quarta-feira, 29 de abril de 2009

"A semana está bombando!"

Isso foi o que disse minha mãe, quando liguei para ela para contar as tantas novidades de ontem para hoje.
Sim, irei para o Rio de Janeiro realizar meus testes! A Rede Record me confirmou, e inclusive, texto em mãos!
Hoje meio-dia encontrei na Starbucks um estudante da AIC para um outro possível curta semana que vem. A resposta vem amanhã.
À tarde, fui a uma agência, deixei fotos, fiz meu cadastro, e agora é só esperar o telefone tocar e me avisar de novos testes, que espero que em breve virão...
Amanhã, às 5h da matina, farei propaganda para o HSBC! Bacana, né?
A outra notícia, bombástica!, eu guardo para depois, mas chegou por e-mail e foi seguida de uma ligação urgente. O coração quase saiu pela boca... Mas só conto após as 11h de amanhã quando terei uma resposta de verdade. Mas digo que estou realmente a um passo da Globo... de Hollywood ainda não sei...
Hoje andei a Avenida Paulista inteira... de cabo a rabo... tive um momento de nostalgia daquilo que nunca fui, daquilo que poderia ser e que provavelmente não serei: uma empresária de uma importante coorporação, com seu lindo terninho, que trabalha em um dos imponentes prédios espelhados, que sai para tomar um café com seus amigos também empresários no McCafé, ou no Café do Ponto dentro da FNAC, no Subito, ou qualquer outro lugar gostosinho que a Paulista oferece...
Ali bate o coração de São Paulo! Em uma tarde, vi a RedeTV fazendo reportagem, vi Rodolfo (lembra, do E.T. & Rodolfo?) entrevistando um certo alguém, uns outros caras com algumas câmeras... vi ambulantes fugindo com suas barraquinhas improvisadas em 2 segundos quando pintou polícia por perto, e voltando em 2 segundos e montando suas barraquinhas improvisadas quando a polícia sumiu... vi uma bolsa Dolce & Cabana em uma galeria de chineses, linda, por 120 reais. Não tive coragem de comprar... se você não pode pagar uma original, não compre uma cópia. Só se ela for muito, mas muito perfeita. Mas mesmo assim, você sabe que o capital simbólico dela não existe e para que se torturar? Um dia eu compro uma Dolce & Gabbana. E minhas botas longas Gucci. E andarei pelas ruas de New York...
Desvendei ruas, lugares, lojinhas, comprei um poncho preto gracinha por 39 reais!
Mas ao que tudo indica, não precisarei de tantas roupas de frio... e sim de lindos e poderosos biquinis para desfilar no Calçadão carioca... Ai! Se Deus quiser!
Amanhã encontro minha querida irmã que não vejo há meses na rodoviária, e passaremos a madrugada a caminho da Califórnia brasileira. O feriado vai ser uma delícia, mesmo eu perdendo a Virada Cultural na capital...
E na luta contra o relógio e contra o cansaço, e já com medo do meu despertador que tocará às 4h da manhã... boa noite!
Que semana! Que semana!

Pequeno Detalhe da Picaretagem!

Após todo o turbilhão de desabafos e indignação sobre a picaretagem do grupo de teatro infantil que a comunidade do orkut desencadeou, me adiciona no orkut um dos professores daquele meu terrível final de semana, alegando que também foi vítima da insensatez e bizarrice de Kinho Oliveira e Beatriz Oliveira.
Credo. Parece que essa história não vai morrer tão cedo. Vaso ruim não quebra, não é verdade?

Dia bom!

Dia bom essa minha terça-feira!
Fui à academia, suei bastante, revelei as fotos que levarei na minha lista infinita de agências a começar amanhã e fiquei um tempão rodando as ruas do bairro à procura de um álbum bacana para elas. Não achei.
Resolvi procurar nas papelarias do shopping, onde também não achei, mas onde comprei um lindo vestido preto para uma festa que se aproxima e uma blusa branca meia-estação.
Antes de preencher meu guarda-roupa de inverno, preciso primeiro recheá-lo de meia-estação...
Além disso, passei nas 6 lojas de bijouterias que o shopping oferece cotando preços de um colar de pérolas. Ah, e realmente a paciência é uma virtude! Quase me rendi ao colar de 67 reais. Mas pensei bem, pensei na minha instabilidade financeira, na minha instabilidade profissional e na minha instabilidade pessoal, e desisti. Na penúltima loja, achei um de 49 reais, porém, não muito bem-acabado, e mesmo assim, ainda caro. No último corredor, a caminho da saída, achei o melhor custo-benefício, por metade do preço do primeiro. Incrível como a mesma mercadoria sofre uma mutação de preços dentro de um mesmo quadrilátero, não é?!
Andando eu, feliz e contente com sacolas na mão, achando que posso gastar, recebo uma ligação inesperada, sendo convidada para um teste de vídeo na Rede Record do Rio de Janeiro. Ah! Mas a tarde que era boa ficou ainda melhor...
Enfim, se tudo der certo, próximo final de semana estarei em terras cariocas! Para dois testes! E para visitar amigos, rever amigos, rever o mar... o mar... Dou maiores detalhes depois, guenta aí.
Fui para meu teatro, apresentei uma cena de Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, sendo eu Aurora, e estamos no acabamento final dela. Voltei para casa, tomo uma sopa delícia preparada pelas meninas, e recebo a notícia de um outro teste-entrevista para um curta amanhã, e vamo que vamo!
Hoje a faxineira veio e limpou 20 dias de sujeira de 4 meninas. Que bom poder pisar descalça no chão e andar de meia sem grandes preocupações...
"E aí, Stella, como andam os testes?" Bem. Bem.
Boa noite que o dia será cheio amanhã... e vamos ver se serei aprovada para o casting da minha primeira agência a ser visitada. Wish me luck! E graças a Deus ainda não apresento os sintomas da gripe suína!
Bons sonhos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

E a gripe suína, hein?

Enquanto o mundo se estremece com o risco crescente da gripe suína; enquanto Ronaldo - O Gordo - se supera a cada jogo e se declara "a pessoa mais feliz do mundo" lembrando uma fênix - que renasce das cinzas -; enquanto Dilma supera a retirada de um linfoma; enquanto o Maranhão se afoga em enchentes; minha luta continua.
Hoje confesso não estar em um dia muito bom... cheia de dúvidas e receios... com um convite para fazer um teste para um longa no Rio de Janeiro em 10 dias que ainda não sei se vou, se devo, se é sério, e que está me consumindo. Outro enorme detalhe que me consome é o que vou fazer e onde vou fazer no meu segundo semestre e o que estou fazendo da minha vida.
Estou até com uma pseudo dor de cabeça, e nunca tenho dor de cabeça. "Você está muito pilhada", disseram as meninas. Devo estar mesmo, devo estar...
Tem um bolo quentinho de cenoura aqui em casa e estou me segurando para não devorá-lo, mesmo após dois pedaços que afundaram minha tentativa de dieta ao longo do dia.
Recebi a notícia do falecimento de um professor da faculdade. Professor bem excêntrico, poderia dizer. Meu último contato com ele foi no 4o ano, numa briga quando o coloquei na parece após faltar 3 semanas e nem dar satisfação para seus alunos, quando desabafei os 4 anos de raiva e incertezas que sofri ao longo da graduação em relação a sua falta de seriedade, didática e comprometimento, apesar de ser um cara extremamente inteligente, articulado, interessante e único. Também não sabíamos de sua doença: câncer. É o segundo professor unespiano que "vai embora" em um ano por conta dele.
Melhor ver um pouco de televisão... esquecer todos os afazeres eletrônicos, e todos os obstáculos que vão e voltam na minha mente e relaxar.
E ainda tem gente que acha que estou num vidão aqui em São Paulo...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Um Dia Útil (Maurício Pereira)

