sábado, 18 de maio de 2013
Sexta-feira santa
Cena rara: eu, trajada com meu pijama de frio e meus óculos, assistindo, em plena sexta-feira e debaixo do meu edredom, ao sétimo episódio da primeira temporada de Game Of Thrones. E posso dizer que não está ruim, não! O despertador tocou todos os dias essa semana, os testes foram muitos - dois, três por dia! -, os táxis incontáveis e o cansaço gratificante. Tenho respostas sobre estar editada em alguns, já aprovação em outro e expectativas sobre o resto. Gravei uma locução telefônica pelo meu Iphone dentro do armário, tive cachês depositados, vi o último capítulo da novela que não acompanhei e me deleitei com Wanda e Livia Marine conversando sobre ir ao culto durante o banho de sol. "Culto?", indagou Livia Marine, com uma feição inesquecível. Foi uma semana boa! Hoje em especial rodei quilômetros e quilômetros nesta capital, já que fui contemplada com o uso do carro da roomie que viajou. E eu, obviamente, errei o caminho para o segundo teste. A Marginal Tietê e eu ainda não somos melhores amigas... E nesta mistura de novidades, com cansaço e um pouco de sono, desejo a vocês um ótimo final de semana! Tenho dois dias para esquecer o despertador e seguir nenhuma agenda, recarregando as energias para a próxima semana que promete! Vamos ver se ela vai cumprir... Já eu vou agora para o oitavo episódio. Boa noite!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Inspiração zero
Minha madrinha me cobrou notícias no blog. Acho que não as tenho, até porque escrever amenidades neste momento parece completamente dispensável. Como está a vida? Está boa. Os trabalhos? Caminhando. Os testes? Acontecendo. As contas? Pagas. Algo bombástico? Não. Alguma dúvida profunda sobre ser e viver? As de sempre. Alguma tristeza que me corrói por dentro e apaga minha estrela? Não, também. Então melhor poupar palavras vazias e usá-las apenas quando estiverem cheias de brilho, de farpas, de intensidade. Boa noite!
sábado, 4 de maio de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Casamento
Já fomos bixos. Fomos adotados por veteranos. Fomos adolescentes assustados. Viramos uma turma e aí deslumbramos. Erguemos bandeiras. Pintamos quadros. Escrevemos histórias. Inventamos músicas numa época de conhecimento de outras músicas e outras letras e outras melodias. Cantamos todas elas. Então baixamos algumas bandeiras, baixamos a guarda, adotamos bixos, depois tivemos preguiça dos novos bixos, e nessa selva louca que se concentrava em um quadrilátero no centro de uma cidade estranha, crescemos para depois abandonar seus muros e conquistar o lado de cá. E cá estamos, enfrentando outros bichos, matando leões, desvendando mistérios, reescrevendo a história. E o mais bonito disso tudo, é que seja lá ou cá, x ou ch, continuamos uma turma, a III Turma de RI, que inaugurou neste final de semana a fase da vida chamada casamento, lá na longínqua e lendária Macaubal. E neste mundo de garras e dentes, temos a sorte de sorrirmos e brindarmos a amizade, nunca nos esquecendo que um dia fomos adolescentes assustados, que fomos adotados por veteranos, que fomos bixos... Fauna linda esta que aquele quadrilátero criou! Parabéns, Pedrão e Nadja! Felicidades, mais felicidades, muita paciência, um pouquinho mais de paciência, que as alegrias sejam constantes e o amor eterno! III Turma! De RI! Tudo de bom, é isso aí!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Mapa Astral
Nunca fui muito ligada nessa coisa de astrologia. Quando um cara que você acabou de conhecer vem com o papo de "qual seu signo?", saiba que é balela, porque provavelmente ele também não entende patavinas do assunto. Sempre que me perguntam isso eu respondo com outra pergunta: "Por quê? Você entende de signo?". E geralmente minha indagação é respondida com um "Mais ou menos...". Não, ele não sabe. No máximo, dirá, posteriormente ao meu "Áries", que ariana é brava. Clichê. Porque sou um doce de pessoa! Tá, um doce meio azedo, às vezes apimentado, amargo sem querer... Mas outro dia resolvi, por indicação de um amigo, marcar uma consulta com Rosa Helena, uma terapeuta holística com agenda lotadíssima, simplesmente para saber o que era isso, porque de problemas muito grandiosos minha cabeça estava tranquila. Pura curiosidade. E Rosa Helena leu meu mapa astral lindamente! Sim, leu, literalmente leu, porque as data e hora de nascimento e nome completo são dados com antecedência... E lá estavam quatro páginas sobre a personalidade de Stella Menegucci Nogueira de Freitas. E tudo, tudo, tudo bateu com a realidade. É quando você começa a repensar sobre os astros... E por que estou falando isso? Bom, porque hoje fui tomada por um sentimento que Rosa Helena leu nas suas pesquisas sobre minha pessoa, um sentimento que talvez seja muito meu: preciso sempre de estímulos, eu crio movimento, não gosto de ficar parada. Ok, não precisava ter pagado 208 reais para ouvir isso sobre mim mesma, até porque minha mãe me fala isso gratuitamente...Mas hoje eu percebi que estou precisando de uma movimentação. As coisas estão bem, caminhando, as contas estão sendo pagas, o currículo está ficando cada vez mais gordinho, mas... Eu quero mais. Fiz dois testes mais ou menos, daqueles que você tem plena consciência de que não vai pegar, já que os castings estavam recheados de modelos incríveis que papam todos os grandes trabalhos da publicidade. Senti saudade de ter um grande trabalho na publicidade. E comecei a me perguntar porque eles não são frequentes. A culpa é minha? Por que uma Colgate nunca mais se repetiu? Minha estratégia está errada? Será? Aí dei uma volta pelo comércio do bairro, comprei umas roupas para trabalho, sem bolinhas, sem listras, não verde nem azul por conta do croma... Voltei para casa, fiz meu almoço e me sentei de frente ao computador para mandar alguns e-mails, cobrar cachês atrasados e procurar trabalhos já realizados. Foi quando encontrei uma foto de um job há algum tempo feito. E meu dia piorou desde então. Eu não me reconheci na foto. O photoshop foi tão, tão, tão bruto que me transformou numa manequim 36 de 50kg. Não tive nem coragem de publicá-la. Aliás, penso até em tirá-la do meu currículo, porque aquela ali não sou. E me perguntei: Por que então me chamaram e não chamaram uma modelo esquálida? Depois veio a insegurança de que talvez eu tenha decepcionado o cliente quando me viu pessoalmente, apesar de que sou exatamente o que minhas fotos do portfólio mostram... Depois pensei no profissional do photoshop... E isso tudo veio seguido da pergunta fatal: "Eu estou gorda?". Tinha acabado de comprar uma calça 38 mas... Se no mundo real mulheres sempre precisam perder dois quilonhos, no mundo da televisão, a gente sempre precisa emagrecer o triplo... Aí passei o dia com peso na consciência, desejando pesar 5kg a menos e ao mesmo tempo, desejando um filé à parmeggiana com batata frita. Corri. Não comi carboidratos à noite. E assisti ao primeiro episódio do seriado Copa Hotel, no GNT, fazendo abdominais no sofá e desejando fazer parte daquele elenco. Por que eu não estou ali? Como chegar ali? É porque estou gorda? É porque minha estratégia está errada? E então, toda aquela certeza e auto estima elevada da semana passada desmoronaram. Chegou o momento de criar um movimento. Assim está legal mas não está ótimo. Estava até ontem, hoje não mais. Eu quero conquistar tudo aquilo que o tarô de Rosa Helena prometeu. Só me resta saber como, porque esperar está começando a me entediar. E tédio, jamais! Amanhã é dia de gravação de mais um vídeo institucional. Mas ser rainha dos institucionais, para mim, é pouco. Esperem e verão! Boa noite!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mogi Shopping
