz que emanava da televisão", relatou mais ou menos um grande amigo. Sim, era eu! Passei na Fox também. Só que ainda não vi na telona. Engraçado.
Folheando a revista já mencionada - que milagrosamente, não sabemos porque chega a nossa porta todo mês - estava lendo a entrevista com uma das novatas de Passione e fiquei feliz ao ver o nome de uma companheira de dvd book - citado dentre os lançamentos da Globo, já que ambas fazem parte do mesmo núcleo da novela. "Espero que faça muitos outros comerciais desse", essa amiga me desejou. Eu também. "Mas quero estar aí onde você tá! Sucesso!", eu disse. Comerciais não são meu objetivo. São meu meio.
Assim, lá vão mais algumas novidades: consegui um papel de coadjuvante na propaganda política do PSDB, a ser filmado quarta, quinta ou sexta-feira (e não de protagonista de acordo com o teste...); voltarei na confecção com meu material impresso na quarta-feira (isso caso a propaganda não seja marcada para tal data) na esperança de também ser chamada para estrelar o catálogo da grife semana que vem; quinta retorno à Band para o debate dos governadores (caso a propaganda não seja marcada para quinta); e dia 27 já tenho um trabalho através da indicação de um antigo colega de curta de 8 horas de duração e um cachê recheado. Boas ligações nesse começo de semana!
Amanhã temos o lançamento do curta "O Último Dia", aquele que faço uma aparição de protituta, sabe? Eu disse, mãe, que a semana prometia!
Acabei de tomar meu chá verde com canela e meu comprimido que me afastará das lembranças agitadas dos últimos dias... e está na hora de dormir!
Preciso mesmo de um freio? Eu até que gosto da alta velocidade... claro que sem obstáculos estáticos para atrapalhar... Acho que vou me aprofundar em astrologia...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Tadinha!


Era só o que me faltava...

Cumpri meus deveres ontem como programado. Fiz meu cadastro na agência, conversei com o dono e com os bookers, falei do meu último trabalho - a Colgate me abre portas inimagináveis! É um senhor cartão de visita... E agora posso falar como gente grande! -, enfim. Gostei que não me pediram exclusividade, o que pode vir a acontecer somente caso os trabalhos progridam. Agora é esperar!
Saí de lá, passeii no salão para depilar minha coxa, voltei para casa, fiz meu almoço, calcei um tênis e guardei o salto na bolsa e fui para o teste do absorvente a apenas 15 minutos de casa. Estavam lá mulheres e homens lindos! E o teste foi só de foto... segurando a claquete sorrindo, de frente, de lado, séria, sentada, em pé... rapidíssimo e indolor! Mas não peguei, né, senão já teriam me ligado... A sortuda não fui eu.
Engraçado que agora sempre conheço uma, duas, três pessoas nos castings... Ano passado eu me sentia um peixe fora d`água enquanto as modelos e/ou atrizes todas se conheciam e conversavam sobre testes, trabalhos e baladas que tiveram em comum. Agora é a minha vez! Isso é ótimo sinal. Estou mergulhando nas profundezas desse mar sem fim...
Feliz e contente, resolvemos comemorar a vida na Mokai. E aí vem o fato curioso - e perigoso! - do dia... estava tudo muito bom, tudo muito bem, apesar da balada estar bem vazia... até que, ao pegar carona para voltar para casa, sofremos um acidente inexplicável na av. Brasil. O motorista ao meu lado não brecou no sinal vermelho não sei por qual motivo, desviou para não acertar o carro que estava parado a frente e acertamos em cheio uma árvore. Foram aqueles milésimos de segundos que parecem filme - ou pesadelo - quando você pensa: "Como assim?". Respirei. "Você tá bem?!", respondi que sim... ouvi essa pergunta várias vezes até o amanhecer... e milhares de pedidos de perdão: "Desculpa? Desculpa? Desculpa?". Segurei para não chorar e assustar ainda mais esse motorista que parecia desacreditar na situação. Um motorista com traços tão desenhados... Falei que ele entraria para a minha autobiografia, mesmo sem querer. E era só o que me faltava! Um acidente de carro na Selva de Pedra! Se não estivéssemos de cinto... Ufa. Mas que medo! Bom, burocracias resolvidas... ânimos acalmados... algumas lágrimas e maquilagem borrada depois, voltei para casa e foi quando vi o resultado do incidente ao tirar a meia calça rasgada pela batida e a jaqueta de couro. Eis as fotos.
Dormi. Tomei um Dorflex ao acordar e passei o dia com dores pelo corpo e uma certa dificuldade em respirar... até dobrar a perna direita está difícil... Tudo o que preciso é de Gelol para me ajudar a me livrar dos calombos e roxos... E ainda não me caiu a ficha do episódio. Estranho. Minha história de vida me fez temer qualquer acidentezinho de carro. E estar em mais um deles não foi mole não. Vida louca...
Dolorida, me arrumei e fui recepcionar Dilma Rousseff no morno Debate dos Presidenciáveis. E ali estava toda a PTzada... Marta, Dona Marisa, Palocci, Mercadante... o CQC... Fernando Meirelles... e muita gente pomposa e importante. Não farei críticas públicas, isso seria antiético... Mas diria que foi bem interessante. A escolha de recepcionar a candidata foi minha. Pensei comigo: "Deixe-me conhecer a peça que provavelmente comandará o tabuleiro pelos próximos quatro anos". Conheci.
E depois de muito frio e muito cansaço, cheguei ao meu lar doce lar, com meu pijama de flanela, meia no pé e pantufa. Amanhã tenho mais um teste! Oba! Para um grande supermercado. Não é coisa tão espetacular mas aliviaria meu mês. Apenas 2 meses de veiculação. Quem sabe...
Jajá entrarei num ritmo alucinante de testes e nem mais farei alarde. Aí um pouco mais adiante, não farei escarcel nem quando pegar trabalhos com cachês incríveis... Vai ser tudo tão corriqueiro que vocês vão se enjoar de tantas notícias bombásticas e vão caçar outro blog menos banal ou exigir da escritora aqui contos mais picantes para além da profissão.
Mas fiquem tranquilos, caros... estou bem. Com hematomas, mas estou bem.
Boa sexta-feira! Amanhã prometo ficar tranquila, no máximo um bar. Mas sábado já estarei pronta para outra! De acidentes eu estou tranquila. Agora eu só faço de propósito! E dessa vez sem árvores no meio do caminho, pelo amor de Deus!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"E aí, vamos começar a trabalhar?"