De manhã eu levantei, fiz xixi, li o jornal
Sem escovar o dente
Tomei café com leite - como sempre correndo -, me arrumei, fui trabalhar
Nem lembrei de dizer tchau pro povo lá de casa
Fui tocar música com meus amigos músicos
Aí eu canto, o dia inteiro eu canto
E canto, e canto, e canto, e canto
Às vezes pra ninguém porque é ensaio
Às vezes pra ninguém mesmo não sendo ensaio
Mas sempre junto com meus amigos músicos
E quando vai a multidão parece que eu sou tão importante!
Depois acaba tudo e eu volto quieto pra casa
E quando eu chego lá em casa tá todo mundo dormindo
Tá tudo escuro, escuro pra burro
Eu fico olhando a rua pela janela de casa
É madrugada, eu sozinho com eles dormindo
Desligo a última luz da casa
Vou dando trombada até o quarto dos moleques
Beijo eles, um por um, cubro eles, um por um
Tropeço um bocado pra chegar na minha cama
Eu dou um beijo leve e demorado nos cabelos da minha mulher que dorme
Eu tiro a roupa, eu deito acordado
Eu tô nu, eu me cubro
Olhos arregalados numa fresta de luz no teto
E eu sonho sozinho com meu coração pequenininho
Minha compreensão também pequenininha do conjunto das coisas todas
Eu, com medo da morte, e tudo mais sonhando sozinho,
Eu me pergunto se quando a gente canta alguém presta atenção na letra
Mas eu tento tentar dormir
Aí vem aquele monte de dúvidas que a gente tem quando trabalha como artista
E vem fé e vem tristeza e vem alegria e tesão e neura e fantasia e dionísio e ditadura
E eu não sei, não sei, não sei, não sei...
E pego no sono
Eu preciso dormir um pouco
E sonhar muito, porque se o cara não descansa ele não canta direito
E não leva sustança pro coração do cidadão comum
E amanhã é mais um grande dia
Um dia comum de muito trabalho
Um dia grande que nem um diamante
Um longo dia belo um baita dia duro e lindo
Eu ganho pra estar brilhante
Num dia útil
Um dia útil...

domingo, 26 de abril de 2009

Mais informações sobre a picaretagem...

Ao pensar hoje na vida, me lembrei do infortúnio da picaretagem do grupo de teatro do mês passado... Coincidentemente... Agora, na busca incessante por anúncios de vagas e testes para atriz, achei no fórum da comunidade da Central de Atores no orkut a dúvida de uma pessoa a respeito de um grupo que se denominava Mundo Cênico, que um dia foi Gualharufas, e antes Mundo Encantando...
Até então eu evitada dar nome os bois, mas a denúncia hoje vai ser mais direta. Desculpe picaretas, mas está comprovado que não se tratou de uma perseguição apenas para com a minha pessoa, mas vocês são realmente CARAS DE PAU. Na comunidade existem relatos de pessoas que foram enganadas por esses profissionais fajutos, do jeitinho que eu previ assim que bati o olho em cada dos componentes. Infelizmente é bom quando podemos compartilhar as tristes desventuras da vida com aqueles que já vivenciaram o mesmo que você, pois é quando você se sente de alguma maneira acolhida e vê que não é a única. E que sempre há alguém que está ou que passou por uma situação pior do que a sua. Para quem tiver maiores interesses em saber os detalhes de uma picaretagem, aqui vai o link.


Como eles são patéticos. Patéticos. Tenho dó de pessoas assim. A gente ainda vai se ver lá na frente. Quer dizer, eu na frente e eles atrás e abaixo. Muito abaixo. Mas do que já estão, coitados. Ah, mas vai...

Sabadão

Ai como foi difícil ouvir o despertador hoje. Aliás, despertador foi uma péssima invenção humana, ou melhor, é uma péssima consequência do ritmo de vida moderno que nos foi posto gradualmente guela abaixo. Seria lindo se ele não precisasse existir... se nós pudéssemos dormir o quanto quiséssemos ou que dormir não fosse tão bom. Ainda mais nesse friozinho da capital e com dois edredons sobre meu corpo aquecido... É muita crueldade com a raça humana.
Mas, ossos do ofício, e segui para o teatro para ensaiar antes de minha primeira apresentação em solos paulistanos. Como finalização do curso de Interpretação I, cada aluno escolheu uma música brasileira para interpretar e apresentar para uma platéia relativamente numerosa, de alunos do próprio INDAC. Minha escolha já foi postada há algum tempo aqui, Tô Tentando, do Kid Abelha. Porque você sabe... tudo o que eu mais faço nos últimos tempos é tentar. O resultado foi ótimo, a superação foi geral e recebemos elogios de que somos uma turma bem forte.
Ouvi que sou "do caralho!" e isso faz muito bem ao ego do ator. Não sentia aquele friozinho na barriga desde dezembro... aquela sensação que te faz confundir a adrenalina com vontade de ir ao banheiro, sabe?!... aquele lapso de segundo quando você pensa: "Onde fui me meter?". Mas assim que se pisa no palco, que existe uma platéia, mesmo que pequena, e você está preparado... meu amigo... não há nada igual. "Estar preparado é tudo", disse Hamlet. Eu amo os palcos. Eu amo as lentes das câmeras. Eu amo e não tem como lutar contra isso. Se eu pudesse escolher, escolheria amar mais as Relações Internacionais e amar trabalhar em um ambiente empresarial com rica perspectiva de futuro. Mas, eu amo um outro alguém... e quando amo, eu mergulho de cabeça. Mas fique tranquilo que tomo os devidos cuidados para não me afogar.
"Continue tentando", disse meu professor, feliz com o meu e o nosso resultados.
Após a "estreia", fomos confraternizar no bar. Uma tarde e início de noite deliciosos!
Voltei para casa, e mesmo com 3 convites irresistíveis para distintas baladas, fui forte e resisti, escolhendo me esbaldar numa pizza de 3 sabores magnífica de apenas R$19,90, me afogar debaixo do edredom no sofá de casa, e degustar Meu Nome Não é Johnny. Ótimo, aliás. Um sábado perfeito!
Assim, me despeço até o dia seguinte. Vou dormir atééééé acordar amanhã. Que delícia poder esquecer esta invenção-consequência diabólica e incoveniente que é o alarme do despertador...
Boa noite para você!

sábado, 25 de abril de 2009

Dona Flor e Seus Dois Maridos

O romance de Jorge Amado que se tornou um clássico confirma toda sua atualidade, mesmo décadas depois de sua publicação.
Pode uma mulher ter tudo o que deseja? Ou existirá uma eterna incompletude na vida que fará com que o pecado e a imoralidade coexistam com a realização dos desejos mais carnais e primários e façam pesar para todo o sempre a consciência?
É errado querer? É errado ter? É errado querer e poder?
Flor vive em um triângulo amoroso demonstrando um remorso pessoal, social e conjugal no início, mas acaba se entregando à bigamia, já que encontra nas duas figuras masculinas (a do malandro e a do conservador) a perfeita combinação que nutre seus desejos, sendo não a Menina Flor, proporcionada pelo vadio Vadinho, seu finado marido, nem a Senhora Flor, fruto da formalidade e segurança de seu segundo casamento com Theodoro. Com as doses certas de malandragem e maturidade, ela é nada mais nada menos que Dona Flor, assim como deve ser! Enfim, ela é a mulher que busca aquilo que todas nós sonhamos: a temperança que impede a monotonia assim como evita o martírio da inconstância. Ela tem de tudo um pouco. Melhor impossível!
A peça é uma delícia, apimentada ainda mais pela nudez total de Marcelo Farias, ótimo figurino de rendas e floral, lindo cenário, e com a fabulosa atuação da atriz que interpreta a amiga e confidente de Flor, Norminha, que rouba a cena toda vez que está no palco. Achei que Carol Castro tem uma voz meio nasalada, chorosa mesmo nas falas mais alegres. Impressão ou de repente ela estava gripada e a platéia não soube?
Vale a pena!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Carteira de Trabalho

Depois de ir até o Poupatempo na segunda-feira e dar de cara com as portas fechadas devido ao feriado deles também prolongado, até que enfim tirei minha carteira de trabalho. Ela está bem vazia até o momento, porém, prontinha para ser preenchida!
"Espero que daqui a pouco tenha aqui um emprego de uns R$3.800..." disse minha mãe.
É... vamos ver, vamos ver...
Aliás, Geraldo Alckmin merece meu mais forte abraço devido a inauguração em 2002 desse sistema de primeiríssimo mundo que facilita a emissão de documentos e que foi considerado o "novo paradigma" da administração pública.

