sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Uepa!

E quando tudo - menos os termômetros, a violência na Síria, a crise na Grécia e a greve da PM - parece morno, eis que surge ela: a luz! Depois de passar o dia em busca do famigerado networking e mais uma vez me certificar de que sim, eu tenho estômago para aguentar tudo isso e o que mais, se Deus quiser, virá, eis que vejo duas ligações perdidas e um recado de voz no meu celular. Chega uma hora nessa nossa anti-rotina de testes e trabalhos que já embananamos as datas, esquecemos de tudo e lembramos de nada. E então, mais uma resposta que já havia sido condenada ao esquecimento involuntário da mente bate na porta e diz: você foi aprovada! A famosa marca de cosméticos, que tantas vezes me ignorou nos inúmeros castings que fui às 8 da manhã, me aprovou no teste de foto! Assim, minha sexta-feira será de folga e meu final de semana de muitos flashs! A minha alegria está garantida para um final de semana antes fadado ao fracasso! Minha mãe ficou feliz que o meu mês já está salvo, eu fiquei feliz porque tirei o ego do sufoco e 2012 me deu mais um abraço apertado. Depois de duas cervejinhas e um shitake envoltos pelos choramingos das desilusões de duas grandes amigas, o olho já começa a pesar e a cama começa a chamar. Alguns nasceram para sofrer, alguns nasceram para reclamar, alguns nasceram para esbanjar, alguns nasceram para sorrir, outros nasceram para aprender... Eu nasci para fazer isso tudo. Isso o quê? Viver! Boa noite!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

São Paulo 40 graus, cidade maravilha purgatório da beleza e do caos

Alguém, por favor, me explicaria de onde vem tanto, mas tanto calor? Enquanto a Europa congela, o brasileiro derrete. São Paulo tem atingido temperaturas inéditas para a minha pessoa, causando certa irritação e desconforto, além de um sono altamente prejudicado seja pela janela aberta seja pela janela fechada. Tá difícil... E, com o auge do verão, vêm eles, as saias, os vestidos, regatas, chinelo, rasteirinhas, biquini, praia! Sendo assim, nada melhor neste clima super agradável da capital do que fazer um editorial de inverno para a revista Tricô By Aslan Trends! Com muita bota, cachecol, casacos de lã, calça jeans, legging, ankle boots... Fora o suor que brotava sem o menor pudor, fizemos um trabalho bem legal e lá vamos nós esperar por algum tempo até ver a revista nas bancas para fazer a alegria de mamãe, já que a filha provavelmente estampará a capa. E que Sapucaí, Barra Ondina, que nada! Por mim, apagaria a data da folia e substituiria por dias de branco. Afinal, a calcinha do meu reveillon não foi amarela por acaso. Boa noite!

O "sim" e o "não"

Ela gostava de brócolis. Ele amava macarrão. Ela lia todas as notícias na internet, já ele não ligava pra isso, não. Ela bebia uma cerveja enquanto ele se afogava em reunião. Ela dava beijo molhado, já ele preferia segurar a mão. Ela tropeçava e depois ria mas ele não era capaz disso, não. Ela amava teatro e cinema, em vez disso, ele reprisava os gols do Tostão. Ela tinha todo o tempo do mundo, enquanto ele procurava sempre contornar a situação. Ela sentia o amor mas pensava com a cabeça, enquanto ele agia com a emoção. Ela falava alto se fazendo entender embora também gritasse sem compreensão. Então ela abriu a porta e deu o primeiro adeus com a mão. Mas ela também gostava de macarrão e de salada ele fazia questão. Ele fugia dos beijos, mas quando a beijava, ela perdia o chão. E como ela adorava quando ele segurava sua mão... Futebol é arte e ele queria que ela entendesse sua admiração. Mas ela bateu o pé e disse querer fazer outra coisa em pleno domingão. Ele retrucou sua reclamação e disse palavras terríveis com boa dicção. Foi ele quem dessa vez abriu a porta, aí abriu a boca e perdeu a razão. Ele era mais forte que o Sol e ela mais que toda uma constelação. Eles brilhavam juntos e eram capazes de acender a escuridão. Mas os raios eram tão, tão fortes, que queimavam mais do que vulcão... Por isso ela insistiu e tantas vezes dizia "sim". Mas ele optou por jogar tudo fora e bradou um definitivo "não". Este podia ser apenas um triste poema ou a letra de uma canção. Mas a gente aprende, a vida é uma escola e é assim sim que acaba uma grande paixão...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Palavra

Nem toda palavra é aquilo que o dicionário diz,
Nem todo elogio acaricia como a gente quis,
Um verbo pode ser mal compreendido mesmo que tenha nota de licor de aniz...
A palavra fere, pior que flecha no tendão,
A palavra adoça, melhor do que açúcar União,
A palavra beija com lábios mais felinos que ferrão,
A palavra azeda, é pior que sorvete de limão.
Três palavras são o começo, uma palavra só é "fim",
Um texto pode não ser suficiente, mas aquela frase, ah, aquela sim...
A nuvem parece fumaça mas tem gente que acha que ela é algodão,
Algodão às vezes é doce, mas às vezes é doce não.
Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar,
Mas quando acorda, some mais rápido que onda no mar...
Um abraço é um presente sem laço e um adeus mais destruidor do que vulcão.
Amar...
Quem é que deu essa tal função pro coração?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quanto chocolate!

Foram dois dias acordando mais cedo do que o normal. Foram dois dias de uma família composta por um pai, uma mãe, uma filha de 14 anos e um filho de 7. Foram dois dias de uma atriz de apenas 25 anos sendo mãe de uma garota de 14. Foram dois dias de chocolate branco, marrom, derretido, em barra, bombom, com castanha, sem castanha, com papel, sem papel. Foram dois dias de risadas tão verdadeiras que fizeram dos clicks pura interpretação. Foram dois dias de uma família de produção pouco numerosa, tranquila e deliciosa. Foram dois dias que escutei elogios de quem entende e de quem deveria escutar. Foram dois dias para conhecer alguns tão pouco mas a ponto de criticar. Foram dois dias para se pensar quem sou eu para julgar... Foram dois dias para mostrar um pouco mais do meu trabalho, da minha personalidade e para constatar, pela enésima vez, minha vital alegria de poder fazer tudo isso e muito mais. Fizemos belas fotos! Boa, garotada! PS: entenderam o trocadilho?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Chocolate


Auxiliada pelo blecaute da minha nova, linda e amarela cortina, acordei quando quis. Não precisava fazer nada, já que a página da minha agenda estava vazia. E isso não era motivo algum para alegria. A chuva não deu descanso para o paulistano e o desastre no Rio de Janeiro já espetacularizou demais os olhos dos telespectadores. Eu estava sem saco para a televisão. Resolvi dar uma ajeitada na casa, fiz um almoço qualquer e decidi enfrentar a água indo ao banco - constatando que três cachês continuam atrasados - e depois às compras para abastecer a geladeira. Angustiada sobre o que fazer com o lixo em casa depois de as sacolinhas plásticas terem sido abolidas dos supermercados, culpava a TPM pela raiva e vontade de chorar... A conta no banco estava negativa, eu não achei meu Ades Frapê de Cocô Zero Açúcar em nenhuma prateleira, não conseguia acessar o internet banking do meu laptop e me restam apenas 5 sacolinhas no puxa-sacos... Era o fim de le mundé! Eis que então, surge montada em um cavalo branco uma chamada no rádio com a mais bela notícia do dia: fui aprovada em um dos testes da atribulada terça-feira, para foto de um famoso chocolate! Editada eu já havia ficado várias vezes, mas aprovada em teste de foto... foi a primeira! Dica para a vida: dieta bem feita jamais será em vão! E aí, o sol abriu, os pássaros cantaram, o trânsito se aquietou, o ouro brilhou, o arco-iris nasceu! Não adianta desesperar, Dona Stella... Quantas vezes eu vou ter que repetir?! E aí a corrida pareceu um passeio no parque, minha salada uma torta de chocolate, Atividade Paranormal 3 um blockbuster e minha cama agora, um oásis! Tudo depende do ponto de vista. Boa sexta-feira! E minha página de amanhã não está vazia...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

KIDY CALÇADOS

Feriadinho

O dia amanheceu com cara de feriado! A rua estava silenciosa, o sol brilhava sem o menor pudor e a música já alta logo pela manhã. Cumpri meu ritual pré-teste, tive tempo de colocar as roupas na máquina e saí trajada de social: calça preta e camisa branca. A ocasião pedia. Mas, acredito que nunca antes nos jovens 458 anos de história dessa cidade, alguém clamou tanto por uma praia ou piscina! Calor de matar! E o trânsito nas proximidades do Parque Villa Lobos? E a mais de uma hora que demorei para chegar na produtora? É aquele momento que vocês bem conhecem, quando me pergunto, enquanto a camisa branca já estava toda molhada e amarrotada, os carros andavam na primeira marcha e a galera pedalava suas bicicletas: "Será que isso vale a pena?". E, como nesse país horários são feitos para serem atrasados, meu teste do meio-dia aconteceu quando já passava das três... E então me lembrei, mais uma vez, de que sim, isso vale muito a pena! Às quatro e pouco já tomava minha chuveirada e foi aí que meu feriado finalmente começou... Boa quinta-feira!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Minha terça-feira

