terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tempo

Dia 23 de novembro.
Passei o dia discutindo sobre o tempo. Sobre fases. Sobre idas e vindas. Sobre águas passadas. Sobre tempestades presentes. Sobre calmaria futura.
Meu pai hoje completaria 63 anos e pergunto: Como ele era quando jovem? O que ele almejava? O que queria sua geração? O que ele desejava para seus filhos? Será que o mundo já era assim?
Não tive tempo de descobrir essas respostas e hoje tudo o que eu queria era poder falar com ele, tirar pelo menos uma dúvida, que só um pai ou uma mãe podem sanar: o que eu estou fazendo de errado? Acredito que ele lá de cima assista a tudo e julgue com um olhar mais sábio do que nós terrenos... Será que julga? Será que me ajuda? Será que me aplaude? Como é que funcionam as coisas lá em cima? E como é que funcionam as coisas aqui embaixo? Porque eu não ando entendendo muita coisa...
As dúvidas nos fazem crescer, sabe-se bem, mas em um momento onde tudo é interrogação, fica difícil não querer voltar a ser criança e clamar pelo colo de papai e mamãe. Foi-se a fase! Te vira, playboy! Não é assim? Mas eu não queria que fosse assim...
Eu queria as soluções matemáticas, o resultado inteiro de x,y,z sem me preocupar com a cronologia das gerações que hoje são entituladas com letras. Se a Y está assim, tenho pena da Z... Meu irmão decidiu que não terá filhos pois o mundo está podre. Já eu, outro dia, quase incendiei os adolescentes no cinema que não pararam quietos com as gracinhas mais sem graça ao longo de um filme que exigia silêncio. Em um cenário de pandemônio pansexual, onde os significantes são muitos e os significados são parcos, "a estranheza tornou-se universal. Mas se todo mundo é estranho, então ninguém é", disse Zygmunt Bauman.
Devíamos resgatar heróis do passado? Devíamos criar novos? Ou devíamos desistir de vez dos ídolos e nos tornarmos nossos próprios guias? Em um mundo de ambivalências e celebridades, não encontro sumários, nem resumos muito menos bibliografia! Apenas o virar de páginas... páginas ora densas... ora vazias... rabiscadas... amassadas. Fica difícil escutar a voz da experiência. Que experiência é essa, se cada um tem seu próprio tubo de ensaio?
Mas sei que a leitura dessa epopeia continua! Quem sabe até vira filme?! E assim, só poderão criticar aqueles que na frente assistirem a tudo isso quando dirão: "que loucura!" ou "que obra de arte!".
Somos todos Macunaímas e a maioria nem sabe o que é isso...
Perdi uma importante referência masculina em fevereiro de 1994. Sinto falta de um ídolo que não fosse Ayrton Senna...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Senna

Fechei meu final de semana sentada no Kinoplex assistindo Senna e derramando só mais algumas lágrimas...
É complicado lidar com a cronologia dos fatos, principalmente sabendo-se o final da história. Assim como em Titanic torcíamos para Rose e Jack ficarem juntos e o navio não afundar... ou assim como se teme a queda do avião sequestrado no 11 de setembro em Voo 93... passa-se o filme inteiro ofegante evitando o martelar do fatídico 1 de maio de 1994.
Me lembro deste dia apesar da pouca idade. Era aniversário de minha mãe. O Brasil não podia acreditar no que acompanhava ao vivo! Em um mundo tão carente de heróis, lá se ia o maior brasileiro...
Competir e ganhar era como uma droga: viciante! Ele sabia dos perigos mas não podia desistir. O gostinho da vitória não tinha nada igual, vitória que ele provou tantas e tantas vezes. Senna era um gentleman! Uma espécie rara... A humildade se estampava em cada sorriso, mesmo pilotando ao longo de sua vida, além da McLaren, jet skis, lanchas e Porshes... E que sorriso! Ao sorrir, fazia todo um país suspirar. Me recordo de almoços de família - em especial de um strognoff na casa de minha avó - para torcermos pela Fórmula 1. Uma vida levada tão cedo... Não era a hora... era? O esporte nunca mais teve a mesma emoção...
Todos saíram do cinema em silêncio. Dezesseis anos depois, o herói e sua trilha sonora ainda comovem... Vale a pena!

sábado, 20 de novembro de 2010

Um adeus precoce e várias lágrimas

Em apenas uma semana de uso, eu já havia desenvolvido uma relação muito próxima com meu Blackberry. Confesso que fiquei meio relutante nos primeiros três dias, evitando descobrir os atalhos e funções, ainda meio atordoada com tanta tecnologia. Mas a partir do momento que vi como rádio é a salvação da comunicação, que falar de Nextel para Nextel de mesmo DDD não custa nada e que bbm é muito mais prático do que ICQ, MSN e SMS juntos, me apaixonei e carregava meu celular como um bibelô... Já havia passado meu novo número para quem interessava e pedido para excluírem o número da Oi. Uma nova era com Nextel!
E ontem era um dia de celebração! Primeiro porque escolhi quinta-feira meu dia oficial de balada e segundo porque uma das melhores agências de atores de São Paulo finalmente me ligou para que eu leve meu material e façamos uma entrevista na terça-feira que vem. "Temos te visto bastante na televisão", disseram. Assim, fui para a casa noturna que me acolhe toda semana, especialmente porque não tinha nenhum compromisso nesta sexta.
Depois de muita música e boas risadas, entro no carro rumo a minha cama quando abro a bolsa e não encontro o meu querido Blackberry. Desespero. Conferi mais uma vez. Nada. Revirei a bolsa. Não dava para acreditar! Roubaram o meu Blackberry em plena Kiss ´n Fly! Lágrimas... e quantas lágrimas! Nem havia pagado a primeira parcela... dez ainda virão de um aparelho que agora pertence a algum ladrão... Com raiva de Deus e o mundo e principalmente me martirizando por ter levado meu celular para a balada - o que nunca faço mas ontem pareceu necessário -, cancelei o número e fui dormir já inchada de tanto chorar. Sonhei o tempo inteiro com meu querido, que o haviam encontrado e que tudo não passava de um pesadelo... Mas ao acordar, me deparei com o Ching-Ling sobre meu criado-mudo e constatei mais uma vez o quão triste é a realidade. Pulei da cama, vesti a primeira roupa que vi e resolvi parar de sofrer, passar uma borracha no passado e rumar ao futuro brilhante com um segundo aparelho, enfiando a mão no bolso, fazer o quê! Após andar uns vinte e cinco minutos pela Faria Lima, chego na loja da Nextel e tenho a feliz notícia de que o sistema se encontrava fora do ar, em todas as lojas da cidade. E assim ficou, até às 19h, hora em que fecham as lojas que reabrirão apenas na segunda-feira.
Resumindo... eu me ferrei! Sem ninguém para passar a mão na minha cabeça. Podendo ter perdido algumas ligações nesta sexta-feira. Sem previsão de trabalhos para as próximas semanas. Um prejuízo sem precedentes. "O que posso fazer para te animar?", se preocupou um querido amigo depois de sentir minha tristeza ao longo do dia. "Deus dá em dobro", me disse um outro. Será?
E assim entro com o pé esquerdo no meu final de semana... Após um dia de jejum - eu perdi o apetite, acreditam? -, me atraquei na comida e nas barras de chocolate que há meses enfeitavam nossa mesa na cozinha agora à noite. Não deu para segurar.
Complicado... Dog days happen!
Ainda bem que já vou dormir e amanhã será um novo dia, de um novo tempo, que começou... nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Corrida o dia inteiro