Feriado mega prolongado!















A pedido de mamãe, voltei para São Paulo só hoje de manhã. E de van!, que me pegou na porta de casa e me deixou na porta da outra casa, já que trouxe cabides, ursos de pelúcia, latas, porta-jóias, roupas, muitas roupas, enfim. Vi até o esbelto ator Marcos Caruso passeando com seu esbelto cachorro nas ruas de Higienópolis logo cedo...
Passei minha tarde utilizando meus contatos quentíssimos, já recebi resposta de alguns, recebi uma ligação surpresa da produtora perguntando se eu estaria available semana que vem para possíveis gravações de um filme publicitário de um banco, eu disse que sim... Agendei quatro visitas em agências também para a semana que vem e agora começa, definitivamente, minha peregrinação. E é assim que as coisas vão dando certo...
O frio chega de mansinho e por isso comprei meias novas - e confesso que bem infantis - para me acompanharem nessas noites sem cobertor de orelha... Não posso fazer nada, mesmo com meus já 23 anos, mas adoro meias de bichinhos com cores nada sóbrias como verde-limão e pink. Vai falar que não são uma gracinha?!
Finalmente, achei um sapateiro - argentino - que consertasse minha querida sandália comida pela cachorrinha da minha irmã por um preço camarada e não precisei jogá-la no lixo. Lixo jamais! E ela volta a ser usada com muito gosto, já que é demasiada confortável e bem bonitinha.
Descobri o nome do ator que malha na minha academia: Rodrigo Veronese! Que está bem sumido, diga-se de passagem, devido às gravações de Caminhos das Índias.
Tive aula hoje e nossa peça de finalização do curso começa a ganhar forma... ainda bem nublada, mas com forma... e recebemos a notícia de que um colega de turma passou nos testes do musical Spring Awakening. Fiquei extremamente feliz por ele. Talentoso, bom cantor e muito simpático.
Ao chegar em casa, ia fazer uma Vono de mandioquinha, visando já suas poucas 84 calorias, mas, como foi aniversário da amiga da minha roommate que está passando uns dias aqui em casa, guardei a sopa, joguei a água fervente fora, e tomamos um Cabernet, com queijos e patê de atum. Nada light. Vou tentar segurar as pontas no final de semana... tarefa muito árdua, confesso.
Mas essa foi a prévia do meu dia.
Novidades virão. Aliás, elas estão vindo sempre!
Boa noite!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Resgate de um texto de 2007

A crise do sujeito

O mundo vive a fase da globali-zação, que provou uma magnífica eficácia para alguns, e seu caráter excludente para muitos, mantendo a riqueza nas mãos de apenas um quarto da população mundial e a pobreza e a miséria nas de três quartos, fazendo do consumo o meio de se emergir e se manter no topo da sociedade. O capitalismo é um sistema econômico, político, social e cultural que evolui através de crises periódicas pela sua própria natureza, as quais são mostradas categoricamente pela história, valendo lembrar que nas palavras de Immanuel Wallerstein, todo ciclo tem seu fim. Então não seria novidade nenhuma apontar para uma crise atual do paradigma vigente. Ou seria?
Comecemos citando algumas dessas crises a partir da segunda metade do século XIX: o desenvolvimento da primeira Revolução Industrial; os processos sócio-políticos como a Revolução da Independência dos EUA; a Revolução Francesa; o movimento ludista na Grã Bretanha; e as lutas independentistas na América Latina. Posteriormente, já no século XX, a lendária Crise de 1929, que colocou em cheque a sobrevivência do próprio sistema capitalista; a bipolarização do mundo na Guerra Fria; o triunfo das Revoluções na China, no Vietnã e na Coréia do Norte; a contracultura na década de 60; os processos de independência da Índia e dos países africanos; a crise do petróleo em 1974 e 79; a queda do Muro de Berlim; os ataques de 11 de setembro.
As crises foram e são muitas. A novidade de agora é a angústia pós-moderna como resposta a essa escolha irracional imposta pelo sistema do ter, e não do ser. Não estamos falando aqui da volatilidade dos mercados, do medo de um novo crash das bolsas de valores de todo o mundo com a crise imobiliária norte-americana, mas sim com o esvaziamento do homem moderno e da hemorragia do valores que o levam a se perguntar: Como? Por quê? Para onde?.
Os intelectuais do pós-modernismo como Zygmunt Bauman, David Harvey, F. Jameson, tratam da falsa promessa da modernidade capitalista ocidental de que tudo poderia ser modificado através da tecnociência, do desenvolvimento, do racionalismo, do domínio da natureza, mas o que era para a apaziguar o mal-estar, acabou por aumentá-lo. O viver para consumir se tornou fruto da perdição da sociedade de consumo, culminando numa chamada sociedade individualista do descarte. Lyotard em seu O Pós-Moderno Explicado Às Crianças afirma que “podemos observar e estabelecer uma espécie de declínio na confiança que os Ocidentais dos últimos séculos punham no princípio do progresso geral da humanidade”, desconfiança essa que gerou essa crise do sujeito dentro do paradigma capitalista.
A evolução se deu no fato de que antes, com o advento da vida frenética das cidades, a motivação do homem era viver para trabalhar, enquanto hoje, trabalha-se para consumir. Observamos diariamente as necessidades criadas, uma urgência desvairada da economia em produzir novas séries de produtos que cada vez mais se pareçam novidades, em ritmo acelerado, o que confere dinamismo para um eterno presente, dando sentido ao que não mais tem sentido: a cultura do consumo e da reificação do homem.
Mas vale lembrar daqueles três quartos referidos no início. Se é o consumo que dá lógica ao capitalismo, quem não pode escolher o que consumir está automaticamente excluído dele. Tornam-se como que o refugo da sociedade, aqueles nos quais ninguém se interessa em olhar. Estão fora da lógica sistêmica, não são de grande utilidade para os mercados, conseqüentemente para seus Estados e para o cenário mundial, análise que vale também para os países periféricos, atrasados e os emergentes.
A discussão nos remonta ao Fausto de Goethe, à “ilíada da vida moderna”, que vende sua alma ao diabo a fim de desfrutar dos mais altos prazeres da vida moderna. Fausto é ao mesmo tempo uma crítica e um desafio, no sentido de criarmos novas formas de lidar com essa modernidade frenética, e imaginarmos um sistema em que o homem não existirá em função do desenvolvimento, mas este sim, em função do homem. O sociólogo italiano Domenico Di Masi opina sobre a crise do paradigma, e a necessidade de encontrar uma alternativa para tal. Quando perguntado em uma entrevista coordenada pelo jornalista e antropólogo Luiz Carlos Pires sobre a possibilidade de se humanizar o capitalismo, ele responde: “O capitalismo é baseado no egoísmo e na competitividade: isto é, sobre premissas brutais, não humanas. Portanto é impossível humanizá-lo.
Talvez a alienação da qual já havia falado Marx impeça muitos de refletirem sobre essa desigualdade vigente do consumo, o que não apaga a angústia de alguns, e nem deixa de contribuir para a crise do sujeito que move mais uma das crises do capitalismo tardio, este “tempo em que já não existe nenhuma lógica mais profunda” (Jameson).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