E enquanto a segunda foi morna, a página da agenda do dia de hoje (entenda-se terça-feira) esteve lotada! Três testes e antes das 17:30h, eu já tinha cumprido as minhas tarefas profissionais. Ninja ou não? Tudo bem que tive uma ajudinha geográfica, já que não saí do círculo Itaim - Vila Olímpia - Av. Paulista... Mas o dia rendeu e o telefone não parou! E que calor, hein, São Paulo?! Cidade maravilhosa esta que completará amanhã 458 anos de vida, de avenidas, de prédios, de escritórios, de povo, de violência, de pedintes, de favelas, de trânsito e poluição, de luz, de arte, de cultura, de magia, de sonhos. Parabéns, cidade! Um dia disse que iríamos comemorar muito ainda e cá estamos, hein?! Mas, como sabem, feriados para mim quase nunca existem, pois sou pior do que médico de plantão. Assim, na página de quarta-feira dia 25 de fevereiro da minha agenda, lá está um teste às 12h. É dia de branco, bebê! E eu não estou reclamando por isso. Boa noite!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Penedo

As vistas já embaçam devido ao Miosan ingerido junto com antiinflamatório para melhorar meu problema da unha encravada, os quais milagrosamente, ja surtem efeito. Mas não podia deixar de aqui registrar meu final de semana na serra carioca! Depois de negar o convite da minha irmã que há semanas insistia no assunto, comprei a passagem das 23:59h de quinta-feira, tendo então, dois dias inteiros pela frente para desfrutar a família, o mato e a tranquilidade que eles podem nos propiciar. Pão de queijo quentinho no café-da-manhã, bala de coco com brigadeiro, camarão, trilhas, flores, vinhos, restaurantes, cachorros, cachoeiras... Precisava lavar a alma e afogar as mágoas, e a água gelada levou tudo embora. Fugir do concreto me fez muito bem. Já procuro na agenda um espacinho para lá voltar...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Domingo, quero te encontrar... e desabafar... la la la la la...

Domingo nublado. Sem dor na consciência alguma, acordei quando o relógio marcava para além das 13h. Fiz meu café com leite, minha torrada com creme de ricota e comi minha adorada banana. Acho que minha refeição preferida do dia é essa! Pensei no noivado de meu irmão que acontecia naquele mesmo instante em terras longínquas, liguei para de alguma maneira tentar estar lá, senti por não estar e nem isso conseguir, desejei felicidades, desliguei, e liguei a minha música, pois televisão de domingo é a mesma coisa que uva com caroço: não dá! Aí fiz um preguiçoso macarrão com todos os nutrientes que precisava (lentilha, escarola, atum, alho-poró e queijo) e agora mato as horas esperando uma noite especial, sentando-me à beira da cama ao lado da janela, afofando as almofadas e minha foca de pelúcia que, carinhosa e obviamente atende por "Fofó", e abro meu livro. Nos últimos dias, mudei o rumo da leitura dos clássicos e me rendi a um romance de Nora Roberts, Diamantes do Sol, que relata encontros e amores envoltos nas histórias do mundo das fadas nas colinas da Irlanda. Agradabilíssimo até então e já começo a cogitar incluir a Irlanda na minha longa lista de lugares a se conhecer. Há séculos eu não lia em plena tarde de domingo... Para que não pensem que a vida profissional está parada, após uma semana branda e um teste que me fez perder tempo na manhã de quinta-feira, gravei um vídeo interno para um grande banco na sexta-feira, sem grandes segredos nem dramaticidade e fui presenteada com um teste em pleno sábado! Lá onde Judas perdeu os chinelos... Uma hora e quinze de ônibus? Não, não ia rolar... "Táxi!". Igual a Sex and The City, pedi que ligasse o ar condicionado e me levasse ao meu destino pela Marginal que fluía... Em 20 minutos estava lá e fui agraciada pelo diretor não somente com o teste para um papel mas sim, dois! Enquanto o Renê (taxista) cordial e inteligentemente me esperava lá fora, guardei o meu cachê-teste e voltei para casa. - Promocionais R$ 90,00 do táxi (que na verdade daria quase R$120,00) + R$30,00 do cachê-teste + duas horas do dia economizadas + dois bons testes feitos com bom humor e sem suor = é, meu saldo foi positivo! Assim, volto a mais um capítulo das fadas irlandesas e vos asserto de que estou bem! Bom domingo!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O "12"

Há doze anos o Brasil é contaminado pela febre do BBB. Me lembro até hoje BamBam chorando pela vassoura Maria Eugênia, o tombo da Leka, a historinha de amor editada para a vitória de Alemão, a eliminação da Siri, a loucura da Cida, enfim... Acompanhei alguns sim, confesso. E o termômetro chegou a 39 graus de febre no BBB 7! Não perdia um e chegava a delirar! A festa ou o bar da faculdade, só depois de acabar o programa no Multishow. Mas... Cinco anos depois... Fiquei imune. Hoje até tentei assistir à estreia, por curiosidade à minha conterrânea e também para me antenar nos assuntos que certamente dominarão as redes sociais e comandarão fervorosas discussões ao longo de vá lá, três meses... Mas voltei à Sony e me entretive por duas horas no novo Off The Map. Mas agora, aqueçam o pavio curto chamado "paciência" para aguentar os pseudo-intelectuais criticando o programa em voga. "Uma afronta à cultura brasileira", "futilidade", "programa para quem não tem cérebro", "manipulação da mídia", "massificação da cultura", enfim... Gente, entendam de uma vez por todas que ninguém assiste BBB para ficar culto. Ninguém procura ensinamentos de vida - a não ser no discurso dos confinados. Ali é o mais simples entretenimento! A pessoa chega em casa exausta de um dia de trabalho, de trânsito, de teste, de gravação, de estudo ou sei lá do que e quer relaxar e não precisar pensar em nada. Assim como novela, seriados, clips, alguns filmes, músicas e assim vai. É igual criticar o funk, o sertanejo universitário, o pop de Justin Bieber e Britney Spears e exaltar Chico, Caymmi, Pena Branca e Xavantinho... zzzz... Ou atear fogo na Veja e no Estadão e louvar Carta Capital ou Caros Amigos... ZZZZ... Isso já é tão clichê, né, pessoal? Mas bom, deixemos as armas de lado e troquemos a "chatice intelectual" pela liberdade. Cada um lê, ouve, assiste e faz o que quer. Se isso vai tornar o cara um idiota, azar o dele, pô! E para isso, existe o democrático controle remoto. Para quem tem tv a cabo, n opções. Para quem não tem, existem outras, iguais ou até piores, mas outras. Agora, com cabo ou sem cabo, todos tem a opção do on/off e pode então escolher um bom livro para ler. E não precisa ser um dos clássicos de Dostoievski ou Gabriel Garcia Márquez. Leia A Cabana - ou sei lá, Contigo - e tá tudo certo! Ou então, meu amigo, a opção mais barata e saudável: vá dormir. Resumindo: não fiquem enchendo o saco de quem gosta de BBB. Deixa a galera assistir, que que tem? Só não venha infectar as minhas conversas freudianas e pós-modernas com o que acontece debaixo do edredom. Edredom eu tenho o meu e sei muito bem o que se passa por aqui. Afinal, cada um na sua prancha, não é mesmo? E olha a onda, olha a onda (seguido de duas palminhas, em ritmo de axé)! Boa noite!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Chove chuva, chove sem parar...

Desde que meu despertador tocou, a chuva não pára. Ligaram a torneira lá em cima e o chão não seca. Depois de dois testes meio assim meio assado e por isso recusados, passei a terça-feira na frente do computador. Começo de ano para nós é desse jeito! E eu já estava preparada para isso... Pelo menos tenho alguns bons cachês a serem depositados nos próximos dias, caso contrário, faleceria de fome e o banco de sede. Apesar do drama, confesso que a realidade também não é nada romântica. As contas a pagar são simplesmente depositadas debaixo da minha porta e delas não tem como fugir. Um tímido sol dá as caras na janela, mas desaparece como fumaça. Observo os pedestres e todos carregam seus guarda-chuvas e os planos de minha corrida são logo substituídos pela ideia de uma sessão de pula-corda. A preguiça domina mas o tempo não pára. Já é 10 de janeiro! Um amigo me conta que está sem inspiração para escrever. Pede ajuda. Quer escrever sobre o amor. Ai, o amor... "O amor é coisa braba!", respondi. Hoje minha inspiração está como o sol... Que venham dias melhores!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A primeira semana

Para a primeira semana do ano, até que estamos caminhando muito bem! Hoje fiz meu segundo teste, mais um job foi pro ar e o sorriso estampado na cara não dá para disfarçar. Ainda sinto um pouco a ressaca das férias involuntárias e deixo-me deliciar emaranhada nos lençóis tão fresquinhos até onze da manhã, onze e meia, meio-dia... Mas o Brasil se afoga em chuvas, a Europa se debate em dívidas, um conhecido vai parar no BBB, tanta coisa... E enquanto isso, vou inventando o meu jeito de viver. Hoje, por exemplo, arrastei todos os móveis da sala, fechei as cortinas, liguei o som e de frente ao espelho, pulei, finalmente, a corda que tanto demorei a comprar. Uma ótima alternativa aos dias de chuva - assim como aos de preguiça -  que me impedem de subir e/ou descer para os parques. Minha próxima meta é uma caminha elástica para evitar a monotonia e continuar economizando com academia. Afinal de contas, o projeto 2012 é audacioso e a gente não pode parar! Tenha uma ótima noite e desfrute dos seus últimos dias de folga, pois o meu calendário já começou a andar!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

E foi dada a largada!