A semana estava morna e eu estava tranquila em relação a isso. Descansaria da loucura dos últimos dias, colocaria as coisas em ordem, asistiria mais tv, voltaria a correr na minha frequência normal, compraria um bom livro, veria todos os filmes e seriados baixados no computador... Até que um inbox acabou mexendo com minha quinta-feira: um convite para gravar a campanha de Dia Das Mães do Mogi Shopping, por indicação de uma companheira de profissão. Amigos são pra isso! Assim, hoje me lembrei o quão difícil é acordar e tomar banho no frio... E às 9:30h já estava na cidade. Éramos um quarteto de mães na ficção bem interessante! Um dia longo mas gostoso de trabalho, de belos figurinos, de sorrisos clicados, de sacolas vazias de compras, de bolsas caras mas ocas, de passar batom no volante do carro, de flertar com a câmera, de rir e sorrir muito. Até entrevistas para a tv local demos! E quando já me despedia da equipe tão querida, coincidentemente encontrei um bixo meu da faculdade vagando por ali e feliz com o meu sucesso. Ele também abandonou as Relações Internacionais e trabalha satisfeito hoje em hotelaria... Foi a minha vez de ficar feliz por ele, especialmente pelo fato de o sorriso vir acompanhado de uma aliança de noivado no dedo! Voltei para casa quase 22h, exausta, claro, mas curiosa para ver este filme tão delicado que em breve estará no ar. E amanhã é sexta-feira, sem hora para acordar e muito menos sem hora para dormir... Estava com saudades de um bom final de semana na capital... Boa noite!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Os 27
Fazer aniversário é uma responsabilidade. A gente comemora o que passou e teme pelo que vai vir, porque dizem as más línguas que a tendência é piorar. Me alertaram que até os 35 a mulher está em ascenção. Depois, é uma queda quase livre. Mas isso os mais pessimistas... E eu me incluo fora dessa. Para mim, a tendência é uma melhora quase vertical. Com os anos vêm os aprendizados, o autoconhecimento, a paciência, o entendimento do mundo, a compreensão do mundo dos outros... Fora a percepção óbvia de que as cobranças vão sim aumentar mas ao mesmo tempo, a detenção da sabedoria de não se sentir por isso pressionado. Isso é declínio? Fora o dinheiro, a liberdade e as histórias para contar... Felizmente, aquela nostalgia de "eu era feliz e não sabia..." não faz parte do meu vocabulário, porque eu sempre soube das minhas alegrias e dos meus desejos e garanto que, quando eu estiver completando meus oitenta anos com belas pernas como as de Hebe Camargo, terei a plena consciência de que aos 27 eu era muito feliz e o melhor, é que eu sabia disso. E foram três dias de festa, de amigos, de família, de presentes, de fartura, de risadas, de choros, de carinho, de belas mensagens e de tudo o mais que podemos desejar para o único dia do ano que é somente nosso. Tá, exagerei no tudo, mas, quase tudo! De banho de sal grosso tomado, seguido de um banho de folhas de louro, pretendo me abastecer dos mais belos sonhos esta noite para amanhã, começar a viver os meus 27 anos. E que sejam lindos! Boa noite!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Maré Alta

Eu não vou florear, gente, desculpa. Apesar de eu saber que os meus milhaaares de leitores entrem aqui para ver minhas divagações, medos, angústias e peripécias, hoje vou apenas contar a maratona dos últimos dias! Depois das três diárias de gravação para Pão de Açúcar, fui escolhida para fazer a propaganda do Shopping Cidade Sorocaba na sexta-feira. Mas, não bastando o já cansaço e a viagem, dei um jeito de pela manhã, decorar um texto e ainda ir para um teste e depois, para a rodoviária. Cheguei em Sorocaba por volta de 14h e tive o prazer de trabalhar mais uma vez com uma equipe super querida que me fez perder a virgindade com o teleprompter, lá em meados de 2009... Foi um trabalho não muito simples, com o estúdio todo em croma, plataforma giratória, escada em 3D, brinquei de estátua, recebi massagem no set, enfim... Já já ele sai do forno! Cheguei de Sorocaba por volta de meia-noite e lá fui eu arrumar minha mala para um final de semana em São Carlos. O motivo? Dois dias de gravação para Tapetes São Carlos. Assim, sábado às 5h da matina eu já estava de pé e gravamos toda a tarde. E domingo todo o dia... Foi um trabalho pesado, longo, mas gratificante, daqueles que me fazem chegar em casa às 2h da manhã de segunda-feira e ainda ter pique para desfazer a mala, tomar banho, tirar o esmalte das unhas, cortá-las, dar uma geral na sala... Eu falo, pessoal, fazer o que a gente gosta não tem preço! Sem contar que ganhei de presente um lindo tapete, que inclusive já está sob minha mesa de centro. Eu brinquei todos os dias, recebi por isso, me cansei com as brincadeiras todas, claro, mas, deitar no travesseiro com o sentimento de deveres bem cumpridos e novos e queridos colegas, ah, isso é felicidade! E minha segunda-feira foi para por a vida e a casa em dia, já que é amanhã que minha semana começa, gravando mais um institucional, desta vez para Editora do Brasil. E aqui estou eu, ainda memorizando o texto fresco que se fixará na minha cabeça depois de uma linda noite de sono que eu preciso e mereço ter. Eu amo o mês de abril! E 2013 está tão bom que nem inferno astral eu tive! Rá! Boa noite!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Fora o festival de bacalhau, os abraços, os sorrisos, as risadas e o convite para ser madrinha de casamento de uma querida amiga, o coelhinho me trouxe quatro ovos irresistíveis! Aí fui dormir na noite de domingo com o peso na consciência de a câmera captar todos os sabores das trufas em mais uma gravação de Pão de Açúcar que, na minha cabeça, aconteceria hoje, segunda-feira dia 2. Acontece que hoje, segunda-feira, foi o dia da mentira! E respirei aliviada ao quase me arrumar para uma gravação que ainda não aconteceria. Assim, pude desfrutar um pouquinho mais dos meus travesseiros... E o dia foi para colocar a vida em ordem depois de um gordo feriado, uma tarefa complicada, eu diria. Descobri inbox nunca antes lidos na história desse país, significando trabalhos perdidos há mais de ano e fechei minha noite com o show de atuação de Wagner Moura no filme de José Padilha, carregando minhas energias para uma semana pra lá de abençoada! A dez dias de completar 27 anos, só tenho uma coisa a desejar: que venham mais 52! Boa noite! Agora é a vez dos arianos, com licença! Feliz mês de abril!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Programa do Jô
E uma segunda-feira que parecia tranquila, tendo na agenda apenas uma ida ao supermercado, correr caso a chuva permitisse, me deleitar com o friozinho e otras cositas más, acabou sendo inesquecível! Enquanto tinha meu Facebook aberto, aparece uma mensagem inbox me perguntando se toparia participar da plateia do Programa do Jô. Hoje? Sim, às 15h! E lá fui eu, depois de fazer um bacalhau a jato, para os estúdios da Rede Globo. Sob a denominação de figuração mas tendo assento garantido na primeira fileira e meus táxis assim como meu ceviche pós-Jô pagos, risquei da minha to do list mais um ítem. E foi divertidíssimo! Os convidados: Miele, a talentosíssima Alessandra Maestrini, um professor de teologia, sua mulher jornalista, uma advogada cantora hilária, uma especialista em sexo dos pandas e um cardiovascular. E o dia de hoje me fez lembrar de duas coisas: 1 - Eu quero aprender a cantar; 2 - Eu ainda vou sentar nesse seu sofá, Jô Soares... E tenho dito. Beijo da gorda!
segunda-feira, 18 de março de 2013
O frio
Com você o meu dia inteiro fica mais gostoso... Já acordo feliz ao constatar que sim, você está aqui. A gente fica mais manhosa e a cama mais irresistível. O banho é mais demorado... O armário é revirado na busca pela roupa mais bonita e mais quentinha. Com você, não há nada mais perfeito do que assistir um bom filme no sofá da sala, do que uma pipoca de panela, do que um brigadeiro de colher. Você faz renascer o melhor lado de mim, o lado mais sorridente, o lado mais paciente, o lado mais disposto e displicente. Você quando chega me faz agradecer aos céus. Até a corrida no parque é mais prazerosa... Que companhia maravilhosa! Fique em São Paulo comigo, não me abandona, não. Que delícia é a hora de dizer: "Adeus, verão!"!
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
E foi dada a largada!
Começou hoje a FEICON, a Feira Internacional de Construção, onde estou tendo mais uma vez o prazer de trabalhar em família: Brasilit! É uma delícia saber que confiam no seu trabalho e principalmente, constatar na prática, que eu sou a opção número um da empresa. Porque elogios escutamos demais... Promessas, vixi, nem se fala... Mas reencontrar tanta receptividade, pela terceira vez (seria a quarta caso eu não tivesse em campanha política em meados do ano passado...) é indescritível. Gostar do que a gente faz, com quem a gente faz e onde a gente faz, ah, isso nem Mastercard à vista paga! E lá se foi o primeiro dia com mais quatro ainda por vir. Força na peruca, força na voz e força nos pés! Enfrentar pavilhão com microfone na mão não é pra qualquer um, não! Bom descanso para todos nós!
terça-feira, 12 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Caminhando e cantando e seguindo a canção...