It´s a New Day (Will.I.Am)

http://www.youtube.com/watch?v=jqliYGN_VHA
I went asleep last night
Tired from the fight
I've been fighting for tomorrow
All my life
Yea I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
It's a new day
It's been a long time coming
Up the mountain kept runnin'
Souls of freedom kept hummin'
Channeling Harriet Tubman
Kennedy, Lincoln, and King
We gotta invest in that dream
It feels like we're swimming upstream
It feels like we're stuck in between
A rock and a hard place,
We've been through the heartaches
And lived through the darkest days
If you and I made it this far,
Well then hey, we can make it all the way
And they said no we can't
And we said yes we can
Remember it's you and me together
I woke up this morning
Feeling alright
I've been fightin' for tomorrow
All my life
Yea, I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
It's a new day!
It's been a long time waitin'
Waiting for this moment
Been a long time praying
Praying for this moment
We hope for this moment
And now that we own it
For life I will hold it
And I ain't gonna let it go
It's for fathers, our brothers,
Our friends who fought for freedom
Our sisters, our mothers,
Who died for us to be in this moment
Stop and cherish this moment
Stop and cherish this time
It's time for you and me
For us and we
That's you and me together
I woke up this morning
Feeling brand new
'Cause the dreams that I've been dreaming
Have finally came true
Yea, I woke up this morning
Feeling alright
'Cause we weren't fighting for nothing
And the soldiers weren't fighting for nothing
No, Martin wasn't dreaming for nothing
And Lincoln didn't change it for nothing
And children weren't crying for nothing
It's a new day
It's a new day
A new day...

terça-feira, 21 de abril de 2009

A peça de teatro de grande sucesso que migrou para as telas de cinema: Divã. Agora sei dizer quem é minha atriz brasileira preferida: Lília Cabral. Quer dizer... não sei se é a única preferida, mas ela é ótima. E esse filme é fantástico, vale a pela conferir! Um ótimo entretenimento para se assistir num feriado de terça-feira que mais parece um domingo, dar boas risadas, se emocionar com as façanhas e com as fatalidades da vida e suspirar pelo Reynaldo Gianecchini que está de morrer fazendo papel de homem bonito, e de lambuja, apreciar a beleza jovial de Cauã Reymond.
A história é de Mercedes, uma mãe e esposa por volta de seus 45 anos, que se encontra na crise da meia-idade, se perguntando se é feliz, se perguntando sobre o que vale a pena, sobre o que veio e o que virá, o que a faz começar a frequentar o divã de um analista.
Não sou mãe, nem esposa, nem tenho 45 anos, nem me chamo Mercedes e nunca me sentei em um divã, mas me identifiquei com vários detalhes da personagem, de suas histórias, com seus anseios e suas constatações.
Conclui-se que a vida é feita de altos e baixos e que viveremos na eterna busca pela felicidade, ora tropeçando, ora levantando, ora amando, ora sofrendo, e que temos sempre que levantar a cabeça, pois a vida é curta e é assim. A gente sabe que é assim...
Mas vale a pena comentar do Giani novamente... olha... Uma menina na poltrona atrás de mim dizia enquanto ele estava em cena: "Nossa Senhora...". Nossa Senhora, viu.
Divã certamente merece uma bilheteria muito maior do que E Se Eu Fosse Você 2.

Save Me (The Pierces)

http://www.youtube.com/watch?v=HJ3jMgNBwgg
There's a lot you don't know
There's a lot you don't know
And there's a lot I can't tell
Would you think I'm crazy
If you knew me that well?
Cause there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
Is it all in my head
Or somehow is it truth?
Is it something I said?
I can offer no proof
Cause there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one
There's no one left to save me
Yeah there's a lot you don't know
But you say you won't go and I'd like to beleive you
And I know but you say you won't go
And I'd like to believe you
But I know there's no one left to save me
I am the only one...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Nada de bom!

Depois de muito vinho, muito pão e muita massa ao molho funghi agora à noite, não tenho nada de novo e nada de válido para escrever.
Os possíveis entrevistados para o próximo Sport & Ação viajaram, segundo meu diretor/produtor, e ficam em suspenso as próximas gravações.
E você sabe que a figura de Tiradentes foi forjada, certo? Suas longas barbas, seu camisolão, seus olhos claros, com seu trejeito à la Jesus Cristo, foi uma tentativa de se criar um mito, um herói brasileiro, e por isso a criação deste mesmo feriado, né?!
"Pobre o país que precisa de heróis..." ouvi dizer. Não concordo. Inventar heróis faz parte de uma história forjada, mas que acaba por colher bons frutos através de uma identidade também forjada. Vide a história norte-americana. Funcionou bem. Até bem demais, a ponto de criar o povo mais ufanista e mais orgulhoso de si mesmo que existe. Mas funcionou, e vide o Brasil, tão vasto e tão diverso e que ainda não encontrou sua unidade.
Mas Tiradentes foi uma tentativa falha... aposto que se perguntar para a população brasileira, mais da metade jamais saberá porque dia 21 de abril é feriado. Jamais saberão que neste mesmo dia em 1792, nosso mártir da indepêndencia foi enforcado e esquartejado após liderar a revolta mineira contra o pagamento arbitrário decretado pelo governo na chamada Derrama.
Mesmo assim... aproveite sua terça-feira de folga. Com certeza você merece!
Feliz dia de Tiradentes! Ou sei lá o que se diz num feriado desses...
Desta maneira, envio mais uma música descoberta há pouco, espero que goste!

Everything´s not lost (Coldplay)

http://www.youtube.com/watch?v=BhfKkF6sgNA
When I counted up my demons
Saw there was one for every day
With the good ones on my shoulders
I drove the other ones away
So if you ever feel neglected
And if you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
When you thought that it was over
You could feel it all around
And everybody's out to get you
Don't you let it drag you down
'Cos if you ever feel neglected
And if you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
If you ever feel neglected
If you think that all is lost
I'll be counting up my demons, yeah
Hoping everything's not lost
Singing out Oh, oh, oh, yeah
Oh, oh, yeahOh, oh, yeah
Everything's not lost...

A derrota no Paulistão

Típico domingão! Almoço em família, jogo na tv, gol de Ronaldo, cochilada durante o jogo, cineminha e Mousse Cake.
É incrível como jogo de futebol no domingo à tarde é mais potente do que qualquer sonífero para mim. Não gosto de cochilar à tarde, para mim dormir é no horário de dormir, apenas uma vez ao dia e ponto. Mas futebol, na televisão, se não for final de campeonato ou Copa do Mundo, é batata! Luto contra o movimento que faz piscar meus olhos, mas é inevitável. São Paulo perdeu... mas, é isso ae. Uma hora a gente ganha... outra hora também... e às vezes também perde.
Sabe, ontem vi uma semelhança enorme entre o futebol e uma micareta. Ao entrar na estação de metrô, uma multidão torcedora do Santos se esmagava nas catracas, todos vestidos de seus uniformes, cantando em uma só voz a música da torcida do time (Torcida Jovem chegou pra arregaçar... Olê lê Olá lá...A Jovem vem aí e o bicho vai pegar... A Jovem vem aí e o bicho vai pegar...) com sorriso no rosto, muita energia a ser dissipada e todos com o mesmo propósito: torcer. Me lembrei da entrada do Carnabeirão. Todos vestidos de seus uniformes - o abadá -, com imensos sorrisos no rosto, já cantando as músicas típicas de axé (também com muitas vogais à la olê, olê o lá) com extrema energia e muito mais a ser dissipado, e com o mesmo intuito: diversão, trilhando os caminhos de grades rumo à revista pelos guardas, rumo à festa. Nas arquibancadas ou na avenida, a multidão pula, grita, canta, ri, chora, se desespera. Santos ganhou de 2X1. Já no Carnabeirão, todo mundo ganha, mesmo gastando muito mais dinheiro do que indo ao estádio.
Enfim... assisti ao Envocando Espíritos (The haunting in Connecticut). Olha... sou muito exigente, você sabe, ainda mais se tratando de filme de terror hollywoodiano - dos quais eu entendo muito bem. Mas acho que já deu para essas histórias de casas mal-assombradas, que guardam um mistério do passado a ser desvendado no presente para combater as forças do mal e garantir a paz, dos vivos e dos mortos, no futuro. O violino agudo na hora dos sustos... espelhos que refletem imagens do além, portas e chão que rangem e tudo o mais. Foi legal, mas não vale a pena. Espere passar no Telecine ou na Globo daqui uma década... mas não pague a fortuna cobrada pelas salas de cinema. Igual a Amityville não haverá. E como adoro cinema de domingo!
Fugi completamente da pseudo-dieta, jantei uma salada de folhas e carpaccio e um crepe gratinado de pepperonni acompanhados do melhor suco de frutas vermelhas que existe, assisti ao Manhattan Connection, ao American Idol, e acredito ser agora a hora perfeita para dormir.
Vi um scrap de um amigo de faculdade agora, dizendo que não perguntaria como eu estava e o que estava fazendo já que ele acompanhava meu blog e estava por dentro das novidades. Ótimo! Temos leitores assíduos. Afinal de contas, se a gente escreve, é para alguém ler, correto?
Boa semana e bom feriado prolongado!