Para mim, funciona aquela teoria de "se eu não dormi, ainda é hoje". Logo, segundo dia do ano e foi dada a largada! Depois de muito me arrepender por não ter planejado nenhuma viagem bombástica, por desejar a mesma bomba sobre Florianópolis ou Punta del Leste e prometer um próximo reveillon inesquecível, me arrependi pois passei a mais doce virada com aqueles que estarão sempre ao meu lado, por uma escolha iluminada de Deus: minha família. Não precisamos de pompa nem DJ e não era open bar de Veuve Clicquot nem Grey Goose. Mas a mesa foi farta, as taças sempre cheias, volta e meia os olhos ficaram úmidos e os abraços sempre apertados. Voltei para a capital antes do planejado já querendo pôr a vida em dia e pegar logo no batente. Não temos tempo a perder! Primeiro teste do ano ( X )! Primeira corrida do ano, ( X )! Retomada da dieta ( X )! Não sei se 2012 será o ano da minha vida, como muitos andam declarando por aí. Só sei que não estou com medo dos dias que o ano novo trará e o fim do mundo tampouco me assusta. Até porque, se o mundo acabasse hoje, eu morreria feliz e ciente de que o caminho é esse. Assim, minha setlist do dia foi abençoada com um entusiasmo e a certeza de que boas novas virão. Fez o seu balanço do ano que passou? Me disseram que, caso seu ano anterior tenha sido melhor, suas estratégias precisam ser revistas. Desta maneira, continuo com as minhas e procuro por novas, pois não preciso de substituição, graças a Deus! Já é, praticamente, 3 de janeiro e lá vamos nós para o ano mais recheado de feriados prolongados! E que venham as ondas mais enlouquecidas que esse mar já viu! Boa noite!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011

Faltam três dias para o ano acabar. Eu deveria estar exalando inspiração, declamando minha retrospectiva de 2011 e fazendo planos para 2012. Mas por algum motivo, isso não acontece... A chuva trouxe uma noite amena e o fogo ribeirãopretano pareceu apagar. O que também não me ajuda a escrever o último post do ano... Eu não esperava nem mais nem menos de 2011. O que eu esperava era simplesmente, diferente. A verdade é que expectativa é uma grande roubada e do destino não sabemos o que querer nem esperar. Assim, agradeço o ano que passou e aguardo ansiosamente o que o tempo trará. Coisas boas virão, notícias ruins também chegarão, decepções baterão à porta, sorrisos florescerão. Afinal, vida é isso e vestir uma calcinha amarela no reveillon não significa grande coisa, mas pensar em todas as cores da aquarela ao longo dos 366 dias que virão, ah, isso sim faz toda a diferença. A vida é cheia de surpresas! Sendo assim, adeus, meu bom 2011 e surpreenda-me, 2012. As boas lembranças para sempre existirão! E a esperança para as próximas jamais morrerão! Um novo capítulo se inicia e agradeço o apoio de vocês, meus poucos leitores. Não tenham dúvidas de que tudo vale muito a pena quando a alma não é pequena, já disseram por aí... Um feliz Ano Novo! A gente se vê por aqui!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ho Ho Ho...

Acabei de dizer tchau para o Papai Noel! Neste momento puxei a poltrona e me sentei de frente à sacada, de onde vem um vento um pouco mais fresco nesta Califórnia brasileira que parece pegar fogo. E o seu Natal? O meu foi mais triste. A mesa estava menor. Senti saudades daqueles que se foram, deles e dos tempos que também não mais voltarão. Pensei sobre o futuro e temi uma mesa cada vez mais farta mas mais vazia e um coração cada vez mais calejado. Lágrimas que talvez ao longo do tempo secarão... Mas percebi que isso é vida e que continuamos aqui, família, amigos, vontade e esperança, sempre ansiando a próxima festa e fazendo os mais sinceros votos de felicidade para o ano novo que se aproxima. A data não me inspirou para uma crônica, só para desejar o impossível, comer exagerado, abraçar bem abraçado, agradecer o realizado e sonhar o inesperado. Já valeu a pena. Feliz Natal! Ho ho ho...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O ano não acabou!

Três da manhã de 23 de dezembro! Mas ainda não deu tempo de fazer a retrospectiva do ano que acaba. Tem muita coisa acontecendo nesses últimos dias de 2011, outras que ainda podem acontecer e algumas que torcemos fervorosamente mas sabemos no fundo, no fundo, que não vão acontecer... O cansaço roubou minha inspiração mas a semana foi fértil. Já prevendo a comilança das festas, terça-feira refiz minhas fotos com Moisés Pazianotto, já a fim de entrar 2012 com material novo e os objetivos mais altos que o céu. Perdi um teste. Quarta-feira gravei para Ponto Frio, doze horas de gravação em Jundiaí, mas muita risada, velhos amigos e a garantia do aluguel de janeiro. Perdi outro teste - recheadíssimo, diga-se de passagem. E hoje, fui aprovada para a gravação de um vídeo institucional para a TV Beauty, me rendendo um cachê à vista, bons elogios e novos contatos. E ainda tive tempo de nem precisar correr para um teste aqui nas redondezas. Além deste, espero resposta de outros dois possíveis jobs, ainda para antes do último dia deste ano que foi... surpreendente. Decidi que a calcinha do Reveillon será única e exclusivamente amarela. E amanhã declaro folga! Não ainda férias... A mala já está ao lado da porta e a estrada nos espera! Já sinto o calor de Ribeirão e o calor daqueles dos quais tanto sinto saudades. Teremos bons dias para matá-la, enquanto acabam-se os mais radiantes dias que São Paulo já viu... Tenha um lindo Natal!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Contos de Fadas

Contos de Fadas existem ou não existem? Existem nos livros como os conhecemos, com os velhos cinco fatores do roteiro: o príncipe galopando no cavalo branco, o final triste da bruxa má, a reviravolta  e a linda mocinha, o "viveram felizes para sempre"... Mas contos de fadas podem existir sim! Com suas adaptações à realidade, claro... Afinal, pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião! Vou explicar... 1- O príncipe, acreditem, não é perfeito! Não é o sinônino de coragem e destreza, embora possa sempre surpreender no final do capítulo. E nem tem um cavalo branco, pois ele pode ser um cara completamente urbano que dirige um carro sport ou simplesmente anda de busão. 2- A bruxa má... Bom... Nem sempre tem só o final infeliz. Às vezes a coitada esteve a vida toda à beira da frustração e por caraminholas na cabeça, fez o que fez e faz o que faz. Ou então, considerando-se que a maldade e a loucura são inerentes ao homem, talvez ela tenha vivido feliz e morra feliz. Tem gente que se engana. Tem gente que acredita no que convém. Ou que simplesmente não tem a menor noção da palavra "escrúpulo". Tem de tudo nessa vida, pode acreditar... 3- A mocinha. Ai, a mocinha! Não é porque carrega o sufixo "inha" que seja uma alma sofredora e fale mansinho. Pode ter voz grave, sim! E nem sempre é linda, não. Pode ser uma mulher tão mas tão feia que de tão forte e batalhadora, se torne mais bonita do que a imagem no espelho da rainha. 4- A reviravolta! Por essa todos esperamos! Às vezes ela é de 180 graus. Às vezes gira, gira e pára no mesmo lugar. Mas ela acontece. Afinal, a vida não é estática... Pelo menos pela lei da gravidade todos somos regidos. E uma hora tudo vai cair, isso se não girar... 5- Já o "viveram felizes para sempre" é aquela história... Que seja eterno enquanto dure, sabe? Nessa vida só temos certeza da morte e o sempre não existe, desculpa. É só uma palavra bonita que completa os versos da poesia "Amor". Falando nele, ele existe, na ficção e na realidade. Só que é mais complicado do que contam os autores dos livros. Bem mais complicado! Mas enquanto não encontramos nossa fada madrinha nem os anões na floresta, continuamos a escrever nossa vida em prosa. Quem sabe um dia, algum autor romântico não nos transforma em estrofes com as mais belas rimas? Basta não parar de sonhar... Porque se os sonhos param, a vida desmancha como uma casa feita de doces no calor de dezembro... E que calor de dezembro! Boa noite...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Que semana!