Não sei se isso se chama organização ou paranoia, mas sempre fui metódica com horários. E desde que cheguei a São Paulo - o que naturalmente causaria uma pane geral e um natural relaxamento com o relógio - me tornei a pessoa mais pontual do universo. Tá, mentira, confesso não poder competir com os ingleses nem japoneses, mas pontual, eu sou! E isso é uma tarefa árdua, já que a cidade conta com vários agravantes como chuva, trânsito, sequestro, enfim. E hoje estava tudo cronometrado na minha cabeça! Minhas oito horas de sono, meu almoço, meu banho, minha maquilagem, meu cabelo, minha ida até Santa Cecília para trocar os dvd´s book que não vieram exatamente como pedi, minha ida até a Barra Funda e minha viagem até o SBT. Mas... no meio do caminho... a 9 de Julho não andava. E isso ferrou todo o meu cronograma! Chegando no metrô Santa Cecília às 14:35h, eu tinha exatos 25 minutos para ir de encontro aos meus dvd´s, fazer as devidas trocas, voltar para o metrô, andar duas estações e desembarcar na Barra Funda. Ouviu bem? 25 minutos. E nessa vida, meu amor, a gente faz render cada tic-tac do relógio! Corri. Mas corri... Suei. Suei mais ainda. Com os cabelos molhados, desviava das pessoas nas calçadas que de acordo com Murphy pareciam estátuas. Dei alguns empurrõezinhos, levei algumas broncas, mas às 14:57h estava com os pés onde deveria estar. Rádio daqui, rádio de lá (sim, porque agora tenho Nextel e estou sendo muito bem-vinda ao clube!) para saber de onde saía o ônibus de funcionários para a emissora. Quando finalmente consegui achar a bendita plataforma 8, ofegante igual a uma louca desvairada, vejo um Osastur passando ao meu lado. Olhei para ele. O motorista olhou para mim e buzinou, querendo dizer: "Mocinha, você vem?". Continuei correndo. E sim, era o ônibus onde eu precisava subir... Foi embora. Rádio mais uma vez e a agência me passou o caminho alternativo. Subi no trem, passei por estações nunca dantes navegadas, perguntei, procurei, andei, corri e ufa, subi num ônibus em um lugar que não faço nem ideia de onde seja. Desci na estrada. Andei uma passarela. Peguei uma lotação na estrada. Aportei no SBT às exatas 16h. Ninja! Depois de muito respirar e de dar folga para os batimentos cardíacos, retoquei minha maquilagem, comi um Polenguinho para não cair de hipoglicemia e vamos encontrar a produtora de elenco? A encontrei nos corredores, fui levada para uma sala e tenho a grande surpresa de ser novamente apresentada para alguém que já me conhecia de um teste enfadonho de uma outra emissora do ano passado... Coincidência? Mas lhe disse que muita coisa mudou, muita coisa aconteceu, eu mudei! Conversamos sobre possibilidades, entreguei meu material e agora é cruzar os dedos para a introdução da música Black Balloon do Goo Goo Dolls que está no menu do meu dvd agrade a quem assistir! Não sei se esse reencontro foi positivo. Talvez melhor se fosse um produtor novo? Não sei... não sei. Só o tempo dirá! Saí de lá com uma question mark na cabeça mas resolvi não pirar na batatinha. E não vi ali nenhum traço da crise do Senhor Sílvio Santos e do Banco Panamericano. E ainda tive tempo de chegar a um teste na Cidade Jardim que finalizava às 19h... Depois de algumas ceninhas improvisadas, voltei para casa às 20h ávida pelos meus tênis e fui descarregar tudo o que se acumulava aqui dentro: cansaço, medo, ansiedade, carência, esperança... Corri com uma velocidade inédita embalada pelas melhores músicas...
Foi um dia e tanto!

Suada, irritada, acabada, mas pontual. Isso sempre!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

É por isso também que amo São Paulo...


A multidão para ouvir a cantora americana. Era muita gente!


Voltei!

Estou há exatos 36 minutos pensando no que escrever... Me falta inspiração. Ou talvez sobre medo da polícia que ronda o mundo virtual... Tenho vontade de me abrir e imediatamente me fechar, de cantar conquistas e possibilidades misturado a ganas de apagar certos sentimentos para não me expor tão cruamente. Para alguns isso se confunde com exibicionismo. Para outros paranóia. Mas para mim isso é terapia.
A sala está escura e iluminada apenas pelas luzinhas da árvore de Natal. Depois de anos incontáveis, montei novamente uma! O feriado foi tranquilo e tivemos tempo de fazer tudo o que planejamos na capital cinza e vazia. E sábado foi dia de almoçar em alguma opção barata pelos arredores de casa e comprar a árvore de 1,5m com todos os efeites que ela merecia, ampliando assim a sensação de "lar, doce lar!" no apartamento do Itaim. Me lembrei das vezes em que eu, criança de tudo, descia sozinha até as Lojas Americanas no centro de Ribeirão para comprar os enfeites que faltavam para animar a casa no último mês do ano. Mas este ano tive companhia! E agradeço por isso! Ligar o pisca-pisca na tomada é um prazer assim que o sol se põe...
Fomos ao cinema, corremos, alguns restaurantes, show gratuito de Jesse Harris e Norah Jones e sua voz aveludada no parque, muita conversa, muita risada, muito sono, muitos sonhos, muita cama... O despertador não teve voz ativa nesses últimos dias! Declaramos a nossa própria independência no feriado de Proclamação da República mas depois voltamos atrás, porque a gente depende de muita coisa... A gente depende de gente. A gente depende é da gente, isso sim!
Sei que ainda é cedo para fazer o balanço de 2010 mas agradeço todos os dias as oportunidades que tive e que graciosamente continuam me aparecendo. 2010 ainda não acabou! Às vezes parece filme e tenho medo de contar vitória antes da hora. Mas para mim, nesta altura da vida, ter esperança já é vencer.
Por que digo isso? Pois amanhã irei munida de meu material todo refigurado e com o coração mais aberto do mundo conhecer a produtora de elenco do SBT. Pode ser uma questão de empatia. De simpatia. De necessidade... E daí, tudo pode acontecer! Às 16h baterei nas portas da emissora que pede arrego...
Passei os últimos dias da semana passada postando meus vídeos da Brinquedos Bandeirante no Youtube, Facebook, Orkut, aqui no blog... Que orgulho!
Me disseram outro dia que autoconfiança era tudo. Para se ter boas ideias, conquistar oportunidades, fechar grandes negócios! E esta eu digo que não perdi jamais! Mas a confiança no outro... este sim pode ser um problema! Mas enquanto isso, continuo a ter a tão famigerada paciência, respiro fundo, procuro acreditar no horóscopo quando a mente se limita ao realismo e não fico parada. Tu dormes e o tempo anda...
Grandes coisas virão!
Em 2011, a coisa vai ficar séria. Eu já disse isso, né? Eis o segredo do Segredo!
Boa quarta-feira!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Palavras ao vento

Nunca o mundo se comunicou com tamanha velocidade como hoje. Nunca pessoas em extremos opostos do globo conversaram com tanta eficiência. Nunca pessoas se viram, mesmo que a léguas e léguas de distância umas das outras, com a exata nitidez que nossas webcams hoje oferecem. Nunca digitou-se tanto. Nunca seu celular tocou ou apitou tanto como hoje toca e apita. Nunca imaginou-se que a disseminação de ideias chegaria ao patamar que hoje se encontra, amparadas em twittadas, blogs, posts, scraps, bbms, SMS, tudo em questão de segundos! No entanto, a palavra perdeu qualidade e se confundiu com quantidade... Digita-se muito. Conversa-se pouco. Entendemos menos ainda...
Numa mesa de restaurante: o pai, a mãe e a filha de 3 anos. Uma suculenta massa na mesa, os copos cheios. Os pais trocam algumas palavras - talvez porque o restaurante ainda mantivesse a qualidade da tradição e o prato estivesse de morrer - mas enquanto o almoço acontece, Xuxa se faz presente pelo dvd colocado na frente da criança, sentada em seu cadeirão. Mas era domingo. Almoço de domingo! A Xuxa devia estar com Sasha, na sua mesa de trinta lugares na extinta Casa Rosa, não naquela trattoria. Não dialogando virtualmente com a pequenina, silenciosamente obediente em sua bolha. Por que virtual se não real?
Sala de estar: a mãe e a filha, ambas de banho tomado após um dia laborioso. A mãe assiste atentamente à novela, enquanto escuta-se, a alguns passos ao lado, o tilintar das teclas do laptop que não param. Uma redação é escrita em cada caixa de diálogo, não sabe-se bem o quê nem com quem, mas janelas piscam a cada minuto e uma nova conversa é iniciada. Mãe e filha mantêm-se em silêncio. Uma não sabe do dia da outra. Não sabem dos problemas. Nem das novidades.
MSN: Um aqui outro lá. Escreve-se, escreve-se, hahaha aqui, rs ali, comentários, histórias, convites, elogios. Palavras escritas, não ditas nem escutadas muito menos executadas. Palavras não mencionadas, como se não existissem. De momento. Descartáveis. Fala-se muito e quer se dizer tão pouco... A prática não segue o discurso e sabe-se lá porque então conversa-se tanto.
Mas... conversa-se?
Num mundo de limite de caracteres, as verdadeiras palavras perdem terreno para leviandades e para abreviações internéticas. Estamos já no findar de 2010 mas para mim as palavras ainda machucam. Ensinam. Palavras vendem sonhos. Criam desejos. Transmitem emoções. Contam experiências. As palavras não se perdem já que salvas pela memória, mas nesta sociedade do "novo novo" e da enxurrada de informações, a memória é curta e necessária quando convém. Ouve-se muito e escuta-se pouco.
Mesmo em tempos onde a liberdade de expressão é um conceito basilar da humanidade iluminada, ainda temos que segurar as palavras e manter um jogo de aparências. O politicamente correto ainda policia os pensamentos e sentimentos, e até o chorar é visto como uma fraqueza do sujeito. Assim, como em uma brincadeira de adivinhações, tentamos decifrar razões por detrás das palavras mal ditas, sentimentos mal expressados e promessas não cumpridas. Nem sempre o mundo está preparado para ouvir as suas verdades. Ou as minhas, sei lá. Por que falar se não se sente? E por que não falar se realmente se sente?
E ter um blog me faz pensar: será que devo continuar a escrever, mesmo que guardas rondem minhas divagações e fantasmas gorem minhas convicções?
Prefiro o silêncio às palavras ao vento. Palavras não são lixo. Hoje, as bem ditas são luxo....