Um dia atrasada

Tá, gente, tá, eu sei... não escrevi ontem! Mas o dia foi uma loucura... realmente não deu tempo, mas foi por uma boa causa, vocês verão...
Como previa, foi extremamente ácido levantar às 6h... mas, 7:30h já estava na USP.
O curta, de nome "Ai, que susto!", comportava 3 personagens: a hostess de um prostíbulo (no caso, eu), e dois amigos que vinham frequentar a casa. Foi uma delícia!
Contracenei com dois meninos super gracinhas, ótimos atores, profissionais já bem encaminhados, trocamos nossas figurinhas, compartilhamos alguns de nossos dramas, discutimos o método Fátima Toledo, demos boas risadas e pela primeira vez usei uma peruca! E não era qualquer peruca... Ai, que amadora... Às 13h, eu já estava liberada, mas quem disse que eu queria ir embora! Acompanhei mais alguns ensaios e gravações de cenas das quais eu não fazia parte e fomos almoçar todos juntos. Imagino que daqui algum tempo, aqueles estudantes diretores, assistentes de arte, assistentes de diretor, contra-regras, serão os grandes profissionais da área e poderei ter o prazer de dizer que participei de um filme deles há muito tempo, enquanto eles ainda estavam na universidade...
Posso dizer que foi minha terceira experiência no cinema. E mais um pontinho para meu currículo, lógico, já que terei meu nome nos créditos... A estrada ainda é muito longa, e começo a me perguntar se tirar a DRT agora é realmente fundamental. Sim, creio que é sim.
Ao abandonar o set, voltei para casa e voei para o Terminal Tietê, na esperança falha de pegar o ônibus das 17h. Aquilo tava um inferninho de pessoas, de malas e de filas. Peguei o das 18h.
Fiz minha boa ação do dia ao ver toda a desorientação de uma senhora que pretendia voltar a Sertãozinho para o enterro de um ente querido, e ajudá-la a compreender os horários de ônibus, com o pagamento e preenchimento da passagem, já que ela se mostrou analfabeta. Fiquei pensando como deve ser demasiado complicado ser analfabeta em uma megalópole como São Paulo. Não saber ler nem escrever em uma minúscula cidade do interior é uma coisa, mas não decifrar os códigos urbanos de uma capital e ainda ser engolida pela falta de tato, paciência e compaixão dos moradores frenéticos de uma cidade frenética é outra. Espero que ela tenha chegado em segurança.
Nesse meio tempo de espera, comi uma salada de frutas, na tentativa de manter uma certa dieta e comecei finalmente a ler o famoso Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Algumas páginas depois, o livro já me rendeu - além do prazer da leitura - um ótimo contato em Ribeirão. Ao meu lado no ônibus veio uma figura do mundo midiático da região e o papo começou quando ele disse que acabara de dar uma entrevista listando Cem Anos de Solidão dentre os melhores livros por ele lidos. Conversamos boa parte da viagem, ele me contou muita coisa e me prometeu encontros quentíssimos com pessoas que fervem! É o famoso networking, ímpar neste maravilhoso e concorrido mundo das artes.
Cheguei já tarde, tomei um banho correndo, me arrumei correndo e fui à festa Back to Back. Bom, só digo que ainda bem que ganhei o convite... ficamos uma hora marcada no relógio, e terminamos a noite passando frio numa temakeria. Eu estava morta! E quem diria que o frio também chegaria à Califórnia brasileira...
Todas esses pessoas do mundo artístico que conheci têm a mesma opinião, engraçado, de que a gente não escolhe essa paixão. A gente é escolhido por ela e tem que arcar com todos seus esforços e consequências. "A sorte premia os corajosos", disse Paula Abdul. Somos todos corajosos de nos aventurarmos nesse mar tão límpido e revolto de incertezas, sonhos e corais.
Mas tá vendo?! Eu disse que seria por uma boa causa...

sábado, 18 de abril de 2009

What a nice Friday, ha!

Ei laiá! Mais um dia que vou dormir bem, feliz, realizada, com friozinho na barriga para o dia seguinte.
Acordei... tarde, confesso... prolonguei por duas meias-horas meu despertador... fiz o que tinha que fazer... almocei... e me arrumei para seguir para meu primeiro teste para comercial na capital: remédio para garganta. Após descobrir a maravilha do 156 - que dá as informações sobre os melhores itinerários de SP -, mesmo depois de 3 meses na capital, cheguei onde tinha que chegar: numa fila de casting num prédio no Itaim-Bibi.
Eu já era bem familiarizada com essas coisas, já que tanto vi e tanto adoro programas sobre a vida de modelos, sobre o antes da fama das estrelas... mas foi minha primeira espera para teste. Várias pessoas bonitas, várias pessoas características, uma menina dormindo na cadeira à espera de ouvir seu nome, algumas tensas, outras bem relaxadas, como eu. Eu estava ali para o que desse e viesse. Recebemos o roteiro da propaganda. O jingle a ser decorado tocou incessantemente durante as quase duas horas de espera, e por osmose, decorei. Ao chamarem meu nome, deram um "tapa" na minha maquilagem e entrei no estúdio para cantar a musiquinha. Bom, cantar não é o meu forte, vocês deveriam saber... Mas dei tudo o que era possível de mim naquele momento na interpretação.
Foi ótimo! Adorei! Espero que seja o primeiro de muitos... já que um dia também quero contar minhas histórias do antes da fama e de toda a "maratona de testes e de nãos que recebi...e bla bla bla...".
Não sei se passo, acho que não, já que normalmente se faz cem testes para passar em 1... Mas valeu demais. Mais experiência, mais causos, mais mais. Eu quero sempre mais, vocês já devem ter percebido.
Na volta, como de costume quando meu ego está nas alturas, não resisti e entrei numa loja com preços plausíveis e comprei uma blusa meia-estação, já que o frio já está dando sinais que virá com tudo em 2009 e meu armário está pobremente abastecido com 3 blusas de manga comprida. Só não comprei outra blusa e um cachecol porque a loja não parcelava no Visa... e perdi meu brinco de "pérola" tão querido somewhere over the rainbow... droga.
Peguei o ônibus e começou mais uma longa trajetória de retorno para casa no horário do rush. Mas tive o prazer de conversar com um ator - que também está na batalha - e que coincidentemente também havia sido chamado para o teste do remédio, mas perdeu a chance por causa de um atraso de 10 minutos... viemos dando risadas sobre essa vida louca que foi escolhida para nós (porque a gente não escolheu...)... sobre o Inri Cristo... trocando figurinhas... e ele me contou que no mês de março foi atingido no ombro por uma bala perdida na Bela Vista, em dia de jogo Palmeiras X "Curintia"! Afê! Foi a primeira pessoa que conheci que foi atingida por bala perdida! Isso é bem trash.
Depois de quase duas horas de ônibus e metrô... home sweet home!
Fui jantar com uma amiga no Ráscal, delicinha. Comi bem, diria assim... e minha pseudo-dieta deu um break nesta noite. Mas ok. Acontece.
Agora, 1 da manhã, e já me preocupo quanto ao meu relógio que irá despertar às 6h para a gravação do curta na USP. Ainda bem que tenho carona para a Cidade Universitária...
E à tarde, pego a ponte aérea para a Califórnia brasileira... tenho nome na lista de uma festa... e muito mais.
Que bela sexta-feira, né?
Ouvi que São Paulo só terá solução quando o homem aprender a voar... e que eu ainda terei muito orgulho de tudo o que estou fazendo... queira Deus que sim... que tanto eu quanto o resto da humanidade aprendamos a voar...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Hard To Live In The City (Albert Hammond Jr.)

