quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Runaway (Kanye West)
And I always find, yeah, I always find somethin' wrong
You been puttin' up wit' my shit just way too long
I'm so gifted at findin' what I don't like the most
So I think it's time for us to have a toast
Let's have a toast for the douchebags,
Let's have a toast for the assholes,
Let's have a toast for the scumbags,
Every one of them that I know
Let's have a toast for the jerkoffs
That'll never take work off
Baby, I got a plan
Run away fast as you can
She find pictures in my email
I sent this girl a picture of my dick
I don't know what it is with females
But I'm not too good with that shit
See, I could have me a good girl
And still be addicted to them hoodrats
And I just blame everything on you
At least you know that's what I'm good at
And I always find
Yeah, I always find
Yeah, I always find somethin' wrong
You been puttin' up with my shit just way too long
I'm so gifted at findin' what I don't like the most
So I think it's time for us to have a toast
Let's have a toast for the douchebags,
Let's have a toast for the assholes,
Let's have a toast for the scumbags,
Every one of them that I know
Let's have a toast for the jerkoffs
That'll never take work off
Baby, I got a plan
Run away fast as you can
Run away from me, baby
Run away
Doesn't have to get crazy,
Why can't she just run away?
Babe I've got a plan, Run away as fast as you can
Run away from me, baby
Run away
Doesn't have to get crazy,
24/7, 365, pussey stays on my mind
I did it, all right, all right, I admit it
Now pick your next move, you could leave or live wit' it
Ichabod Crane with that motherfuckin' top off
Split and go where?
Back to wearin' knockoffs, ha ha
Knock it off,
Neiman's, shop it off
Let's talk over mai tais, waitress, top it off
Whoes like Hoechers wanna fly in your Freddy loafers
You can't blame 'em, they ain't never seen Versace sofas
Every bag, every blouse, every bracelet
Comes with a price tag, baby, face it
You should leave if you can't accept the basics
Plenty whoes in the baller-nigga's matrix
Invisibly set, the Rolex is faceless
I'm just young, rich, and tasteless
Never was much of a romantic
I could never take the intimacy
And I know it did damage
Plus the look in your eyes, is killing me
I guess you knew an advantage
Cuz you can blame me for every thing
And I don't know how imma manage
If one day you just up and leave...
Alô! Testando!
Acordei na hora do meu relógio biológico, ainda na dúvida se iria no teste na Vila Mariana para um iogurte cujo traje exigido era biquini. Após analisar o inchaço, as picadas de mosquito e o joelho ralado, resolvi enfrentar a câmera e fingir que estava tudo em cima. Confesso que não almocei, dei só uma enganada no estômago, porque aliás, mostrar o corpitcho com biquini e canga - e depois, surpresa!, só biquini - não é mole não! O comentário sobre o mico era geral! Nenhuma atriz ali se encontrava preparada o suficiente para enfrentar a câmera, o texto e os olhares atentos de cinco homens da produção em trajes de banho! A gente faz cada coisa... Ainda na espera, toca meu celular para um outro teste, coincidentemente dois quarteirões abaixo de onde me localizava. Até às 19h. Ótimo! Depois de "caminhar na praia", perguntar "Não vai tirar a canga?" e também responder um "Travou!" sobre meu intestino, saí de lá quase cinco e meia e segui para o segundo teste do dia, após ter recusado um terceiro que era na Bela Vista... Desta vez, era para supermercado. Me entregaram um texto na hora, tranquilo de decorar, falando que segunda-feira é o dia mundial da dieta e eu não entendia porque então legumes e frutas ficavam mais baratos às quartas nos outros supermercados, enquanto nesse, todo dia era dia de comprar barato! Depois de um segundo cachê-teste, saí de lá com o ego amaciado, acreditando que, embora não deva ter convencido de biquini e intestino preso, possa sim vender o "todo dia é dia de oferta"... É esperar para ver.
Hoje não fui correr, especialmente após ver quatro helicópteros sobrevoando o Ibirapuera, e acabamos o dia no shopping - que já está fechando às 23h - cheio até às 22:45h... Estou concorrendo a uma X1 após me presentear com uma linda bolsa! Acho que eu merecia ganhar... Fiz uma estrelinha da sorte no canto direito antes de depositar na urna, já cheia mesmo ainda 3 semanas longe do Natal...
Ontem falei rapidamente com um garoto que conheci em uma agência picareta ano passado. Ele contou que eu já estava famosa e que me via sempre na televisão. Me disse: "Você vai ficar rica! Quer dizer, já deve estar ficando...". Por enquanto, rica de histórias, uma milionária, praticamente!
Agora pouco conversava com um amigo de escola, também unespiano de formação. Abandonou a Psicologia e quer viver de circo - ele é malabarista. Tá vendo, a loucura não é só minha! Me disse que vou longe, que sou fuçada, que acredita no meu sucesso... É bom ouvir isso, não? Mesmo que seja só virtualmente...
E fico por aqui! Já passa das três da manhã e ainda estou sem planos para minha quarta-feira. Acho que o banho de sal grosso me fez bem ontem! Estou tentando tirar de mim tudo o que não me pertence... E para isso, confiança, auto-estima, autocontrole.
Boa noite então! Ou bom dia! Sei lá, boa tarde? Vai saber...
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Segundona!
Enfrentei filas de bancos e mais uma vez, depois de vários meses no positivo, me deparo com a triste realidade da conta corrente no vermelho. Final de ano, minha gente, final de ano...
E lá fui eu para a maratona de mais um teste! Dois ônibus, uma hora e meia de espera, uma frase em espanhol "Por favor, sabes decir me dónde queda el baño femenino?", a mesma em português, chuva, guarda-chuva e outros dois ônibus para voltar para casa, ganhei meu cachê-teste. Mas a maré volta a subir - talvez não chegue a transbordar -, mas o telefone já está tocando com mais frequência do que semanas atrás e a luz lá do fim do túnel continua acesa. Ela não há de se apagar!
Entrei em casa já eram mais de oito da noite, mas eu tinha muita energia e muitas calorias não planejadas para colocar para fora e, mesmo chuviscando, calcei meu tênis e fui enfrentar minha meia hora de corrida no parque e a escuridão da noite. Dei sorte para o azar, disse minha roomie... E sim, eu disse meia hora! Costumava fazer o mesmo trajeto em quarenta e cinco minutos. Passei para quarenta. Hoje completo em trinta minutos. Bom, muito bom! 2010 também foi um ano de condicionamente físico!
O Ibirapuera já está todo iluminado e a gigantesca árvore já inaugurada. É... lá se vão os últimos dias do ano dourado... E pretendo vivê-los intensamente, sem deixar a peteca cair, sem morrer na praia, porque aliás, já nadei tanto...
Pela primeira vez na vida senti a necessidade de tomar um banho de sal grosso. Já expulsei toda a urucubaca no dia 30 de novembro, mas boas energias nunca são demais, não é mesmo?!
Sentindo-me revigorada e pronta pra próxima, seja lá o que isso significa, me preparo para abraçar meu querido travesseiro. Os machucados? Estão cicatrizando. As mãos estão 87%, o joelho esquerdo 94% enquanto o joelho direito, deixe-me calcular... 56%. Recebi novos pedidos de desculpas do diretor da gravação da semana retrasada. Ele me disse que talvez se tivéssemos ensaiado a passagem, isso não teria acontecido. Mas não acredito nisso. Era para acontecer. Por um motivo ou outro, era. Maktub, não é isso?
Boa terça-feira!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Boas vibrações
Minha quinta-feira foi cheia, do jeitinho que eu gosto!
Acordei bem cedo e lá fomos nós, depois de ter cabelo e maquilagem feitos, para a ponte do Shopping Morumbi tirar as fotos do primeiro look do editorial com inspiração na arquitetura egípcia de uma em breve recém-formada em Moda. Tudo na base do improviso, nos trocando dentro do banheiro do shopping, carregando sapatos e cabides para lá e para cá... retoques aqui, remendos ali.
Depois de muita pose, enfrentamos o trânsito da Rebouças para chegarmos à Paulista. E que semana quente! 37 graus marcava o termômetro. Era isso mesmo? Um almoço no Mc Donald´s depois, com as energias recarregadas, e lá fomos nós desbravar a avenida. Até subir na lixeira em plena Paulista eu subi! E fingindo que tudo aquilo ali era normal, que retocar maquilagem na frente do metrô Trianon é normal, que fazer pose na grade da calçada é normal, que subir e apreciar o movimento é normal... A verdade é que de normal não temos nada!
Algumas gotas de chuva, muito suor e vários clicks depois, voltei correndo para casa, tomei um segundo banho do dia, refiz cabelo e maquilagem e fui para o teste mais incrível até então, na Vila Leopoldina, prazer! Se tratava de um texto para apresentadores da TV Bradesco e só atores de alto calão! Em vinte minutos já tinha as falas decoradas, mas lá se foi uma espera de quase três horas... e a espera é ingrata. Quando entrei no estúdio, errei o texto quatro ou cinco vezes. "Respira". Tava na ponta da língua! Eu sabia fazer aquilo e tranquilamente! Fiz. Fiz e gostei. A resposta sai na segunda. E te digo... se desse certo... meu amigo... olha... mais reticências...