domingo, 7 de novembro de 2010

O chá de cozinha

Vivendo e aprendendo.
Hoje embarcamos 5 meninas em uma van que supostamente deveria ir completa rumo à fazenda. Cada uma com seu presente em mãos, utensílios utilíssimos para um jovem casal, sem saber direito o que é que nos esperava. Sacrifícios foram feitos, pois foi-se o tempo em que as agendas de tempo e espaço eram mais próximas, mas não poderíamos perder nosso primeiro chá de cozinha por nada. Como eu disse para a noiva, "só se a Globo me chamasse".
Todas muito urbanas, encaixando seus saltos altos no chão de pedra, pedindo repelente contra os mosquitos ávidos por sangue novo, espantando a abelha aqui, tirando o besouro do cabelo, se assustando com libélulas ali e melando com o mormaço que reinou após dias de chuva na região.
Taças cheias, guloseimas por todos os lados e começam as brincadeiras com aquela que em breve, terá um novo sobrenome. Acertar os presentes e quem havia os dado. Errou? Bebe! - de uma caneca de um formato politicamente incorreto que também assustava a avó já preocupada com o que a neta era "obrigada" a tomar. Uma carta da irmã que está longe e lágrimas incontroláveis escorriam pela face da noiva, da mãe da noiva, das primas e amigas da noiva. E bebe "para esquecer" a saudade. Perguntas sobre o noivo e se errar, cadê a caneca? "O que ele mais gosta em você?" e ela respondeu: -"Ah, hoje acho que minha bunda!", enquanto ele docemente respondeu: "O jeito meigo de dizer que me ama"... E dá-lhe risada! A noiva entrou na fonte para pegar um dos três peixes com a mão, dançou no ofurô, teve no corpo desenhos "obcenos" feitos com batom, fez declarações de "como é grande o meu amor por vocêêêê" à mãe e discursos de amizade às amigas ali cativas, relembramos histórias de um passado ainda muito presente, como a dor de barriga na escola, as festinhas escondidas do pai, os amassos escondidos de todos, e assim vai... Resultado final: vodka faz mal a quem só bebe cerveja, pois a noiva passou mal, mas se recuperou e acabou a noite dançando seu sertanejo preferido; beijos, abraços, risadas e lágrimas, que jamais serão demais; laços cada vez mais apertados; quilinhos também a mais adquiridos com tanta pizza, hot dog, churros, cheeseburguer, bolo, cascata de chocolate, frizante, cerveja, refrigerante; aprendizado sobre chás de cozinha; medo de crescer e de repente não encontrar a felicidade que aquela linda noiva desfrutava; indagações sobre amor e casamento; respostas esperançosas.
Ainda me lembro de quando brincávamos de escolinha... da primeira vez que fomos ao shopping e nos sentimos tão adolescentes quando nem seios ainda tínhamos... das colas que eu passava para ela nas provas... das lapiseiras incrementadas com que ela me presenteava... de contarmos nossos primeiros beijos... nossos primeiros amores... E a coisa foi se complicando. Nós continuamos crescendo. E hoje a vejo, com aliança na mão, eufórica com a festa, com o vestido, implorando para ligar para o noivo no auge da bebedeira. Eu sempre soube que ela seria a primeira a casar. Eu sempre soube que estaria ali assistindo, sorrindo e aplaudindo, mesmo com as vidas tomando rumos tão diferentes. Eu amo a noiva. Eu amo minhas amigas.
Amizade, amor e casamento. Que sejam eternos enquanto durem! E que durem para sempre!

sábado, 6 de novembro de 2010

O.M.G!

Uma semana tão curta e tantos aconte- cimentos... A cabeça tem dificuldades de sintetizar os detalhes e as surpresas que envolvem a surrealidade da coisa.
Quarta regra- vei as apre- sentações para o site da produtora, desta vez sem chuva nem trovoada, apenas com mudança no figurino e o texto ainda na ponta da língua. Assim, acrescento mais um ítem no currículo e mais um material para portfólio. Os passos são curtos mas hei de achar o pote de ouro no fim do arco-íris...
Quinta-feira - que parece um prolongamento do dia de hoje, já que fechei os olhos por apenas duas horas e meia - foi a noite de David Guetta e Black Eyed Peas na Kiss ´n Fly. Incrível. Surreal. Ter Fergie, Will.I.Am, Akon e David Guetta a apenas alguns metros de distância, tocando simplesmente as melhores músicas de balada possíveis e rodeada das melhores companhias na melhor casa noturna de São Paulo não teve preço. Eu quero de novo... Dá para dar replay?
O telefone tocou para alguns eventos - não aceitei nenhum - e para uma terceira chamada de um casting em Santo Amaro para um cartão de crédito que já fiz semana passada e obviamente recebi mais um "não".
A passagem aérea para meu Reveillon em Punta del Leste já está comprada e ao brindar 2011, a história vai ficar séria. 2010 foi o ano dourado. 2011 é diamante. O céu é meu limite.
Depois de demorar duas horas suadas e meladas para chegar até a rodoviária, me encontro agora em terras caipiras - e agora molhadas - até segunda-feira.
E enquanto o mundo dá voltas, piruetas e twists carpados, assisto aos últimos meses de um ano já inesquecível, me surpreendendo com as maravilhas que a cidade grande me oferece: frio na barriga, pessoas, oportunidades, caminhos traçados, sonhos realizados. As coisas mais importantes na vida não são as coisas...
Bom final de semana!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Sun In My Eyes (Myomi)

I’ve got to get out of whatever I’m in
Find a point with my way back to the beginning
I’ve had it up to here with being nowhere near
I’m through with making do,
I’m cutting to a point that’s new
‘Cos I am on the threshold of some brighter thing
Not many understand that all I wanna do is sing
My words hold me in place, they help to keep me safe
Push my back against the wall and catch me, if I fall
Catch me, if I fall
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
‘Cos what goes round comes back around
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
The sun in my eyes...

Catálogo Decathlon


Feriado Pro (-dutivo e -longado)

Sexta-feira, depois de mais uma noite memorável de Kiss ´n Fly, enfrentei a estrada e desbravei o interior. Ribeirão estava uma estufa, como sempre! Reclamei todos os dias do calor, da falta de vento, do meu inchaço e com isso pode parecer que eu estivesse desmerecendo a cidade que tanto amo e da qual nunca reclamei, mas querendo ou não, a gente se acostuma ao clima e à cidade de São Paulo...
Um feriado tranquilo, de família, Atividade Paranormal 2, churrasco, otorrino, vinho e camarão, melhores amigas, de um inédito "eu te amo" a uma tia-avó que às vezes parece duvidar de nossos sentimentos, de calorosas discussões sobre amor e traição, de fotos descobertas num baú de recordações e de frio na barriga por não saber o que será que será...
Peguei em mãos o primeiro convite de casamento da turma. Está chegando! E não sei se embebida da felicidade alheia ou um pouco mais esperançosa sobre o futuro, folheando uma revista encontrei meu vestido de noiva. Pausa: noiva? É... Essa história toda de casamento, festa, vestido, igreja, alianças e promessas de "para sempre" nunca me convenceu, vocês sabem bem... Mas, como nessa vida nunca podemos dizer nunca, arranquei a página da Hola! referente ao casamento de Mena Suvari e a guardei na última gaveta do criado-mudo. Se um dia... algum sapo virar príncipe, Balenciaga não terá grandes dificuldades de costurar o meu tomara-que-caia.
Assim, retorno à capital já com data marcada de retorno para o interior, sexta-feira, para o primeiro chá-de-cozinha. "Levar traje sensual". Ok!
Sem mais brincadeiras. A vida adulta já começou.
Boa quarta-feira com cara se segunda e gostinho de prematuro final de semana!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Salão do Automóvel

Acordei antes de completar minhas oito horas de sono. Estava um clima ameno e foi difícil abrir os olhos e enfrentar o chuveiro. Mas finalmente, não estou pseudo-incomunicável mais! Comprei o genérico do genérico após pechinchar e relembrar como os chineses são duros na queda e agora funcionam normalmente e novamente os meus dois chips. Tive uma surpresa ao saber que o preço dos Ching-Ling caíram em 50% em um ano. Façamos votos de que este novo celular também toque loucamente!
Precisando comprar banana, Polenguinho, maçã, pão e requeijão, tive a coragem de enfrentar a quarta-feira de ofertas no Extra. Stress total! Voei para casa, dei um rasante na cozinha e fiz um almoço milagroso. Às 13:15h entrava no ônibus rumo ao Holiday Inn para fazer meu cabelo e maquilagem para o único dia de Salão do Automóvel. E olha... assim que pisei no Anhembi agradeci aos céus por ter recusado a maratona. Era fato consumado de que eu não iria aguentar nem metade dos quatorze dias... Meninas semi-nuas num pavilhão gelado. Uma pausa para almoço num turno de dez horas. Saltos desconfortáveis na já segunda hora do dia. Rostos de dor já no terceiro dia de mais outros onze. Piadinhas infames aqui, fotógrafos indiscretos ali. "Foque no dinheiro!", disse uma. E o que mais é focado quando o assunto é evento? Os sorrisos são falsos. A saúde é comprometida. Quando adentrei, já vimos a emergência atendendo uma e ouvimos notícias de desertoras. Eu, com apenas cinco horas de trabalho já estou rouca! Que fique claro que respeito - e muito! - essas meninas, mas assumo que eu não tenho mais paciência para ser tratada como um pilar. O dia de hoje foi suficiente. No meu stand, onde eu entregava um vale-brinde no começo do coquetel e o brinde na saída, lá estava um "bixo" amigo de faculdade, que dividiu apartamento com meu ex-namorado, hoje trainne da empresa. A princípio quis me esconder, eu confesso. Me comparei e vi que saia perdendo ali. Mas... perdendo o quê exatamente? O que eu ganhei em cinco horas ele ganha em... deixe-me fazer as contas... um dia e meio de trabalho. Foquei no dinheiro. Afinal de contas, era para isso que estava ali. É para isso que todos nós estávamos ali. E não precisei posar para foto para ninguém.
Cheguei em casa às 23h com o termômetro na casa dos 15 graus, faminta, aliviada. Conheci o Salão do Automóvel.
Boa quinta-feira!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O mundo tá louco