http://www.youtube.com/watch?v=2JfUHHAA_WM&feature=related
Well it's hard to live,
It's hard to live in the city
Yes it's hard to live, so hard to live in the city
I've been following you for blocks
And I wish you would stop and tell me your name
But I couldn't understand what you told me as you ran away
So just lay your head down low,
Don't let anybody know
That it's hard to live, it's hard to live in the city
Yes it's hard to live, it's hard to live in the city
There's something about you that I couldn't tell
And you were always crazy
And I don't like that
There's something about you, that I knew so well
Tell those questions I have no answers
I wish that I could sit in the sun
So just lay your head down low,
Don't let anybody know
That it's hard to live, it's hard to live in the city
Yes it's hard to live, so hard to live in the city
What are you asking?
No need for walking out
You took all I could keep
You couldn't tell me the look was on your face
I think that we have left
Tell those questions I have no answers
I wish that I could sit in the sun...

Ah, esqueci de comentar...

Eu sofro no metrô em São Paulo, mas pelo menos não levo chicotada igual aos coitados dos cariocas... quer dizer... ainda não levei...
Talvez Inri Cristo seja alguém em que possamos nos apoiar frente às calamidades incríveis deste Brasilzão...
Que país é esse, mermão?

Inri Cristo

Que loucura, né.
Jô Soares acabou de perguntar para Inri Cristo: "Você acabou de ressussitar, né?! Páscoa..." e mandou uma logo em seguida: "E os filmes, como por exemplo o do Mel Gibson sobre a sua paixão, você assistiu?".
Hahahaha... será que ele anda pelas águas? Será que ele realmente acredita que é o filho do Homem? Porque tem louco para tudo nesse mundo, a gente sabe, mas existe muito charlatanismo a cada esquina, e a gente também sabe. Não sei como esse cara se sujeita a ir a programas de televisão, já que é motivo de deboche a cada instante. O pior são aquelas "Inriquetes", que se vestem do manto da Virgem Maria e ficam segurando as coisas para o "Emissário do Pai" e ainda cantam! Ah não. Estamos à beira do apocalipse, sim, mas esta pessoa, com esse sotaque mais falsiê que o meu italiano na peça Porca Miséria, é increível. Fala sério. Ele é hilário. E engraçado que ele começa a ficar bravo a cada crítica que recebe...
Well... Meu dia começou mal... foi difícil levantar da cama... acho que não esbocei UM sorriso na academia de manhã... mas as surpresas apareceram, tive uma ótima aula de teatro hoje e vou dormir feliz da vida. Tá vendo... eu falo...
Neste momento estou com meu pijaminha rosa de frio, minha meia rosa no pé...
Boa sexta-feira!
Um beijo e um queijo (mais uma vez em homenagem ao meu tio Luiz)!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Gentem!

"Paciência é uma virtude".
É só esperar que as coisas aparecem!
Recebi outra ligação e amanhã será meu primeiro teste para uma propaganda em São Paulo!
Ha ha!
E também fui aprovada para fazer parte do casting de uma agência... mas... no Rio de Janeiro... é, creio que ainda não...
"Mas o Rio não está mais perto de Hollywood?", perguntou agora minha mãe. Calma, Bete. Calma.

Ha ha!

Confesso que estava ficando tensa com o fato de até os alunos do segundo ano de Cinema da USP me rejeitarem para os dois papéis para os quais fiz testes... Estava guardando a mágoa para mim mesma, e já me corroendo com o fato de: "Se os alunos do segundo ano não me querem, imagine quem está no ramo há séculos? Não tenho chance alguma...".
Mas aí então, recebi a ligação agora à tarde que passei para fazer o papel de uma hostess no curta "Ai, que susto!". Ha ha!
Mais um ítem a ser colocado no meu currículo. Mais uma manhã de sábado para vivenciar um set de gravação, mesmo sem remuneração, sem artistas, sem fama e sem pompa desta vez.
Aprender, aprender, aprender.
E sábado à tarde volto para minha querida hometown, para me quedar alguns bons dias até o fim do feriado prolongado...
Ai que friozinho na terra da garoa!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Change (Lightning Seeds)

http://www.youtube.com/watch?v=7uwPL4wxSKA
The world is full of fools
Who never get it right
You don't know what to do
So you do anything you like
Put your foot down and drive
Oh you're a silly thing
Put your foot down and drive
You're such a pretty thing
Put your foot down and drive
You're never going to be like all those fools
You're coming out tonight
There's nothing to lose
You're going to give it all a try
Don't ever change
Don't ever change
No never change
The world is full of fools
Take wisdom to the wise
And thank your lucky stars
For coming out tonight
Put your foot down and drive
Oh you're a silly thing
Put your foot down and drive
You're such a pretty thing
Put your foot down and drive
Don't ever change
Don't ever change
When tearful eyes
Are open wide
They're still to blind to see
A change in style
For a little while
Is only make believe
Put your foot down and drive
Oh you're a silly thing
Put your foot down and drive
You're such a pretty thing
Put your foot down and drive
You're never satisfied
So look for something new
There's nothing to hide
And nothing you can do
Don't ever change
Oh you fool you've got me started...


Aprender, aprender e aprender

Mais um ítem para se acrescentar no meu currículo: passei a tarde em um estúdio, gravando com alguns amigos do teatro vozes e sussurros para curta-metragem de aluno de Cinema da USP. Com improviso de frases quase non-sense possíveis de serem ditas na balada e gravações de risadas forçadas, consequentemente muitas gargalhadas verdadeiras foram dadas. Foi uma delícia! E nosso cachê: uma cerveja bem gelada após as gravações e antes de a aula começar. Toda experiência é válida!
Tenho tanto a aprender sobre o teatro, sobre a vida, sobre os amigos, sobre os novos amigos, sobre mim mesma...
Ai ai... Não vou me estender hoje. Night night!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Boas novas!

Ao deixar Ribeirão Preto às 17h de hoje, lembrei-me de ligar para o diretor/produtor do Sport & Ação, pela última vez. Disse a ele que já havia tirado do meu currículo o ítem apresentadora e repórter de programa esportivo - o que é total verdade - e que precisava de uma resposta final. Mas ele me reanimou. Não vou entrar em detalhes para ninguém sair frustrado, e vou aguardar uma próxima ligação dele (que espero ser em breve), mas o programa continua de pé, a apresentadora Stella Freitas continua na parada, não houve nenhuma substituição, e há promessas de eu voar de traik numa próxima gravação.
Acabei com meu ovo de nozes na estrada, minha voz ainda está em recuperação, está chovendo fininho lá fora e minha cama me chama.
Mais um feriado me espera na esquina da semana que vem e retornarei à Califórnia brasileira, já que minhas roommates voltarão para casa e não rola ficar sozinha no apartamento, gastando fortunas em vários dias prolongados na capital paulista. Casa de mamãe me espera! Novamente.
Voltei animada para cá. Não esperava essas boas novas. Na verdade, não posso esperar muita coisa, mas só o fato de ter reanimado as esperanças me faz ver a capital com outros olhos.
A segunda-feira com gostinho de domingo acaba aqui. E agora. Boa noite!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Dia Mundial do Beijo