E por aqui os trabalhos estão de vento em popa! Semana passada cumprimos dois dias de gravação para mais Pão de Açúcar, divertidíssimo como sempre, e papei o único teste realizado na semana: Zap Imóveis! Hoje às 8:30h já estava eu sendo glamourosamente escovada no ainda vazio Jacques Janine na Vila Olímpia, às 11h gravando e às 14h já em casa estudando os temidos textos para a semana pesada que vem, com mais uma feira Construsul para meus já velhos parceiros de estrada, Brasilit! Cabeça cheia e bolso cheio. Aqui não tem espaço para o diabo trabalhar... Eu só tenho a agradecer! E vem muito mais por aí. Algo me diz que os próximos capítulos estarão recheados com todos os sabores... Boa noite!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
À mesa
Uma mesa de um gostoso restaurante de São Paulo. As amigas, de idades variadas entre os 20 e 30, colocam o papo em dia, tiram fotos, postam fotos, claro, desabafam vontades, compartilham lembranças, riem, querem saber sobre a gravidez de uma, prometem presentes pro bebê que ainda não deram, comem, bebem e são felizes. As opiniões se divergem, obviamente, são grandes amigas mas não são almas gêmeas, no sentido literal das palavras, mesmo assim, adoram conversar. E como conversam! Sobre tudo: trabalho, peso, filmes, ex's, futuro, cabelo, unhas, viagem... e assim vai. Mas quando o assunto é relacionamento, aí o bicho pega. Aqui política e religião são assuntos livres, mas relacionamentos, os seus e dos outros, ah, esse é um ponto delicado naquela agradável mesa à luz de velas. Três são compromissadas. Uma é solteira. E solteira há alguns anos, diga-se de passagem. E esta, ao escutar "Mas não escolha demais, senão você acaba sozinha!", se remexe na cadeira e parte para a defesa do seu ponto de vista. Tenta dizer que não é uma simples questão de escolha e sim de vontade, aliás, como já dito em capítulos anteriores, antes sozinha do que mal acompanhada. Mas as amigas não pensam bem assim. Uma se esconde atrás de um sorriso apaziguador, outra concorda ora com uma ora com outra, uma aponta o dedo na cara como se soubesse de alguma coisa e esta última chega em casa e vai dormir pensando naquela calorosa discussão. A característica "exigência" faz parte de sua pessoal descrição desde os primórdios. Sempre gostou de boas notas. De fazer bons trabalhos. De casa arrumada. De unhas impecáveis. De boas amizades. De bons filmes. De boa comida, enfim. Se qualidade ou se defeito, cada ocasião faz o ladrão, mas é errado ser exigente quando o assunto é relacionamento? Ela não procura pretendentes, entenda bem, ela costuma acreditar naquele ditado de "quando for pra ser, será". Não os enumera. Não faz tentativas randômicas. Às vezes até se esquece que naquela roda ao lado pode estar o mais novo homem da sua vida, especialmente se a música e/ou as companhias estiverem estupendas. Deveria ela então passar a procurar e parar de acreditar na chance de sem querer, um dia, encontrar? Não ser exigente signifca sair com todos os homens apresentáveis e de boas referências que a chamam para jantar? Significa abrandar a palavra vontade a fim de simplesmente tentar? Ela não acredita que se aprende a gostar. Você simplesmente gosta ou não gosta. E de repente você vê que ama, goste ele de rock ou de samba, seja loiro ou moreno, alto ou de sua altura (mais baixo não dá...), trabalhe ele de gravata ou de chinelo (mas tem que trabalhar!). Ela sonha com características ideias como toda mulher, mas a vontade é inimiga da perfeição, caso contrário não teria sido nunca vítima de se quer um cafajeste. É que, meu amigo, existe uma tal de química que nem seu excelente professor do Ensino Médio seria capaz de explicar... É um tal de a que se mistura com b e entra em ebulição em c e formam o mais louco abecedário... E se não tem química... tem que ser menos exigente... e tentar? Isso é inconcebível. Não existe razão para as coisas feitas pelo coração! Ela prefere ficar sozinha. Se ser exigente é seguir o que a vontade diz, ela continuará exigente. E por enquanto, continua solteira. Homens tem vários. De todos os tipos. Bons, os bonitos e muitos baratos. Mas homem que lhe desperte vontade, seja lá por qual sentido ou fantasia for, conta-se nos dedos. Sair por sair, namorar por namorar, casar porque tem que casar, hum, isso ela não quer. E continuará escutando os mais "experientes" lhe apontarem o dedo assim como aguentará as inúmeras tentativas de encontros arranjados com o primo rico ou o amigo que morava em Portugal, muitos dos quais jamais acontecerão. Ela prefere continuar acreditando no destino, seguindo suas vontades e infelizmente, sem entender essa famigerada química, que simplesmente aparece e tantas vezes, desaparece. Porque, acredite, se houvesse uma fórmula, ela já estaria bem casada e nem precisaria se contorcer à mesa com as amigas. Ela contaria sobre suas noites calientes com o marido, sobre como dividir a mesma cama é delicioso e que sabia que seria feliz para sempre ao lado dele. Mas... Maldita química! E bendita seja ela...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Jobs
E sábado seria dia de gravação em Campinas! Sexta-feira esperei a chuva passar e a cidade acalmar e lá fui eu para a rodoviária comprar um assento no famoso Cometa. 23h chegava na cidade. Enquanto a dona da casa e todo o resto dos campineiros se divertiam naqueles gostosos bares do Cambuí, eu tentava dormir cedo já que teria o prazeroso alarme tocando às 5 e pouco da manhã! 6:30h já estava no novo Shoping Parque das Bandeiras. E enquanto o shopping funcionava normalmente, os visitantes nos cercavam como se algo muito grandioso estivesse acontecendo. Nós fomos a atração daquela tarde! E enquanto eu descia as escadas rolantes dizendo "Sabe quando seu coração bate mais forte e se surpreende com cada detalhe?", dezenas de pessoas assistiam à macaquice da atriz que vos fala. Isso foi divertidíssimo! A foto acima prova. Depois de gravadas as cenas, por volta de 19h, lá fomos nós para o estúdio em Sumaré gravar a locução da propaganda. E contando os minutos do relógio para a festa de formatura que eu ainda teria em São Paulo, resolvi fechar um táxi que me trouxesse de volta o mais rápido para a capital. Time is money! Saímos de Campinas 21:35h. Uma chuva de doer na Anhanguera e os sinais de um resfriado prontinho para atacar um organismo ainda em recuperação do carnaval. E a noite seria longa... Milagrosamente às 23:45h eu já estava na festa, com nova maquilagem, cabelo e tudo, bailando ao som de Fernando & Sorocaba seguidos por Latino. Foi incrível! Domingo, como esperado, nariz escorrendo mas dá-lhe antigripal! Não bastando os quilômetros já percorridos, a maratona não teve naquele domingo o seu fim. Peguei novamente a estrada desta vez rumo a Ribeirão Preto para na segunda-feira, revisitar minha nostálgica Franca do Imperador e refazer a campanha do querido Instituto Ronaldo Leite. Maquilagem, laquê, clicks, risadas, beijo, tchau, Major Claudiano, Alonso y Alonso, Avenida Champagnat, Pizzaria Finotti (nunca mais tinha me lembrado dela...), Castelinho e lá estava ela me esperando mais uma vez, a estrada, com aquele céu que a revista da região elegeu em meados de 2000 como uma das maravilhas de Franca, juntamente com Walmart e o Carrefour, na época recém-inaugurados... Peregrinando por quatro cidades em três dias, atropelando o calendário convencional além do findar do horário de verão, minha terça-feira foi de folga merecida! Amanhã é dia de testes e a vida não pára, não pára, não pára, não. Amo muito tudo isso! Boa noite!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Ah, o Carnaval...
O meu Carnaval? Foi lindo! Com direito às melhores amigas, a longas risadas, deliciosas comidas, farta bebida, sol lindo, mar de um verde tão verde que beirava o azul, fim de saudades e começo de novas outras, amiga acidentada com três pontos na mão, gente pegando carona com a polícia, tempestade em alto mar quando embarcadas numa banana, trânsito livre, trilha sonora impecável... e o que mais? Descanso. Sim, eu descansei no meu Carnaval! Descansei o corpo, a alma e o coração. Diz a lenda que 2013 começa agora e meu telefone confirma. Baterias recarregadas e mais uma vez veio a constatação de que as coisas mais lindas da vida são de graça! Mas, todo Carnaval tem seu fim... Chega de confete, chega de serpentina. Sendo assim, um ótimo ano novo! E que continuemos sempre a brincar de ser feliz...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Não tenho do que reclamar...