Em um dia de tsunamis, vulcão, tornados, falecimento de político e da glorificação do mais novo profeta de oito tentáculos que também subiu aos céus, eu só digo: pára tudo que eu quero descer!
Diariamente, assim que começa o Jornal Hoje e eu estou em vias de preparar o meu almoço, uma tensão paira na sala - um pouco mais tênue mas tão real quanto àquela de quando toca a vinheta do Plantão da Globo, sabe? -, como que à espera de péssimas notícias de cá ou de lá do mundo. Estão todos enlouquecendo: eu, você, o jornalismo, a natureza, as pessoas que vi andando na rua falando sozinhas... Mas o cúmulo foi a notícia do Paul virar estátua. A gente luta, sua, sonha e quem vira ícone é um molusco alemão...
E seguindo a linha da loucura, lá fui eu continuar a guerra no mundo das lentes e câmeras. Fiz a prova de roupa do uniforme de amanhã: um vestido preto, no joelho, sóbrio, fechado. Ufa! Enquanto sei que meninas de todo o Brasil estarão vestidas à vácuo durante doze dias no Anhembi, trabalharei apenas quatro horas com a roupa mais comportada, horas essas que pagarão metade do meu aluguel. E o medo se consumou: já perdi um teste amanhã...
Depois enfrentei o segundo ônibus da tarde, já preparada para a mais longa espera num inesperado teste de foto para um cartão de crédito. Doce engano! Diferente da outra vez que estive nesta produtora, esperando por mais de duas horas, cheguei, entrei, cinco clicks e fui embora.
Corri na garoa, fiz meu jantar e já programo o meu feriado em Ribeirão Preto.
Vai dar Dilma então?! É isso mesmo?! É... Que loucura!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Começando a semana

Ontem acabei de escrever, passei meu creme anti-rugas 25+, escovei os dentes e deitei. Virei de lado. Voltei para o mesmo. Deitei de bruços. Joguei fora o edredom. Levantei para ir ao banheiro. Rolei novamente. Levantei pela segunda vez. Pensa daqui, pensa de lá. Banheiro de novo. E quando o relógio se aproximava das 4h da manhã, tive a feliz ideia de deitar no colchão da sala. Fechei a veneziana. E dormi que nem um bebê! Minha roomie não entendeu nada ao acordar... E assim que abro meus e-mails vejo um dela, assustada lá do trabalho, perguntando se estava tudo bem. Agora sim.
Fiz meu almoço e fui para o teste de uma mortadela em Santo Amaro. E que calor, hein! Depois de degustar três fatias e fazer cara de quem gostou para a câmera, garanti pelo menos um cachê-teste. Ao voltei para casa, comecei a ensaiar o texto da gravação do site da produtora de casamentos e a angariar peças para o figurino no armário da amiga. Às 21h estava em fundo croma e mais uma vez de frente para a câmera enquanto a chuva despencava do lado de fora. O estúdio improvisado captou o som dos trovões, dos aviões sobre Moema e das pesadas lágrimas de São Pedro. Por isso, continuaremos com as gravações semana que vem. Vou provar que posso ser uma boa apresentadora.
Acabo então minha segunda-feira com o cachê já em mãos, um temaki e um sunomono no estômago e o corpo debaixo das cobertas que ontem abandonei. Não quero ter insônia novamente.
Amanhã só tenho a prova do uniforme do trabalho de quarta-feira no Salão do Automóvel. Nada mais. E o parque me espera!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Festas e mais festas

Sabiamente, canta Black Eyed Peas em Party All The Time: "If we could party all night and sleep all day, and throw all of my problems away, my life would be easy, my life would be easy...". Meu final de semana - que precocemente anda começando na quinta-feira, foi assim: super easy!
Quinta decidi não sofrer até resolver o que fazer com meu moribundo Nckia e comprei um mp3 player de 2G, rosa, a preço pechinchado de 60 reais na esquina de casa. O abasteci com as músicas mais incríveis e fui correr. Como é bom este horário de verão!
Voltei para casa e começamos os preparativos para a 3P4, que se iniciou no Bar Consagrado e acabou às quase sete da manhã depois de um lanche de mortadela na Galeria dos Pães. O saldo da noite foi positivo: novas amizades, risadas, fotos, mais risadas e gargalhadas. No entanto, alguém veio quase a óbito: meu celular, após escorregar da bolsa e cair aonde jamais deveria... Assim, hoje ele se apresenta em estado deplorável, mas pelo menos, recebe ligações. Não sei quem liga até que fale "alô". Não posso ligar para ninguém pois o teclado não funciona. Contatos da agenda? X, y, z. E então preciso pensar rápido, pois existe uma real necessidade de se comprar um Nextel e uma vital vontade de se ter um Blackberry, mas nessas transações, um novo número de celular surgirá - pois não existe portabilidade no rádio - e não poderei, por enquanto, abandonar o chip 11 da Oi. Ó dúvida cruel!
Sem sanar os efeitos da noite anterior, às dez da manhã o despertador toca e lá fui eu fazer um exame médico no centro da cidade para o trabalho de quarta-feira no Salão do Automóvel. Uma hora e quarenta minutos de chá de cadeira, quinze números de senhas chamados no painel quando ainda faltavam 34, levantei e liguei para a agência, pedindo uma resolução mais prática pelo amor de Deus. Fui atendida. Assinei o contrato, venci a burocracia e voltei para casa, já com as horas contadas para a segunda festa da semana no Terraço Daslu.
Enfim... Fomos contempladas com duas das melhores baladas desde que cheguei em São Paulo. Já sábado encontrei amigos da faculdade, terminei a noite com um rodízio de japonês e domingo um almojanta agradabilíssimo nos Jardins. Que vidão! Quem vê pensa que eu posso... É muita boemia. Muita. Mas com consciência e sem jamais deixar os compromissos e princípios de lado. É só um preenchimento das horas vagas e do coração vazio, porque na cabeça o Diabo ainda não entrou não.
Assim, amanhã tenho um teste que já estou torcendo para pegar e a gravação do website à noite. As fotos da Decathlon já começaram a rodar e como o esperado, fotos de biquini deprimem qualquer mortal... Minha tia lá em Ribeirão já guardou de recordação um flyer que recheou o jornal A Cidade. "Vai ter outdoor mesmo?", perguntou minha mãe. Não sei, veremos. Biquini, nunca mais!
Boa semana!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que vem primeiro: o ovo ou a galinha?