Às onze e pouco da manhã toca meu celular. Autorizei o envio do meu material para o Shopping ABC, com as únicas exigências do cliente: atrizes com DRT e que nunca posaram nua. Mas essa história de enviar material é aquela coisa... é a pré-seleção para um teste... Ou seja, passamos por três ou quatro fases antes de se executar um job: 1- Envio de material; 2- Se pré-aprovado, vá-se ao teste; 3- Se for bem, é editado - quando a expectativa atinge níveis mais elevados; 4- É selecionado e recebe a ligação efuzente da agência e finge-se que aquilo é corriqueiro, mesmo se for um cachê de 6 mil dólares. Às vezes tem-se sorte e se é aprovado somente por foto. É o trabalho que todo mundo pede a Deus que pingue no seu currículo e no seu orçamento mensal...
Aí então começa o dia, com convites de feira recusados... 4 composites feitos e finalmente impressos por apenas 5 reais... capa do dvd book autorizada... recebi a faxineira... fiz as unhas... Ibirapuera mesmo com o termômetro marcando 15 graus e a preguiça abaixo de zero... e o chamado para um teste amanhã de uma agência que nunca havia me ligado: "E aí, Stella, vamos começar a trabalhar?". Trata-se de absorvente feminino e um cachê bem razoável, eu diria, daquele que me desafogaria por uns 4, 5 meses... Perfil exigido para as protagonistas: Juliana Paes. Será um daqueles testes com uma fila homérica... E já trabalhando pensamentos positivos... Sou eu! Sou eu!
Às 11 e meia da manhã marquei de conhecer e me fazer conhecer na agência de meu fotógrafo. Curiosamente, ainda não sei como, o dono da agência me pediu autorização no MSN e já combinamos tudo por lá. E depois sigo para a depilação das minhas coxas já que precisamos usar saia no casting - com esse friiiio?!
Fiz meu jantar, ainda tentando me aprimorar nos sushis, assisti De Repente 30 - puramente hollywoodiano - e America´s Next Top Model e agora estou me preparando para dormir e parecer linda, leve e solta pela manhã.
Olha a caveira de cristal aí, gente...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O segundo semestre