"Stella, o que você mais gosta de fazer?". "Trabalhar!". E hoje completei o segundo trabalho da semana com um vídeo institucional para Natura. Pessoas queridas, risadas garantidas e aquele sentimento delicioso ao chegar em casa de um cansaço que muito valeu a pena! Amanhã antes de embarcar rumo ao litoral, tenho ainda um último teste e depois, é só folia com amigas mais que especiais! O feriado vai ser longe do samba, com pé na areia, a cabeça nas nuvens e de pernas pro ar, afinal, a gente merece! Bom Carnaval!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Fevereiro
E começou o segundo mês do ano já com dois trabalhos na minha agenda. O primeiro foi sexta-feira, uma foto para embalagem de tinta para cabelos e o segundo, amanhã, mais um querido vídeo institucional. Em 2013 quero continuar sendo a rainha dos institucionais, como pensa minha mãe, e quero continuar a ver filmes tão bacanas quanto os que me fizeram companhia nessas últimas noites solitárias. O cinema me inspira! Gostaria de um dia ser a musa de Woody Allen... Boa noite!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Do verbo "gostar"
Eu gosto de lavar os tapetes de barbante feitos por minha mãe e esticá-los, limpos e secos, na cozinha e banheiro. É um ritual de renovação! Eu gosto de enrolar a fronha do travesseiro antes de dormir e quando está difícil de acordar, gosto tanto que chega até a machucar os dedos e rasgar a fronha. Já levei muita bronca ao longo da vida por isso... Eu gosto de comprar banana prata madura no supermercado e saber que poderei já comê-la no meu café da manhã do dia seguinte. Se o dia começa sem minha banana prata, ele começa errado. Eu gosto do cheirinho de baunilha do meu difusor de aromas do quarto e gosto da mistura que faz com o cheirinho do difusor de chá verde da sala. É quando sinto que estou em casa! Eu gosto de fazer as unhas, sempre francesinhas, e vê-las longas e fortes. É um narcisismo meu, eu confesso. Eu gosto de terminar de ler livros. Gosto de começar a ver filmes. Gosto de pendurar roupas cada uma em seu cabide, me dá a sensação de organização num armário tão pequeno e empoleirado. Gosto de tirar as sobrancelhas, é quando guardo pelo menos 25 minutos para mim, o espelho, minha pinça velha e minha música. É minha arte! Gosto de, após pagar as contas, guardá-las na caixa de bagunça ao lado da televisão. Gosto de apagar o lixo do meu e-mail. Gosto de assistir as propagandas e os trailers que antecedem os filmes no cinema. Não suporto assistir filme tendo perdido o começo! Gosto de jogar a passagem do ônibus no lixo assim que chego ao meu destino. Já as de avião gosto de guardar. Gosto de tomar água direto da garrafa, é feio, mas eu gosto. Gosto de rever minhas fotos do Instagram. Me fazem lembrar que minha vida é muito, muito, muito legal! Gosto de fazer minha maquilagem antes dos testes. Apenas eu, minha necessaire deliciosamente cheia, o espelho, minha música e a esperança de um novo trabalho. Gosto de músicas novas na minha playlist. As escuto repetidamente até baixar outras mais novas. Gosto de trilhas sonoras. Gosto de tirar os sapatos e o relógio quando chego em casa, isso pra mim é liberdade. Gosto de ter o chão limpo para que não precise de chinelos. Gosto de camisolas de seda e cetim. Gosto de fazer arroz fresquinho. Gosto do cheiro de assados do Natal e cheiro de cebola no azeite. Gosto do cheiro de grama cortada, me lembra infância... Gosto de ver tv no escuro. Gosto de grifar expressões, frases e parágrafos interessantes nos livros. Gosto de ler no silêncio. Gosto de frutas sem caroço. Gosto de dormir depois de rezar. Gosto de histórias concisas. E você, do que você gosta?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Mas e a Era de Aquário?
Dizem que nossa jornada é a busca do autoconhecimento. Pois bem. No atual estágio da minha viagem interior, encontro-me perdida. Não me reconheço em algumas atitudes, procurando o porquê delas e nelas. Não me identifico mais em algumas mesas de bar, num estranhamento meu em relação ao outro e um estranhamento meu em relação a mim mesma nunca antes detectado. Hoje sou um poço de contradições. Assisto o BBB nesses dias tão apáticos mas me apavora que a canção de Amelie Poulain toque neste mesmo programa tão estapafúrdio. Danço "...Louca, louquinha, dá uma empinadinha..." e logo em seguida, admiro a poesia de um tal Chico Buarque. Comecei a pesquisar a música de uma banda que eu fazia questão em criticar nos meus tempos de faculdade e confesso hoje gostar da Conversa de Botas Batidas. Aprendi a baixar filmes na internet e nem me lembro mais a última vez que achei justo gastar 26 reais no cinema em São Paulo, sendo que amava criticar o meu irmão antes de ele me ensinar esta proeza virtual. Gosto de achar que sou uma menina culta, vivida, que fala línguas e então me acho capaz de discutir qualquer assunto na roda até que bebo alguns copos de vodka com energético - que mesmo sabendo de todos os seus malefícios sou a única a gostar - e passo a me comportar igual criança, pensar sem moderação e falar para depois nem lembrar. É quando me encontro nos meus ainda 26 anos... Acho o Facebook o cúmulo da carência mas adoro receber 32 "curtidas" numa foto com a poodle da irmã ou com o shitzu do primo. Eu falo que não vou casar mas morro de medo de ficar para sempre sozinha. E depois digo que minha filha se chamará Clara, ou Sarah, isso se eu tiver filha... Criticava quem recebia mesada de papai aos 25, 26, 27 anos, mas hoje, tudo o que eu queria era meu pai e que ele pagasse as minhas contas. E que ele me desse um carro. E que eu tivesse a chance de conhecer de verdade o meu pai e saber o que é ter um... Eu amo os 459 anos de São Paulo mas tenho encontrado paz nas areias das praias e no travesseiro no interior. Abandonei os filmes americanóides mas dei muita risada e resgatei toda a trilha sonora de American Pie, com o último O Reencontro. Não tenho paciência mais para as séries de moda e beleza que não perdia por nada meses atrás, sendo o único seriado que suporto e que sou aficionada, The Walking Dead, porque eu simplesmente adoro zumbis. E adoro também a paranoia de Woody Allen. Admiro a excentricidade de Tarantino. E bato palma para a sensibilidade de Almodóvar. Gosto de coisas caras da vida mas não preciso de um helicóptero e nem de Moet Chandon e se for pra beber uma cerveja no buteco da esquina, tamo junto! Aí às vezes recorro a ônibus porque não ando bem das pernas mas digo que quando for a Europa, vou comprar uma Louis Vuitton. E nesse desencaixe continuo a minha jornada de me encaixar dentro, fora, fora, dentro, do lado, de ponta cabeça, meio que em zig-zag. Às vezes eu não sei o que estou fazendo. Estou a cada dia mais relativista, perdi as verdades absolutas e o melhor para si, cada um bem o sabe. Se quer, quer, se não quer, não quer. Perdi o Norte. Cadê o Sul? Eu era uma rocha que dava palestras motivacionais para as amigas e agora eu mando WhatsApps vazios e preguiçosos para externar os meus dramas igualmente vazios mas que parecem hoje transbordar. Na minha cidade natal encontro pessoas queridas que me dizem sobre meu sucesso e eu me pergunto: "Que sucesso?" e chego à conclusão que o meu profile das redes sociais vende somente o lado da beleza, da fama e das peripécias... Mas e por que eu teria que mostrar também a outra face da moeda? Então escrevi no meu status que a vida acontece é por inbox... Quase fiz meu TCC na faculdade sobre a espetacularização da mídia e confesso ter ficado hoje o dia todo presa nas informações da tragédia em Santa Maria, com uma dor no peito e uma vontade de chorar. Por mim, por eles, pelo médico tão amigo que se foi na madrugada de sábado quando eu chegava da balada carregando os sapatos nas mãos e pela minha avó, da qual ando morrendo de saudades... Eu sei que vai passar, tudo passa, tudo sempre passará, mas não queria esperar, porque a jornada é curta e a vida é uma brincadeira. Enfim... Amanhã é segunda-feira e nascerá mais uma nova chance de a gente brincar. Boa noite!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O segundo