Terça-feira evitei escrever.
Só para pintar o quadro: existem três explicações para que, nos dias atuais, eu durma à tarde: 1-Estar doente; 2-Ter quebrado tudo na balada no dia anterior e ter dormido pouco, especialmente por conta do energético; 3- Estar bodiada. E infelizmente, às 17h me joguei no colchão da sala quando estava prontinha para ir correr no parque para fugir da irritação e acalmar os ânimos que já estavam para lá de desanimados. Puxei uma coberta. E tirei o tênis. Vou dar o histórico da coisa - mesmo que seja, no final das contas, só hormônios...
Acordei quase ao meio-dia. Não tinha porque levantar antes. Mas tudo bem, liguei o computador, baixei músicas novas incríveis que seriam mais incríveis ainda no meu ouvido correndo no Ibirapuera... Dancei na frente do espelho pensando "como é bom ser solteira"... Mandei mensagem para minha roomie, já toda serelepe fazendo os planos das nossas festas da semana. Fiz meu almoço. E o dia estava lindo! Foi quando então, recebi o e-mail adiando a gravação de quarta-feira do website para a semana que vem. Meu único compromisso da semana, adiado... Risquei da agenda, ainda mais vazia. Aí, peguei meu celular para incrementar minha playlist quando vejo que não conecta no computador e dá como alerta "sem cartão". Depois de quebrar a cabeça e pedir ajuda achando que o problema fosse do laptop e reiniciá-lo e atualizá-lo e ouvir, pela milésima vez de quem entende de informática, que já está na hora de eu trocar o meu HP, me lembrei que deixei o meu querido Nckia cair no chão enquanto me alongava após a corrida na segunda-feira, quando provavelmente quebrou ou queimou alguma coisa relacionada à memória do celular, que já tinha a tela rachada de alguma pancada de algum dia de algum lugar... Ou seja, três problemas: primeiro é que preciso de um celular novo e dessa vez, sem genéricos, o que implica gastos extras para uma conta corrente que se desasbatece a cada dia e por enquanto não encontra fontes renováveis; segundo é que não teria música e sem música, impossível correr; terceiro é que sim, estão certos quando dizem que está na hora de trocar meu laptop, que nasceu em dezembro de 2007, já passou por reformas e dá sinais de cansaço - nada dura para sempre, muito menos nessa sociedade do "novo novo". E aí o céu desabou de vez... Já comecei a chorar a falta de trabalho, chorei a conta de luz que veio R$166 e até sobre a solteirice eu comecei a repensar. Sorte no jogo ou no amor, certo? E se eu não estou jogando e nem tenho amor, alguma coisa está errada! Foi quando me afoguei no travesseiro. Era melhor esquecer tudo isso. Deixar passar.
Minha roomie chegou e já viu que o quadro não era dos girassóis de Van Gogh. A penumbra estava mais para a fase azul de Picasso. Acabamos o dia fazendo as compras da semana no Extra e já me estressei mais um pouco com o valor da compra, pondo na balança se tenho o direito de comprar as duas mexericas Decompon deliciosas sem caroço pelo preço de R$7,89 o quilo...
Ai como eu queria alguém para pagar minhas contas - ou ajudar, pelo menos... Eu queria alguém - precisava, na verdade - que me fizesse uma massagem bem feita, pois cada ponto das minhas costas e ombro que aperto, dói... Eu queria alguém que fizesse meu almoço agora - ou me levasse para almoçar... Eu queria um agente que me pegasse pela mão e me abrisse portas - ou pelo menos indicasse em quais bater... Na realidade, eu queria uma boa dose de auto-estima e paciência. Acho que bastaria.
Mas, buscando a felicidade mesmo nas pequenas coisas que nos cercam, chegou a minha já idolatrada Brastemp! Pedi ajuda ao porteiro com a instalação, pois fios, tubos e manuais de instrução me assustam. Mas, mulher independente que sou, já estendi a primeira leva de roupas do apartamento 50 e trouxemos um novo verbo para nosso vocabulário, inutilizado até então: estender roupa.
Agora vos escrevo em plena quinta-feira antes do almoço, já que ontem, depois de ter revisado as minhas terça e quarta-feiras, a internet caiu e perdi todo o texto às 3:55h da manhã. Vocês não imaginam minha alegria... E agora pesei e vi que havia escrito amenidades que não iriam mudar suas vidas, então melhor deixar para lá...
Ontem conversei com um amigo que está no Uruguai para a gravação de um comercial. Perguntei se o cachê era incrível e ele me disse que razoável, pois cinco anos atrás ele tiraria um carro zero com esse mesmo job. É, acho que entrei um pouco tarde nesse mundo das artes! Cinco anos atrás estava lá eu, de aliança de compromisso no dedo e frustrada sentada na carteira de madeira de uma universidade pública estudando a composição dos membros do Parlamento da União Européia.
E hoje vou, como todo prazer e direito, me deliciar na festa de aniversário de Rico Mansur. E não, fique tranquilo, nós não somos amigos. E depois eu revelo, se tudo isso não passa de uma onda hormonal ou se as raízes são mesmo tão profundas quanto me parecem agora.
Depois de todo esse desabafo, me diga: o que ensina O Segredo? Os pensamentos positivos antecedem à conjuntura ou a conjuntura colabora na força do pensamento? É que a minha conjuntura anda meio desconjuntada...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Uma nublada segunda-feira

Costumam dizer por aí que toda crítica é bem-vinda... Hoje recebi notificações no meu e-mail de dois comentários postados sobre a propaganda da Colgate Total 12 no Youtube. São eles: "A pior propaganda já feita em toda humanidade. Mais fake impossível!" e "Este comercial é um belo exemplo de engodo e manipulação. Socorro Conar! Atenção Ministério Público!", vindas de diferentes "críticos". Aparentemente a bomba não caiu diretamente sobre a atriz, além do que, se os efeitos do uso contínuo da pasta de dente são os relatados ou não, não cabe a ela responder - apesar de que eu uso sim Colgate há alguns anos e admito que tenho zero problemas bucais. Menos mal. Mas foram as primeiras críticas azedas que recebo desde agosto, quando o comercial foi ao ar - além do comentário que desceu quadrado de minha mãe quando lhe enviei o vídeo ainda na fase de pós-produção "Você foi para o Chile fazer isso?" devido ao uso do pronome... Se duas pessoas se prestaram a procurar o vídeo no Youtube para fazerem tais apontamentos, o motivo primeiro, provavelmente, é a quantidade de repetidas vezes e de diferentes canais que exibem meu rostinho e meu sorriso para a alegria ou irritação de muitos. Uma vez por dia, pelo menos, alguém comenta comigo sobre a propaganda, seja on line, seja por SMS, e-mail ou por mensagem nas redes sociais. E podem criticar, fazer o quê?! Temos público para isso. E se até Jesus Cristo já foi posto em cheque, por que não a minha propaganda? Mesmo assim, terei eternamente um infinito apreço à Cinemagica Producciones, ao querido dentista, à cidade de Santiago e à quantidade de canais e de exibição. Valeu, galera!
A semana começou nublada... Tive dificuldade para sair da cama, ainda cansada da noite não dormida de sábado para domingo e da 1 hora roubada do relógio e do organismo...
Finalmente uma alma caridosa - meu tio - extraiu o trambolho da máquina de lavar quebrada deste apartamento, deixando espaço livre para uma nova, para roupas limpas e para uma harmonia na minúscula área de serviço. Em poucos dias a Casas Bahia entregará minha Brastemp 7kg! Neste meio tempo, choramingando as inexistentes novidades profissionais para titio, recebi o convite para gravar uma apresentação de um website de uma produtora de vídeo de casamentos. E já está lá, marcado na moribunda agenda, quarta-feira na parte da noite! Dois pontos positivos no dia!
Não tive garra para correr meus sagrados quase 5km no parque. A energia estava em baixa, a temperatura idem, nenhuma música agradava meus chatos ouvidos... Caminhei os quase 5km e corri mais uma volta ao inexplicavelmente Gui Boratto me incentivar a aumentar meus passos com a música What a Beautiful Life.
Fiz meu jantar, assisti ao jornal, senti vontade de ferir fisicamente Dilma Rouseff e retomei à leitura de Gustave Flaubert. Todas nós temos um pouco de Madame Bovary - não me referindo à parte do adultério, compreenda: "[...] e praguejava contra a injustiça de Deus; encostava a cabeça às paredes para chorar; invejava as existências tumultuosas, as noites mascaradas, os prazeres insolentes, com todos os desvairamentos que não conhecia e que eles deviam provocar."
Dias com mais inspiração para correr virão!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Felicidade incomoda?

Sexta-feira fiz, talvez até hoje, o teste mais legal! Saindo correndo de umas fotos para um supermercado no Brooklin que não passei, me dirigi para o Bexiga para o teste de vídeo de um shopping de Brasília. Se tratavam de três etapas: a primeira, se apresentar para a câmera; a segunda, interagir com minha própria imagem no espelho, esboçando diferentes reações e indagações sobre auto-estima, paquera e balada; a terceira, sentada numa cadeira giratória, bancar a mulher feliz, independente, que pensa, ri, gargalha, comemora. Um cachê-teste coloriu a carteira e aguardo a resposta amanhã. Ainda não contabilizei a proporção de testes/trabalhos, mas já deixei bem claro que são muitos "não" para escassos "sim", correto? Normal, tá. Isso não traduz fracasso, isso traduz batalha. E ela é diária.
Tive um final de semana incrível, rodeada de amigas, novas amizades e histórias improváveis...
Às vezes parece que a vida está sendo gravada e estreará nas telas de cinema - ou pelo menos como um seriado da Sony... Mesmo com a escassez de trabalho e a agenda vazia, posso hoje bater no peito e assumir minha felicidade. No entanto, no mundo dos homens, a felicidade alheia incomoda. A grama do vizinho é sempre mais verde para uma grande maioria, todos sabemos. Mas às vezes chega um ponto em que o verde é tão vivo e brilhante, que o admirador passa a gorar a natureza, torcer para uma seca ou simplesmente evita abrir as cortinas para não se corroer com a altivez do jardim de outrem. Não existe inveja branca. Existe inveja estampada, capaz de colocar amizades e relacionamentos em cheque. Mas não nos incomodemos! Cada um é cada um, cada qual com seu cada qual, para cada um de acordo com suas necessidades e seguimos todos atrás de nossas singulares vontades. E te digo: meus sonhos são do tamanho do mundo mas o mundo é muito grande para se ter como fronteira o gramado da casa da frente. Plante as suas roseiras e fique feliz também pelos meus girassóis, sempre atrás da mais seleta radiação... Há sol e chuva para todos. E nossos filmes - ou novelas, ou curtas, ou seriados - não são, necessariamente, concorrentes da mesma estatueta. Cada um é protagonista de uma obra diferente. Basta saber como seguir o seu próprio roteiro. Por isso cante! Dance! Grite! Uô, uô, uô...
Tenha um ótimo começo de semana! Saberá Jesus o que os próximos dias me reservam...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma quinta-feira