O céu da capital está cheio de nuvens neste momento e as gotas de chuva começam a cair. O calor tem sido grande e as emoções também. Acho que o verão chegou! Terça-feira acordei em meados das cinco da manhã para estar na produtora às sete. Sabia que um longo dia viria pela frente, com seis vídeos dos cursos de pós-graduação do SENAC e muito texto a serem gravados... Às seis e meia da tarde recebia palmas pelo job concluído, o abraço da carinhosa produção e os mais gratos "parabéns". Me perguntaram se fiz jornalismo e lá vou eu contar a minha história... Fizemos um bom trabalho! E posso dizer sem nenhuma dúvida que sim, além de atriz eu também sou apresentadora. Voltei para casa exausta mas feliz, pensando no que foi e no que pode vir, já programando o despertador para o mesmo horário no dia seguinte. Não deu tempo para descansar... Sete da manhã de quarta-feira estava eu em outra produtora para a gravação do comercial da escola de inglês UNS. Um belo café da manhã e uma bela chuva matutina depois, bora pra maquilagem e figurino. A maquiladora era uma fofa, já velha companheira de trabalho e pedi que caprichasse nas olheiras. E meu salto era "do peru"! Alguns bons centímetros dos quais ainda sinto resquícios mais de 24h depois... O estúdio! Graças ao Senhor, tínhamos o melhor ar condicionado! E que cenário! Fiquei boquiaberta e animadíssima com o que seguiria. Ao meio-dia, chegou a nossa "estrela", sobre a qual manterei segredo mas que já em janeiro, vocês vão conferir. Depois das gravações do comercial, vieram o institucional e as fotos. Somamos mais de 14h de gravação! O pé chorava de dor mas ela valeu a pena! Muita comida, muitas risadas, muito aprendizado e muito a aprender... Uma trupe enorme e como uma orquestra, cada um cumpre sua função, seja a luz, seja o boom, seja o Codec, seja o fio de cabelo do apresentador, seja o buffet com as portentosas frutas, seja o colar da atriz, seja a entonação do texto, seja a direção de tudo isso, e seja o que Deus quiser! Façamos sempre a mais bela música! Começo a contar os dias para ver estas obras concluídas... Como eu adoro tudo isso! Para hoje planejei o mais absoluto descanso... Coisa que não aconteceu. Um teste na parte da tarde e uma corrida noturna depois, aqui vos falo, ainda o pó da rabiola e já me roçando nos meus lençóis que querem me engolir... Que semana! Tenho tido meses incríveis e a certeza cada vez mais clara de que 2012 será melhor ainda e de que um dia, a estrela serei eu! Boa noite!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vídeo Institucional SENAC

"...Mexe, mexe, mexe com as mãos... pequeninas!"

1997. Meu irmão e eu brigávamos para ver quem dominaria os botões do controle remoto da televisão. Eu queria ver Chiquititas e ele qualquer outra coisa, menos Chiquititas. Puxa daqui, puxa dali, xinga disso, grita aquilo até que a derradeira "Mãe!" entra na história e resolve o conflito. Se uma terça ou quinta-feiras de 1997, minha amiga de infância e eu seguíamos ao clube depois do nosso treino de vôlei, e no vídeo-cassete, meu ou dela, ficava a fita gravando a nossa querida-amada-idolatrada novela. Nenhum capítulo era perdido. Nenhuma coreografia passava desapercebida. Os cd's não saiam do rádio e os posteres dominavam nossas paredes e portas de armário. Guardo até hoje a cartinha que a "Mariah" me respondeu, quando passávamos tardes e tardes escrevendo para o endereço das revistas que faziam fortuna com o sucesso daquela menininada. "Quero ser uma chiquitita!", eu implorava nas páginas do meu diário lá nos confins do interior do estado de São Paulo... Algumas temporadas depois, quando eu já era adolescente e aquilo tudo já perdia a graça, levei minha priminha que ainda era "inha" ao show das Chiquititas. Mas já me achava um pouco velha para tudo aquilo e não engolia as novas personagens. Quantas saudades de Mili, Vivi e Mosca, Cris, Pata, Tia Flávia... E foi neste meio tempo que descobri, definitivamente, que eu queria ser atriz. No século seguinte, ano de 2011. Estou eu, já caminhando para meu terceiro ano na capital. O mundo deu voltas, cambalhotas, twists carpados, pareceu parar, tremeu, pegou fogo, inundou, congelou, um degelo e aqui estamos. E eis que se senta, hoje, à minha frente num teste, uma ex-chiquitita. A gente concorria pelo menos papel. Não hesitei e já mandei uma mensagem avisando minha amiga de infância. Doces lembranças vieram à tona numa tarde de espera no banco de uma grande produtora... Pensei em me dirigir a ela e declarar meu amor pelo seu antigo trabalho. Aí achei melhor não. Até que ela puxou papo, trocamos algumas informações e pensei: "Por que não?". E coincidentemente, ela era a minha personagem preferida... Falei. E não escondi nenhum dos detalhes acima descritos e vi um sorriso de alegria, satisfação e saudades de um tempo que se foi em seus olhos. Me contou de seu casamento no ano que vem e também que uma outra colega da novela será sua madrinha. Uma simpatia! Foi um sonho tardio que se realizou quatorze anos depois. Quatorze anos depois... Um encontro que me fez sorrir e pensar naquele velho e piegas ditado, mas que não falha: "Antes tarde do que nunca.". Eu não fui uma chiquitita. Mas hoje sei que posso ser tanta coisa... E ganhei uma nova amiga no Facebook! Boa terça-feira!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dona Fernanda Montenegro

Hoje à tarde o mundo despencou sobre São Paulo. Como mais do que esperado, o trânsito parou. O paulistano se assusta já ao ver uma nuvem cinza no céu e parece que já pisa no freio. Um pisa e o outro é obrigado a pisar. E assim e não só por isso, ficam todos estancados nas marginais e nas avenidas, e o relógio corre mas o velocímetro não. Viver em Sâo Paulo é um teste de paciência. Mas ao contrário da paulistanada, eu não estava sentada no banco de um carro. Eu estava no meu sofá esperando alguém que estava dentro de um. E com os ingressos de Viver Sem Tempos Mortos nas mãos há uma calculada semana, temia por perder não só quase cem reais (foi-se o tempo da carteirinha de estudante) mas perder também a oportunidade, mais uma vez, de ter a honra de assistir à Dona Fernanda Montenegro. Tic-tac, tic-tac. Buzinas, faróis, semáforos. Mas, como é impossível fazer parte de um congestionamento sozinha, boa parte daquela fervorosa plateia também temia o mesmo que eu. E todos chegamos a tempo! Quer dizer, todos menos dois pagantes das poltronas ao nosso lado, que -sinto muito por eles - nos proporcionaram um ângulo melhor da Nossa Dama do Teatro. Só dela, de uma cadeira e de um feixe de luz, escorados sobre um belo texto de uma rica vida cercada dos mais abastados personagens. Não precisou de mais nada. E ela fez do nada o mais farto espetáculo! Sessenta minutos para refletirmos sobre a vida e a morte, sobre o papel da mulher, para de alguma maneira me identificar com Simone de Bovoir e com o amor e fascinação por Sartre: "Eu sou você"... Refletir sobre a verdade. Felicidade. A liberdade. Uma aula com a melhor professora que a arte poderia me dar. Fernando Leal estava certo. Não há palavras para Dona Fernanda Montenegro. E ah! Passei no teste para comercial de uma escola de inglês! Gravo dia 14 e aviso que vem gente famosa junto... Já é o meu primeiro presente de Natal! Boa sexta-feira! O ano ainda não acabou...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Texto enviado para concurso da Revista Marie Claire ("Quando eu me libertei...")