Não sei se foi o dólar na carteira, o banho de sal grosso, o banho de folhas de louro, as orações, os pensamentos positivos, a entrada na Era de Aquário, se recompensa por todos os prejuízos ou se pura sorte mesmo, mas já tenho realizado o meu segundo job do ano: uma série de vídeos para o site do Pão de Açúcar. O teste aconteceu ano passado e quando a memória já dava mais um trabalho por perdido, eis que toca o meu telefone semana passada com a notícia positiva. O bolso e os ânimos agradecem! Assim, gravei hoje e gravo amanhã novamente, numa locação super bacana e com uma produção demasiada querida. O resultado? Aguardem! E desejo que percamos as contas e que faltem páginas na minha agenda! O sonho é velho, o ano é novo e as energias renovadas. 2013 é meu! Boa semana...!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
(Re) Começo
E comecei a semana trocando os lençóis, lavando a colcha da cama, cortando os cabelos, com ingredientes diferentes na geladeira e novos exercícios, em busca de um ano realmente novo. Tomei banho de sal grosso para espantar uma zica que me acompanhava desde 2012, seguido de um inédito banho de folha de louro para repor as energias. Quantas energias perdidas...! E resolvi recomeçar. E inaugurando a máquina registradora de 2013, fui premiada com uma foto para um famoso resort brasileiro amanhã, renovando as expectativas e abrindo um ano que além de muito próspero, espero que seja igualmente surpreendente. Aguardem notícias! Boa noite!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
O Ano Novo
Entendam: este é o resumo do resumo do resumo de um livro chamado O Inferno Na Ilha. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Senta que lá vem história... Dia 27 de dezembro de 2012 levantei vôo rumo a Boa Vista, tendo como destino final um paraíso chamado Isla Margarita. Depois de uma escala em Brasília e outra em Manaus, conheci a lendária Roraima, estive em um postinho de saúde para um dos cinco integrantes do time se vacinar contra febre amarela, não entendi o trânsito da cidade, comemos, tomei um banho e fomos rumo à fronteira com a Venezuela em um táxi onde coube nós cinco. Uma estradinha ruim de doer, onde carros queimados completavam bodas no acostamento, e que nos levou até a cidade de Pacaraima. Lá jantamos num restaurante que jamais cogitei comer na minha vida por 12 reais coma a vontade, com churrasco e tudo, e confesso, gostei tanto que voltamos ainda duas outras vezes (por falta de opção, mas tudo bem...) e passamos a noite no hotel que levava o mesmo nome da cidade. Dia seguinte, levantamos acampanhamento muito cedo para conseguirmos os permizos de entrada para o país do nosso companheiro Hugo Chávez. Acontece que nós e todo mundo levantamos cedo e assim, tivemos boas horas de espera na fila da aduana em Santa Elena de Uairén. Lá encontrei um amigo de faculdade que escalaria o Monte Roraima, coincidência que até agora me parece surreal, já que o encontrei somente uma vez em São Paulo nos últimos dois anos. Aí, um dos integrantes da equipe, o mesmo que não havia tomado a vacina com antecedência, estava munido apenas da CNH, o que não merece comentário. Daí para frente, meu amigo, nosso livro inclui: suborno de autoridades, falsificação de documento, sensualização com funcionários aduaneiros, câmbio de moeda no mercado negro, especulações sobre vôos fantasmas que milagrosamente nos levariam até a famigerada ilha por preços baixíssimos em altíssima temporada, descoberta que Papai Noel não existe, cansaço, desespero, arrependimento e vontade de voltar para casa, procura em uma agência de turismo por outros destinos como Los Roques e sei lá mais o quê, constatação de que tudo, obviamente, estava lotado e uma entrada repentina em dois táxis que nos levariam até Puerto Rodaz e depois até Puerto La Cruz, para lá, pegarmos o ferry para o tal paraíso. Com isso, foram mais de 1000km de estrada enfrentando as temidas alcabalas venezuelanas com seus soldados tão jovens e tão munidos de fuzis e sei lá quais os nomes de todas aquelas armas que portavam. Fomos parados algumas vezes durante a madrugada, mostramos documentos, paramos em Graais genéricos que nem garrafa de água vendiam e onde o banheiro era uma cabine lá longe, sem luz, sem papel, sem descarga... É quando você se pergunta: onde eu vim parar?... Quando o relógio, deles ou o meu fisiológico, não sei ao certo, pois até agora estou perdida com essas duas horas e meia de diferença de fuso (sim, eu também não sabia que existia meio fuso horário...) marcava quatro da manhã, o taxista parou num lugar incompreensível para quem acabou de abrir os olhos e morria de dor na lombar sentada no banco de trás. Era uma zona de garimpo, em outras palavras, terra de ninguém! Jesus amado... E continuamos a peregrinação. Depois de pára aqui, pára acolá, xixi agachada atrás de uma casinha, fome, cansaço, sujeira, chegamos, finalmente, a Puerto la Cruz, onde algum ferry, segundo a lenda, estaria à nossa disposição. Era mais ou menos oito e meia da manhã do dia 29 de dezembro. Bom, o porto... Sabem rodoviária em véspera de Carnaval? Estava pior. Era gente sentada no chão, era gente brigando, era cachorro dormindo, era o caos na Terra! E os ferrys, lógico, estavam todos lotados. Mas, havia um outra lenda de que, talvez, quem sabe, devido ao grande número de necessitados, um ferry extra saíria às 16h rumo à Margarita. E para isso, todos deveríamos aguardar. Os ânimos, que já não estavam lá essas coisas, decaíram bruscamente depois daquele cenário caótico. Um briga daqui, outro chora dali, um reclamava e não faz nada, outro faz um monte de coisa que não resolve nada... Mas eu não ia ficar esperando. O reveillon estava cada vez mais próximo, o dia estava lindo, o mar estava ali, estávamos exaustos e precisando de um banho mais do que o deserto precisa da água. Não queria mais brincar com as possibilidades. Assim, tomei as rédeas da balbúrdia, adquirimos a balsa do dia seguinte e ordenei que um taxista nos levasse ao melhor hotel, com a melhor piscina e tudo o mais! Foi quando, pela primeira vez desde o dia 27, tivemos uma alegria: Venetur, um oásis naquele inferno pela bagatela de 140 reais! A gente vibrou igual criança! Foi uma tarde deliciosa de piscina, drinks, música, fotos, comida e mais comida... Dia 30. Tomamos um belo café da manhã e fomos limpinhos e contentes pegar nosso transporte até a maledetta ilha. E chegamos a Isla Margarita num pôr-do-sol magnífico! Pegamos as malas (acreditem, não foi uma tarefa fácil!) e quando já era noite, nos sobrou uma única opção de táxi: um carro da década de 70 transmissor de tétano, malária, doença de chagas e tudo o mais. Depois de muita discussão, resolvemos o lugar onde iríamos procurar um hotel. Pois é, a gente não tinha reserva de hotel porque dizia a lenda que não precisava... Sem comentários. El Yaque! Três, quatro tentativas, tudo lotado. Até que encontramos o California, que nos daria abrigo por apenas aquela noite e o dia seguinte seria um outro dia... Jantamos à beira da praia uma exquisitíssima paella com vinho branco pela bagatela de 35 reais! Dia 31. O ano começava a dar adeus e a gente ainda não tinha lugar para ir. Resolvemos desfrutar um pouco da praia antes de recomeçar a peregrinação. Me dei ao luxo de fazer uma massagem ali deitada ao sol e fui obrigada a escutar um "Você está muito tensa!" da massagista (melhor que a minha de São Paulo, diga-se de passagem...). Ah, jura, por que será...?! Enfim... A gente não poupava dinheiro. A conversão de bolívares para reais era ridícula e éramos reis nesse país pobre. E bora resolver mais um pepino... Dizia a lenda que havia vagas no Puerta Del Sol e para lá fomos, doidos para ali montarmos acampamento e finalmente aproveitar essa ilha do terror...Só que não, não havia vaga. Montamos em outro táxi, talvez o septuagésimo nono da história e fomos caçar um outro bendito hotel. Foi quando avistamos o Margabella Suites. E ele tinha os quartos doble e triple que precisávamos. Ufa! Já pagamos pelas três diárias e ali seria nossa casinha até o final da viagem. Já peguei meu lugar na mesa do restaurante, pedimos um drink venezuelano, um risotto de frutos do mar e a senha do WiFi, importantíssima por sinal. Cogitamos com o pessoal onde era a melhor festa de reveillon e aproveitamos as últimas horas do dia para as compras, já que a ilha é tax free. E fizemos a festa no shopping! Óculos, perfumes de encomenda, maquilagem, Victoria's Secrets e o escambau. E