Saindo de lá quase dez horas da noite, voltei para casa para o terceiro banho do dia e para a terceira maquilagem e cabelo, mas dessa vez para partyar na já tão citada Kiss ´n Fly. Eu merecia!
Foi um dia e tanto!
Agradeço por estar viva, por me sentir viva. Se os ânimos estão em baixa ou alta, o que importa é que eles estão ali, sem dar passagem para a apatia e para a tão temida inércia. Hoje, após minha corrida no parque, fiquei por uma boa meia hora a observar a vista da lagoa e da cidade. Tenho já tanto a agradecer... Sentir medo, alegria, ter dúvidas... perguntar. Chorar, gritar, sorrir, gargalhar, machucar, perdoar. Querer. Poder. Amar. Isso é vida! Tenho tanto ainda para viver...
It´s not hard to grow when you know that you just don´t know...
Bom final de semana! Restam apenas mais três até o ano diamante!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ah, o casório...
Foi lindo! E acho que só isso bastaria...
O casamento é uma instituição hoje fadada ao fracasso, segundo a crença popular. Se crença ou se fato, sábado presenciei a felicidade de um casal que merece o que o mundo possa oferecer de melhor!
Não preciso dizer que me debulhei em lágrimas - isso já era mais do que esperado - mas eles me fizeram acreditar um pouco mais no amor - e lhes disse isso já no meio da festa. O olhar apreensivo e quase tímido do noivo antes da sua já velha parceira adentrar com o belo vestido branco... foi a coisa mais fofa. Do banco da igreja pude sentir um pouco do frio da barriga do jovem casal. Era como se não se vissem há tempos... era como se tivessem se conhecido ontem. Brilho nos olhos e a promessa do "para sempre". Existe coisa melhor?
A noiva... Naquele altar eu ainda via a criança que tantas vezes brincou de escolinha comigo... A adolescente que ansiava pelo herói no cavalo branco... E hoje já com aliança na mão! Se Príncipe Encantado existe, o dela estava ali. Deu medo de virar gente grande. Daqui um tempo - ela disse que uns dois anos, pelo menos - sei que aquela barriga vai crescer e constituirão uma família. E lá estavam todas as amigas unidas, sorrindo, aplaudindo, algumas já até prometendo datas de seus casamentos... É uma nova fase. Para ela. Para nós. Para mim.
Não sei se um dia vestirei um véu - que não seja de nenhuma personagem de novela das 6, 7 ou 8 - mas sábado foi um divisor de águas de uma turma que ainda reluta em crescer, mesmo estando cada uma a um passo da verdadeira maturidade. Cada uma tem seu tempo, cada uma segue seu roteiro, com diferentes tramas e personagens. Mas que às vezes dá vontade de apertar o forward e saber o final do filme - ou da cena, pelo menos... -, ah, isso dá!
Foi lindo... é, dizer só isso realmente não bastaria!
Acabou!
Prefiro acreditar que a zica vai embora com este mês que acabou de ficar para trás!
Para completar os pesados dias de novembro, há apenas algumas horas arrebentei o meu cordão de ouro. Do nada! Fui apenas arrancar um fio de cabelo nele enroscado quando simplesmente, se partiu!
Também hoje cheguei em casa após um teste e ao tirar o curativo do meu ralado fenomenal, tudo se abriu novamente... Assim, passei o dia manca, sentindo um ardor irritante no joelho e na palma da mão esquerda que me impediram de correr no parque, recebendo caras de "meus pêsames" até na escada rolante do supermercado... Minhas pernas estão dignas de dó!
Além disso, amanheci toda congestionada e já mandei uma vitamina C logo pela manhã.
Não sei se é o modo de se enxergar as coisas ou se realmente o mês foi zicado... Quando supero um obstáculo, outro me derruba. Foi o que disse um amigo, quando escrevi no Facebook: "Nunca fui roubada na Praça da Sé. Nem no Anhangabaú. Nem na Paulista. Nem no Largo Santa Cecília. Mas fui roubada na Kiss ´n Fly! Isso é glamour?!" e ele respondeu: "Não que seja glamour, mas você poderia dizer que sofreu um ataque cleptomaníaco na Kiss 'n Fly... Glamour é mais a maneira como você apresenta as coisas, saca? ;)". Sim, saco. Mas meu mês de novembro não passei com o menor glamour nem boas notícias e não vou fazer média no meu próprio blog.
Pelo menos fui contemplada com um primeiro trabalho no segundo dia do último mês de 2010 e espero que, conforme dizem, depois da tempestade venha mesmo a bonança. Eu preciso tanto, mas tanto...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Segundo dia
Ontem demorei a pegar no sono... Era muita coisa na cabeça, uma mistura de sensações e emoções chamada ansiedade. E às 6:15h, inacreditavelmente, tocou meu despertador.Às dez da manhã chegamos no set de filmagem: Circo Stankowich. Eu não adentrava em um desde a decepção com o Homem Bala em algum picadeiro na Amin Calil em Ribeirão Preto...
Primeira cena: Aline no começo de seu relacionamento quando leva Gregory para trabalhar como eletricista do circo. Segunda: a cena do parabéns no aniversário de dois anos de Samuel. Neste momento o sol estava a pino e o pequeno Samuel no colo, balança daqui, balança dali, um parabéns, dois "E pro Samuel nada! Tudo!", três apagar a velinha... Suei. E provavelmente dei uma distendida no músculo do braço esquerdo, já que me dói como se tivesse puxado uma carroça o dia inteiro... Não tenho o costume de carregar crianças, vocês sabem bem. Parada para almoço. Terceira cena, fugindo da cronologia dos fatos: Aline escrevendo a carta para o Gugu. Quarta cena - que não deveria ser a mais dramática mas por percalços do ofício, foi: Aline brinca com Samuel dentro de seu trailer quando escuta a gritaria sobre o acidente de seu marido. Saio apavorada do trailer, calço meus chinelos e corro em direção ao local. Acontece que... no meio do caminho... juntou-se o chinelo + a corrida + a tensão da cena + a ressaca pós-almoço + a vontade de fazer acontecer e chegamos ao resultado do maior tropeço da história! Dei com meus dois joelhos e as duas palmas da mão no chão. Levanto. Caos. Sangue. Ficou pele no asfalto... É quando você pensa: "*******!". Estava indo tudo tão bem... Depois de uma preocupação geral, recebi os primeiros socorros no local mas acabei indo parar na emergência do hospital que por sorte se localizava na rua lateral ao circo. Soro fisiológico... curativo... lágrimas... risadas... Eu não queria atrapalhar a gravação! Havia toda uma produção e todo um elenco esperando a protagonista que vos fala. Me senti culpada, senti medo de uma futura cicatriz, dúvida sobre o vestido curto recém-adquirido para o casamento de sábado, e senti raiva de... de ninguém, eu caí sozinha, oras! Voltei ao set. Respira. Maquilagem?! Por sorte, a cena até o um segundo antes da queda valeu e fomos para a cena final, a mais temida: a morte de Gregory nos braços de Aline. Após a gravação de um choque extremamente real, que deixou um vizinho preocupadíssimo, corri e gritei pelo meu marido que ia... e se foi. Ofegante, chorei. Tinha muita coisa acumulada dentro de mim, toda uma atmosfera e a cena foi que foi! No momento esqueci do meu joelho pela metade, da minha mão esquerda que ainda arde... Chamei ajuda, gritei e chorei a morte de quem tanto amava. "Corta!". Ainda com lágrimas escorrendo pela face e o coração acelerado, recebi os mais sinceros parabéns do diretor, que olhando em meus olhos, me disse: "Obrigado, Stella. E vou te dizer uma coisa... em 23 anos de carreira, poucas vezes falei isso para alguém, mas nunca vi tanto profissionalismo...".
Assim, vim embora para o Itaim com curativos no joelho direito e na mão esquerda, ralados na outra mão e nos pés, roxos no joelho esquerdo e muita satisfação de ter feito bem o que eu tanto gosto de fazer. Conquistei credibilidade, mostrei serviço e ganhei poderosos contatos na Rede Record. Não sei se zica ou sorte às avessas mas repito: nada é em vão. Nada!
Soro, gelo, Hirudoid, Merthiolate e Dorflex. Acho que por hoje chega! Me voy!
Esse dia fica para a história... Aliás, pesados dias de novembro, não?!
Acho que precisamos de um pé de pimenta e muito banho de sal grosso... Deve ter muito olho gordo em cima da gente. Eu, hein!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Gravação
Chega de bobagem, de paranoia, de papagaiada, de crisezinha! O meu problema eu já descobri qual é: o ócio involuntário da profissão! É isso! Bingo!