Às vezes dizer que temos 25 anos parece pouco... "Tem muito o que aprender ainda...", diriam algumas céticas com alguns anos a mais na carteira de identidade. Mas meus 25 anos são inspiradores e se os próximos forem parecidos com estes, a vida já vai ter valido a pena...
Assim, me apresento: sou Stella Menegucci, com meus parcos e já 25 anos, sou de Ribeirão Preto mas moradora apaixonada de Sâo Paulo e sou atriz. Mas para me apresentar desta maneira, muita água passou por debaixo desta ponte...
Sendo a caçula de um quarteto fantástico e criada por uma mãe-pai no interior do estado, já que perdi meu querido progenitor aos ainda 7 anos, cresci muito independente e habilmente exigente comigo mesma. Era a melhor aluna da sala, "precoce", diziam alguns. Frequentadora da biblioteca da escola, pedia livros de presente de aniversário, com boas notas no boletim, sem dar a mínima preocupação para minha mãe. Desta maneira, com o passar dos anos sempre depositaram em mim a confiança de ser no futuro, uma brilhante profissional, bem-sucedida e certamente com um diploma invejável pendurado na parede. Mas a dúvida da profissão sempre rondou a cabecinha de quem vos fala. Jornalista? Advogada? Dermatologista jamais! Mas no fundo, no fundo... eu sabia o que queria ser. No meu diário de 1997, eu inocentemente clamava: "Quero ser uma chiquitita!", ano em que a novela dominava a minha programação televisiva. Mas aquilo era o mais absoluto sigilo! Loucura? Provavelmente. Querer ser atriz? Aos onze anos de idade? Morando na longínqua cidade de Ribeirão Preto? Enquanto driblávamos as dificuldades, nunca tive a coragem de pedir para que minha mãe "jogasse fora" 500 ou 600 reais naqueles "workshops picaretas" de interpretação para tv... Mas no meu mais profundo eu, sonhava em alguém me pegar pela mão e me colocar dentro de uma novela. Insanidade? Sim, a mais completa insanidade! Mas o Colégio Marista (escola a quem devo grande parte de minhas aspirações teatrais) me proporcionou experimentar a tentação dos palcos e me conferiu a facilidade com a oratória. O famoso "bichinho" me picou a partir do momento em que comecei a escrever o primeiro script de uma peça. Peças, sketchs, seminários, apresentações de dança, poesias... Não teve como! A doença "arte" tornou-se crônica. Mas... Os anos foram passando e a palavra "faculdade" tornava-se cada vez mais próxima. E a ambição de estabilidade financeira também. Fora o convite de um querido professor para a propaganda da minha escola, na época já o Liceu Albert Sabin, continuei a vida no interior. 2003. Chegam às minhas mãos manuais de inscrição das famigeradas provas do vestibular. Nesta altura do campeonato, o sonho estava mais do que enterrado e o diário daquela aspirante a chiquitita mais escondido do que barbeiro em casa de pau-a-pique. Mas sem saber qual "X" ali marcar, recorri à ajuda de uma orientadora vocacional. Dez sessões depois, temos como opção Relações Internacionais, seguida de Jornalismo e como terceira e última opção, Artes Cênicas. Mas, convenhamos, ser atriz? No Brasil? Eu? Stella? Do interior de São Paulo dizendo "porrrrta"? Quem pagaria minhas contas? Imagina, seria pobre para sempre, só podia ser alucinação... Assim, visando um "futuro brilhante", assinalei Relações Internacionais. Inscrita apenas nas três aceitáveis faculdades públicas que ofericiam o glamuroso curso, aos 17 anos ingressei na UNESP de Franca. Não sabia exatamente o que significava Relações Internacionais. Nem o que fazer com aquilo. E se eu queria aquilo. Mas era uma das mais conceituadas universidades do país e a oportunidade era única. Confesso que tive preguiça de estudar mais um ano para passar na tão sonhada USP, na tão almejada e ainda distante cidade de São Paulo. Fiquei com a instantânea opção. Assim, montava república em abril de 2004 naquela cidade de 280 mil habitantes. Foram cinco anos de greves, disputas de chapas estudantis, professores picaretas, muita leitura sobre OEA, União Européia, Direito Internacional, Economia Internacional, Estatística, Kosovo, diplomacia, quanta burocracia... Passei cinco anos aprisionada em um curso que não me satisfazia, numa cidade que muito menos... Eu poderia trabalhar no primeiro, segundo ou terceiro setores, já que as Relações Internacionais eram tão abrangentes e me abririam portas onde quisesse. Mas nenhuma daquelas portas me interessava. Fugia toda sexta-feira para Ribeirão Preto, e chorava copiosamente sem ver a luz no fim do túnel, retornando à cidade que me parecia tão fúnebre apenas para o almoço de segunda-feira. Tentei uma desesperada transferência para Sâo Paulo, mas por erros unespianos, me privaram de fazer a segunda etapa da prova, para a qual havia passado em primeiro lugar. Meu destino era ali, não tinha jeito... Resolvi aceitar o fardo depois de um intercâmbio para o Canadá, quando tomei um gás final rumo à formatura. As Relações Internacionais começavam a fazer sentido. Mas o pessimismo e o sarcasmo tomavam conta da minha personalidade. Eu não me encaixava ali. Nem nas RI nem na cidade pequena... Levava os dias com a barriga. Contava as horas do relógio. O tempo era interminável. Minha hora de brilhar era na apresentação dos tantos seminários. Como eu amava! Cheguei a dar aula em escolas públicas para cumprir minhas horas de estágio e era como estar num palco e receber as palmas no final do espetáculo. Eu sentia pena de mim mesma... Os poucos e rasos estudos de mídia me brilhavam os olhos! E o cinema, a televisão e a música nunca deixaram de me acompanhar... Em 2008, último ano daquela que eu considerava a maior tortura de todas, voltei para Ribeirão Preto e tinha janelas na grade afetada pelo intercâmbio de 2006. Aula apenas duas ou três vezes na semana. Minha turma já havia ido embora de Franca e não tinha porque lá continuar. O único brilho que eu enxergava, meus amigos, não estava mais lá. Com isso, comecei a pensar no que fazer com minhas horas vagas. O "sonho" - qual sonho mesmo? - estava mais do que enclausurado, mas despretenciosamente, um dia, anotei um número de telefone num outdoor da cidade que dizia "Curso de Teatro TPC". Resolvi ligar. Resolvi marcar uma primeira aula experimental. Resolvi aparecer, como quem não queria nada, mas me achando a idiota mais completa. Teatro? "Que coisa mais banal...". Quatro horas depois, andava na rua pensando: "Hum, interessante.". Voltei na segunda aula. Um mês depois, me chamavam para um teste de uma peça do repertório da escola, "E Agora, Mãe?". Peguei o papel de mãe. Dois meses depois, me entregavam o pesado script da italianada de "Porca Miséria" e me perguntaram: "Você segura o papel de Miquelina Buongermino"? E como segurei! Depois seguiram mais duas peças, João e o Pé-de-Feijão e o musical "Verdunga - na Terra do Verde-Cinza". E eu comecei a enxergar a tão esperada luz! Era um mundo novo se abrindo e eu finalmente me encontrando. Em um ano, rodei o interior do estado de São Paulo, subi em palcos nunca antes imaginados, levei minha família uma, duas, três, oito vezes ao teatro, para ver uma nova peça e às vezes a mesma peça. Mostrei a amigas que aquilo não era brincadeira. Fui a lágrimas ao ver quase mil pessoas batendo palmas para um drama familiar ou as quatrocentas pessoas gargalhando na comédia política... Me chamaram para um primeiro teste de vt, fiz minha primeira propaganda profissional, na televisão local e foto na Revista VEJA... Mas no desespero pré-diploma, segui o fluxo com aqueles universitários assustados em enfrentar o mercado de trabalho e também me inscrevi em processos de trainee. Depois de provas on-line, inglês por telefone, dinâmicas hipócritas e entrevistas, resolvi abandonar aquela que poderia ser uma segunda prisão: uma vaga numa multinacional. Após perder o sono por várias noites e depois de uma conversa derradeira com minha mãe, enviei um e-mail à Cargill e à International Paper, agradecendo a oportunidade mas dizendo que tinha outros planos para 2009... Ah! Meu TCC? Não tive como fugir... "A Americanização do Brasil Durante a Segunda Guerra Mundial através de Hollywood". Dez com êxito! Canudo na mão, diploma na gaveta, etapa cumprida! E foi quando finalmente me libertei dos meus próprios medos e preconceitos e bati no peito, defendendo não apenas o que era sonho, mas o que sempre soube que era vocação. E me mudei para Sâo Paulo para ser, definitivamente, atriz! Abri mão de uma estabilidade financeira e psicológica para uma recém-formada e mergulhei de cabeça na fantasia da arte. De lá pra cá, quanta coisa! Cursos de teatro, tv, cinema, partipação em longa, curtas, as tantas ciladas, meu tão cobiçado DRT, o primeiro teste, o primeiro teste com fala, a primeira grande propaganda... O resto é história. Hoje sorrio com a mais pura verdade e se choro, na maioria das vezes, é de alegria. O dia-a-dia é duro, sim. Esta é uma carreira para quem disputa maratona e não uma corrida de cem metros. Mas, me faz feliz, me faz realizada, me faz querer crescer e sonhar. E ver o orgulho no sorriso de minha mãe a cada trabalho conquistado, não tem preço... Já diria Guimarães Rosa que a felicidade não está na saída nem na chegada, ela se dispõe para a gente é no meio da travessia. E esta travessia que mais parece uma montanha-russa me faz gritar de alegria e sentir o frio na barriga do adeus à frustração. Ser feliz é fazer o que a gente gosta, onde a gente quer e com quem a gente ama. E hoje bato no peito e vejo como passado as velhas amarras do medo. O sonho é sim, possível. Basta assumir. E acreditar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dezembro

E começamos o último mês de 2011! Hoje, pela primeira vez dos próximos pelo menos trinta dias, recebi os primeiros desejos de "boas festas". Também reparei na portentosa árvore e nos tantos papais noéis que enfeitam um centro comercial aqui do Itaim... Acendi mais uma noite consecutiva a minha árvore localizada no canto da sala, ao lado da tv... As tantas luzes e laços desta época do ano me trazem boas lembranças, felizes esperanças e medo do que acaba e frio na barriga para o que começa. Eu não queria que 2011 terminasse. Ainda. Eu não peguei a telefonia ou o banco que disse que pegaria... Eu não fui chamada para nenhum teste em emissora... Eu não ganhei dinheiro como acreditei ganhar... Apesar disso, fiz inúmeros trabalhos que jamais planejei, conheci pessoas como jamais pensei, reencontrei quem não pensei tão cedo nem cumprimentar, falei o que achei que para sempre fosse enterrar, ouvi e senti o surreal que pareço ainda não acreditar. Enfim... 2011 ainda não acabou e nem foi exatamente como eu esperava. Mas já valeu muito a pena. Que ano! Bom mês de dezembro!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MEU SITE NOVO NO AR!