dá-lhe cartão! Voltamos para o hotel, munidos de uma boa champagne a preço de banana e nos arreglamos para a grande noite: Bora Bora. E a festa foi longe... Feliz Ano Novo! Acordei precisando de água para beber, para escovar os dentes, para tomar um banho e adivinhem? O hotel estava sem água. Depois de quase ter meu braço amputado pela porta do elevador sem sensor, desci, tomei o café da manhã, péssimo por sinal, e perguntei sobre a água. Problema interno no hotel. Estavam resolvendo. Pedi que então levassem uma garrafa de água até o quarto. "Não podemos.". Oi?. "Os meninos estão ocupados agora.". Oi? O hotel está sem água e não fornece nem uma garrafa para os hóspedes? Nisso o resto do time acordou e a água deu um sinal de vida. Enquando uma das integrantes passava condicionador nos cabelos, a água acabou novamente. Ah não... Era hora de dar mais um bafo em inglês e espanhol e grego antigo com a gerente, abandonar mais um hotel e ir procurar outro... Voltamos para o Puerta Del Sol, que desta vez, tinha vaga. Ufa! Neste dia fomos para a Playa Parguito, tivemos o pior atendimento da história, a maior espera por um alimento já vista nesse país, boas fotos e a impossibilidade de ir embora. Os poucos táxis que rodavam, por ser feriado, estavam lotados. Depois de muita espera, a noite caiu e o jeito foi pedir carona na estrada e assim, descolamos a carroceria de uma S-10 (eu acho que era S-10...) de generosos chineses e bora para Porlamar. E nisso os dias pareciam ter 67 horas... Cheguei no hotel, louca por um banho e adivinhem? Sem água quente! Massa. Reclamei na recepção, me garantiram o conserto na manhã ou a troca de quarto. Pedi a troca de quarto. Dia seguinte, nem conserto nem troca de quarto. Foi hora de mais um bafão e de mais um papo sério com o gerente de hotel. Descolei desconto de 20% nas diárias, já que não havia mais quartos disponíveis. Dia 2 de janeiro. Aproveitamos a manhã para terminar as compras. E dá-lhe cartão. Quando eu estava prestes a comprar um calça jeans na Tommy Hilfiger, Jesus Cristo nos enviou uma família de brasileiros que nos alertou sobre não usar cartão de crédito, pois a conversão oficial nos era nada favorável. E eu havia acabado de comprar um óculos de sol que na realidade, me custaria três vezes o preço que achei que havia pagado. Fora a bolsa de academia da Puma que resolvi comprar para presentear minha irmã personal trainer, pois por 70 reais, poxa vida, por que não? 70 reais que virou quase 300 após a informação dos enviados de Deus. Como fomos burros... Uma burrice atrás da outra... O pior é que a lenda já havia nos alertado sobre isso, mas, ouvimos todas as lendas da lenda, menos essa que era história verídica. Bom, fazer o quê, o leite derramou, azedou, então, bora pra praia! E lá eu encontrei o único venezuelano consciente, que disse que ficava feliz por cada vez mais brasileiros visitarem a ilha e admitindo que ainda tinham muito a melhorar quando o assunto era serviço e infraestrutura. Sí, yo lo sé... E a hora de voltar para casa estava cada vez mais próxima e nosso ferry para o continente sairia às 22h do dia 3 e ainda não sabíamos qual caminho seguir. Na esperança de trocar o voo ou de conseguir algum outro voo ou de inventar o teletransporte, qualquer coisa menos aqueles mil quilômetros nas estradas venezuelanas, tentei falar com a Multiplus, já que nossos voos eram de milha. Adivinhem? Problema no sistema... Ficamos uma hora e meia pendurados no telefone da recepção para conseguir falar com um bendito atendente que, obviamente, nos deu a notícia de que todos os voos estavam lotados até dia 9. Conclusão, teríamos de voltar por terra e pagar os milhares de bolívares que não tínhamos mais em mão. Respira fundo. Tudo vai dar certo. Amanhã trocamos os últimos reais numa casa de câmbio, vamos para a Isla de Coche, onde diz a lenda que lá estava o verdadeiro Mar do Caribe, aproveitamos o dia e voltamos para o continente para a peregrinação de volta ao Brasil. Dia 3 de manhã. Tomei um banho gelado, um belo café da manhã e me informei sobre o mercado negro dos bolívares. Me levaram até lá. "Não trocamos reais. Só dólar, euro, x, y, z.". Oi? Voltei para o hotel numa mistura de raiva com desespero e cansaço, com preguiça e com vontade de querer morrer que despenquei a chorar. Eu não teria dinheiro para fazer o passeio que eu mais queria fazer e muito menos para percorrer os 92823673km rumo à Boa Vista... Até que veio a luz! Uma das integrantes tinha 400 dólares! Rá! Na rapidez de um leopardo, voltamos para a mesma casa de câmbio, garantimos o dia e a volta e fomos direto pegar o barco para essa tal Isla de Coche! Bonita, dia delicioso, frio na barriga em alto mar, risadas, nada das prometidas águas cristalinas e tomei meu último banho de mar nas águas caribeñas. Era hora de ir embora. Voltamos para o hotel, fizemos as malas, fomos para o porto, pegamos nosso ferry e dessa vez aportamos em Cunamá. De lá caçamos um táxi que nos levou até Puerto la Cruz, lá um outro táxi até Puerto Rodaz e chegando lá, arrumamos outro que nos levaria até Santa Elena, onde tudo começou. Mas já sabíamos o esquema da coisa e a volta parecia muito mais tranquila... Sem Graal nem Frango Assado, comemos cachapa de madrugada num dos lugares mais sujos que já vi, fiz xixi no banheiro mais porco que já vi e continuamos na estrada. O carro não era dos mais potentes mas tudo bem, a gente tava voltando vivo pra casa e isso era o mais importante. Mexeu com o bolso, mexeu com os nervos, quase abalou amizades, quase abalou namoro, mas a saúde e a vida, ah, essas estavam intactas! Passamos por várias alcabalas, que atrapalhavam meu sono a cada 50min, sem nenhum problema. Até que em uma, a uns já 240km de Santa Elena, os soldadinhos de Chávez resolveram revistar nossas malas. Mas tudo bem, quem não deve não teme. Tchau, pessoal, obrigada, manda beijo pro Huguinho...! E adivinhem? Notei que havia perdido minha pulseira dos 10 Mandamentos adquirida especialmente para o evento... Saberá em qual dos milhares de quilômetros percorricos... Mas isso era o de menos. O pior foi que o carro não pegava. Tenta, tenta, nada. Empurra, nada. Nisso o sol rachava e a gente a Deus dará naquela estrada, o taxista não resolvia nada, os celulares não funcionavam, os carros que passavam estavam cheios até o talo, ou de gente ou de bagagem, tive que fazer xixi de novo atrás da casinha, não tinha água, nem comida, não era possível! Duas horas depois, quando eu já estava para esganar o Ramón, nosso querido motorista, passou um ônibus que ia rumo à Santa Elena. 100 bolívares, se informou o taxista. Aí, fomos negociar o preço da viagem interrompida. Foi quando Ramón disse: "Me paguem os 3mil bolívares combinados e eu pago o ônibus de vocês.". Oi? Você tá de sacanagem, né? Mas o Ramón escutou! Ô se escutou! Rasguei meu espanhol com toda a ira do mundo! Eu voaria no pescoço daquele cucaracha... O cara não cuida do próprio carro, que já dava indícios de problema desde Puerto Rodaz, nos deixa duas horas na estrada a quase três horas de Santa Elena e quer cobrar o trecho inteiro? Bom, depois de muito bafão e de eu ter falado com um sorriso sarcártisco no rosto para um soldado que o país deles era uma merda, pagamos apenas 2mil bolívares pela viagem e subimos no ônibus. Um ônibus provavelmente da década de 70, assim como o primeiro táxi da ilha. Mas, o importante era que aquele andava. Então o motorista veio nos cobrar: 150 bolívares. "Não era 100?", indaguei. Me informei sobre o valor da passagem daquele ônibus que rodava há mais de oito horas. 