Sem grandes emoções, acordei mais tarde do que de costume, já que fiquei pendurada na última postagem até mais de 3:30h da manhã. Fiz meu almoço - um peixe com cebola, pimentão amarelo e manjericão, que modéstia à parte, ficou uma delícia! - e segui para o teste em Alto de Pinheiros. E mais uma vez, chutem meu "papel"? Mãe! E lá estavam alguns possíveis maridos e várias possíveis crianças para a campanha de Natal de um shopping da capital federal. Sorrisão, foto! Meio sorriso, foto! Pose de mãe, foto! Cabeça tombada, foto! Ok, obrigado!
Voltei, comprei o presente de aniversário das 20:30h de uma amiga, fui correr e depois de um belo banho, segui para o Higienópolis. Lá fui apresentada a alguns como a "minha amiga do sorriso Colgate" e lá vamos nós repetir a famigerada fala "Mas eu acabei de escovar os dentes!" para os esquecidos se lembrarem de que algum dia, em algum horário, em algum canal, já me viram. Engraçado isso... Enquanto recusava pró-seco, caipirinhas, o pão dos sanduíches, quiches, brigadeiro de colher e bolo, perdi algumas ligações de uma agência ávida para me convidar a substituir uma modelo em um editorial amanhã pela manhã. Mas devido à demora, encontraram uma substituta para a substitura das fotos. E descobri o quão baixo é o cachê de um editorial... Mas é sempre gostoso reunir a mulherada. Mais uma da turma completando meio século de vida... Ainda bem que ainda posso desfrutar da minha idade viada por mais alguns meses...
E hoje não teve balada. Para amanhã fui surpreendida com dois testes de vídeo e achei melhor me preservar, especialmente depois do bendito feriado prolongado...
Não estou inspirada. Hoje não tem rima. Não tem verso. Não tenho muso para o poema.
Boa sexta-feira!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Uma parte do caos: a sala de espera da 1001


O Retorno

Mamãe deu bronca e disse que o blog estava triste...
Mas depois de uma semana de exílio, retorno ao meu lugar preferido que antecede minha cama todas as noites. Há tanto para escrever...
Acabei embarcando para o Rio de Janeiro. O acesso livre aos camarins do SWU não rolou, nem as fotos de fast food e nada nem ninguém me segurava na capital paulista. Eu merecia um descanso... Um descanso de verdade, sem cobranças, sem hora marcada, sem grandes expectativas. E as melhores coisas acontecem ao acaso. Acaso?
A peregrinação começou às 23h de sexta-feira, enfrentando o trânsito na chegada da rodoviária e carregando três malas mais uma bolsa na tentativa de não perder o feriado. Em vão... Poderíamos ter evitado a fadiga, já que as filas eram intermináveis, os atrasos homéricos e o desencontro de informações corrosivo! O stress reinava no caótico saguão e nas ainda mais caóticas plataformas. Eita, Brasilzão! São Paulo parava na véspera de feriado e aguardamos por duas horas o famoso 1001 das 23:40h, que chegou e foi embora sem que ninguém ao menos avisasse no alto-falante da sala de espera que era hora de embarcar. Tentei manter o bom humor, afinal de contas, pitis só trazem rugas e palpitações e numa véspera de semana da criança, eu podia me permitir rir da desgraça minha e dos outros, e mais uma vez, no entanto, me arrepender do "barato que sai caro". Fomos encaixadas no ônibus da 1 da manhã que saiu 1:40h mas, um Dramin depois, vimos que o Rio ainda estava de braços abertos nos esperando, atrasadas ou não.
O tempo não estava lá essas coisas, um sol tímido, umas nuvens chatas, uns pingos indesejados, um vento frio... Mas aquela cidade, ai, aquela cidade...! Tanto fato engraçado, tanta história improvável, tanta gente nova, tanto encontro teoricamente impossível! O mundo só recebe de braços abertos quem está aberto aos abraços do mundo. E nós recebemos o afago mais apertado nesses quatro deliciosos dias...
Correr no calçadão - mesmo que me doa, eu confesso - é muito mais gostoso do que minhas duas sagradas voltas no Ibirapuera... E os cariocas... são marrentos, cheios de graça, pluralizam com "xiiis", substituem o "s" pelo "r" merrrrmo, mas algo me diz que um dia paixões concretas virão e não serão com alguéns das terras dos bandeirantes...
Atravessar as ruas do Leblon ao lado de Alexandre Borges e tomando um Yogoberry é coisa de novela. Aliás, quanto Yogo-something... Ir para a 00, dar meia-volta, fazer novas amizades e curtir a Zozô na Urca gastando os dois zeros da balada anterior também não teve preço - literalmente... E o gosto de assistir Tropa de Elite 2 em Copacabana, depois quase ser assaltada por um sujeito de comportamento muito suspeito na calçada do cinema e ainda dar risadas com um dos atores do filme no Baixo Gávea logo após a sessão é incomparável! Um agridoce com toques de especiarias sabe-se lá de onde confundem o paladar maravilhado com tantos acasos... E que delícia ver que brasileiro pode fazer filmes incríveis como este. Wagner Moura e José Padilha merecem os mais calorosos aplausos. Capitão Nascimento já está consagrado no muro dos heróis nacionais.
O salto de asa-delta ficou para uma próxima... Mas não sei se já estou pronta para conquistar a Cidade Maravilhosa... Pedi respostas ao mar e me foi dito que São Paulo tem ainda muito a me oferecer. Não tenho porque ter pressa. A estação final não vai sair do lugar. E a estrada é uma caixinha repleta de surpresas...
O feriado me mostrou que muita coisa é sim possível. E na batalha contra o impossível, hoje tive que regravar uma frase para a locução da Brinquedos Bandeirante e me ligaram para um teste de propaganda de shopping amanhã. A vida, quando recheada de sonhos, não pára.
E mais uma vez o Rio vai deixar saudade... Eu volto... Eu volto!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Brasileiro é brasileiro, pô!

O dia foi tranquilo...
De relevante, um teste às 14h, se é que posso chamar aquilo de teste... Entrei na sala, "Olá!", "Tudo bem?", relatei meus últimos trabalhos, levei bronca por não ter levado o composite que a agência não pediu para levar e às 14:30h já estava na Santo Amaro em busca do ônibus de volta. E estava um calor do cão em São Paulo!
Voltei, lavei toda a louça do almoço - que estava dobrada por conta da visita amiga em casa ao longo da semana - corri e fomos assistir ao Comer, Rezar, Amar, com os termômetros beirando seus 17 graus... Vai entender! Não vou esmiuçar sobre o filme - que gostei, aliás - já que uma coisa martelou minha cabeça a partir do último longo terço balinês da trama: Javier Bardem como brasileiro. Se vão colocar um personagem brasileiro na história: 1- Que seja um ator brasileiro; 2- Ou pelo menos que seja um ator que fale bem o português; 3- Se não, não coloque frases nem expressões nessa língua, pô! Deixava o cara só falar inglês... Aquilo me corroia por dentro, cada vez que o espanhol soltava um "Todo bem!" ou então um "Tenho sodades" ou sei lá, "Fasa magra"... Eu sei o porquê de ele estar ali, não se preocupem com minha ingenuidade... Javier Bardem é o grande nome latino do momento, excelente ator, que garante boa bilheteria, com seu jeito latin lover e futuro papai do bebê de Penélope Cruz. Mas com tanto ator bom, bonito e mais barato dando sopa por aqui... Comentei alguns dias atrás sobre Wagner Moura sendo assediado por Hollywood. Por exemplo, com ele, garantiríamos uma verossimilhança maior, não acham? E ele disse para Marília Gabriela que fala bem o inglês! Claro que este filme não visa à arte e sim alguns muitos milhões de dólares, mas é doído de assistir. Dava uma quase vergonha alheia de ouvir um português tão mal carimbado e uma brasileira tão latinamente caricata. Mas, enfim, certamente uma grande maioria do público não será cri-cri igual à escritora que vos fala e com certeza suspirarão com a morenice do ganhador do Oscar. Ponto para Julia Roberts! E alguns muitos outros pontos para a conta bancária de Elisabeth Gilbert! Ambas tão ou mais ricas quanto ao único ganhador da Mega-Sena acumulada.... Aliás, nunca vi filas tão homéricas nas lotéricas quanto hoje...
Boa noite!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Trabalhando...

A manhã foi reservada para ir ao banco - e vamos combinar que essa greve dos bancários não combina em nada com agilidade na hora de pagar as contas...
Fiz meu almoço e "bora" trabalhar! Fazia um mês que eu estava de greve dos eventos... E lá fui eu, com meu terninho preto e meu tênis que rapidamente fora substituído pelo scarpin dentro da bolsa para o Hotel Renaissance. Se tratava de uma degustação de toda a linha de produtos da britânica Classic Fine Foods, que chega agora ao Brasil com seus deliciosos queijos, chocolates belgas, caviar de 5 mil reais a lata, azeites incríveis, polpas de frutas, enfim. Às 19h já estava liberada, após dar explicações sobre vinagres balsâmicos aromáticos, cereais embalados à vácuo e baunilhas africanas processadas na França e de ter recusado trufas, doce de leite e champagne... O peso na consciência estava tão mas tão mórbido que resolvi voltar para o Itaim à pé. Incansável, cheguei e coloquei minha roupa de ginástica e subi de volta ao Ibirapuera. Corri e desci novamente. Ufa! Nisso já eram quase dez da noite...
Enquanto trabalhava o celular tocou algumas vezes. Adoro e me desespero ao ver 3 ligações perdidas no chip 1, duas no chip 2 e dois recados de voz. Saldo positivo! Assim, amanhã tenho um teste de foto para alguma coisa relacionada a fast food e existe uma possibilidade, pequena mas real, de a passagem de ida para a Cidade Maravilhosa ter de ser cancelada, já que posso - ou não - ser escolhida para entrevistar as bandas no SWU. Irado (como dizem os paulistanos...)! De uma maneira ou de outra, passarei muito bem este próximo feriado!
E fiquei sabendo que os Brinquedos Bandeirante não irão ao ar neste Dia das Crianças. Acho que só o Papai Noel vai poder contemplá-los... Mas, cachê depositado e em breve material nas mãos!
A maré está baixa mas pelo menos o gado não está morrendo de sede...
Boa quarta-feira!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não sei um título