E como hoje tive um dia laborioso... deito com a consciência mais tranquila, mesmo sabendo que neste momento inaugura uma super balada sertaneja com show de Fernando e Sorocaba (odeio sertanejo mas adoro Bala de Prata e Ciumenta) e eu vou perder. Mas, ossos do ofício, e uma menina de família deve deitar e dormir em plena terça-feira à noite e não ficar partyando em festas open bar São Paulo afora...
Pela manhã montei minha mala já sabendo que não voltaria tão cedo para casa e fui até a já mencionada grande agência. Vários atores estavam lá para serem entrevistados e terem seus materiais entregues. Não sei no que vai dar. Dedos cruzados!
Almocei num por quilo qualquer e segui para a Record para uma gravação de dois dias que paga meu Blackberry (o roubado...), como protagonista, do quadro Sonhando Mais um Sonho do Gugu. Dentro da van com destino à Praça do Pôr-do-Sol e posteriormente ao Quality dos Jardins, tive o roteiro entregue em minhas mãos. E naquele momento começou a interiorização da personagem...
Vamos lá, a história real: Aline é uma contorcionista de circo que conhece seu futuro marido aos 17 anos. Casam-se e Gregory vai também trabalhar no circo, porém como eletricista. Tiveram seu primeiro e único filho, Samuel e quando este acabara de completar dois anos, Gregory morre eletrocutado. Uma tragédia! Aline então, passando dificuldades, escreve uma comovente carta ao Gugu, pedindo ajuda para consolidar o sonho da casa própria. Ele atende ao seu pedido.
Assim, hoje gravamos a cena em que Aline (eu!) acaba de ter seu bebê na maternidade e embebidos da alegria de formarem uma nova família, resolve dar o nome de Samuel ao pequeno. Foi comovente, embora com um ensaio e um take válido. Me assustei primeiramente quando, ao ter o bebê entregue aos meus cuidados, ele abriu o berreiro. Mas era fome! Uma mamadeira depois, ele voltou aos meus braços que nem um anjinho! Em seguida, aquela sala locada do hotel transformou-se no velório do marido. Nascimento e morte na mesma locação. Coroas de flores. "Saudades". Um caixão. Um ator de maquilagem pálida e algodão nas narinas. Sentimentos antagônicos que levaram a atriz às verdadeiras lágrimas. Tudo aquilo me era muito familiar... Os figurantes relataram que se emocionaram com minha tristeza, abraçada ao pequeno Samuel - agora de dois anos, apesar de o menino ter na realidade uns quase 4... -, que custou a parar quieto e várias vezes, por questão de segundos, quase me tirou da personagem. Um silêncio reinou no set mesmo após o "corta". Respeitaram o meu luto. Recebi os parabéns do diretor, que já conhecia o meu trabalho desde o "Um Homem Chamado Gertrudes". Me senti mais atriz!
Amanhã continua! A locação: o Circo Stankowich. A cena mais temida: a morte do marido... Mais lágrimas virão... Ainda bem que tenho muita inspiração para além do sofrimento de Aline... Experiência de vida ajuda muito nessas horas! Nada é em vão.
Eu preciso entrar logo numa emissora e trabalhar simplesmente t-o-d-o-s os dias! O foco é profissional!
Boa noite! E bom sertanejo para quem foi...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Tempo
Passei o dia discutindo sobre o tempo. Sobre fases. Sobre idas e vindas. Sobre águas passadas. Sobre tempestades presentes. Sobre calmaria futura.
Meu pai hoje completaria 63 anos e pergunto: Como ele era quando jovem? O que ele almejava? O que queria sua geração? O que ele desejava para seus filhos? Será que o mundo já era assim?
Não tive tempo de descobrir essas respostas e hoje tudo o que eu queria era poder falar com ele, tirar pelo menos uma dúvida, que só um pai ou uma mãe podem sanar: o que eu estou fazendo de errado? Acredito que ele lá de cima assista a tudo e julgue com um olhar mais sábio do que nós terrenos... Será que julga? Será que me ajuda? Será que me aplaude? Como é que funcionam as coisas lá em cima? E como é que funcionam as coisas aqui embaixo? Porque eu não ando entendendo muita coisa...
As dúvidas nos fazem crescer, sabe-se bem, mas em um momento onde tudo é interrogação, fica difícil não querer voltar a ser criança e clamar pelo colo de papai e mamãe. Foi-se a fase! Te vira, playboy! Não é assim? Mas eu não queria que fosse assim...
Eu queria as soluções matemáticas, o resultado inteiro de x,y,z sem me preocupar com a cronologia das gerações que hoje são entituladas com letras. Se a Y está assim, tenho pena da Z... Meu irmão decidiu que não terá filhos pois o mundo está podre. Já eu, outro dia, quase incendiei os adolescentes no cinema que não pararam quietos com as gracinhas mais sem graça ao longo de um filme que exigia silêncio. Em um cenário de pandemônio pansexual, onde os significantes são muitos e os significados são parcos, "a estranheza tornou-se universal. Mas se todo mundo é estranho, então ninguém é", disse Zygmunt Bauman.
Devíamos resgatar heróis do passado? Devíamos criar novos? Ou devíamos desistir de vez dos ídolos e nos tornarmos nossos próprios guias? Em um mundo de ambivalências e celebridades, não encontro sumários, nem resumos muito menos bibliografia! Apenas o virar de páginas... páginas ora densas... ora vazias... rabiscadas... amassadas. Fica difícil escutar a voz da experiência. Que experiência é essa, se cada um tem seu próprio tubo de ensaio?
Mas sei que a leitura dessa epopeia continua! Quem sabe até vira filme?! E assim, só poderão criticar aqueles que na frente assistirem a tudo isso quando dirão: "que loucura!" ou "que obra de arte!".
Somos todos Macunaímas e a maioria nem sabe o que é isso...
Perdi uma importante referência masculina em fevereiro de 1994. Sinto falta de um ídolo que não fosse Ayrton Senna...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Senna
Fechei meu final de semana sentada no Kinoplex assistindo Senna e derramando só mais algumas lágrimas...É complicado lidar com a cronologia dos fatos, principalmente sabendo-se o final da história. Assim como em Titanic torcíamos para Rose e Jack ficarem juntos e o navio não afundar... ou assim como se teme a queda do avião sequestrado no 11 de setembro em Voo 93... passa-se o filme inteiro ofegante evitando o martelar do fatídico 1 de maio de 1994.
Me lembro deste dia apesar da pouca idade. Era aniversário de minha mãe. O Brasil não podia acreditar no que acompanhava ao vivo! Em um mundo tão carente de heróis, lá se ia o maior brasileiro...
Competir e ganhar era como uma droga: viciante! Ele sabia dos perigos mas não podia desistir. O gostinho da vitória não tinha nada igual, vitória que ele provou tantas e tantas vezes. Senna era um gentleman! Uma espécie rara... A humildade se estampava em cada sorriso, mesmo pilotando ao longo de sua vida, além da McLaren, jet skis, lanchas e Porshes... E que sorriso! Ao sorrir, fazia todo um país suspirar. Me recordo de almoços de família - em especial de um strognoff na casa de minha avó - para torcermos pela Fórmula 1. Uma vida levada tão cedo... Não era a hora... era? O esporte nunca mais teve a mesma emoção...
Todos saíram do cinema em silêncio. Dezesseis anos depois, o herói e sua trilha sonora ainda comovem... Vale a pena!
sábado, 20 de novembro de 2010
Um adeus precoce e várias lágrimas
Em apenas uma semana de uso, eu já havia desenvolvido uma relação muito próxima com meu Blackberry. Confesso que fiquei meio relutante nos primeiros três dias, evitando descobrir os atalhos e funções, ainda meio atordoada com tanta tecnologia. Mas a partir do momento que vi como rádio é a salvação da comunicação, que falar de Nextel para Nextel de mesmo DDD não custa nada e que bbm é muito mais prático do que ICQ, MSN e SMS juntos, me apaixonei e carregava meu celular como um bibelô... Já havia passado meu novo número para quem interessava e pedido para excluírem o número da Oi. Uma nova era com Nextel!E ontem era um dia de celebração! Primeiro porque escolhi quinta-feira meu dia oficial de balada e segundo porque uma das melhores agências de atores de São Paulo finalmente me ligou para que eu leve meu material e façamos uma entrevista na terça-feira que vem. "Temos te visto bastante na televisão", disseram. Assim, fui para a casa noturna que me acolhe toda semana, especialmente porque não tinha nenhum compromisso nesta sexta.