Segunda-feira, segundo dia do mês de agosto de 2010. As crianças retornam à escola, o trânsito volta ao seu fluxo "normal", passageiros da Gol dormem em aeroportos Brasil afora e a contagem regressiva para o final do ano começa. Sim, porque o tempo passa, o tempo voa! Tenho apenas três meses de Itaim, tão intensos meses de Itaim que já parecem uma vida... Fazendo retrospectivas, chegamos a conclusões de que "aquele dia que fizemos isso e aquilo" foi há apenas três semanas. Estranho. A cabeça não acompanha o ritmo acelerado do relógio. A gente só não pode perder a locomotiva...
Meu final de semana foi delicioso. Sexta-feira abrimos uma garrafa de vinho chileno (achando que era chik mas segundo o namorado de minha mãe o vinho é ótimo - para temperar carne...) e deitamos para assistir a um filme bem morno de Jennifer Aniston depois de dois clássicos na semana. Já sábado quando o dia estava incrivelmente quente e ensolarado, aproveitei para correr no parque, aproveitei igualmente a liquidação do Lápis Vermelho e comprei finalmente dois sapatos pretos coringas e comemoramos a vida com roupa verão na Kiss ´n Fly. Já meu domingão foi de trabalho no Pacaembu, onde quase fui entrevistada por Felipe Andreolli do CQC, que insistia para minha companheira de jornada: "Você torce mesmo para o Palmeiras? Semana passada você estava aqui, mas com a camisa do Corinthians, né... Se você é palmeirense mesmo me diga, quem é o atacante do Palmeiras?". Ela só ria. E eu, logo ao lado, fingia que nada acontecia. Caso viessem com o microfone na minha boca a fim de causar risos da plateia e de telespectadores, eu diria: "Minha emissora não me deixa falar...". Graças a Deus não foi preciso. E este episódio também não foi ao ar. Pelo menos ainda. E finalizei minha semana com um belo de um rodízio japonês cercada de repentinas baixas temperaturas na capital...
Muita água depois, deitei para dormir. Mas quem disse que conseguia? Consegui pegar no sono quando já passava das seis... Existe toda uma pressão, uma ansiedade, uma cobrança, um medo aliado a expectativas para esse segundo semestre que começou a rodar... foi difícil me desligar.
Mas acordei com o despertador e passei o dia de pijama na frente do computador, trabalhando as fotos em alta resolução, escolhendo o que vai e o que não vai para o dvd book, montando o composite para levar no showroom, procurando trabalho que está escasso e preocupada com meu celular que estava moribundo até às 18h. Foi quando ele tocou, um número estranho apareceu, as esperanças se reacenderam e recusei uma recepção no estádio do Morumbi para o jogo do São Paulo quinta-feira pela Libertadores, já que tenho o compromisso presidenciável agendado para a data. Fui passar frio e corri no parque... com duas novas músicas que integram a playlist do projeto Solange Frazão: Pa panamericano (David Ghetta) e One Life Stand (Hot Chip).
Voltei para casa e me aprimorei um pouco mais no pseudo sushi que comecei a tentar fazer depois de comprar folhas de alga na Liberdade semana passada. E olha, vou te dizer, não ficou ruim não, tá?! Tudo bem que... sábado fiz sushi de arroz integral e frango... e hoje de arroz normal com morango, pepino, cenoura, cream cheese e vagem. Praticamente uma sushiwoman! Caso o showbusiness não vingue... vou bater às portas do Mori pedindo emprego. Apesar de que dizem que as mulheres não são boas sushi makers devido à alta temperatura das mãos...
Não recebi retorno sobre a propaganda milionária do hidratante... nem ainda da campanha política do Serra... tive a notícia de mais um adiamento da estreia da Colgate Total 12 por problemas na locução... e enfim... nada de ouro até então. Mas quem sabe não encontro uma caveira de cristal nessa arca quase perdida?
Boa terça-feira!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Onde está minha paciência?

O dia transcorreu perfeitamente bem. Mas desde ontem à noite um fato está acabando com minha paciência: a lerdeza do meu laptop. Neste mundo da velocidade e de comodidade da modernidade, esperar 5 minutos até o computador ligar, outros dez até abrir os e-mails e seis segundos para o enter responder ao comando é demais! Tenho minha vida arquivada no meu querido laptop e ele está demasiado pesado e urrando por uma extreme makeover...
Mas vamos ao que realmente interessa... num dia fadado ao nada, recebi de uma amiga o convite para um teste de propaganda política do PSDB. Assim, fomos à tarde enfrentar mais um casting. E pela primeira vez, depois de tantas vezes fazer peripécias para evitar o trem, andei de trem na capital paulista! E não tem nada de mais, é simplesmente a mesma coisa que metrô, apesar de mais espaçoso. Enfim, fora a desvirginação, só tive que falar: "Hospitais. Serra construiu ou reformou mais de 300 em todo o Brasil. Valeu, Serra!". E, despreparada, deixei de ganhar meu primeiro cachê-teste pois esqueci de levar meu DRT... "Ai que burra, dá zero pra ela!"... E agora é aguardar! E na minha humildade, ofereci o casting para um amigo também ator, perguntando se ele fazia campanha política. Ele respondeu: "Depende do cachê, pois estou editado para um partido da oposição por 120 mil." Ah tá. Ok. Fique em casa, descansando... porque eu vou lá batalhar pelos meus míseros 1200 reais...
Também tive a felicidade de receber a ligação enquanto estava sobre os trilhos do trem de uma agência que me liga uma vez na vida outra na morte para enviar meu material para cliente de um hidratante. O trabalho será apenas uma foto simulando um beijo. "Você faz?", perguntaram. Por esse cachê, meu bem, eu posso simular até uma gravidez... Brincadeiras à parte, estou no aguardo do teste.
Amanhã pela manhã levarei meu material para a estilista daquele showroom que havia comentado. Inclusive, lembrei-me agora de que preciso gravar meu material em cd mas acabei de desligar meu computador com toda a amargura possível e vos escrevo do laptop da minha querida roomie. Dai-me paciência!
Hoje comecei a vasculhar memórias de 2009 e me lembrei de um fato interessante. Ao ser selecionada com grande antecedência por uma feira chatérrima de três dias com cachê ridículo de monolíngue - onde tive de falar inglês e espanhol já no primeiro dia - pela única agência de eventos que conhecia até então, recusei um trabalho de mestre de cerimônias onde, em duas horas, eu ganharia o triplo do que ganharia em 30h de feira, tudo isso porque honrava minha palavra e engrandecia a agência que um ano depois me fez dar um piti e "pedir as contas". Coisas de principiante... Poucas vezes mais me apareceram trabalhos de cerimonialista...
Ao chegar em casa às 8 da noite, depois de locar os clássicos Casablanca e Quem Tem Medo de Virginia Wolf? - mas que infelizmente já está tarde e estou exausta para dar play em algum -, não me deixei assustar pelo relógio, vesti minha roupa de ginástica, meu tênis e minha playlist incrível e fui correr nas últimas horas de segurança no Parque do Ibirapuera.
Mas é isso. A semana está rendendo! A gente chega lá... lá onde, mesmo?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Três aparições no vídeo institucional Pão de Açúcar (2009)