Não sei porque estabeleceram que dia 13 de abril seria o Dia Mundial do Beijo. Me recordo que li o livro Minha Primeira Paixão, de Elenice Machado e Pedro Bandeira, na 5a série, quando ainda estava longe do meu primeiro beijo (que veio a acontecer quando a 8a série já estava engatada...), mas aquelas palavras me arrepiaram a ponto de querer um primeiro beijo, um dia, pelo menos parecido com aquele de Frida e Pimpo. Gostei tanto daquela descrição e daquela historinha de filme teen, que mereceu até uma epígrafe na minha autobiografia aos 15 anos no capítulo sobre minha adolescência.
Além disso, guardei este livro com todo meu apreço, mesmo depois das muitas limpezas de armários e doações de livros e materiais escolares. Talvez estivesse lá a raiz da minha "frescura" para beijos, já que não os considero tão descartáveis assim... espero que eu sinta o friozinho na barriga do primeiro beijo ao longo de muitos primeiros beijos... e segundos... e terceiros...
Assim, aqui vai minha homenagem a esta arte tão... tão... inigualável e tantas outras coisas... que é beijar:
"Como ela estava linda naquele momento! Como eram lindas aquelas sardas em volta das covinhas do sorriso... E como brilhavam seus cachinhos vermelhos, cheirando a shampoo... Não sei se fui eu que aproximei minha cara da dela, ou se foi ela que aproximou a cara dela da minha. Só sei que de repente, nossos narizes estavam quase se tocando. Minhas mãos tremiam, e eu senti que as mãos da Frida tremiam embaixo das minhas. O coração disparou dentro do peito e um friozinho me correu pela espinha, igual quando a gente fica com medo assistindo filme do Drácula. Mas aquilo nada tinha a ver com medo. Nada a ver... Parecia que o mundo tinha sido inventado naquela hora. Nada mais parecia existir senão eu e Frida. Não havia mais matemática, nem recuperação, nem Celinha, nem mês sem mesada, nem quinzena sem lanche, nem viagem para a Argentina. Só havia aquela menina de cachinhos vermelhos. Dois mil e quinze cachinhos! Minha mão correu pelos cachinhos, enleou-se percorreu, perdeu-se. Fazia tempo que eu queria acariciar os dois mil e quinze cachinhos vermelhos de Frida. Mas acho que eu não confessava isso nem mesmo para mim. Senti a respiração da Frida chegando juntinho da minha boca. Ia ser como eu tinha visto tantas vezes na televisão. Só que foi mais gostoso do que eu jamais tinha imaginado. Muito, muito mais gostoso..."

Feliz Dia Mundial do Beijo!

Páscoa e Ribeirão Preto

Meu Deus! Quanta comilança...
Para mim, não existe o "comer socialmente". Comer é uma paixão, como é bom, como eu amo comer! Mas desde quinta-feira, foram vários pratos enormes repetidos, um combo do Black Dog às 5 da manhã, um cheese cake para cantar parabéns com as amigas, muito chocolate, muito bolo, muita gula e um rodízio de comida japonesa ontem que não precisava. Foi até pecado. Certeza que foi pecado. Mas para o chocolate dá-se para abrir uma exceção... afinal de contas, foi páscoa e meu bolo de aniversário era de mousse de chocolate.
Chocolate é uma unanimidade no mundo, assim como Ivete Sangalo é unanimidade no Brasil. Tudo bem que mudei o papo de gato pra ganso, mas toquei no assunto de Ivetinha porque assisti hoje incansavelmente a premiação do Faustão dos Melhores do Ano, e pela 5a vez consecutiva, a baiana levou o prêmio de melhor cantora. Tá... Faustão não combina comigo, acho deprimente o domingo com futebol seguido de Faustão, mas como não tive companhia para ir assistir ao Gran Torino, acabei que fiquei jogada no chão da sala imaginando como seria (ou será, sendo mais positiva e mais sonhadora) ganhar prêmio de atriz revelação, e/ou atriz coadjuvante e ou melhor atriz. Fico eu aqui, na minha inocência e prematura frustração, imaginando como todos aqueles atores começaram... quem deu a primeira chance a eles... se alguém me dará uma primeira chance... se eu um dia, seria digna de ganhar um prêmio daqueles.
Além do sonho de atuar, ser apresentadora de um programa de televisão também faz parte de minha utopia. Como notavelmente o Sport & Ação não passou de uma ilusão, me imagino apresentando algo como o Lugar Incomum do Multishow. Por que é que Érica Mader foi escolhida para ser a hostess do programa, hein? Pelo menos do inglês eu sei que daria conta. Mesmo Pedro Andrade no Manhattan Connection. Nada mal. Se alguém quiser me mandar para New York para descobrir os lugares, eventos e pessoas mais descoladas da ilha ou do continente, eu topo. Vou até de graça!
Para quem leu o Estadão de hoje, Ribeirão Preto saiu na capa do caderno de Economia, como a cidade brasileira que vai de contramão à crise. Tudo na cidade é crescimento. "Mas meu salário continua o mesmo", disse minha mãe. Eu amo Ribeirão e se fosse uma cidade que me oferecesse propostas de crescimento nesta área em que tento me inserir, não pensaria duas vezes em voltar.
Adriano, O Imperador, largou a Europa e decidiu se refugiar na favela carioca onde ele nasceu e cresceu. Assim como Adriano, com apenas algumas singelas diferenças (como a diferença bancária, a diferença de fama, a diferença de estabilidade na carreira), às vezes eu tenho vontade de me refugiar na cidade que vai de contramão à crise, fugindo do caos paulistano.
Nesta semana de terremotos, passei meus dias na ressaca física e psciológica do carnaval fora de época... comi muito... perdi a voz... passei o feriado em Ribeirão... fiz 23 e fiquei com meu motor mais potente...
Agora chega de moleza! Alguns feriados ainda estão por vir, mas sem preguiça. A luta está apenas começando. E preciso parar de falar para ter minha voz recuperada e de uma dieta urgentemente, já que minha voz e meu corpo são meus instrumentos de trabalho. Tarefa árdua para quem ainda tem meio ovo de nozes que mais parece um big camafeu...

domingo, 12 de abril de 2009

Frase fantástica

"A dor é inevitável. Mas o sofrimento é opcional."

sábado, 11 de abril de 2009

Happy Birthday to me!

Se existe um dia especial no ano, esse dia é o seu aniversário!
Afinal de contas, é o dia em que seu celular mais toca... que mais recebe scraps... que recebe tantos presentes (ou não), assim como mil abraços e beijos... que ouve os mais sinceros votos (e às vezes nem tão sinceros assim) de felicidade eterna, saúde e sucesso... que come até explodir... e que pode beber idem... o dia que pode ser totalmente dedicado ao ócio, ou dedicado às pessoas mais lindas que dessa sua trajetória fazem parte: família e amigos. E o mais importante: é o dia que se repetirá apenas 365 dias depois.
Não sou católica, mas eu rezo quase todas as noites e sempre agradeço por mais um dia, pelo dia que virá e pelas lindas pessoas que tanto amo e que acompanham nesta louca jornada chamada "vida". E assim está sendo meu aniversário, desde às 21:30h de ontem: dedicado à comemoração.
2.3! Meu motor está ficando cada vez mais potente! É hora de virar gente grande... mas eu sou grande desde sempre, tanto de altura, quando de cabeça, quanto de responsabilidade e de pensar grande. Ou seja, é hora de continuar grande ou talvez maior ainda!
Hoje é o meu dia. Que dia mais feliz!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Novo Contador

Ai gente, viu... deu "crack" no meu contador de visitas... agora, tudo o que vejo é um (X) no lugar dos números...
Desta meneira, fui obrigada a recomeçar a contagem do zero com um novo contador. Que triste... Só porque eu estava beirando os 5.000 acessos...