Depois de muita música e boas risadas, entro no carro rumo a minha cama quando abro a bolsa e não encontro o meu querido Blackberry. Desespero. Conferi mais uma vez. Nada. Revirei a bolsa. Não dava para acreditar! Roubaram o meu Blackberry em plena Kiss ´n Fly! Lágrimas... e quantas lágrimas! Nem havia pagado a primeira parcela... dez ainda virão de um aparelho que agora pertence a algum ladrão... Com raiva de Deus e o mundo e principalmente me martirizando por ter levado meu celular para a balada - o que nunca faço mas ontem pareceu necessário -, cancelei o número e fui dormir já inchada de tanto chorar. Sonhei o tempo inteiro com meu querido, que o haviam encontrado e que tudo não passava de um pesadelo... Mas ao acordar, me deparei com o Ching-Ling sobre meu criado-mudo e constatei mais uma vez o quão triste é a realidade. Pulei da cama, vesti a primeira roupa que vi e resolvi parar de sofrer, passar uma borracha no passado e rumar ao futuro brilhante com um segundo aparelho, enfiando a mão no bolso, fazer o quê! Após andar uns vinte e cinco minutos pela Faria Lima, chego na loja da Nextel e tenho a feliz notícia de que o sistema se encontrava fora do ar, em todas as lojas da cidade. E assim ficou, até às 19h, hora em que fecham as lojas que reabrirão apenas na segunda-feira.
Resumindo... eu me ferrei! Sem ninguém para passar a mão na minha cabeça. Podendo ter perdido algumas ligações nesta sexta-feira. Sem previsão de trabalhos para as próximas semanas. Um prejuízo sem precedentes. "O que posso fazer para te animar?", se preocupou um querido amigo depois de sentir minha tristeza ao longo do dia. "Deus dá em dobro", me disse um outro. Será?
E assim entro com o pé esquerdo no meu final de semana... Após um dia de jejum - eu perdi o apetite, acreditam? -, me atraquei na comida e nas barras de chocolate que há meses enfeitavam nossa mesa na cozinha agora à noite. Não deu para segurar.
E assim entro com o pé esquerdo no meu final de semana... Após um dia de jejum - eu perdi o apetite, acreditam? -, me atraquei na comida e nas barras de chocolate que há meses enfeitavam nossa mesa na cozinha agora à noite. Não deu para segurar.
Complicado... Dog days happen!
Ainda bem que já vou dormir e amanhã será um novo dia, de um novo tempo, que começou... nesses novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Corrida o dia inteiro
Não sei se isso se chama organização ou paranoia, mas sempre fui metódica com horários. E desde que cheguei a São Paulo - o que naturalmente causaria uma pane geral e um natural relaxamento com o relógio - me tornei a pessoa mais pontual do universo. Tá, mentira, confesso não poder competir com os ingleses nem japoneses, mas pontual, eu sou! E isso é uma tarefa árdua, já que a cidade conta com vários agravantes como chuva, trânsito, sequestro, enfim. E hoje estava tudo cronometrado na minha cabeça! Minhas oito horas de sono, meu almoço, meu banho, minha maquilagem, meu cabelo, minha ida até Santa Cecília para trocar os dvd´s book que não vieram exatamente como pedi, minha ida até a Barra Funda e minha viagem até o SBT. Mas... no meio do caminho... a 9 de Julho não andava. E isso ferrou todo o meu cronograma! Chegando no metrô Santa Cecília às 14:35h, eu tinha exatos 25 minutos para ir de encontro aos meus dvd´s, fazer as devidas trocas, voltar para o metrô, andar duas estações e desembarcar na Barra Funda. Ouviu bem? 25 minutos. E nessa vida, meu amor, a gente faz render cada tic-tac do relógio! Corri. Mas corri... Suei. Suei mais ainda. Com os cabelos molhados, desviava das pessoas nas calçadas que de acordo com Murphy pareciam estátuas. Dei alguns empurrõezinhos, levei algumas broncas, mas às 14:57h estava com os pés onde deveria estar. Rádio daqui, rádio de lá (sim, porque agora tenho Nextel e estou sendo muito bem-vinda ao clube!) para saber de onde saía o ônibus de funcionários para a emissora. Quando finalmente consegui achar a bendita plataforma 8, ofegante igual a uma louca desvairada, vejo um Osastur passando ao meu lado. Olhei para ele. O motorista olhou para mim e buzinou, querendo dizer: "Mocinha, você vem?". Continuei correndo. E sim, era o ônibus onde eu precisava subir... Foi embora. Rádio mais uma vez e a agência me passou o caminho alternativo. Subi no trem, passei por estações nunca dantes navegadas, perguntei, procurei, andei, corri e ufa, subi num ônibus em um lugar que não faço nem ideia de onde seja. Desci na estrada. Andei uma passarela. Peguei uma lotação na estrada. Aportei no SBT às exatas 16h. Ninja! Depois de muito respirar e de dar folga para os batimentos cardíacos, retoquei minha maquilagem, comi um Polenguinho para não cair de hipoglicemia e vamos encontrar a produtora de elenco? A encontrei nos corredores, fui levada para uma sala e tenho a grande surpresa de ser novamente apresentada para alguém que já me conhecia de um teste enfadonho de uma outra emissora do ano passado... Coincidência? Mas lhe disse que muita coisa mudou, muita coisa aconteceu, eu mudei! Conversamos sobre possibilidades, entreguei meu material e agora é cruzar os dedos para a introdução da música Black Balloon do Goo Goo Dolls que está no menu do meu dvd agrade a quem assistir! Não sei se esse reencontro foi positivo. Talvez melhor se fosse um produtor novo? Não sei... não sei. Só o tempo dirá! Saí de lá com uma question mark na cabeça mas resolvi não pirar na batatinha. E não vi ali nenhum traço da crise do Senhor Sílvio Santos e do Banco Panamericano. E ainda tive tempo de chegar a um teste na Cidade Jardim que finalizava às 19h... Depois de algumas ceninhas improvisadas, voltei para casa às 20h ávida pelos meus tênis e fui descarregar tudo o que se acumulava aqui dentro: cansaço, medo, ansiedade, carência, esperança... Corri com uma velocidade inédita embalada pelas melhores músicas...Foi um dia e tanto!
Suada, irritada, acabada, mas pontual. Isso sempre!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Voltei!
A sala está escura e iluminada apenas pelas luzinhas da árvore de Natal. Depois de anos incontáveis, montei novamente uma! O feriado foi tranquilo e tivemos tempo de fazer tudo o que planejamos na capital cinza e vazia. E sábado foi dia de almoçar em alguma opção barata pelos arredores de casa e comprar a árvore de 1,5m com todos os efeites que ela merecia, ampliando assim a sensação de "lar, doce lar!" no apartamento do Itaim. Me lembrei das vezes em que eu, criança de tudo, descia sozinha até as Lojas Americanas no centro de Ribeirão para comprar os enfeites que faltavam para animar a casa no último mês do ano. Mas este ano tive companhia! E agradeço por isso! Ligar o pisca-pisca na tomada é um prazer assim que o sol se põe...
Fomos ao cinema, corremos, alguns restaurantes, show gratuito de Jesse Harris e Norah Jones e sua voz aveludada no parque, muita conversa, muita risada, muito sono, muitos sonhos, muita cama... O despertador não teve voz ativa nesses últimos dias! Declaramos a nossa própria independência no feriado de Proclamação da República mas depois voltamos atrás, porque a gente depende de muita coisa... A gente depende de gente. A gente depende é da gente, isso sim!
Sei que ainda é cedo para fazer o balanço de 2010 mas agradeço todos os dias as oportunidades que tive e que graciosamente continuam me aparecendo. 2010 ainda não acabou! Às vezes parece filme e tenho medo de contar vitória antes da hora. Mas para mim, nesta altura da vida, ter esperança já é vencer.
Por que digo isso? Pois amanhã irei munida de meu material todo refigurado e com o coração mais aberto do mundo conhecer a produtora de elenco do SBT. Pode ser uma questão de empatia. De simpatia. De necessidade... E daí, tudo pode acontecer! Às 16h baterei nas portas da emissora que pede arrego...
Passei os últimos dias da semana passada postando meus vídeos da Brinquedos Bandeirante no Youtube, Facebook, Orkut, aqui no blog... Que orgulho!
Me disseram outro dia que autoconfiança era tudo. Para se ter boas ideias, conquistar oportunidades, fechar grandes negócios! E esta eu digo que não perdi jamais! Mas a confiança no outro... este sim pode ser um problema! Mas enquanto isso, continuo a ter a tão famigerada paciência, respiro fundo, procuro acreditar no horóscopo quando a mente se limita ao realismo e não fico parada. Tu dormes e o tempo anda...
Grandes coisas virão!
Em 2011, a coisa vai ficar séria. Eu já disse isso, né? Eis o segredo do Segredo!