Meu segundo comercial da vida: Shopping do Calçado de Franca (2008)

Mais uma...

Uma cena sem direção do curso de cinema...

A breve aparição no curta "O Último Dia"

A curta cena do curta "Meio-Fio"

O retorno

Voltei para São Paulo ontem à noite, depois de bons dias em Ribeirão Preto e vários eventos aqui recusados. É incrível como meu sensor funciona do modo inverso que deveria... É só eu sair ou pensar em sair da cidade que chove convites que, inexplicavelmente, não me aparecem enquanto estou no ócio. Confesso que isso me irritou. Me irritou muito!
Antes de embarcar com duas malas - uma limpa outra suja - para o interior, participei de mais uma seleção para o Salão do Automóvel, desta vez para FIAT. Saindo da sala de entrevista, já fui cogitada para um outro trabalho que ocorreria de sexta à domingo, em Campos do Jordão. Recusei, depois de muito pensar, discutir com companheiras de profissão e chorar com minha mãe. O cachê não era bom, considerando que dirigiria até a cidade, passaria todo o final de semana por lá e voltaria dirigindo um dos lançamentos da marca. Não compensaria o transtorno, o remanejamento de agenda, perderia minha carona de ida e volta, não lavaria minhas roupas que gritavam por uma máquina de lavar, adiaria a chacina da saudade. Enchi o peito e liguei aquele botão, sabe, do f***-se. Cheguei em Ribeirão. E aí, a cada vez que o celular tocava, uma palpitação era inevitável. Contabilizando, meu prejuízo foi grande. Especialmente se colocar na planilha a sandalinha, a sapatilha, as meia-calças, o brinquinho e o colete adiquiridos todos na liquidação, além da temakeria de sexta, do Salz de sábado e do cinema de domingo... Chega de longas estadias em Ribeirão Preto. Por enquanto devo permanecer onde o dinheiro está.
E hoje... fiquei de stand-by até às 14h na esperança de ser chamada para um desfile para o qual não estava presente na segunda-feira à tarde para fazer a prova de roupa. E nada. Fiz meu almoço, corri contra o vento no Ibirapuera, vi tv e fiz uma distribuição em massa do meu comercial para apaziguar corações apertados. Sim, ele está pré-pronto! Depois de passar o dia amargurada após saber que o comercial venezuelano teria de ser regravado em Caracas, já acreditando nos pensamentos negativos que rondam sobre um possível cancelamento da propaganda devido ao atraso e à impaciência dos imediatistas, o recebi por e-mail. Já assisti umas vinte e cinco vezes, morro de rir cada vez que aperto o play, analiso cada fala, cada piscada, cada passo, cada vulto, cada defeito e mesmo assim, gosto! Não vou listar minhas reclamações, já que algumas certamente estão apenas nos olhos de quem vos fala. Mas que alívio! Já estava cogitando as ideias de de repente regravarmos o comercial como os venezuelanos farão porque o material não ficou bom e não agradou o cliente - que já recebi instruções de que ele é extremamente perfeccionista - e ganhar um novo cachê ou ter o comercial cancelado porque eu sou um lixo já que ninguém havia me chamado para regravar nada e morrer na praia depois de tantas braçadas e tanto alvoroço. Mas ufa! Na Venezuela, terão de regravar devido a leis nacionais que mencionam que qualquer material publicitário a passar em canais abertos deve conter uma produção pelo menos 70% local - e esse não era o caso.
Já ouvi comentários do tipo: "Nossa e precisava ir para o Chile gravar isso?", "Parece que foi gravado em três horas...", "Você parece mais velha!" - sim, esta era a intenção -, mas também ouvi comentários do tipo: "Ai que orgulho!", "Tá TOP!", "Quero ver mais comerciais!", "Você está linda!", "Dá até vontade de te pedir um autógrafo!", "Tá tãooooo você!"... Lidar com a crítica, especialmente dos críticos mais próximos de nós, não é uma tarefa muito fácil...
E não adianta me pedirem para colocar o vídeo, já que ainda não se trata da versão final, acredito eu, e nem fui autorizada a lançar o produto precocemente. Lógico que minha vontade já era lançar no Youtube e já enviar para quem interessa... mas... cautela! Cautela é uma virtude, doída, inquieta, que me faz querer comer, comer, comer... ou seria ansiedade? Ambas se coalizam nesse relógio que muitas vezes demora a passar... Não vejo a hora de ir ao ar!
Levei bronca da minha endócrino, depois de três meses da última consulta e de 150g a mais na balança. "É que os pacientes começam a fazer concessões quando desaparecem do consultório". Eu fiz várias nos últimos tempos. Mas, sim, senhora! A lista negra voltou com tudo!
Estou pré-selecionada para o Salão do Automóvel - apenas aguardando a confirmação do cachê de bilíngue - e já trabalhando minha cabeça para aguentar prováveis valiosos treze dias de evento.
Ainda não tenho nada marcado na agenda fora uma recepção no Debate dos Presidenciáveis da Bandeirantes dia 5 de agosto. Vou ameaçar pegar um ônibus para quem sabe convites tocarem no meu celular...
Estou no aguardo das fotos impressas do book e em alta resolução ontem colocadas no Correio pelo meu fotógrafo para começar uma nova peregrinação. E enquanto isso, não adianta, é esperar. E sem pressão, amigos, família, leitores, pelo amor de Jeses Cristo! Já tem alguém extremamente chato e exigente que muito me espreme diariamente - eu mesma - e isso já é mais que o suficiente, pode acreditar!
Boa noite! Boa quarta-feira! E inshalá!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dicas para uma boa corrida: minha playlist!