www.stellamenegucci.com.br

Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante e vermelhão

Nesta mundo sem fio, estar com as antenas sempre ligadas pode fazer toda a diferença. O que se ouve por aí pode ser perigoso, o que se lê pode enganar, o que se vê pode te fazer chorar, mas estar atento aos pequenos detalhes da vida... Ah, é mais que um dom, é uma necessidade! Assim, desde 2009 capto informações aqui, vou digerindo-as ali, ponho em prática onde devo e colho o que plantei, na hora certa, depois da chuva e da seca que só Deus me dá. Porque o fluxo de informações é imensurável! Enquanto escrevo uma frase agora, bilhões de outras pessoas escrevem palavras, outras frases, alguns poemas e até livros. Mas o importante é o que se filtrar dessa enxurrada de fotos, fatos e relatos. E tudo isso para explicar um pequeno grande detalhe do meu teste para o Partido dos Trabalhadores na quarta-feira passada, teste realizado, aprovado e hoje, depois de levantar sofrivelmente às quatro e meia da manhã, gravado! Há pouco tempo atrás, ouvindo as conversas dos bancos de casting - onde apesar de muita abobrinha, tem-se muita experiência ali a ser dividida, muitas histórias a serem contadas e muitas dicas a serem seguidas -, escutei de alguém que muito trabalhava que escolher a roupa do teste de acordo com a cor do cliente contratante, pode ser um diferencial. Dica idiota, a princípio; óbvia até! Tão óbvia que na hora me senti igualmente idiota por nunca tê-la usado. Sendo assim, na quarta-feira não tive dúvidas sobre o que vestir para meu teste: calça jeans e uma regata vermelha! Enquanto dava as quatro versões para o texto, me perguntaram do lado de lá da câmera: "E essa blusa, Stella, foi intencional?". Rá! Mas, ideologias à parte e com a dúvida se a cor realmente ajudou ou não, hoje gravei para o partido e em breve vocês me verão falando em rede nacional novamente. Fica a dica: use o filtro! Boa noite!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fila Night Run - 5km

Cinema em plena segunda-feira

Não, eu não tenho culpa se fui a terceira a fazer o teste e chegar cedo em casa. Não tenho culpa se não passei no teste de quinta-feira, o qual tinha certeza que pegaria, e não tive gravação hoje. Não tenho culpa se meus músculos pediram descanso e também não fui correr. Não tenho culpa se pude ir ao cinema em plena segunda-feira na sessão das 16:30h. Falem o que quiser... Mas Almodovár valeu o meu dia! Se louco ou se gênio, o seu A Pele que Habito me fez pensar em tantas coisas e a duvidar da sanidade da humanidade e da minha própria. Faça valer o seu dia também! E sim, eu amo cinema!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Para Cartões Rendimento VTM

Gravação!

A quinta-feira foi de teste... Horas de espera no teste... Horas repetindo o mesmo texto... Eu e mais um milhão de pessoas, adolescentes, adultos, homens, mulheres, idosos... Mas a sexta-feira foi de gravação! E diria que, de todas elas, a mais rápida. Às dez e meia estava na produtora em Pinheiros para um vídeo interno do Cartão Rendimento VTM. Não precisei madrugar, não perdi o sono, dormi como devia dormir e cheguei como tinha que estar. Por surpresa tive como maquiladora a ótima maquiladora do meu book, um texto tranquilo para decorar e quinze minutos na frente da câmera. À uma da tarde já estava liberada e feliz por ter tido os minutos mais rentáveis da minha vida. Voltei para casa, fiz meu almoço, fui correr, sem grandes planos para a sexta-feira. Foram bons dias! E que venha o final de semana!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Novela mexicana

Às vezes tento achar os motivos pelos quais resolvi fazer o que faço. E um deles, já dizia minha autobiografia datada em 2001, é que eu buscava um dinamismo numa vida fora do comum, sem rotina, sem mesmice, cheia de cores e luzes, com muito drama, ação, suspense, doces e ardentes romances, gêneros que a vida até os 15 anos não proporcionou nas medidas que eu queria. Pois bem, dez anos depois, o cenário é outro, o roteiro virou do avesso, a sonoplastia ficou a cargo do melhor e mais absoluto maestro, o figurino evoluiu, os personagens principais continuam, algumas participações especiais - pouquíssimas surreais -, muitos foram substituídos, alguns condenados ao ostracismo, outros apenas in memorium. Mas a protagonista... Continua a mesma e que não é mais a mesma. E aqui vos falo, de uma vida que sacode, mistura, congela, derrete, condensa e sublima, agora em medidas que eu não mais me proponho a medir. E por isso faço o que faço, falo o que penso, sinto o que gosto, tento não pensar no que não quero. Um script digno de novela mexicana! E quem é que vai ter coragem de dirigir? Mas eu garanto: seria sucesso no Ibope...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Foot Company Natal 2011

O pó!

Vos escrevo sob o mais absoluto cansaço... Às cinco e meia despertava meu querido celular e às 7:15h já estava eu dentro do ônibus da Viação Pássaro Marrom rumo à S. J. dos Campos. Uma hora e meia de viagem e lá revi todo o pessoal tão especial de um ano atrás... Três personagens, cinco looks, mil takes, duas fotos! Acabamos quando já passava de 21h e ganhei de presente um táxi que me trouxe diretamente de lá até meu lar doce lar em São Paulo e um dos sapatos que estará no banner da loja! Feliz, cheguei quando já passava das 23h. Ufa! Às vezes a gente busca a perfeição e não se permite errar, mas ator também tropeça nas palavras, sua, cansa, e por isso faz, refaz e refaz. Somos a arte da repetição. E não há mal algum nisso, viu, Dona Stella? Vi. E amanhã o dia segue com dois testes e um texto que ainda não decorei... Neste momento, estou o pó da rabiola, doidinha para com o ar me dissipar. Chegou a hora! Boa sexta-feira!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os dias

Enquanto os rebeldes sem causa lutam por alguma que nem eles sabem, enquanto ministros se seguram para não dispencarem, enquanto tornado destrói e a chuva afoga as mágoas por aí afora, continuo na minha vida, que de rebeldia tem nada mas as causas seriam muitas, que de política tem tudo, que mágoas foram afogadas e onde um tornado me vira do avesso, sem querer querendo... As novidades profissionais foram parcas nos últimos dias e por isso poupei vocês, queridos leitores, de todas as outras amenidades. Mas a semana caminha bem e tenho a quinta-feira já reservada para uma gravação em São José dos Campos para vehos amigos da Foot Company, naquele velho esquema de levantar às quatro da matina para estar lá às 8h... A gente não pode parar! Boa noite!

domingo, 6 de novembro de 2011

Geléia de Pérola

Se a música colore a vida, minha noite de ontem teve todas as cores da aquarela! Quando Pearl Jam esteve no Brasil pela última vez e eu assistia a transmissão pela televisão, enquanto Ribeirão Preto ainda era muito distante de São Paulo, prometi para mim mesma que na próxima vez, eu estaria lá! E ontem foi mais um daqueles days to remember... Não foi preciso um palco de 360 graus, nem firulas, fogos de artifício ou nenhuma parafernália. No estilo mais grunge, Eddie Vedder levou o Morumbi ao delírio, com sua banda, sua voz, seu olhar dramático, as melhores canções e algumas simpáticas frases em portugês. Décadas se passaram e os caras continuam "os caras"! Assim, completo os três shows que um dia disse que não morreria sem assistir: Aerosmith, U2 e agora... Pearl Jam. E que venham os próximos! "Stay with me... You're all I see... Did I say that I need you? Did I say that I want you? Oh, if I didn't I'm a fool, you see, no one knows this more than me..." E desta vez, eu posso dizer: eu estava lá!

domingo, 30 de outubro de 2011

Gravação para Mmartan

Porque a vida continua...

E enquanto a chuva cai lá fora, depois de dias de calor quase que insuportáveis na capital, a vida continua. Após perder uma foto para um supermercado na sexta-feira passada por motivos no último post explicados, brindei esta semana com duas gravações e dois testes, juntamente com todos os "tim-tins" que eles acompanham: novos contatos, novos amigos, muitas risadas, rico material, contas pagas - algumas delas -, poucas horas de sono e muito cansaço. Quinta-feira, depois de uma abominável noite de insônia, levantei às 5 e meia para pegar o ônibus das 7 e meia rumo a Valinhos para a gravação de um vídeo institucional para as Faculdades Anhanguera. Teleprompter a postos e muito calor dentro do estúdio que não permitia som e ar condicionado ligados ao mesmo tempo. A temperatura passava dos trinta graus lá fora e naquela estufa, conseguimos um bom trabalho! Às 16:45h já voltava para São Paulo, mas tive a viagem alargada por aquele congestionamento básico na Marginal Tietê, e o que levaria uma hora e meia, demorou quase três... Enquanto xingava os tantos carros praticamente parados, recebi a proposta de gravar um piloto para MMartan no dia seguinte. Se topava? Mas é claro! Para isso, dispensei um bom teste para refrigerante, apostando mais num trabalho de verdade do que nos parcos dois, três minutos que normalmente se leva durante um teste perante a câmera. Os planos de corrida foram por água abaixo... Assim, às 9h de sexta-feira, lá estava eu na loja de Moema. Gravamos até sete e meia da noite, revi e conheci muita gente interessante e a semana já tinha mais que valido a pena! Cheguei às oito e pouquinho em casa, calcei meu tênis e enfrentei o parque. Já completava quase duas semanas sem um exercício físico e meu corpo clamava por movimento... E hoje, sabadão, pude dormir até acordar, sem despertador, sem horários, sem maquilagem, sem precisar decorar texto, sem precisar secar o cabelo nem nada. Pude pôr a vida em dia, corri, fui ao cinema... Um dia só pra mim! E assim a vida vai. Caminhando. Com lágrimas, surpresas, com frio na barriga, uma nova dieta, e muitas saudades, como tudo deve ser... Bom domingo!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Melhor Vó do Mundo