Voltei hoje para São Paulo, após exercer meu direito e dever de cidadã: votar. Campanha eleitoral é a peça de teatro mais cultuada no mundo. E tem espaço para todos os perfis e isso é que é democracia! Tem boneca de ventríloco, picareta, agressor de mulher, palhaço analfabeto, ladrão, mulher de ladrão, prostituta, dançarina, modelo, ex-jogador de futebol, estilista, ex-BBB... Vale de tudo nesse palco! É a arte pela arte! O gostoso de ser ator é brincar de mentir e ainda ganhar para isso. E o que é ser político? É brincar de fazer e ainda ganhar muito por isso. Alguma diferença?
Quinta-feira assisti de camarote a um fato engraçado - para não dizer trágico. Enquanto saía do Ibirapuera depois de suados quarenta minutos de corrida, ouvi gritos histéricos femininos que superaram a música nos meus ouvidos. Tirei os fones para me inteirar da situação quando de repente vejo, correndo em minha direção, um sujeito de cor parda, vinte e poucos anos, desesperado. Atrás dele, um grupo mais esbaforido ainda, com "sangue nos zóio" que gritava: "Pega ele!". Dei dois passos para trás evitando que fosse levada pelo tornado e dei uma bronca no segurança do parque ao meu lado que só ameaçou agarrar o fugitivo. Mas nem foi preciso... Ao quase ser atropelado pelos carros fulminantes em plenas 18h na Répública do Líbano, ele se rendeu entre um capô e uma árvore. Um olhar assustado já previa o inevitável. Colocou as mãos na cabeça. E a trupe chegou, sedenta por vingança. Deliciosamente - é pecado eu confessar isso? -, ele levou alguns chutes aqui, vários xingamentos ali e eu, privilegiada no melhor assento do camarote... Faltou só minha vodka com energético ou minha pipoca com manteiga - depende de qual V.I.P area estejamos falando... Em questão de dois minutos, chegou a vítima, espumando "Cadê ele? Cadê esse f**** d* p***?". Não fiquei para ver o final. O clímax já tinha sido por demais emocionante. Me senti vingada! E ainda vêm aqueles defender os "párias" do sistema, dizendo que é culpa da falta de oportunidade e de políticas públicas, que é culpa do colonialismo histórico, do capitalismo... É falta de vergonha na cara, isso sim! Bem feito, meu amigo. Às vezes é sim possível concordar com a lei do "olho por olho, dente por dente"...
Neste mesmo dia vivi um impasse. Toca o celular e me oferecem o papel de protagonista de uma simulação no Programa do Gugu. E aí, mais uma vez, veio aquele turbilhão de dúvidas... Não estou com cacife para recusar trabalhos como atriz nessa altura do campeonato, mas e tudo o que venho aprendendo ao longo dos tempos? Errar é humano, mas persistir no erro é burrice! Eu já havia prometido que não faria mais esse tipo de trabalho... Aquela experiência na Estrada do Pau Furado já fora o suficiente para solidificar a ideia de que é preciso sim escolher bem os futuros jobs. Mas e a humildade? E o cachêzinho? E a oportunidade? O material que teria, caso a edição ficasse bacana? Tirei n opiniões, com leigos e entendidos... Meu coração dizia "não" mas a mente se perguntava "por que não?". Até que, ao indagar para um dono de agência de atores se simulações queimavam o currículo e receber uma resposta positiva - "a não ser que o cachê valha a pena..." e não valia -, recusei o convite. E depois acalmei meu espírito. Artisticamente, é uma produção muito pobre... e dar a cara a tapa nacionalmente a qualquer custo ainda não faz parte de minhas ideologias... Peguei minha carona para Ribeirão Preto na sexta-feira às 14h como combinado e não me arrependi um segundo sequer, especialmente depois de assistir ao quadro que foi ao ar já no domingo. E teve ainda beijo na boca! Simulação com beijo na boca, na Record, horário nobre e por aquele cachê ainda?! Não me vendo mais a preço de banana.
Passados alguns dias de muita comilança, vinho com as amigas e filme de exorcismo, hoje aceitei descongelar e voltar aos eventos. Não tive escolha! Amanhã faço uma recepção das 14 às 19h no Hotel Renaissance e quinta-feira volto aos jogos do Palmeiras. O cachê pagará minhas passagens para o feriado na Cidade Maravilhosa e será certamente mais produtivo do que ficar em casa amargando a falta de testes e a espera de trabalhos... Não é?! É.
E vou ficando por aqui...
Sem mais, boa noite!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O que será que será?

Eu gostaria muito de relatar causos incríveis, ligações perigosas, viagens alucinantes, expectativas gritantes. No entanto, não tenho muito o que dizer. E a internet já está tão saturada de tolices que acredito que essa será apenas mais uma...
Posso relatar que por esses dias tudo o que eu tenho feito é esperar - verbo este tão fundamental no meu blog. Espero trabalhos editados, espero propostas de trabalhos, espero.
Hoje por exemplo acordei com a ligação de uma agência perguntando se eu já havia trabalhado com teleprompter, já que tinham um cliente com teste para apresentadora de tv. Pô! Claro! Contei sobre a Brinquedos Bandeirante - que ainda não tenho o vt em mãos - e que adoraria fazer e assim, estou no aguardo - vulgo esperando.
Ontem à noite conferi a atuação merecedora de Oscar de Sandra Bullock em Um Sonho Possível. Uma história que, abstraindo-se do fato de ser verídica, você pensa a cada cena: "Ai, até parece!". Não parece! É! A "tradução" de The Blind Side veio a calhar, apesar de não muito comercial. Que história teve esse garoto, negro, obeso, filho de uma mãe viciada em crack e de uma família aos pedaços, sem casa, sem estudo, aparentemente sem futuro e que milagrosamente é socorrido por uma socialite que o acolhe, o registra e lhe mostra oportunidades e dá todas as outras que o dinheiro faz possíveis, chegando a ser mais tarde um condecorado atacante dos Baltimore Ravens. Não é história para boi dormir. Não é conto de fadas. É um sonho possível. Depois pipoquei os canais e tive a surpresa de ver um antigo colega de Fernando Leal na A Fazenda 2. Jesus! Até Geise Arruda está lá... e eu aqui, ralando para conseguir uma pontinha que seja em um pequeno comercial, suando e perdendo o sono para pagar as contas...
Ainda aproveitando o ócio de sua melhor maneira, hoje assisti ao Cidadão Kane, considerado o melhor filme da história. A obra é repleta de frases eternas, como "Você sabe, Sr. Bernstein, se eu não fosse muito rico, talvez eu tivesse me tornado um grande homem!"; "Não é suficiente dizer o que um homem fez. Você precisa contar quem ele era."; "Eu me lembro de tudo. Essa é minha maldição, meu jovem. É a pior maldição que foi conferida à raça humana: a memória.". E mais uma infinidade de falas que perdem a beleza ao serem traduzidas e com as quais eu usaria mais caracteres do que o possível nessa postagem... Mais um (x) na minha to watch list!
Um ano atrás - confesso - eu era incapaz de assistir a um filme que antecedesse a década de 90 - com exceções como O Iluminado e Os Goonies. Mas hoje, além de obrigação, assistir aos clássicos é prazer!
E então, paguei contas - absurdas e que me fizeram pensar: onde estou com a cabeça querendo ser atriz? -, enfrentei as filas homéricas da Quarta-Feira Extra - e enquanto isso, não me aguentei e me rendi a um M&M de amendoim e a dois Twix-, fui ao parque, fomos ao Bardot... Eu precisava de uns choppinhos, pois como disse minha querida roomie, eu não estava bem... E agora tento escrever palavras mais felizes, tentando vender a imagem de que está tudo certo. Está. E também não está. E te garanto que os hormônios têm muito a ver com esse paradoxo...
Eu seria uma workaholic, se me fosse dada a possibilidade, e por isso a ociosidade se assemelha à prisão... Não vejo a hora de ganhar, pelo menos, a minha condicional...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Já a Primavera...