Boa quarta-feira!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Palavras ao vento
Nunca o mundo se comunicou com tamanha velocidade como hoje. Nunca pessoas em extremos opostos do globo conversaram com tanta eficiência. Nunca pessoas se viram, mesmo que a léguas e léguas de distância umas das outras, com a exata nitidez que nossas webcams hoje oferecem. Nunca digitou-se tanto. Nunca seu celular tocou ou apitou tanto como hoje toca e apita. Nunca imaginou-se que a disseminação de ideias chegaria ao patamar que hoje se encontra, amparadas em twittadas, blogs, posts, scraps, bbms, SMS, tudo em questão de segundos! No entanto, a palavra perdeu qualidade e se confundiu com quantidade... Digita-se muito. Conversa-se pouco. Entendemos menos ainda...Numa mesa de restaurante: o pai, a mãe e a filha de 3 anos. Uma suculenta massa na mesa, os copos cheios. Os pais trocam algumas palavras - talvez porque o restaurante ainda mantivesse a qualidade da tradição e o prato estivesse de morrer - mas enquanto o almoço acontece, Xuxa se faz presente pelo dvd colocado na frente da criança, sentada em seu cadeirão. Mas era domingo. Almoço de domingo! A Xuxa devia estar com Sasha, na sua mesa de trinta lugares na extinta Casa Rosa, não naquela trattoria. Não dialogando virtualmente com a pequenina, silenciosamente obediente em sua bolha. Por que virtual se não real?
Sala de estar: a mãe e a filha, ambas de banho tomado após um dia laborioso. A mãe assiste atentamente à novela, enquanto escuta-se, a alguns passos ao lado, o tilintar das teclas do laptop que não param. Uma redação é escrita em cada caixa de diálogo, não sabe-se bem o quê nem com quem, mas janelas piscam a cada minuto e uma nova conversa é iniciada. Mãe e filha mantêm-se em silêncio. Uma não sabe do dia da outra. Não sabem dos problemas. Nem das novidades.
MSN: Um aqui outro lá. Escreve-se, escreve-se, hahaha aqui, rs ali, comentários, histórias, convites, elogios. Palavras escritas, não ditas nem escutadas muito menos executadas. Palavras não mencionadas, como se não existissem. De momento. Descartáveis. Fala-se muito e quer se dizer tão pouco... A prática não segue o discurso e sabe-se lá porque então conversa-se tanto.
Mas... conversa-se?
Num mundo de limite de caracteres, as verdadeiras palavras perdem terreno para leviandades e para abreviações internéticas. Estamos já no findar de 2010 mas para mim as palavras ainda machucam. Ensinam. Palavras vendem sonhos. Criam desejos. Transmitem emoções. Contam experiências. As palavras não se perdem já que salvas pela memória, mas nesta sociedade do "novo novo" e da enxurrada de informações, a memória é curta e necessária quando convém. Ouve-se muito e escuta-se pouco.
Mesmo em tempos onde a liberdade de expressão é um conceito basilar da humanidade iluminada, ainda temos que segurar as palavras e manter um jogo de aparências. O politicamente correto ainda policia os pensamentos e sentimentos, e até o chorar é visto como uma fraqueza do sujeito. Assim, como em uma brincadeira de adivinhações, tentamos decifrar razões por detrás das palavras mal ditas, sentimentos mal expressados e promessas não cumpridas. Nem sempre o mundo está preparado para ouvir as suas verdades. Ou as minhas, sei lá. Por que falar se não se sente? E por que não falar se realmente se sente?
E ter um blog me faz pensar: será que devo continuar a escrever, mesmo que guardas rondem minhas divagações e fantasmas gorem minhas convicções?
Prefiro o silêncio às palavras ao vento. Palavras não são lixo. Hoje, as bem ditas são luxo....
domingo, 7 de novembro de 2010
O chá de cozinha
Hoje embarcamos 5 meninas em uma van que supostamente deveria ir completa rumo à fazenda. Cada uma com seu presente em mãos, utensílios utilíssimos para um jovem casal, sem saber direito o que é que nos esperava. Sacrifícios foram feitos, pois foi-se o tempo em que as agendas de tempo e espaço eram mais próximas, mas não poderíamos perder nosso primeiro chá de cozinha por nada. Como eu disse para a noiva, "só se a Globo me chamasse".
Todas muito urbanas, encaixando seus saltos altos no chão de pedra, pedindo repelente contra os mosquitos ávidos por sangue novo, espantando a abelha aqui, tirando o besouro do cabelo, se assustando com libélulas ali e melando com o mormaço que reinou após dias de chuva na região.
Taças cheias, guloseimas por todos os lados e começam as brincadeiras com aquela que em breve, terá um novo sobrenome. Acertar os presentes e quem havia os dado. Errou? Bebe! - de uma caneca de um formato politicamente incorreto que também assustava a avó já preocupada com o que a neta era "obrigada" a tomar. Uma carta da irmã que está longe e lágrimas incontroláveis escorriam pela face da noiva, da mãe da noiva, das primas e amigas da noiva. E bebe "para esquecer" a saudade. Perguntas sobre o noivo e se errar, cadê a caneca? "O que ele mais gosta em você?" e ela respondeu: -"Ah, hoje acho que minha bunda!", enquanto ele docemente respondeu: "O jeito meigo de dizer que me ama"... E dá-lhe risada! A noiva entrou na fonte para pegar um dos três peixes com a mão, dançou no ofurô, teve no corpo desenhos "obcenos" feitos com batom, fez declarações de "como é grande o meu amor por vocêêêê" à mãe e discursos de amizade às amigas ali cativas, relembramos histórias de um passado ainda muito presente, como a dor de barriga na escola, as festinhas escondidas do pai, os amassos escondidos de todos, e assim vai... Resultado final: vodka faz mal a quem só bebe cerveja, pois a noiva passou mal, mas se recuperou e acabou a noite dançando seu sertanejo preferido; beijos, abraços, risadas e lágrimas, que jamais serão demais; laços cada vez mais apertados; quilinhos também a mais adquiridos com tanta pizza, hot dog, churros, cheeseburguer, bolo, cascata de chocolate, frizante, cerveja, refrigerante; aprendizado sobre chás de cozinha; medo de crescer e de repente não encontrar a felicidade que aquela linda noiva desfrutava; indagações sobre amor e casamento; respostas esperançosas.
Ainda me lembro de quando brincávamos de escolinha... da primeira vez que fomos ao shopping e nos sentimos tão adolescentes quando nem seios ainda tínhamos... das colas que eu passava para ela nas provas... das lapiseiras incrementadas com que ela me presenteava... de contarmos nossos primeiros beijos... nossos primeiros amores... E a coisa foi se complicando. Nós continuamos crescendo. E hoje a vejo, com aliança na mão, eufórica com a festa, com o vestido, implorando para ligar para o noivo no auge da bebedeira. Eu sempre soube que ela seria a primeira a casar. Eu sempre soube que estaria ali assistindo, sorrindo e aplaudindo, mesmo com as vidas tomando rumos tão diferentes. Eu amo a noiva. Eu amo minhas amigas.
Amizade, amor e casamento. Que sejam eternos enquanto durem! E que durem para sempre!
sábado, 6 de novembro de 2010
O.M.G!
Quarta regra- vei as apre- sentações para o site da produtora, desta vez sem chuva nem trovoada, apenas com mudança no figurino e o texto ainda na ponta da língua. Assim, acrescento mais um ítem no currículo e mais um material para portfólio. Os passos são curtos mas hei de achar o pote de ouro no fim do arco-íris...
Quinta-feira - que parece um prolongamento do dia de hoje, já que fechei os olhos por apenas duas horas e meia - foi a noite de David Guetta e Black Eyed Peas na Kiss ´n Fly. Incrível. Surreal. Ter Fergie, Will.I.Am, Akon e David Guetta a apenas alguns metros de distância, tocando simplesmente as melhores músicas de balada possíveis e rodeada das melhores companhias na melhor casa noturna de São Paulo não teve preço. Eu quero de novo... Dá para dar replay?
O telefone tocou para alguns eventos - não aceitei nenhum - e para uma terceira chamada de um casting em Santo Amaro para um cartão de crédito que já fiz semana passada e obviamente recebi mais um "não".
A passagem aérea para meu Reveillon em Punta del Leste já está comprada e ao brindar 2011, a história vai ficar séria. 2010 foi o ano dourado. 2011 é diamante. O céu é meu limite.
Depois de demorar duas horas suadas e meladas para chegar até a rodoviária, me encontro agora em terras caipiras - e agora molhadas - até segunda-feira.
E enquanto o mundo dá voltas, piruetas e twists carpados, assisto aos últimos meses de um ano já inesquecível, me surpreendendo com as maravilhas que a cidade grande me oferece: frio na barriga, pessoas, oportunidades, caminhos traçados, sonhos realizados. As coisas mais importantes na vida não são as coisas...
Bom final de semana!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Sun In My Eyes (Myomi)
I’ve got to get out of whatever I’m in
Find a point with my way back to the beginning
I’ve had it up to here with being nowhere near
I’m through with making do,
I’m cutting to a point that’s new
‘Cos I am on the threshold of some brighter thing
Not many understand that all I wanna do is sing
My words hold me in place, they help to keep me safe
Push my back against the wall and catch me, if I fall
Catch me, if I fall
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
‘Cos what goes round comes back around
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
The sun in my eyes...