Quando um bebê nasce, ele chora e todos os outros sorriem. Quando alguém se vai, todos nós choramos mas ele que vai, sorri. Pelo menos é o que ouvi dizer por aí... Se assim for, neste momento o céu se faz mais alegre e o mundo aqui embaixo um bocado mais triste... Os últimos dias foram uma contagem regressiva da qual, se acreditamos que Deus sabe o que faz, todos nós tivemos que participar. Escrevo agora para ela e pensando nela, ela que nunca pediu prata em seus talheres nem versos sofisticados, mas que eu gostaria que escutasse a poesia mais linda... Ela, que não exigia pudores nem milindres, mas sempre mereceu o mais nobre respeito. Ria das piadas mais sujas ou banais, contava as histórias mais cabeludas - até o momento em que sua memória permitiu... - e criou uma família que tudo junto e misturado, hoje derrama lágrimas por uma saudade imediatamente doída e que teme que não só as tardes de domingo mas o resto de nossos ainda numerosos dias sejam nebulosos e mais solitários. Ela, que observei que me olhava de longe no último domingo enquanto eu desviava o olhar, talvez porque não fosse hora da despedida. Ainda... Ela, que não querendo me dar seu último pote das pimentas cultivadas em sua sacada, me prometeu comprar na feira quando ficasse boa... A criadora do melhor pudim de leite condensado, capaz de fazer os mais suntuosos empórios da capital babarem a seus pés... A cozinheira do melhor feijão, do mais saboroso bacalhau, da verdadeira feijoada. Amante incondicional do truco e da "víspora", senhora da melhor Coca-Cola, e a misteriosa detentora do segredo do melhor e mais simples tempero de salada de todos os tempos. Ela, que me deu a mãe mais linda, a melhor madrinha, a família mais especial... Ela, que com poucas jóias além daquele brinquinho de ouro, carregava um coração de diamante ornado com as mais coloridas pedrarias... Não carregava brasão nem foi notícia de jornal, mas levou o merecido título de "Melhor Vó do Mundo" e valeu por duas, três... Ela que jogou os cinco - ora seis - filhos no mundo, com a raiz na roça e a copa nos céus e aqui todos nós estamos, frutos de seus galhos ramificados e recheados das histórias mais engraçadas e mais despretenciosas, que não exaltam um perfeccionismo, já que ninguém é perfeito, mas que ela escreveu perfeitamente como tinha que ser. Tinha que ser assim. Agora o bastão foi passado para a gente, filhos, netos e bisnetos: suas sementes, seus motivos de orgulho. Mal acostumado... você me deixou... Não vale "eu devia ter feito mais isso" ou "não devia ter falado aquilo" porque traçamos o caminho que devemos traçar, seja ele reto ou tortuoso. Cada minuto foi fundamental. Perto, longe, rindo, chorando, brigando, reclamando, suspirando, descansando. Prometi em pensamento na beira de seu leito, um minuto antes de o fatal alarme apitar, que ela fosse em paz e que nós continuaríamos bem, cultivando tudo aquilo que ela plantou. Entendamos que tudo isso que nos cerca é "matéria" e o resto é lembrança, e esta sim, não se perde com o tempo, não se esvai com a modernidade, não é enterrada a sete palmos. É minha herança mais valiosa. E de você, Vó, guardarei as mais doces lembranças, lembranças desses vinte e cinco anos de convivência, de carinho, de cafuné, e de seus oitenta e dois de história, história que não merece outro nome que não seja "Divina". Ria aí em cima. Agora você pode. Você merece! Um dia a gente vai se encontrar...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

E eu?

Já achei que o mundo estivesse nas minhas mãos, mas tem hora que toda minha autoconfiança escoa pelo ralo junto com ele, que um dia achei que segurasse... É aquela hora que me sinto uma peça reserva de um atribulado tabuleiro querendo entrar para jogar, mas impedida ora pelo técnico, ora pelos adversários, ora pelos jogadores do meu próprio time, ou sei lá, de repente, eu me autoboicoto, vai saber... E a certeza de estar condicionada para as tramas futuras se vai, assim como uma brisa leve na beira da praia. Ficar na reserva não dá mais. Eu nasci com a eterna vontade de ser titular mas tem dias que parece que o jogo não é meu... que o sonho é impossível... que o desejo é pura perda de tempo. E assim durmo hoje com a vontade de comprar a bola e ditar as minhas próprias regras, mesmo se essa partida for uma solitária partida de "Paciência". Jogar é preciso. E o meu medo é que o tempo é curto. Boa noite!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais um!

Depois de mal conseguir me achar no comercial do Beach Park e rosnar por terem cortado o meu close, a noite de quinta para sexta-feira não foi nada agradável. Após receber notícias tristes, as dúvidas que já não eram poucas tomaram o formato de sonhos. Depois de pensar na vida e temer a morte, peguei no sono quando já passava das três, mas acordei com o cabelo todo molhado, os lençóis bagunçados e uma sede absurda às sete da manhã. Quando o relógio marcava minutos antes das oito, o telefone de casa toca, levantei para atender com o cabelo mais bagunçado do que minha cabeça e me ofereciam uma gravação para depois do almoço. "Você está disponível?". Meio-dia e meia estava eu na produtora. Desta vez, fui mãe de uma bebezinha de oito meses para um comercial de calçados infantis. O diretor disse que aproveitaríamos ao máximo o que eu conseguisse tirar da Luiza. Risadas, palminhas, dancinhas, enfim. Um frio percorreu a espinha, pois eu e bebês... hum... No final, eu e a bebê nos demos muito bem (o que não foi difícil, pois ela era uma gracinha e eu tenho sim um "quê" maternal) e às duas e meia da tarde eu já tomava um Toddynho rumo à minha casa já sentindo o prelúdio de dores musculares. Cheguei e arrumei minha mala pouco descrente por querer, na verdade, ter de ficar para as gravações das quais aguardava resposta. Foram todas "não". Almocei qualquer coisa e comecei a maratona rumo ao interior... Mas o final de semana foi delicioso, apesar de ter cada minuto cronometrado para ver todos que queria. Consegui, mas desejando que o dia tivesse 48h... Dei mais beijos naquela pela qual temi dias atrás... Resumi as tantas histórias e os causos da cidade grande... Derramei algumas lágrimas e abracei quem estava com saudade... Revi quem mal lembrava e não senti a menor falta da hipocrisia aristocrata de Ribeirão Preto. Saúde, família e amigos. Esta adição, se apimentada com dinheiro, amor e satisfação profissional, é sinônimo de plena felicidade. Por enquanto a felicidade não é plena, mas começo minha semana feliz, embora já cansada, um pouco desanimada, com chuva e alguns indesejados mas não evitados quilos a mais na balança. Vamos ver o que a segunda-feira me traz... E que sejam coisas boas! Boa noite!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Comercial Beach Park

1,2,3, vai!

Meu Nextel é sinônimo de trabalho e acordar com a notícia de estar mais uma vez editada é bem agradável. Melhor despertador, nesta altura do campeonato, impossível! Levantei, fiz meu café com leite, meu pão torrado com requeijão derretendo, minha querida banana... E o celular não parava de tocar. O meu mundo dos negócios despertou depois do feriado! Que felicidade! E para um dia que não prometia muita coisa, ganhei um teste para dois papéis (principal e coadjuvante), onde tive que correr e cair da esteira... Uma dose tripla de ânimo, um pouco mais de ansiedade, muita chuva e por isso um táxi, e um motivo para escrever este post: a carreira, sim, continua. Desta maneira, os planos de voltar a Ribeirão no final de semana permanecem em suspenso e a agenda... Agenda? O que é isso mesmo? E o friozinho na barriga tá ali, ó... E a vontade de continuar, idem. E que eles não se percam jamais! Boa sexta-feira!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Interrogação

Dizem que tudo o que vem em demasia não é bom. Beber demais, comer demais, pensar demais, sucesso demais, se exercitar demais, vaidade demais, desejo demais. Mas aí vieram os gregos e depois a igreja católica e nos puxaram a rédea para a temperança: nem muito nem pouco sal. E aí lá vem os médicos e indicam o máximo de 5g diárias deste querido elemento da nossa cozinha. Mas... Um bacalhau bem salgadinho é muito bom, não é? E um rodízio - seja de carne, seja de pizza ou comida japonesa? Me rendi a esse excesso hoje e ainda não me arrependi. Mas... e sentir demais? Isso é um problema? Ou o problema é falar o que se sente demais? Eu acho que descobri que falo muito. E que também sinto demais. Mas se em boca fechada não entra mosquito... E a dualidade é tão gritante, que a palavra "demais" toma imagens tanto pejorativa como positiva: por exemplo um namorado que diz para a namorada depois de um ataque de ciúme: "Chega! Isso já é demais!". Agora observe outro sentido da palavra em questão: "Ela é demais!", diz o namorado apaixonado para os amigos sobre sua querida donzela. Sendo assim, não chegamos a conclusão alguma sobre a personalidade dessa tal demasia. Só sobre a crueldade da temperança... Ser feliz demais é bom, só não é bom para os invejosos de plantão... Amar demais e ser correspondido é ótimo, disso ninguém duvida... Ou algum chato vai lá puxar a orelha do casal e dizer: "Pessoal, amem menos!"? Apesar de que tem chato pra tudo nesse mundo... E o pior é que falam. E muitas vezes a gente ouve. Outras vezes a gente teria que ouvir, mas entra por aqui e sai por ali... É... Enquanto isso, o anjinho e o diabinho duelam noite e dia e o placar segue empatado. Ufa! Empate é equilíbrio! Tá feliz, Platão? Basta ser esperto o bastante para saber qual ouvir e quando ouvir. Ó dúvida, ó céus! Ia escrever "boa semana", já que o feriado teve cara de domingo, mas me resta apenas te desejar uma boa quinta-feira! E cuidado com o sal, hein...