200 bolívares. E esse truta tá querendo cobrar 150 de nós pobres brasileiros por um trecho curto? Jamás! Soltei o verbo! Bafão no ônibus parte 1. Pagamos 100. Aí dois senhores venezuelanos do meu lado começaram a falar que eu estava certa, que era injusto cobrar a passagem inteira, tal. Aí, vomitei mais uma vez a frase que estava na minha cabeça há dias: "Perdón, pero tu país es una mierda!", só que desta vez, sem sorriso no rosto. Bafão no ônibus parte 2. Quando eles estavam para me dar o bote, levei bronca do casal integrante do time e me aquietei. La puta que te parió! Aí dormi que até encostei no ombro do amigo da poltrona do lado... E a bachata tocando...alto... no ônibus... Chegamos a Santa Elena! O Brasil estava cada vez mais próximo! Com alguns bolívares ainda no bolso já que o Ramón nos fez economizar, fomos para o Duty Free da fronteira. E quando eu estava na fila, segurando singelos M&M's, um pacotinho de bolachinhas salgadas, um azeite de abacate e uma caixa de chocolate belga para a família, adivinhem? Minha pressão caiu! Tive que sentar. Respirar. Comer as bolachinhas. O pacote todo. Tô melhor. Pegamos mais um táxi, que na verdade não era táxi, mas que para descolar uma graninha nos levou até Pacaraima, Roraima, Brasil! E lá voltamos ao graaaande Hotel Pacaraima, onde pretendíamos passar a noite para seguir no dia seguinte à capital. Adivinhem? Tinha festa na cidade e todos os hotéis lotados. Legal. Aí voltamos naquele restaurante de 12 reais, que tinha aumentado para 20 reais porque o quilo da carne aumentou, forramos o estômago sôfrego e no 941º táxi do livro, voltamos para Boa Vista. Paramos no primeiro hotel. Lotado. No segundo, lotado. No terceiro ficamos! Ah, que delícia... Quando entrei no meu quarto, o ar condicionado não funcionava. No quarto da minha amiga, não funcionava água quente. Aì mudei de quarto. Neste, o ar funcionava não a água quente. No terceiro quarto, o ar funcionava e também funcionava a água quente, mas, esse custava 20 reais a mais. E ali ficamos. De ali em diante, foi só alegria...! Nunca estive tão feliz ao entrar num aeroporto e ser bem atendida no Bob's! Aquele foi o melhor lanche da minha vida! Eu queria abraçar todos os brasileiros! No more gracias, sem mais um milhão de notas de bolívares desvalorizados na carteira, sem moscas, sem bafão, sem stress... Nosso avião era um 2-4-2, assisti Um Conto Chinês seguido de Os Goonies e cheguei à conclusão de que é disso que eu gosto! Em Guarulhos, terminei as férias com uma Pizza Hut e contando minha história para um estranho sentado ao meu lado enquanto aguardava o horário do meu Airport Bus Service. Eu estava exausta. E elétrica. E aliviada. Ao som de Aventura e Maná, tento agora me situar na vida real e tirar conclusões dessa viagem tão maluca, tão rica, num país tão pobre, com pessoas tão queridas e cercadas por lindas paisagens! Para a zica ser a maior da história, bastaria Chávez morrer e uma revolução explodir na Venezuela e ficarmos presos para sempre naquelas terras de ninguém. Mas o olho gordo não foi tão forte assim. Conhece o barato que sai caro? Prazer! Vivíamos o céu e o inferno em dias que pareciam intermináveis, mas chegamos vivos. Saudáveis. Cheios de história. Cheios de fotos. Cheios de opiniões. Aprendizados. E cheios de saudade, já de lá e de cá. Eu nunca amei tanto o meu Brasil... Valeu, time! Feliz 2013!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Férias!
Ai, a vida... São tantos desgostos que às vezes não escrevê-los parece amenizar as dores que causam. Como se escondendo-os debaixo da coberta os fizesse mais brandos. Para que gritar em alto e bom som as perdas? As derrotas? As lágrimas? As saudades? Melhor digerir esses elementos e fingir, que talvez, eles nunca existiram... Porque às vezes a gente finge tanto e parece acreditar na própria mentira. E por que não? A única certeza que temos na vida é da morte, é o que dizem. E ironicamente, é a única coisa para a qual não estamos preparados. Se ame acima de tudo e de todos, te orientam. Mas aí vamos lá e metemos os pés pelas mãos e colocamos expectativas à frente de tudo, de todos e de nós mesmos. Aí a gente lamenta... A gente se arrepende... A gente chora de saudades e sente falta do que nunca foi. E a vida parece tão incerta e tão frágil... Por isso não escrevi desde meu último post. De palavras tristes os poetas são cheios... Mas, não vou ficar de mimimi no meu próprio blog, né, não às vésperas do fim do mundo e no meu primeiro dia oficial das férias! Porque apesar dos pesares, a vida é tudo que temos e também porque 2012 foi muito bom comigo e reclamar seria uma falácia. Deixamos a desejar em alguns quesitos, claro, mas nos superamos em outros e já fazemos planos incríveis e palpáveis para 2013. Quais são eles? Viajar mais, ir a mais shows, esperar menos e trabalhar demais! E dá-lhe calcinha amarela neles! E uma boa notícia: o ano ainda não acabou...
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Quinta-feira
Devo dizer-lhes o quão mais fácil ficou a vida depois que abandonei o transporte público e o cachê teste passou de R$30,00 para R$80,00. Só que hoje, não... Era uma quinta-feira qualquer. Aquele dia de agenda vazia que tentamos preencher com amenidades para não nos sentirmos tão inúteis numa cidade que não pára. À tarde pretendia ir correr, como de costume, já com unha do pé marcada para às 20h, porque a sexta-feira promete... Eis que toca meu telefone: "Stellinha, pode ir num teste ainda hoje, às 20:40h?". Of course, my dear! Assim, cancelei minha corrida - o que confesso não ter me deixado muito triste - e transferi minha unha para às 17h. Ok. Teria tempo de sobra para me preparar e chegar onde devia chegar. Quando o relógio do salão, a alguns quarteirões de casa, marcava 17:30h, começou a chuva. E eu sem guarda-chuva. E ela não parava. Algumas clientes, como eu, aflitas, trovões e a chuva que aumentava... Os ponteiros corriam... Esperei, esperei. Li uma revista, duas, todas elas e já passava de 18:40h. Aí resolvi encarar o monstro, fazer o quê, arrependida por justo hoje, ter colocado uma blusinha fresca sem sutien e uma rasteirinha dourada já presente de Natal. Respirei fundo, tirei as sandálias e descalça, percorri os mais longos quarteirões já visto nessa vida. O Itaim estava o caos! Semáforos parados, ruas alagadas, calçadas... que calçadas? Era muita água. Vinha de cima, de baixo e espirrava para os lados. Buzinas e correria e muita emoção! Impossibilitada de caminhar nas agora inexistentes calçadas, andei por entre os carros que também evitavam as guias cobertas, dei uma de CET pedindo "pare, por favor" com as mãos e ria, né, ria... Porque era uma cena tragicômica. E eu precisava chegar em casa! Para entrar no meu prédio, pisei na mais profunda enxurrada das outras nove que pisei e se não havia contraído leptospirose ou qualquer doença proveniente desta água tão limpinha até então, foi ali que contraí até febre espanhola! A energia do bairro tinha ido pras cucuias e uma vela me aguardava nas escadas. Subi meus cinco andares. Ufa. Meu celular estava com 30% de bateria, o que muito me agradou, aí tomei um banho gelado, não pude lavar os cabelos, já que secador precisa de tomada, espirrei alguns jatos de shampoo seco recém adquirido e fiz minha maquilagem com a sexy luminosidade de uma vela. Conferi se o teste estava de pé. Sim, estava. E às 20h fui para a rua pegar um táxi, já preparada para um certo atraso. O caos na Terra era aqui. Todos os táxis ocupados. Os poucos que pararam se negaram a me levar até Perdizes. Garoa. Fome. O telefone toca e perguntam se estou chegando. Oi? Minha presença era quase que obrigatória! E eu não poderia desistir... "Calma que vou chegar!". Ando pra lá, ando pra cá. Táxis cheios. Trânsito parado. Taxistas indo pra casa. Levei fora de n deles... Eu estava sem a menor moral. Cadê aquela cena chiquérrima como em Sex And The City, quando Carrie levanta a mãozinha ou dá um assovio e já pára um eficiente veículo amarelo? Mas o gênero do meu filme ali estava mais para apocalipse... O calor se misturava com a chuva e dava aquela sensação de desespero de cabelo molhando, barra da calça idem. Avistei outro táxi. Meu sapato ficou preso no rejunte da calçada. Ótimo. "Moço, quanto tempo demoraríamos pra chegar em Perdizes?". Ele: "Se chegarmos, umas duas horas...". Ok, grata. O telefone moribundo toca e me disseram que me esperariam. Resolvo dar uns dez minutos na esperança de amenizar aquilo tudo, fui ao banheiro do complexo de cinema aqui perto, estava tudo ok, apesar do cabelo estar aquela beleza. Voltei pra rua. Cacei o décimo nono táxi e tivemos a ideia de, ao invés de seguir para Perdizes, eu poderia pegar o metrô na Paulista e de lá seguir para meu destino. Ufa! Assim, cheguei na Paulista, algumas estações da linha verde, desci no Metrô Vila Madalena, mais um táxi e cheguei. Arfando, às 21:40min, mas cheguei. Mesmo que eu fosse rouca, gaga e careca, eu mereceria esse trabalho! Fiz meu teste, ok, obrigada, liguei para mais um táxi me buscar e recebo a resposta: "Espera de 50min, a senhora vai aguardar?". Jamais! Desci até a avenida do metrô, de salto, na chuva e de lá, finalmente, um quinquagésimo sexto táxi me trouxe até a porta do meu lar doce lar, nesta hora sem água na entrada do prédio... Agora você me pergunta: valia a pena ir ao teste? Valia! Vai valer a pena, no final de tudo isso? Amanhã saberemos. E eu estou torcendo para esse ser meu segundo presente de Natal! Se a vida fosse fácil, se chamaria piriguete. E desistir é para os fracos. Se não sabe brincar, meu amigo, não desce pro play! Estou exausta... E amanhã tem mais perigrinação! Não pára, não pára, não pára, não! Beijo, me liga!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