Espera-se as flores e veio a chuva. A primavera chegou cinza e molhada...
Comecei a semana sem grande entusiasmo. Não sei se hormônios, se a agenda vazia, se cabeça vazia, se coração de pedra... A única marcação no dia 27 de setembro era um teste de telefonia. Acordei sem pressa nem despertador e deixei o único estimado compromisso para depois do almoço. Era na mesma produtora das fotos para o Itaú de alguns dias atrás. Os locais de testes se repetem... é um ciclo vicioso. Dentre os alguns conhecidos, encontrei na espera minha professora de voz do INDAC. Ela não se lembrava de mim. Aluna e professora, disputando a mesma vaga... E desta vez, novamente, apenas fotos. Pose aqui, olhando para lá, sorrindo para a câmera, falando no celular, mandando mensagem no celular. Nada muito complexo... Onde estão os testes com fala? Eu me sinto muito mais amparada e preparada tendo um texto como muleta porque afinal de contas, eu não sou modelo! Assisto àquelas propagandas de supermercado, onde a apresentadora fala das ofertas ou então àquelas de agências de turismo, onde a atriz apresenta os pacotes em promoção e penso: por que é que não me mandam, por exemplo, para trabalhos como estes? Achando resposta baseada na questão do "tempo", ansiosamente aguardo a Brinquedos Bandeirante ir ao ar. Ali acho que vou poder mostrar que posso fazer um pouco mais do que acreditam que eu possa...
No estúdio ao lado realizavam teste para um reality show "na estrada" do Multishow. Sem saber do pequeno detalhe, aproveitei que estava ali e já preenchi meu pré-contrato. "Qual o cachê?", humildemente perguntei. "A viagem de 30 dias... e talvez um carro.". Opa, opa! Jogue fora minha claquete! Ainda não cheguei no desespero de apelar para um reality show - possibilidade esta que não está totalmente descartada, pois nunca se sabe o dia de amanhã, não é mesmo?!
Voltei para casa, fui correr, fiz meu jantar, liguei a tv... pipoquei os canais... troquei mais um pouco e quando estava quase desistindo, eis que surge Wagner Moura na minha televisão: Roda Viva. Acho que foi o melhor programa que assisti nos últimos tempos. Que artista! Que cidadão! Que humildade! Que currículo! Que cabeça! Que... que... que tudo. Ele foi o único dos tantos famosos que vi desde de que me mudei para São Paulo que me tirou o fôlego, quando girava a catraca para entrar na minha saudosa Competition... Alguém merecedor de palmas e de todos o mérito e propostas que recebe. Hollywood já quer colocar as garras no garoto mas ele ainda não venceu Javier Barden. Marília Gabriela perguntou se vem da televisão sua maior fonte de renda. Ele respondeu que não tem contrato com a Globo justamente para manter uma liberdade de atuação e que quem paga a maior parte de suas contas é a publicidade. "Já levou muito não em teste?". "Quase em todos.". "É sua hora da vingança?" e ele riu. Wagner Moura não precisa mais levantar claquete nem ficar de perfil nem se apresentar para a câmera. Embora haja controversas, modismos e revanchismos, ele é o melhor ator brasileiro da atualidade.
Recebi por e-mail o endereço do site de casamento de minha antiga e querida amiga que se casa no final de novembro. É ignorância minha não saber que se fazia sites sobre os noivos, sua história, cerimônia e lista de presentes? Vivendo e aprendendo...
Hoje meu celular tocou só uma vez para uma feira em Santos. E amanhã o dia está vago. Minha mãe já me cobra por expectativas - eu também não as tenho no momento e isso é um saco! Não sou boa em lidar com o ócio. A maré baixou e espera-se agora uma nova revolução da lua para reerguê-la novamente. Enquanto isso, a sede por baladas tapa os buracos deixados por estes alguns vazios. Mas jajá as festas não serão mais tão eficazes e extasiantes. Espera-se sabe lá o quê... Espera-se.
Boa terça-feira!

sábado, 25 de setembro de 2010

E chegou o fim de semana!

Quinta-feira recebi a feliz notícia de que meu material fora aprovado em uma das maiores agências de atores de São Paulo, algumas semanas após o envio de tal. Esta mesma agência que um dia chegou a me recusar como membro de seu casting... Lidar com a rejeição não é mole, não!
Assim, meu único compromisso do dia era ir até lá, fazer meu cadastro, conhecer os bookers e torcer para começarmos mesmo a trabalhar juntos em breve. Mas para isso, lá se foi toda a tarde entre ônibus, metrô, caminhadinha, metrô, ônibus e muito calor...
Voltei, fui correr, fiz meu jantar e começaram os preparativos para a balada, quando finalmente eu não teria hora nem para ir embora nem para acordar no dia seguinte...
Sexta-feira chuvosa. Acordei às onze da manhã com o telefonema da produtora me avisando que meu cachê dos Brinquedos Bandeirante já estava disponível. Fiz meu almoço e aí começou a jornada no trânsito dessa cidade que simplesmente pára ao derramar das lágrimas de São Pedro. Saí às 13:30h de casa e consegui voltar somente às 16:45h, num trajeto que normalmente demoraria metade desse tempo. No caminho aproveitei para ir decorando um monólogo para um teste no final da tarde de uma novela piloto que ainda não sei direito o que é, como será e que nem botei fé que valeria a pena realmente me empenhar. Lógico que mandei mal, mas enfim... Fiz por desencargo de consciência, já que faltam explicações, falta dar nome aos bois, falta credibilidade, apesar do currículo farto do diretor. Esses projetos independentes, não sei não, viu...
Se lembram daquele longa A Queda Para o Alto onde eu faria uma prostituta? Ainda bem que meu pé permaneceu sempre lá atrás, pois recebemos um e-mail da "produção" outro dia avisando que o projeto está parado devido à falta de patrocinadores e que a diretora de outrora não está mais no comando, adiando tudo pelo menos para ano que vem. Mais do que previsível. E só de pensar que atrizes desesperadas rasparam o cabelo para suas personagens já no segundo encontro do elenco... É bonito mergulharmos na arte, somos atrizes, esse é nosso trabalho. Mas muito cuidado para não dar de cabeça numa piscina vazia. Muita calma nessa hora!
E comecei a pensar sobre testes para emissoras. Monólogo é uma coisa difícil de se fazer... Quanto estive na Record em maio do ano passado, tremi na base, deu branco, pulei texto, troquei palavras, caos total - até porque era uma baita responsabilidade para uma aspirante a atriz sem DRT com apenas quatro peças de teatro e umas propagandinhas ocasionais na televisão no interior de São Paulo... E os testes para publicidade em nada têm a ver com a profundidade de um monólogo... Não posso me apegar à "simplicidade" dos comerciais... O buraco é bem mais embaixo!
Não passei nos últimos testes que fiz, tenho agenda totalmente livre para os próximos dias, temo pelos próximos meses e já começa a dar aquela insegurança novamente. A maré baixou. Agosto e setembro foram incríveis mas sabe-se lá o que me aguarda até o início de 2011... A soma (ano eleitoral + final de ano) é derradeira para os trabalhos em publicidade. Queria ter comprado uma saia incrível mas segurei o cartão. Queria ter jantado um temaki mas poupei uns bons 25 reais. E chega até a dar um apertinho no coração ao pensar no cachê que joguei fora com o Salão do Automóvel. Escolhas. Arque com suas consequências! Mas, paciência! Ambos sabemos que paciência nesse meio é mais do que virtude: é garantia de sanidade!
Acho que estou de TPM. É um famoso período de inchaço, impaciência, pessimismo e vontade de comer o mundo... Amanhã é sabadão e por um lado fico feliz por não trabalhar. Faz tempo que não tenho um sábado para respirar, apesar de que preferia estar ofegante em alguma gravação...
Bom final de semana nublado para você! Tentarei desfrutar de cada segundo do meu, isso se os hormônios permitirem...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sono...

Estava assistindo ao filme Desaparecidas e me lembrei do quanto gosto de Cate Blanchett... aí o sono bateu e quase desisti da postagem de hoje. Anda faltando inspiração...
Acordei antes do despertador, fiz minhas unhas, fiz meu almoço. E então eis que brota um teste para uma editora, perfil procurado: professora. A produtora era perto de casa, o teste simples e rápido e às 18h já estava correndo no parque com uma nova trilha sonora à base de David Guetta, já no aquecimento para o show no começo de novembro do DJ e de Black Eyed Peas. Ingresso comprado!
Outro dia estava na farmácia e reparei na conversa de um garato com seus 7, 8 anos que disse para o pai: "Pai, olha, compra! Colgate Total 12!". Insistindo, a mulher do caixa interferiu: "Você anda assistindo muito à propaganda da Colgate, hein!". E aí entra nossa responsabilidade. Imagine se eu estivesse vendendo Cheetos? Ou fazendo apologia à maconha? Ou cigarro? Saí da farmácia como entrei, uma desconhecida, mas naquela hora deu vontade de dizer: "Mas eu acabei de escovar os dentes!" e ainda terminar com um "Nossa!". Hoje mais uma vez me vi na Sony e é impossível não dar risada... Engraçado.
Além do convite para o teste, meu celular tocou três vezes. Uma para conferirem minha disponibilidade para uma feira bilíngue. "Não estou fazendo mais feiras, por enquanto." Outra de uma colega de trabalho que abriu sua própria agência de eventos, assistiu à Colgate e perguntou se eu ainda fazia eventos. "Confesso que agora estou meio chata, viu, e ando escolhendo os trabalhos que quero fazer...". O dela, de três dias consecutivos, cachê razoável e horário esdrúxulo não me interessava. E por último, uma agência de atores e modelos me recrutando para uma gravação de um hospital na sexta-feira, onde eu seria uma médica. O cachê oferecido era extremamente baixo, ela mesma confessou, mas a princípio aceitei por ainda não ter nada na sexta e enfim, era trabalho, né! Ao me ligar alguns minutos depois confirmando minha aprovação por foto, eu confirmei: "Mas esse cachê é o valor líquido, né?". Não, bruto. Desculpa... mas não vou gravar um dia inteiro para receber menos do que receberia em um evento bilíngue... Já começo a entrar num momento de valorização da imagem. Não vou me vender mais a preço de banana. Foi-se o tempo. Mas fique tranquilo, não chego nem aos pés do estrelismo do menino Neymar. Só peço dignidade, só isso.
E por enquanto são essas as novidades e fico no aguardo da resposta deste teste de hoje. Podia dar certo...
Amanhã me deliciarei sem culpa na minha balada preferida e não tenho hora para acordar... E quanto à agenda, só o dia dirá!
Boa noite!