Se você está aí, flácido(a), com a postura péssima na cadeira do escritório ou jogado(a) às traças no sofá ou afogado(a) na cama, desejando adquirir o corpo da Solange Frazão ou do Taylor Lautner (o Lobisomem sensual da saga Crepúsculo), ofegante por ter ido e voltado da cozinha para pegar um lanche de "mortandela" e um café a essa hora do dia e é jovem ou tem um gosto musical antenado e gosta desses "batidão louco que essa juventude transviada ouve hoje em dia", aqui vai minha dica: baixe o programa Limewire (ou afins) e procure por essas músicas - elas me fazem correr ininterruptamente quarenta minutos e ansiar pela corrida do dia seguinte -, pegue seu Ipod, seu celular, seu mp3 player, seu diskman ou seu walkman, calce um tênis (de boa qualidade pelo amor de Jesus Cristo - senão vem depois me indenizar por lesões de atleta de final de semana) e vá para a rua, para o parque, para a esteira ou para onde preferir e comece - de leve, por etapas, sem achar que é Rocky Balboa ou que vai correr a São Silvestre - seu treino de corrida:
- Memories (David Ghetta feat. Kid Cudi)
- Bulletproof (LaRoux)
- Haunting (Gui Boratto)
- Party Boopa (Rocca)
- Point of View (DB Boulevard)
- Why Don´t You (Gramophodzie)
- Feeling Better (The Teenagers)
- Hey (Carlo Delanese & Fabio Castro)
- Nothin´on You (B.O.B. feat. Bruno Mars)
- No turning Back (Gui Boratto)
- Hey Hey (Dennis Ferrer)
- OMG (Usher feat. Will.I.Am)
- Release Me (Zoe Badwi)
Obviamente que só correr não vai te fazer ter os gomos da dita personal trainer quarentona nem fazer todas as mulheres do mundo suspirarem ao tirar sua camisa na telona, já que tudo isso envolve n outros fatores como genética, alimentação, musculação, uma vida inteira dedicada a isso, cachês incríveis, toda a produção hollywoodiana de Crepúsculo/Lua Nova/Eclipse por trás do seu físico, enfim... A gente chega lá! Mas fica a dica. Já é um bom começo e certamente uma dose de endorfina lhe fará bem. E sem desculpas de que "não tenho companhia!". Nós somos nossa melhor companhia, especialmente se cheios de energia e com fones de ouvidos ecoando as melhores músicas para a ocasião. E o melhor: não custa nada (isso caso você já tenha pelo menos um walkman e um bom tênis de corrida, porque a rua, o parque e os downloads são de graça)!