III Turma de Relações Internacionais UNESP - Franca
O que temos de mais valioso é o tempo, alguns diriam. Eu reformularia: tempo todos temos, o que interessa é o que fazemos com ele. E completaram-se cinco anos que a III Turma de Relações Internacionais da UNESP - Franca abandonou os muros da universidade e enfrenta a vida aqui do lado de fora. E quanta coisa foi feita nesse meio tempo...! Foram-se os dias em que a preocupação era a prova do Zanetti. Foram-se as dúvidas sobre como era o bendito paper que a professora Rita queria e quando acabariam a primeira, a segunda, a terceira e a quarta greves... Acabaram-se as sextas-feiras em que o professor Evaldo, que Deus o tenha, simplesmente não aparecia na faculdade... Não enfrentamos mais as filas do xerox, não precisamos mais ter paciência para usar a internet do Pólo e nem a santa paciência para enfrentar as filas homéricas para comprar os poucos tickets do RU. Não precisamos mais de reuniões para os seminários e mal se lembram do terror do Tarado da UNESP! Não existem mais os engrados de cerveja que iam de uma casa para outra. E definitivamente, foi-se o tempo que quatro reais era o suficiente para encher a cara de vinho e dançar até o amanhecer, fosse segunda, terça, quarta ou domingo... Hoje alguns já temem os trinta, outros não podem comparecer aos shows do Loolapalooza porque casamento é antônimo de economia, alguns moram juntos, outros já carregam alianças, tem gente acabando o mestrado, tem gente já no doutorado, tem um querendo virar escritor, outra com pompa de artista... Tem gente infeliz onde está e quer fugir pra algum lugar. Tem gente que não sabe em qual país ficar. Tem gente pra tudo quanto é gosto! Alguns mais esbeltos, outras barrigas cresceram, barbas idem e cabelos encurtaram, mas os corações continuam os mesmos, as histórias permanecem e a nostalgia teima em pipocar em amizades que juramos ser infinitas. Parece que foi ontem que cantávamos histéricas e devotas na beira da quadra torcendo para o nosso time de futebol, na cantoria mais fervorosa que aquela faculdade já viu: "Terceira Turma! De RI! Tudo de bom, é isso aí!"... Continuamos todos iguais mas cinco anos fazem muita diferença... O papo não é a faxineira da república e sim a casa própria. O x da questão não é festa e sim família. O que está em jogo não é o diploma, é a identidade. O medo hoje não é prova, é a vida. E mesmo que temerosa, fico curiosa para ver o que os próximos anos trarão. E devo dizer: que alegria reencontrá-los! Parabéns para todos nós porque só os fortes sobrevivem! E que venham os próximos cinco...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Amor e ódio
Quando não estou na praia, de biquini, ou na piscina, também de biquini, eu odeio o calor! Eu odeio andar na rua no calor e principalmente, ter que ir ao banco pagar o aluguel e constatar que não, o meu cartão não está na bolsa. Eu odeio vestir calça jeans no calor. Odeio igualmente o cabelo molhado e a pele grudando, sabe? Eu odeio estar atrasada no calor, porque a correria faz elevar minha temperatura e consequentemente, abaixa o meu humor. E colocar roupa de ginástica? Dormir, então, nem se fala... Também odeio os mosquitinhos que acompanham o calor e também odeio, com todas as minhas forças, estúdio sem ar condicionado, especialmente, quando está calor. A maquilagem não dura, o cabelo desmancha, a roupa mancha, o corpo cansa. E hoje meu dia foi assim, com trabalho e muito calor, longe de qualquer piscina e bem distante do mar. Mas eu amo meu trabalho! Eu amo conhecer pessoas. Eu amo descobrir lugares. Eu amo inventar histórias e espalhar sorrisos. Amo do fundo do meu coração ter um filho aqui, outra filha acolá, uma amiga nova, um marido antigo. Só podia ser amor, não poderia ser diferente! A gente recebe para brincar... Brincar de ser, fazer vender, ilustrar e com isso, sentir e aprender. E eu simplesmente amo saber que posso fazer o que simplesmente amo, seja quando estou na praia, na piscina, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Tudo novo, de novo
Comecei dezembro trocando os lençóis da cama, colocando as toalhas para lavar, guardando as roupas do varal, esvaziando os cestos de lixo, jogando os restos fora, embalada numa nova trilha sonora. Corri com tenis novos, inovei com um receita de saint peter com legumes e cereja no jantar e finalmente, durmo com a tranquilidade de ter as passagens compradas para meu Reveillon. 2013 não será um ano qualquer, escrevam o que estou falando! Apesar de que eu é que estou escrevendo e não falando e vocês, lendo, obviamente não precisam escrever, mas enfim... Faço limonada com os poucos limões que me foram dados porque não adianta reclamar que estão azedos... Só a gente tem o poder de adoçá-los. Lembrem-se disso. Boa noite!
Ó, o mar!
Comecei a escrever e apaguei quatro vezes. Eu confesso que não sei como expressar meus sentimentos e pensamentos que se confundem, se fundem, findam e corroem. A poesia agora parece brega, a crítica injusta, a lamentação patética, o medo corriqueiro e a insatisfação eterna. Para evitar qualquer mal-entendido, deixo apenas estampada minha alegria por ter tido um final de semana tão delicioso com companhias tão deliciosas, com direito a sol, praia, água fresca e cerveja bem gelada. As coisas ruins eu pedi para a onda do mar levar... Ele era tudo de que eu precisava... Boa semana!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Os testes, com "O" maiúsculo
Só São Paulo mesmo para amanhecer cinza, friozinho e chovendo, depois abrir um mega sol e fazer aqueeele calor durante a tarde para depois o tempo fechar novamente e eu dormir com minhas calças de pijama... E assim como o tempo, meu ânimo também percorre um zig-zag... Ontem e hoje, fiz, simplesmente, os testes mais legais! As oportunidades mais bacanas e que obviamente, vejo como fruto de um amadurecimento do meu trabalho, mas... Vamos por partes. O de ontem: teste para a novela Chiquititas, no SBT! Meu primeiro teste em emissora! E ainda para Chiquititas, a novela que anos atrás me fazia desabafar nas páginas do meu diário: "Quero ser uma Chiquitita!"... Digno de nota, mas eu estava demasiada cansada para escrever ontem à noite... E lá conheci colegas, reencontrei outros, me bateu uma certa síndrome de peixe pequeno, uma baixa auto-estima, um peso nas costas mas, fiz o meu papel e dei o meu melhor que poderia dar naquela segunda-feira. Se fosse um outro dia, talvez tivesse sido melhor, quem sabe! Não vou colocar culpa no texto, nem na direção, nem no meu colega de cena... Foi bom? Não. Foi ruim? Não. Mas valeu a pena demais e ao mesmo tempo que finquei meus pés no chão e me coloquei no meu devido lugar, também subi centenas de outros degraus por ter conseguido, pelo menos, a oportunidade. Se Iris Abravanel for com a minha cara, mas, bem provavelmente, não tenha sido dessa vez... E hoje, acordei cedinho para tentar a sorte como apresentadora de um canal fechado de filmes... Tive nas mãos a oportunidade de apresentar o programa que sempre disse que gostaria de fazer. Mas, já dou a notícia de que não, não foi desta vez... Amanhã meu dia é de folga, mas quinta-feira, um novo virá e depois outro e mais outro e assim por diante... Não sei se é o fim de ano, se são os "nãos" da vida, se é o sono, o que é que é, mas hoje não vou dormir com o coração leve e tranquilo. Alguma coisa se movimenta aqui dentro... Não sei se pessoal, profissional ou psicossomático... Aguardemos uma erupção do vulcão. Boa noite!
Assinar:
Postagens (Atom)



