Find a point with my way back to the beginning
I’ve had it up to here with being nowhere near
I’m through with making do,
I’m cutting to a point that’s new
‘Cos I am on the threshold of some brighter thing
Not many understand that all I wanna do is sing
My words hold me in place, they help to keep me safe
Push my back against the wall and catch me, if I fall
Catch me, if I fall
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
‘Cos what goes round comes back around
With the sun in my eyes and the world at my feet
My love’s in the music, the music’s in me
The sun in my eyes...
Feriado Pro (-dutivo e -longado)
Um feriado tranquilo, de família, Atividade Paranormal 2, churrasco, otorrino, vinho e camarão, melhores amigas, de um inédito "eu te amo" a uma tia-avó que às vezes parece duvidar de nossos sentimentos, de calorosas discussões sobre amor e traição, de fotos descobertas num baú de recordações e de frio na barriga por não saber o que será que será...
Peguei em mãos o primeiro convite de casamento da turma. Está chegando! E não sei se embebida da felicidade alheia ou um pouco mais esperançosa sobre o futuro, folheando uma revista encontrei meu vestido de noiva. Pausa: noiva? É... Essa história toda de casamento, festa, vestido, igreja, alianças e promessas de "para sempre" nunca me convenceu, vocês sabem bem... Mas, como nessa vida nunca podemos dizer nunca, arranquei a página da Hola! referente ao casamento de Mena Suvari e a guardei na última gaveta do criado-mudo. Se um dia... algum sapo virar príncipe, Balenciaga não terá grandes dificuldades de costurar o meu tomara-que-caia.
Assim, retorno à capital já com data marcada de retorno para o interior, sexta-feira, para o primeiro chá-de-cozinha. "Levar traje sensual". Ok!
Sem mais brincadeiras. A vida adulta já começou.
Boa quarta-feira com cara se segunda e gostinho de prematuro final de semana!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Salão do Automóvel
Precisando comprar banana, Polenguinho, maçã, pão e requeijão, tive a coragem de enfrentar a quarta-feira de ofertas no Extra. Stress total! Voei para casa, dei um rasante na cozinha e fiz um almoço milagroso. Às 13:15h entrava no ônibus rumo ao Holiday Inn para fazer meu cabelo e maquilagem para o único dia de Salão do Automóvel. E olha... assim que pisei no Anhembi agradeci aos céus por ter recusado a maratona. Era fato consumado de que eu não iria aguentar nem metade dos quatorze dias... Meninas semi-nuas num pavilhão gelado. Uma pausa para almoço num turno de dez horas. Saltos desconfortáveis na já segunda hora do dia. Rostos de dor já no terceiro dia de mais outros onze. Piadinhas infames aqui, fotógrafos indiscretos ali. "Foque no dinheiro!", disse uma. E o que mais é focado quando o assunto é evento? Os sorrisos são falsos. A saúde é comprometida. Quando adentrei, já vimos a emergência atendendo uma e ouvimos notícias de desertoras. Eu, com apenas cinco horas de trabalho já estou rouca! Que fique claro que respeito - e muito! - essas meninas, mas assumo que eu não tenho mais paciência para ser tratada como um pilar. O dia de hoje foi suficiente. No meu stand, onde eu entregava um vale-brinde no começo do coquetel e o brinde na saída, lá estava um "bixo" amigo de faculdade, que dividiu apartamento com meu ex-namorado, hoje trainne da empresa. A princípio quis me esconder, eu confesso. Me comparei e vi que saia perdendo ali. Mas... perdendo o quê exatamente? O que eu ganhei em cinco horas ele ganha em... deixe-me fazer as contas... um dia e meio de trabalho. Foquei no dinheiro. Afinal de contas, era para isso que estava ali. É para isso que todos nós estávamos ali. E não precisei posar para foto para ninguém.
Cheguei em casa às 23h com o termômetro na casa dos 15 graus, faminta, aliviada. Conheci o Salão do Automóvel.
Boa quinta-feira!
Boa quinta-feira!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O mundo tá louco
Diariamente, assim que começa o Jornal Hoje e eu estou em vias de preparar o meu almoço, uma tensão paira na sala - um pouco mais tênue mas tão real quanto àquela de quando toca a vinheta do Plantão da Globo, sabe? -, como que à espera de péssimas notícias de cá ou de lá do mundo. Estão todos enlouquecendo: eu, você, o jornalismo, a natureza, as pessoas que vi andando na rua falando sozinhas... Mas o cúmulo foi a notícia do Paul virar estátua. A gente luta, sua, sonha e quem vira ícone é um molusco alemão...
E seguindo a linha da loucura, lá fui eu continuar a guerra no mundo das lentes e câmeras. Fiz a prova de roupa do uniforme de amanhã: um vestido preto, no joelho, sóbrio, fechado. Ufa! Enquanto sei que meninas de todo o Brasil estarão vestidas à vácuo durante doze dias no Anhembi, trabalharei apenas quatro horas com a roupa mais comportada, horas essas que pagarão metade do meu aluguel. E o medo se consumou: já perdi um teste amanhã...
Depois enfrentei o segundo ônibus da tarde, já preparada para a mais longa espera num inesperado teste de foto para um cartão de crédito. Doce engano! Diferente da outra vez que estive nesta produtora, esperando por mais de duas horas, cheguei, entrei, cinco clicks e fui embora.
Corri na garoa, fiz meu jantar e já programo o meu feriado em Ribeirão Preto.
Vai dar Dilma então?! É isso mesmo?! É... Que loucura!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Começando a semana
Ontem acabei de escrever, passei meu creme anti-rugas 25+, escovei os dentes e deitei. Virei de lado. Voltei para o mesmo. Deitei de bruços. Joguei fora o edredom. Levantei para ir ao banheiro. Rolei novamente. Levantei pela segunda vez. Pensa daqui, pensa de lá. Banheiro de novo. E quando o relógio se aproximava das 4h da manhã, tive a feliz ideia de deitar no colchão da sala. Fechei a veneziana. E dormi que nem um bebê! Minha roomie não entendeu nada ao acordar... E assim que abro meus e-mails vejo um dela, assustada lá do trabalho, perguntando se estava tudo bem. Agora sim.
Fiz meu almoço e fui para o teste de uma mortadela em Santo Amaro. E que calor, hein! Depois de degustar três fatias e fazer cara de quem gostou para a câmera, garanti pelo menos um cachê-teste. Ao voltei para casa, comecei a ensaiar o texto da gravação do site da produtora de casamentos e a angariar peças para o figurino no armário da amiga. Às 21h estava em fundo croma e mais uma vez de frente para a câmera enquanto a chuva despencava do lado de fora. O estúdio improvisado captou o som dos trovões, dos aviões sobre Moema e das pesadas lágrimas de São Pedro. Por isso, continuaremos com as gravações semana que vem. Vou provar que posso ser uma boa apresentadora.
Acabo então minha segunda-feira com o cachê já em mãos, um temaki e um sunomono no estômago e o corpo debaixo das cobertas que ontem abandonei. Não quero ter insônia novamente.
Amanhã só tenho a prova do uniforme do trabalho de quarta-feira no Salão do Automóvel. Nada mais. E o parque me espera!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Festas e mais festas
Sabiamente, canta Black Eyed Peas em Party All The Time: "If we could party all night and sleep all day, and throw all of my problems away, my life would be easy, my life would be easy...". Meu final de semana - que precocemente anda começando na quinta-feira, foi assim: super easy! Quinta decidi não sofrer até resolver o que fazer com meu moribundo Nckia e comprei um mp3 player de 2G, rosa, a preço pechinchado de 60 reais na esquina de casa. O abasteci com as músicas mais incríveis e fui correr. Como é bom este horário de verão!
Voltei para casa e começamos os preparativos para a 3P4, que se iniciou no Bar Consagrado e acabou às quase sete da manhã depois de um lanche de mortadela na Galeria dos Pães. O saldo da noite foi positivo: novas amizades, risadas, fotos, mais risadas e gargalhadas. No entanto, alguém veio quase a óbito: meu celular, após escorregar da bolsa e cair aonde jamais deveria... Assim, hoje ele se apresenta em estado deplorável, mas pelo menos, recebe ligações. Não sei quem liga até que fale "alô". Não posso ligar para ninguém pois o teclado não funciona. Contatos da agenda? X, y, z. E então preciso pensar rápido, pois existe uma real necessidade de se comprar um Nextel e uma vital vontade de se ter um Blackberry, mas nessas transações, um novo número de celular surgirá - pois não existe portabilidade no rádio - e não poderei, por enquanto, abandonar o chip 11 da Oi. Ó dúvida cruel!
Sem sanar os efeitos da noite anterior, às dez da manhã o despertador toca e lá fui eu fazer um exame médico no centro da cidade para o trabalho de quarta-feira no Salão do Automóvel. Uma hora e quarenta minutos de chá de cadeira, quinze números de senhas chamados no painel quando ainda faltavam 34, levantei e liguei para a agência, pedindo uma resolução mais prática pelo amor de Deus. Fui atendida. Assinei o contrato, venci a burocracia e voltei para casa, já com as horas contadas para a segunda festa da semana no Terraço Daslu.