domingo, 9 de outubro de 2011

Interpretação

A vida não é exata. Não se tem um gabarito com as respostas corretas. Não se respeita um roteiro com sequência de cenas. Não existe manual nem unidade. A verdade é que é tudo muito relativo e uma palavra, um insignificante gesto ou um pequeno ato podem ocasionar um terremoto do outro lado do mundo. Tudo depende da interpretação nesta nossa teoria do caos. Eu sou responsável pelo o que falo e faço, mas você é quem isso interpreta. E como a humanidade tem problema de interpretação...! Desta maneira, fofocas tomam face de realidade, amores são impossíveis, amizades termitentes, uniões desfeitas, guerras são travadas, famílias despedaçadas. Mas a gente não pode desistir. A gente tem que se fazer entender. A gente tem que procurar compreender. A gente tem que não só falar, como também sentir e fazer. E surpresas funcionam como o bater de asas de uma borboleta lá de longe, trazendo um vendaval para a parte de cá do planeta. Mas o vendaval vai embora e por aqui ficam as mudanças, que transformam nossa história e nossa geografia e ocasionam uma imediata reação química. E assim a gente evolui e percebe como muitas vezes a gente é bobo. Percebe como a gente perde tempo à toa e como mágoa não funciona pra nada. E digo isso simplesmente porque o relógio não pára. Não pára, não pára, não pára não... Mas assim a gente vai, pouco a pouco, batendo cabeça e chorando aqui para gargalhar ali, buscando calcular o incalculável e completando as linhas tão tortas e inteligíveis desta matéria obrigatória chamada "vida", onde os melhores alunos são aqueles capazes de sentir o vento e entender que tudo está sempre em movimento. Parar é para os fracos. E a caminhada é longa... Boa semana!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Armas e Rosas

O motivo do meu sono prematuro de hoje foi o tardio show do Guns N' Roses de ontem. A expectativa era grande de rever um ídolo que não é originariamente meu, mas se tornou um dos por ser originariamente da minha irmã mais velha, afinal de contas, nasci apenas um ano antes do lançamento de seu primeiro álbum. Confesso que critiquei, taquei pedras e me decepcionei por ver o que os anos fizeram com Axl Rose. Roubaram a potência inconfundível de sua voz... a forma daquele corpo antes esbelto e todo tatuado, que cabia perfeitamente num shortinho branco, mas ontem coberto por uma capa que mais o fazia parecia o Inspetor Bugiganga... o fizeram perder o rebolado e dançar como tiozão - o que ele hoje, querendo a gente ou não, o é... curiosamente o fizeram perder a sobrancelha (por que Axl Rose está sem sobrancelha?)... levaram a viçosidade de suas inconfundíveis madeixas... e fizeram-nos sentir saudades de tempos que jamais voltarão. Mas o que os anos não fizeram foi apagar a áurea da banda que fora considerada os Rolling Stones de uma nova década e nem minhas lembranças dos pôsters grudados na parede do quarto, dos clips da MTV e das fitas cassetes - todas! - guardadas na gaveta. Me arrependi por não ter feito parte daquela ensopada multidão... Entra ano, sai ano, mas o arrepio continua ali, mesmo com um acorde desafinado, um rebolado enferrujado e um cabelo ressecado, acompanhando aquelas músicas que eu ainda tão criança já cantava: November Rain, Welcome To The Jungle, Paradise City, You Could Be Mine, Patience... Tenho ciúme das lembranças alheias, porque cresci querendo que Guns fosse só parte das minhas. Mas não tem como negar, os caras serão para sempre, muito "foda"!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Começar de novo!

Novo mês! Nova semana. Banho de sal grosso. Nova cor de esmalte. Novas expectativas e muita coisa jogada no lixo. A gente acha que aprendeu, promete que não vai fazer mais, promete que vai fazer menos, falar menos, mas de repente, a quantidade transborda e a consciência pesa a ponto de até seu horóscopo te dar bronca e dizer, coincidentemente, que: "Preste atenção aos sinais de seu corpo indicando o que não está bem. Tente descansar mais e se alimentar melhor.". Não me interessa se o CQC começou sem o Rafinha Bastos, nem se Julia Petit está dando dicas preciosas de maquilagem. Eu escolhi me recolher no meu quarto, voltar ao meu blog que estava às moscas, colocar os tantos pensamentos que se esbarram, cruzam, brigam e se acasalam no papel, retomar à leitura abandonada do retrato de Dorian Gray e dormir cedo, do jeitinho que meus olhos pedem. Escolhi também hoje sentar no banco da igreja, mesmo que eu não tenha religião, e agradecer por tudo e pedir por um pouco mais. Mas a agenda da semana já começou diferente e faltam três meses para o final do ano. É hora de pensar mais, falar menos e fazer o necessário. E o que não presta, a gente deixa pra trás. Já o ouro, a gente não entrega jamais! Bom mês de outubro! A gente se vê por aqui!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Depois de um final de semana

Eu deveria estar com sono. A noite passada demorou a engatar e os pensamentos não me deixaram em paz tão cedo... Observei o relógio rodando e olhe ele agora lá de novo, com o compromisso de me acordar antes das sete da manhã para um teste para uma marca de cosméticos. Acabei ficando para o teste de sábado - que acredito ter sido uma sábia escolha - e consegui chegar em Ribeirão às 18:30h. Vinte e quatro horas depois, não consegui fazer metade do que pretendia, mas fiz o primordial. Dei três beijos longos em quem temo não mais ver e segurei o choro acreditando que outros beijos virão. Outros beijos sim, virão. E ao chegar novamente nessa selva que tanto amo, senti um frio na barriga que há algum tempo não sentia. E a mistura de medo, saudade, segurança, insegurança, esperança, ansiedade e excitação retorna, numa alternância inclassificável entre Cisne Negro e Cisne Branco. No entanto o importante é, mesmo com a cor indefinida, continuar nadando nessas águas que hoje gentilmente, eu chamo de "meu lago" mas que de calmo, tem absolutamente nada... Boa semana!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Estou de volta!

Depois de um e-mail preocupado, perguntando se eu tinha desistido dessa vida, passei a tarde me culpando por ter desaparecido tanto tempo sem deixar vestígios... Mas estou vivinha da silva, pessoal! Só me ausentei por falta de causos, dramas e aventuras - profissionais, diga-se de passagem - e porque contar o bê-a-bá, convenhamos, não dá mais! Mas hoje foi um daqueles dias dignos de postagem no blog! Desde a semana passada estava agendada esta minha gravação de hoje através de um daqueles testes que você faz, vai bem e não sabe porque jamais foi chamada. Mas como o "jamais" nem sempre tem significado infinito, ressalto aqui que todo teste vale a pena (viu, senhores jovens atores?)! Sendo assim, depois de horas do Nextel fora do ar ontem à noite, programei meu Ching-Ling quase esquecido para despertar sofrivelmente hoje às 5:20h da matina, para que às 7h eu já estivesse em Santo Amaro. Fui dormir um pouco triste por saber que as horas de sono seriam curtas, mas, ossos do ofício! De repente... escuto barulhos de carro e uma luminosidade entra pelas frestas da janela. Acordo com um susto, olho no relógio e vejo: 6:25h! De sobressalto levantei, tive dez minutos para tomar uma chuveirada, dar uma pseudo arrumada no cabelo, colocar uma banana na mochila e pegar o primeiro táxi que passava na rua. Nem de reclamar tive tempo! Maldito Ching-Ling! Desta maneira, meu ritual matinal não foi cumprido, não tomei um banho de verdade, não lavei meu cabelo (sorte que havia lavado na noite anterior), não fiz meu café com leite, não comi meu pão na chapa com requeijão, não arrumei a cama e nem pendurei a toalha, que ficou molhada em cima da cama. Mas, às 7:05h estava onde devia estar. E antes das 9h, já estavávamos numa linda casa na Granja Viana para a gravação. Ninja, não? No trajeto, leram minha mão e associando com meu signo, tive revelações de passado, presente e futuro, e fiquei com medo dessas coisas holísticas e esperançosa com meu futuro breve. E, tivemos um dia de família feliz! Desta vez ganhei filhos de sete e nove anos e uma enteada. Enteada? Sim, porque tinha de haver uma adolescente na filmagem, e convenhamos que uma jovem de 14 anos mais alta que eu não pode ser minha filha, né? Assim, criamos a história de que ela era filha do primeiro casamento do meu marido, o que não fez a menor diferença para a gravação e só rendeu boas risadas. Uma família de margarina! Às 18:30h eu já estava liberada, fazia frio e de lambuja, descolei uma carona que me deixou na porta de casa. Que delícia! E assim me despeço, desejando uma ótima quinta-feira e um ótimo descanso a todos aqueles que desligam seus cansados computadores e rumam para debaixo dos saudosos edredons. Volto para Ribeirão neste final de semana por um motivo que não me deixa feliz e justamente por isso, me ligaram para um bom teste em pleno sábado... Até a próxima!