A picaretagem...

Hoje meu dia estava programado para um casting de "um banco" indicado por uma amiga. Ao saber do endereço (Av. Pompéia 349), já me liguei sobre a possibilidade de uma agência picareta que anúncia cachês incríveis em tudo quanto é espaço só para angariar atores e modelos desesperados que topam fazer o book por eles oferecido. Mas minha amiga disse que era sério, enfim. Lá fui eu enfrentar quase cinquenta minutos de circular... Quando estava chegando, ela me liga pedindo mil desculpas e dizendo que sim, se tratava da tal Fábrica de Atores... meia volta, volver! Não me estressei. E só pensei que seria mais uma furada para relatar no blog e mais uma quase-cabeçada na vida... Me senti esperta mas idiota por pagar para ver...
Aí, passeando pela cidade... um sol lindo, eram quase quatro da tarde. Passei na frente do Shopping Iguatemi e resolvi descer. Dei uma desfilada e nada me agradou (ahã... nada...). Voltei caminhando para casa... fui correr no parque... voltei... fiz meu jantar... assisti à entrevista de Mateus Solano para Marília Gabriela... fiz minhas malas... e agora estou aqui, arrumando meu relógio para despertar às 7 e meia para uma seleção da FIAT para o Salão do automóvel.
Dois comentários. 1 - Essa tal de corrida vicia! Principalmente porque minha playlist está incrível e me turbina nos momentos mais ofegantes. 2 - Eu ainda serei entrevistada por Marília Gabriela e terei a serenidade de Mateus Solano.
Amanhã então tiro folga da cidade grande, só para daqui sentir saudades... Ao que tudo indica, retorno na terça-feira que vem e aí meu segundo semestre vai começar! Mas deixa eu aproveitar só um pouquinho esses dias que posso chamar de "férias"...

terça-feira, 20 de julho de 2010

100%

Estou 100% e com vontade de me refugiar um pouco em Ribeirão Preto. Tomei uma overdose de São Paulo e é bom me afastar um pouco para sentir saudades.
Por enquanto me considero um pouco de férias já que a Colgate ainda não foi para o ar, minhas fotos ainda não estão impressas e ainda não as recebi em alta resolução, nem meu DVD Book e tudo o que anda me aparecendo são feiras. Estou de férias para feiras. Talvez aposentada de feiras. Vamos ver se meu segundo semestre vai me conceder essa aposentadoria ou não...
Comemoramos o aniversário de minha roomie desde sexta-feira, com Outlet Premium e Kiss & Fly no sábado, Ibirapuera e japonês no domingo e bar Badaró hoje. Chega! E que sejam 21 lindas primaveras...
Amanhã tenho um casting para publicidade de um banco... e quarta-feira seleção para Salão do Automóvel. Terminando, pego minha mala de aeroporto lotada de roupa suja - já que ainda não temos nossa máquina de lavar - e aquela carona esperta com meu tio para passar uma semana na Califórnia Brasileira.
Confesso ir dormir meio irritada por dizerem que pareço a atual de ex... e por me decepcionar cada vez com mais frequência com a ala masculina da sociedade. O pavio está cada vez mais curto...
Ah, já ia me esquecendo de contar, olha que bênção: ao entrar pela terceira ou quarta vez no banheiro da balada, olho para meu pé e o que brilha embaixo da sola de meus sapatos pretos já gastos? Uma nota azul e mais cinco reais. É ou não é totalmente excelente?!
Boa noite!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

La la la...