Enfim... Fomos contempladas com duas das melhores baladas desde que cheguei em São Paulo. Já sábado encontrei amigos da faculdade, terminei a noite com um rodízio de japonês e domingo um almojanta agradabilíssimo nos Jardins. Que vidão! Quem vê pensa que eu posso... É muita boemia. Muita. Mas com consciência e sem jamais deixar os compromissos e princípios de lado. É só um preenchimento das horas vagas e do coração vazio, porque na cabeça o Diabo ainda não entrou não.
Assim, amanhã tenho um teste que já estou torcendo para pegar e a gravação do website à noite. As fotos da Decathlon já começaram a rodar e como o esperado, fotos de biquini deprimem qualquer mortal... Minha tia lá em Ribeirão já guardou de recordação um flyer que recheou o jornal A Cidade. "Vai ter outdoor mesmo?", perguntou minha mãe. Não sei, veremos. Biquini, nunca mais!
Boa semana!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O que vem primeiro: o ovo ou a galinha?
Terça-feira evitei escrever.
Só para pintar o quadro: existem três explicações para que, nos dias atuais, eu durma à tarde: 1-Estar doente; 2-Ter quebrado tudo na balada no dia anterior e ter dormido pouco, especialmente por conta do energético; 3- Estar bodiada. E infelizmente, às 17h me joguei no colchão da sala quando estava prontinha para ir correr no parque para fugir da irritação e acalmar os ânimos que já estavam para lá de desanimados. Puxei uma coberta. E tirei o tênis. Vou dar o histórico da coisa - mesmo que seja, no final das contas, só hormônios...
Acordei quase ao meio-dia. Não tinha porque levantar antes. Mas tudo bem, liguei o computador, baixei músicas novas incríveis que seriam mais incríveis ainda no meu ouvido correndo no Ibirapuera... Dancei na frente do espelho pensando "como é bom ser solteira"... Mandei mensagem para minha roomie, já toda serelepe fazendo os planos das nossas festas da semana. Fiz meu almoço. E o dia estava lindo! Foi quando então, recebi o e-mail adiando a gravação de quarta-feira do website para a semana que vem. Meu único compromisso da semana, adiado... Risquei da agenda, ainda mais vazia. Aí, peguei meu celular para incrementar minha playlist quando vejo que não conecta no computador e dá como alerta "sem cartão". Depois de quebrar a cabeça e pedir ajuda achando que o problema fosse do laptop e reiniciá-lo e atualizá-lo e ouvir, pela milésima vez de quem entende de informática, que já está na hora de eu trocar o meu HP, me lembrei que deixei o meu querido Nckia cair no chão enquanto me alongava após a corrida na segunda-feira, quando provavelmente quebrou ou queimou alguma coisa relacionada à memória do celular, que já tinha a tela rachada de alguma pancada de algum dia de algum lugar... Ou seja, três problemas: primeiro é que preciso de um celular novo e dessa vez, sem genéricos, o que implica gastos extras para uma conta corrente que se desasbatece a cada dia e por enquanto não encontra fontes renováveis; segundo é que não teria música e sem música, impossível correr; terceiro é que sim, estão certos quando dizem que está na hora de trocar meu laptop, que nasceu em dezembro de 2007, já passou por reformas e dá sinais de cansaço - nada dura para sempre, muito menos nessa sociedade do "novo novo". E aí o céu desabou de vez... Já comecei a chorar a falta de trabalho, chorei a conta de luz que veio R$166 e até sobre a solteirice eu comecei a repensar. Sorte no jogo ou no amor, certo? E se eu não estou jogando e nem tenho amor, alguma coisa está errada! Foi quando me afoguei no travesseiro. Era melhor esquecer tudo isso. Deixar passar.
Minha roomie chegou e já viu que o quadro não era dos girassóis de Van Gogh. A penumbra estava mais para a fase azul de Picasso. Acabamos o dia fazendo as compras da semana no Extra e já me estressei mais um pouco com o valor da compra, pondo na balança se tenho o direito de comprar as duas mexericas Decompon deliciosas sem caroço pelo preço de R$7,89 o quilo...
Ai como eu queria alguém para pagar minhas contas - ou ajudar, pelo menos... Eu queria alguém - precisava, na verdade - que me fizesse uma massagem bem feita, pois cada ponto das minhas costas e ombro que aperto, dói... Eu queria alguém que fizesse meu almoço agora - ou me levasse para almoçar... Eu queria um agente que me pegasse pela mão e me abrisse portas - ou pelo menos indicasse em quais bater... Na realidade, eu queria uma boa dose de auto-estima e paciência. Acho que bastaria.
Mas, buscando a felicidade mesmo nas pequenas coisas que nos cercam, chegou a minha já idolatrada Brastemp! Pedi ajuda ao porteiro com a instalação, pois fios, tubos e manuais de instrução me assustam. Mas, mulher independente que sou, já estendi a primeira leva de roupas do apartamento 50 e trouxemos um novo verbo para nosso vocabulário, inutilizado até então: estender roupa.
Agora vos escrevo em plena quinta-feira antes do almoço, já que ontem, depois de ter revisado as minhas terça e quarta-feiras, a internet caiu e perdi todo o texto às 3:55h da manhã. Vocês não imaginam minha alegria... E agora pesei e vi que havia escrito amenidades que não iriam mudar suas vidas, então melhor deixar para lá...
Ontem conversei com um amigo que está no Uruguai para a gravação de um comercial. Perguntei se o cachê era incrível e ele me disse que razoável, pois cinco anos atrás ele tiraria um carro zero com esse mesmo job. É, acho que entrei um pouco tarde nesse mundo das artes! Cinco anos atrás estava lá eu, de aliança de compromisso no dedo e frustrada sentada na carteira de madeira de uma universidade pública estudando a composição dos membros do Parlamento da União Européia.
E hoje vou, como todo prazer e direito, me deliciar na festa de aniversário de Rico Mansur. E não, fique tranquilo, nós não somos amigos. E depois eu revelo, se tudo isso não passa de uma onda hormonal ou se as raízes são mesmo tão profundas quanto me parecem agora.
Depois de todo esse desabafo, me diga: o que ensina O Segredo? Os pensamentos positivos antecedem à conjuntura ou a conjuntura colabora na força do pensamento? É que a minha conjuntura anda meio desconjuntada...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Uma nublada segunda-feira
Costumam dizer por aí que toda crítica é bem-vinda... Hoje recebi notificações no meu e-mail de dois comentários postados sobre a propaganda da Colgate Total 12 no Youtube. São eles: "A pior propaganda já feita em toda humanidade. Mais fake impossível!" e "Este comercial é um belo exemplo de engodo e manipulação. Socorro Conar! Atenção Ministério Público!", vindas de diferentes "críticos". Aparentemente a bomba não caiu diretamente sobre a atriz, além do que, se os efeitos do uso contínuo da pasta de dente são os relatados ou não, não cabe a ela responder - apesar de que eu uso sim Colgate há alguns anos e admito que tenho zero problemas bucais. Menos mal. Mas foram as primeiras críticas azedas que recebo desde agosto, quando o comercial foi ao ar - além do comentário que desceu quadrado de minha mãe quando lhe enviei o vídeo ainda na fase de pós-produção "Você foi para o Chile fazer isso?" devido ao uso do pronome... Se duas pessoas se prestaram a procurar o vídeo no Youtube para fazerem tais apontamentos, o motivo primeiro, provavelmente, é a quantidade de repetidas vezes e de diferentes canais que exibem meu rostinho e meu sorriso para a alegria ou irritação de muitos. Uma vez por dia, pelo menos, alguém comenta comigo sobre a propaganda, seja on line, seja por SMS, e-mail ou por mensagem nas redes sociais. E podem criticar, fazer o quê?! Temos público para isso. E se até Jesus Cristo já foi posto em cheque, por que não a minha propaganda? Mesmo assim, terei eternamente um infinito apreço à Cinemagica Producciones, ao querido dentista, à cidade de Santiago e à quantidade de canais e de exibição. Valeu, galera!A semana começou nublada... Tive dificuldade para sair da cama, ainda cansada da noite não dormida de sábado para domingo e da 1 hora roubada do relógio e do organismo...
Finalmente uma alma caridosa - meu tio - extraiu o trambolho da máquina de lavar quebrada deste apartamento, deixando espaço livre para uma nova, para roupas limpas e para uma harmonia na minúscula área de serviço. Em poucos dias a Casas Bahia entregará minha Brastemp 7kg! Neste meio tempo, choramingando as inexistentes novidades profissionais para titio, recebi o convite para gravar uma apresentação de um website de uma produtora de vídeo de casamentos. E já está lá, marcado na moribunda agenda, quarta-feira na parte da noite! Dois pontos positivos no dia!