He´s Just Not That Into You

Finalmente, escapei hoje à tarde de meus afazeres eletrônicos e de toda minha ressaca física do final de semana, e consegui pegar a sessão de Ele não está tão afim de você. Uma pipoca, um refrigerante, um bando de celebridades e eu, no escurinho do cinema, do qual eu já estava com tantas saudades, para amenizarem minha TPM. Adoreiiiiiii!
Esse filme deveria ser assistido por todos. E por todos entende-se homens e mulheres. Não existem explicações mirabolantes, fenômenos, falta de tempo, obstáculos geográficos ou incoerência de agendas que justifiquem o fato de alguém não ligar de volta para outro alguém. Não há segredo. He´s (ou she´s) just not that into you. Simples assim!
Minha priminha não mais inha veio me pedir conselhos no final de semana sobre um "rolo" que não desenvolvia, e que rendia apenas, no máximo e olhe lá, um encontro por semana. "O que você acha?", ela perguntou, apaixonada e esperando um pedido de namoro que jamais virá. Pelo menos não tão cedo. Antes mesmo de eu assistir ao filme, e depois de alguns tropeços na vida e alguns poucos anos de experiência na frente dela, eu respondi: "Ele não gosta tanto assim de você a ponto de te assumir. Só isso."
É difícil aceitar? Sim. Dói? Dói. Mas, meu... é a realidade... uma hora você faz com um, outra hora recebe de outro, já que o que vai volta... e assim é a vida.
A objetividade às vezes destrói sonhos... mas amortece algumas de nossas quedas. Mas mesmo assim, a gente deixa se render às vezes às ilusões, pelo simples fato de que é gostoso sentir o friozinho na barriga. E aí, ou dá certo ou não dá. E se não deu, next!
Comigo é assim. Simple as that. Next!

Roubo no Anhangabaú

Estava eu aqui, agora à noite, assistindo uma tevezinha, comendo freneticamente - naquele momento uma melancia - quando entra minha roommate, bufando, tensa e contando que roubaram seu celular no Anhangabaú. 4 pivetes a cercaram, arrancaram o telefone de sua mão e voaram. Ei laiá. Aí vem toda aquela dor de cabeça de ligar para a Claro, bloquear a linha, números numerosos preciosíssimos perdidos, cantatos que talvez demorarão anos para serem reestabelecidos. Fora a pancada moral, a falta de segurança e a falta de liberdade sentidas, já que não se pode fazer uma simples ligação sem se preocupar com um assalto e até uma possível morte. Esse é o país em que a gente vive... mas o pior é que a gente ainda tem que agradecer que nada mais aconteceu, apenas levaram o aparelho e tudo bem.
Na cidade do caos, no país da insegurança e no mundo da picaretagem e impunidade, a gente ainda tem que agradecer... benza Deus! A gente merece muito mais. E como merece!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Uma produtora, o metrô e a picaretagem

Hoje visitei uma produtora, de acordo com um e-mail que deles recebi dizendo que haviam gostado do meu perfil para comerciais de TV. Levei algumas fotos reveladas... preenchi o cadastro e ouvi que tenho cara de menina rica. Eu devo me preocupar com isso? Ou foi um elogio? E detalhe, é só a cara e minha riqueza interior, tá, só para avisar caso você também concorde... porque minha conta e meus rendimentos bancários se retraem a cada dia... Agora é só esperar retorno... isso se houver retorno... Mas a fé é grande.
Tive novas notícias a respeito do caso bizarro do grupo picareta de teatro (tá lembrado?)... milagrosamente, a menina, também atriz, vítima igual a mim, me achou no orkut e conversamos pelo telefone. Fora as risadas e a retrospectiva, ela disse que o diretor/produtor (sei lá que porcaria aquele picareta é) afirmou que, posteriormente, todos os atores assinariam um contrato, mediante um advogado, atestando a presença e disponibilidade no grupo até o final do ano, e caso esse contrato fosse residido, o ator deveria pagar uma multa. Onde já se viu isso, meu Deus? Se os caras precisam de um contrato e de uma multa caso o ator desista do projeto, é porque boa coisa não é, certo? Difícil de engolir...
Hoje andei no metrô mais lotado da minha vida e menos mal que o tempo está fresquinho, senão teria passado mal, fato. Nem no teto eu conseguia segurar, de tão apertado que estava. Desculpa, pode me chamar de fresca ou do que quiser, mas eu não mereço um transporte público nessas condições. Nenhum ser humano merece, ainda mais mediante todos os impostos exorbitantes que pagamos diariamente nesta vergonha de país. Só quem já seguiu para a Sé às 18h sabe que aquilo é desumano. Não tem como as pessoas se acostumarem com essa situação! Comentei disso com uma pessoa e levei algumas alfinetadas, já que ela me disse que a grande parte da população é acostumada a isso, e que voltam felizes para casa, seja à pé, voando, de metrô ou que for. Discordo. Eu te desafio a olhar na face e nos olhos de cada pessoa presente no metrô no horário de pico. Não existe um sinal de felicidade, apenas uma tentativa de abstração para que aquela tortura logo acabe, e que ela chegue finalmente sã e salva em seu lar. Não concordo também com o fato de o caminho ser uma tortura e todos esperarem o final do dia, quando tomam seu banho e ligam a televisão. Cada segundo da vida deveria ser aproveitado como se fosse o último, certo? Não importa o fim mas sim a trajetória, como disse Guimarães Rosa, não é? É difícil, mas pensando num campo ideal... as coisas deveriam ser bem diferentes do que são. Não somos bichos para ficarmos engaiolados, empuleirados, um em cima do outro, sem ventilação, sem segurança, sem conforto. O brasileiro e a humanidade merecem muito mais.
Contrariando os ditados populares e também o grande Guimarães Rosa, tudo o que eu quero é que chegue logo a sexta-feira, que eu retorne para a Califórnia brasileira, onde o trânsito ainda não é tão caótico, onde eu não preciso ir para a estação da Sé às 18h e nem nenhum outro horário, onde o Coelhinho da Páscoa me trará doces presentes...
Infelizmente, certos momentos da vida são impossíveis de ser degustados. Não é pessimismo, é realidade. Hoje eu estou odiando São Paulo. Espero que seja só a TPM...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Começo de abril

É o começo do mês de abril e o fim de várias outras coisas.
Primeiro, fim de mais um Carnabeirão e de toda a expectativa que ele possa criar em algumas pessoas. Engraçado que quando eu estava na escola, uma semana antes do carna era uma tal onda de fim de relacionamentos - e que reatavam logo após o final de semana de festa - que você não pode imaginar... ou pode, caso tenha estudado onde eu estudei.
É também o fim, definitivamente, da era onde eu conhecia uma grande parcela dos frequentadores de balada de Ribeirão Preto, fim da era das turminhas conhecidas, dos velhos paqueras, das grandes panelinhas. Não existe mais isso em Ribeirão... O que me faz ficar meio nostálgica e constatar, mais uma vez, como a gente evolui e como muitos estão se tornando gente grande e com já planos de estabilização. O que me faz pensar também: será que eu deveria estar namorando, e ter ido ao cinema no domingo ao invés de voltar para cada às 2h após 3 dias de folia? Acho que não, já que foi bom demais, lavei a alma como planejei, pulei até o pé arder, dei risada, me perdi, corri, escorreguei, tomei chuva, voltei marrom de barro pra casa, comemorei o que tinha para comemorar (a vida, o que mais além dela?), mas não afoguei as mágoas, que continuam rondando, aparecendo ora sim, ora não, e me fazendo buscar sempre mais.É o começo do fim da minha fase de adaptação em São Paulo, já que jajá completo 3 meses de batalha na capital paulista...
É o fim das minhas sessões de foto e o início de um bombardeio de material para agências e produtoras, para quem sabe, conseguir mais alguma coisa neste fantástico mundo das artes...
E é o fim dos meus 22 anos e o começo de uma fase adulta que ainda não sei aonde vai me levar... Esqueci de comentar sobre o dia 1 de abril, mas como tudo o que mais odeio nesse mundo é a mentira, achei até bom que ela não tenha sido mais uma vez contemplada. Enfim, espero que a canoa não vire... porque eu ainda chego lá!
Bom mês de abril!




sábado, 4 de abril de 2009

CARNABEIRÃO!

Simplesmente incrível!
Apesar de eu conhecer só 25% das músicas do Asa de Águia...
Não existe energia nem festa igual a um Carnabeirão, pelo menos pra mim... a multidão, vestida com a mesma cor, cantando os mesmos versos pobres das músicas de axé e com o mesmo intuito, simples e objetivo: curtir a vida.
Hoje o dia promete: Chiclete com Banana.
Ai ai ai...