Cheguei há pouco de um trabalhinho maminha! Sem saber exatamente do que se trataria, só fui informada para chegar na Pizzaria Bros às 18h vestida de jeans, bota preta e uma cacharel branca. Ao aportar, me entregaram uma blusinha verde escrito Palmeiras. Uma falácia vesti-la... mas para pagar as contas nessa vida, meu bem, a gente faz quase - quase! - de tudo. Assim, recepcionamos convidados especiais para a arquibancada numerada do Pacaembu e para lá seguimos para assistir ao garoto Neymar jogar enquanto Robinho e Ganso permaneceram no banco, eu e minha companheira simpatissíssima, sentadinhas, comendo e bebendo tudo à vontade. Na realidade pouco vi de Palmeiras X Santos, já que nenhum dos dois muito me interessa... Depois voltamos para à base e ganhei uma carona providencial com o Sr. Dono do Lugar e seu lindo filhinho, enquanto São Paulo se debulhava em lágrimas e provavelmente eu esperaria horas até conseguir os dois ônibus até minha casa... E ainda ganhei o convite para desgustar aquelas maravilhas. Prometi que irei em breve. Estou pensando seriamente de ir amanhã, antes que ele se esqueça de quem é a "Stella do jogo do Palmeiras". Hoje foi uma das exceções de eventos, eu disse que havia exceções...
Esqueci de comentar a ligação que recebi ontem. Estava em casa quando uma agência me liga, querendo saber se eu "atuava, atuava". Disse que sim e que inclusive em breve a Colgate iria ao ar. "Que bom mas que pena!", ela disse. Se tratava de uma propaganda para um sabonete famoso, com um cachê variável de 500 euros a diária até 10 mil reais, mas infelizmente o cliente queria uma pessoa não conhecida, que não estivesse em nada na televisão nem em nada em nenhum lugar. Hum. Legal, valeu então.
E é isso... vou aproveitar meu edredom agora e espero ter uma noite de sono tão linda quanto à passada. Sentimento de dever cumprido e de descanso merecido. Eu já estou 90%.
Buenas noches, muchachitos!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um dia para descansar

Espontaneamente meus olhos se abriram em meados das 9 da manhã... mas o sol não arrebentava a fresta da janela e pelo vão da porta entreaberta já se conseguia enxergar o dia chuvoso nostálgico, típico da Terra da Garoa. Como disse o Jornal Hoje, São Paulo parecia não querer acordar e às 7 da manhã os carros usavam faróis no trânsito. Virei para o lado e não hesitei em aproveitar ao máximo minhas cobertas e a chuva que caia lá fora. Agradeci aos deuses por não trabalhar hoje...
Às 10 e alguma coisa meu corpo já tinha descansado o suficiente e a hiperatividade me fez levantar. Tomei meu café da manhã, peguei meu companheiro laptop e comecei... enviei material para n agências de eventos, até então desconhecidas. O e-mail voltou de metade delas. Nisso, recebi a ligação para um trabalho hoje - quinta-feira - das 18 às 24h, cachê rozoável, por que não? Aí desmarquei um suposto japa que tinha com um amigo de infância e continuei nos trâmites eletrônicos, recebi minhas doze fotos tratadas - que adorei, por sinal e mais uma vez respirei aliviada pela escolha do fotógrafo: Alex Pasqualle, ele merece um marketing gratuito! -, colocando-as nos sites de relacionamento e respondendo a perguntas de amigos do tipo: "É para a gente olhar as fotos no computador e babar?". Respondi: "Nunca! É para eu trabalhar". "Então está contratada", retrucou. Ele me roubou uma risada.
Aí tomei meu banho e fui até a casa de uma nova amiga, com um novo e um velho amigos, beber um refrigerante zero, comer esfiha, damasco, gorgonzolla... tudo bem que não devia ter comido as tais esfihas - e nem o pão sírio que omiti na lista anterior... - mas minha calça jeans recém-ajustada estava caindo e eu achei que poderia me permitir, além do fato de que depois do meu almoço saudável, comi apenas um figo seco e estava verde de fome.
Voltamos para a casa e a dor de cabeça retornou... ela retorna por volta das nove da noite, não sei qual a explicação... mas já me sinto muito mais disposta, apesar da garganta bizarra. Semaninha de recuperação!
O Rio de Janeiro já foi pré-abortado devido à metereologia que promete máxima de 22 graus e mínima de 11. Para curtir um friozinho, fico por aqui mesmo que é mais econômico... Gostaria que me chamassem para ir a Campos do Jordão para ficar num chalé incrível, beber vinhos incríveis, ir a uma festa incrível, comer fondues incríveis... mas ao que tudo indica, isso não vai me acontecer, pelo menos não neste final de semana.
Assim, me despeço mais uma vez, fazendo planos de pegar uma caroninha esperta com meu tio semana que vem e voltar para meu recanto no interior.
Aproveite o inverno da sua melhor maneira! Porque eu conheço várias... e às vezes fica tão difícil qual delas escolher...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E mais um chega ao final...