Não tive garra para correr meus sagrados quase 5km no parque. A energia estava em baixa, a temperatura idem, nenhuma música agradava meus chatos ouvidos... Caminhei os quase 5km e corri mais uma volta ao inexplicavelmente Gui Boratto me incentivar a aumentar meus passos com a música What a Beautiful Life.
Fiz meu jantar, assisti ao jornal, senti vontade de ferir fisicamente Dilma Rouseff e retomei à leitura de Gustave Flaubert. Todas nós temos um pouco de Madame Bovary - não me referindo à parte do adultério, compreenda: "[...] e praguejava contra a injustiça de Deus; encostava a cabeça às paredes para chorar; invejava as existências tumultuosas, as noites mascaradas, os prazeres insolentes, com todos os desvairamentos que não conhecia e que eles deviam provocar."
Dias com mais inspiração para correr virão!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Felicidade incomoda?
Sexta-feira fiz, talvez até hoje, o teste mais legal! Saindo correndo de umas fotos para um supermercado no Brooklin que não passei, me dirigi para o Bexiga para o teste de vídeo de um shopping de Brasília. Se tratavam de três etapas: a primeira, se apresentar para a câmera; a segunda, interagir com minha própria imagem no espelho, esboçando diferentes reações e indagações sobre auto-estima, paquera e balada; a terceira, sentada numa cadeira giratória, bancar a mulher feliz, independente, que pensa, ri, gargalha, comemora. Um cachê-teste coloriu a carteira e aguardo a resposta amanhã. Ainda não contabilizei a proporção de testes/trabalhos, mas já deixei bem claro que são muitos "não" para escassos "sim", correto? Normal, tá. Isso não traduz fracasso, isso traduz batalha. E ela é diária.Tive um final de semana incrível, rodeada de amigas, novas amizades e histórias improváveis...
Às vezes parece que a vida está sendo gravada e estreará nas telas de cinema - ou pelo menos como um seriado da Sony... Mesmo com a escassez de trabalho e a agenda vazia, posso hoje bater no peito e assumir minha felicidade. No entanto, no mundo dos homens, a felicidade alheia incomoda. A grama do vizinho é sempre mais verde para uma grande maioria, todos sabemos. Mas às vezes chega um ponto em que o verde é tão vivo e brilhante, que o admirador passa a gorar a natureza, torcer para uma seca ou simplesmente evita abrir as cortinas para não se corroer com a altivez do jardim de outrem. Não existe inveja branca. Existe inveja estampada, capaz de colocar amizades e relacionamentos em cheque. Mas não nos incomodemos! Cada um é cada um, cada qual com seu cada qual, para cada um de acordo com suas necessidades e seguimos todos atrás de nossas singulares vontades. E te digo: meus sonhos são do tamanho do mundo mas o mundo é muito grande para se ter como fronteira o gramado da casa da frente. Plante as suas roseiras e fique feliz também pelos meus girassóis, sempre atrás da mais seleta radiação... Há sol e chuva para todos. E nossos filmes - ou novelas, ou curtas, ou seriados - não são, necessariamente, concorrentes da mesma estatueta. Cada um é protagonista de uma obra diferente. Basta saber como seguir o seu próprio roteiro. Por isso cante! Dance! Grite! Uô, uô, uô...
Tenha um ótimo começo de semana! Saberá Jesus o que os próximos dias me reservam...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Uma quinta-feira
Sem grandes emoções, acordei mais tarde do que de costume, já que fiquei pendurada na última postagem até mais de 3:30h da manhã. Fiz meu almoço - um peixe com cebola, pimentão amarelo e manjericão, que modéstia à parte, ficou uma delícia! - e segui para o teste em Alto de Pinheiros. E mais uma vez, chutem meu "papel"? Mãe! E lá estavam alguns possíveis maridos e várias possíveis crianças para a campanha de Natal de um shopping da capital federal. Sorrisão, foto! Meio sorriso, foto! Pose de mãe, foto! Cabeça tombada, foto! Ok, obrigado!Voltei, comprei o presente de aniversário das 20:30h de uma amiga, fui correr e depois de um belo banho, segui para o Higienópolis. Lá fui apresentada a alguns como a "minha amiga do sorriso Colgate" e lá vamos nós repetir a famigerada fala "Mas eu acabei de escovar os dentes!" para os esquecidos se lembrarem de que algum dia, em algum horário, em algum canal, já me viram. Engraçado isso... Enquanto recusava pró-seco, caipirinhas, o pão dos sanduíches, quiches, brigadeiro de colher e bolo, perdi algumas ligações de uma agência ávida para me convidar a substituir uma modelo em um editorial amanhã pela manhã. Mas devido à demora, encontraram uma substituta para a substitura das fotos. E descobri o quão baixo é o cachê de um editorial... Mas é sempre gostoso reunir a mulherada. Mais uma da turma completando meio século de vida... Ainda bem que ainda posso desfrutar da minha idade viada por mais alguns meses...
E hoje não teve balada. Para amanhã fui surpreendida com dois testes de vídeo e achei melhor me preservar, especialmente depois do bendito feriado prolongado...
Não estou inspirada. Hoje não tem rima. Não tem verso. Não tenho muso para o poema.
Boa sexta-feira!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O Retorno
Mas depois de uma semana de exílio, retorno ao meu lugar preferido que antecede minha cama todas as noites. Há tanto para escrever...
Acabei embarcando para o Rio de Janeiro. O acesso livre aos camarins do SWU não rolou, nem as fotos de fast food e nada nem ninguém me segurava na capital paulista. Eu merecia um descanso... Um descanso de verdade, sem cobranças, sem hora marcada, sem grandes expectativas. E as melhores coisas acontecem ao acaso. Acaso?
A peregrinação começou às 23h de sexta-feira, enfrentando o trânsito na chegada da rodoviária e carregando três malas mais uma bolsa na tentativa de não perder o feriado. Em vão... Poderíamos ter evitado a fadiga, já que as filas eram intermináveis, os atrasos homéricos e o desencontro de informações corrosivo! O stress reinava no caótico saguão e nas ainda mais caóticas plataformas. Eita, Brasilzão! São Paulo parava na véspera de feriado e aguardamos por duas horas o famoso 1001 das 23:40h, que chegou e foi embora sem que ninguém ao menos avisasse no alto-falante da sala de espera que era hora de embarcar. Tentei manter o bom humor, afinal de contas, pitis só trazem rugas e palpitações e numa véspera de semana da criança, eu podia me permitir rir da desgraça minha e dos outros, e mais uma vez, no entanto, me arrepender do "barato que sai caro". Fomos encaixadas no ônibus da 1 da manhã que saiu 1:40h mas, um Dramin depois, vimos que o Rio ainda estava de braços abertos nos esperando, atrasadas ou não.
O tempo não estava lá essas coisas, um sol tímido, umas nuvens chatas, uns pingos indesejados, um vento frio... Mas aquela cidade, ai, aquela cidade...! Tanto fato engraçado, tanta história improvável, tanta gente nova, tanto encontro teoricamente impossível! O mundo só recebe de braços abertos quem está aberto aos abraços do mundo. E nós recebemos o afago mais apertado nesses quatro deliciosos dias...
Correr no calçadão - mesmo que me doa, eu confesso - é muito mais gostoso do que minhas duas sagradas voltas no Ibirapuera... E os cariocas... são marrentos, cheios de graça, pluralizam com "xiiis", substituem o "s" pelo "r" merrrrmo, mas algo me diz que um dia paixões concretas virão e não serão com alguéns das terras dos bandeirantes...
Atravessar as ruas do Leblon ao lado de Alexandre Borges e tomando um Yogoberry é coisa de novela. Aliás, quanto Yogo-something... Ir para a 00, dar meia-volta, fazer novas amizades e curtir a Zozô na Urca gastando os dois zeros da balada anterior também não teve preço - literalmente... E o gosto de assistir Tropa de Elite 2 em Copacabana, depois quase ser assaltada por um sujeito de comportamento muito suspeito na calçada do cinema e ainda dar risadas com um dos atores do filme no Baixo Gávea logo após a sessão é incomparável! Um agridoce com toques de especiarias sabe-se lá de onde confundem o paladar maravilhado com tantos acasos... E que delícia ver que brasileiro pode fazer filmes incríveis como este. Wagner Moura e José Padilha merecem os mais calorosos aplausos. Capitão Nascimento já está consagrado no muro dos heróis nacionais.
O salto de asa-delta ficou para uma próxima... Mas não sei se já estou pronta para conquistar a Cidade Maravilhosa... Pedi respostas ao mar e me foi dito que São Paulo tem ainda muito a me oferecer. Não tenho porque ter pressa. A estação final não vai sair do lugar. E a estrada é uma caixinha repleta de surpresas...
O feriado me mostrou que muita coisa é sim possível. E na batalha contra o impossível, hoje tive que regravar uma frase para a locução da Brinquedos Bandeirante e me ligaram para um teste de propaganda de shopping amanhã. A vida, quando recheada de sonhos, não pára.
E mais uma vez o Rio vai deixar saudade... Eu volto... Eu volto!
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