Depois de muita chuva e muita lama, acabaram meus dias de Casa Cor!
Quatro dias seguidos de puro tédio, com dores inéditas de cabeça, com dores doídas na lombar, acompanhando cada longo minuto do relógio no alto de um prédio na frente no Jockey. Eu não tenho mais paciência para isso. Ao desabafar todo meu rancor para com feiras e eventos em geral (claro que há exceções, sabemos que sim) com minha companheira - excelente, por sinal -, ela disse que não sentia o mesmo e que gostava de fazê-los, especialmente por nem ter terminado uma faculdade nem ter objetivos concretos de vida. No entanto, as reclamações predominaram nesses últimos dias e não só eu olhava para os ponteiros que pareciam estagnados para a eternidade. E foi quando eu disse a ela: "Tá vendo, é por isso que não gosto, a gente já chega querendo ir embora, contando os minutos no relógio". Ela disse que nem sempre isso acontecia. Eu truco. Mas enfim. Acabou. E amanhã ou depois o cachê já estará redondinho na minha conta corrente.
Por agora não tenho nada agendado... caso melhore, pretendo ir ao Rio de Janeiro na sexta-feira fingir que estou de férias e para visitar minha irmã. Eu hei de melhorar!
E fico por aqui... amanhã será um dia de muito e-mail com novo material. Não sei se meu organismo debilitado está pronto para correr... estou com minha playlist toda renovada e queria estreá-la no Ibirapuera...
Bons sonhos!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tô mal mas tô viva!

Ei, Dona Stella... não é só feira que mata não!
Confesso que abusei nos meus dias de folga quando já não estava lá essas coisas e agora estou aqui, com calafrios à base de Dorflex e Vitamina C, me arrastando juntamente com as pastilhas repelentes de insetos. Graças ao bom Jesus amanhã é meu último dia de Casa Cor. Foram três dias direto e completo o quarto amanhã, ficando em pé no mesmo lugar, dizendo "Olá!", "Tudo bem?", "Boa tarde", Boa Noite" ou "Pastilhas X", das 13 às 21:30h com meia-hora de descanso, morrendo de frio mesmo com um lindo sol lá fora.
Mas, enfim... é hora de aproveitar a maré alta - mas com cautela, né. Tenho conhecido pessoas fantásticas... A Pink quarta estava ótima, o São Bento quinta uma delícia, Riviera sexta excelente e a Kiss & Fly sábado engraçadíssima. Pode dar bronca... dessa vez eu mereço...
Estou no aguardo de minhas fotos tratadas - diga-se: com fotoshop - para sair à caça das melhores agências, porque no segundo semestre ninguém me segura! Ao receber meu DVD Book - dentro de trinta dias - visito as emissoras e aí o jogo fica quente. Ou morno, pelo menos.
Espanha ganhou, não assisti ao jogo e agora vou tentar dormir. A noite passada foi complicada... mesmo com um Dramim no organismo, não empacotei nas horas de sono. Acordava suando ou com frio a cada uma hora. Foi dose. Espero que hoje seja diferente.
Uma boa noite para você - ou um bom dia, seja lá que horas você me lê - e durma com os anjos. Te desejo isso porque eles se esqueceram de mim na noite passada...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Noites lindas!

Noites lindas na capital!
Ontem fui correr no parque quando já estava escuro. Estou progredindo na corrida e isso muito me estimula, sendo a trilha sonora o meu dopping. Ao chegar em casa, uma amiga também modelo - por que "também", eu não sou modelo! Ou posso ser? Já chego lá... - me convidou para ver sua linda kitnet - agora completinha - na Barra Funda e pedir comida tailandesa. Aliás, que delícia! Vou virar fã! E hoje, depois de um café da manhã reforçado, aproveitei o embalo e fui até o show room onde ela trabalha. Explicarei o que é o showroom... nas confecções, existe um espaço para desfiles das coleções onde quem assiste às modelos são os clientes e os próprios funcionários da fábrica. E ela desfila. Ao ser apresentada para a produtora/assistente/estilista, não sei muito bem, ela se encantou comigo e perguntou se eu também desfilava. Disse que nunca havia desfilado, que era atriz, mas que volta e meia também fazia trabalhos de modelo. Ela pediu que eu "andasse" para ela. Minha amiga mostrou como era, eu andei na passarela pela primeira vez na minha vida e tive que jurar levar meu material para ela. Eu sabia que ao contar para minha mãe que desfilei e que existe a possibilidade de eu desfilar ela daria risada. Não deu outra! E olha... caso dê certo... será delicioso, em vários sentidos. Teria um salário excelente durante três meses que podem se estender para mais 2 trimestres, desfilando duas vezes ao dia de segunda a quinta, com horas livres para testes e dispensa quando tiver trabalho e com a leve possiblidade de fazer um outro catálogo. Quem diria?! Stellinha desfilando... hahaha...
Saí de lá já no entardecer, voltei para casa, calcei meu querido tênis, coloquei o fone de ouvido e fui correr, feliz com as oportunidades e com um frio na barriga com as coisas que poderão vir a acontecer. Muita coisa ainda vai acontecer. Cenas de próximas temporadas!
E agora terei toda a madrugada me deliciando com as fotos do meu book. A-d-o-r-e-i! Mas são aproximadamente 350 e dessas terei que passar filtros e mais filtros até escolher as 12 principais. Acho que não vou dormir!
Boa quarta-feira! Minhas prioridades estão traçadas, pode ter certeza! E os eventos estão cada vez mais distante delas...